Início Site Página 1808

Campanha do Governo de Goiás homenageia mulheres que atuam na linha de frente do combate à Covid-19

No Dia Internacional da Mulher, vídeo mostra realidade de quem trabalha de forma árdua desde início da pandemia para salvar vidas. Iniciativa ainda faz alerta para lotação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e cansaço dos profissionais de saúde na luta contra a doença

O Governo de Goiás, por meio das secretarias de Saúde (SES-GO) e Comunicação (Secom), inicia, nesta segunda-feira (08/03), uma nova campanha para conscientizar a população dos riscos da Covid-19. O vídeo faz uma homenagem às profissionais que atuam na linha de frente do combate à doença por ocasião do 08 de março, Dia Internacional da Mulher. O material mostra a estafa dos que tratam diretamente dos pacientes e alerta para a lotação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

A campanha tem o objetivo de mostrar a realidade de quem trabalha de forma árdua desde o início da pandemia para salvar vidas. Por isso, traz o depoimento da coordenadora geral de enfermagem do Hospital de Doenças Tropicais (HDT), Patrícia Lisboa. “O que a gente vê é uma ocupação de 100% dos leitos de UTI. E por mais que você abra 30 leitos, vai continuar sem, se as pessoas não tiverem consciência”, alerta.

A ação lembra o Dia Internacional da Mulher com uma homenagem do Governo de Goiás em agradecimento às profissionais que trabalham na linha de frente da pandemia. Atualmente, são mais de 12 mil mulheres que atuam na saúde pública no Estado. Com o rosto marcado pela máscara de proteção e emocionada, descrevendo a atual realidade nos hospitais, Patrícia Lisboa diz que todos estão trabalhando no limite. “Tá todo mundo exausto, tanto fisicamente, quanto mentalmente. A equipe toda está bem cansada”, detalha.

Desde o início da pandemia de Covid-19, Goiás já registrou mais de 400 mil casos de infecção pela doença. Já o número de mortos chegou a 8.928 neste domingo (07/03). A realidade se agrava pelo avanço da contaminação gerada pela segunda onda da doença.

O governo estadual trabalha, diariamente, na abertura de novos leitos. Em agosto do ano passado, Goiás contava com um total de 762 exclusivos para tratamento de pacientes com Covid-19. Deste, 284 eram de UTIs. Em março deste ano o número expandiu para 920 (429 UTI e 491 enfermarias).

Nos próximos dias, esse número vai ser novamente ampliado com a inauguração do Hospital de Enfrentamento à Covid-19 do Centro-Norte Goiano, no município de Uruaçu. A unidade de saúde vai contar com 186 leitos, sendo 68 deles de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e 118 de enfermaria. Com esse acréscimo, Goiás vai chegar a mais de 1.100 leitos dedicados para casos suspeitos e confirmados da doença. Além disso, a Secretaria de Estado de Saúde também trabalha para abrir novos leitos em Iporá, Jataí e Quirinópolis.

Atualmente, há leitos para pacientes em unidades próprias, conveniadas e contratualizadas em todas as regiões de Goiás. Os leitos estão em Goiânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Santa Helena de Goiás, Luziânia, Porangatu, Itumbiara, São Luís de Montes Belos, Trindade, Catalão, Formosa, Ceres, Caldas Novas, Jataí, Jaraguá, Nerópolis, Mineiros, Rio Verde, e cidade de Goiás.

 

Autorizada a realização de concurso para 14 carreiras do GDF

Portaria da Secretaria de Economia foi publicada do DODF desta segunda-feira (08). Número de vagas e aplicação das provas ainda não estão definidos

A Secretaria de Economia autorizou a realização de concursos públicos para 14 carreiras de diversos órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF). A decisão foi publicada em portaria específica no Diário Oficial do DF desta segunda-feira (8). O número de vagas disponíveis assim como a data das avaliações ainda depende de levantamento dos órgãos.

O objetivo é repor as vacâncias e, assim, melhorar a qualidade do serviço prestado à população em diversas áreas, como saúde, educação e segurança.

Os concursos autorizados são para as seguintes carreiras:

– Apoio às Atividades Policiais Civis;
– Assistência Pública à Saúde;
– Atividade de Defesa do Consumidor;
– Atividades do Trânsito;
– Auditoria de Atividades Urbanas;
– Cirurgião-Dentista;
– Desenvolvimento e Fiscalização Agropecuária;
– Enfermeiro;
– Gestão de Resíduos Sólidos;
– Médico;
– Planejamento Urbano e Infraestrutura;
– Auditoria de Controle Interno;
– Assistência à Educação;
– Magistério

A realização da seleção, assim como a definição do quantitativo de vagas e possível cadastro de reserva, depende de manifestação favorável das áreas técnicas de pessoal, orçamento e finanças, subordinadas às Secretarias Executivas da Secretaria de Economia.

Os concursos também dependem de existência de vagas e da ocorrência de vacâncias que justifiquem suas reposições, até o término do período de restrição imposto pela Lei Complementar nº 173/2020.

É necessária ainda adequação orçamentária e financeira da nova despesa à Lei Orçamentária Anual (LOA), assim como sua compatibilidade com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Os certames também ficam condicionados ao Decreto 40.467/2020.

Saúde da Família cobre 65% dos lares no Distrito Federal

0
Tamires Carvalho e a pequena Marcella: consultas em casa, no aconchego familiar | Foto: Acácio Pinheiro

Equipes técnicas percorrem as cidades orientando sobre cuidados básicos para evitar doenças. Confira como é a entrada no sistema de saúde distrital

A primeira consulta da pequena Marcella foi no conforto de casa, no Setor O, em Ceilândia. Se pudesse falar, a bebê talvez tivesse agradecido. Em uma tarde com temperatura bastante elevada, a recém-nascida de apenas 12 dias recebeu a visita da equipe de Estratégia Saúde da Família (ESF) no colo da mãe, a dona de casa Tamires Silveira Carvalho, de 31 anos, sob o olhar orgulhoso do pai, Leandro, de 29. E tudo com a anuência de Bingo, o cachorrinho da família.

No apartamento, localizado na Área Especial da QNO 12, Marcella foi examinada com carinho pela doutora Areda de Paula Almeida Leitão. A médica da família auscultou os pulmões, conferiu os reflexos, avaliou o umbigo e conferiu os exames pelos quais a criança passou ao nascer, em uma maternidade particular no Hospital São Francisco, em Ceilândia.

Ao mesmo tempo, os demais integrantes da equipe orientavam os pais sobre os cuidados básicos com a recém-nascida, esclarecendo as dúvidas e reiterando a importância da limpeza e higiene. Eles também entregaram à mãe o Cartão de Vacinas e o Cartão de Consultas da menina. O próximo atendimento, já na Unidade Básica de Saúde (UBS) 07, na QNO 10, já está marcado para 1º de abril, às 11h.

Acolhimento, a marca maior

“Tenho muita confiança nos profissionais; eles são muito atenciosos, e tudo é feito com muito carinho”, avalia Tamires. Leandro endossa: “É uma grande comodidade poder ser atendido em casa, com tranquilidade. Isso mostra o acolhimento que é feito com a população que reside nessa área do posto”.

A ESF é isso: acolhimento, confiança, cuidado, carinho e respeito. É assim que profissionais de saúde do Distrito Federal estão entrando nas casas para prestar a assistência primária às famílias e ajudando a descomprimir os hospitais. Dados da Secretaria de Saúde (SES) indicam que a Atenção Primária resolve 85% das demandas de saúde que entram diariamente nas UBSs.

 

“A Atenção Primária resolve grande parte dos problemas dos pacientes; e, quando não podemos resolver a demanda, fazemos o encaminhamento para a área especializada”Mara Olímpia Machado, enfermeira da Equipe Verde da ESF

Cada grupo de 3.450 pessoas é atendido sempre pela mesma equipe, formada por um médico de família, um enfermeiro de família, até dois técnicos de enfermagem e um agente comunitário de saúde. São esses profissionais que visitam os pacientes em suas residências, verificam o estado de saúde deles e, quando preciso, fazem os encaminhamentos às UBSs. Eles ajudam, assim, a manter a qualidade de saúde da população, ao mesmo tempo que propiciam a liberação de mais vagas nos hospitais.

A ESF é diferencial na comunidade do Setor O, avalia a enfermeira Mara Olímpia Machado, que integra a Equipe Verde na instituição. Formada por uma médica de família, uma enfermeira, três técnicos de enfermagem e dois agentes comunitários de saúde, a equipe é responsável pelo primeiro atendimento do recém-nascido e pela primeira consulta de pré-natal.

“Ao conhecermos melhor a comunidade, conseguimos criar um vínculo com as pessoas e atendê-las melhor”, explica Mara. “A Atenção Primária resolve grande parte dos problemas dos pacientes; e, quando não podemos resolver a demanda, fazemos o encaminhamento para a área especializada.”

 

Centros de Juventude promovem programação especial em comemoração ao Dia Internacional da Mulher

0

O Dia Internacional da Mulher é lembrando e celebrado historicamente há mais de 100 anos em prol da luta e conquista de equidade de direitos às mulheres. A data de 8 de março ficou marcada como um momento de mobilização não só por direitos, mas pela conscientização sobre violências sofridas e por melhores condições de trabalho e melhor qualidade de vida para as mulheres.

Neste ano, o Centro de Juventude do Distrito Federal celebrará a data com uma programação especial: a Semana da Mulher do CJ.

A ação foi planejada com a equipe psicossocial do projeto, Andréia Arruda, psicóloga, e Eliane Salzano, assistente social, e trará convidadas para conduzirem as atividades que acontecerão entre os dias 8 e 11 de março.

Estão programadas palestras, rodas de conversa, oficinas de reflexão e momentos de cuidado com a saúde e o bem-estar.

A abertura da semana será com a fisioterapeuta Núbia Magalhães com o workshop “Automassagem: toque consciente para o autocuidado”, abordando alternativas viáveis de relaxamento durante o afastamento social, no reinício da rotina acadêmica e na jornada intensa das jovens em busca de suas metas e sonhos. Um momento especial para favorecer o autocuidado e a consciência corporal pessoal.

O segundo encontro será a roda de conversa com o tema “Enfrentamento à violência contra meninas e mulheres”, realizada em parceria com a Associação das Soroptimistas do DF, com a fala de Ana Cristina Melo Santiago, delegada por 25 anos e que esteve à frente na gestão da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher do Distrito Federal – DEAM em 2013.

Encerrando a programação, o workshop “Mulheres Cíclicas”, será de reflexão e prática sobre a consciência de fatores que regem o ciclo mensal feminino por meio da construção de ferramenta individual que auxilie o processo de autoconhecimento das jovens e será conduzido por Talissa Guimarães, estudante de psicologia e produtora de conteúdo na temática do autoconhecimento feminino.

“A mulher é um pilar fundamental da sociedade e da família, e felizmente, compomos um governo que valoriza sua presença, sua participação e as suas pautas. E para nós da SEJUV, nesse sentido, é imprescindível promover espaços de fala e possibilitar ferramentas de autoconhecimento e bem estar para as nossas jovens não somente nessa data, mas durante todo ano como temos feito”, pontua Kedson Rocha, Secretário de Juventude do Distrito Federal

O evento é destinado ao amplo público, de forma gratuita e será realizado virtualmente pela plataforma Zoom. Os links de acesso aos encontros serão disponibilizados nas redes sociais da Secretaria de Juventude do DF e do IECAP – Agência de Transformação Social. Durante a realização dos encontros serão sorteados brindes doados por parceiros para os participantes das atividades.

Caesb alerta: uso incorreto da rede de esgoto pode causar extravasamentos

0
Foto: Cristiano Carvalho/Caesb

Problema se agrava no período chuvoso com despejo irregular de águas pluviais

Neste período de chuvas, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) alerta a população sobre os cuidados que devem ser redobrados no uso correto das redes de esgoto. Lançar água da chuva na rede é ilegal e gera inúmeros prejuízos ao meio ambiente. A população também não deve jogar lixo no vaso sanitário ou óleo de fritura na pia, por exemplo. As medidas previnem o entupimento da rede coletora e o retorno do esgoto para dentro dos imóveis.

O despejo da água pluvial não pode ser feito na rede de esgoto por residências, estabelecimentos comerciais ou indústrias, já que os sistemas não foram planejados para receber os grandes volumes de chuva. Essa prática contribui para o entupimento e o refluxo do esgoto em vias públicas e dentro dos imóveis, tanto pelo ralo quanto pelo vaso sanitário, além de danificar o sistema de coleta do esgoto e interferir no funcionamento das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs).
Regularmente a Caesb realiza um trabalho de orientação e fiscalização hidrossanitária em todo o DF. O objetivo é identificar problemas na rede de esgotamento sanitário. No ano passado, foram realizadas 12.469 orientações aos clientes. Durante as vistorias, podem ser retiradas ligações irregulares da rede de águas pluviais à rede de esgoto.
Ao chegar às residências, os técnicos identificam os problemas e orientam os moradores. A coordenadora de Fiscalização e Orientação Hidrossanitária Centro-Norte da Caesb, Daniele Pereira, explica o funcionamento do serviço. “Durante as vistorias, distribuímos material educativo para orientar a população sobre a forma correta de utilização do esgoto. Também explicamos a importância do não lançamento de lixo e água de chuva nas redes. É um trabalho educativo e o envolvimento da população é essencial”, afirma Daniele.
O superintendente de operação e manutenção de redes Oeste-Sul da Caesb, Mauro Laerte, reforça a importância da fiscalização, mas, sobretudo, da conscientização da população. “As redes de esgoto não foram calculadas para a absorção do fluxo de águas pluviais no sistema. Dessa forma, o lançamento da água não só é ilegal, como afeta todo o sistema, resultando em entupimentos das redes, transbordamento nas vias públicas e retorno do esgoto às casas dos clientes. Embora a Caesb oriente os usuários, é necessário o monitoramento constante para detectar e coibir essa prática”, ressalta Mauro.
Outras medidas simples aplicadas ao dia a dia também evitam obstruções na rede coletora. Não devem ser descartados na rede de esgotos: óleo de cozinha, papel higiênico, fraldas, absorventes, lâminas de barbear, preservativos, cotonetes, cigarros, remédios vencidos, areia e qualquer outro material sólido em pias, ralos e vasos sanitários. Essa ação evita que o esgoto e o mau cheiro retornem para o imóvel.
No caso da água da chuva que escorre dos telhados ou pelas calhas, o ideal é lançá-la em direção às galerias de redes pluviais, preparadas para absorver o volume de chuvas sem danos.

Vale ressaltar que o óleo de cozinha também não deve ser jogado na pia, no vaso sanitário ou em ralos. Descartado de forma incorreta, ele se acumula no encanamento e retém resíduos, entupindo a rede de esgoto e impedindo o fluxo de água. As caixas de gordura devem ser limpas periodicamente e o resíduo deve ser acondicionado em sacos plásticos e descartados no lixo. Essa gordura é lixo e não esgoto, portanto, não pode ser descartada na rede da Caesb.
O superintendente de Operação e Manutenção de Redes Centro-Norte da Caesb, Marco Lúcio do Nascimento, alerta sobre a má construção ou a falta de caixas de gordura nas residências. “A caixa existe para que a gordura, ao esfriar, suba e se separe da água, que desce para a rede de esgoto. Para isso, a caixa deve estar próxima à cozinha, ser proporcional ao número de residências do lote e passar por limpeza a cada semana ou quinzenalmente. Em casos de imóveis comerciais, as caixas de gordura devem ser limpas diariamente. O objetivo é que o material não vaze para o esgoto”, reforça o superintendente.
A rede da Caesb para abastecimento de água tem extensão de 9,3 mil quilômetros, já a de esgoto tem 7,3 mil quilômetros. A Companhia atende 99% da população do DF com abastecimento de água e 89,48% com rede de esgoto, sendo que 100% do esgoto coletado é tratado. O uso correto da rede coletora de esgoto ajuda a proteger a saúde e o bem-estar da população, além de contribuir para a proteção do meio ambiente.

Como comunicar um extravasamento de esgoto
Ao identificar extravasamento de esgoto nas vias públicas, a Caesn precisa ser comunicada para resolver o problema. A ajuda da população é fundamental para evitar danos ao meio ambiente e transtornos à população. Ao verificar o extravasamento de esgoto na rede, é possível fazer a comunicação pelo aplicativo da Companhia, disponível nos sistemas iOS e Android.
Basta comunicar o local do vazamento, informar se é rede de esgoto e fornecer dados adicionais para facilitar o acesso rápido da manutenção. A Caesb mantém equipes prontas para realizar a desobstrução da rede de esgoto em 10 horas úteis, seguindo as normas da Resolução da Adasa nº 14/2011.
A partir dos chamados dos clientes pelo aplicativo ou Central de Atendimento, pelo telefone 115, as ordens de serviço são repassadas para os Postos de Serviços, que direcionam as equipes mais próximas para o atendimento.

Passo a passo

Acesso pelo app

– Clique em: Informar Vazamento na Rua.

– Aparecerá a mensagem “Toque no mapa para indicar o local do vazamento”, clique em Confirmar.

– Confirme a localização do vazamento no mapa. A marcação poderá ser feita à distância também.

– Se possível, inclua uma foto para auxiliar a equipe de manutenção.

– Selecione a opção vazamento de esgoto e informe seu nome, telefone para contato e um ponto de referência.

– Anote o número do protocolo para acompanhamento no aplicativo.

Central de Atendimento – telefone 115

– Ligue para o número 115 e clique na opção 0 (Emergência).

Para baixar o aplicativo da Caesb no celular:

– IOS: https://apps.apple.com/br/app/caesb-autoatendimento/id1003831993

– Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.df.caesb.mobile

Doenças cardiovasculares representam, anualmente, 30% das mortes de mulheres acima dos 40 anos no Brasil

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, cardiologista alerta para cuidados com a saúde cardiovascular feminina  

As doenças cardiovasculares em mulheres ultrapassam as estatísticas de câncer de mama e de útero e são responsáveis por um terço de todas as mortes no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Dados recentes da Organização revelaram que  as doenças cardiovasculares respondem por um terço das mortes no mundo, com 8,5 milhões de óbitos por ano, ou seja, mais de 23 mil mulheres por dia. No Brasil, principalmente em mulheres acima dos 40 anos, as cardiopatias chegam a representar 30% das causas de morte, o que corresponde à maior taxa da América Latina. No mês em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, a cirurgiã cardiovascular do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Maria Cristina Rezende, ressalta a importância dos cuidados para a saúde do coração.

A médica pontua que o alto índice de mortes alerta para a necessidade de realização de exames e cuidados preventivos por parte da população feminina. De acordo com a profissional, caso a paciente não tenha histórico de doenças cardíacas na família, ainda que não sinta nada, é interessante realizar a primeira visita ao especialista por volta dos 30 anos. “Somente com a consulta o cardiologista poderá, além de aferir a pressão arterial, solicitar a realização de exames laboratoriais e de imagem que possam apontar qualquer alteração.É preciso cuidado e conscientização sobre a importância desse acompanhamento”, acrescenta Maria Cristina.

Para a cirurgiã cardiovascular do ICTCor, os principais fatores que prejudicam o bom funcionamento do coração e, consequentemente, podem levar a alterações de suas funções já são bastante conhecidos da sociedade. “A má alimentação, o fumo e o sedentarismo são grandes vilões para a saúde do coração”, alerta a cardiologista. “Além deles, as doenças crônicas, como, por exemplo, hipertensão e diabetes também podem agravar a situação”, conforme explica Rezende.

A cirurgiã ainda ressalta que as mulheres precisam ter atenção, também, com as alterações hormonais ao longo da vida, como, por exemplo, durante a gestação ou menopausa.

“Há combinações que podem ser extremamente perigosas para a saúde do coração. Entre elas podemos citar o cigarro e a pílula anticoncepcional,  a falta de atividade física e a dieta inadequada, que levam ao sobrepeso e à obesidade ou, ainda, a ingestão excessiva de bebida alcoólica. Tudo isso, quando feito de forma descontrolada, gera riscos cardiovasculares. Com o envelhecimento, a pressão arterial e o nível de colesterol tendem a aumentar de forma natural. Portanto, quanto mais cedo for feito o controle, maior será a chance de prevenir, identificar e tratar as alterações cardíacas”, defende Maria Cristina Resende.

Saiba Mais

  • Em 2019, foram registrados na rede pública de saúde do Distrito Federal,  1803 óbitos por doenças cardiovasculares entre homens e mulheres. Em 2020 foram 2.424 ocorrências para ambos os sexos;
  • Segundo a Secretária de Saúde do DF, as principais causas foram parada cardíaca não especificada (com 1245 casos em 2019 e 1959 casos em 2020), insuficiência cardíaca ( com 191 casos em 2019 e 135 casos em 2020) e infartos (com 74 casos em 2019 e 71 casos em 2020).
Fonte: Secretaria de Saúde do Distrito Federal

Governo de Goiás vacina comunidades Kalunga contra Covid-19

0
Governo de Goiás realiza vacinação em comunidades Kalunga, na região Nordeste de Goiás: imunização começou por nativos que vivem no Vão do Moleque, no município de Cavalcante

Equipes da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) começam imunização neste final de semana na região Nordeste do Estado. Ação, que vai durar 10 dias, beneficia todos os 5.252 adultos que vivem nos municípios de Cavalcante, Monte Alegre e Teresina de Goiás

Comemoração e esperança marcaram os primeiros dias de vacinação contra a Covid-19, em comunidades Kalunga da região Nordeste do Estado, considerado o maior quilombo remanescente do Brasil. O Governo de Goiás, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO), começou no sábado (06/03) a imunização em Cavalcante, que abriga 80% desta população. Em seguida a aplicação segue por Monte Alegre e Teresina de Goiás. Serão imunizados todos os 5.252 nativos dos três municípios. A previsão é de que a ação ocorra até dia 15 de março, na aplicação da primeira dose.

O envio das vacinas foi anunciado pelo governador Ronaldo Caiado no dia 4 de março. Em publicação nas redes sociais, ele definiu a operação como um momento de grande emoção. “Esse povo carrega séculos e séculos de história na pele. São pessoas que preservam sua cultura como quem cuida do bem mais precioso. Eu fiz o compromisso de cuidar de cada um dos 7,2 milhões de goianos, sobretudo dos mais vulneráveis”, afirmou.

A primeira parada foi na comunidade Vão do Moleque. O senhor Joaquim Moreira, de 77 anos, estava na expectativa. “Me dá logo! (sic). Na minha idade já estou na hora de morrer, mas não quero. Por isso, vou tomar a vacina. E não tem problema se doer. Não é maior do que a morte. O importante é ficar vivo”, destaca. O idoso Francisco Fernandes do Santos, 70 anos, pai de um dos agentes de saúde da região, comemorou a sua primeira dose e a do seu pai, que tem 100 anos. “A gente fica muito feliz quando vem uma coisa assim (a imunização)”, pontuou.

A jovem Talita Aquino, de 22 anos, ressaltou a esperança com a chegada das primeiras doses. “Estou muito feliz por minha comunidade estar vacinando”, afirma. Para ela, o fato de estarem isolados e sem muitos recursos dificulta o socorro de qualquer paciente. “Para nós, hoje, é uma sensação de vida nova, recomeço, gratidão por tudo. Quero agradecer ao governador Ronaldo Caiado, à primeira-dama (Gracinha Caiado), ao prefeito (de Cavalcante, Vilmar Kalunga) e também aos agentes de saúde”, disse.

As comunidades representam uma parcela significativa da população local e, com a imunização, haverá a redução dos riscos, além de ampliar ações de prevenção. A destinação das doses aos Kalunga foi possível porque o Estado entrou na cota do Fundo Estratégico de Vacinação contra a Covid-19, do Ministério da Saúde, e recebeu doses extras devido ao cenário de emergência.

Somente pessoas acima de 18 anos são vacinadas. Conforme a coordenadora da Gerência de Vigilância Epidemiológica de Doenças Transmissíveis da SES, Luciene Siqueira Tavares, “a imunização é exclusiva para os residentes dentro das comunidades, já cadastrados por agentes de saúde e pelas associações dos quilombos”, explicou.

Os profissionais das SES-GO, enviados à região, estão divididos em duas equipes. A primeira começou a vacinação na comunidade Kalunga que reside no Vão de Almas e Vão do Moleque. Já a segunda segue para os Quilombos Capela, São Domingos, Engenho II, Morros e Prata. Eles são responsáveis pelo traslado, armazenamento, logística e aplicação das vacinas. As doses estão distribuídas conforme demanda de cada comunidade: 2.610 para Cavalcante, 1.900 para Monte Alegre e 742 para Teresina de Goiás. A operação é coordenada pela Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa), que conta com quatro enfermeiros, um fiscal da Vigilância Sanitária e dois motoristas.

“São profissionais com experiência, porque já fizeram outras ações de vacinação nas comunidades Kalunga e em povos indígenas. Eles já têm toda a expertise para esse tipo de trabalho na região”, explica a superintendente de Vigilância em Saúde da SES-GO, Flúvia Amorim. Além disso, a imunização será feita em parceria. A Secretaria Municipal de Saúde de Cavalcante disponibilizou profissionais de enfermagem, técnicos de enfermagem, agentes comunitários e motorista para auxiliar no trabalho da SES.

O prefeito de Cavalcante, Vilmar Kalunga, considerou o início da vacinação uma vitória. “É o resultado de uma luta, de um reconhecimento também. Significa esperança para um povo”, afirmou ao ressaltar que só em Cavalcante, no Vão do Moleque, existem mais de 400 famílias atrás de serras e isolados. O gestor ainda exaltou as parcerias para a ação. “Vale a pena trabalhar unido: governo estadual, municipal e associação. O resultado sempre aparece. Estamos muito felizes por esse momento tão importante”, declarou.

Paralela à imunização, a Secretaria Estadual de Saúde também faz uma investigação e testagem rápida nas comunidades quilombolas. Foram destinados mil testes do tipo IGG e IGM, padrão ouro, que estão sendo aplicados na região. Quem estiver contaminado com a covid-19 terá que esperar pelo menos 30 dias após o fim dos sintomas para vacinar.

Logística

Um dos maiores desafios da imunização na região é a mobilidade. Isso porque algumas comunidades vivem isoladas e em locais de difícil acesso. Em meio ao período chuvoso, o nível dos rios também vira empecilho, já que em alguns casos os veículos não conseguem atravessar. Por esses motivos, os profissionais da saúde, que integram a missão, já saíram de Goiânia com itens essenciais na bagagem, como alimentos de fácil armazenamento, para consumo durante os trajetos e até barracas. Em alguns trechos da rota é necessário montar acampamento para pernoitar.

As doses destinadas às comunidades Kalunga são da CoronaVac, fabricada pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. O imunizante precisa ser armazenado entre 2º e 8º C para ter eficácia garantida. Aqui, entra mais uma estratégia da força-tarefa: o roteiro da viagem. “Foi levada a quantidade de doses suficientes para cada destino. As vacinas ficam em uma caixa térmica, com termômetro. A equipe também leva uma caixa lacrada de gelox (gelo reutilizável)”, detalha Flúvia.

Campanha

Até o momento, Goiás já recebeu seis remessas de imunizantes, que totalizam 514.480 doses. São 395.480 da CoronaVac e 119.000 da AstraZeneca. A campanha começou em 18 de janeiro com 183 mil unidades produzidas no Instituto Butantan. O governador Ronaldo Caiado, que é médico, deu início à vacinação e aplicou a primeira dose no Estado à Maria Conceição da Silva, de 73 anos, moradora de um abrigo em Anápolis.

Inicialmente, foram vacinados idosos e pessoas com deficiência que vivem em instituições de longa permanência, população indígena aldeada e trabalhadores de saúde na linha de frente do combate à Covid-19. Posteriormente, a imunização foi expandida para as pessoas com idade acima de 85 anos, e, agora, evolui gradativamente por redução de faixa etária.

Até este domingo (07/03), conforme dados preliminares da Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO), foram aplicadas 242.473 doses da vacina contra a Covid-19 em todo o Estado, referentes à primeira imunização. Em relação à segunda aplicação, foram vacinadas 58.593 pessoas.

Maternidade do HRL ganha sala de vacina

Com a nova sala, bebês podem ser vacinados já nos primeiros dias de vida | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde

Somente no primeiro dia, 37 recém-nascidos foram imunizados antes da alta médica do Hospital da Região Leste

Desde o dia 1º deste mês, o Hospital da Região Leste (HRL, antigo Hospital Regional do Paranoá) conta com uma sala de vacina que foi inaugurada dentro da maternidade, ampliando a cobertura da região e proporcionando maior comodidade para as mães. Antes da inauguração, as pacientes precisavam procurar uma das unidades básicas de saúde (UBSs) de referência para imunizar os bebês no prazo máximo de sete dias. No local, também é aplicada a primeira dose da vacina contra hepatite B.

76recém-nascidos já foram vacinados durante a semana

Somente no primeiro dia, 37 recém-nascidos foram vacinados com a dose da BCG, que protege contra formas graves de tuberculose (miliar e meníngea). “O trabalho está sendo realizado diariamente por nossas equipes, e o objetivo é melhorar a assistência ao nosso usuário do SUS”, informa a superintendente da Região de Saúde Leste, Raquel Bevilaqua.

Ao longo da semana, 76 recém-nascidos receberam a vacina BCG. A ação segue recomendação do Ministério da Saúde, de administração em dose única, o mais precocemente possível, de preferência na maternidade, logo após o nascimento.

A oferta também atende o Plano Integrado para Melhoria do Programa de Imunização do Distrito Federal, que prevê a aplicação da BCG em todas as maternidades públicas. O serviço faz parte do Plano Nacional de Imunização.

Usuários aprovam

Júlia Carvalho, de 16 anos, mãe do pequeno Gabriel, gostou do serviço ofertado pela maternidade. “É algo que facilita muito para nós, que estamos de resguardo e fragilizadas para ter que sair de casa atrás de vacina”, avalia.

As técnicas de enfermagem Maura Dutra e Roberta Almeida, que trabalham na sala de vacina, passaram por treinamento teórico pela plataforma Google Meet e treinamento prático durante uma semana. O preparo foi necessário porque a BCG é uma vacina intradérmica e exige uma técnica diferente durante a aplicação.

“Estamos tentando propiciar e melhorar esse atendimento à nossa população”João Marcos de Meneses, diretor do HRL

“Todo dia, cedinho, fazemos o levantamento dos bebês que nasceram na tarde e noite anterior; então, toda manhã, vamos às enfermarias e aplicamos a vacina BCG, tendo em vista que cada frasco disponibiliza até 20 doses e o tempo de duração máxima é de seis horas”, explica Roberta. “Por isso, fazemos logo cedo em todos os bebês. Já a vacina contra hepatite B é feita dentro do centro obstétrico, na hora que o bebê nasce.”

Comodidade

“A criança já sai imunizada”, relata o diretor do HRL, João Marcos de Meneses. “Sabemos que a vacinação é uma das principais medidas de saúde pública que mais interferiram na mortalidade infantil mundial. Estamos tentando propiciar e melhorar esse atendimento à nossa população.”

Everaldo de Oliveira Batista, de 34 anos, estava no corredor esperando ser chamado para vacinar seu filho recém-nascido, João Gabriel, que é atendido na Unidade de Cuidados Neonatal (Ucin) com banho de luz. Enquanto Everaldo levava o filho, a esposa Elenice Fernandes, 30 anos, aguardava em seu leito.

“Eu acho muito importante a sala de vacina dentro da maternidade”, valoriza Everaldo. “Muitas vezes, a criança precisa passar sete ou oito dias tomando banho de luz, já fica imunizada e não precisa sair para ir ao centro de saúde. Sendo [a vacina] disponibilizada aqui, mais próximo, melhor.”

Carreiras dedicadas a salvar vidas no Hospital de Base

Conheça os três médicos que há décadas ajudam a construir a história da mais importante unidade de saúde do DF e que faz 10 mil atendimento por dia

O Hospital de Base (HB) é a maior, a mais antiga unidade de saúde pública do Distrito Federal e uma das mais importantes do Brasil. Fundado em 1960, o HB ocupa 54 mil metros quadrados de área construída, formada por 12 andares, onde estão distribuídos 634 leitos e cerca de 30 tipos de serviços médico-hospitalares, inclusive transplantes de alta complexidade.

Mais de 10 mil pessoas são atendidas diariamente ali. Para recebê-las, o hospital conta com 4 mil colaboradores. À frente desse exército de profissionais, há um batalhão de médicos renomados e conceituados internacionalmente. Entre eles, destacam-se doutores cuja trajetória profissional se confunde com a própria história do Hospital de Base.

É o caso dos médicos José Carlos Quinaglia e Silva, 68 anos; Osório Luís Rangel de Almeida, 74, e Julival Ribeiro, 67. São profissionais que, há mais de três décadas, se dedicam a salvar vidas no HB, uma das oito unidades administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF).

Acompanhe, abaixo, a história desses heróis da saúde.

JOSÉ CARLOS QUINAGLIA

Foto: Davidyson Damasceno/Iges-DF

O cardiologista José Carlos Quinaglia e Silva atua no Hospital de Base desde 1982. São 39 anos dedicados à instituição. Sua trajetória começou em 1977, quando o garoto vindo do interior de São Paulo conseguiu se formar em medicina pela Universidade de Brasília (UnB).

Especializou-se em cardiologia em homenagem ao pai, que sofria da doença de Chagas. “A enfermidade do meu pai expôs para mim as dificuldades que pessoas com doenças cardíacas enfrentam”, relata.

“O contato com os alunos é importante porque nos permite, além da pesquisa, ensinar a importância de um trato humanizado com o paciente”José Carlos Quinaglia e Silva, cardiologista

Em 1998, José Carlos ajudou a fundar a Associação dos Amigos do Hospital de Base, atualmente extinta. Formado por servidores e pessoas da comunidade, o grupo conseguiu arrecadar dinheiro para comprar equipamentos caros, que seriam usados em cirurgias complexas. “Era um serviço importante para a comunidade, que hoje foi substituído pelas instituições de caridade que trabalham no Base”, explica.

Ensino e pesquisa

A dedicação à cardiologia o fez assumir cargos estratégicos no HB. Entre 2001 e 2002, foi chefe da Unidade de Cardiologia. Depois, entre 2003 e 2005, ocupou os cargos de vice-diretor e diretor da instituição. Mais tarde, entre 2011 e 2012, comandou a Unidade Coronariana do hospital. “O HB é minha verdadeira paixão”, declara-se. “O nosso hospital é essencial para os atendimentos de média e alta complexidade, uma verdadeira referência para a saúde”.

Defensor do ensino e da pesquisa, o médico também se destacou como pesquisador-chefe do Brazilian Heart Study, iniciação científica voltada para estudantes da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), da UnB, da Universidade Católica de Brasília (UCB) e do Centro Universitário de Brasília (Ceub).  “O contato com os alunos é importante porque nos permite, além da pesquisa, ensinar a importância de um trato humanizado com o paciente”, defende. “Temos essa responsabilidade com os novos médicos e o compromisso irrefutável com a medicina”.

Em 2004, o profissional assumiu a direção geral do HB, e um dos projetos implementados foram as visitas itinerantes e semanais nas unidades do hospital para ouvir servidores e gestores sobre as suas principais necessidades. “A partir dessa visita, um plano de ação programava as melhorias por setores”, lembra.

OSÓRIO LUÍS RANGEL DE ALMEIDA

Foto: Davidyson Damasceno/Iges-DF

O capixaba Osório Luís Rangel de Almeida chegou a Brasília em 1962, dois anos após a inauguração da capital. Formando em medicina pela quarta turma da Universidade de Brasília (UnB), o cardiologista ingressou no Hospital de Base em 1986, ao ser convidado para integrar a Unidade Coronariana, área de cuidados intensivos para pacientes com problemas cardíacos que necessitam de monitoramento 24 horas.

Em 35 anos de dedicação, Osório acumula inúmeras conquistas e recordações. Em 1983, foi responsável pela implantação da telemedicina no hospital. Era um dos médicos que, por telefone, prestavam consultoria a diversos colegas que trabalhavam em outras regiões administrativas do DF. “A orientação era por meio dos sons de eletroencefalograma e de eletrocardiograma dos pacientes em atendimento”, recorda.

 

“Muito mais que pela estrutura física, o HB se define principalmente pela qualificação do seu pessoal” OsórioLuís Rangel de Almeida, cardiologista

Osório lembra-se de um paciente especial: o presidente Tancredo Neves. Em 15 de janeiro de 1985, Tancredo foi eleito presidente do Brasil por meio de voto indireto do Congresso Nacional. Em 14 de março daquele ano, um dia antes de tomar posse, foi internado às pressas no HB, após ter sido diagnosticado com apendicite aguda. Osório fez parte da equipe médica que atendeu o chefe do Executivo. Tancredo depois seria transferido para o Instituto do Coração, em São Paulo, onde faleceu em 21 de abril, aos 75 anos.

Acompanhamento direto

Mas o que mais orgulha o cardiologista é salvar vidas. Osório perdeu as contas de quantas vezes dormiu ao lado de pacientes, na UTI, para acompanhar a evolução clínica dos doentes. Quando conseguia liberá-los, comemorava. “Nossa maior satisfação é ver a alta de um internado”, afirma. “O paciente sempre tem razão e merece o melhor atendimento”.

O médico se orgulha também de continuar fazendo parte da equipe de profissionais no HB, referência no atendimento de traumas e de procedimentos de alta complexidade. Esse reconhecimento, avalia ele, foi conquistado por causa da dedicação dos médicos aos pacientes.

“O HB sempre foi um hospital de vanguarda, com as mais altas competências e com profissionais de ponta, vindo de todos os lugares do país e do mundo”, ressalta. “Muito mais que pela estrutura física, o HB se define principalmente pela qualificação do seu pessoal.”

Defensor do ensino e da pesquisa como um dos tripés essenciais para o desenvolvimento da ciência, atualmente o cardiologista dedica parte de sua carga horária a ensinar aspirantes a médicos. “Esse também é um dos nossos compromissos éticos: transmitir o conhecimento adquirido”, diz.

JULIVAL RIBEIRO

Foto: Arquivo pessoal

Outro jaleco conhecido nos corredores do HB é o do infectologista Julival Ribeiro, 67 anos. A caminhada do baiano em Brasília começou em 1980, por escolha do destino, como define. “Após me formar em medicina em Salvador, fiz concurso de residência em vários locais, um deles o Distrito Federal”, conta. E aqui ficou.

O amor pela capital se deu à primeira vista, e foi aqui que ele concretizou o sonho de atuar na profissão escolhida. “Amo esta cidade, onde tive a oportunidade de crescer”, declara Julival. “Deus também me iluminou de ter vindo para o Base, lugar de referência na saúde”.

 

“O nosso objetivo é melhorar, sempre, qualquer educação contínua, visando sobretudo à alta performance do serviço”Julival Ribeiro, infectologista

Há 30 anos ele trabalha no hospital, atualmente à frente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. Em 2011, foi diretor-geral do HB. No cargo, desenvolveu em equipe um trabalho com foco no cuidado ao paciente. “Criamos a Unidade Neurocardiovascular, reestruturamos totalmente o Trauma e atuamos na Comissão de Ensino e Pesquisa”, relembra.

Compromisso com o paciente

Defensor do Sistema Único de Saúde (SUS), acredita que a assistência ao cidadão sempre deve ser o ponto de partida na medicina.  “Atender é a nossa razão de ser médico”, afirma. Atrelado ao compromisso com o paciente, Julival enumera o ensino e a pesquisa: “O Base forma há muitos anos médicos residentes. O nosso objetivo é melhorar, sempre, qualquer educação contínua, visando sobretudo à alta performance do serviço”.

Foram muitos os casos marcantes durante a trajetória do médico, mas uma história ele considera como a mais marcante e especial. Em 2008, durante uma ronda na UTI Pediátrica, ele conheceu um menino que havia sido atropelado por um caminhão. “O transporte passou por cima do abdômen dele, e foram necessárias várias cirurgias para restabelecer a criança”, lembra.

No dia em que conheceu o paciente, ele encontrou o pequeno intubado, mas algo lhe chamou a atenção. “Ao me aproximar, eu senti que ele me pedia ajuda. Então, a partir daquele momento, passei a dedicar todos os dias a resolver o problema daquela criança, junto à equipe da cirurgia pediátrica”, conta.

Depois de dois meses, o paciente recebeu alta. Mas a história do menino continuou na vida de Julival, em forma de arte. Isso porque, tempos depois, um quadro pintado pelo garoto chegou às mãos do médico. “Um belo dia, houve uma exposição na área administrativa do HB, organizada pelo pessoal da pediatria”, relata. “Nesse dia, eu virei para a professora de arte e pedi um quadro que tivesse felicidade e alegria. Ela me entregou justamente a obra pintada pela criança que eu tinha atendido. Eu comprei e tenho até hoje na minha casa. É uma imagem de vida, de esperança. Nem por um milhão de dólares eu vendo esse quadro”.

UnB oferece curso online sobre combate à dengue, zika e chikungunya a professores de escolas públicas

0

Aulas são gratuitas e participantes receberão certificado emitido pela instituição

A Universidade de Brasília (UnB) oferece a professores da rede pública de ensino um curso online gratuito sobre combate à dengue, zika e chikungunya. O material didático, organizado em 11 módulos, foi desenvolvido por professores da UnB e de outras instituições.

O curso “Arbocontrol nas escolas” tem como público-alvo professores de escolas da rede básica de ensino na modalidade EaD, sem tutoria. Os participantes receberão um certificado de extensão emitido pela UnB ao concluírem as aulas.

Para se inscrever, acesse ecos.unb.br. Demais informações podem ser obtidas no e-mail ecos@unb.br ou pelo telefone (61) 99277 8143.

Fonte: Brasil 61