O resultado da primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) será divulgado hoje (18), na página do programa. Para assegurar a bolsa de estudos, os estudantes que foram selecionados devem, a partir desta terça-feira, ir às instituições de ensino e comprovar as informações fornecidas na hora da inscrição.
Cabe aos estudantes verificar, nas instituições de ensino para as quais foram selecionados, os horários e o local de comparecimento para a aferição das informações. O prazo para que isso seja feito vai até o dia 25 de junho.
Aqueles que não foram selecionados têm ainda outras chances. No dia 2 de julho seja divulgada a lista dos aprovados em segunda chamada. Os candidatos podem, ainda, participar da lista de espera nos dias 15 e 16 de julho.
Ao todo, serão ofertadas para o segundo semestre deste ano 169.226 bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior, sendo 68.087 bolsas integrais, de 100% do valor da mensalidade e 101.139 parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade.
As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta per capita de até 1,5 salário mínimo. As bolsas parciais contemplam os candidatos que têm renda familiar bruta per capita de até 3 salários mínimos.
Quem pode participar
Podem participar do ProUni candidatos que não tenham diploma de curso superior e que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018.
Além disso, os estudantes precisam ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsista integral.
É preciso ter obtido ainda nota mínima de 450 pontos na média aritmética das notas obtidas nas provas do Enem.
O cálculo é feito a partir da soma das notas das cinco provas, dividida por cinco. Outra exigência é a de que o aluno não tenha tirado zero na redação.
Também podem se inscrever no programa estudantes com deficiência e professores da rede pública.
Começa amanhã (19) a edição de Brasília da Campus Party, um dos maiores eventos de tecnologia do país. Visa aproximar desenvolvedores, empreendedores, pesquisadores e cidadãos mediante palestras, apresentação de projetos e atividades de formação em diversos temas, como robótica, cibersegurança, blockchain(tecnologia distribuída que serve de base para transações financeiras) e realidade virtual.
O evento será no estádio Mané Garrincha, no centro de Brasília. A expectativa é que 70 mil pessoas passem pelas arenas, stands e espaços montados.
Destes, seis mil campuseiros devem ocupar a área paga, sendo 2,5 mil acampados. Ao todo, serão mais de 350 horas de programação em cinco dias de duração.
Será o terceiro ano em que a Campus Party terá edição em Brasília. Em 2018, a etapa candanga foi uma das maiores do mundo. As inscrições podem ser feitas pelo site do evento, mas há opções também de espaços com acesso gratuito.
Na arena de debates, a principal palestra será com o empreendedor britânico e executivo na área de aviação Bruce Dickinson, mais conhecido por ter estado à frente de uma das maiores bandas de rock pesado do mundo, o Iron Maiden. Outra palestra prevista será com a professora Débora Garófalo, incluída no ranking das 10 principais docentes do mundo pela Global Teacher Prize. Ela discutirá as mudanças contemporâneas na educação.
O tema da educação será abordado em outras atividades, reunidas em torno do Fórum Educação do Futuro.
O objetivo das atividades será discutir os desafios do ensino em uma sociedade em transformação e cada vez mais atravessada por tecnologias, bem como as competências e habilidades desejadas para os alunos nos próximos anos.
Crianças e estudantes
A Campus Party Brasília tem diversas atividades voltadas para meninos e meninas. O espaço que ganhou o nome de crianças hackers vai oferecer oficinas sobre diversos temas voltados para a tecnologia com foco na faixa etária de oito a 16 anos.
Outra iniciativa, chamada de Campus Future, selecionou 20 projetos de estudantes que serão apresentados aos visitantes.
Segundo a organização do evento, entre os projetos escolhidos estão iniciativas voltadas a diversos temas: saúde, sustentabilidade, educação, agronegócio e robótica.
Simuladores e drones
Além de visitar os projetos, os participantes vão poder também utilizar a tecnologia para vivenciar situações bem diferentes. Estarão disponíveis simuladores de carros de corrida, asa delta e helicóptero.
Também haverá uma arena de drones, com voos mostrando diferentes modelos e uma batalha com esses equipamentos, na qual os inscritos terão de mostrar seu desempenho de acordo com tarefas definidas pelos organizadores.
José Sarney Filho (Foto: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados)
O secretário de Meio Ambiente, José Sarney Filho, participa, nesta terça-feira (18), do seminário “Licenciamento Ambiental: Desafios e Perspectivas”. O evento é organizado pela comissão de Direito Ambiental da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) e será realizado às 19h, na sede entidade, localizada na quadra 716 Norte.
Participam também do encontro o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Eduardo Bim, e Rose Hofmann, secretária de Apoio ao Licenciamento Ambiental e Desapropriações do Programa de Parcerias de Investimento da Presidência da República.
Seminário “Licenciamento Ambiental: Desafios e Perspectivas
Data: Terça-feira, 18 de junho
Horário: 19h
Local: Auditório térreo da OAB-DF, localizado na quadra 716 Norte
O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) afirmou nesta segunda-feira (17), em Plenário, que a incompetência na gestão pública pode ser mais grave e danosa à população do que a própria corrupção. Ele lembrou que as emendas da bancada do Distrito Federal não chegaram a ser executadas pelo governo de Brasília por causa da burocracia, de competência ou até mesmo de interesse.
Izalci Lucas citou casos em que, por falta de titularidade da área e de projeto de engenharia e de licenciamento ambiental, o dinheiro não foi liberado.
— É triste. A gente vê a luta aqui de senadores e deputados de levar alguma coisa para o seu estado. e aqui, milhões e milhões foram deixados de ser investidos e, a população, carente de atendimento em todas as áreas. São quase 500 milhões de reais em emendas, de 2016 para cá, que ainda não foram executadas. Então eu espero que o novo governo possa de fato resolver definitivamente essa questão — disse.
O período de experiência é uma fase importante e que, de certa forma, ainda faz parte do processo seletivo dos candidatos. Afinal, somente após passar por essa etapa o profissional pode dizer que está contratado. Os primeiros 90 dias são cruciais para o sucesso do candidato em sua nova posição. Assim como o presidente do país precisa mostrar para o que veio nos primeiros 100 dias de governo, os três meses de experiência caracterizam-se como o momento do profissional se apresentar para a empresa e mostrar que a sua contratação valeu a pena.
Por se tratar de um período importante e delicado, essa fase é marcada por muitos desafios, oportunidades, inseguranças, disposição ao risco e muito, muito planejamento! Viver esse processo de imersão na empresa é necessário, mas pode ser também uma jornada muito construtiva para o profissional. O livro Os Primeiros 90 dias – Estratégias de Sucesso Para Novos Líderes, de Michael Watkins, aborda especificamente as estratégias que um executivo pode e deve utilizar para causar um impacto positivo já nesse período. O livro traz posturas, atitudes e comportamentos que farão desse um momento de oportunidade para a carreira e, por isso, recomendo a leitura.
Mudar de emprego, fazer uma transição lateral, recolocar-se no mercado são momentos marcados por muita ansiedade, afinal são períodos de mudança e toda modificação gera um certo nível de estresse. A ansiedade pode ser um estado positivo, que coloca o profissional para agir e ser bem hands on, ou pode ir para um lado não tão positivo assim, colocando em risco seu desempenho por estar muito aflito em querer fazer acontecer. Superar a ansiedade talvez seja o maior desafio dos primeiros 90 dias. Isso porque somos uma geração ansiosa, que deseja tudo pra ontem e desaprendeu a esperar o tempo de maturação das coisas. Na ânsia de mostrar resultado, o executivo pode meter os pés pelas mãos, pular algumas etapas do processo de adaptação e, consequentemente, falhar em seu período de experiência.
Por isso, preparei algumas dicas para ajudar nesse período crucial de experiência:
#1 – Analise o ambiente: O primeiro passo para se ter sucesso é desenvolver a capacidade de leitura do ambiente, ou seja, entender a cultura organizacional, as dinâmicas de relacionamentos, conhecer e perceber as pessoas que serão do seu time, quais os maiores entraves que existem no processo e na operação, quais as metas objetivas e subjetivas da sua posição. Essa leitura de cenário é importantíssima e quanto antes o executivo conseguir fazer esse raio x, mais adaptado ele estará para realmente traçar um planejamento das ações.
#2 – Aprenda ao máximo: Acelerar o aprendizado e diminuir a curva de adaptação deve ser a meta nas primeiras semanas. O quanto antes o profissional passar a dominar o mercado de atuação da empresa, entender as estruturas internas, conhecer quem são os parceiros do negócio, mais rápido o executivo estará pronto para tomar decisões estratégicas e, portanto, mais fácil será provocar as mudanças e os resultados que consolidarão sua posição dentro da empresa. Meu conselho é que o profissional se dedique totalmente à essa fase de adaptação e aprendizado. A observação, nesse momento, será sua maior aliada.
#3 – Escute e planeje-se: Fase inicial superada, está na hora de começar a planejar as ações, mas, antes de propor mudanças nos processos e na operação, o executivo deve integrar-se à equipe, ouvir as pessoas, entender os cenários e contextos, as metas e o funcionamento da área que ele recebeu para liderar. Os ganhos inicias serão resultado do que já existe e não de grandes revoluções. O papel do executivo é aprimorar a maneira como a equipe já trabalha e, entregar resultados pesa na avaliação do primeiro trimestre de trabalho.
#4 – Amplie sua rede de contatos e conecte-se com as pessoas: O período de experiência também é um excelente momento para construir vínculos e relações fortalecedoras. Um bom líder é avaliado sobre sua capacidade de criar conexões e pontes de relacionamentos. Portanto, tão precioso quanto entregar resultados é a capacidade de integrar a equipe, gerar expectativas positivas e criar um clima benéfico para todos. Os primeiros meses de trabalho são marcados por muito energia, e essa deve ser sempre empregada para criar vínculos e motivar as pessoas. Aproveite a ansiedade positiva e a energia do novo para contaminar a equipe com boas vibrações, ao invés de influenciá-los de maneira negativa e pressiona-los por resultados a todo custo.
#5- Gerencie as expectativas do seu trabalho: Trabalhar a expectativa com relação ao novo cargo é outra missão para que a experiência seja um período produtivo. Muitos profissionais não alinham seus anseios e valores com o que a empresa tem para oferecer. Aqui na Trend e também em outras consultorias de recrutamento, os consultores têm um papel fundamental nesse momento, apresentando para o profissional a estrutura organizacional, os desafios da vaga, entendimento da cultura e o que é esperado dele por parte da organização.
Por fim, os primeiros 90 dias podem sim ser muito produtivos, cheios de oportunidades e grandes aprendizados para todo profissional. Desde que esse esteja disposto a mergulhar no desafio de encarar a mudança como algo positivo e imprescindível para seu crescimento na carreira. Aproveite esse momento e não deixe de provar que você foi uma das melhores escolhas da empresa.
Mylena Cuenca é headhunter na Trend Recruitment e formada em administração de empresas pela Universidade presbiteriana Mackenzie.
O evento, promovido pela Escola de Música de Brasília, deve reunir centenas de pessoas na noite desta segunda-feira
A Escola de Música de Brasília promete encantar o público com o Coral em Concerto , nesta segunda-feira, a partir das 20h, no Teatro da EMB, na 602 sul.
São cerca de 400 integrantes que exibirão um repertório do clássico ao erudito. O evento é gratuito e aberto à comunidade.
Os estudantes têm entre 15 e 80 anos de idade e estão matriculados nos cursos de canto ou de instrumentos, sendo que uma das disciplinas obrigatórias é a de Canto Coral.
“Este é um momento mais do que importante, pois é o resultado do trabalho de todo o semestre. É um momento gratificante de ver o tanto que se empenharam e aprenderam com a música”, avalia a diretora da EMB, Edilene Abreu.
O Canto Coral contará com a participação especial do coral oficial da EMB, Madrigal Brasília, que, inclusive, inspirou a criação da Escola de Música de Brasília.
Serviço
🎼 Conto em Concerto
17/06 (Segunda-feira)
20h
Escola de Música de Brasília- Teatro da EMB- 602 Sul
Fique atento: a chance para estudar no Centros Interescolares de Línguas está perto do fim. Veja onde se inscrever
Gostaria de aprender inglês, francês, japonês ou espanhol? Então, corra para garantir uma vaga nos Centros Interescolares de Línguas (CIL) da rede pública de ensino do DF. As inscrições serão feitas exclusivamente on-line – e até 23 de junho, próximo domingo.
Neste primeiro momento, apenas estudantes matriculados na rede pública de ensino do DF poderão de inscrever. A inscrição será feita de acordo com a escolaridade do candidato, no ano de 2019.
Cada estudante poderá se inscrever em até quatro opções de CIL e de língua estrangeira, conforme a oferta disponibilizada. É importante ressaltar que os estudantes somente poderão se inscrever no turno contrário ao da matrícula na unidade escolar de origem.
O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 17 de julho, a partir das 18h, e a segunda chamada está prevista para o dia 25 de julho, também a partir das 18h.
O sorteio é realizado eletronicamente e a consulta do resultado é de inteira responsabilidade do candidato.
As matrículas deverão ser feitas nos dias 18, 19 e 22 de julho para os contemplados na primeira chamada e nos dias 26 e 29 de julho para os contemplados na segunda chamada.
O multi-instrumentista Ademir Junior reunirá nos próximos dias 27 e 28 no Clube do Choro de Brasília um time de artistas e convidados especiais para seus novos shows. Os cantores e compositores Ed Motta e Veronica Ferriani serão os convidados especiais do dia 28. E o virtuoso saxofonista francês Baptiste Herbin fará o show do dia 27 de junho.
Os três artistas participaram do recém lançado CD Camaleão 3 – Espiral, de Ademir Junior.
Ademir fará uma rica celebração de boa música nestes shows, fazendo releitura de seus álbuns e ainda mostrando em quinteto novas versões do seu CD Camaleão, gravado com a Orquestra JK em 2017. Como já diz o título Camaleão, Ademir Junior marca sua carreira por adaptações musicais paralelas as suas descobertas e aprendizados musicais, virtude bem expressa em cada álbum, uma evolução como pessoa, músico e artista.
O músico está sempre buscando novas formas de entender a música e assim imprimir sua alma nela. É uma busca incessante por novas percepções e conceitos aliados ao seu virtuosismo e engenharia peculiar musical, com uma criativa elasticidade em alternar timbres, formas e caráter nas composições, arranjos e principalmente na improvisação, legado que o músico carrega na parte educacional por todo o país por meio do seu Livro Caminhos da Improvisação e os mais de 50 cursos ministrados desde 2005.
Com a característica de desconstruir temas e ideias conhecidas, Ademir Junior criou a imagem musical do seu álbum Camaleão 3, onde fez releitura de temas como Um a zero (Pixinguinha), Chorinho pra ele (Hermeto Pascoal), A paz (João Donato e Gilberto Gil) e Spain (Chick Corea). Essas músicas receberam arranjos e novas percepções de ritmo e melodia em Camaleão 3.
Com uma fina percepção entre a técnica e a arte, o empreendedorismo e a liderança musical de Ademir Junior atrai o carisma e admiração por parte não apenas de músicos e seguidores, mas de todos novos ouvintes do seu saxofone ou clarineta, principais instrumentos entre os mais de 10 que o músico executa com tamanha arte.
O cantor Ed Motta afirma em depoimento que além da destreza como instrumentista, o músico ainda carrega virtudes como arranjador e compositor que são incríveis, e essa visão de tantos outros artistas com quem Ademir Junior já trabalhou mostra uma autoridade musical em destaque no cenário da atual música popular brasileira.
No show as participações de Ed Motta, Veronica Ferriani e Baptiste Herbin já atraem grande expectativa, pois todos eles já conquistaram o carisma e respeito junto ao público brasiliense. Ademir promete momentos musicais especiais com cada um dos convidados, que interpretarão faixas que participaram no álbum Camaleão 3 e farão mescla de seus próprios repertórios no show. Outro fator em destaque para esse show é a identidade que o músico adquiriu com o seu quinteto que já o acompanhou em festivais e shows fora do país, pois além de seu repertório exigir criatividade e muita sintonia, uma coisa que não se pode esquecer é a energia concentrada em informações, ambientes sonoros diferenciados e os climas para improvisação, qualidades que fazem qualquer público entrar em êxtase. Isso se propicia pela sintonia dos músicos e os climas que Ademir constrói em suas composições e está impresso em sua característica pessoal.
O super quinteto é formado por Bruno Mangueira (guitarra), Misael Silvestre (piano), Daniel Castro (baixo) e Pedro Almeida (bateria).
Show: Ademir Junior e convidados
Participações:
Baptiste Herbin: Sax alto
Ed Motta: Voz e piano
Veronica Ferriani: Voz
Ademir Junior: Sax tenor, Sax soprano, Clarineta, Aerophone, Sylphyo
Bruno Mangueira: Guitarra
Misael Silvestre: Piano
Daniel Castro: Baixo
Pedro Almeida: Bateria
27 e 28 de Junho de 2019
Clube do Choro de Brasília
Horário: 21h
Entrada dia 27/06: R$ 20 (meia)
Entrada dia 28/06: R$ (30 meia)
Leiliane Barbosa aguarda a chegada de Isabella: consulta no Hmib pelo fato de trabalhar perto do hospital
Plano Estratégico do GDF quer universalizar atenção primária e reduzir filas, além ampliar o número de agentes comunitários e criar uma central de laudos com ênfase em exames complementares básicos
Por Ian Ferraz
A atenção à saúde é um dos pontos centrais do Plano Estratégico do DF, conjunto de metas e ações a curto, médio e longo prazo apresentado recentemente pelo Executivo. Um dos gargalos que o GDF pretende resolver nessa área é ampliar a atenção primária, além de descentralizar os serviços para a população.
Essas situações, por sinal, se encaixam no caso das mães Leiliane Silva Barbosa, 31 anos, e Evellen Pires Barbosa, 25 anos. Ambas foram atendidas no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), na Asa Sul, distante das cidades onde residem.
Moradora de Ceilândia, Leiliane Barbosa aguarda a chegada de Isabella. Com oito meses de gestação, a técnica em radiologia foi ao Hmib se consultar. Ela aproveitou o fato de trabalhar na Asa Sul para receber atendimento. O pré-natal, no entanto, ela tem feito em Ceilândia e elogia o serviço.
“A atenção básica está boa e vejo que o atendimento está melhorando. Na Unidade Básica de Saúde (UBS) lá em Ceilândia, a partir da reformulação, melhorou muito. Acho importante descentralizar: as pessoas serem socorridas mais perto de casa”, afirma Leiliane.
Em outra ala do Hmib, Evellen Pires Barbosa cuidava da pequena Helena, nascida na quinta-feira (13). O deslocamento de Luziânia para o Plano Piloto foi uma queixa da mãe, principalmente pela falta de amparo no Entorno. “Fiz o pré-natal na Cidade Ocidental porque em Luziânia não tive atendimento. Cheguei a ser socorrida no Gama, mas acabei vindo para cá [Hmib]. Fui recebida imediatamente, pois estava com dilatação e prestes a ganhar a neném”, conta Evellen.
A mãe nutre a expectativa que, a partir da experiência com Helena, os planos do GDF possam ajudar outras gestantes tanto no atendimento como nos deslocamentos. “No meu pré-natal senti falta de muita coisa, como alguns acompanhamentos e palestras. Gostaria que o governo pudesse investir em mais hospitais, no Entorno, ou se pudéssemos ser atendidas em casa. Mas, no HMIB, fui muito bem recebida, com carinho”.
Falta aqui, sobra ali
As viagens e deslocamentos feitos por Leiliane e Evellen têm explicação. Há no Distrito Federal 390 estabelecimentos de saúde – entre unidades básicas, hospitais, farmácias, hemocentro etc. A gestão Ibaneis Rocha, por meio do Plano Estratégico, observou a disparidade com relação à distribuição dos estabelecimentos nas regiões administrativas. Embora o DF já seja dividido na Saúde em 7 regiões (central, centro-sul, oeste, sul, sudoeste, norte e leste), a meta é descentralizar ainda mais os serviços e integrar essas regiões.
O Plano Piloto, por exemplo, conta com 49 unidades, à frente de Ceilândia, a região mais populosa do DF, com 40 estabelecimentos. Por outro lado, Varjão e Park Way contam com uma unidade cada – enquanto Vicente Pires tem duas (confira gráfico acima).
O governo pretende, a partir dos dados levantados, entender os fatores que interferem na instalação dos equipamentos de saúde e como trabalhar para suprir as carências do sistema e dos moradores de todas as regiões administrativas.
No Plano Estratégico, o governo observou avanços na atenção primária, mas aquém do desejado. Por isso, estabeleceu a meta de aumentá-la de 69% para 100%. Os esforços serão concentrados na universalização, bem como na redução de filas, investindo na infraestrutura. Dentro dos resultados-chave, o GDF também espera garantir 100% de filas administradas e reguladas para procedimentos de média e alta complexidade.
Necessidade de leitos
Os dados apontam ainda uma carência de leitos. Há 2.742 gerais e 392 de UTI/CTI sob gestão da Saúde. A população dependente do Sistema Único de Saúde (SUS) chegou a 70,68%, enquanto os conveniados atingem 29,32%. O crescimento populacional e a demanda pela saúde pública reforçam a necessidade da ampliação de vagas.
No DF, a causa de óbitos, segundo a Secretaria de Saúde, tem como principal causa doenças do aparelho circulatório, conforme demonstra o quadro abaixo.
As internações, por sua vez, abarcam o maior número de casos com gravidez, parto e puerpério (pós-parto), com 507.167 ocorrências, seguido de lesões, envenenamento e outros, bem abaixo, com 172.383 casos. Doenças do ouvido ocupam o último posto da lista.
Central de laudos
Para garantir o acesso aos serviços de saúde pela população, o governo local pretende ampliar o número de agentes comunitários de saúde (ACS), implantar novos núcleos de apoio à Atenção Básica (Nasf). Também foi pensado uma central de laudos com ênfase em exames complementares básicos e essenciais para a Atenção Primária em Saúde (APS).
A cobertura da estratégia de saúde da família também será ampliada em alinhamento com a construção e consequente viabilização de novas unidades básicas de saúde e equipes. O GDF pretende implantar UBS em Planaltina, Recanto das Emas, na QR 381 em Samambaia, Vicente Pires, Águas Claras, Plano Piloto, Lagos, Fercal, Ceilândia, Paranoá, Jardim Botânico/Mangueiral, Sobradinho/Buritizinho, Vale do Amanhecer, Santa Maria e Estrutural.
Para resolver as filas em procedimentos de média e alta complexidade o Executivo decidiu, entre uma série de medidas, reestruturar a forma de aquisição de órteses, próteses e materiais especiais (OPME), por consignação; ampliar consultas ambulatoriais em todos os centros transplantadores do DF; e reorganizar a linha de cuidados de traumato-ortopedia, acelerando a realização de cirurgias.
Na questão de infraestrutura, a reforma de unidades como o Hospital Regional da Asa Norte (ambulatório – Fissurados) e do pronto socorro do Hospital Regional de Ceilândia são algumas das iniciativas.
Tempo de ação
Boa parte das medidas tomadas pelo GDF estão sob o guarda-chuva do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). O instituto administra o Hospital de Base – que somente de janeiro a maio realizou 4.270 cirurgias –, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e as seis Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do DF (Ceilândia, Núcleo Bandeirante, Recanto das Emas, Samambaia, São Sebastião e Sobradinho).
Hospital de Santa Maria, agora gerido pelo Iges-DF: área estratégica
Ao todo, o Iges-DF anunciou a contratação de mais de 2,4 mil profissionais e a reforma de todas as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), onde foram investidas mais de R$ 496 mil, sendo a maior parte na unidade de Ceilândia.
O mercado financeiro espera por manutenção da taxa básica de juros, a Selic, no atual patamar de 6,5% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta terça-feira (18) e quarta-feira (19). Entretanto, a partir de setembro, instituições financeiras esperam pelo início de um ciclo de cortes.
Por essas expectativas, a Selic também será mantida em 6,5% ao ano, em agosto, cai para 6,25% ao ano, em setembro, para 6%, em outubro e para 5,75% ao ano, em dezembro. Essas projeções são da pesquisa Focus, publicada todas as semanas pelo Banco Central (BC) com estimativas para os principais indicadores econômicos.
A Selic é usada pelo BC como principal instrumento para controlar a inflação. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.
Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.