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ENTREVISTA | Fauzi Nacfur: “DER toma todos os cuidados para garantir execução das obras”

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Diretor-geral do órgão conta que, com redução de 45% no fluxo de veículos nas rodovias do Distrito Federal, autarquia consegue dar andamento a obras pela capital

Por Jéssica Antunes

As obras nas rodovias do Distrito Federal não param. Desde o início da gestão, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) entregou 35 obras, tem 17 em andamento e outras quatro previstas para serem lançadas ainda neste ano. Em tempos de limitações provocadas pela pandemia de coronavírus, todos os cuidados são tomados para garantir que as execuções sigam em segurança. Para o diretor-geral da autarquia, os serviços prestados são essenciais. Em entrevista à Agência Brasília, Fauzi Nacfur revela que ruas vazias são vantajosas para prosseguir com ações pela capital. Confira abaixo:

Estamos em um momento delicado com a pandemia de coronavírus. De que forma as limitações afetam os serviços do DER? 

Desde o primeiro decreto assinado pelo governador, servidores do grupo de risco foram afastados, então perdemos um pouco o efetivo, o que diminuiu a produção. Por outro lado, a redução do fluxo viário em torno de 45% facilitou a execução de serviços, tanto de obras novas quanto de manutenção. E conseguimos tirar proveito da situações que causariam transtorno à população com movimentação maior. O DER não parou, muito pelo contrário. Entendemos que os nossos serviços de rua são essenciais. Podemos destacar as operações tapa-buraco, a troca do pavimento na saída do túnel do aeroporto e a recuperação de pontes que desabaram em áreas rurais.

Com a pandemia e redução do fluxo nas vias, há falsa impressão de que o motorista pode andar em alta velocidade. Não pode.

Considerando as limitações e restrições, como o DER trabalha pelo Maio Amarelo?

Nosso lema neste ano é “Perceba o risco. Proteja a vida”. Pela atual situação, não podemos ter abordagens físicas, panfletagem, contato direto com motoristas, ciclistas e pedestres, então usamos outras estratégias para manter a conscientização. A tradicional iluminação dos monumentos em amarelo remete ao tema, mas, além disso, trabalhamos em campanhas nas redes sociais, em dez frontlights espalhados pelo DF e nos 50 painéis móveis veiculares que circulam pelas rodovias. Nesta semana, inclusive, teremos a doação de sangue de agentes. Diante das circunstâncias, trabalhamos com o possível para tratar de tema tão importante. Com a pandemia e redução do fluxo nas vias, há falsa impressão de que o motorista pode andar em alta velocidade. Não pode. Excesso de velocidade continua sendo a principal causa de acidentes, seguido por uso de celular e álcool, e isso não pode ser esquecido.

Recentemente, o DER adquiriu termômetros para aferir a temperatura dos servidores. Além do afastamento do pessoal do grupo de risco e essa medida, quais cuidados o departamento tem adotado para que os profissionais continuem tocando obras na capital? 

Todas as medidas básicas foram adotadas, como presença de álcool gel em todas as equipes e uso de máscaras. A aferição de temperatura é constante em todos os postos de trabalho e, além disso, foi alterada a logística das equipes para manterem distância entre si, evitando aglomerações. Com tudo isso, o DER passa praticamente ileso ao coronavírus.

Segundo o último levantamento de receitas e despesas do DER, a autarquia arrecadou R$ 15.135.572,32 com multas de janeiro a março. Como essa verba é gerida? 

Temos uma resolução do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) que indica exatamente o que podemos fazer com esse recurso: fiscalização, operação, educação e manutenção. Com essa fonte, fazemos sinalização horizontal e vertical, pequenas obras para melhorar a engenharia de trânsito. É muito útil porque conseguimos fazer bastante coisa nas nossas rodovias.

O maior investimento desses recursos é com conservação de rodovias – cerca de 30% do arrecadado (R$ 4.288.535,24). Em que consiste essa conservação? 

A conservação de rodovias envolve um leque maior de possibilidades, então sempre terá mais valor investido. Vai desde um tapa-buraco até uma reconstrução. Envolvendo engenharia de trânsito, pode ser usada para fazer novo acesso para melhorar fluxo, por exemplo. Já esse recurso não pode ser usado na construção de uma nova estrada, por exemplo.

A operação tapa-buraco é uma das demandas mais pedidas pela população. De que forma o departamento tem atuado para atender todas as solicitações? 

A gente tem um trabalho grande junto à Ouvidoria e recebemos demandas das administrações regionais. Temos os cinco distritos rodoviários e cada um é composto por equipe de tapa-buraco, que sempre percorre as regiões fazendo esse serviço. Algumas pessoas têm certo preconceito com esse serviço, mas a cobertura de buracos é forma de manutenção de rodovia em qualquer lugar do mundo e funciona. Quando tem pista com estado crítico e tanto buraco fechado que fica irregular e tem que partir para restauração asfáltica, que é mais caro.

Desde 2019, o DER finalizou 35 obras, tem 17 em andamento e quatro previstas para este ano. Quais são as prioridades? 

O DER tem a característica de atuar, ao mesmo tempo, em pequenas e grandes intervenções, com o objetivo de melhorar a fluidez do trânsito e a harmonia entre os diversos modais de locomoção – veículos, ciclistas e pedestres. Talvez a maior entrega dos últimos tempos seja a o Trevo de Triagem Norte (TTN) e a ligação Torto-Colorado, mas há ações menores com ótimos resultados, como a criação da terceira faixa e agulha de acesso ao Parkshopping, os novos retornos nos Lagos Sul e Norte, novas ciclovias e as iluminações com energia solar de faixas de pedestres. Em fases de dificuldade, sem volume grande de recursos, trabalhamos com pontos críticos e uma saída são os viadutos. Temos autorização para a construção de cinco novos viadutos em pontos de entroncamento importantes – do Recanto das Emas com Riacho Fundo II, do Paranoá com Itapoã, e de acessos a Sobradinho, à Esaf, e ao Riacho Fundo.

A manutenção entra nessa lista de prioridades?

Não podemos esquecer jamais da manutenção, tanto do concreto quanto do pavimento. O DER é focado não só em construir, mas em manter o que tem. Temos várias obras de restauração e revitalização. Acabamos de entregar o Eixão completamente novo, recuperado e sinalizado, por exemplo. A mais importante rodovia está com cara de primeiro mundo. Com 60 anos de Brasília, temos rodovias que chegam ao fim da vida útil e precisam ser recuperadas. Temos dois contratos de execução de projeto – da Epig e do Pistão Sul – para que sejam restaurados.

Temos 56 passarelas em todas as rodovias e estamos restaurando todas, em um cronograma de dois anos.

O departamento fez o planejamento de manutenção das passarelas áreas das rodovias. Qual é o panorama atual? 

Temos 56 passarelas em todas as rodovias e estamos restaurando todas, em um cronograma de dois anos. Já fizemos algumas no ano passado, como as Núcleo Bandeirante e da Candangolândia, depois seguimos para a Estrutural e para a EPTG. Temos em torno de 40% delas restauradas. Agora seguimos em pontos do Pistão Sul, em Taguatinga; na DF-005, em frente ao Varjão; na DF-003, na subida do Colorado; e na BR-020, em frente ao Condomínio Império dos Nobres. O objetivo é dar total segurança aos pedestres na travessia. Algumas delas estavam enferrujadas, com piso danificado, problema no guarda-corpo. Tudo está sendo recuperado.

A obra da Saída Norte foi uma das que recentemente foram entregues. Dá pra ter uma avaliação do impacto positivo para a vida dos motoristas que passam por ali? 

Com certeza e verificamos isso com nossas câmeras de monitoramento e estatísticas de trânsito. Nós dobramos a capacidade geométrica da via. São duas pistas com três faixas cada, o que significa que conseguimos diminuir pela metade o movimento. Os benefícios chegam aos motoristas com redução do tempo de deslocamento, com mais fluidez e segurança viária com o Complexo Joaquim Roriz.

A Ponte do Bragueto foi outra obra muito demandada pela população. Qual era o estado dela quando a gestão iniciou e o que temos de resultado? 

Essa ponte era objeto de polêmica há mais de 10 anos em função da condição da estrutura construída na inauguração de Brasília e que começou a apresentar danos. Quando assumimos a gestão, havia um um projeto de restauração. Fizemos ajustes e conseguimos começar, em outubro de 2019, a tão esperada restauração completa. Hoje podemos falar que a Ponte do Bragueto é nova, da fundação ao pavimento.

Ali ainda falta a ciclovia completa. Qual é a previsão de entrega dessa última etapa? 

A obra da ciclofaixa é de nove quilômetros. Já temos três quilômetros prontos e agora, com o fim das chuvas, a empresa consegue trabalhar na execução das seis restantes. Esperamos que até o fim do ano consigamos entregar completa.

Governo do Distrito Federal lança Programa Acolher e anuncia hotel para profissionais de saúde

Setur finaliza processo de seleção atendendo a todas as necessidades indicadas pela Secretaria de Saúde para hospedar, na primeira etapa, até 250 profissionais inscritos 

No acolhimento encontramos gentileza, generosidade, carinho e respeito, sentimentos presentes diariamente nas vidas de milhares de médicos e enfermeiros que estão na linha de frente do combate ao Covid-19. Pensando em aliviar a situação desses profissionais, além de garantir segurança para seus familiares, a Secretaria de Estado de Turismo do DF lançou o Programa Acolher, que irá oferecer hospedagem aos profissionais vinculados à Secretaria de Estado de Saúde, que já teve o processo concluído, e da Segurança Pública do DF, cuja seleção dos hotéis ainda está em andamento.

Nesta quinta-feira (21), o GDF realizou uma cerimônia, com número limitado de participantes, devido à pandemia, para a assinatura do contrato de prestação de serviço aos servidores da Secretaria de Saúde. A contratação direta do hotel foi realizada por meio de Dispensa de Licitação, fundamentada na Lei nº 13.979/2020 e suas alterações, e o resultado da seleção foi publicado nesta segunda-feira (18/05), na Edição Extra B do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

A holding Phenicia, empresa vencedora do certame, teve a documentação analisada pela equipe da Pasta atendeu a todos os critérios estabelecidos no Projeto Básico. Ela engloba os hotéis Grand Bittar e América Bittar. “Nós, da Rede Bittar, nos orgulhamos de fazer parte da história de Brasília há mais de 40 anos. É sempre uma honra servir a nossa cidade, especialmente agora na pandemia do Covid-19. Os profissionais da saúde trabalham incansavelmente e são os nossos verdadeiros heróis. Se todos se envolverem e se ajudarem, nosso país vai enfrentar melhor esse desafio”, afirmou Ricardo Bittar, sócio-administrador da rede, durante o lançamento do projeto.

Serão disponibilizados apartamentos individuais (single), com café da manhã, almoço e jantar àqueles envolvidos no atendimento presencial dos pacientes suspeitos ou diagnosticados com a Covid-19 que residem com pessoas do grupo de risco e precisam ser afastados de suas residências temporariamente. Além de dar mais tranquilidade para o servidor, esta ação representa a união do setor de hotelaria com os profissionais de saúde e, consequentemente, uma maior qualidade nos serviços oferecidos à população.

Para o governador Ibaneis Rocha, quem acolhe também precisa ser acolhido: “Esta é mais uma ação nossa para proteger esses verdadeiros heróis que são os profissionais de saúde e seus familiares. Muitos deles temiam voltar para casa depois de um dia de trabalho e o objetivo é oferecer toda a segurança para que eles tenham tranquilidade para trabalhar”, afirma.

A Setur está atuando em conjunto com outras Pastas para criar soluções e somar forças para superar o momento. “O nosso governo está trabalhando para oferecer as melhores condições para os profissionais da saúde. Essa iniciativa vai permitir que as pessoas que estão na linha de frente possam ter o descanso merecido, e sem expor os familiares. Dessa maneira, centenas de profissionais que estão na linha de frente da pandemia poderão sair de um dia de trabalho exigente para um lugar com conforto e cuidado”, conclui a secretária de Estado de Turismo, Vanessa Mendonça (foto).

“A recepção do programa pela classe da saúde foi muito positiva. Quando pensamos em uma pandemia, todos os profissionais ficam com medo e os da saúde não são diferentes. Todos ficam preocupados de ficar doente e poder levar isso para a família. Essa parceria entre a Setur e a Secretaria de Saúde trouxe a possibilidade de oferecer melhores condições de trabalho do ponto de vista emocional”, complementa o secretário- adjunto de Assistência à Saúde da SES, Ricardo Rodrigues Lage.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a seleção dos trabalhadores foi feita por meio de uma plataforma administrada pela Pasta e contemplará, na primeira etapa, os profissionais lotados no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Ainda de acordo com a SES-DF, o programa poderá ser expandido para outras unidades de saúde.

O deputado distrital Claudio Abrantes comentou que as medidas implementadas pelo GDF no combate ao Covid-19 são referência para todo o país. “Vivemos hoje um momento muito importante, numa situação extremamente complexa que se encontra o nosso país. As ações do GDF em parceria com a iniciativa privada enchem o nosso coração de esperança. Os gestores estão preocupados com a vida das pessoas e com o bem-estar de quem atua na linha de frente. Esse gesto concreto de hoje é digno de aplausos”, completou. O deputado distrital Jorge Vianna também ressaltou o papel dos profissionais da saúde. “Não vamos medir esforços. Estamos em conjunto para amenizar a dor desses trabalhadores e suas famílias vão ficar mais tranquilas”, disse durante a cerimônia.

“Esse evento hoje é um grande marco. Pela nossa felicidade, temos agentes públicos comprometidos com a população e com os profissionais, e essa ação de hoje é a prova disso, finalizou o deputado distrital Júlio César.

Cuidados com a limpeza
Os cuidados com a limpeza serão constantes e o hotel irá adotar um protocolo para receber os hóspedes, visando à segurança de todos. Além de desinfetar todas as superfícies de contato frequentemente, especialmente maçanetas, corrimões, balcões, botões de elevadores, os quartos receberão um cuidado extra. Eles deverão ser higienizados utilizando as etapas de limpeza e desinfecção. A varredura e a espanação seca são contraindicadas em qualquer área, pois espalham poeira e micro-organismos no ambiente. Deve-se utilizar a varredura molhada, com panos e esfregões. Quanto à desinfecção, serão utilizados os mesmos produtos químicos usados para a desinfecção hospitalar.

União Nacional | Governadores apoiam veto a reajustes de salário para servidores

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Momento é de unidade nacional, diz governador de Mato Grosso do Sul

Em reunião por videoconferência com o presidente Jair Bolsonaro, os governadores manifestaram hoje (21) apoio ao veto do trecho do projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional que deixa várias categorias do funcionalismo de fora do congelamento de salários de servidores públicos, proposto pelo governo federal.

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), também participaram do encontro, ao lado de Bolsonaro e de ministros de Estado, a partir do Palácio do Planalto.

“É o momento da unidade nacional, [em] que todos nós estamos dando uma cota de sacrifício, é um momento ímpar na história do país, e a maioria dos governadores entende [ser] importante vetar esse artigo dos aumentos salariais”, disse o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, em nome de todos os governadores. “Pedimos que sancione esse projeto porque é importante para manutenção das atividades dos entes federados, para poder socorrer principalmente aqueles assuntos relacionados à saúde”, afrmou Azambuja.

O Projeto de Lei Complementar (PLC) 39/20, que foi aprovado no dia 6 de maio, garante auxílio financeiro de até R$ 125 bilhões a estados, municípios e ao Distrito Federal para o combate ao novo coronavírus, e tem como contrapartida medidas de controle de gastos, como a suspensão do reajuste.

Além dos profissionais de saúde e segurança pública e das Forças Armadas, os parlamentares excluíram do congelamento trabalhadores da educação pública, servidores de carreiras periciais, das Polícias Federal e Rodoviária Federal, guardas municipais, agentes socioeducativos, profissionais de limpeza urbana, de serviços funerários e de assistência social.

Azambuja citou estudos do Ministério da Economia segundo os quais os dois anos de congelamento de reajuste liberariam R$ 69 bilhões nas despesas dos estados com funcionalismo e R$ 62 bilhões, nas dos municípios. “É impossível darmos qualquer aumento agora porque precisamos cuidar da população brasileira como um todo”, destacou o governador sul-mato-grossense.

Bolsonaro anunciou que o PLC será sancionado em breve, após alguns ajustes técnicos, e que as progressões e promoções dos servidores continuarão ocorrendo normalmente. Apenas os reajustes serão suspensos. O projeto aprovado também prevê a suspensão dos prazos de validade dos concursos públicos homologados até o dia 20 de março deste ano. Tal suspensão será mantida até o fim do estado de calamidade pública em vigor no país.

De acordo com o presidente, serão vetados quatro dispositivos, e ele pediu apoio para que esse vetos sejam mantidos pelo Congresso. “Enquanto se fala que os informais perderam muito, que os formais também, muitos perderam seus empregos ou tiveram salários reduzidos. Essa é a cota de sacrifício dos servidores, pela proposta que está aqui, de não ter reajuste até 31 de dezembro do ano que vem”, disse Bolsonaro.

Após a sanção, os parlamentares tem 30 dias para apreciar os vetos.

Ajuda financeira

Dos R$ 125 bilhões, há o repasse de R$ 60 bilhões aos entes federados, em quatro parcelas mensais, sendo R$ 10 bilhões reservados ao combate à covid-19. Em nome dos governadores, Azambuja também pediu que, se possível, a primeira parcela seja liberada ainda no mês de maio, devido “à perda brutal que os estados estão vivendo em suas receitas”, por causa da queda na atividade econômica.

Pelo projeto, além do repasse, estados e municípios terão R$ 49 bilhões liberados por meio de suspensão e renegociação de dívidas com a União e bancos públicos, e mais R$ 10,6 bilhões em renegociação de empréstimos com organismos internacionais com aval da União. Já os municípios terão a suspensão do pagamento de dívidas previdenciárias que venceriam até o fim do ano, e que representam cerca de R$ 5,6 bilhões para eles.

União e coordenação

Os governadores do Espírito Santo, Renato Casagrande, e de São Paulo, João Doria, parabenizaram o presidente Bolsonaro pela condução da reunião e enfatizaram a necessidade de uma coordenação central da crise e de ações conjuntas entre todos os Poderes, nos três níveis da federação, para o combate à pandemia de covid-19, a preservação de vidas e proteção dos mais vulneráveis.

“Não temos, nós, estados e municípios, o poder forte para fazer esse enfrentamento sozinhos”, disse Casagrande. “Vamos viver ainda um tempo significativo de crise [de saúde e econômica]”, acrescentou. “E não precisamos da crise política, por isso, saúdo o presidente por nos convidar para que pudéssemos estar dialogando e participando desse ato, de sanção desse projeto de lei.”

João Doria destacou que as lideranças políticas precisam estar unidas para vencer a crise e proteger a saúde dos brasileiros. “Nosso foco, neste momento, é exatamente este: proteger os brasileiros em todo o Brasil. A existência de uma guerra, ela coloca a todos em derrota, ninguém ganha numa guerra, e quem perde, principalmente são os mais pobres e mais humildes. E nós precismos estar unidos”, disse.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, destacou a construção coletiva do PLC para dar segurança jurídica aos entes e para que se possa “concretamente socorrer os estados e municípios brasileiros, estendendo a mão amiga do governo federal, para buscar diminuir os impactos dramáticos da crise que estamos vivendo”. Alcolumbre parabenizou todos os líderes que estão “deixando as ideologias e os partidos políticos de lado”.

“Chegou a hora de todos nós darmos as mãos, levantarmos uma bandeira branca, porque estamos vivendo um momento excepcional, um momento de guerra. E na guerra todos perdem”, afirmou o senador. “Temos que ter consciência de que essa crise histórica que estamos vivendo é uma crise sem precedentes nas nossas vidas, mas nós seremos cobrados no futuro sobre qual atitudes tomamos para enfrentar uma dificuldade de saúde pública que ceifa hoje a vida de quase 20 mil brasileiros. E milhares perderam seus empregos, milhões estão perdendo a oportunidade de um futuro promissor”, destacou.

Em sua fala, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que a reunião simbolizava a importância da federação e que a sanção do projeto vai dar condições de trabalho para estados e municípios no combate ao novo coronavírus. “A união de todos no enfrentamento à crise vai criar as melhores condições para que, em um segundo momento, possamo tratar, no pós-pandemia, da nossa recuperação econômica e dos empregos dos brasileiros. A união, em conjunto, para salvar vidas é a sinalização mais importante e esses recursos vão certamente nessa linha.”

Maia voltou a defender a ampliação das reformas administrativa  e tributária para “outro patamar” e disse que a Câmara pode debater desde já essas propostas. O deputado defendeu ainda a retomada da discussão de propostas como a do novo marco regulatório do saneamento básico. “Para que no período pós-pandemia, unidos, com credibilidade com o mundo, a gente possa ter marcos em vários setores, começando pelo saneamento [básico], para o Brasil. E esses investimentos garantirão uma recuperação melhor para o país”, afirmou.

INSS paga segunda parcela do 13º a partir de segunda-feira

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Serão beneficiados 30,8 milhões de aposentados e pensionistas

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa, na próxima segunda-feira (25), a pagar o 13º de aposentados e pensionistas. O depósito da segunda parte desse abono anual será realizado no período de 25 de maio a 5 de junho, conforme a tabela de pagamento de 2020. A antecipação do 13º é uma das medidas anunciadas pelo governo federal para o enfrentamento da pandemia da covid-19.

Para aqueles que recebem um salário mínimo, o depósito da antecipação será feito entre os dias 25 de maio e 5 de junho, de acordo com o número final do benefício, sem levar em conta o dígito verificador. Segurados com renda mensal acima do piso nacional terão seus pagamentos creditados entre os dias 1º e 5 de junho.

Segundo o Ministério da Economia, em todo o país, 35,8 milhões de pessoas receberão seus benefícios de maio. O INSS injetará na economia um total de R$ 71,5 bilhões. Desse total de pagamento referente a maio, 30,8 milhões de beneficiários receberão a segunda parcela do 13º, o equivalente a R$ 23,8 bilhões.

Por lei, tem direito ao 13º quem, durante o ano, recebeu benefício previdenciário de aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão. Na hipótese de cessação programada do benefício, prevista antes de 31 de dezembro de 2020, será pago o valor proporcional do abono anual ao beneficiário. Nesta parcela, vale lembrar, é feito o desconto do Imposto de Renda (IR).

Aqueles que recebem benefícios assistenciais – Benefício de Prestação Continuada da Lei Orgânica da Assistência Social (BPC/LOAS) e Renda Mensal Vitalícia (RMV) – não têm direito ao abono anual.

Como saber qual é o dia do pagamento

Para saber o dia do pagamento, é preciso verificar o número do benefício. Cada benefício pago pelo INSS é composto por uma numeração única e segue um padrão de 10 dígitos no seguinte formato: Número do Benefício (NB): 999.999.999-9

O número a ser observado é o penúltimo algarismo. Além dessa informação, também é necessário observar se o benefício é de um salário mínimo ou mais.

Manifestações na pele são avaliadas como possíveis sintomas da Covid-19

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O surto da doença causada pelo novo coronavírus SARS-CoV2 já constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional – o mais alto nível de alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS). A pandemia que, em todo o mundo, matou mais de 284 mil pessoas ainda é objeto de estudo por cientistas, médicos, biólogos e pesquisadores.

Entre as diversas questões ainda sem resposta para a doença, como por exemplo, a cura, o possível transmissor, os tipos e formas de contágio, entre outras incógnitas, há ainda o surgimento de possíveis manifestações de sintomas em outras partes do corpo.
Recentemente, manifestações dermatológicas associadas à Covid-19 têm sido relatadas. Dermatologistas de todo o mundo tentam descobrir por meio de pesquisas a possível relação.

“Seriam sintomas da infecção pelo novo coronavírus, algo ainda recente na prática médica. Por este motivo, novos sinais e da doença são constantemente observados e relatados”, explica o dermatologista e especialista em pele, Erasmo Tokarski.

Um dos últimos trabalhos disponibilizados para estudo foi realizado por uma equipe de espanhóis e publicado no British Journal of Dermatology. Os pesquisadores documentaram toda a análise realizada em 375 pessoas e identificaram alguns principais padrões relacionados a problemas de pele. As manifestações dermatológicas observadas foram:

urticária generalizada – especialmente no tronco, mas pode se apresentar ou dispersar por outras partes do corpo;

maculopápulas (pequenas manchas avermelhadas elevadas) – podem se apresentar em diferentes graus de descamação e costuma afetar mais as mãos;

pseudo-frieira nas mãos e pés e em outras partes do corpo;

livedo ( aparecimento na pele de “linhas” vermelhas ou azuladas ) ou necrose ( morte de um grupo de células).

De acordo com Tokarski, todo o material ainda é objeto de estudo e não pode ser confirmado que problemas de pele possam ser outros sintomas da Covid-19. O dermatologista lembra que as manifestações na pele são conhecidas da classe médica não começaram a aparecer somente agora com a disseminação da pandemia.

“A pele pode ser o órgão do corpo que manifesta sinais de diversas doenças internas, sejam elas nutricionais, medicamentosas ou  infecciosas. Portanto ainda é cedo para afirmar com precisão a questão”, detalha.

Mesmo com as investigações em andamento, o especialista alerta que os pacientes devem estar atentos e vigilantes a qualquer manifestação diferente no corpo ou sintomas da doença e procurar um profissional sempre que necessário.

“É preciso observar a temperatura corporal, tosse e dificuldade de respirar. Além disso, as medidas de prevenção devem ser amplamente adotadas: a lavagem das mãos com água e sabão ou quando não for possível, o uso do álcool em gel, o uso de máscaras e evitar as aglomerações”, ressalta.

Saiba Mais
O primeiro caso de coronavírus no Brasil foi confirmado em 26 de fevereiro pelo Ministério da Saúde. O paciente foi um homem de 61 anos que viajou para a Itália.

No Distrito Federal o primeiro caso da doença foi registrado em 5 de março. Uma mulher de 52 anos foi internada em um hospital particular e posteriormente transferida para a unidade de saúde pública referência no tratamento. Ela também se contaminou fora do país.

Coronavírus: Distrito Federal é o 2º em ranking nacional de transparência

Portal divulga os casos diariamente e põe à disposição da população dados como contratos firmados nesse período, testagens realizadas

O Ranking elaborado pela Transparência Internacional e divulgado hoje (21), classificou o Distrito Federal em 2º lugar como um dos mais transparentes nos gastos com o enfrentamento à pandemia. O Portal Covid-19 do Distrito Federal foi um dos mais bem avaliados, frente a todos os demais estados.

“Essa é uma vitória de toda a população e do Governo do Distrito Federal, que demonstra mais uma vez seu compromisso com a transparência e o controle social, mesmo em tempos de emergência como o que temos vivido”, destaca o controlador-geral do DF, Paulo Martins.

A Controladoria-Geral do DF tem coordenado o Portal Covid-19 sem a necessidade de gastos extras e em parceria com outras Secretarias do DF.

Portal Covid-19 foi criado para centralizar as principais informações sobre o enfrentamento à Covid-19 no DF.

Além de divulgar os casos diariamente, também disponibiliza dados como contratos firmados nesse período, testagens realizadas, informações sobre abertura do comércio e notícias atualizadas durante todo o dia.

Para conferir o ranking acesse aqui.

SALA DE IMPRENSA ABBP | PAULO OCTÁVIO : “Brasília vai sofrer menos no pós-pandemia”

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Presidente da Lide –DF e empresário, calcula uma queda de 6% na economia no Distrito Federal, e 8% no país: “2020 será um ano perdido, mas vamos começar a se recuperar no segundo semestre”

Por Ricardo Callado

“2020 é um ano perdido”. A frase dita pelo presidente do Grupo de Líderes Empresariais do Distrito Federal (Lide-DF), Paulo Octávio, parece devastadora, quando vista fora do contexto. Mas, segundo o empresário, é uma mensagem de otimismo e deve servir para a união de todos os que estão envolvidos na recuperação da economia de Brasília. “Minha mensagem sempre foi de otimismo. Estamos nos preparando para gerar mais de 10 mil empregos apenas na construção civil, no segundo semestre”, prevê.

Paulo Octávio lembra que a expectativa para 2020 era das melhores. Era um ano que a economia estava muito otimista. “A cidade estava num momento maravilhoso, todos os setores esperavam crescimento. Agora, para recuperar, entendo que vamos viver um momento diferente. O governo vai ter que se unir ao setor produtivo. O empresário não pode esmorecer”.

Vai ser necessário a união e muito otimismo, segundo Paulo Octávio, mais participação. É o momento de um incentivar o outro. Segundo ele, as decisões das autoridades de Brasília estão muito bem tomadas. Mesmo assim, o empresário prevê uma queda de 6% na economia do Distrito Federal. O índice será menor do que a queda do PIB nacional, que deverá ficar em torno de 8%. “Brasília vai sofrer menos do que outros estados. E isso graças ao trabalho que vem sendo feito pelo governador Ibaneis, com união da sociedade e do setor produtivo”.

Paulo Octávio destaca que está no grupo que tem que produzir. Para ele, Brasília não pode parar e que é preciso união para sobreviver a essa crise. “A participação do setor privado, dos empresários pequenos ou grandes, temos que dar as mãos, senão dá a pouco o governo não consegue comprar mascaras, dá o apoio que os hospitais precisam. Sou apenas um soldado nessa guerra e quero contribuir.

Para o empresário, o que estamos vivendo é único, e que nossa geração nunca viveu uma crise como essa. “É uma guerra, e nessa guerra temos que sair vitoriosos com a união. Aqui não tem general, somos todos soldados”, ressaltou.

O exemplo de Valparaíso de Goiás, cidade do Entorno de Brasília, foi citado por Paulo Octávio. Lá o comércio, inclusive o shopping, já está funcionando, adotando todos os cuidados de higienização e de distanciamento social.

Temos nos preparar para o segundo semestre. A construção civil deve puxar a recuperação do setor produtivo, com novos negócios. A partir de julho o setor vai gerar mais de 10 mil empregos. Para isso, Paulo Octávio espera a agilidade do governo na liberação de projetos. “É possível sair dessa crise com muito trabalho, o setor produtivo vai arregaçar as mangas e ajudar. Temos que ser positivistas”.

Para o empresário, Brasília continua sendo a cidade que mais cresce no Brasil, em termos populacionais. E a construção civil ficou paralisada durante anos devido à demora na liberação de alvarás, o que gerou uma defasagem de moradias. Mas nesse governo estão sendo tomadas medidas responsáveis e agilizando a burocracia para que o setor possa trabalhar e gerar mais empregos.

“As empresas da construção civil estavam preparadas para investir em 2020. Com a pandemia muitas ficaram com dificuldade. As dificuldades existem. No meu caso, estamos preparando para gerar no segundo semestres mais de mil empregos, com quatro empreendimentos, inclusive um shopping em Planaltina”, destacou.

Shoppings centers

Paulo Octávio citou, ainda, o prejuízo dos shoppings centers do Distrito Federal. E questionou o porquê estabelecimentos como os shoppings que possuem a maior capacidade de higienização, os locais os mais asseados, arejados, tem brigadistas, médicos, álcool em gel, não poderem funcionar, enquanto atacadistas podem funcionar, vendem de tudo e oferecem uma menor condições de higienização aos clientes.

O setor de shoppings tem hoje mais de 10 mil lojistas que estão sendo prejudicados. E que muitos podem fechar as portas e aumentar o desemprego. “Os shoppings não estão questionando as decisões governamentais, só que fica aquela questão do porque só que os atacadistas estão podendo vender tudo e os shoppings com melhores condições estão sendo prejudicados. Essa desigualdade vai causar o fechamento de muitos lojistas”.

Congresso precisa aprovar acordo sobre Lei Kandir, diz secretário

Repasses para estados dependem de PEC ou de lei complementar

O acordo de reposição das perdas da Lei Kandir entre a União e os estados depende de votação do Congresso, disse no início da noite desta quarta-feira (20) o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues. Segundo ele, a liberação dos repasses depende da aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) do pacto federativo, em tramitação no Senado, ou de um projeto de lei complementar.

Homologado hoje (20) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o acordo da Lei Kandir determina que a União repasse aos estados entre R$ 58 bilhões e R$ 61,6 bilhões de 2020 a 2037. O repasse, no entanto, será maior com a aprovação da PEC do pacto federativo.

De acordo com Rodrigues, a reformulação do pacto federativo permite que, nos três primeiros anos, a União transfira aos estados R$ 5,2 bilhões anuais. Sem a PEC, os repasses nos três primeiros anos cairão para R$ 4 bilhões.

Para os demais anos do acordo, os repasses seguem iguais nos dois cenários – PEC e lei complementar. De 2023 a 2030, os estados receberão R$ 4 bilhões por ano. A partir daí, as transferências caem ano a ano até serem zeradas em 2037.

Teto de gastos

Além dos repasses maiores, o secretário especial de Fazenda apontou uma vantagem da aprovação da PEC do pacto federativo. As transferências para os governos estaduais não estariam sujeitas ao teto dos gastos. Com a aprovação da lei complementar, explicou, os repasses da Lei Kandir permaneceriam no teto, porque esse tipo de gasto é classificado como despesa primária.

Para bancar os repasses, o governo federal pretende usar receitas de royalties e de participações especiais de petróleo e de outros minérios, disse Rodrigues. O secretário destacou que o acordo de 18 anos ajudará a reduzir a insegurança jurídica de um processo que durou pelo menos 20 anos. “Estamos virando a página e reduzindo a incerteza jurídica”, ressaltou o secretário.

Em relação ao pacote de ajuda aos estados e aos municípios afetados pela pandemia de coronavírus, que espera a sanção do presidente Jair Bolsonaro, Rodrigues disse esperar que a homologação do acordo da Lei Kandir ajude a superar os entraves nas negociações. No fim da semana passada, o Ministério da Economia recomendou o veto ao reajuste para determinadas categorias de servidores locais nos próximos 18 meses e à renegociação de dívidas de governos locais com organismos internacionais.

Na avaliação do secretário especial, os repasses da Lei Kandir serão mais uma fonte de ajuda aos estados, que tiveram a arrecadação afetada pela pandemia de covid-19. Em vigor desde 1996, a Lei Kandir isenta de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo administrado pelos estados, de mercadorias primárias e semielaboradas. A União compensou as perdas de receita por vários anos, mas o valor era negociado com os estados, o que levou diversos governadores a recorrerem à Justiça alegando que os repasses eram bastante inferiores à perda de arrecadação.

Educação promove debate sobre plano de volta às aulas

Planejamento ficará em consulta para a comunidade escolar até domingo, 24 de maio

Todo o planejamento da Secretaria de Educação (SEEDF) quanto aos aspectos pedagógicos sobre o retorno das aulas foi apresentado na noite desta quarta-feira (20) pelo coordenador do programa Escola em Casa DF, David Nogueira. A transmissão foi acompanhada por quase 9 mil pessoas, especialmente professores, gestores, pais e estudantes.

Prêmio Respostas para o Amanhã tem inscrições abertas até 10 de agosto

A comunidade escolar poderá enviar suas contribuições à consulta pública sobre o plano até o próximo domingo (24).

Três questões estão pacificadas: a data do retorno será definida pelo governador Ibaneis Rocha com o aval da Secretaria de Saúde; as aulas presenciais serão retomadas de forma gradual, conforme permita a evolução da Covid-19; e seguirão mescladas com o ensino mediado durante o tempo necessário, para evitar aglomerações, em razão da pandemia.

Clique aqui e veja o plano que foi apresentado em transmissão ao vivo, nas redes sociais da pasta, com o coordenador do Escola em Casa DF.

 Sugestões e críticas podem ser enviadas para este e-mail: consultapublicaseedf@edu.se.df.gov.br

As atividades por meio do ensino mediado serão contabilizadas como dias letivos, tanto pela plataforma Google Sala de Aula como pelas teleaulas. Nos próximos dias, a secretaria disponibilizará pacotes de dados para acesso à plataforma e, também, fechará parcerias para transmissão de conteúdos por, pelo menos, quatro canais de televisão.

Para os estudantes da Educação Infantil, do 1º ao 9º do Ensino Fundamental, da 1ª a 3ª série do Ensino Médio e dos segmentos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), serão veiculadas teleaulas, de segunda a sexta-feira, por pelo menos quatro canais de televisão. Todas as aulas serão ao vivo e, em até 24 horas, serão disponibilizadas via plataforma Google e pelo canal da Secretaria de Educação no Youtube.

Sobre a plataforma, atualmente em uso pelo Ensino Médio, a partir de 30 de maio, a ferramenta será disponibilizada para o Ensino Fundamental. Tanto a plataforma quanto as teleaulas terão conteúdos voltados também à Educação de Jovens e Adultos (EJA), Educação Especial e Ensino em Tempo Integral.

Novo normal

A periodicidade e a organização de entrega de atividades aos estudantes deverão ser definidas pela escola, desde que ocorram no máximo até o fim de cada bimestre. A exceção é o período inicial.

Após 15 dias do início do período de validação das aulas, em uma busca ativa das aprendizagens, os professores deverão fazer uma análise diagnóstica para identificar estudantes que estejam enfrentando dificuldades relacionadas às atividades mediadas.

Não haverá realização de provas tradicionais e vigiadas. Cada professor irá estabelecer seus critérios de avaliação. A logística da entrega do material impresso para os estudantes que não conseguirem acessar a plataforma será articulada pela SEEDF junto às regionais de ensino e escolas.

Plano

O plano de retorno às aulas foi entregue ao governador Ibaneis Rocha, em 30 de abril, e seguiu para análise da Secretaria de Saúde.

A gestão estratégica para o retorno na rede pública considera aspectos essenciais: cenários de retorno gradual e não presencial (considerando-se a evolução da pandemia); proposição de atividades não presenciais, programação televisiva e uso de plataforma até o fim do ano; protocolos para garantir a segurança em saúde no retorno; e orientações às escolas e reorganização do trabalho pedagógico.

As condições básicas para a volta das atividades pressupõem: medição periódica da temperatura de estudantes, de professores e demais profissionais que atuam na escola; garantia de que estudantes e profissionais do grupo de risco permaneçam em casa; utilização de máscaras por todos no ambiente escolar; condições para que todos possam seguir os protocolos de higiene no ambiente escolar, principalmente lavar as mãos; distância segura entre as pessoas.

Vagas na Agência do Trabalhador oferecem salários de até R$ 2.474

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Há oportunidades para pessoas de todos os níveis de escolaridade

Por Alline Martins

Com 232 vagas de emprego abertas para esta quinta-feira (21), as agências do trabalhador trazem oportunidades para pessoas com ou sem formação profissional. Comércio, mecânica e culinária são algumas das áreas com possibilidade de trabalho. Os salários podem chegar a R$ 2.474.

Sem exigência de escolaridade, há uma vaga para consultor de venda, com salário de R$ 1.160; outra para costureira de máquina industrial, com remuneração de R$ 1.173,82; uma para motofretista, com salário de R$ 1.500; e uma para pizzaiolo, que pagará R$ 1.128 por mês.

Os maiores números de vagas são para auxiliar operacional de logística (87), operador de telemarketing (70) e técnico de enfermagem (40). Para todas elas, é preciso ter ensino médio completo e experiência na área. Ainda há oportunidades para borracheiro, jardineiro, servente de obras, ajudante de açougueiro, entre outras ocupações.

Os interessados em concorrer às vagas deverão acessar o aplicativo Sine Fácil ou ir em uma das agências do trabalhador entre 8h e 17h, de segunda a sexta-feira.