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Emergência do Hran recebe novos equipamentos

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Monitores e bombas de infusão foram trocadas, quatro pontos de hemodiálise foram instalados

Nesta sexta-feira (19), foi entregue a revitalização do box de emergência do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), referência no atendimento de pacientes com Covid-19.

No local, que fica dentro do Pronto Socorro, foram feitas as readequações do ar condicionado, ar comprimido, tomadas e pontos de oxigênio. Além disso, houve a troca de monitores e bombas de infusão, a instalação de quatro pontos de hemodiálise para pacientes mais graves. Com as melhorias, os leitos se tornaram semi-intensivos. Hoje, são seis leitos de emergência, sendo quatro com suporte de hemodiálise.

Houve também a instalação de oito pontos de internet e seis computadores na sala de prescrição médica, instalação de lavatório próximo aos leitos e readequação do espaço. Além de criar uma sala de paramentação.

“Este box tem perfil de UTI semi-intensiva, um grande ganho para a rede, que servirá não só para a pandemia, mas será um legado. A revitalização foi feita em 20 dias, mesmo com o Pronto Socorro funcionando”, afirma o secretário adjunto de Assistência à Saúde, Ricardo Tavares.

Para o diretor do Hran, Ulysses de Castro, realizar uma obra em plena pandemia, sem parar os atendimentos mostra a capacidade de toda a equipe do hospital e o esforço conjunto.

“O box de emergência é o coração do hospital, é aqui que é realizado o primeiro atendimento, onde é dado todo o suporte imediato. Quanto mais precoce é o atendimento, melhor é a evolução do paciente. Além disso, a hemodiálise salva vidas, pois é frequente os pacientes mais graves apresentarem falência renal com necessidade de hemodiálise.

Neste caso, poderemos dar um atendimento mais completo, exatamente como na UTI.”, afirma o médico intensivista e Referência Técnica Assistencial (RTA) de Gerência de Emergência do Hran, Orlando Lopata.

Homenagem

Na ocasião, foi feita a homenagem ao técnico de enfermagem Eliomar de Oliveira, supervisor da equipe de enfermagem do Pronto Socorro do Hran. Ele foi o primeiro profissional do hospital a se infectar como coronavírus. Ficou internado por 14 dias na enfermaria.

“Tive 25% de comprometimento dos meus pulmões, mas graças a Deus não cheguei a ir para a UTI. Além disso, tive o apoio de todos os colegas de trabalho, que cuidaram de mim, isso foi muito importante e fez toda a diferença”, relata.

Eliomar também comemorou a revitalização do local de trabalho, pois disse que as melhorias irão beneficiar não só os pacientes como os profissionais, que terão melhores condições de trabalho.

Ricardo Tavares agradeceu a equipe de todo o hospital e disse que as homenagens devem ser feitas em vida, por isso a importância de destacar o papel brilhante que cada um exerce.

Estudante do DF é bronze em disputa internacional de música

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Foto: Vinícius Santa Rosa

Aos 17 anos, Breno Alves de Souza, da Escola de Música de Brasília competiu com mais de 300 participantes de 40 países em disputa virtual.

O estudante de piano erudito da Escola de Música de Brasília (EMB), Breno Alves de Souza, 17 anos, é medalha de bronze no Concurso Internacional de Piano da Finlândia, que reuniu mais de 300 participantes de 40 países. Por causa da pandemia da Covid-19, a disputa foi virtual. Nesta semana, o jovem recebeu da Coordenação Regional de Ensino do Plano Piloto uma homenagem e, claro, o momento contou também com uma pequena apresentação de Breno que emocionou.

A família não demorou muito para perceber que ele tinha o talento. Isso foi aos 3 anos de idade. Os pais, Enecy Elvecio de Souza e Olita Alves do Nascimento, resolveram matriculá-lo numa escola particular. “Começou a estudar violão, guitarra, teclado e flauta. O professor disse, à época, que os dedos dele não suportariam as cordas da guitarra.Até que conhecemos o professor Remo, que incentivou o Breno a ir para a Escola de Música de Brasília”, relembra o pai, que também é professor Enecy Souza.

Breno está na EMB desde 2014. O professor dele, Remo de Oliveira, ressaltou os fatores que levaram o jovem a estar entre os melhores na disputa.”Foi o apoio institucional, da família, a boa orientação e as condições de estudar e participar de concursos”, destacou. Quem também falou a respeito do resultado foi o diretor da EMB, professor Davson de Souza. “Nesses tempos difíceis de isolamento social, as artes e, principalmente, a música têm sido o alento da população para resistir mais tempo dentro de casa. A EMB, que vem desde sempre proporcionando ensino de qualidade, é com muita felicidade que parabeniza e homenageia nosso estudante”, finalizou.

O deputado distrital, Reginaldo Sardinha, que prioriza a Educação nas ações e parcerias, enalteceu o empenho e a dedicação do estudante e reservou na fala um espaço para lembrar a importância da Escola de Música de Brasília. “O professor Remo ao indicar o Breno para essa instituição fez o papel dele de educador ao dizer que o lugar do Breno era aqui numa escola que não só é referência em Brasília, mas no país inteiro’, afirmou.

Durante a homenagem pelo 3º lugar no Concurso Internacional de Piano”, o coordenador da Regional de Ensino do Plano Piloto, professor Júlio Cesar Sampaio, destacou o valor da conquista diante de tantas dificuldades que a Educação enfrenta, inclusive, em época de distanciamento social. “O incentivo faz com que a pessoa avance. E saiba que esta homenagem é um incentivo para você seguir com sua trajetória e para dizer que estamos juntos. Os desafios não acabaram, eles serão muitos e te desejamos muito sucesso”, comemorou Sampaio.

Filho de professores, Breno nasceu em Brasília. Em casa, conta com um espaço só para se dedicar ao piano. O empenho é constante e tem rendido bons resultados em concursos nacionais, nos quais está sempre entre os melhores. O jovem que esbanja talento não poupa humildade. “O  principal em um concurso não é o resultado, mas o conhecimento que ele provoca. Todos os participantes aprendem uns com os outros e todo mundo sai ganhando no final”, conclui Breno.

BRB e Flamengo firmam parceria para lançamento de novo banco digital

Negócios envolvem cartões, seguros e abertura de conta digital

O BRB e o Flamengo, time de maior torcida do mundo, firmaram uma parceria para lançamento de um novo Banco Digital. O projeto conjunto vai envolver a comercialização de cartões, seguros e abertura de conta digital, e está em linha com o planejamento estratégico de expansão nacional do BRB.

“A parceria com o Flamengo, time com marca de força global, vai permitir ao BRB diversificar seus negócios, expandir sua base de clientes e ampliar a atuação nacional tanto na forma de presença física quanto digital”, afirma o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

A parceria estratégica entre o BRB e o Flamengo prevê a oferta de soluções bancárias, de investimento, de seguridade, de meios de pagamento e de relacionamento, além de marketplace digital (Banco Digital) de produtos e serviços direcionados aos torcedores do Flamengo.

Os torcedores do Clube vão ter acesso a um atendimento bancário em plataforma digital com produtos de identidade personalizada, programa de relacionamento e de experiências exclusivas, além de atendimento nos canais físicos. Por isso, a parceria também prevê a instalação de uma unidade de atendimento do BRB nas dependências do Clube para atendimento a atletas, torcedores e empregados do Flamengo.

O BRB terá ainda direito exclusivo de pagamento da folha salarial do clube, preferência na contratação, por parte do Flamengo, de produtos e serviços bancários como empréstimos, cartões e seguros. Em contrapartida, o Flamengo terá participação nos resultados alcançados com a comercialização de produtos e serviços, o que vai gerar aumento de receita ao clube.

O contrato entre o BRB e o Flamengo tem 36 meses de duração e permite a criação de uma nova empresa no futuro.

Portal da Transparência do Distrito Federal bate recorde de acessos

Foram mais de 100 mil no site que disponibiliza dados como contratações emergenciais na pandemia e execução orçamentária e financeira

O Portal da Transparência do Distrito Federal bateu novo recorde de acesso em maio. Foram mais de 100 mil acessos realizados por cerca de 50 mil usuários apenas no mês passado. O portal (clique aqui) reúne dados como contratações emergenciais em razão da pandemia de Covid-19, despesas, questões relacionadas aos servidores públicos do GDF, compras, convênios, prestação de contas, orçamentos e patrimônio.

O último recorde havia ocorrido em janeiro de 2019, com cerca de 70 mil acessos no período. Os dados foram apurados via Google Analytics.

Coordenado pela Subcontroladoria de Transparência e Controle Social da Controladoria-Geral do DF (CGDF), o site foi reformulado em 2019, o que facilitou a navegabilidade dos usuários e aumentou consideravelmente a interação.

“O Portal da Transparência é uma ferramenta de participação da sociedade no controle da aplicação dos recursos públicos implementado para facilitar o acesso aos dados e reforçar a postura de transparência do Governo do Distrito Federal. É algo a se comemorar o fato de saber que ele está sendo utilizado e tem alcançado seu objetivo de existir”, reforça o controlador-geral do DF, Paulo Martins.

No portal é possível verificar o impostômetro, logo na página inicial, e verificar a arrecadação do DF, o orçamento e a destinação dada a cada área. “É bom destacar que, para acessar o Portal, não é necessário qualquer tipo de identificação ou senha, sendo permitido a qualquer pessoa navegar livremente, visualizar, consultar e exportar os dados disponibilizados para utiliza-los da forma que achar melhor”, diz a subcontroladora de Transparência e Controle Social, Rejane Vaz.

GDF aposta na geração de empregos, como uma das vacinas no combate ao coronavírus

Governador Ibaneis Rocha confia em obras e soluções criativas para vencer o vírus na área econômica

A pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19) afeta todos os setores, do social ao econômico. No Distrito Federal, o desemprego atinge 333 mil pessoas e chegou a 20,7% no primeiro quadrimestre por conta do impacto provocado pela doença. Os dados acima, obtidos na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) feita pela Codeplan e Dieese, não assustam nem desanimam o governo local, que tem se debruçado para gerar empregos e garantir uma “vacina” segura contra o vírus. “Brasília tem que ser a cidade do emprego e vamos fazer isso via Governo do Distrito Federal”, avisa o governador Ibaneis Rocha.

“Mesmo em tempos de pandemia o DF não parou. Nós aceleramos e muito as obras no DF, até como uma foram de empregar as pessoas. Tenho cobrado as empresas e secretarias para que as licitações ocorram o mais rápido possível porque vamos ter a segunda onda da pandemia, que é a pandemia do desemprego. Nós, enquanto governantes, temos a obrigação de dar uma resposta para a população”, disse o governador.

De fato, as ações e iniciativas para recuperar os prejuízos causados pela Covid-19 estão em andamento e vão continuar mesmo depois que a crise for superada. Quer saber como? Veja abaixo cinco medidas entre as inúmeras adotadas pelo GDF para recuperar a economia:

1) Crédito para o micro e pequeno empresário

Um dos setores mais prejudicados pela crise da Covid-19 é o empresarial. Atento a este cenário, o GDF enviou um Projeto de Lei (nº 1.236/2020) para a Câmara Legislativa do DF (CLDF) a fim de socorrer o empresariado. O texto foi aprovado em 18 de junho e prevê uma linha de crédito especial, com taxas de juros mais baixas. A estimativa é que o programa Procred-DF disponibilize R$ 56 milhões para empréstimos. O projeto aguarda a sanção do governador Ibaneis Rocha.

O socorro financeiro é destinado a micro e pequenas empresas e microempresários individuais, além das empresas de qualquer porte dos ramos de cultura, turismo e ensino.

Ainda nesta linha, o Programa de Regularização Fiscal do Distrito Federal, o Refis, deve ser votado nos próximos dias pela CLDF. Protocolado pelo Executivo no começo de abril, o PLC nº 40/2020 tem potencial de recuperar os débitos mais antigos e de contribuir para compensar a perda de arrecadação com a paralisação de atividades econômicas por causa da pandemia de Covid-19.

2) Superando a crise com o BRB

O Banco de Brasília (BRB) tem sido um importante parceiro no combate à crise. Nos últimos meses, a instituição financeira apresentou projetos, soluções e números que comprovam isso. Por meio do programa de redução dos impactos financeiros, o Supera-DF, o BRB aprovou cerca de R$ 2 bilhões, o dobro do volume previsto inicialmente.

O programa trouxe linhas de crédito, suspensão de até 90 dias das cobranças de contratações já realizadas, carência de até 12 meses para novas contratações e a ampliação dos canais de atendimento a distância.

No período, o BRB também atuou em cinco programas sociais: Bolsas Alimentação (escolar e creche), Pequenos Reparos, Farmácia de Alto Custo, Renda Emergencial e Prato Cheio, reforçando o caráter social do banco.

3) Lugar mais rápido para se abrir uma empresa no Brasil

Outra boa novidade é que Brasília se tornou a capital mais ágil em abertura de empresas no Brasil, segundo levantamento do Ministério da Economia. Além disso, entre as unidades federativas, o DF também leva o primeiro lugar no quesito menor tempo.

No primeiro quadrimestre de 2020 o tempo levado para abrir uma empresa no DF foi de 1 dia e 1 hora, uma diminuição substancial de 2 dias e 7 horas (68,8%) em relação ao último quadrimestre de 2019. No mesmo período, o estado da Bahia registrou o maior tempo de abertura de empresas no Brasil: 10 dias e 8 horas.

No primeiro quadrimestre de 2020, o DF registrou 332.187 empresas abertas. Deste total, 19.888 foram abertas no primeiro quadrimestre e outras 6.914 fechadas no mesmo período, com um saldo positivo de 12.974 empresas.

4) Ritmo acelerado na entrega de licenciamentos ambientais

Os números no setor de licenciamento feitos pelo Instituto Brasília Ambiental constatam uma melhora, embora a situação atípica instalada pelo coronavírus. O desempenho do mês de abril deste ano da área superou em 22% o do ano passado. E no acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o número de licenças e autorizações expedidas em 2020 é 23% maior que de 2019.

5) Sete novas upas para a população

A Saúde é tratada como prioridade pela atual gestão. Dentro dessa área de governo uma das iniciativas é a viabilização de sete Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Com investimento de R$ 35 milhões, a construção desses espaços está em andamento nas cidades de Brazlândia, Paranoá, Gama, Riacho Fundo II, Ceilândia, Planaltina e Vicente Pires.

Leandro Cruz é o novo secretário de Educação do Distrito Federal

Ex-secretário de Esporte e Lazer terá a missão de conduzir a retomada do ensino público em meio à pandemia provocada pelo coronavírus

Ex-ministro do Esporte e ex-secretário de Esporte e Lazer do DF, Leandro Cruz Fróes da Silva é o novo secretário de Educação do DF. Ele assume professora e advogada Carolina Louzada Petrarca, nomeada para a pasta na quinta-feira (18), mas que declinou do convite.

A nomeação de Leandro Cruz foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta sexta-feira (19). O novo titular da pasta assume a secretaria no período de retorno das atividades não presenciais das escolas públicas do Distrito Federal. Em julho, a pasta vai ampliar as teleaulas e os professores vão acompanhar os estudantes com o suporte de um programa de aulas adaptado para 2020.

Nascido no Rio de Janeiro (RJ), Cruz, de 50 anos, é bacharel em direito e tem experiência na área de direito público. Antes de ocupar o cargo de secretário de Esporte e Lazer do DF, foi Secretário Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social do Ministério do Esporte por dois anos na gestão de Michel Temer. A experiência de Cruz no setor público vai além. Ele foi o titular ba Secretaria de Trânsito, Transportes e Serviços Públicos e Secretaria da Defesa Civil de Nova Iguaçu (RJ).

Também atuou na Fundação de Apoio à Escola Técnica do Rio de Janeiro, nas secretarias de Ciência e Tecnologia e de Segurança Pública do Rio de Janeiro e presidiu a Empresa Municipal de Limpeza Urbana – Emlurb, também do Rio de Janeiro.

BRB vai ter linhas de crédito especiais a empresários que foram atingidos pela crise econômica provocada pela pandemia

O banco vai trabalhar através de uma parceria com o Governo do Distrito Federal que vai criar um Fundo Garantidor para dar segurança aos empréstimos; podem participar empresários de pequeno e médio porte

Por Cláudio Ulhoa

O Banco de Brasília (BRB) vai ser o principal provedor do fomento aos pequenos médios empresários do Distrito Federal (DF). Isto porque esta semana a Câmara Legislativa do DF (CLDF) aprovou a redação final do projeto de lei (PL) do poder Executivo que estabelece linha de crédito especial, com taxas de juros mais baixas, além de cria um fundo de garantia – Fundo Garantidor – para dar garantia ao BRB de que o empréstimo vai ser quitado. Chamado de Programa Emergencial de Crédito Empresarial do DF (Procred), o PL segue agora para a sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB). O PL também contempla o microempreendedor individual (MEI).

A ideia de fazer um programa emergencial para o setor produtivo se deu após a implantação de medidas de segurança para controlar a pandemia no novo coronavírus. Com o fechamento do comércio e com a suspensão atividades sociais, o segmento comercial e industrial do DF foi pego de surpresa por uma inesperada crise econômica.

Como o risco de emprestar dinheiro em tempos de crise é alto, os bancos ficam receosos de colocar capital na mão dos empresários que depois não conseguirão pagar seus empréstimos. O grande problema de se parar a economia, como foi feito com pandemia do novo coronavírus, é que a retomada das atividades econômicas, sejam elas voltadas ao consumo ou à produção, não acontece muito rapidamente. Por isso, o banco, como está fazendo o BRB, com o apoio do poder público, precisa emprestar sabendo que pode haver a possibilidade de não receber, ou receber em atraso.

“O mais importante do projeto é o socorro ao pequeno, médio e ao empreendedor individual, que garante a sobrevivência e o emprego a centenas de trabalhadores”, disse o secretário de Relações Parlamentares do GDF, Bispo Renato Andrade ao comentar sobre o PL.

Como vai funcionar

Para poder ter acesso às linhas de crédito do BRB, primeiro a empresa precisará ser inscritas no Cadastro Fiscal do DF (CFDF). O limite dos empréstimos deverá respeitar a receita bruta (até 40%) anual da empresa no ano de 2019, que tenha um ano ou mais de atividade, e também de 40% para faturamento mensal, no mesmo período, para empresas maiores.

Ao empresário caberá declarar que se encontra na necessidade de obter o crédito para manter o funcionamento de suas atividades, assim como apontar a destinação de recursos.

“Os recursos deverão ser destinados ao financiamento das atividades empresariais e poderão ser usados para investimento ou capital de giro, sendo proibido o uso para distribuição de lucros ou dividendos aos sócios. Além disso, as empresas de qualquer tamanho poderão solicitar financiamento para pagar contas de água e luz no Distrito Federal”, informa o GDF.

Repercussão

Ao comentar sobre o projeto, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), Dionyzio Klaydianos, disse que proposta veio no momento certo. Segundo ele, grande parte dos empresários do DF, ou estão com pouco capital para investir, ou estão com baixa produtividade. “Não tem como não ser impactado pelas limitações provocadas pela pandemia de coronavírus.”

O desemprego tende de aumentar caso as empresas comecem a fechar. Quem avalia desta forma é o presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Jamal Jorge Bittar. “Já havíamos pleiteado por uma linha de crédito para enfrentamento da crise, do momento pós-crise e da retomada da economia”, explica.

Fonte Blog do Ulhoa

Demanda por sangue no DF aumenta 30%, enquanto doação em junho cai 20%

Hemocentro de Brasília reforça desinfecção e tem atendido só por agendamento, de modo a garantir a segurança dos doadores

Marília Rabello, de 52 anos, doa sangue há 15. No início, comparecia ao Hemocentro de Brasília esporadicamente. Quando o pai teve um problema grave de saúde e precisou de uma transfusão, no entanto, seu olhar sobre a relevância da doação frequente mudou. Ao perceber quão rápida foi a reação do pai ao receber o sangue, fez um compromisso consigo mesma: comparecer ao Hemocentro de Brasília de quatro em quatro meses, religiosamente.

O compromisso foi mantido, inclusive durante a quarentena, o que ajudou a reforçar o estoque do hemocentro nos primeiros meses de 2020. Mas o movimento de doadores, que começou bem o ano, vem caindo nos últimos dias e está 20% menor desde 1º de junho. Como agravante, a demanda por unidades de coleta de sangue aumentou cerca de 30% – provocada, principalmente, pelo número de transplantes que têm sido realizados no Distrito Federal.

A média entre março e maio deste ano foi de 150 bolsas de sangue coletadas por dia, mas chegou a 120 na primeira quinzena de junho.

Cuidados

Gerente do Ciclo do Doador, Anne Ferreira garante que, diante da pandemia de Covid-19, todas as medidas para resguardar a segurança de profissionais e doadores têm sido tomadas pelo Hemocentro de Brasília, da desinfecção permanente a mudanças no atendimento. A principal delas é o agendamento obrigatório, providência que visa evitar aglomerações principalmente nos horários de pico.

O horário de atendimento não foi alterado pela pandemia – o hemocentro abre de segunda a sábado, exceto em feriados, das 7h às 18h.

“As doações não podem parar porque a necessidade das pessoas por sangue não para. Acidentes, pacientes em tratamentos de saúde, com anemia, com cirurgias marcadas, requerem os estoques de sangue dos hospitais de Brasília abastecidos”, ressalta Anne.

Campanha voluntária

Doadora voluntária desde os 18 anos, a servidora pública Ângela José Luiz, de 39, esteve no Hemocentro nesta semana. Saiu de Padre Bernardo (GO), onde mora, só para ir ao centro de coleta, no Plano Piloto. São cerca de 110 quilômetros de distância entre as duas cidades, uma viagem de automóvel que chega a consumir duas horas.

Decidiu não faltar ao compromisso de doar sangue três vezes por ano e disse que, se percebe a redução no estoque pelo noticiário ou pelas redes sociais, começa a fazer companhas voluntárias com amigos e parentes, para que eles reforcem o abastecimento do Hemocentro.

Sua consciência foi reforçada depois que um primo chegou ao Hospital de Base precisando de sangue, ocasião em que havia quase cem pacientes à espera de doação na fila. “Doar sangue não custa nada e é um ato de amor, de se colocar no lugar do outro e pensar que poderia ser você. É empatia”, resume.

O Hemocentro de Brasília mantém um estoque estratégico que pode abastecer toda a rede pública do DF e hospitais conveniados, de dois a sete dias, a depender do hemocomponente (hemácia, plasma ou plaqueta), se não houver qualquer doação de sangue neste período. A plaqueta é o hemocomponente com validade mais curta, de apenas cinco dias. O monitoramento para manter os níveis seguros é feito diariamente e está disponível no site do Hemocentro.

Como agendar

Para fazer o agendamento individual de doação de sangue, deve-se ligar no 160 (opção 2) ou no 0800 644 0160. Este atendimento telefônico fica disponível de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 18h.

Já os agendamentos individual e coletivo para doação de sangue, ou mesmo o cadastro como doador de medula óssea, devem ser feitos pelos telefones (61) 3327-4447 ou (61) 3327-4413, de segunda a sábado, exceto em feriados, também das 7h às 18h.

 

Carolina Petrarca é a nova secretária de Educação do DF

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Professora, advogada e ex-conselheira da OAB, a titular assume o comando da pasta no retorno das atividades escolares no Distrito Federal

A professora e advogada Carolina Louzada Petrarca é a nova secretária de Educação do Distrito Federal. Ela assume a pasta no lugar de João Pedro Ferraz, que deixa a função a pedido. A nomeação foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quinta-feira (18).

Professora titular da Universidade Católica de Brasília e docente em Direito Processual Civil pelo Instituto de Cooperação e Assistência Técnica da Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal (ICAT/UDF), Carolina assume a pasta no período de retorno das atividades não presenciais das escolas públicas do Distrito Federal. Em julho, a secretaria amplia as teleaulas e os professores passam a acompanhar os estudantes com o suporte de um programa de aulas adaptado para 2020.

Advogada com mais de 15 anos de atuação na área societária e empresarial, a nova secretária de Educação é bacharel em Direito formada pelo Centro de Ensino Unificado – Uniceub. Já foi conselheira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Distrito Federal por dois períodos e conselheira federal da instituição nacional por um. Ocupava também a diretoria adjunta da Escola Superior da Advocacia do DF.

Ensino a distância: 61% das redes municipais não preparam professores

Informação está na pesquisa A educação não pode esperar, do IRB

Menos de 40% das redes de ensino municipais qualificaram ou estão dando formação aos seus professores para lecionar durante a pandemia de covid-19, com recursos de educação a distância – 61% das redes informam que não ofereceram qualquer treinamento.

Apesar da falta de capacitação, 82% das redes municipais ouvidas têm alguma estratégia para aula ou oferta de conteúdos pedagógicos a distância durante a pandemia. No caso das redes estaduais, todas estão mantendo atividades não presenciais. A Base Nacional Comum Curricular é a principal referência (93%) para a elaboração dessas atividades.

Os dados constam da pesquisa A educação não pode esperar, elaborada pelo Instituto Rui Barbosa (IRB), uma associação civil criada pelos tribunais de Contas do Brasil. O IRB funciona há 46 anos e se apresenta como “braço acadêmico” dos tribunais no desenvolvimento e aperfeiçoamento das atividades de controle externo. Na União, nos estados, no Distrito Federal e nos municípios do Rio de Janeiro e São Paulo, os tribunais de conta são vinculados às casas legislativas.

O trabalho foi feito para o IRB a partir de levantamento de informações em 249 redes de ensino de todas as regiões do país. Dessas, 232 são municipais e 17 são estaduais. Entre as redes municipais, a amostra envolve capitais e cidades sorteadas. As informações apuradas dizem respeito à educação infantil, ao ensino fundamental e médio.

A pesquisa identificou que é recorrente o “uso do whatsApp para comunicação entre secretaria de Educação, escolas, professores, alunos e responsáveis e também para envio de conteúdos curtos”.

Para os alunos que têm acesso à internet, as secretarias disponibilizam conteúdos em páginas online próprias e em redes sociais. Também se identificou a utilização de plataformas, como Google Classroom, para videoaulas em tempo real.

No caso dos alunos que não têm acesso à rede mundial de computadores, as secretarias de Educação informaram que fazem a entrega de conteúdos impressos na própria escola ou até nas residências dos estudantes.

Acima de 80% das redes municipais e estaduais ouvidas pela pesquisa mantêm a distribuição de alimentos às famílias dos estudantes, como prevê a Lei nº 13.987, de 7 de abril de 2020, que autorizou, em caráter excepcional, a distribuição de gêneros alimentícios adquiridos com recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) aos pais ou responsáveis pelos estudantes das escolas públicas.

Ampla maioria (em torno de 80%) das redes municipais pesquisadas estão planejando a volta às aulas presenciais, elaboram estratégias contra o abandono escolar e preparam avaliações para o retorno às aulas.

No caso das redes estaduais, 15 (das 17 pesquisadas) disseram que estão se preparando para a volta às aulas. Todas informaram que têm estratégias para evitar o abandono escolar e que farão avaliação para verificar o nível dos estudantes e suas principais dificuldades.