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Pré-candidatos ao Senado precisam laçar brancos, nulos e indecisos

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Disputa pelas duas vagas brasilienses no Congresso pode ser definida por uso inteligente do segundo voto

Pacote com 10 medidas foi apresentado ao Congresso Nacional em março de 2016, mas deputados retiraram do texto as principais mudanças (Wilson Dias/Agência Brasil)

Nomes consolidados na política largaram com vantagem na corrida pelas duas vagas brasilienses para o Senado Federal. Não necessariamente por méritos próprios. Mas, sim, por um sistema eleitoral cruel e desastroso para consolidação de novos personagens no páreo. Mas a disputa está longe de ser definida, em função do esmagador percentual de brancos, nulos e indecisos. Neste tabuleiro, o uso inteligente do segundo voto poderá ser decisivo.

“Temos uma longa pré-campanha e uma campanha real extremamente curta. Como existem muitas opções para o Senado, não dá tempo para consolidar novos nomes. As pessoas ainda não sabem quais serão os pré-candidatos. É cruel, desastroso e privilegia nomes já consolidados”, resume o professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB) Ricardo Caldas.

Para compensar a desvantagem, os novatos trabalham pesado nas redes sociais. “Ganha a eleição quem disser para o eleitor: no primeiro voto, vote em quem quiser. No segundo, vote em mim”, completa o acadêmico. Segundo Caldas, quem traçar uma estratégia eficiente para o segundo voto poderá, inclusive, deslocar o francos favoritos. Outro ponto importante: o segundo voto só migra entre nomes do mesmo espectro político.

“As regras são uma ferramenta da velha política, são uma cláusula de barreira para a renovação. Mas as pesquisas apontam que a população quer a renovação”, comenta o pré-candidato Paulo Roque (Novo). Além de apresentar a posição sobre temas relevantes, Roque busca mostrar nas redes as ideias do partido. Estratégia semelhante é feita por Marivaldo Pereira e Chico Sant’Anna, ambos do Psol.

Bem posicionado nas pesquisas e pretendente à reeleição, o senador Cristovam Buarque (PPS) julga que quem alcançar os atuais eleitores nulos, brancos e indecisos estará mais próximo da vitória. “São eles que estão na frente”, resume.

Segurança, emprego e ética serão grandes temas na briga pelo eleitorado. O pré-candidato Alberto Fraga (DEM) acredita que os eleitores não querem venda de ilusões, mas, sim, realizações.

Paulo Octávio (PP) ensaia entrar de fato na corrida. “A princípio, sim. Fico feliz de meu nome estar sendo lembrado. Mas ainda aguardo a análise do partido e do grupo”, comenta. Segundo os advogados da sigla, o empresário é plenamente elegível. Questionamentos legais podem surgir, mas não irão se sustentar, garantem.

No campo governista do PSB, as duas vagas estão abertas para a construção de coligações. “Temos nomes próprios, mas estes espaços estão abertos para alianças – necessárias, inclusive, para ampliarmos nosso tempo de televisão”, explica o presidente regional do partido, Tiago Coelho. Nesse sentido, Leila Barros tende a tentar a Câmara Legislativa, enquanto o futuro de Leany Lemos poderá ser revisto.

O PT ainda está indefinido. A sigla busca o consenso entre os nomes de Wasny de Roure, Marcelo Neves, Chico Machado e Claudia Farinha. Segundo a presidente regional Érika Kokay, se isso não for possível, a questão será decidida no voto de 300 delegados. Quem ganhar, deverá defender a pré-candidatura ao Palácio do Planalto do ex-presidente, atualmente preso, Luiz Inácio Lula da Silva.

Potencial competitivo

De campos políticos opostos, duas pré-candidaturas para o Senado com potencial competitivo estão em aberto. De um lado, a Rede flerta com as possibilidade de Chico Leite tentar o Palácio do Buriti ou o posto de senador. Por outro, Weslian Roriz (PMN) não descarta (e simpatiza) uma pré-candidatura.

Atualmente a Rede está fechada com PPL e PCdoB, e aguarda a definição do futuro do PDT. Fechar com o governador Rodrigo Rollemberg é uma possibilidade, assim como outras forças. Por exemplo, o partido pretende conversar com a pré-candidata ao GDF, Eliana Pedrosa (Pros).

Dois pontos serão decisivos para Rede. Em primeiro lugar, a definição das forças que apoiarem a pré-candidatura de Marina Silva ao Palácio do Planalto. Quem apoiá-la naturalmente terá força de composição no DF. O segundo é a tendência natural de alianças com o campo da centro-esquerda.

Mesmo sem estar com campanha na rua, Weslian Roriz mostra um fôlego invejável. “Minha mãe não descarta a ideia. Ela poderá tentar, sim”, conta a filha do casal Roriz, vice-presidente regional do PMN e membro nacional do partido, Jaqueline Roriz.

Um ponto crítico para Weslian Roriz tentar ou não a sorte é a saúde do ex-governador Joaquim Roriz. Nas últimas semanas, seu delicado quadro de saúde estabilizou positivamente. Se Roriz estiver bem, Weslian poderá entrar em campo.

Saiba Mais

Outros nomes importantes estão na fila pelo Senado, como o presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), e o presidente do PSD, Rogério Rosso. Com a bênção do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), também compete Fadi Faraj (PRP), irmão da deputada distrital Sandra Faraj (PR).

Caso Paulo Octávio: alvo de processo de cassação no escândalo da Caixa de Pandora, o empresário renunciou antes que o processo de cassação fosse votado no plenário da Câmara. Segundo advogados, ele só estaria inelegível se tivesse renunciado após a decisão do plenário. O processo foi arquivado. Tudo isso, com base em um entendimento do Supremo Tribunal Federal.

Jogos do Brasil são oportunidade para engajar funcionários

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Durante a Copa do Mundo, transmitir jogos e promover eventos para colaboradores aumenta motivação e produtividade em todas as áreas da empresa

Fintech Lendico durante Jogo do Brasil 22/06 – crédito: Divulgação

Assim como em um jogo de futebol, o dia a dia de uma fintech depende de trabalho em equipe, liderança e um objetivo em comum, o resultado. Para Juliana Marin, gerente de RH da Lendico, fintech de empréstimo pessoal, transmitir jogos na empresa é uma excelente oportunidade na gestão da equipe.

“Assistir aos jogos do Brasil na empresa, com os times de diferentes áreas reunidos, nos ajuda a engajar os colaboradores e favorece o espírito de equipe. Entendemos que essa é uma ótima oportunidade de fazer as pessoas interagirem e perceberem que dividimos alegrias“, explica. As atividades durante os jogos da seleção brasileira são interrompidas, utilizando televisores já existentes no escritório. A fintech investiu na decoração e na disponibilização de comes e bebes aos seus 67 funcionários.
As ações da Lendico voltadas para seus colaboradores vão desde transmissão dos jogos, momento de descompressão com mesa de sinuca, happy hour, até festas de aniversário temáticas. Em maio a empresa alugou um fliperama para a comemoração da Festa Nerd e em junho trará a famosa Festa Junina.

Time de Futebol x Time de Funcionários
A partida de futebol tem lições que são parecidas com o trabalho em um escritório. “Em um jogo de futebol a equipe precisa trabalhar em conjunto e desenvolver estratégia para obter resultado. Existe treino, diálogos, liderança e espírito de equipe. O dia a dia de uma empresa não é muito diferente disso. Cada questão que precisa ser resolvida acaba passando por diversas áreas da empresa, com um objetivo em comum:atrair clientes e deixá-los satisfeitos com o serviço que oferecemos.”, enfatiza Juliana.
Sobre a Lendico:
Atuando no Brasil desde julho de 2015, a Lendico já ofertou quase R$ 250 milhões em empréstimo pessoal online no país. São mais de 30 mil clientes atendidos com taxas personalizadas e encontrando todas as facilidades de um serviço totalmente digital. Correspondente do Banco BMG, em 2018 a fintech fez parceria com o Banco CBSS e passou então a atender um público ainda maior.

 

Sete municípios do país têm novos prefeitos

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Os eleitores de sete municípios brasileiros voltaram às urnas ontem (25) para escolher novos prefeitos, após os vencedores no pleito de 2016 terem seus mandatos cassados pela Justiça Eleitoral.

Em Minas Gerais, venceu as eleições suplementares, na cidade de Santa Luzia, o candidato Christiano Xavier (PSD), com 54,28%. No município de Timóteo, o eleito foi Douglas Willkys (PSB), com 48,28%, enquanto que em Itanhomi o novo prefeito será Raimundo Francisco Penaforte (MDB), após receber 42,98% dos votos válidos.

Os eleitores de sete municípios brasileiros voltaram às urnas ontem (25) para escolher novos prefeitos, após os vencedores no pleito de 2016 terem seus mandatos cassados pela Justiça Eleitoral.

Em Minas Gerais, venceu as eleições suplementares, na cidade de Santa Luzia, o candidato Christiano Xavier (PSD), com 54,28%. No município de Timóteo, o eleito foi Douglas Willkys (PSB), com 48,28%, enquanto que em Itanhomi o novo prefeito será Raimundo Francisco Penaforte (MDB), após receber 42,98% dos votos válidos.

Campus Party terá 300 horas de conteúdo em cinco dias

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Além de três ambientes no Mané Garrincha, um deles aberto ao público, haverá visitas guiadas ao Biotic. A estrutura está com 70% de conclusão

Além de três ambientes no Mané Garrincha, um deles aberto ao público, haverá visitas guiadas ao Biotic. A estrutura está com 70% de conclusão. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

De quarta-feira (27) a domingo (1º de julho), Brasília recebe a Campus Party. Os cinco dias abrigarão mais de 300 horas de conteúdo, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.

Serão três espaços: Arena, Camping e Open Campus. O terceiro é aberto ao público, enquanto os outros dois são pagos — o primeiro tem o palco principal, e o segundo é o local de acampamento dos campuseiros.

Em vistoria ao local neste domingo (24), o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, destacou o interesse do público pelo evento. “É para conhecer e produzir inovações tecnológicas, participar de hackathon [maratona de programação], entre outras atividades”, afirmou.

A estrutura para receber o evento está com 70% de conclusão.

“As áreas que demandam credenciamento e ingresso terão os palcos, as principais palestras. A área open é a que o grande público visita, onde estão robôs, drones, simuladores”, explica o secretário-adjunto de Ciência e Tecnologia, Marcelo Chubaci.

Entre os palestrantes estão:

  • Chance Glasco, cofundador da desenvolvedora de games Infinity Ward, responsável pela franquia Call of Duty
  • Frank Karlitschek, nome relevante do software livre, com projetos de armazenamento e compartilhamento de informações para os consumidores (ownCloud e Nextcloud)
  • Alexandre Ferreira, inventor da Casemonstro, com um jeito lúdico de educar, por meio de palestras e oficinas de robótica.

A programação conta ainda com a hackaton, maratona hacker que reúne programadores, designers, profissionais da comunicação e de desenvolvimento de software e o Fórum Cidades Inteligentes — o tema dessa Campus Party é Parques Tecnológicos e Cidades Inteligentes.

Como será o estande do governo de Brasília na Campus Party

O estande do governo de Brasília vai ficar na área Open da Campus Party. Trata-se da parte aberta ao público, de entrada gratuita.

Nele, haverá a Arena Biotic, pequeno palco com espaço para apresentação, prestação de contas de editais de fomento a startups e avaliação dos resultados dos editais de 2015. A curadoria é da Secretaria-Adjunta de Ciência e Tecnologia.

Empreendedorismo, inovação e tecnologia são os pilares da feira, que contará com três ambientes no Mané Garrincha e visitas guiadas ao Biotic
Além de três ambientes no Mané Garrincha, um deles aberto ao público, haverá visitas guiadas ao Biotic. Foto: Tony Winston

Na quinta-feira (28) e na sexta-feira (29), o governo promove visitas guiadas e traslado para o Biotic — Parque Tecnológico.

As inscrições para ir ao espaço serão feitas durante o evento, no estande do governo de Brasília. A ideia é mostrar o local a pessoas ligadas às áreas de ciência, tecnologia e inovação.

O que é a Campus Party

A Campus Party, que estreou em Brasília em 2017, conta com mais de 540 mil campuseiros cadastrados em todo o mundo.

Já ocorreram edições em países como Alemanha, Argentina, Colômbia, Espanha, Holanda, México, Panamá e Reino Unido.

A iniciativa está presente no Brasil há dez anos e, em 2018, terá edições em São Paulo, no Rio Grande do Norte, em Brasília, na Bahia, em Rondônia e em Minas Gerais.

A exemplo de Obama, serviços esperam alavancar crowdfunding eleitoral

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A campanha eleitoral do ex-presidente norte-americano Barack Obama, em 2008, nos Estados Unidos, foi o momento em que o crowdfunding superou o tradicional financiamento de grandes doadores e dos próprios partidos. Obama arrecadou aproximadamente US$ 750 milhões em doações e repetiu a estratégia em 2012.

No Brasil, os sócios de plataformas e responsáveis pelas startups de serviços financeiros aprovados para prestar o serviço no Brasil estão otimistas. Para o diretor de Marketing do Vakinha, Cristiano Meditsch, o impulso se dará quando pré-candidatos de partidos tradicionais aderirem ao sistema e quando mais eleitores tomarem consciência de que o financiamento aumenta sua participação no resultado final das eleições. “Quando o eleitor entender que está em suas mãos a mudança na política, este tipo de ferramenta começará a ser mais relevante e será benéfico para a democracia”, disse.

Luciano Antunes, CEO do OkPago, disse que a expectativa é arrecadar R$ 20 milhões até a primeira quinzena de agosto. Segundo ele, com o término da Copa do Mundo, o financiamento participativo vai ganhar mais espaço e atenção da população.

Mesmo com o início da arrecadação, o repasse dos valores aos pré-candidatos só poderão ocorrer quando todos os requisitos definidos na norma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estiverem cumpridos, entre eles o registro de candidatura, a inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a abertura de conta bancária específica para registro da movimentação financeira de campanha.

Capacitação

A advogada Juliana Lacerda, da Agência Eleitoral, afirmou que o momento é de divulgação e capacitação dos pré-candidatos para que possam utilizar as plataformas de arrecadação, desconhecidas pela maioria. “Neste primeiro momento estamos oferecendo um trabalho de marketing político para os pré-candidatos para depois avançar no financiamento”, disse

Segundo a advogada, a plataforma optou por essa estratégia para tentar dar mais segurança aos candidatos que não estão familiarizados com o modelo. “Os políticos estão habituados a pedir votos, mas não sabem pedir recursos”, afirmou.

O receio de alguns políticos de lidar com as plataformas de vaquinha virtual pode contaminar partidos inteiros. Legendas importantes já decidiram que não vão aderir ao novo modelo, afirmou a advogada, sem citar nomes. O maior temor é o de que, por ser uma ferramenta nova, o pouco conhecimento possa levar a erros que coloquem em risco as candidaturas. “Estamos focados em preparar os candidatos porque se não souberem usar os meios da internet podem ter a candidatura impugnada”, acrescentou a advogada.

Um exemplo de erro que poderia ser cometido nestes espaços virtuais é que o TSE, quando autorizou o início das doações, deixou clara a proibição aos candidatos de pedirem votos durante a divulgação da arrecadação.

Tinder eleitoral

Na corrida para atrair candidatos e a atenção de eleitores, a plataforma Financiamento Ético, primeira autorizada pelo TSE, também decidiu usar o espaço virtual para reunir mais serviços além do financiamento participativo, incluindo interatividade e engajamento do eleitor.

Sócio da empresa, Leonardo Cunha destacou que a proposta de criar uma espécie de “Tinder eleitoral”, citando uma famosa rede de relacionamento virtual. “A gente quer que alguém que gostou de um político convide um amigo para entrar ali e conhecer e abrir portas para facilitar a interação entre os dois. Estamos tentando construir pontes”, disse, ao avaliar que o doador é alguém que dá mais do que o voto.

Para Cunha, além de uma “possibilidade fantástica” de construir um novo cenário político, a modernização do sistema de financiamento também cria soluções para outros problemas diagnosticados em campanhas anteriores. Dos 50 candidatos com contrato assinado com a plataforma, apenas três cumpriram requisitos criados pela empresa para começar a arrecadar. Um deles é que o candidato tenha acesso a redes sociais como WhatsApp, Instagram e Facebook.

“Nossa proposta é qualificar o político. Além do registro de locais por onde ele passou, essas redes permitem que a divulgação de sua candidatura seja virtual. Com isto, sanamos problemas até como o da poluição física que era registrada com a distribuição de panfletos e santinhos”, ressaltou.

Eleições 2018: Vaquinhas virtuais para campanhas eleitorais ainda tem resultados tímidos

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Sistema está autorizado a funcionar desde 15 de maio pelo TSE

Com pouco mais de um mês no ar, as plataformas criadas para captar doações voluntárias de eleitores para campanhas políticas ainda apresentam resultados tímidos. Parte da baixa adesão é atribuída ao pouco conhecimento dos candidatos sobre este tipo de mecanismo e porque ainda não foram oficializados os nomes que estarão na disputa eleitoral. Até a atenção dos brasileiros voltada para a Copa do Mundo é apontada como justificativa para os ainda baixos valores.“São apenas quatro ou cinco entidades se destacando. É imprevisível [como esse mecanismo vai avançar], mas, talvez depois da Copa, com o início efetivo das campanhas, a arrecadação deslanche. É um mercado inicial ainda, e os partidos estão ainda definindo nomes”, avaliou Daniel Callirgos, CEO e fundador da Apoia.org, uma das empresas autorizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para fazer a captação.

O financiamento participativo ganhou força com a minirreforma eleitoral aprovada pelo Congresso Nacional, que proibiu a doação de empresas para candidatos. O TSE regulamentou a novidade, abrindo a possibilidade de os pré-candidatos lançarem páginas na internet para receber recursos de pessoas físicas. Para participar, o cidadão usa uma dessas empresas cadastradas pela Justiça Eleitoral, que oferecem meios como boleto, cartão de crédito ou até mesmo a possibilidade de doar em dinheiro em espécie, com diferentes taxas cobradas pelos serviços

A empresa de Callirgos é uma das que têm reunido o maior número de doações voluntárias de pessoas físicas desde que o TSE autorizou a divulgação do financiamento coletivo de campanha, conhecido como crowdfunding eleitoral, no dia 15 de maio. Até o início da semana, a plataforma reunia 256 pré-candidatos e captação de R$ 416.957,65.

Baixa procura

Ao todo, 45 empresas já têm autorização do TSE para arrecadar, por meio do crowdfunding, recursos para financiamento coletivo de campanha. No entanto, nem todas deram início à arrecadação.

Responsável por mais de 60% das campanhas até o momento, a plataforma Doação Legal, que integra as startups de serviços financeiros Vakinha e OKPago, arrecadou R$ 616 mil, tendo como valor médio R$ 170 por doação. Há pré-candidatos que já acumulam mais de R$ 10 mil em doações, segundo a empresa. Até 15 de junho, a plataforma tinha 868 pré-candidatos com contas ativas, mas apenas 150 estavam efetivamente arrecadando. Entre as que estão em atividade, 420 ainda não tinham arrecadado qualquer valor.

Com 16 pré-candidatos cadastrados, a Doejá ainda não iniciou o financiamento. Sócio da plataforma, o advogado Álvaro Maimoni explicou que ainda estão conversando com os políticos. “Com a oficialização das candidaturas, o financiamento vai ganhar corpo. O que vai importar não é o valor doado, mas o volume de doações”, apostou. Para ele, essa é uma ferramenta que aproxima o eleitor de seu candidato.

Até a penúltima semana de junho, a Fundii, com 122 campanhas cadastradas, havia recebido 26 doações com um total de R$ 27.869,90. A plataforma Política Coletiva, da empresa Aparece Brasil, conta com 15 pré-candidatos ativos, mas nem todos iniciaram a campanha, e a arrecadação atingiu até o momento R$ 7.344,00. Outras plataformas não responderam ao levantamento.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria do TSE não informou dados consolidados das entidades, como valores doados e número de pré-candidatos que já aderiram ao novo tipo de financiamento.

Editora Saphi lança livro que reúne os temas mais recentes sobre o autoconhecimento

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O lançamento do livro será aberto ao público. Quem quiser participar, basta se inscrever gratuitamente pela internet.

A Editora Saphi lançará o livro “Descubra-se” no próximo dia 26 de junho, às 19h, na livraria FNAC, no Park Shopping. O trabalho, que completa a nona obra da editora, foi feito em coautoria, assinado por 26 coaches, que reuniram temas importantes sobre o autoconhecimento. O lançamento será apresentado pelo presidente da editora, o coach Paulo Saphi, e contará com a participação de 10 escritores que participaram da obra.

A obra aborda temas atualizados sobre autoconhecimento, como: quem é você? Forças, fraquezas e reflexos; sonhos; a importância de manter o foco para ter os resultados que deseja; como lidar com problemas; nível de gratidão; mindset; produtividade; busca pelo que ama fazer; marca que deseja deixar; e fé.  “Quando a pessoa desenvolve o autoconhecimento, ela toma consciência das suas metas, desejos e propósitos, repensa suas atitudes, fortalece suas qualidades” argumenta Paulo Saphi, que vem sendo considerado o coach dos coachs e também é um dos autores.

O livro nasceu do desejo do coach Paulo Saphi e da coordenadora da obra, a coach Welly Carvalho, de compilar os estudos e reflexões mais recentes sobre conhecimento pessoal. “O tema autoconhecimento é fruto de constante estudo entre os profissionais da área. A cada dia nos deparamos com novas teorias. Por isso, percebemos a necessidade de reunir as pesquisas mais recentes sobre o assunto e transformá-las em um livro, em que nossos leitores poderão usar como fonte segura de consulta”, completa afirma Welly.

Um dos diferenciais do compêndio são os exercícios propostos, que impulsionam o leitor a chegar às conclusões, além de planejar e colocar em prática às mudanças necessárias para alcançar o que deseja. “As várias problemáticas da obra proporcionam ao leitor o reforço necessário para que, ao conhecer-se melhor, encontre em si sua singularidade e seu potencial e perceba a importância de estar inteiro e pleno em sua vida, tomando as decisões necessárias para ser ainda mais feliz”, ressalta Paulo Saphi.

O lançamento do livro será aberto ao público. Quem quiser participar pode se inscrever pelo link: https://www.sympla.com.br/lancamento-oficial-do-livro-descubra-e__305319

Sobre Paulo Saphi –Empreendedor e conferencista, com certificado em Psicanálise, Liderança e Programação Neurolinguística – PNL, Paulo Saphi é master coach sênior e presidente do Instituto Saphi. Ele também é escritor de obras como “Você Aceita Ser Feliz?” e “Manual do Líder Coach”. Paulo também é idealizador de projetos de sucesso como “O Despertar do Guerreiro”, “Talk Coach” e “Mentoria dos Heróis”.

Serviço

EDITORA SAPHI LANÇA LIVRO QUE REÚNE OS TEMAS MAIS RECENTES SOBRE O AUTOCONHECIMENTO

Data: 26 de junho de 2018

Local: Livraria FNAC, Park Shopping

Inscrições: https://www.sympla.com.br/lancamento-oficial-do-livro-descubra-e__305319

Contato: (61) 3274-4113

Virada do Cerrado 2018 começa na sexta

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Edição deste ano, que vai até 1º de julho, reforçará conscientização sobre coleta seletiva. Entre os destaques da programação está a 5ª Caminhada nos Parques do DF

A partir de sexta-feira (29), diversas regiões administrativas de Brasília receberão atividades da Virada do Cerrado 2018. A edição deste ano tem como tema central Coleta Seletiva e Gestão de Resíduos Sólidos.

Haverá ações socioambientais, educativas, esportivas e culturais. A ideia é fortalecer a coleta seletiva para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores dos galpões de triagem e possibilitar a inclusão de mais catadores de materiais recicláveis no processo.

Entre os destaques da programação está a 5ª Caminhada nos Parques do DF, que ocorrerá simultaneamente em diferentes unidades de conservação. A ação será em 1º de julho, com saída às 8 horas.

Além disso, em Ceilândia, na sexta (29), um trabalho de reeducação ambiental será feito de porta em porta, no Trecho 2 do Sol Nascente.

Na mesma data, no Guará, uma unidade móvel da organização não governamental Programando o Futuro receberá lixo eletrônico na QE 38, das 9 horas às 16h45.

Em 2018, a Virada do Cerrado encerra as atividades do Junho Verde, em alusão a 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente

Também na sexta, na Fundação Jardim Zoológico de Brasília, das 8h30 às 17 horas, cerca de 300 alunos da rede pública participarão da atividade Coleta Seletiva é o Bicho, que propõe contribuir com a sensibilização sobre o tema.

Já no Viveiro Comunitário do Lago Norte, no sábado (30), das 8h30 às 13 horas, serão ofertadas oficinas de compostagem e de iscas para abelhas com garrafas PET.

Também no dia 30, no Noroeste, uma série de atividades sobre a importância da coleta seletiva ocorrerá das 15 horas às 17h30, no estacionamento da Quadra 111 e na área comum dos Blocos A e B da CLWN 10/11. Haverá atividades para moradores, síndicos, comerciantes e público em geral.

O que é a Virada do Cerrado

A Virada do Cerrado é um programa colaborativo promovido pela Secretaria do Meio Ambiente em parceria com instituições públicas e privadas.

A ideia é promover a educação ambiental da população e estimular parcerias e conexões entre diferentes atores sociais para o desenvolvimento sustentável das cidades.

Neste ano, a Virada do Cerrado encerra as atividades do Junho Verde, em alusão a 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente.

Governo do DF faz primeiro casamento homoafetivo em projeto comunitário

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Na 17ª edição, 64 casais participarão de cerimônia no Centro de Convenções Ulysses Guimarães no domingo (24)

Pela primeira vez, o projeto Casamento Comunitário, do governo de Brasília, celebrará um casamento homoafetivo. Neste domingo (24), José Moura Junior e Wanderson Santana formam um dos 64 casais que vão participar de cerimônia no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, a partir das 17 horas.

Desde 2012, quando a proposta foi criada, mais de 1,5 mil casais oficializaram a união com o apoio do governo. Mas, segundo a Secretaria de Justiça e Cidadania, organizadora do projeto, essa — a 17ª — foi a primeira edição em que houve procura de um casal do mesmo sexo.

“É permitido, está na lei. São os mesmos requisitos para todos, não fazemos distinção”, explica Andressa Queiroz, responsável por essa edição e subsecretária de Proteção às Vítimas de Violência. O projeto é articulado na Unidade de Projetos, Mobilização e Eventos da pasta.

Andressa explica que o objetivo é permitir que casais com baixo poder aquisitivo regularizem o estado civil. Segundo ela, muitos já vivem há anos como casados. Um dos que participarão da celebração no domingo, por exemplo, está junto há 50 anos.

Com o casamento, eles têm assegurados direitos matrimoniais, sucessórios e previdenciários.

No caso de Junior e Wanderson, embora o companheiro é que tivesse vontade de “casar no papel”, foi Junior quem descobriu a possibilidade de participar do casamento comunitário e deu o primeiro passo.

“Eu nunca quis oficializar, mas ele [Wanderson] sempre falava nisso. Tínhamos dificuldade financeira, então para mim era uma situação praticamente impossível”, conta o rodoviário, de 45 anos.

Entre os requisitos para participar do casamento comunitário está a comprovação de renda de até meio salário mínimo por pessoa ou de até dois salários mínimos no total.

O casal, que está junto há 4 anos e meio — 2 deles morando junto — tem o apoio dos familiares e amigos, mas temia sofrer preconceito ao oficializar a união em público. “Para chegar a esse finalmente, tivemos de lidar com problemas de homofobia”, relata Junior.

Inesperadamente, uma dessas situações ocorreu no decorrer do processo seletivo do projeto. Um servidor da secretaria agiu de maneira discriminatória e acabou sendo exonerado.

Para Junior, o apoio recebido foi fundamental para seguir adiante com o enlace. “Com o suporte que houve agora e pessoas sensíveis à questão, os futuros casais, como nós [que queiram se casar no projeto], já vão ter as portas abertas”, opina.

O auxiliar administrativo Wanderson Santana, de 23 anos, está mais ansioso para domingo. “Quando ele [Junior] chegou em casa e falou dessa possibilidade, não acreditei. Os amigos ficaram surpresos e disseram que já era hora, que ele estava me enrolando”, descontrai.

Como participar do Casamento Comunitário no DF

Para serem contemplados, os casais passam por processo seletivo, cujo edital é publicado no Diário Oficial do DF.

Além de comprovar os requisitos — entre eles, renda, idade mínima de 18 anos e residência no Distrito Federal —, eles participam de um minicurso sobre orçamento familiar e de ensaio.

O projeto é feito em parceria com empresas privadas, que oferecem gratuitamente serviços como vestuário, fotografia e maquiagem. Também não há cobranças das taxas matrimoniais.

Fachin nega recurso de Lula e julgamento é cancelado no Supremo

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin rejeitou na noite desta sexta-feira pedido protocolado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para aguardar em liberdade o julgamento de mais um recurso contra a condenação na Operação Lava Jato. Com a decisão, o caso não será julgado na próxima terça-feira (26) pela Segunda Turma da Corte, e Lula continuará preso.

A decisão do ministro foi tomada após a vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF 4), Maria de Fátima Freitas Labarrère, rejeitar pedido para que a condenação a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex em Guarujá (SP), um dos processos da operação, fosse analisado pela Corte.

Na decisão, Fachin afirmou que o resultado do julgamento do pedido de admissibilidade do recurso pelo TRF-4 impede o julgamento no STF.  “Com efeito, a modificação do panorama processual interfere no espectro processual objeto de exame deste Supremo Tribunal Federal, revelando, por consequência, a prejudicialidade do pedido defensivo, [o que] impede a análise da questão pelo STF”, decidiu o ministro.

Se a condenação fosse suspensa pela Segunda Turma do STF, como pede inicialmente a defesa, o ex-presidente poderia deixar a prisão imediatamente e também se candidatar às eleições. A defesa do ex-presidente alegou que há urgência na suspensão da condenação, porque Lula é pré-candidato à Presidência e tem seus direitos políticos cerceados ante a execução da condenação, que não é definitiva.

Lula está preso há dois meses, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. A prisão foi executada com base na decisão do STF que autorizou prisões após o fim dos recursos na Oitava Turma do TRF 4, segunda instância da Justiça.