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Tipo sanguíneo e genes estão ligados à covid-19 grave, mostra estudo

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Pesquisadores europeus buscam mais pistas sobre infecção

O tipo sanguíneo de uma pessoa e outros fatores genéticos podem ter ligação com a gravidade de uma infecção pelo novo coronavírus, de acordo com pesquisadores europeus que buscam mais pistas para explicar por que a covid-19 atinge algumas pessoas tão mais duramente que outras.

As descobertas, publicadas no periódico científico The New England Journal of Medicine na quarta-feira (17), levam a crer que pessoas com sangue tipo A correm risco maior de desenvolver sintomas mais intensos quando infectadas pelo novo coronavírus.

No auge da epidemia na Europa, pesquisadores analisaram os genes de mais de 4 mil pessoas em busca de variações que são comuns naqueles que foram infectados pelo vírus e desenvolveram casos graves de covid-19.

Uma série de variantes em genes que estão envolvidos nas reações imunológicas são mais comuns em pessoas com casos graves de covid-19, descobriram os cientistas. Estes genes também estão envolvidos com uma proteína de superfície celular chamada ACE2, que o coronavírus usa para ter acesso às células do corpo e infectá-las.

Os pesquisadores, liderados pelos médicos Andre Franke, da Universidade Christian-Albrecht de Kiel, na Alemanha, e Tom Karlsen, do Hospital Universidade de Oslo, na Noruega, também descobriram uma relação entre a gravidade da covid-19 e o tipo sanguíneo. O risco de casos graves de covid-19 é 45% maior para pessoas com sangue tipo A do que pessoas com outros tipos sanguíneos, e parece ser 35% menor para pessoas com sangue tipo O.

“As descobertas oferecem pistas específicas sobre os processos de doenças que podem acontecer na covid-19 grave”, disse Karlsen à Reuters por e-mail, observando que pesquisas adicionais são necessárias antes de as informações se tornarem úteis.

“A esperança é que esta e outras descobertas apontem o caminho para uma compreensão mais abrangente da biologia da covid-19”, escreveu Francis Collins, diretor dos institutos nacionais de Saúde dos Estados Unidos e especialista em genética, em seu blog nessa quinta-feira (18).

“Elas também sugerem que um exame genético e o tipo sanguíneo de uma pessoa podem fornecer ferramentas úteis para identificar aqueles que podem correr mais risco de uma doença grave”.

ANGELOTTI TRIO É A ATRAÇÃO DESTE SÁBADO DO PROJETO SOLO FÉRTIL

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Neste sábado (20), das 11h às 13h (novo horário), vai ao ar o terceiro programa do projeto SOLO FÉRTIL e a atração será o ANGELOTTI TRIO, um refinadíssimo grupo de jazz, blues, soul e pop que vem conquistando fãs e espaço no cenário musical brasiliense.

O projeto SOLO FÉRTIL é uma parceria da Rádio Federal Web e da Solo Produções com o objetivo de levar aos estúdios da Solo Music (braço da Solo Produções) novos e consagrados artistas de Brasília e do Brasil, dos mais variados gêneros musicais. O programa é um estúdio ao vivo transmitido pela internet (YouTube e Facebook) que tem o objetivo de valorizar o trabalho dos artistas da cidade em formato acústico.

Já passaram pelo programa o cantor de jazz Tico de Moraes (6 de junho) e a banda de pop rock Distintos Filhos (13 de junho). O projeto SOLO FÉRTIL é apresentado pelo jornalista e radialista Luciano Lima e produzido por Idovan Araújo, César Panta e Luciano Lima

O programa é transmitido ao vivo pelos canais do YouTube da Solo Music e da Rádio Federal Web, que também pela sua FanPage no Facebook.

Ex-ministro Gustavo Rocha assume a Casa Civil do DF; Valdetário Monteiro pede demissão

Edição extra do Diário Oficial do DF, na tarde desta quinta-feira, trouxe as mudanças no GDF

Uma edição extra do Diário Oficial, publicada durante na tarde desta quinta (8), formalizou a mudança na chefia da Casa Civil do Distrito Federal. Sai Valderário Monteiro, que pediu demissão pela manhã, entra Gustavo Rocha, ex-ministro dos Direito Humanos do ex-presidente Michel Temer, que estava no comando da Assessoria Especial de Estratégia do GDF.

A exoneração de Monteiro foi “a pedido e por problemas pessoais, de saúde na família”, afirmou o governador Ibaneis Rocha (MDB). O ex-chefe da Casa Civil é amigo pessoal pessoal governador.

Ibaneis afirmou que Valdetário “mesmo sendo um cearense, ajudou o Distrito Federal sobremaneira. Criou um relacionamento aqui com todos os deputados, com todos os servidores, com a maior qualidade”, disse.

Ainda de acordo com o governador, Valdetário foi convidado por ele para trabalhar no seu escritório de advocacia. “Acredito que ele vai aceitar”, disse.

Gustavo Rocha iniciou a gestão de Ibaneis ocupando o cargo de secretário de Justiça e Cidadania. Em março deste ano, passou a comandar a Assessoria Especial de Estratégia do GDF. “É um advogado muito preparado. Tem um largo conhecimento junto ao Poder Judiciário, junto ao Ministério Público, tem uma boa atuação junto à Câmara Legislativa. Tem todos os requisitos que tinha o Valdetário. Então, no time, mudam-se as peças, mas o trabalho continua”, disse Ibaneis.

União pelo turismo e por Brasília mobiliza entidades do setor

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Movimento criado pela Setur-DF fortalece e implementa ações efetivas

Os representantes do trade turístico de Brasília estão unidos em torno de um único propósito: a retomada célere e robusta do turismo na capital federal. Para propagar essa mensagem e demonstrar a força do trabalho conjunto, a Secretaria de Turismo do DF reuniu, em um vídeo, as falas de 19 representantes de entidades do Distrito Federal, como parte do movimento #JuntosporBrasília #JuntospeloTurismo.

O turismo interage com 52 atividades produtivas da economia e é um dos maiores potenciais de desenvolvimento econômico brasileiro. Pensando nessa amplitude, o movimento lançado pela Setur-DF conta com a participação de diversas áreas envolvidas e beneficiadas pelo turismo. O novo vídeo da campanha #JuntosporBrasília #JuntospeloTurismo dá voz aos diferentes segmentos e traz uma mensagem final: Brasília te espera!

“O movimento #JuntosporBrasília #JuntospeloTurismo é uma iniciativa inédita por conseguir atingir, na prática, a integração entre governo, empresas, universidades e sociedade na elaboração de ações conjuntas para o setor produtivo do turismo. A união de esforços nos traz a possibilidade de uma posição vantajosa como destino turístico e grandes chances de efetividade das ações, devido à abrangência e adesão dos envolvidos. Continuaremos trabalhando fortemente para fazer de Brasília um destino seguro para todos”, avalia a secretária de Turismo, Vanessa Mendonça.

Ao todo, participam do novo vídeo as seguintes entidades do trade: Associação Brasiliense das Agências de Turismo Receptivo (ABARE); Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV); Associação Brasileia de Turismólogos e Profissionais do Turismo (ABBTUR); Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA); Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH); Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL); Associação Comercial do DF (ACDF); Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing (ADVB); Brasília e Região Convention & Visitors Bureau (BRCVB); Centro de Excelência em Turismo da UnB; Fecomércio-DF; Federação dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (FETRATUH); FIBRA; Fórum das Instituições de Ensino Superior; Ruraltur; Sindicato das Empresas de Turismo do DF (SINDETUR); Sindeventos; Sindicato dos Guias de Turismo (SindgTur); e Sindhobar. Essas instituições são membros do Conselho de Turismo do Distrito Federal (Condetur).

O presidente do presidente do Sindhobar Jael Antônio da Silva, reforça a necessidade de união entre todos do setor. “Toda essa mobilização e ação que está sendo feita é importantíssima nessa fase tão crítica que estamos passando. É hora de valorizar e resgatar o turismo interno, principalmente na capital, mostrar o Brasil, as belezas naturais, toda a nossa arquitetura. É um movimento muito relevante que consegue unir todos os nossos coletivos, fortalecendo a retomada do turismo na cidade”.

“A Fecomércio apoia essa campanha por saber da relevância do segmento para a economia da cidade. A engrenagem do turismo tem a capacidade de gerar empregos e renda em diversas atividades, por isso a importância de ter um grupo de trabalho, com entidades representativas e com a participação do governo, para que possamos superar esse momento de incertezas. Vamos sair dessa juntos”, reforça o presidente da Fecomércio-DF, Francisco Maia.

Para Beto Pinheiro, presidente da Abrasel, a criação dos grupos de trabalho e da integração de todo o trade turístico é fundamental para a recuperação do setor. “Creio que tem muita riqueza nesse trabalho de pensar juntos. Vamos vencer essa situação”, complementa.

Grupos de trabalho buscam soluções para o setor

Além de que levar uma mensagem de união e esperança a todos, o movimento #JuntosporBrasília #JuntospeloTurismo também gera ações concretas em prol do desenvolvimento do turismo. A partir do movimento e da comunicação entre as entidades, foram criados cinco grupos temáticos de trabalho, divididos por áreas de afinidade: GT Eventos, GT Gastronomia, GT Artesanato, GT Qualificação e Pesquisa, e GT Rotas Turísticas.

Os grupos se reúnem periodicamente por meio de videoconferência e, além das entidades, contam ainda com a participação da iniciativa privada, representantes de instituições de ensino e outras organizações que possam contribuir para o tema debatido em cada ocasião. A união dos setores tem como objetivo buscar soluções de curto, médio e longo prazo para a retomada econômica dos segmentos que formam o setor do turismo.

Após a conclusão dos trabalhos, serão produzidos relatórios das ações estratégicas, diretrizes e atividades de cada grupo. “Os participantes estão apresentando soluções criativas e inovadoras para esse período de crise, que com certeza também serão utilizadas após o fim das medidas de enfrentamento dessa epidemia. É um trabalho pensado também para o nosso novo mundo, com novas formas de vivenciar o turismo e a nossa cidade”, conclui Mendonça.

Confira o vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=dcdVYwYYaaI

Caesb dá continuidade à campanha solidária e faz nova doação de sabonetes e barras de sabão para famílias de Ceilândia

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Companhia já arrecadou aproximadamente 20 mil itens de higiene pessoal. Na primeira fase, os produtos foram entregues para crianças e adolescentes que moram no Itapoã e Paranoá 

Dando continuidade à campanha de solidariedade e de prevenção ao novo coronavírus, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) vai distribuir, na manhã desta sexta-feira (19), mais de 8 mil sabonetes e barras de sabão para famílias de Ceilândia que têm filhos inscritos no Golfinho, um projeto social coordenado pela Empresa. Esta é a segunda entrega que a Caesb faz este mês.

A primeira ocorreu no dia 4, quando quase 12 mil sabonetes e barras de sabão foram entregues para famílias de 250 crianças e adolescentes do Itapoã e do Paranoá. Agora, nesta segunda etapa, mais 200 jovens moradores da Ceilândia serão contemplados. Incluindo os familiares, a ação pode beneficiar um público de ao menos 1,5 mil pessoas.

Os kits individuais são compostos por 12 unidades de sabonete e 5 barras de sabão. Os itens de higiene pessoal estão sendo arrecadados desde 5 de maio, quando a Empresa lançou a ação e anunciou à comunidade que receberia doações para destinar às mais de 450 crianças e adolescentes inscritos no Projeto Golfinho, com idades entre 6 e 16 anos.

Entre os doadores estão os próprios empregados e aposentados da Caesb, associados da Caesb Esportiva e Social (Caeso), equipes do Parque Tecnológico de Brasília (Biotic) e da Secretaria de Comunicação do Governo do Distrito Federal (Secom) – que se uniram à campanha e viraram pontos de coleta dos itens –, as empresárias Heloísa Helena e Pollyana Prudente, a Drogaria Brasil, o servidor do TJDFT, Michael Xavier, a Mirante Incorporações – que iniciou a campanha doando 2 mil sabonetes, o Shopping DF Plaza, psicólogos e neurocientistas da HeartBrain, além de advogados de Brasília e pessoas anônimas da comunidade que estão deixando suas doações nos pontos de coleta.

A Caesb atingiu a meta inicial de arrecadar 20 mil itens de higiene pessoal, mas a campanha continua para que outras famílias em situação de vulnerabilidade social recebam os itens de higiene. Os interessados podem entregar as doações em um dos pontos de coleta, pois novas instituições serão beneficiadas com a ação social. Procure as portarias das unidades da Caesb Sede e SIA, a Secretaria de Comunicação do DF (no Palácio do Buriti), a sede do Biotic ou o Shopping DF Plaza e deixe a sua contribuição.

Quem quiser pode participar das entregas em ação alternada para não haver aglomeração de pessoas. Neste momento, os cuidados com a higiene pessoal podem salvar vidas. Ajude doando sabonete e/ou sabão em barra.

 

 

Serviço

Entrega dos sabonetes e sabão em barra para as famílias atendidas do Núcleo da Ceilândia do Projeto Golfinho

Data:19 de junho (sexta-feira)

Horário:9h às 11h

Local de Entrega:Escola Classe 50 – P Sul – Endereço:  EQNP – 24/28 – PSUL (Ao lado da Igreja Cristo Rei)

 

Projeto Golfinho

Por prestar um serviço essencial à população, como o fornecimento de água de qualidade e o tratamento de esgoto, a Caesb não paralisou os seus serviços, mas precisou suspender algumas atividades. Entre elas, o Projeto Golfinho, onde os jovens têm aulas de natação, futebol, participam de jogos lúdicos e recebem apoio pedagógico para atividades escolares, além de aprenderem sobre educação ambiental. Sem as atividades, as crianças e os adolescentes precisam ficar em casa.

A Caesb entende que a higiene pessoal deve ser reforçada, principalmente neste momento de prevenção da COVID-19.

 

Onde entregar as doações

  • Sede da Caesb (Lotes 13 / 21 – Centro de Gestão de Águas Emendadas, Av. Sibipiruna – Águas Claras)
  • Unidade da Caesb no SIA (Lote F – SAPS, SIA Trecho 1)
  • Secretaria de Comunicação do DF (Portaria do Palácio do Buriti, Térreo)
  • Biotic (Parque Tecnológico de Brasília, Lote 4, Edifício de Governança, Bloco “B”, 2º Andar, entre o Parque Nacional e a Granja do Torto)
  • Shopping DF Plaza (Rua Copaíba, lote 01 – Águas Claras)

Abraham Weintraub anuncia saída do Ministério da Educação

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Em vídeo, presidente Bolsonaro e aliado confirmam mudança

Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (18), o economista Abraham Weintraub anunciou sua saída do cargo de ministro da Educação, que ocupava desde abril de 2019. Na gravação, ele aparece ao lado do presidente Jair Bolsonaro.

Os rumores da saída do ministro se intensificaram ao longo dessa semana, especialmente após a participação dele em manifestações de apoiadores do governo no domingo. Weintraub é investigado em inquérito sobre fake news, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), e também responde uma apuração na Corte por racismo por ter publicado um comentário depreciativo sobre a China.

“Sim, dessa vez é verdade. Eu tô saindo do MEC [Ministério da Educação], vou começar a transição agora e, nos próximos dias, passo o bastão para o ministro que vai ficar no meu lugar, interino ou defnitivo”, afirmou Weintraub. Ele anunciou, na sequência, que assumirá um cargo de diretor no Banco Mundial, que tem sede em Washington, nos Estados Unidos.

“Não quero discutir os motivos da minha saída, não cabe. O importante é dizer que recebi o convite para ser diretor de um banco, eu já fui diretor de um banco no passado, volto ao mesmo cargo, porém, no Banco Mundial. O presidente já referendou. Com isso, eu, a minha esposa, os nossos filhos, e até a nossa cachorrinha, Capitu, a gente vai ter a segurança que hoje me está deixando preocupado”, acrescentou.

O agora ex-ministro disse que seguirá apoiando o presidente da República e que compartilha dos mesmos valores, citando família, liberdade, franqueza e patriotismo. Após o anúncio de Weintraub, Jair Bolsonaro declarou que o “momento é difícil”, mas que mantém os mesmos compromissos assumidos durante a campanha.

“É um momento difícil. Todos os meus compromissos de campanha continuam em pé, e busco implementá-los da melhor maneira possível. Todos que estão nos ouvindo agora são maiores de idade e sabem o que o Brasil está passando, e o momento é de confiança. Jamais deixaremos de lutar por liberdade”, afirmou.

O governo ainda não confirmou quem assumirá o MEC no lugar de Abraham Weintraub.

Aos 84 anos, paciente recupera-se da Covid-19 no Hospital de Apoio

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Dona Inácia venceu a doença e está quase pronta para retornar ao conforto do lar

A emoção é inevitável. “Daqui a pouco eu vou para casa, estou feliz e quero ver meu filho, que é um menino importante”, diz, ansiosa, dona Inácia de Aquino, 84 anos, ou “dona Dalila”, como prefere ser chamada. Ela é uma das 17.887 pessoas que venceram a Covid-19 no Distrito Federal. Moradora de Samambaia Norte, dona Inácia está internada no Hospital de Apoio de Brasília (HAB) recebendo assistência da equipe interdisciplinar de Cuidados Paliativos até que o retorno para casa seja possível.

Antes de chegar ao HAB, a paciente esteve na Unidade de Pronto Atendimento do Recanto das Emas (UPA), em 9 de maio, e foi transferida, no dia seguinte, para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), uma vez que existia a suspeita de estar com o novo coronavírus (Sars-CoV-2). Já no Hran, o teste confirmou a Covid-19 e, lá, ela permaneceu internada para tratar uma pneumonia provocada pelo Sars-CoV-2. Na última sexta-feira (12) foi transferida, já curada, para o HAB.

Um exemplo de superação, a paciente que possui outras comorbidades, como Alzheimer e insuficiência cardíaca, é muito querida pelos profissionais que cuidam dela diariamente. Inácia conta histórias e lembra dos 16 filhos, sete ainda vivos. “Para nós é gratificante receber a dona Inácia, que é muito carinhosa, comunicativa, de bem com a vida. Estamos satisfeitos em poder contribuir para melhorar as condições de saúde e a qualidade de vida dela”, relata a médica residente Núbia Mendonça.

Cuidados paliativos

No HAB, o tratamento na Unidade de Cuidados Paliativos visa o alívio do sofrimento e a qualidade de vida dos pacientes. A paciente recebe cuidados voltados para controle dos sintomas, da falta de ar, das dores e da confusão mental. Tudo para que ela possa voltar para casa renovada.

Diariamente ela é acompanhada pelas equipes de medicina, enfermagem, nutrição, fisioterapia, odontologia e assistência social. Além disso, a equipe de psicologia tem dado apoio à família. Graças ao tratamento, ela já consegue dar alguns passos.

Tratamento em casa

A Covid-19 tornou-a dependente de suporte de oxigênio. Por esse motivo, ao receber alta hospitalar, ela será acompanhada pela equipe do Núcleo Regional de Atendimento Domiciliar (NRAD) e terá o suporte em casa.

A família, que aguarda o regresso ansiosamente, já preparou tudo para ter a matriarca de volta. “Estamos ansiosos. Ela fica nervosa no hospital quando lembra de todos. A recuperação dela foi muito esperada. Ela venceu e está firme e forte, surpreendendo a todos”, comemora Jandira de Aquino, 47 anos, filha da paciente.

Além dela, moram com dona Jandira e o filho, que é especial e foi citado no início da matéria, outra filha e uma sobrinha. Todos testaram positivo para a Covid-19 e já estão recuperados, porém apenas dona Inácia precisou de internação. O grupo familiar ainda é composto por 19 netos e 19 bisnetos. E três bisnetos “estão chegando”.

O neto Alex Aquino, 26 anos, que também estava com o novo coronavírus, agradece os cuidados que a avó recebe no Hospital de Apoio e alerta a população para que se cuide. “Quem puder faça o possível para manter o isolamento e não saia de casa. A doença está aí e não pega só pessoas idosas, nem só quem tem doenças existentes. Usem máscara, cuidem-se, pois não é brincadeira”, alerta.

Brasília é o lugar onde se abre empresa mais rápido

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O dado foi apresentado pelo Ministério da Economia, a partir de boletim do primeiro quadrimestre de 2020

Brasília conquistou o posto de capital mais ágil em abertura de empresas no Brasil, segundo levantamento apresentado pelo Ministério da Economia. Além disso, entre as unidades federativas, o Distrito Federal também leva o primeiro lugar no quesito menor tempo.

O Boletim de Empresas do primeiro quadrimestre de 2020 foi apresentado, na manhã desta quinta-feira (18), pelos secretários adjunto de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Gleisson Rubin;  de Governo Digital, Luis Felipe Salin Monteiro; e o diretor do Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (Drei), André Santa Cruz.

“Houve uma queda no tempo de 14 horas em relação ao terceiro quadrimestre de 2019. E, além das medidas tomadas pelo governo federal, devemos destacar que esse resultado deve-se ao processo de transformação digital que todas as juntas comerciais vêm fazendo”, apontou Santa Cruz.

O Distrito Federal foi a unidade da federação que apresentou o menor tempo de abertura de empresas neste primeiro quadrimestre de 2020: 1 dia e 1 hora, uma diminuição substancial de 2 dias e 7 horas (68,8%) em relação ao último quadrimestre de 2019. No mesmo período, o estado da Bahia registrou o maior tempo de abertura de empresas no Brasil: 10 dias e 8 horas.

Em relação às capitais, Brasília foi a melhor e, no outro extremo, Salvador teve o desempenho mais baixo entre as capitais, com tempo de 31 dias em média para abrir um novo negócio.

E no Brasil?
No primeiro quadrimestre de 2020, foram abertas 1.038.030 empresas no Brasil, o que representa um aumento de 1,2% em relação ao último quadrimestre de 2019 e queda de 1,1% quando comparado com o primeiro quadrimestre de 2019.

No mesmo período, foram fechadas 351.181 empresas, uma queda de 6,6% no quantitativo de empresas fechadas se comparado com o último quadrimestre de 2019 – e de 12% em relação ao mesmo período no ano anterior.

Os resultados revelam um saldo positivo de 686.849 empresas abertas, com um número total de 18.466.444 empresas ativas.

São Paulo é o estado com o maior número de empresas no Brasil, com 5,2 milhões, sendo 295 mil abertas somente no primeiro quadrimestre de 2020. Em seguida, aparecem Minas Gerais com quase 2 milhões de empresas, 115 mil abertas no 1º quadrimestre; e o Rio de Janeiro com 1,7 milhões, das quais 101 mil foram abertas no período. São Paulo também foi o estado que mais registrou empresas fechadas: 97 mil.

Pacientes devem procurar o Hran apenas em caso de sintomas graves

Secretaria de Saúde orienta pessoas assintomáticas ou com quadro gripal leve a buscarem as unidades básicas de saúde (UBSs)

Referência para casos de Covid-19, o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) deve ser procurado apenas pelas pessoas que tiverem sintomas mais graves, como falta de ar e febre persistente. Pacientes com sintomas gripais mais leves, ou assintomáticos, devem buscar atendimento diretamente nas unidades básicas de saúde (UBSs) mais próximas das suas residências. O DF possui 172 UBSs, todas aptas a atender pessoas nessas condições.

A recomendação vem dos profissionais do Hran que atuam na linha de frente contra o coronavírus. “O que tem acontecido é que pacientes com sintomas leves têm ido para o hospital e, com isso, é prolongado o tempo de espera daqueles que estão em estado grave”, adverte o diretor de Atenção Secundária da Região de Saúde Central, Pedro Zancanaro. Um agravante, lembra, é o aumento dos riscos de contaminação, pelo contato com transmissores da Covid-19.

“Por isso, é importante a população procurar primeiro as UBSs quando os sintomas forem mais leves”, reforça Zancanaro. “Todas estão preparadas para fazer o atendimento e referenciar para os locais que aplicam os testes, caso precise. No Hran, caso venham todos, isso só tornará o atendimento moroso para todo mundo, com mais aglomerações, sendo que na UBS é possível ter uma avaliação inicial sem precisar fazer o teste.”

Quem também endossa o aviso é a diretora substituta da Atenção Secundária da Região Central, Fernanda Quirino. “Nunca fugimos da nossa missão de atender à população, mas queremos que as pessoas tenham segurança, sem se expor a qualquer risco desnecessário com a Covid-19”, frisa.

A especialista conta que pacientes com sintomas de dengue, semelhantes aos da Covid-19, já buscaram o hospital. “Dengue causa febre e dor no corpo, mas não é preciso ir ao Hran e correr o risco de entrar em contato com algum paciente com coronavírus”, alerta. Para esses casos, pontua, o indicado é procurar uma UBS.

Fluxo de atendimento

Assim que entram no hospital, os pacientes passam pelo atendimento inicial nas baias. Depois, acolhidos pela enfermagem e encaminhados à triagem médica, são consultados para saber se têm coronavírus. Caso a suspeita seja de pneumonia por Covid-19, a pessoa é encaminhada à avaliação pela clínica médica.

“Como há pacientes que vêm e não estão doentes, tentamos separá-los para evitar o risco de transmissão”, explica a gestora. “Depois de passar pela consulta, se o clínico pediu exames, ou [o paciente] vai para a tomografia, ou para o aparelho de raios-X, ou vai fazer os testes de sangue e swab, dependendo da situação de cada um.”

Quando os pacientes apresentam quadro mais grave, chegando com falta de ar, frequência respiratória mais alta ou comprometimento no pulmão – e se forem de um grupo de risco –, vão direto para a clínica médica e, caso necessário, para a Sala Vermelha. Lá são atendidas os pessoas com quadro clínico sugestivo ou já diagnosticado de Covid-19, além das que têm pneumonia e precisam de avaliação médica especializada.

“Juntamos nossa força médica com experiência para os que mais precisam”, resume Fernanda Quirino. “Os que não estiverem nessa situação, com quadro de infecção de vias aéreas superiores, podem ser indicados a voltar para casa, com todas as recomendações sendo seguidas.”

Hospital Regional de Luziânia é referência no atendimento a pacientes com Covid-19 no entorno de Brasília

Foram 39 pessoas curadas, 2 mil exames e 620 atendimentos num mês

Em 29 dias de operação o Hospital Regional de Luziânia (HRL), gerido pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento – IMED – salvou 39 vidas. Pacientes que chegaram em estado crítico, foram internados nos leitos de enfermaria ou Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e conseguiram vencer o Covid-19. Antes de completar um mês de funcionamento o HRL contabiliza mais de 620 atendimentos com mais de 60 internações. Foram mais de dois mil exames diagnósticos e mais de 5.900 refeições servidas a pacientes, acompanhantes e funcionários nesse período. Atualmente, a unidade encontra-se com 22 pessoas internadas.

O HRL trabalha de portas abertas 24 horas para atender pacientes com síndromes respiratórias. Foi o primeiro hospital dedicado a atender o público do SUS ameaçado pela pandemia no entorno de Brasília. Nesse primeiro mês, a média diária de atendimento no ambulatório foi de 18 pacientes por dia, passando dos 20 nos finais de semana e feriado. “Isso é normal, infelizmente. Se a pessoa se sente mal ela vai aguentando e segurando ao máximo a ida ao médico para evitar faltar ao trabalho, por isso tradicionalmente no fim de tarde e nos finais de semana o movimento no Pronto-Socorro é maior”, explica Getro de Oliveira Pádua, diretor do IMED.

Os números do HRL também evidenciam o acerto do governo ao estruturar o hospital para atender casos graves numa região onde as unidades de saúde de referência ficam em outro estado. Nesse primeiro mês a média de ocupação da UTI foi de cinco pacientes por dia e 10 na enfermaria. Tanto enfermaria como UTI têm suporte de oxigênio. São locais de tratamento para casos moderados e críticos onde o isolamento domiciliar não é indicado.

Infraestrutura

Desde que abriu, o HRL conta com 39 leitos – entre UTI e enfermaria- para atender tanto a pacientes encaminhados pela Secretaria de Estado de Saúde, por meio do seu sistema de regulação, quanto aos moradores que procuram atendimento 24 horas por dia, 7 dias por semana.

O IMED vem trabalhando com afinco e dedicação no atendimento à população, tendo realizado em tempo recorde adequações na estrutura do hospital recebido da Prefeitura. Entre as obras destacam-se a construção de todo sistema de gases medicinais, instalação de tanque de oxigênio de 22 toneladas, aquisição de equipamentos e de mobiliário, compra de medicamentos e epi’s, pintura da unidade, instalação de quadro de energia para tomografia, finalização do sistema de ar-condicionado, troca de portas, substituição das tomadas junto às instalações da uti, além de outros reparos diversos. Apesar de novo, o HRL estava em obras há oito anos e nunca havia servido à população, até ser estadualizado.

Equipe e tecnologia

Além da equipe médica multidisciplinar, o IMED implantou um serviço de telemedicina com suporte de especialistas ao atendimento do Covid-19, tratamento de hemodiálise, serviço de Radiologia, laboratório, remoção com UTI e nutrição, além da contratação de mais de 105 profissionais para o atendimento da população, todos eles treinados e dedicados ao combate da Covid-19.

Em parceria com o Governo do Estado, a organização social está estruturando um serviço de triagem digital e visitas em domicílio totalmente gratuito para a população. Ele já está em teste.

Sobre HRL

O Hospital Regional de Luziânia (HRL) começou a receber os primeiros pacientes com sintomas de Covid-19 no dia 20 de maio de 2020. Vieram transferidos pela central estadual de regulação de vagas do Estado de Goiás. Os leitos são ocupados gradualmente, a partir da avaliação diária e conjunta da direção com a Secretaria Estadual de Saúde.

Estadualizado, após passar oito anos em obras, o HRL foi o primeiro hospital do entorno do Distrito Federal dedicado a tratar pacientes com sintomas respiratórios agudos causados pelo novo coronavírus. Cerca de 1,2 milhão de pessoas, que moram na região, são beneficiadas pelo Hospital Regional de Luziânia.

Sobre o IMED

A Organização Social Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED) é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que presta serviço de relevante interesse público na área de saúde. Administra unidades básicas de saúde em Minas Gerais, o Hospital de Urgência de Trindade (HUTRIN) e, desde maio de 2020, o Hospital Regional de Luziânia e o de Formosa, todos em Goiás.

Fundada em 2013, o IMED zela pelo bem estar dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em todas as unidades que administra, promovendo gestões competentes com uso racional de recursos e investimento em tecnologia e pessoal especializado.