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Reguffe anuncia sua candidatura à presidência do Senado

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Senador José Antônio Reguffe

Segundo o senador, até agora, não se discutiram propostas de compromissos, apenas nomes

Por Iana Caramori (Diário do Poder)

O senador Reguffe (sem partido-DF) anunciou nesta segunda (28) sua candidatura à presidência do Senado. “Decidi ser candidato à presidência do Senado. O Senado precisa mudar! Precisamos de um Senado mais transparente e que custe muito menos ao contribuinte do que custa hoje”, escreveu o parlamentar em uma postagem em uma rede social.

Segundo o senador, não se está discutindo propostas de compromisso com a Casa, apenas nomes. Reguffe disse ainda que o Senado é uma das casas legislativas mais caras do país, por isso afirmou que irá propor:

– Fim dos salários extras dos senadores;
– Fim da verba indenizatória;
– Fim dos carros oficiais dos senadores;
– Redução do número de assessores por gabinete de 55 para apenas 12;
– Redução da verba para o pagamento de assessores para menos da metade da que é hoje;
– Fim do plano de saúde vitalício dos senadores;
– Fim da aposentadoria especial dos parlamentares.

De acordo com o senador, se as medidas fossem adotadas, a economia seria de R$ 1,3 bilhões por ano. Além disso, Reguffe declarou que é necessário “um processo legislativo mais ágil e menos burocrático” e que “sua lentidão desanima a sociedade brasileira”.

Reguffe concorre contra Alvaro Dias (Pode-PR); Renan Calheiros (MDB-AL); Tasso Jereissati (PSDB-CE); Davi Alcolumbre (DEM-AP); Major Olímpio (PSL-SP); Simone Tebet (MDB-MS); Esperidião Amin (PP-SC); e Ângelo Coronel (PSD-BA).

As eleições para a presidência do Senado acontecem nesta sexta (1º). Para ser eleito para a Presidência do Senado, o candidato precisa do voto de 41 dos 81 senadores.

Voto secreto

A escolha dos senadores para a presidência da Casa ocorrerá mais uma vez por meio de voto secreto. No início deste ano, o ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, manteve votação secreta na eleição para os cargos da Mesa Diretora do Senado, que acontece no início de fevereiro. Em sua decisão, o ministro afirmou que “inexiste necessidade de controle externo sobre a forma de votação adotada para sua formação”.

Resultado do Sisu já está disponível na internet

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Por Mariana Tokarnia

O resultado da única chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) está disponível e pode ser consultado na página do programa na internet e pelo aplicativo. Os estudantes que não foram selecionados podem participar da lista de espera a partir de amanhã (29).

Aqueles que foram selecionados devem fazer a matrícula nas instituições de ensino, no período de 30 de janeiro a 4 de fevereiro. Os estudantes devem ficar atentos aos dias, horários e locais de atendimento definidos por cada instituição em seu edital próprio.

Quem não foi selecionado pode ainda participar da lista de espera. A adesão pode ser feita na página do Sisu, a partir desta terça-feira (29), até o dia 5 de fevereiro. Esses alunos serão convocados pelas próprias instituições de ensino a partir do dia 7 de fevereiro.

A principal novidade deste ano é que os estudantes que forem selecionados em qualquer uma das duas opções feitas na hora da inscrição não poderão participar da lista de espera. Até o ano passado, aqueles que eram selecionados na segunda opção podiam ainda participar da lista e ter a chance de ser escolhido na primeira opção.

Ansiedade

Desde as primeiras horas de hoje, como não havia um horário oficial para a divulgação, estudantes acessam a página do programa, que apresentou instabilidade. Diversas vezes, a Agência Brasil tentou o acesso e apareceu a mensagem de que não era possível acessar o site. Isso durava alguns instantes e após atualização, o acesso era retomado.

Durante o período de inscrição o site também apresentou instabilidade, o que fez com que o MEC adiasse o prazo, que iria até sexta-feira (25), para ontem (27). A pasta também desistiu de divulgar as notas de corte cinco vezes por dia e voltou a divulgar apenas à meia-noite, como era nas edições anteriores, para evitar a sobrecarga da página.

Ao todo, o Sisu oferece, nesta edição, 235.461 vagas em 129 instituições públicas de todo o país. Puderam se inscrever no programa os estudantes que fizeram o Enem 2018 e obtiveram nota acima de zero na prova de redação. Segundo o MEC, 3,5 milhões de estudantes preencheram os requisitos.

ENTREVISTA Pedro Rodrigues || Estímulo à exportação por jovens empresários é uma das metas do governo Ibaneis

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Secretário de Relações Internacionais, Pedro Rodrigues defende um mapeamento do potencial produtor em Brasília de olho no mercado externo

O Distrito Federal ocupa o 23º lugar no ranking de exportações brasileiras. É responsável por apenas 0,1% do que é vendido para fora do país. Grãos e frango congelado estão entre os principais produtos, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia. De olho no crescimento do setor industrial de Brasília, o Governo do DF quer abrir o mercado para a instalação de indústrias estrangeiras. Mas também quer mandar para outros países o que é feito por aqui.

O estímulo aos jovens produtores, principalmente em serviços das áreas de tecnologia, é um dos focos do governo distrital. À frente da Secretaria de Relações Internacionais, o embaixador Pedro Rodrigues tem como expectativa elevar Brasília à 15ª posição no ranking de exportações nos próximos quatro anos.

Em conversa com a Agência Brasília, o secretário conta um pouco do que já vem sendo planejado e executado nestas primeiras semanas de governo. Confira os principais trechos.

Em que consiste essa aproximação do Governo do Distrito Federal com empresários estrangeiros?

Na verdade, não se trata de uma aproximação. Aproximação se tem, normalmente, com países. No fundo, nós estamos sendo receptivos a um interesse crescente que observamos e que abrange não só o GDF, mas todo o Brasil. Na medida em que as contas macroeconômicas parecem se alinhar melhor – uma atração em termos de oportunidades –, tem-se mais oportunidade de investimentos no país. E o Distrito Federal reúne boas condições para que uma parte substancial desses investimentos estrangeiros que estão crescendo no país – depois de alguns anos com uma certa diminuição –, cresça e se expanda, criando mais oportunidades de negócios, de empregos e outras atividades.

Quais as vantagens em se abrir as portas para a economia de países como a China e a Coreia do Sul?

Investimentos, que significam não só a parte dos recursos financeiros. É o que chamamos de investimentos estrangeiros diretos e que, na prática, se convertem em fábricas, em escritórios, em atividades de construção de hotéis, de lojas… seja o que for, geram mais atividades. Onde se tem mais atividades é melhor do que onde se tem menos, principalmente no momento em que se olha a situação do desemprego no Brasil – e que é muito grave. O Brasil precisa criar, por ano, 1,2 milhão de empregos só para absorver a massa de jovens que vão chegando à idade de trabalho. E nos últimos cinco anos os dados são lamentáveis. Então, trazer investimentos, sejam nacionais ou estrangeiros, é positivo. Criam-se empregos e oportunidades tanto para os jovens que não foram para as universidades quanto para os que estão saindo delas – e muitas vezes sem encontrar um emprego que fará aumentar a produtividade do país. Investe-se no ensino para aumentar a produtividade. Se não tem emprego, no fundo vai alimentar o declínio e até a emigração. Os jovens vão procurar oportunidades fora, quando poderiam tê-las aqui dentro.

Que tipo de empresas devem se instalar aqui em Brasília?

Esta semana eu pedi ao presidente da Codeplan, Jean Lima, um quadro sobre a capacidade exportadora, em quais setores a empresa brasiliense do Distrito Federal e da região metropolitana pode se expandir para o exterior. Da mesma maneira, conversei com o secretário da Juventude, Leo Bijos, sobre a articulação, tanto na pesquisa quanto na preparação de jovens, com base no programa Jovens Empreendedores, ligado à Associação dos Jovens Empresários.

O que Brasília mais exporta? Há um monitoramento desses potenciais exportadores?

Nós estamos fazendo um levantamento com base nos dados estatísticos. Nossa pesquisa preliminar nesses primeiros dias de governo é de que somos exportadores de produtos primários: soja, milho, uma parcela de trigo e de frango. Isso é importante, mas frequentemente a gente ouve dizer que somos um polo de desenvolvimento tecnológico, que novas startups estão surgindo aqui e ali, e com uma capacidade de exportar produtos de maior valor adicionado. É isso que quero fazer: um levantamento dessas empresas de ponta que estão surgindo.

Pode-se dizer que esse seja o setor mais próspero e ainda inexplorado?

Eu acho que a nossa vocação básica, além da agricultura, são os serviços como TI, produtos de tecnologia, jogos… Há casos, por exemplo, de um jovem do DF que nós estamos querendo estimular, que após uma visita à China, passou a exportar pão de queijo. É preciso criar as oportunidades porque a gente não as conhece de antemão. Estamos começando um programa de contato com embaixadas visando levar o jovem empresário ou mesmo estudante para torná-lo mais preparado para a realidade do mercado internacional. Tipo, como é o mercado (importador) da Bulgária? A gente pode levar grupos para conhecer o mercado desse país. Sem custo para o DF.

Muito se fala desse fomento à exportação, mas grande parte desses empresários é de médio e pequeno portes. Por onde começar esse direcionamento?

Nós acabamos de tomar conhecimento – e estamos buscando até participar – de um acordo entre a Apex e o Ceub, que tem por objetivo treinar o pequeno e médio empresário de Brasília para atuar em exportação. Há muitas áreas que podem gerar um rápido resultado, mas as pessoas precisam entender o mecanismo. Trazer o Sebrae para ajudar nisso, criando grupos de produtos semelhantes. Às vezes se tem uma empresa pequena aqui, muitas vezes até familiar, mas não se sabe a demanda que ela pode ter no mercado internacional. Tem produtos em Brasília que bem explorados e com conhecimento dos mecanismos de mercado podem transformar iniciativas pequenas em empreendimentos maiores, que tragam mais retorno para a cidade e para quem os produz. Nossa meta é trabalhar para sair da posição de 23º ente federativo exportador para próximo do 15º.

Bolsonaro passa por cirurgia na manhã de hoje em São Paulo

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Por Fernanda Cruz

Há quatro meses, desde o ataque a facadas em Juiz de Fora, Minas Gerais, Bolsonaro utiliza a bolsa em seu corpo. No ano passado, ele passou por outras duas cirurgias de emergência.

O porta-voz da presidência, general Otávio Santana do Rêgo Barros, concederá entrevista ao meio-dia para divulgar o estado de saúde do presidente. Além do porta-voz, estão no hospital o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, a esposa Michele Bolsonaro e os filhos Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro.

Passadas 48 horas da cirurgia, Bolsonaro voltará ao trabalho, no hospital, onde deve ficar 10 dias em recuperação. O hospital organizou um espaço para o presidente despachar.

A equipe responsável pelo procedimento é o cirurgião Antônio Luiz Macedo, o cardiologista Leandro Echenique e o superintendente Miguel Cendoroglo.

Presidente diz que vai atuar para evitar novas tragédias

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Ele sobrevoou a área atingida pelo rompimento de uma barragem da Vale

“Faremos o que estiver ao nosso alcance para atender as vítimas, minimizar danos, apurar os fatos, cobrar justiça e prevenir novas tragédias como a de Mariana e Brumadinho”, escreveu o presidente no Twitter. “Para o bem dos brasileiros e do meio ambiente.”

Bolsonaro voltou para Brasília depois do sobrevoo. “Difícil ficar diante de todo esse cenário e não se emocionar”, afirmou.

 O Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante sobrevoo da  região atingida pelo rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho/MG.
O Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante sobrevoo da região atingida pelo rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho/MG. – Isac Nóbrega/PR

O presidente também participou, na manhã de hoje, de uma reunião de trabalho com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ministros e representantes da Vale. No encontro foram debatidas medidas de ajuda às vítimas do rompimento da barragem da Mina do Feijão.

GDF coloca Defesa Civil à disposição após rompimento em Brumadinho (MG)

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Serviços e profissionais poderão ser deslocados para o município mineiro a depender das necessidades locais

O Governo do Distrito Federal (GDF) colocou à disposição de Brumadinho (MG) e da população mineira os serviços da Defesa Civil e dos órgãos da Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social (SSP) para colaborar, de todas as formas, após o rompimento de uma barragem na região, nesta sexta-feira (25/1). Há centenas de desaparecidos no município.

A Defesa Civil do DF se prontificou a fornecer ajuda técnica e humanitária. O órgão aguarda possíveis pedidos e demandas do governo mineiro a respeito das necessidades do município, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O envio de profissionais legistas e cachorros para a possível identificação, busca e resgate de sobreviventes estão entre os serviços disponibilizados a pedido do governador Ibaneis Rocha.

“Estamos prontos para ajudar os mineiros no que precisar. O Distrito Federal será solidário e está pronto para contribuir na forma que o governo de Minas Gerais achar necessário, seja com homens, maquinário ou até mesmo promovendo campanha de arrecadação de donativos. Vamos acompanhar essa tragédia, não apenas lamentando o ocorrido, mas participando da recuperação em todas as áreas que pudermos ajudar”, afirma o governador.

“Vamos acompanhar essa tragédia, não apenas lamentando o ocorrido, mas participando da recuperação em todas as áreas que pudermos ajudar”Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal

Coordenadores da Defesa Civil Nacional e de diversos estados como São Paulo, Bahia, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Pará, Santa Catarina e Ceará estão em contato desde cedo para alinhar possíveis socorros.

“O governador Ibaneis Rocha coloca a Defesa Civil e a secretaria [de Segurança Pública] à disposição. Podemos ajudar da forma que eles precisarem, seja com arrecadação de alimentos, água ou envio de pessoal. Nesse momento temos que dar as mãos e qualquer ajuda conta”, reforça Anderson Torres, secretário de Segurança Pública.

Sete governadores já decretaram estado de calamidade financeira

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Endividamento dos estados vai pautar o Congresso

Por Gilberto Costa

As demandas dos estados reforçarão a agenda de ajuste fiscal que o governo federal deverá propor ao Legislativo, inclusive a emenda constitucional para a reforma da Previdência Social. Conforme Antônio Augusto de Queiroz, que há mais de 30 anos acompanha o Congresso pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), “a situação quase endêmica das finanças estaduais vai abrir uma repactuação com a União”.

Segundo ele, o governo federal e os governos estaduais atuarão em conjunto no Congresso em favor de “compromissos coincidentes” e de um “pacto de esforço sistêmico e sintonizado” para privatizações de companhias estatais, controle de despesas, revisão do regime jurídico do funcionalismo público e outras reformas fiscais.

Crise gigantesca

Necessitando de soluções urgentes, a situação dos estados foi se deteriorando nos últimos anos com o aumento de gasto previdenciário. O quadro fiscal se agravou com a recessão econômica, desde o último trimestre de 2014, que afetou a receita. “Essas duas coisas é que fizeram os estados como um todo entrassem numa crise financeira gigantesca”, assinala o economista Raul Veloso, especialista em finanças públicas.

A necessidade de ajustamento das contas públicas dos estados é estudada por órgãos de monitoramento, política monetária e controle fiscal no âmbito federal. Segundo o IFI, do Senado Federal, a dívida consolidada líquida de todos os estados evoluiu de R$ 353,2 bilhões em 2009 para R$ 746,4 bilhões em agosto de 2018.

Em análise sobre a capacidade de pagamento dos estados feita pelo Tesouro Nacional, e publicada no Guia para o Governador, apenas o Espírito Santo obteve nota “A”. O resultado de cada estado computou os indicadores de endividamento, de poupança corrente, e de liquidez. Os piores resultados foram para o Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Estados ricos

O Banco Central também monitora as estatísticas fiscais das unidades da Federação. Planilha publicada no final de 2018 chama atenção para a contabilidade dos estados mais ricos. Segundo a Tabela 29, de estatísticas fiscais regionais, a dívida líquida do Rio de Janeiro em novembro passado era 57,4% acima que a receita. No caso do Rio Grande do Sul, o percentual era de 38,3%; São Paulo, 22,9%; e Minas 21,6%.

Fábio Klein, analista sênior de finanças públicas da consultoria Tendências, explica que além das dificuldades comuns – como gastos previdenciários, folha de pagamento dos servidores em alta, e recessão -, esses estados foram os que mais sofreram com a diminuição da atividade industrial por causa da crise e a respectiva baixa na arrecadação. No caso do estado do Rio de Janeiro, ele acrescenta que o desequilíbrio piorou a perda de arrecadação de royalties e os elevados gastos para a realização das Olimpíadas (2016).

O analista espera que em eventual repactuação da dívida entre estados e a União, os novos governadores assumam postura diferente dos seus antecessores “Na história, o que eu vejo é sempre assim: os estados sempre batem a porta da União pedindo ajuda, mas sempre postergam os movimentos de ajuste. Os estados querem todos os benefícios, mas na hora de fazer a dura lição de casa, não vemos esse movimento”.

Até o momento, sete unidades da Federação decretaram estado de calamidade. Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro (pela segunda vez) fizeram no final do ano passado. Rio Grande do Norte, Roraima, Mato Grosso e Goiás neste ano.

Ao decretar estado de calamidade, o governador ganha liberdade para descumprir os limites de gasto da Lei de Responsabilidade Fiscal, rever metas, repactuar dívidas e pagamentos. Além desse recurso, os estados podem aderir ao Regime de Recuperação Fiscal e deixar de pagar por três anos (prorrogáveis pelo mesmo período) a dívida junto ao Tesouro Nacional e até contrair novo empréstimo.

Até o momento, apenas o Rio de Janeiro aderiu. O especialista Raul Veloso chama atenção para que o estado cumpra um programa de ajuste. “É uma redução de aperto para voltar a respirar. Mas nada é de graça. Quando voltar a fazer os pagamentos, a dívida que não foi paga por acordo estará maior”, afirma.

Governador comemora ampliação de modelo do Instituto Hospital de Base (IHB)

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Foto: Andre Borges/Agência Brasília
Descrição da legenda.

Ibaneis Rocha destacou as emendas aprovadas em votação na Câmara Legislativa do DF que preveem maior transparência na gestão das unidades hospitalares

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, comemorou a aprovação do Projeto de Lei 1/2019, que estende o modelo de gestão do Instituto de Gestão Estratégica do Distrito Federal (IGESDF) – antigo Instituto Hospital de Base (IHB) – a outras unidades da Secretaria de Saúde do DF.

Apoiado pela maioria dos parlamentares da Câmara Legislativa (CLDF), o Projeto de Lei repetirá o formato de administração do IGESDF para as seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Hospital Regional de Santa Maria.

“Estou feliz com o projeto. Em determinados momentos [houve] até um desgaste, mas entendo que vale a pena porque é pela sociedade do Distrito Federal”, destacou o governador durante inauguração do 10º Papa Entulho da capital, em evento na Administração Regional de Ceilândia.

O GDF considera o resultado um importante voto de confiança para os avanços que serão realizados na Saúde do DF.

Melhorias

Para o governador, o projeto de lei foi aprimorado a partir das emendas aprovadas pelos deputados distritais. Inicialmente, o texto previa a inclusão de todos os hospitais regionais da rede pública no modelo de gestão. No entanto, um acordo entre deputados da base aliada e oposição reduziu a expansão apenas ao da Santa Maria.

Dentro das emendas acrescentadas ao texto estão previstas a sabatina do presidente do instituto na Câmara Legislativa, o encaminhamento da prestação de contas e divulgação das compras e contratações das unidades hospitalares.

“O debate dentro da Câmara [Legislativa] é muito importante exatamente por isso. As emendas trouxeram aquilo que eu sempre falava. O Instituto precisava de mais transparência, tinha que mostrar para a sociedade como fazia suas contratações e compras”, apontou.

“O debate dentro da Câmara é muito importante exatamente por isso. As emendas trouxeram aquilo que eu sempre falava. O Instituto precisava de mais transparência, tinha que mostrar para a sociedade como fazia suas contratações e compras”Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal

As mudanças no sistema de saúde do DF vão permitir melhor funcionamento das UPAs e o recebimento de verbas do governo federal a partir da atividade completa dessas unidades de pronto atendimento. “Serão R$ 600 mil reais a mais que cada UPA vai receber. Contamos com uma melhoria muito rápida do atendimento no DF”, destacou.

O próximo passo após a aprovação do projeto será um encontro entre Ibaneis Rocha e o secretário de saúde Osnei Okumoto. Na reunião será discutido o cronograma e as próximas ações para o setor.

Entenda o modelo IHB

O Instituto Hospital de Base nunca deixou de ser da rede da Secretaria de Saúde, bem como não deixou de ser 100% público. O IHB tem uma gestão mais moderna, baseada em resultados, com metas e indicadores de qualidade e com regras que permitem manter o abastecimento, a manutenção de equipamentos, além de repor rapidamente a força de trabalho necessária ao funcionamento do maior hospital do DF.

Desde que foi implantado, o IHB dobrou o número de salas cirúrgicas, triplicou o número de cirurgias, reabriu 107 leitos de internação e elevou o nível de satisfação do usuário de 30% para 70%.

Segundo dados do último relatório de gestão apresentado pelo IHB, nos dez primeiros meses de 2018, foram feitas 3.984 cirurgias eletivas. O número é 13% maior que o registrado em 2017.

Os atendimentos de urgência na atenção especializada cresceram de 159.036 para 199.011, no mesmo intervalo.

As internações também subiram de 11.853 para 14.537. E as consultas na atenção especializada (ambulatórios) passaram de 22.624 para 31.381. A regularização no abastecimento dos materiais ortopédicos foi atingida e houve um recorde de cirurgias ortopédicas em julho de 2018, com 136 procedimentos.

Houve a aquisição de um mamógrafo digital com capacidade para 50 exames por dia, reabertura de oito salas de cirurgias, totalizando 12 em operação, recredenciamento para transplantes renais e economia de 11% nas aquisições de medicamentos oncológicos, de 12,6% nas compras de quimioterápicos de uso hospitalar e de 49% nas de órtese, prótese e materiais especiais para trauma e ortopedia. (Com informações da Agência Brasília)

Ministério da Educação adia inscrições do ProUni e do Fies

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Por Mariana Tokarnia

O ProUni, que abriria inscrições no dia 29, teve o início do prazo adiado para o dia 31. Os estudantes poderão se inscrever, pela internet até o dia 3 de fevereiro.

Com relação ao Fies as inscrições ficarão abertas de 7 a 14 de fevereiro. O prazo anterior era de 5 a 12 de fevereiro.

ProUni

As inscrições para o ProUni poderão ser feitas de 31 de janeiro a 3 de fevereiro. Os resultados da primeira chamada serão divulgados no dia 6 de fevereiro. Os da segunda chamada, no dia 20 de fevereiro.

O candidato pré-selecionado na primeira chamada deverá comparecer à instituição para comprovação das informações prestadas em sua inscrição e eventual participação em processo seletivo próprio da instituição, quando for o caso, de 6 a 14 de fevereiro. Os pré-selecionados na segunda chamada, de 20 a 27 de fevereiro.

O registro da aprovação ou reprovação dos candidatos no Sistema Informatizado do Prouni e a emissão dos respectivos Termos de Concessão de Bolsa ou Termos de Reprovação pelas instituições de ensino deverão ser realizados entre os dias 6 a 18 de fevereiro para os selecionados na primeira chamada e entre 20 de fevereiro e 1º de março para os selecionados na segunda chamada.

Fies

A página FiesSeleção ficará disponível para inscrição dos candidatos de 7 a 14 de fevereiro. O resultado da pré-seleção referente ao processo seletivo do primeiro semestre de 2019 para as modalidade Fies e P-Fies será divulgado no dia 25 de fevereiro.

Os candidatos pré-selecionados na modalidade Fies, deverão acessar o FiesSeleção, e complementar sua inscrição para contratação do financiamento no referido sistema, no período de 26 de fevereiro a 7 de março. A pré-seleção dos participantes da lista de espera será de 27 de fevereiro a 10 de abril.

Sisu

No Diário Oficial, foram publicadas também alterações no Sisu. As inscrições, conforme anunciado ontem (24) pelo MEC, poderão ser feitas até domingo (27). Isso ocorreu devido à dificuldade relatada pelos estudantes em acessar o sistema, que apresentava lentidão desde o início da semana.

Além da inscrição, o MEC adiou em um dia o período de adesão à lista de espera, que agora é de 29 de janeiro a 5 de fevereiro. A divulgação do resultado está mantido no dia 28 de janeiro, assim como o período de matrícula, de 30 de janeiro a 4 de fevereiro.

Todos os programas usam o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para selecionar os candidatos. O ProUni oferece bolsas de estudo parciais ou integrais em instituições particulares de ensino. O Fies financia os estudos também em instituições privadas. Já o Sisu oferece vagas em instituições públicas de ensino superior.

IESB oferece bolsas de até 100%

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Os interessados devem ter bom rendimento no ENEM e, se selecionados, atuarão nas áreas de ensino e extensão do Centro Universitário

Estudantes que tiraram acima de 650 no ENEM de 2016, 2017 e 2018 podem se candidatar para o programa Bolsa Excelência do IESB. As inscrições estão abertas e podem ser feitas aqui até o dia 10 de fevereiro. São ofertadas 6 bolsas integrais e 8 parciais (que garantem 50% de desconto nas mensalidades). Confira o edital!

Os interessados serão classificados de acordo com sua nota no ENEM, independentemente do ano de realização da prova. As bolsas valem para os cursos de Arquitetura, Engenharias, Jogos Digitais e Ciência da Computação (no Campus da Asa Sul) e para Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Redes de Computadores, Engenharia Civil e Ciência da Computação (no Campus de Ceilândia).

Os bolsistas selecionados deverão ter bom rendimento no curso e dedicar entre 3 e 6 horas semanais para atividades de ensino e extensão do IESB. “A bolsa é uma política de premiação do mérito. Estudantes que foram bem colocados no ENEM e que queiram vir estudar no IESB encontrarão aqui infraestrutura de ponta, corpo docente altamente qualificado e realizarão, em contrapartida, atividades acadêmicas, seja auxiliando outros alunos que tenham dificuldades ou colaborando com professores e a Instituição. Ao final, teremos um resultado de ganha-ganha: por um lado, o aluno recebe a bolsa para uma excelente instituição de ensino; por outro, o IESB enriquece o seu ambiente acadêmico” explica o Vice-Reitor Acadêmico da Instituição, professor Luiz Cláudio Costa.