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Nota de repúdio do Sindicato dos Policiais Civis do DF às declarações do PSB

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Carro da Polícia Civil em frente ao anexo do Palácio do Buriti, sede do governo do DF (Foto: Reprodução/TV Globo)

O Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) divulgou no inicio da tarde desta sexta-feira (10) uma Nota de Repúdio às declarações da Executiva Regional do PSB, partido do governador Rodrigo Rollemberg, sobre um suposto esquema criminoso montado dentro do governo do Distrito Federal. O PSB acusou a Polícia Civil de está perseguindo Rolleberg com a deflagração da Operação que apuro um escandaloso esquema de corrupção dentro do Buriti.

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De acordo com o Sinpol-DF, “o fato do Sr. Governador nomear para o alto escalão do órgão pessoas de sua estrita confiança não sujeita o conjunto de servidores policiais a agir com omissão, negligência ou prevaricação diante de práticas criminosas. Pelo contrário, a vocação profissional desses agentes públicos aguça sua tenacidade quando o bem jurídico ofendido é o patrimônio público. Os policiais civis não agem por interesse político ou partidário. Nossa missão é proteger a sociedade e o interesse público”. Veja a íntegra da nota
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Nota de repúdio
Circula nesta sexta-feira, 10, uma nota do Partido Socialista Brasileiro, partido do atual governador do Distrito Federal, Sr. Rodrigo Rolemberg, fazendo referências pejorativas aos policiais civis. O Sindicato dos Policiais Civis do DF repudia referida nota.
Os policiais civis do DF são servidores de carreira de um órgão de Estado, a Polícia Civil do Distrito federal, PCDF. Uma instituição que é reconhecida nacional e internacionalmente pela excelência de seus quadros no combate à criminalidade, em especial quanto aos crimes praticados contra a administração pública.
O fato do Sr. Governador nomear para o alto escalão do órgão pessoas de sua estrita confiança não sujeita o conjunto de servidores policiais a agir com omissão, negligência ou prevaricação diante de práticas criminosas. Pelo contrário, a vocação profissional desses agentes públicos aguça sua tenacidade quando o bem jurídico ofendido é o patrimônio público. Os policiais civis não agem por interesse político ou partidário. Nossa missão é proteger a sociedade e o interesse público.
Apesar de todo o sucateamento da PCDF, promovido pelo atual governo, não deixamos de cumprir nossa missão institucional. A falta de investimentos, a retirada de recursos federais de nosso segmento, provocados de forma deliberada e por motivos pessoais, cujos motivos somente agora vêm à tona para a grande massa da sociedade, já tem sido denunciadas há muito tempo pelo SINPOL/DF. Afinal, a quem interessa sucatear a polícia que investiga o crime organizado e os crimes de colarinho branco??
As investigações e operações de combate à corrupção não são de agora. Não acontecem somente às vésperas das eleições, como sugerido na nota. Sempre aconteceram. Inclusive no atual governo, haja vista as ações policiais de combate à corrupção nas administrações regionais, corrupção na Secretaria de Saúde, corrupção no DFTrans e agora no gabinete ao lado da sala do atual mandatário. As ações de combate à corrupção precisam continuar e ser tornadas públicas, para que a população brasiliense saiba quem de fato tem as mãos limpas e quem tem as mãos sujas.

Buritilão | PSB sai em defesa de Rollemberg e coloca a culpa na Polícia Civil, na imprensa e em sindicato

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A Executiva Regional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) divulgou na manhã de hoje, uma nota oficial em defesa do governador Rodrigo Rollemberg, citado em uma série de denúncias de irregularidades no Governo do Distrito Federal, na operação 23:12, deflagrada pela Polícia Civil do DF. O escandaloso esquema batizado de Buritilão cita uma suposta organização criminosa envolvendo pessoas ligadas diretamente ao governador Rollemberg. No centro do escandaloso esquema está o irmão mais novo do chefe do Executivo local, Carlos Augusto Sobral Rollemberg.

Na nota oficial, o PSB defende Rollemberg e culpa os investigadores, a Polícia Civil, a imprensa e o sindicato dos polícias civis. Em um trecho diz que às vésperas do começo da campanha eleitoral “é revelador do maquiavelismo e da perversa ação política que parte da Polícia Civil se envolveu”. Veja a íntegra da nota

 

Nota do PSB

1. O vazamento de parte do inquérito policial que investiga um suposto tráfico de influencia no Governo de Brasília às vésperas do começo da campanha eleitoral é revelador do maquiavelismo e da perversa ação política que parte da polícia civil se envolveu.

2. Não se trata de um investigação séria e consistente e sim de um libelo político com o claro objetivo de impedir a reeleição do governador Rodrigo Rollemberg. Não conseguirão!

3. Juntar três atos de Governo, dos quais dois deles de três anos atrás, sem qualquer relação entre si também revelam o quanto parte da polícia civil – orientada por sindicalistas – faz campanha política contra a reeleição do governador Rollemberg.

4. Não à toa a operação de busca e apreensão ocorreu exatamente um dia depois da coligação “Mãos limpas” do governador Rollemberg ter lançado o seu slogan de campanha eleitoral.

5. Do mesmo modo, não é coincidência o vazamento do noticiário ter ocorrido num portal comandando da cadeia por um presidiário que, por sua capacidade financeira acumulada em negócios escusos, ainda se vê como “dono” de políticos.

6. O Partido Socialista Brasileiro se solidariza com o governador Rollemberg e seu governo, repudia e denuncia a covarde e vil articulação política que envolve parte de integrantes da polícia civil, da imprensa leviana e daqueles políticos que já foram presos e que ainda tentam retornar ao poder. Não conseguirão!

Executiva do PSB-DF

Investigação aponta irmão de Rollemberg como força motriz de organização criminosa no GDF

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O portal Metrópoles teve acesso ao inquérito sigiloso que investiga uma suposta organização criminosa no Governo do Distrito Federal. O documento aponta Carlos Augusto Rollemberg, o Guto, irmão do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), como personagem central de um escandaloso esquema. A reportagem é assinada pelas jornalista Lilian Tahan e Gabriella Furquim. O esquema, batizado de Buritilão, mostra Guto caracterizado como “ponto focal” de diversas ingerências junto à administração pública e com alto poder de “motricidade” perante o governo, embora não exerça nenhum cargo no GDF. Veja a integra da reportagem:

Por Lilian Tahan e Gabriella Furquim

A certa altura, Léo, como é tratado, afirma ter sugerido a Guto, irmão de Rollemberg, que determinasse para Sérgio Sampaio (chefe da Casa Civil) providenciar o pagamento às empresas de Nabil Nazir El Hage, proprietário do Grupo Home. O fato causou estranheza aos investigadores, visto que Guto não exerce nenhum cargo no governo.

O que se mostrou no dia da Operação (12:26), realizada na última terça-feira (7/8), foi apenas ínfima parte de uma suposta organização criminosa envolvendo pessoas ligadas diretamente ao governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB). No centro do escandaloso esquema está o irmão mais novo do chefe do Executivo local, Carlos Augusto Sobral Rollemberg.

Alvo de interceptações telefônicas da Polícia Civil a partir de autorização judicial, o advogado Guto — como descrito nos autos do Inquérito nº 386/2018 –, é caracterizado como “ponto focal” de diversas ingerências junto à administração pública e com alto poder de “motricidade” perante o governo, embora não exerça nenhum cargo no GDF. O Metrópoles teve acesso à íntegra da investigação e a revela com exclusividade.

A partir de uma série de diligências, como escutas telefônicas, campanas que flagraram encontros, análise de documentos e depoimentos colhidos, a Polícia Civil concluiu que há envolvimento de 10 pessoas no esquema de tráfico de influência, advocacia administrativa, além de indícios de prática de corrupção.

Nove dos 10 alvos da Coordenação Especial de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e aos Crimes contra a Administração Pública (Cecor) são: Carlos Augusto Sobral Rollemberg, Luiz Fernando de Souza Messina, Leonardo Rocha de Almeida Abreu, Guilherme Rocha de Almeida Abreu, Marcello Nóbrega de Miranda Lopes, Flávio Dias Patrício, Hermano Carvalho, Augusto Diniz, Marcos Woortmann. Um dos investigados morreu em julho.

Segundo o delegado que coordena a Operação (12:26), Fernando César Costa, “saltam aos olhos os indícios que o acordo ilícito está assentado de forma duradoura, haja vista que há atos concretos de crimes praticados pelos investigados há aproximadamente três anos, com ocorrências destacadas em 2015, 2017 e 2018”.

De acordo com o processo que soma 195 páginas, “cada um em seu campo de atuação, em clara divisão de tarefas, praticou diversos atos visando beneficiar particulares perante a administração pública”. A peça segue salientando que o esquema se estrutura “em grupo central relativamente rígido para administração das atividades criminosas”.

No âmbito do Inquérito Policial nº 386/2018, os delegados da Cecor descrevem sete episódios que comprovariam, segundo sustentam, a existência da organização criminosa gerenciada a partir do coração do GDF, a poucos metros de onde despacha o governador. Em função das interceptações telefônicas de seu irmão Guto, Rollemberg também caiu no grampo.

A partir do detalhamento das investigações, constatou-se que o suposto esquema criminoso estava enfronhado nas mais diferentes áreas do governo, entre as quais as secretarias de Saúde, Território e Habitação, Justiça, Casa Civil, além da Companhia Energética de Brasília (CEB) e das administrações regionais do Lago Norte e de Águas Claras.

Há ainda várias repartições que tangenciam as apurações centrais da polícia, como as da Procuradoria-Geral do DF, Controladoria-Geral do DF e Consultoria Jurídica do governador.

“The Comission”
De acordo com o inquérito, no dia 26 de agosto de 2015, a associação criminosa teria praticado diversos atos para que o Hospital Home recebesse o pagamento no valor de R$ 1.071.302 a título indenizatório e sem cobertura contratual.

A quitação, segundo as apurações, se concretizou no dia 30 de setembro, data compatível, segundo sustentam os investigadores, com as tratativas realizadas nos diálogos obtidos durante os procedimentos de interceptação telefônica. As conversas revelam, como descreve o inquérito, “intermediação de funcionários públicos e terceiros, estranhos aos quadros da administração, para que tal pagamento fosse efetivado”.

Na página 7 do inquérito policial, os delegados apontam expressões usadas pelos envolvidos para tratar de negócios escusos. “Salienta-se que, durante os diálogos, os interlocutores usam termos como ‘the comission’ e ‘achar denominador comum’ a demonstrar que vantagens indevidas foram solicitadas”, diz trecho do documento.

Em 10 de julho de 2015, Leonardo Rocha de Almeida Abreu, que é irmão de Guilherme Rocha de Almeida Abreu (chefe de gabinete da Casa Civil), manteve diálogo com Luiz Fernando de Souza Messina, ex-assessor do deputado distrital Rodrigo Delmasso (PRB).

A certa altura, Léo, como é tratado, afirma ter sugerido a Guto, irmão de Rollemberg, que determinasse para Sérgio Sampaio (chefe da Casa Civil) providenciar o pagamento às empresas de Nabil Nazir El Hage, proprietário do Grupo Home. O fato causou estranheza aos investigadores, visto que Guto não exerce nenhum cargo no governo.

Segundo a apuração da polícia, Leonardo Abreu também pertence ao grupo central da organização criminosa, “de forma sucinta se mostra como o articulador do grupo”, revela trecho do documento. Como apontam os policiais, Léo gerencia diversas frentes e faz a aproximação de outros atores a Guto Rollemberg.

Veja a transcrição da conversa entre Léo e Messina

Reprodução

Um mês depois, no dia 11 de agosto de 2015, novamente Leonardo e Messina conversam sobre a influência de Guto e a atuação de Guilherme Rocha de Almeida Abreu, então chefe de gabinete da Casa Civil do DF. Na ocasião, eles utilizam o termo “the comission” – em tradução livre, “a comissão”.

Os dois trechos, segundo os investigadores, apontam “fortes indícios do crime de tráfico de influência, haja vista que as supostas ingerências deveriam ser remuneradas”.

Reprodução

As investigações policiais em parceria com promotores de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) demonstram que o tempo passou e o suposto esquema de ingerência teria crescido, criando tentáculos em vários órgãos de governo. Em um dos casos, o inquérito relata que no dia 27 de abril de 2018, Carlos Augusto Rollemberg praticou tráfico de influência junto à CEB para a ligação de energia em um prédio.

Na ocasião, um indivíduo chamado Douglas pede para Guto interceder junto à CEB para fazer uma ligação de energia elétrica. “Salienta-se que Douglas pergunta se Guto irá falar com o número 1, ou seja, o governador do DF”, destacam os investigadores.

Em seguida, Douglas telefona novamente para Guto e diz que não é para ligar a energia do prédio inteiro e, por isso, não precisa falar com o governador. Guto, então, decide acionar Sávio, presidente do Conselho da CEB. Assim, os policiais descrevem a investida do irmão mais novo do governador: “Firme em seu intento de influenciar na administração pública, Guto liga para Sávio solicitando que atenda o pedido de Douglas”.

Embora nunca tenha exercido função no GDF, mais um episódio, segundo os policiais, deixa clara a influência do irmão do governador na empresa pública do GDF. No último dia 21 de junho, Guto recebeu uma ligação de Ivan Vilela Matos Valença, cuja família é proprietária do Shopping Casa Park, falando sobre a inauguração de uma usina de energia fotovoltaica no centro comercial.

Ivan justifica, durante a ligação, o motivo de seu contato: faltava a CEB aprovar o projeto, e ele estava preocupado de a empresa atrapalhar o processo.

Na sequência da narrativa policial, os investigadores apresentam o relato de um trecho de conversa que daria ainda mais detalhes sobre o poder de Guto em resolver assuntos de dentro do governo.

Veja trecho do inquérito:

Reprodução

Rollemberg cai no grampo
Também no mês de junho, outros diálogos de Guto foram usados no inquérito policial como prova de que o irmão do governador tentava se beneficiar do poder exercido por ele.

No fato em questão, Guto pede a Rollemberg que interceda para favorecer seu cunhado, irmão da esposa dele: Roberta Almeida Pedrosa Rollemberg. Segundo a polícia, Guto realizou diversas ligações “visando beneficiar Renato Almeida Pedrosa, identificado em fontes abertas como delegado da Polícia Civil do Ceará”.

“As frações significativas dos diálogos interceptados levaram a crer que interlocutores pediram que Rodrigo Rollemberg falasse com o governador do Ceará, Camilo Santana, para liberar o servidor para cessão ao Senado Federal recebendo salário pelo estado do Ceará”, detalha trecho do Inquérito nº 386/2018.

O que se segue na peça da polícia são dois diálogos interceptados no mesmo dia. O primeiro é entre Guto e sua esposa, Roberta. Logo após, é transcrito o conteúdo de conversa mantida entre Guto e Rodrigo Rollemberg:

Reprodução

Pedido indecoroso

Dois dias depois, Guto liga novamente para o irmão Rodrigo Rollemberg com o objetivo de tratar do assunto. Ele pergunta se o governador conseguiu falar com Camilo, chefe do Executivo no Ceará.

Rodrigo Rollemberg diz que não, que tentou várias vezes, mas que Camilo teria ficado de retornar e não retornou. Guto diz que Renato vai “brecar lá, pois ele não pode vir para receber R$ 5 mil, visto que ganha R$ 22 mil”.

Guto, então, pergunta para Rodrigo como que eles vão “brecar isso”. Rodrigo diz que é só ele não vir. E que vai tentar falar de novo com Camilo. Neste momento, os investigadores citam que se ouve ao fundo o pedido de Rodrigo Rollemberg para que alguém acionasse o governador do Ceará.

Segundo relatam os investigadores, “Rodrigo diz que acha que ele (Camilo) não vai liberar com ônus para o estado”. Guto pede para Rodrigo mandar uma mensagem “se conseguir falar lá”.

“Dar uma canetada”
Diagrama desenhado no inquérito para evidenciar a importância de cada um dos personagens da suposta organização criminosa desvelada pela polícia posiciona Guto no centro, exercendo papel de protagonista. Em mais um exemplo citado no inquérito, o irmão de Rollemberg é acionado por interlocutor do senador Wilson Santiago (MDB) para interceder junto ao processo de instalação de um posto do Na Hora.

 

O pedido é registrado em interceptação que, primeiro pega o interlocutor Hélio e, dois dias depois, flagra o próprio senador emedebista Wilson Santiago ligando para Guto.

No dia 7 de maio de 2018, o senador telefona para Guto e pede para marcar uma reunião entre ele e o governador, pois, segundo o parlamentar, ele “tem um assunto importante”. Fica clara, de acordo com os policiais, a ingerência e a liderança que Guto exerce mesmo sem ocupar cargo na administração pública.

Durante conversa entre Hélio e Guto, o interlocutor do senador diz que está precisando de um favor, pois o político construiu um shopping em Samambaia e vai levar o Na Hora para lá. Afirma ainda que o estabelecimento deve ser inaugurado em outubro, mas estaria precisando de alguém para “dar uma canetada” e finaliza dizendo que “foram feitos estudos”.

Medo do pente-fino
As interceptações não deixam dúvidas, segundo a polícia e o MPDFT, do tamanho da influência de Guto em diferentes setores do GDF. Em um dos grampos, o irmão do governador conversa com Marlon Costa, ex-administrador de Taguatinga e homem da mais alta confiança de Rollemberg. No diálogo, Marlon demonstra preocupação com um “pente-fino” na administração de Águas Claras.

Marlon: “Você (Guto) lembra uma vez que você tinha pedido uma situação lá em Águas Claras, uma pessoa…”

Guto: Sei.

Marlon: A gente chegou a nomear ela lá, ou não? Você lembra?

Guto: Poxa, Marlon!

Marlon: Qual o nome dela? Você lembra o nome dela?

Guto: Em Águas Claras? Será que é a Núbia?

Marlon, então, diz que vai dar uma olhada porque estariam fazendo um pente-fino (na administração de Água Claras). Guto diz que lembra do pedido, mas não se recorda do nome da pessoa.

Reprodução

Áudios reveladores
O Metrópoles teve acesso a áudios que integram a farta investigação policial. Em um deles, dois servidores da Secretaria de Justiça e Cidadania reclamam da ingerência do chefe de gabinete da Casa Civil, que acumulava, na época, o comando da Secretaria de Justiça. Guilherme Rocha de Almeida Abreu teria feito investidas, segundo relatam seus subordinados nas gravações, para prorrogar contrato da ampliação do Complexo Penitenciário da Papuda.

A conversa é travada entre o delegado de polícia Haendel Fonseca (então chefe de gabinete da Secretaria de Justiça) e Manoel Luiz Camilo de Morais (responsável da Unidade de Assuntos Funerários). Os dois conversam em tom de indignação que, segundo a decisão da Casa Civil, o governo perderia R$ 24 milhões. A medida serviria ainda para forçar o GDF, de acordo com a conversa, a arcar com as consequências de possível quebra de contrato, o que geraria indenização milionária.

Reprodução

R$ 500 mil para campanha
Uma das empresas que integram o consórcio da reforma do presídio é a Construtora Triunfo. A companhia doou R$ 500 mil para a campanha de Rollemberg em 2014, como indica a prestação de contas registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Reprodução / TSE

 

No diálogo entre Haendel e Morais, o delegado então lotado na Sejus diz que estava assustado e nunca tinha visto uma solução “tão criminosa como essa”. “Será que eles não sabem que Ministério Público, Tribunal de Contas, Polícia Federal e Caixa Econômica estão avisados disso?”

Sem explicitar a doação de campanha, Morais prevê que “essas autoridades irão responder quando perderem a caneta”. Haendel, em complementação do que diz seu interlocutor, afirma não acreditar que Guilherme esteja levando algum benefício financeiro com a ação, “pois o dinheiro já havia sido entregue ao governador bem antes, na campanha ou mesmo no governo de transição”.

Operação (12:26)
Nas primeiras horas da última terça-feira (7), um dia depois de o governador Rollemberg lançar sua chapa de candidatura à reeleição sob o slogan “Brasília de Mãos Limpas”, foi deflagrada a Operação (12:26) da Polícia Civil em parceria com a 1ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Durante a ação, que mobilizou 54 policiais e 12 delegados, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em Brasília e em São Paulo.

As equipes estiveram na sede do Palácio do Buriti para recolher documentos e mídias que pudessem ajudar na investigação. Os mandados tinham seis alvos: o então assessor especial da Casa Civil Marcello Nóbrega; o administrador do Lago Norte, Marcos Woortmann; Leonardo Rocha de Almeida Abreu (irmão de Guilherme, chefe de gabinete da Casa Civil); Luiz Fernando Messina (ex-assessor do deputado distrital Rodrigo Delmasso) e Hermano Gonçalves de Souza Carvalho (ex-secretário de Desenvolvimento Econômico da gestão de Agnelo Queiroz e também ex-assessor de Delmasso).

Outro que esteve na mira da operação de busca e apreensão foi Marcelo Carvalho de Oliveira, que é ex-executivo do Grupo Paulo Octávio.

Shopping Iguatemi
Paulo Octávio é um dos donos do Shopping Iguatemi, empreendimento no centro das investigações policiais. Segundo os delegados que atuaram no caso, houve forte ingerência de lobistas ligados ao centro comercial para a aprovação do aumento do potencial construtivo do empreendimento, o que, obviamente, anabolizaria a lucratividade do negócio.

Os policiais colheram várias evidências, incluindo fotos de encontros, que demonstram a intensa articulação em torno da aprovação da mudança de potencial construtivo.

A polícia conseguiu detalhar informações como as que revelam reuniões de executivos do shopping com o próprio governador Rollemberg e demais integrantes do GDF.

O inquérito aponta que foram praticadas “ingerências” para que Flávio Dias Patrício, representante do Grupo Iguatemi, participasse de reunião no Palácio do Buriti no dia 3 de abril de 2018, “visando que a empresa obtivesse a alteração do coeficiente de ocupação”.

Léo Abreu e Flávio Patrício mantiveram diálogo em que o primeiro orienta o colega sobre como “se portar” na reunião no Palácio do Buriti para favorecimento ao Grupo Iguatemi. Leonardo sugeriu ao interlocutor que jogasse “aquele número mais alto para ficar naquele meio que dava certo”. Referia-se aos percentuais de 1,5% e 1% de aumento do potencial construtivo.

Em outro trecho, os investigadores dizem que chama atenção no diálogo quando Léo diz para Flávio: “Estamos fazendo isso, isso e isso, mas o meu mínimo para fazer isso é isso”.

Reprodução

Buscas e apreensões
Embora os alvos de investigação da Polícia Civil e do MPDFT sejam de, pelo menos, 10 pessoas, a 4ª Vara Criminal de Brasília não autorizou as buscas e apreensões em todos os endereços pedidos pelas autoridades policiais durante a Operação (12:26). Em alguns casos, o juiz Aimar Neres de Matos considerou que as medidas não eram adequadas.

O nome Operação (12:26) faz referência ao provérbio bíblico do Antigo Testamento que diz: “O homem honesto é cauteloso em suas amizades, mas o caminho dos ímpios o leva a perder-se”.

O outro lado
No mesmo dia em que a Operação (12:26) foi deflagrada, o GDF emitiu nota para esclarecer pontos específicos divulgados até então pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. No documento, o governo nega as acusações feitas pelos investigadores sobre a existência da prática de advocacia administrativa e tráfico de influência.

No caso do possível lobby para expansão do Shopping Iguatemi, o governo local defendeu-se ao sustentar que os pedidos do grupo empresarial não haviam sido atendidos. “Foram realizadas várias reuniões e audiências públicas, no âmbito da Luos, e o Executivo não encaminhou qualquer alteração para a Câmara Legislativa do Distrito Federal. A demanda da revisão foi sobrestada pela Secretaria de Estado de Gestão do Território e Habitação (Segeth) até a conclusão das investigações”, pontuou no texto.

Hospital Home
Sobre o repasse feito ao Hospital Home, de R$ 1 milhão, a gestão Rollemberg registra que “quando o atual governo assumiu, existiam serviços realizados por diversos fornecedores e não pagos, na ordem de R$ 600 milhões, sem contratos. Ao longo dos anos foram regularizados os pagamentos, de acordo com a legislação. Hoje, esses serviços têm contratos”, segundo informa nota assinada pela Secretaria de Comunicação.

Ainda de acordo com o GDF, o servidor Marcello Nóbrega – um dos personagens investigados – pediu exoneração do cargo comissionado que ocupava na Secretaria da Casa Civil, Relações Institucionais e Sociais.

O deputado Rodrigo Delmasso disse, por meio de nota, que determinou a exoneração de Hermano Gonçalves. “Não oriento e não tolero nenhum tipo de desvio de conduta dos meus assessores. Meu mandato é exercido pautado na ética, transparência e legalidade”, assegurou.

Também em nota, o Shopping Iguatemi Brasília esclarece que todos os requerimentos inerentes aos planos de expansão do empreendimento foram devidamente protocolados atendendo aos trâmites legais.

A defesa de Marcelo Carvalho, ex-integrante do grupo Paulo Octávio, sustenta que desconhece os fatos e que seu cliente não trabalha para o grupo há oito anos. Afirmou ainda que a utilização do nome de Marcelo Carvalho “é um equívoco”.

Da mesma forma, o Hospital Home “nega com veemência qualquer pagamento indenizatório e sem cobertura contratual”. A unidade afirma ainda que os repasses feitos pela Secretaria de Saúde ao longo do contrato e seus aditivos foram antecedidos de solicitações da própria pasta, constando o valor na nota fiscal”.

MPDFT consegue retirar do Yahoo site que vende dados de brasileiros

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Por Jonas Valente

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) informou nesta quinta-feira (9) que o mecanismo de busca Yahoo! retirou, por solicitação do órgão, a menção ao site Tudo sobre Todos de seus resultados.

A página é investigada pelo órgão por disponibilização e venda ilegal de dados de milhões de brasileiros. A Comissão de Proteção de Dados Pessoais avalia que a atividade realizada pelo site é ilegal.

O site Tudo Sobre Todos permite consulta e venda de diversos dados de brasileiros, como nome, CPF, endereço, contas em redes sociais e até nomes de vizinhos. O MPDFT, por meio de sua Comissão de Proteção de Dados Pessoais, abriu inquérito para investigar a página.

A partir do inquérito, o Ministério Público notificou mecanismos de busca para a remoção das menções ao site. Enquanto o Yahoo! acatou a solicitação, o maior serviço deste tipo, o Google, não atendeu à requisição do órgão. A Microsoft, responsável por mecanismo semelhante de nome Bing, também não respondeu o pedido dos promotores responsáveis pela apuração.

Em julho, o MPDFT notificou o serviço de comércio eletrônico Mercado Livre para que retirasse do ar uma conta que comercializava créditos para adquirir informações pessoais no site Tudo sobre Todos. A empresa atendeu à solicitação e inabilitou a conta.

O site já chegou a ser retirado do ar, mas opera hoje por meio de um domínio hospedado na Suécia.

Eleições 2018 | Saiba quais são os crimes eleitorais e denuncie

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Denúncias podem ser feitas no site do TRE ou pelo aplicativo Pardal

O primeiro turno das eleições será no dia 7 de outubro. E até lá é ficar atento a algumas práticas ilegais. É crime, por exemplo, contratar direta ou indiretamente grupo de pessoas para enviar mensagens ou comentários na internet para denegrir a imagem de candidatos e partidos políticos.

Essa prática pode levar a pena de até 4 anos e multa que pode chegar a R$ 50 mil .

É crime também divulgar fatos falsos na propaganda eleitoral, em relação a partidos e candidatos. A pena por isso varia de dois meses a um ano e multa.

Qualquer pessoa que souber de alguma dessas infrações deve informar no site Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) http://www.tre-df.jus.br/ ou por meio do aplicativo Pardal, da justiça eleitoral, que está disponível para tablets e smartphones.

Pela primeira vez, campanhas eleitorais obedecerão a teto de gastos

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Para presidente, o teto é de 70 milhões de reais

Os candidatos que vão concorrer nas eleições de outubro terão de respeitar limites com os gastos da campanha. O valor máximo depende do cargo em disputa.

Para presidente, o teto é de 70 milhões de reais. Para segundo turno, metade do valor. Para governador, entre 2,8 milhões a 21 milhões de reais, dependendo do número de eleitores do estado.

Para senador, pelo mesmo motivo, o valor vai de 2,5 milhões a 5 milhões de reais.

Deputados federais: 2,5 milhões e estaduais ou distritais: 1 milhão de reais.

Essa será a primeira vez que as campanhas terão teto dos gastos.

JFR/AA abre processo seletivo para contratação de assistente jurídico para Brasília

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Para dar continuidade à excelência dos trabalhos em 2018, a Jacoby Fernandes & Reolon Advogados Associados – JFR/AA abriu processo seletivo para contratação de assistente jurídico. O selecionado vai atuar na sede do escritório, em Brasília/DF. O interessado deve encaminhar seu currículo até 23 de agosto para processoseletivo@jacoby.adv.br.

Para a vaga de assistente jurídico, o interessado deve estar cursando Direito e possuir carteira de estagiário da OAB. É importante ter afinidade com a área de atuação do escritório, o Direito Administrativo, além de veículo próprio. O profissional realizará despachos e diligências, elaborará peças simples e realizará pesquisas doutrinárias e jurisprudencial. A carga horária é de 40 horas semanais, com remuneração de R$ 2,5 mil – CLT.

O escritório está procurando uma pessoa que seja comunicativa, ágil, proativa e com disposição para um constante aprendizado. É necessário ser cordial, comprometido e zelar pelo respeito e formalidade no ambiente de trabalho.

Veja mais detalhes das vagas oferecidas:

 Conhecimentos e habilidades necessárias para os cargos

  • Conhecimento do vernáculo jurídico, em especial relativo ao Direito Administrativo, Regulatório e Gestão Pública;
  • Noções do sistema jurídico das licitações e contratações públicas;
  • Noções de Processo Civil;
  • Noções de Processo Administrativo;
  • Noções de contencioso administrativo em Tribunais de Contas;
  • Boa redação;
  • Boas relações interpessoais;
  • Pró-atividade;
  • Precisa ter veículo próprio.

 

Tarefas

  • Realizar diligências para:

–           protocolo de peças e petições;

–           obter cópia e vistas de processos;

  • Realizar despachos de questões simples objetivando dar celeridade ao trâmite processual;
  • Auxiliar na organização de documentação processual;
  • Acompanhamento de prazos processuais;
  • Alimentação de sistema informatizado de andamento processual;
  • Participar de reuniões com clientes e despachos acompanhado de advogado associado;
  • Redigir peças processuais de complexidade reduzida e petições;
  • Pesquisar doutrina e jurisprudência;
  • Redigir artigos jurídicos;
  • Auxiliar advogados associados no desempenho de suas atribuições.

 

Conheça a JFR/AA

A Jacoby Fernandes & Reolon Advogados Associados é uma sociedade de advogados pautada na excelência do serviço prestado ao cliente. O escritório conta com uma equipe de profissionais altamente qualificados e comprometidos com a orientação e a defesa dos agentes executores da despesa pública, bem como com o patrocínio de causas de entidades privadas que têm interesse em fornecer seus produtos e serviços ao setor público, sem abrir mão do seu comprometimento principiológico da defesa do interesse público.

Facebook abre registro a candidatos e partidos para publicar anúncio

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Cadastro é obrigatório para anúncios pagos na plataforma

Por Jonas Valente

O Facebook abriu o processo de registro para candidatos e partidos que vão divulgar propaganda eleitoral pela plataforma. O cadastro é obrigatório para o concorrente ou legenda que quiser lançar mão deste tipo de publicação paga na rede social durante as eleições. A exigência foi estabelecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em resolução sobre o pleito deste ano.

A inscrição pode ser feita por meio de um formulário específico disponibilizado no site da rede social. Esses anúncios serão identificados nas linhas do tempo dos usuários da plataforma como “propaganda eleitoral”. Aqueles publicados por candidatos vão mostrar o CPF dele, bem como a legenda à qual é filiado. Já os anúncios de partidos vão conter o CNPJ da agremiação.

Segundo a legislação eleitoral, apenas esses dois atores podem impulsionar conteúdos no pleito de outubro. As publicações com essas informações serão disponibilizadas a partir do dia 16 de agosto.

Este será o primeiro ano em que a divulgação deste tipo de anúncio será permitida. Ela foi incluída na legislação eleitoral por meio da lei que ficou conhecida como Minireforma Eleitoral (Lei 13.488/2017), aprovada no ano passado. A norma previu as modalidades de impulsionamento de conteúdo (praticadas pelo Facebook, por exemplo) e de priorização paga de conteúdos em mecanismos de busca (adotada pelo Google, por exemplo).

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou uma resolução (23.551/2017) detalhando as regras do pleito eleitoral. A norma estabelece a obrigatoriedade de propaganda eleitoral paga na Internet estar identificada como tal. A criação de selos (como no caso do Facebook) ou outras marcas, portanto, é uma obrigação legal para que as mensagens sejam divulgadas. O TSE também definiu a necessidade das publicações trazerem as informações sobre o candidato ou partido.

Outras ferramentas

Outra ferramenta a ser disponibilizada é a que a empresa está chamando de “biblioteca de anúncios”. Nela, os usuários poderão ver posts pagos relacionados a política, incluindo propaganda eleitoral. Este repositório vai reunir tanto as publicações impulsionadas ativas quanto as que já foram divulgadas, permitindo que o eleitor possa verificar quais são as mensagens difundidas por seu candidato ou por concorrentes.

Este mecanismo tem por objetivo dialogar com preocupações manifestadas por diversos agentes da sociedade civil em eventos sobre internet e eleições acerca dos riscos da publicidade paga no Facebook, o que permitiria segmentar, ou quase personalizar, mensagens dos candidatos. Assim, abriria espaço para que um político falasse algo específico para um determinado público e, para outro grupo segmentado, um conteúdo diferente, ou até mesmo contraditório.

No comunicado emitido pela empresa, também foram anunciadas outras ferramentas já adotadas em processos eleitorais em outros países e que serão aplicadas no Brasil neste ano. Uma delas será a aba “temas”, na qual estarão publicados conteúdos dos candidatos sobre diferentes assuntos, como saúde, educação e segurança.

Além disso, serão enviados lembretes aos eleitores. Em maio, uma mensagem foi encaminhada reiterando o prazo para o registro na Justiça Eleitoral para participar do pleito. Em outros países, como nos Estados Unidos, os lembretes foram usados nos dias de votação. Contudo, este mecanismo também foi alvo de questionamentos, uma vez que seu uso para determinados públicos pode reforçar a participação de eleitores de um determinado candidato em detrimento de outro.

Os usuários também verão um “botão de cidadãos informados” (informed voter button), com link para autoridades eleitorais (como os tribunais eleitorais). Após as eleições, usuários poderão também seguir, localizar e contatar os representantes eleitos. O recurso ganhou o nome Town Hall, termo usado em inglês para designar prefeituras.

STJ volta a negar recurso da defesa pela liberdade de Lula

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Por Felipe Pontes

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou por unanimidade um recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que tivesse garantido o direito de recorrer em liberdade contra sua condenação no caso do triplex em Guarujá (SP).

O pedido já havia sido negado pelo relator, ministro Felix Fischer, em 11 de junho. Em sessão realizada no início do mês, os ministros Jorge Mussi, Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas e Joel Ilan Paciornik o acompanharam. O acórdão (decisão colegiada) do julgamento está previsto para ser publicado amanhã (10).

Na solicitação ao STJ, a defesa de Lula destacou 17 pontos que teriam sido violados no processo que resultou na prisão do ex-presidente ou que atestam a ilegalidade da medida. Os advogados argumentaram ainda que os direitos de Lula estão sendo seriamente cerceados por ele estar impedido de participar do processo eleitoral.

Os ministros do STJ entenderam não haver urgência em conferir ao recurso de Lula no tribunal o chamado efeito suspensivo, quando a execução de pena do condenado fica suspensa enquanto a apelação à instância superior não é julgada.

Lula está preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, onde cumpre a pena de 12 anos e um mês pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), segunda instância da Justiça Federal.

O recurso especial de Lula ao STJ já teve sua admissibilidade apreciada pelo TRF4 e ainda deve ser analisado na Corte Superior.

Petrobras recebe mais de R$ 1 bilhão por meio da Lava Jato

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Por Vitor Abdala

A Petrobras informou hoje (9), através de comunicado ao mercado, que conseguiu reaver R$ 1,034 bilhão, no âmbito da Operação Lava Jato. O dinheiro foi devolvido por meio de acordos de colaboração e leniência celebrados com pessoas físicas e jurídicas pelo Ministério Público Federal.

De acordo com a Petrobras, essa é a maior restituição recebida em um único período. Desde o início da Lava Jato, a companhia já recebeu R$ 2,5 bilhões.

“A companhia, que é reconhecida pelas autoridades como vítima dos atos desvendados pela operação, seguirá adotando as medidas cabíveis contra empresas e indivíduos que lhe causaram prejuízos. A Petrobras atua como coautora do Ministério Público Federal e da União em 16 ações de improbidade administrativa em andamento, além de ser assistente de acusação em 51 ações penais”, diz a nota.

Desde que foi instaurada, a Operação Lava Jato investigou vários esquemas de corrupção envolvendo a estatal petrolífera, ex-diretores, funcionários e prestadores de serviço.