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Decisão Fachin – quem é o paciente? Lula ou Moro e sua equipe?

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Roga-se que o caminho do resgate da credibilidade do estado-acusador e estado-juiz comece a ser trilhado pois por enquanto, o que se pode dizer com muita tristeza é que essas facetas do estado não são respeitadas mas apenas temidas, e o respeito é perene enquanto o temor é temporário

Por Raimundo Ribeiro

No Dia Internacional da Mulher, o ministro Fachin decidiu que as decisões condenatórias contra o ex-presidente Lula são nulas por terem sido proferidas por juízo incompetente, isto é, a 13ª Vara federal de Curitiba (a do Moro) não era competente para julgar aqueles processos.

A decisão em si não me causa surpresa pois não é necessário ser ministro, desembargador, juiz, advogado, policial, promotor ou estagiário para saber disso.

Basta ter bom senso, atributo que, dentre outros, orienta o direito.

Diante disso, vale dizer que a decisão é correta.

Entretanto, o que me parece não ser correto é o ministro Fachin, falando nos autos em nome da mais alta corte do País, levar anos para “enxergar” tal vício de origem, ainda que recentemente o magistrado já tenha revelado essa sua “percepção tardia” no caso da explosão de indignidade, 3 anos depois, com a suposta pressão sobre o STF, na véspera do julgamento de um HC que objetivava libertar Lula.

Ademais, ao declarar a nulidade das decisões, imperioso perquirir: o que fazer com cada dia dos mais de 500 dias que o acusado (agora, não mais) passou preso antecipadamente se o juiz era incompetente?

O que fazer com os magistrados e procuradores de outras instâncias que, em grau de recurso “esqueceram” de “enxergar” tal vício? No mínimo, emprestando a presunção de boa-fé, tipifica-se desídia;

E o que fazer com o então juiz e procuradores que construíram um enredo falacioso com a óbvia intenção de enganar o cidadão brasileiro naquilo que é o mais importante direito social que possui, a soberania da sua vontade estampada no voto?

A meu ver, passou da hora de, preventivamente serem afastados para não permitir a continuidade da prostituição de relevante função pública, além de imediata apuração nas esferas administrativa, cível e penal, e caso confirmados os delitos já conhecidos como denunciação caluniosa, fraude processual, litigância de má fé, usurpação de funções e tantos outros, que sejam punidos exemplarmente, nos estritos limites da lei.

Finalizo esclarecendo o título: é curial que a análise de suspeição precede qualquer outra questão, razão pela qual, apesar de parecer, a decisão em comento não afeta a análise de suspeição do então juiz.

Isso, se alguém ainda leva a sério o CPP.

Roga-se que o caminho do resgate da credibilidade do estado-acusador e estado-juiz comece a ser trilhado pois por enquanto, o que se pode dizer com muita tristeza é que essas facetas do estado não são respeitadas mas apenas temidas, e o respeito é perene enquanto o temor é temporário.

Raimundo Ribeiro é advogado (OAB/DF 3.971)

Governo de Goiás convida população a revisar leis estaduais vigentes

Projeto da Secretaria da Casa Civil, Revisa Goiás busca estimular e possibilitar participação da sociedade na edição de legislação do Estado, de forma transparente e democrática

Em um movimento inédito na legislação estadual, o Governo de Goiás chama a sociedade civil para revisar as leis vigentes, para dar mais celeridade, eficiência e modernidade ao Estado. Por meio do Revisa Goiás, projeto criado e mantido pela Secretaria de Estado da Casa Civil, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento e Inovação (SEDI) e a Secretaria de Administração (SEAD), o cidadão, que “sente na pele” os benefícios e as dificuldades das leis estaduais, pode opinar sobre o que não funciona, o que falta, ou o que pode mudar.

“É parte do exercício de cidadania conhecer as normas, tanto os deveres, para que sejam cumpridos, quantos os direitos, para que sejam exigidos. Nessa nova etapa do Revisa Goiás, a população é convidada a participar, de modo que o olhar interno que motivou a primeira etapa, quando houve diálogo entre os órgãos estaduais, agora é complementado pelo olhar externo do cidadão”, explica o secretário da Casa Civil, Alan Tavares.

Desde o começo do mandato, o governador Ronaldo Caiado cobra uma postura ética e transparente dos servidores e dos órgãos. Nesse ambiente democrático, o cidadão é convidado para opinar sobre todos os tipos de legislações estaduais: Constituição Estadual, Emenda Constitucional, Lei Complementar, Lei Ordinária, Lei Delegada, Decreto de Lei, Decreto Numerado, Decreto Orçamentário e Portaria Orçamentária.

Para participar, o usuário deve primeiramente acessar o site do Revisa Goiás (https://revisa.go.gov.br) e localizar a lei de seu interesse, usando a ferramenta de busca. Em seguida, ele deve preencher os campos de sugestão de mudança e de justificativa da mudança. Por fim, ele deve colocar um e-mail válido para receber a atualização do seu pedido e clicar em “enviar”. Não podem ser usados domínios que fornecem e-mails temporários.

A sugestão é, então, enviada para a Secretaria de Estado da Casa Civil onde será analisada. Podem participar cidadãos, associações comerciais, sindicatos e entidades classistas, entre outros.

Para o superintendente de Legislação, Atos Oficiais e Assuntos Técnicos, Jorge Luis Pinchemel, o Revisa Goiás é um programa que aproxima a sociedade do Estado. “Traz em si a clássica ideia de exercício direto de poder político. Tem potencial para ser mais um indicativo ao governo daquilo que a população entende como o mais adequado para regê-la”, afirma.

O Revisa Goiás é mais um movimento da grande mudança na forma como a Casa Civil se relaciona com a sociedade e com o próprio governo. O programa compactua com a necessidade de simplificação de normas que repercutem em setores sensíveis e produtivos no Estado de Goiás.

Revogaço

Em uma medida para desburocratizar e reduzir o excesso de normas que criam entraves às pessoas jurídicas e físicas no Estado, o Governo de Goiás revogou, em dezembro de 2020, 639 decretos de caráter normativo que, ao longo do tempo, perderam efeito prático ou foram substituídos por novas medidas, e assim tornaram-se desnecessários. O ‘revogaço’ teve como pilares a agilidade, a simplicidade e a inovação, e consistiu na identificação e análise de leis e decretos que estabeleciam exigências descabidas ou exageradas. Foi possível diagnosticar os principais entraves causados pelo excesso de burocracia governamental que afetavam diretamente o ambiente de negócios e a competitividade de organizações, resultando na revogação, unificação ou alteração de atos normativos. Para este ano de 2021, está prevista a segunda fase do projeto que visa a revogação de leis.

Ibaneis decreta estado de calamidade pública na saúde do DF devido à pandemia

Ocupação de leitos de UTI chegou a 100% ontem (8). Decreto entra em vigor hoje (9)

O governador Ibaneis Rocha (MDB) decretou nesta terça-feira (9) estado de calamidade pública na área de saúde do Distrito Federal. A medida entra em vigor imediatamente e vale “enquanto perdurar os efeitos da pandemia do novo coronavírus”.

A regra foi publicada no Diário Oficial e cita o “risco iminente de superlotação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e unidades hospitalares na fase aguda da pandemia“. A publicação ocorre um dia após o Executivo determinar “toque de recolher” na capital

A Secretaria de Saúde divulgou nesta segunda-feira (8) que o DF registra 4.979 óbitos pela doença, e os infectados somam 308.539. No mesmo dia, a rede pública de saúde alcançou a taxa de 100% de ocupação dos leitos de UTI reservados para casos da Covid-19. O índice mais atualizado é de 95% de lotação.

O decreto considera ainda “o emprego urgente de medidas de prevenção, controle e contenção de riscos, danos e gravos à saúde pública”, para evitar a disseminação da doença na capital federal.

Em meio à alta de casos de Covid-19, o governador também determinou toque de recolher no Distrito Federal, entre as 22h e as 5h. A regra começou a valer nesta segunda-feira (8).

Em dezembro do ano passado, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou a prorrogação da situação de calamidade pública em Brasília devido à pandemia do novo coronavírus. A validade da medida foi estendida ate 30 de junho de 2021.

Demanda por transporte público no Distrito Federal cai durante o lockdown

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Média de embarques nos ônibus e metrô caiu cerca de 50% em relação a 2020

A demanda por transporte público no Distrito Federal caiu cerca de 50% nos primeiros meses de 2021, em relação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com os registros do sistema de bilhetagem, o uso de ônibus e metrô para deslocamento na capital caiu mais ainda após o decreto de restrição de algumas atividades pelo Governo do Distrito Federal. O mês de março começou com queda acentuada de embarques nos terminais e estações.

Desde o final de dezembro de 2020, a média de acessos aos ônibus do Sistema de Transporte Público Coletivo (STPC/DF) era de 680 mil embarques por dia útil, passando para um pouco mais de 700 mil no mês de fevereiro de 2021. Na semana passada, antes da edição do decreto de restrição de atividades, os coletivos do DF receberam em média 735 mil acessos por dia útil.

O dia em que o sistema de bilhetagem registrou a maior demanda por ônibus em 2021 foi 25 de fevereiro, com 749 mil acessos. No ano passado, o maior pico registrado no início do ano foi de 1,360 milhão de acessos, no dia 9 de março

A demanda por transporte público voltou a cair com o início do das medidas restritivas. A média de acessos aos ônibus do STPC/DF nos dias úteis da primeira semana de março de 2021 caiu para 625 mil embarques. No mesmo período do ano de 2020, a média de acessos foi mais que o dobro, com registro de 1,244 milhão de embarques. O dia em que o sistema de bilhetagem registrou a maior demanda por ônibus em 2021 foi 25 de fevereiro, com 749 mil acessos. No ano passado, o maior pico registrado no início do ano foi de 1,360 milhão de acessos, no dia 9 de março.

O metrô também registrou queda de passageiros nos primeiros meses do ano. No mês de fevereiro de 2020, o total transportado correspondeu a 3,4 milhões de acessos, caindo para 1,9 milhão de embarques em fevereiro de 2021. Na comparação, houve uma redução de 44% na procura pelo transporte metroviário. A média de acessos ao metrô nos dias úteis da primeira semana de março foi 57% menor este ano do que o registrado em 2020, caindo de 168 mil para 72 mil embarques.

Ônibus e metrô operam normalmente

Mesmo com a queda acentuada na demanda de passageiros, a Secretaria de Transporte e Mobilidade manteve as tabelas horárias de todas as linhas de ônibus do Distrito Federal. O sistema continua operando com 100% da frota nas ruas. O metrô também opera com sua capacidade total. A medida tem o objetivo de oferecer mais segurança e garantir o transporte aos passageiros que precisam utilizar os serviços essenciais no período da restrição.

Mesmo com a queda acentuada na demanda de passageiros, a Secretaria de Transporte e Mobilidade manteve as tabelas horárias de todas as linhas de ônibus do Distrito Federal. O sistema continua operando com 100% da frota nas ruas

Como medida de prevenção, todos os coletivos e os trens do metrô passam por higienização. A Semob faz rigorosa fiscalização e as operadoras do transporte público estão cumprindo o protocolo. De acordo com Lei Distrital 6.577/2020, os ônibus são higienizados antes da saída das garagens e ao chegar nos terminais, nos intervalos entre as viagens.

A limpeza é feita com o uso de desinfetante de Hipoclorito de Sódio – Cloro Ativo, nas partes internas dos veículos, tais como corrimãos, barras de apoio de sustentação, roletas e apoios de porta. Durante as viagens, as janelas devem permanecer abertas. Além disso, todos os veículos são lavados ao final da operação, quando retornam à garagem.

A fiscalização da Semob envolve também a obrigatoriedade do uso da máscara nos ônibus. Os motoristas e cobradores devem usar o equipamento de proteção individual e somente permitir o embarque do passageiro que estiver usando a máscara. Caso o passageiro descumpra a regra ou retire o equipamento durante o percurso, o motorista pode interromper a viagem e solicitar apoio policial.

Caso o passageiro identifique alguma irregularidade na viagem, ele pode registrar a manifestação na Ouvidoria pelo telefone 162 ou pelo site http://www.ouvidoria.df.gov.br/. A equipe de fiscalização da Semob será acionada para providências.

Governo faz um apelo pela vida

Secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha, e o adjunto de Assistência à Saúde, Petrus Sanchez, disseram em entrevista coletiva que há pessoas que não se conscientizaram da seriedade do momento que estamos passando | Foto: Lúcio Bernardo Jr / Agência Brasília

Em coletiva à imprensa, GDF detalha medidas restritivas, investimentos em UTIs e reafirma que taxa de transmissão do vírus está em alta

A população da capital da república precisa se envolver mais para ajudar o governo a conter os avanços do coronavírus, que já vitimou quase cinco mil pessoas, só no Distrito Federal. Esse é o entendimento do GDF apresentado pelo secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha, e o secretário adjunto de Assistência à Saúde, Petrus Sanchez, em coletiva à imprensa realizada nesta tarde de segunda-feira (8), no Palácio do Buriti.

 

“O maior índice de contaminação ocorre justamente no período noturno e, infelizmente, continua ocorrendo”Gustavo Rocha, secretário da Casa Civil

Após decretar o toque de recolher no período noturno de 22h às 5h da manhã, o Executivo voltou a apelar para a colaboração popular. Segundo o secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha é necessário diminuir com urgência as aglomerações e, consequentemente a taxa de transmissibilidade do vírus, que passa de 1,32. “O maior índice de contaminação ocorre justamente no período noturno e, infelizmente, continua ocorrendo. Há pessoas que não se conscientizaram da seriedade do momento que estamos passando – o Brasil, o mundo todo -, e continuam nas suas aglomerações, continuam saindo”, explicou o gestor.

Segundo Rocha, há 10 dias essas taxas estavam bem mais baixas e, a preocupação do governo é com daqui a algumas semanas. “O que está sendo visto hoje nas ruas, será refletido em mais e mais gente contaminada”, afirmou ao se dizer bastante preocupado.

Ele detalhou ainda que o GDF tem intensificado a contratação de novos leitos de UTI, “mas nada será suficiente” se as taxas de infecção e reinfecção não baixarem. “Já foram abertos 264 leitos a mais do que existia. Todos esses leitos já foram ocupados. Na medida que abrem leitos, eles são ocupados no mesmo momento”, lamentou.

Para o secretário Petrus Sanchez, o pedido de colaboração do governo para evitar aglomerações é algo mais temporário que foi no passado. Ele lembrou que com a chegada da vacina, e os bons resultados apresentados, a colaboração será essencial para evitar mais mortes. “A vacinação de idosos, a partir de 80 anos de idade, com 30 dias, surtiu efeito – e já mostrou que esse público já não repercute na internação, quando comparado ao público de 65 a 79 anos”, apontou. “Esse é um dado que ficou bem nítido na nossa equipe de avaliação. A vacinação protege bem, mas enquanto estamos avançando na vacinação, precisamos que todos redobrem os cuidados”, destacou.

Sanchez disse que o governo está fazendo um esforço enorme para recompor os leitos para conseguir acolher quem necessitar da internação, mas precisa que a população volte a se envolver com mais seriedade às medidas restritivas. “Em 2020, tivemos uma taxa de isolamento alta, quando a população se comportou muito bem, mais de 60% de isolamento. Agora, com medidas restritivas, não se consegue chegar a 40% de taxa de isolamento”, lamentou.

Para ele, a melhor gestão no momento não é apenas garantir a ampliação de leitos. “Se não tivermos o controle da disseminação da doença, vamos consumir todos os leitos, de enfermaria e de UTI. Daí a importância do trabalho conjunto com a população, tendo ciência que ela tem um papel fundamental para controlar a disseminação do Covid”, apelou.

Senador Izalci Lucas acredita que Marco Legal das Startups vai fomentar criação de mais empresas inovadoras

Saiba mais sobre o projeto de lei que cria regras e incentivos às startups

O senador Izalci Lucas (PSDB/DF) comemorou o Marco Legal das Startups, aprovado pelo Senado na última semana. Segundo o parlamentar, a proposta vai melhorar o ambiente de negócios para os empreendedores e as empresas que vivem de inovação.

“É uma matéria muito importante para o País, principalmente para os jovens empreendedores. O Brasil precisa de mais startups, e este marco regulatório vai possibilitar, incentivar a criação de empresas. O Brasil está precisando gerar emprego e renda e empreendedores”, disse.

Arte: Brasil 61

Proposta

Em primeiro lugar, o Projeto de Lei Complementar 146/19, que dá forma ao Marco, estabelece o que são as startups. Segundo o texto, são as empresas, nascentes ou em operação recente, cuja atuação se caracteriza pela inovação aplicada a modelos de negócios ou a produtos ou serviços ofertados. De acordo com a Lei Complementar, para se enquadrar como startup, a empresa deve ter receita bruta de até R$ 16 milhões por ano, além de estar inscrita no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) há menos de dez anos.

O texto permite que as startups recebam dinheiro de investidores sem que esses tenham que participar da gestão ou de qualquer decisão no negócio. Com o objetivo de dar mais segurança jurídica e incentivar os aportes nesses negócios, os investidores não vão ter que responder por qualquer dívida da empresa, mantendo o seu patrimônio protegido.

Amanda Caroline, advogada especialista em Direito Empresarial, destaca que o projeto de lei acerta ao conferir proteção ao patrimônio dos investidores. “Um dos aspectos principais é que no caso de desconsideração da personalidade jurídica, que é uma forma de perquirir bens, o patrimônio da empresa não será afetado. Isso confere maior segurança jurídica e atrai mais investidores.”

Administração Pública

O Projeto de Lei Complementar também regula a contratação de startups pela administração pública por meio de regras específicas de licitação. Assim, o poder público vai poder ofertar determinadas licitações apenas para startups. A condição para isso é que estejam sendo procuradas soluções inovadoras. A depender do edital, mais de uma empresa vai poder ser contratada. O custo máximo que a administração vai poder pagar é de R$ 1,6 milhão por contrato.

Além disso, o poder público poderá contratar pessoas físicas ou jurídicas para o teste de soluções inovadoras, mesmo que haja chance de o empreendimento não dar certo, o chamado risco tecnológico. Os parlamentares também aprovaram uma medida que garante que a administração pública vai pagar o serviço à startup vencedora antes da entrega, de modo que ela tenha condições de iniciar os trabalhos.

Sandbox e Compra de Ações

O Marco possibilita a criação de um sistema, o Sandbox Regulatório, que dá mais liberdade às empresas de inovação. Na prática, agências de regulação, como a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), vão poder suspender, temporariamente, determinadas normas exigidas das empresas que atuam no setor.

Em tese, isso facilitaria o trabalho experimental das startups. Os critérios de duração e alcance da suspensão das normas, bem como as regras flexibilizadas serão de responsabilidade dos órgãos públicos e das agências reguladoras.

O relator da matéria no Senado retirou do texto o dispositivo denominado “stock options”. Por meio dele, os funcionários da startup poderiam usar a chamada opção de compra de ações. Assim, uma pessoa poderia trabalhar recebendo um salário efetivo menor e, no futuro, ganhar um complemento em ações. Segundo ele, esse assunto deve ser tratado em outro projeto, específico para esse fim.

Startups no Brasil

O Brasil tem 13.378 startups, segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups). Há dez anos, eram apenas 600, o que significa um crescimento superior a 2.000% em uma década. O conceito do que é uma startup, que foi inclusive, definido no marco legal, não é um consenso. A depender da fonte, pode variar.

A proposta que traz regras e incentivos a essas empresas volta à Câmara dos Deputados, onde foi aprovada no fim do ano passado, uma vez que os senadores alteraram o texto original.

Fonte: Brasil 61

Lotação do transporte público aumenta o risco de contágio pela Covid-19

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Segundo os infectologistas, quanto mais longa a viagem, em ambientes cheios e fechados, maior o risco

Um dos desafios da pandemia tem sido evitar o contágio pelo coronavírus no transporte público. Apesar da obrigatoriedade do uso de máscaras, a aglomeração de ônibus e vagões lotados se torna um cenário propício para transmissão da doença, o que preocupa autoridades sanitárias e milhares de brasileiros que dependem do meio para se locomover diariamente.

Segundo o professor da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Mobilidade Urbana, Carlos Penna, em vários países é feito um rígido controle da quantidade de passageiros, mantendo uma média de um passageiro por metro quadrado. Enquanto aqui no Brasil os ônibus circulam lotados como de costume, trafegando com uma média de quatro a seis passageiros por metro quadrado.

“As pessoas se encostam, esfregam, pegam os mesmos puxadores, sentam nos mesmos assentos e respiram o mesmo ar contaminado por horas. Mesmo antes da pandemia essa concentração de passageiros já era condenada por ser considerada insalubre”, declarou.

A ciência ainda estuda como se dá exatamente a transmissão da Covid-19, mas os estudos indicam que é principalmente por gotículas expelidas por uma pessoa infectada. Por isso, infectologistas concordam que o transporte público é um foco de contágio e dizem que quanto mais longa a viagem, em ambientes cheios e fechados, maior o risco.

O médico e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Julival Ribeiro, acredita que o correto seria que o estado determinasse que apenas pessoas sentadas pudessem utilizar o transporte. Ele define com um risco altíssimo, sobretudo, com as novas variantes que circulam pelo País.

“Mesmo que as pessoas estejam usando máscaras e elas não forem de boa qualidade, não estiverem cobrindo bem a face, ocorre sim a possibilidade de ocorrer a transmissão dentro do ônibus do coronavírus e essa pessoa ser infectada”, afirmou.

Segundo o infectologista, países da Europa já recomendam o uso do transporte público com uma máscara cirúrgica formando uma primeira camada de proteção e uma de pano por cima.

Alternativas

Para tentar reduzir a aglomeração de passageiros nos ônibus, a Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (RN) anunciou que vai aumentar o número de viagens realizadas por 15 linhas nos horários de pico. O município vai fazer a “reformulação imediata” de 30% das ordens de serviço em operação, determinando acréscimo de 30% no número de viagens nos horários entre 6h e 7h e 17h e 18h.

Também na tentativa de frear a circulação do vírus no momento crítico, em Araraquara (SP) foi determinada a higienização de hora em hora dos coletivos. Toda vez que o ônibus entra no terminal ele é higienizado.

Já no município de Itajaí (SC), foi definida para o transporte coletivo urbano municipal a capacidade de 50% de passageiros sentados em todos os níveis de risco. Em Canoas (RS), a prefeitura prometeu multar a empresa de ônibus Sogal em caso de aglomeração nos ônibus.

Fonte: Brasil 61

 

HOJE (9) TEM LIVE SHOW COM A BANDA AMANITA

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Nesta terça-feira (9), a partir das 20h, tem show da banda brasilense Amanita Muscaria ao vivo pela internet, no canal do YouTube da banda (@amanitarock.df)

Formada por Derez Marquez (voz), Beto Oliveira (guitarra), Thiago Amaral (baixo) e Dudu Carvalho (bateria), a Amanita, como é chamada carinhosamente por seus fãs, tem 25 anos de estrada e promete uma apresentação que vai passar por toda a discografia já lançada pela banda.

Distrito Federal decreta toque de recolher entre 22h e 5h a partir desta segunda

Governo restringe a circulação de pessoas sob pena de multa. Só poderão funcionar serviços de saúde e a cobertura da imprensa

Com o risco eminente de superlotação das UTIs e o alto número no índice de transmissão do coronavírus em todo o Distrito Federal, o governo local decretou o fechamento de todas as atividades comerciais de 22h às 5h. O toque de recolher atinge também a circulação de pessoas nas ruas, sob pena de multa de R$ 2 mil. A determinação, já em vigência, está no Decreto nº41.874, publicado em edição extra do Diário Oficial do DF desta segunda-feira (8).

“Todos deverão permanecer em suas residências em período integral, ressalvado o deslocamento realizado, em caráter excepcional, para atender a eventual necessidade de tratamento de saúde emergencial, ou de aquisição de medicamentos em farmácias”, diz a publicação.

Segundo a determinação, será admitido, ainda, o deslocamento individual realizado após as 22h, desde que configurada a intenção de retorno à residência logo após a jornada de trabalho regular.

 

“Todos deverão permanecer em suas residências em período integral, ressalvado o deslocamento realizado, em caráter excepcional, para atender a eventual necessidade de tratamento de saúde emergencial, ou de aquisição de medicamentos em farmácias”, diz a publicação.

O decreto exclui alguns serviços essenciais como hospitais, clínicas médicas e veterinárias, farmácias, postos de gasolina e funerárias. Quanto aos serviços de vendas por delivery, o governo alerta que só poderão ser feitos até o último pedido realizado no início do horário do toque de recolher.

“Poderão ser realizadas, em caráter residual, em todo o Distrito Federal, até as 23h, caso a ordem de serviço tenha sido comandada, por qualquer meio registrável, até as 22h, ficando o estabelecimento autorizado a funcionar exclusivamente para finalizar as referidas entregas”.

O governo destaca que o transporte coletivo permanecerá em funcionamento de forma a atender as emergências e necessidade de deslocamento inadiáveis. A proibição de circular no horário de 22h às 5h não se aplica a servidores públicos, civis ou militares, a agentes de segurança privada e aos profissionais de saúde e imprensa em atividade.

Também estão fora os membros do Poder Judiciário, do Ministério Público, das Polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros, a advogados em diligência de cumprimento de alvarás de soltura, tampouco a representantes eleitos dos Poderes Legislativo e do Executivo, no âmbito federal ou distrital, desde que devidamente identificados.

O toque de recolher que entra em vigor às 22h de hoje (8) tem validade até as 5h do dia 22 de março. A fiscalização será realizada pela Força-tarefa instituída pelo Decreto nº 41.849, de 27 de fevereiro de 2021, que inclui entre outros as polícias Militar e Civil; o Corpo de Bombeiros; DF Legal e Vigilância Sanitária.

Governador Ibaneis investe R$ 36 milhões em mais três hospitais de campanha

Licitação da estrutura física das unidades foi publicado nesta segunda-feira (8) e prevê a instalação de até 300 leitos

O Governo do Distrito Federal (GDF) vai investir R$ 36 milhões na construção de três hospitais de campanha para o tratamento de pacientes com coronavírus (Covid-19). Cada unidade terá até 100 leitos, podendo chegar a 300 novos. Além disso, o Executivo local planeja a ampliação do hospital regional de Santa Maria para reforçar o atendimento.

Os hospitais de campanha serão erguidos nas regiões Central, Oeste e Sul, em endereços a serem definidos pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). A preferência do governo é que eles sejam instalados no Plano Piloto, Ceilândia e Gama, mas tanto os locais como as cidades escolhidas podem mudar, de acordo com o resultado da licitação.

“Hoje já temos mais leitos do que no primeiro pico da doença, mas estamos fazendo de tudo para ampliar. Temos um limite para isso, até porque não há pessoal para as equipes intensivas necessárias. Esses hospitais de campanha vão ajudar neste esforço, mas esperamos que a população também faça a sua parte e se cuide”, afirmou o governador Ibaneis Rocha.

O prazo de execução para a montagem de cada hospital é de 20 dias, contados após a finalização do processo de contratação, que será feita por meio de pregão eletrônico para agilizar a ação. O contrato terá duração de 180 dias, prorrogáveis por períodos sucessivos enquanto vigorar o estado de calamidade pública.

A contratação da estrutura dos hospitais está a cargo Novacap, enquanto os equipamentos e a mão de obra ficarão sob responsabilidade da Secretaria de Saúde. “Já temos quase cinco mil mortos pela covid-19 no Distrito Federal e a taxa de infecção está muito alta e enfrentamos um momento crítico. Estamos atentos também para as taxas de reinfecção”, afirma o secretário de saúde, Osnei Okumoto.

A ocupação de leitos de UTI tem se mantido na casa dos 90%, causando preocupação nos médicos e técnicos da Secretaria de Saúde (SES). Às 10h10 desta segunda-feira (8), a Sala de Situação mostrava que a ocupação total de leitos no DF é de 87,44%. Se considerados somente os leitos de UTI, a ocupação é de 96,34%.