
Segundo o senador, até agora, não se discutiram propostas de compromissos, apenas nomes
Por Iana Caramori (Diário do Poder)
O senador Reguffe (sem partido-DF) anunciou nesta segunda (28) sua candidatura à presidência do Senado. “Decidi ser candidato à presidência do Senado. O Senado precisa mudar! Precisamos de um Senado mais transparente e que custe muito menos ao contribuinte do que custa hoje”, escreveu o parlamentar em uma postagem em uma rede social.
Segundo o senador, não se está discutindo propostas de compromisso com a Casa, apenas nomes. Reguffe disse ainda que o Senado é uma das casas legislativas mais caras do país, por isso afirmou que irá propor:
– Fim dos salários extras dos senadores;
– Fim da verba indenizatória;
– Fim dos carros oficiais dos senadores;
– Redução do número de assessores por gabinete de 55 para apenas 12;
– Redução da verba para o pagamento de assessores para menos da metade da que é hoje;
– Fim do plano de saúde vitalício dos senadores;
– Fim da aposentadoria especial dos parlamentares.
De acordo com o senador, se as medidas fossem adotadas, a economia seria de R$ 1,3 bilhões por ano. Além disso, Reguffe declarou que é necessário “um processo legislativo mais ágil e menos burocrático” e que “sua lentidão desanima a sociedade brasileira”.
Reguffe concorre contra Alvaro Dias (Pode-PR); Renan Calheiros (MDB-AL); Tasso Jereissati (PSDB-CE); Davi Alcolumbre (DEM-AP); Major Olímpio (PSL-SP); Simone Tebet (MDB-MS); Esperidião Amin (PP-SC); e Ângelo Coronel (PSD-BA).
As eleições para a presidência do Senado acontecem nesta sexta (1º). Para ser eleito para a Presidência do Senado, o candidato precisa do voto de 41 dos 81 senadores.
Voto secreto
A escolha dos senadores para a presidência da Casa ocorrerá mais uma vez por meio de voto secreto. No início deste ano, o ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, manteve votação secreta na eleição para os cargos da Mesa Diretora do Senado, que acontece no início de fevereiro. Em sua decisão, o ministro afirmou que “inexiste necessidade de controle externo sobre a forma de votação adotada para sua formação”.



