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Datafolha: Bolsonaro tem 39% das intenções de voto; Haddad tem 25%

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Ciro aparece com 13%, Alckmin com 9% e Marina com 4%

O Instituto Datafolha divulgou nesta quinta-feira (4) nova pesquisa de intenções de voto para presidente da República. Jair Bolsonaro (PSL) aparece com 39% das intenções de voto na disputa presidencial – votos válidos, descontados nulos e brancos.

Fernando Haddad (PT) tem 25% e Ciro Gomes (PDT), 13% Geraldo Alckmin (PSDB) está com 9% e Marina Silva (Rede) tem 4% das intenções.

João Amoêdo (Novo) marca 3%. Henrique Meirelles (MDB) e Alvaro Dias (Podemos) têm 2%. Cabo Daciolo (Patriota) e Guilherme Boulos (PSOL), 1%. Vera Lúcia (PSTU), João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC) não pontuaram.

O levantamento ouviu 10.930 eleitores em 389 municípios, entre ontem (3) e hoje. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo e registrada na Justiça eleitoral (BR- 02581/2018).

Comparação

Na comparação com a pesquisa anterior, Jair Bolsonaro subiu três pontos percentuais, Fernando Haddad oscilou um ponto percentual e Ciro Gomes manteve intenção de votos inalterada.

Geraldo Alckmin oscilou negativamente um ponto percentual e Marina Silva obteve a mesma intenção de votos

A proporção de eleitores que declara que pretende votar nulo ou em branco diminuiu dois pontos percentuais e o número de indecisos e não respondentes manteve a mesma rejeição. Os votos brancos ou nulos somam 6%. Entre os ouvidos, 5% não sabem ou não responderam.

Rejeição

Em relação à rejeição aos candidatos, Jair Bolsonaro é apontado por 45% dos eleitores que declararam que não votariam de “jeito nenhum” no candidato no primeiro turno. A rejeição a Haddad é de 40%, enquanto a de Marina é de 28%.

A taxa de rejeição a Geraldo Alckmin é de 24% e a de Ciro Gomes, 21%.

Henrique Meirelles têm taxa de rejeição de 15%. Cabo Daciolo e Boulos são rejeitados por 14% dos eleitores ouvidos. Vera Lúcia e Alvaro Dias ficaram com 13% de rejeição. Eymael, 12%; Amôedo, 11%, e João Goulart Filho, 11%.

Eleitores que rejeitam todos os candidatos somam 2% e aqueles que votariam em qualquer um, 2%. Quatro por cento não sabe ou não quis declarar candidato que rejeita.

Segundo turno

O Instituto Datafolha fez simulações de segundo turno entre os candidatos com as maiores pontuações. Veja os resultados:

Jair Bolsonaro (44%) X Fernando Haddad (43%)

Votos brancos e nulos: somam 10%

Não responderam: 2%

Ciro Gomes (48%) X Jair Bolsonaro (42%)

Votos brancos e nulos: 9%

Não responderam: 2%

Geraldo Alckmin (43%) X Jair Bolsonaro (42%)

Votos brancos e nulos: 13%

Não responderam: 2%

Ibope Senado no DF | Izalci chega a 22% e passa Cristovam pela 2ª vaga; Leila do Vôlei mantém liderança

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Faltando apenas quatro dias para a definição das duas cadeiras do Distrito Federal para o Senado, o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) revelou nesta quarta-feira (3/10) que Leila do Vôlei (PSB) aparece isolada em primeiro lugar, com 29% das intenções de votos. A segunda vaga é disputada por Izalci Lucas (PSDB), com 22%, e Cristovam Buarque (PPS), com 21%. A margem de erro da pesquisa encomendada pela TV Globo é de três pontos percentuais para mais ou menos.

Izalci e Cristovam estão tecnicamente empatados, mas esta é a primeira vez que o tucano aparece na frente do adversário. O senador do PPS começou a campanha em primeiro lugar, porém vem perdendo espaço para os dois principais concorrentes a cada resultado. Na pesquisa anterior do instituto, divulgada em 27 de setembro, Leila tinha 25% enquanto Cristovam e Izalci, 22%, cada. Esse foi o quinto levantamento Ibope/TV Globo após as candidaturas terem sido oficializadas na Justiça Eleitoral

Do total, 30% ainda não sabem dizer em quem votarão para o Senado Federal. Foram ouvidos 1.512 eleitores de todas as regiões do DF. As entrevistas foram realizadas entre 30 de setembro e 2 de outubro. O nível de confiança utilizado é de 95%. A sondagem está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), sob o número DF-07430/2018, e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o código BR-06512/2018.

Veja o resultado da pesquisa Ibope para o Senado:

Leila do Vôlei (PSB): 29%
Izalci (PSDB): 22%
Cristovam Buarque (PPS): 21%
Chico Leite (Rede): 13%
Wasny (PT): 13%
Fadi Faraj (PRP): 9%
Paulo Roque (Novo): 4%
Fernando Marques (SD): 3%
Helio Queiroz (PP): 3%
Juiz Everardo Ribeiro (PMN): 3%
Professora Amábile (PR): 3%
Marcelo Neves (PT): 2%
Brigadeiro Átila Maia (PRTB): 2%
João Pedro Ferraz (PPL): 2%
Marivaldo Pereira (PSol): 2%
Chico Sant’Anna (PSol): 1%
Danilo Matoso (PCO): 1%
Robson (PSTU): 0%
Romilda Teixeira (PSDB): -%
Walisson Nascimento (PTB): -%
Em branco/nulo/nenhum para 1ª vaga: 15%
Em branco/nulo/nenhum para 2ª vaga: 21%
Não sabem: 30%

Da Redação com informações do G1/Metrópoles

A onda da nova política traz Paula Belmonte como destaque

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Na disputa à Câmara dos Deputados, a candidata Paula Belmonte pontua entre os primeiros colocados nas pesquisas e acredita que a boa política transforma uma sociedade. Para ela, a educação é o único meio de mudar a vida das pessoas¨: “Vivemos em um país desigual, onde faltam oportunidades para todos

A candidata do PPS afirma caso seja eleita, que vai abrir mão de todos os privilégios políticos aos quais tenha direito. Para ela, não é condizente um político ganhar um salário alto e ter vários privilégios como auxílio moradia, sendo que o povo tem muitas necessidades

Por Delmo Menezes – As últimas pesquisas eleitorais bagunçaram os diversos prognósticos dos chamados entendidos na política. Há tempos, candidatos até então desconhecidos do eleitorado, e que jamais participaram de uma eleição, pontuam bem nas diversas pesquisas de intenção de voto nesta reta final de campanha.

No Distrito Federal, temos um caso típico de “outsider”, que é Ibaneis Rocha (MDB), candidato ao Palácio do Buriti. Há trinta dias atrás, Ibaneis estava com 1,7% nos diversos levantamentos dos institutos. Hoje aparece em primeiro lugar em todas as pesquisas de intenção de voto, com chances até de ganhar no primeiro turno ao governo do DF.

Na disputa à Câmara dos Deputados, a candidata Paula Belmonte (PPS), pontua entre os primeiros colocados nas pesquisas. Assim como Ibaneis, a candidata é neófita na política. Paula é mãe de seis filhos, casada com o advogado Luís Felipe Belmonte, administradora e empresária de sucesso. A empresária acredita que a boa política transforma uma sociedade. Para ela, a educação é o único meio de mudar a vida das pessoas. “Vivemos em um país desigual, onde faltam oportunidades para todos”, disse.

A candidata do PPS afirma caso seja eleita, que vai abrir mão de todos os privilégios políticos aos quais tenha direito. Para ela, não é condizente um político ganhar um salário alto e ter vários privilégios como auxílio moradia, sendo que o povo tem muitas necessidades. “Não está de acordo com a realidade que o país atravessa. Nenhum país sério paga o que nossos políticos recebem. Terei um perfil de fiscalização”, afirma a candidata.

Questionado pelo Agenda Capital, como é ser novata na política e pontuando bem nas pesquisas, a candidata Paula Belmonte ressaltou que isso mostra o reflexo da população. “O povo quer mudança. E tenho feito um discurso em que as pessoas até se assustam. Eu explico o poder do voto, da transformação, e acima de tudo, eu mostro como a corrupção é cruel”, concluiu.

Da Redação do Agenda Capital

Eleitores do Distrito Federal podem fazer denúncias de crime eleitoral por WhatsApp

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Os ministérios públicos eleitorais do Amapá, Rondônia e do Distrito Federal divulgaram um número de WhatsApp para que a população denuncie crimes eleitorais. Por esse canal, serão recebidas apenas mensagens, documentos e arquivos de imagem, áudio e vídeo que mostrem casos como o de transporte irregular de eleitores, compra de voto, coação, abuso de poder e propaganda eleitoral irregular.

Os procuradores eleitorais têm alertado que não serão recebidas chamadas telefônicas e pedem que as denúncias sejam feitas com a maior quantidade de detalhes e dados possíveis, como o local da ocorrência e o nome do candidato.

No Amapá, a ferramenta já foi usada em 2014. Na época, segundo o Ministério Público Eleitoral, foram recebidas mais de 8 mil denúncias. Os números disponibilizados são os seguintes: no DF, (61) 99291 5943; Amapá, (96) 98134 5151; e Rondônia (69) 98431-9783.

Onde não há o canal com as procuradorias, os eleitores podem usar outro aplicativo batizado de Pardal, que é um sistema disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que permite o encaminhamento à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público Eleitoral de notícias de infrações eleitorais.

A ferramenta do TSE está disponível para todos os sistemas operacionais e tem validade para campanhas de candidatos aos governos estaduais e a de senadores e deputados. O aplicativo não inclui as campanhas presidenciais.

Para registrar a denúncia, o cidadão pode enviar foto ou vídeo da suposta infração, apresentando uma descrição mínima da situação. Antes de encaminhar o material diretamente ao TRE, é preciso informar o Estado, o município, o bairro e o local da ocorrência, com endereço ou ponto de referência.

Eleições 2018: a importância do voto consciente para cargos legislativos

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Eleitor brasileiro tende a dar mais atenção a disputa política pelos cargos de presidente e governador. José Deocleciano, coordenador do curso de Ciência Política do UDF, explica a importância do voto consciente para deputados e senadores

A data das Eleições 2018, que elegerá novos candidatos para o cargo de presidente, governador, deputado e senador, se aproxima e, com ela, cresce a expectativa dos brasileiros que desejam ver renovação e mudanças no cenário político no Brasil.

Apesar da importância da data, as atenções acabam voltadas, muitas vezes, apenas aos candidatos a cargos executivos, como é o caso do presidente e governadores. O fato de existirem muitos candidatos a cargos legislativos, que também possuem menor tempo de propaganda eleitoral e pouca cobertura da imprensa, são alguns dos motivos que justificam o baixo interesse do eleitor brasileiro aos demais cargos governamentais.

De acordo com o professor José Deocleciano, do curso de Ciência Política do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), o voto consciente para eleições de cargos voltados ao poder legislativo, formado por deputados e senadores, é tão importante quanto a eleição dos candidatos aos cargos executivos. “A eleição presidencial, naturalmente, costuma chamar mais atenção, mas não podemos esquecer que temos o poder de eleger os candidatos que formarão o congresso”. Explica. “No nosso país, o presidente depende do legislativo para governar pois a principal função do parlamento é propor novas leis, além de fiscalizar o poder executivo. Quando se analisa o governo de diversas matrizes ideológicas, percebe-se que em vários momentos o parlamento disse não para projetos importantes”, comenta o professor.

O Congresso Nacional:

O congresso nacional é composto pelo Senado e pela Câmara dos Deputados que são eleitos por sistemas eleitorais diferentes:

“No caso do Senado, os representantes são escolhidos por voto majoritário. Os candidatos eleitos representam os estados e têm o mesmo número de representantes, sendo três senadores para cada unidade federativa”, explica Deocleciano.

“Já na Câmera dos Deputados, o número de representantes por Estado é proporcional à sua população, sendo mínimo de oito e máximo de 70 deputados. Eles são escolhidos pelo sistema de voto proporcional, em que a peça chave é o partido político”, conclui.

Voto consciente:

Para garantir que os diferentes papéis do poder legislativo sejam exercidos, é preciso estar atento ao histórico dos candidatos, além de seus respectivos partidos. “Precisamos reparar bem em quem daremos nosso voto, pois são eles que darão “a cara” do próximo governo”, aponta o prof. José Deocleciano.

Ainda de acordo com o professor, é importante buscar informações oficiais e prestar atenção nas posições ideológicas dos candidatos. “No site do TSE e do TRE, o eleitor pode fazer buscas sobre as diversas opções de candidatos e seus partidos. O segundo passo é ir atrás das páginas dos partidos e buscar os conteúdos programáticos dos mesmos”, explica. “No caso dos deputados, não é obrigatório formalizar um programa de governo. Por isso, em tese, o programa de governo do partido representa o programa do candidato”.

“No domingo, vamos eleger a situação e a oposição”, diz Temer

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Presidente falou em cerimônia alusiva aos 30 anos da Constituição

Por Mariana Tokarnia e Andreia Verdelio

Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Michel Temer defendeu hoje (4) a Constituição Federal, pedindo inclusive, ao final do discurso, um aplauso para o texto. A Constituição, considerada o principal símbolo do processo de redemocratização nacional completa 30 anos nesta sexta-feira (5). O presidente participou no final desta manhã do lançamento de programas educacionais no Palácio do Planalto.

Às vésperas das eleições, Temer ressaltou que o próprio processo eleitoral está garantido na Constituição. “Vamos exercitar um dos resultados máximos da Constituição de 88 que é o voto”, disse. “Pensar diferente é revelador em uma democracia. No domingo, vamos eleger a situação e a oposição. A eleição elege quem governa e quem fica na oposição. Temos que ver isso com naturalidade”.

Temer disse ainda que a Constituição uniu princípios liberais e princípios do socialismo, ao mesmo tempo protegendo, por exemplo, a propriedade privada e garantindo direitos sociais como o direito à educação e à saúde.

Para o presidente não há a necessidade de convocar uma nova Assembleia Constituinte: “Nosso Estado precisa ser reformulado a cada período porque nós temos uma vocação extraordinária para a cada 25, 30 anos achar que tem uma crise institucional, uma crise econômica, uma crise política, é preciso criar um novo estado”, disse ao acrescentar que um país ganha estabilidade institucional “quando tem instituições consolidadas”, o que é garantido pela Constituição.

O presidente também defendeu medidas tomadas durante o governo, como a Emenda Constitucional 95, de 2016, conhecida como teto dos gastos, que limita por 20 anos os gastos públicos federais ao Orçamento do ano anterior corrigido pela inflação.

“Quando lançamos o teto dos gastos públicos, era conhecido como PEC da morte porque iria acabar com educação e com a saúde do pais. Desde os primeiros momentos que editamos os Orçamentos, sempre aumentamos as verbas para educação e para saúde”, diz.

Constituição Federal

Após 21 anos de ditadura militar, a Constituição passou a vigorar como instrumento que proporcionou a criação de mecanismos para evitar abusos de poder do Estado. Ela foi definida por uma Assembleia Nacional Constituinte, presidida pelo deputado Ulysses Guimarães (então PMDB-SP).

Uma Assembleia Nacional Constituinte, para definir o texto, foi convocada em 1985 pelo presidente José Sarney. Ao todo, participaram 559 parlamentares, sendo 72 senadores e 487 deputados federais. Entre os constituintes, 26 eram mulheres.

Foram coletadas 72.719 sugestões de cidadãos de todo o país, além de 12 mil sugestões dos constituintes e de entidades representativas.

Caso de sarampo no DF é de adolescente que já tinha sido vacinado

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Por Paula Laboissière

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou hoje (4) o primeiro caso de sarampo na unidade federativa – um adolescente de 16 anos que viajou em julho para Manaus, onde há surto da doença. De acordo com a pasta, o rapaz chegou a procurar atendimento médico na capital amazonense, foi tratado e liberado. Após retornar para casa, entretanto, e ainda apresentando sintomas, ele procurou novamente uma unidade de saúde. A confirmação de que se tratava de sarampo chegou na última terça-feira (2), após análise feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.
Em entrevista coletiva, a subsecretária de Vigilância à Saúde, Maria Beatriz Ruy, informou que o adolescente já havia recebido as duas doses previstas contra o sarampo. O rapaz, segundo ela, faz parte de um grupo de cerca de 5% da população que não produz anticorpos contra a doença mesmo após a aplicação da vacina e, quando exposta ao vírus, apresenta um quadro mais brando. O adolescente foi tratado e já está curado, sem nenhum tipo de sequela associada à doença. “Todas as ações de controle foram realizadas”, destacou Maria Beatriz. A mãe do menino, que só havia tomado uma dose da vacina, já recebeu o reforço adequado.

Cobertura vacinal

A coordenadora admitiu, entretanto, que a cobertura vacinal contra o sarampo no Distrito Federal está em 90,3% – abaixo dos 95% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também da média nacional, atualmente em 97%. “Esse índice não nos deixa em situação confortável”, disse. Dados da pasta apontam que o Distrito Federal registrou, desde janeiro, 68 casos suspeitos de sarampo. “É importante que todas as pessoas, a partir dos 12 meses até os 29 anos, tenham duas doses e, dos 30 anos até os 49 anos, pelo menos uma dose”, reforçou.

H1N1

Sobre os casos de infecção pelo vírus H1N1 noticiados nos últimos dias em escolas públicas do Distrito Federal, a secretaria informou que, até o momento, notificou cinco casos de crianças internadas com síndrome respiratória aguda grave – que não necessariamente envolve infecção por H1N1. As crianças, com idade até 6 anos, apresentam uma espécie de agravamento do quadro gripal, mas que pode ser causado por outros tipos de vírus além do H1N1. Elas estão sendo tratadas e acompanhadas por equipes da pasta.

Com Enem, horário de verão começa no dia 18 de novembro

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Ministro diz que estudantes terão mais tranquilidade para as provas

A um mês das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o governo federal adiou o início do horário de verão para o dia 18 de novembro. O texto com a decisão será publicado no Diário Oficial da União. A data final para o horário de verão foi mantida para o terceiro domingo de fevereiro de 2019.

Nas redes sociais, o ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, comemorou a mudança. “Candidatos terão mais tranquilidade para fazer as provas! Caso o horário de verão iniciasse no primeiro dia de provas do Enem, como estava previsto, muito provavelmente acarretaria prejuízos aos participantes.”

O pedido para mudar o início do horário de verão foi encaminhado pelo Ministério da Educação à Presidência da República. As provas do Enem estão marcadas para os dias 4 e 11 de novembro em todo o país. A previsão é de que 5,5 milhões de estudantes participem.

Locais

No início do horário de verão, os relógios devem ser adiantados em uma hora. O horário é adotado nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal.

Normalmente, a mudança de horário ocorre em outubro, mas no final do ano passado, o presidente Michel Temer assinou decreto adiando o início para novembro. Também houve uma discussão em torno da mudança de datas em decorrência do período eleitoral – o primeiro turno é no próximo domingo, 7, e o segundo dia 28.

Ibope aponta segundo turno no DF entre Eliana Pedrosa e Ibaneis

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Pesquisa do Ibope sobre intenção de votos para o governo do DF, divulgada em 3 de outubro — Foto: TV Globo/Reprodução

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (3) aponta os percentuais de intenção de voto para o governo do Distrito Federal. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Votos totais

Veja os números da pesquisa estimulada, considerando todas as intenções de voto, inclusive as respostas dos eleitores que se declaram indecisos ou que votariam em branco ou nulo:

  • Ibaneis (MDB): 34%
  • Eliana Pedrosa (Pros): 17%
  • Rodrigo Rollemberg (PSB): 10%
  • Alberto Fraga (DEM): 9%
  • Rogério Rosso (PSD): 8%
  • General Paulo Chagas (PRP): 4%
  • Alexandre Guerra (Novo): 2%
  • Fátima Sousa (PSOL): 2%
  • Miragaya (PT): 2%
  • Guillen (PSTU): 0%
  • Renan Rosa (PCO): 0%
  • Brancos/nulos: 8%
  • Não sabe: 4%

Rollemberg, Fraga e Rosso aparecem tecnicamente empatados na terceira colocação.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo. É o quinto levantamento do Ibope realizado depois da oficialização das candidaturas na Justiça Eleitoral.

Evolução dos votos totais

Em relação ao levantamento anterior, feito entre 24 e 26 de setembro:

  • Ibaneis foi de 20% para 34%
  • Eliana Pedrosa foi de 21% para 17%
  • Rodrigo Rollemberg foi de 11% para 10%
  • Alberto Fraga passou de 11% para 9%
  • Rogério Rosso passou de 11% para 8%
  • General Paulo Chagas foi de 3% para 4%
  • Miragaya passou de 3% para 2%
  • Alexandre Guerra se manteve com 2%
  • Fátima Sousa passou de 1% para 2%
  • Renan Rosa passou de 1% para 0%
  • Guillen se manteve com 0%
  • Brancos/nulos foi de 11% para 8%
  • Não sabe se manteve em 4%

Votos válidos

Veja, abaixo, o resultado da pesquisa Ibope considerando apenas os votos válidos. Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos.

O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto. Veja os índices:

  • Ibaneis (MDB): 39%
  • Eliana Pedrosa (Pros): 19%
  • Rodrigo Rollemberg (PSB): 11%
  • Alberto Fraga (DEM): 10%
  • Rogério Rosso (PSD): 10%
  • General Paulo Chagas (PRP): 4%
  • Alexandre Guerra (Novo): 2%
  • Fátima Sousa (PSOL): 2%
  • Miragaya (PT): 2%
  • Guillen (PSTU): 0%
  • Renan Rosa (PCO): 0%

Sobre a pesquisa

  • Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Quem foi ouvido: 1512 eleitores de todas as regiões do DF, com 16 anos ou mais
  • Quando a pesquisa foi feita: entre 30 de setembro e 2 de outubro
  • Registro no TRE: DF-07430/2018
  • Registro no TSE: BR-06512/2018
  • nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro
  • 0% significa que o candidato não atingiu 1%. Traço significa que o candidato não foi citado por nenhum entrevistado

Simulações de segundo turno

O Ibope também perguntou as intenções de voto em um possível segundo turno para o governo do Distrito Federal. Foram incluídos nas simulações os três candidatos mais bem posicionados. Os resultados foram:

  • Ibaneis 55% x 25% Eliana (branco/nulo: 16%; não sabe: 4%)
  • Ibaneis 62% x 16% Rollemberg (branco/nulo: 18%; não sabe: 4%)
  • Eliana 44% x 23% Rollemberg (branco/nulo: 29%; não sabe: 4%)

Rejeição

O Ibope também mediu a taxa de rejeição (o eleitor deve dizer em qual dos candidatos não votaria de jeito nenhum). Nesse item, os entrevistados puderam escolher mais de um nome. Veja os índices:

  • Rodrigo Rollemberg (PSB): 53%
  • Alberto Fraga (DEM): 30%
  • Eliana Pedrosa (Pros): 27%
  • Miragaya (PT): 16%
  • Rogério Rosso (PSD): 15%
  • Fátima Sousa (PSOL): 12%
  • Ibaneis (MDB): 12%
  • General Paulo Chagas (PRP): 12%
  • Alexandre Guerra (Novo): 10%
  • Guillen (PSTU): 10%
  • Renan Rosa (PCO): 9%
  • Poderia votar em todos (espontânea): 2%
  • Não sabe: 7%

O “Efeito Tiririca” e a importância da votação para deputado

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Votos válidos são divididos pelo número de vagas a serem preenchidas

Por Paulo Victor Chagas

Em 2014, o ator e palhaço Tiririca, nome de Francisco Everaldo Oliveira Silva, tentou a primeira reeleição para a Câmara dos Deputados por São Paulo e conseguiu repetir o feito de quatro anos antes. Com mais de 1 milhão de votos (1.016.796 votos), foi um dos parlamentares mais votados do país, ajudando a colocar no Congresso Nacional nomes que não obtiveram votação semelhante. O fenômeno se repete em casos de eleições proporcionais e ocorre graças ao chamado quociente eleitoral.
Segundo a legislação, a eleição para deputado federal, estadual, distrital e vereador ocorre de forma diferente das candidaturas majoritárias, em que são disputados os cargos de presidente da República, governador, senador e prefeito das cidades. No sistema proporcional, é necessário fazer um cálculo: divide-se o número de votos válidos registrados no estado ou cidade (no caso das eleições para Câmaras de Vereadores) pela quantidade de vagas a serem preenchidas.

Com essa regra, nem sempre os candidatos mais votados são eleitos. A partir do quociente eleitoral, cada legenda pode obter o número do quociente partidário, que significa a quantidade de cadeiras que o partido ou coligação terá direito pelos próximos quatro anos. Essa conta é feita dividindo a votação obtida pelas coligações pelo quociente eleitoral. Só então os candidatos mais votados de cada agremiação partidária poderão se considerar eleitos para a Câmara dos Deputados, a Assembleia Legislativa dos estados ou, no caso do Distrito Federal, a Câmara Legislativa.

Fortalecimento 

Esse tipo de eleição busca fortalecer as representações partidárias, já que o voto do eleitor vai indicar, na prática, a quantas vagas terá direito a legenda. Ao votar em um nome, os cidadãos na verdade escolhem ser representados pela sigla/coligação a que ele pertence e, preferencialmente, pelo candidato em que votou. Nos últimos anos, porém, com a pulverização partidária, os parlamentares têm buscado aprovar reformas eleitorais criando barreiras às chamadas “legendas de aluguel”.

Por exemplo, se o número de votos válidos registrado nas eleições em um estado hipotético foi de 100 mil e a casa legislativa em questão tem 100 vagas em disputa, o quociente eleitoral é de 1.000. Caso o partido tenha 20 mil votos, terá então direito a 20 cadeiras na Câmara. Se ele está coligado com outras siglas, o número de vagas é distribuído entre os mais votados de toda a coligação, e não somente daquele partido. Veja aqui a distribuição de deputados por unidade da Federação, feita com base na densidade demográfica.

Com 1 milhão e 16 mil votos, o deputado Tiririca ajudou a eleger, em 2014, mais cinco candidatos. Desses, dois não seriam eleitos caso o fator considerado fosse somente o total de votos recebido por cada parlamentar. Quando estreou na política, quatro anos antes, ele teve 1,3 milhão de votos e ajudou a eleger candidatos de outros partidos pertencentes à sua coligação.

Mudanças 

Essa, no entanto, será a última vez em que os partidos poderão formar coligações na disputa proporcional. Aprovada no ano passado, a Emenda Constitucional 97 proíbe a formação de alianças para os cargos de deputado e vereador a partir de 2020.

A partir de domingo (7), nas eleições gerais passa a valer a cláusula de desempenho individual, implementada na minirreforma eleitoral de 2015. Ela busca amenizar o fenômeno dos puxadores de votos, estabelecendo que os candidatos devem ter pelo menos 10% do quociente eleitoral para serem eleitos. Caso o político não alcance o número mínimo de votos, a vaga é repassada à próxima coligação com maior quociente partidário.