Ações ocorreram em cinco regiões administrativas e flagraram motoristas alcoolizados e sem habilitação
Brasília, 9 de março de 2026 – O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou, entre sexta-feira (6) e domingo (8), uma série de operações de fiscalização em diferentes regiões administrativas do DF. As ações ocorreram em Brazlândia, Paranoá, Recanto das Emas, Riacho Fundo e Taguatinga.
Durante as abordagens, 324 condutores foram fiscalizados e os agentes registraram 154 infrações de trânsito. Entre as irregularidades identificadas, 63 motoristas foram autuados por dirigir sob efeito de álcool e 22 por conduzir veículos sem possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Também foram registradas 15 autuações por escapamentos irregulares e outras 54 por diferentes infrações.
Um dos casos mais graves ocorreu no sábado (7), no Recanto das Emas. Durante patrulhamento, equipes do Detran-DF identificaram um veículo Fiat Mobi trafegando em alta velocidade, realizando manobras em zigue-zague e ultrapassagens perigosas. Ao abordar o automóvel, os agentes constataram que o motorista não possuía habilitação e que o veículo havia sido entregue a ele pelo passageiro, proprietário do carro.
O condutor realizou o teste do etilômetro, que apontou 0,35 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, valor que configura crime de trânsito de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Durante a fiscalização, também foi verificado que o veículo estava com o licenciamento vencido desde 2020.
Diante das irregularidades, motorista e proprietário do veículo foram encaminhados à 27ª Delegacia de Polícia. Além das medidas administrativas, ambos podem responder por crimes previstos na legislação de trânsito.
Segundo o CTB, dirigir sob a influência de álcool é considerado infração gravíssima, com multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Quando o teste do etilômetro registra concentração igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, a conduta passa a ser considerada crime, com pena que pode variar de seis meses a três anos de detenção, além de multa e suspensão ou proibição de obter habilitação.
A legislação também prevê punição para quem permite ou entrega a direção de um veículo a pessoa não habilitada. Nesses casos, a infração é classificada como gravíssima, com multa de R$ 880,41 e sete pontos na CNH. Dependendo da situação, a conduta também pode ser enquadrada como crime de trânsito, com pena de detenção de seis meses a um ano ou aplicação de multa.
Expansão da UnDF ampliou cursos, reforçou o quadro docente e impulsionou a formação de profissionais; governo vai investir R$ 25 milhões este ano para fortalecer o quadro acadêmico e implantar o campus de Ceilândia
O número de estudantes matriculados na rede pública de ensino superior do Distrito Federal cresceu 77% entre 2019 e 2024, passando de 773 para 1.371 alunos, segundo o Censo da Educação Superior. O total reúne matrículas da Universidade do Distrito Federal (UnDF), da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) e da Escola de Governo (ESG), todas gerenciadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF). A expansão é puxada principalmente pela UnDF, que ampliou cursos e vagas a partir de 2022.
Dados do Censo da Educação Superior também apontam crescimento na formação de profissionais. Entre 2019 e 2024, as instituições públicas do DF diplomaram 929 estudantes. O número anual de concluintes subiu de 123, em 2019, para 191 em 2024. “Nós tínhamos uma determinação legal, prevista no Plano Distrital de Educação, de ampliar a oferta pública e implantar a universidade. O DF já previa, há muitos anos, um sistema público distrital de educação superior”, afirma a reitora pro tempore da UnDF, Simone Benck. “A lei cria a universidade, cria a carreira docente e também o fundo, com recursos vinculados e cumulativos, para dar estrutura e sustentação à instituição.”
Simone Benck comemora o aumento de vagas de ensino superior público no DF, com a expansão da UnDF | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
Criação e expansão da UnDF
A UnDF foi criada em 2021, com normas que estruturaram a instituição, a carreira do magistério superior e o fundo da universidade. A partir de 2022, avançou com estatuto, regimento interno, concurso para docentes e elaboração dos projetos pedagógicos.
Em 2023, abriu nove cursos de graduação, com 360 vagas, e consolidou o campus do Lago Norte, além de iniciar políticas de assistência estudantil e sistemas acadêmicos. Segundo balanço institucional da universidade, o total de estudantes na UnDF chegou a 1.025 em 2023, ultrapassou 1,3 mil em 2024 e chegou a 1.955 em 2025. No mesmo período, a oferta de cursos cresceu de dois para 19, com ampliação de bolsas de assistência, iniciação científica e extensão. As atividades se distribuem hoje em unidades no Lago Norte, Asa Norte e Samambaia, com previsão de expansão para Ceilândia.
Reforço de pessoal e novo campus
Para sustentar a ampliação, o Governo do Distrito Federal autorizou a nomeação de 110 docentes e 35 técnicos para reforçar o quadro da UnDF. Na infraestrutura, há previsão de investimento de cerca de R$ 25 milhões em 2026 para fortalecer a estrutura acadêmica e viabilizar a implantação do campus de Ceilândia.
O GDF também firmou contrato de aluguel de um prédio privado na região, no valor de R$ 110,5 milhões distribuídos em cinco anos, como parte da estratégia para estruturar a nova unidade. A expectativa é que o campus entre em funcionamento ainda neste ano, com cursos como Nutrição, Enfermagem e licenciaturas.
A reitora afirma que a expansão busca aproximar a universidade das regiões com maior demanda por vagas. “Levar a UnDF para Ceilândia significa reconhecer um bolsão com muitos jovens que concluem o ensino médio e que têm poucas perspectivas de ingressar na universidade ou no mercado de trabalho. A oferta pública precisa chegar onde a necessidade é maior.”
Pesquisa, extensão e permanência
A UnDF ampliou os programas de bolsas de iniciação científica e inovação, dobrando de 30 para 60 bolsas em 2025. No mesmo período, também expandiu projetos de extensão e programas de pesquisa.
Além da ampliação de vagas, a universidade aponta a permanência estudantil como um dos principais desafios do ensino superior. “A universidade não pode ter como meta apenas abrir vagas. Ela precisa olhar para quem permanece e conclui”, diz Simone Benck.
Desde os primeiros ingressos, a universidade implantou auxílios como permanência, transporte e creche, além de ações de saúde mental e incentivo à participação em projetos de pesquisa, extensão e estágios.
Vivência dos estudantes
Rayane Christine Sousa Silva estuda Gestão Ambiental e já faz planos para a pós-graduação
No campus do Lago Norte, a estudante Rayane Christine Sousa Silva, do segundo semestre de Gestão Ambiental, conseguiu retomar o projeto de cursar o ensino superior depois de precisar interromper outra graduação. Ela chegou a iniciar biologia em outra instituição, mas precisou abandonar o curso para conseguir trabalhar. “Lá era período integral e eu não consegui continuar”, conta.
Na UnDF, essa realidade mudou. A estudante passou a ter uma carga horária de meio período e conseguiu conciliar trabalho e estudos. “Aqui se encaixou na minha rotina. Facilitou muito. Sem falar da estrutura daqui, que está ótima. Sempre que a gente precisa de apoio, a secretaria e os setores da universidade ajudam”, acrescenta Rayane. Graças ao apoio e acolhimento da universidade, os planos para a aluna são ainda maiores: “Quero me formar aqui e depois fazer pós-graduação também.”
Também no início da graduação, a estudante Ana Luísa Ogliari decidiu mudar de faculdade para ingressar na Universidade do Distrito Federal. Ela cursava psicologia em uma instituição privada e estava no terceiro semestre quando participou do processo seletivo da UnDF.
A estudante de psicologia Ana Luísa Ogliari trocou de faculdade e foi para a UnDF: “Pesei os prós e contras e percebi que valia muito a pena vir para cá” | Foto: Arquivo pessoal
“Quando saiu o resultado, fiquei muito animada e esperançosa de entrar. Pesei os prós e contras e percebi que valia muito a pena vir para cá”, conta Ana Luísa, que faz parte da primeira turma de psicologia da universidade.
Para ela, as atividades de pesquisa, extensão e projetos acadêmicos — características próprias de uma universidade — foram decisivas na escolha. “A formação é muito voltada para a prática e para a sociedade. A gente não fica só no conteúdo teórico. Aqui trabalhamos mais com a aplicação do que aprendemos e com a realidade social.”
Assim como a colega Rayane, os planos acadêmicos de Ana Luísa ainda estão em construção: “Quero fazer mestrado e doutorado. A psicologia tem muitas possibilidades e ainda estou conhecendo melhor cada área.”
Novas oportunidades de ingresso
A universidade tem lançado editais para ampliar o acesso. Entre as ações previstas está a oferta de 214 vagas remanescentes para o primeiro semestre de 2026, além de novos processos seletivos voltados à ocupação de vagas disponíveis nos cursos.
A nova unidade prevista para Ceilândia deve ampliar a oferta de vagas na rede pública de ensino superior do DF.
Participação feminina cresce na gestão pública e avança em áreas estratégicas da administração distrital
As mulheres são maioria no serviço público do Distrito Federal. Elas representam 54,62% dos servidores efetivos do Governo do Distrito Federal (GDF): 66.459 profissionais em um universo de 121.679 servidores. A presença feminina também avança em cargos de liderança e na formulação de políticas públicas.
Além de predominar na força de trabalho do governo, as mulheres também ampliam presença em postos estratégicos da gestão pública. Das 33 secretarias de Estado do DF, seis são ocupadas por mulheres no primeiro escalão da administração, incluindo a vice-governadora Celina Leão e cinco secretárias de Estado, o equivalente a cerca de 18% das posições nesse nível da estrutura governamental.
Para a vice-governadora Celina Leão, promover o desenvolvimento das mulheres não é apenas uma pauta social. “É uma agenda estratégica de crescimento, de competitividade e de futuro para o país. Quando ampliamos oportunidades para as mulheres, fortalecemos a economia, impulsionamos a inovação e construímos uma sociedade mais justa. As mulheres não estão pedindo espaço. Estão demonstrando todos os dias que sabem ocupá-lo com competência, coragem, sensibilidade e responsabilidade. A presença feminina nos espaços de decisão amplia o olhar sobre os desafios e torna as escolhas públicas mais humanas, mais eficientes e mais conectadas com a realidade das pessoas”, afirma.
Para a vice-governadora Celina Leão, promover o desenvolvimento das mulheres não é apenas uma pauta social. “É uma agenda estratégica de crescimento” | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília
A participação feminina também aparece nas administrações regionais. Atualmente, cinco das 35 regiões administrativas do DF são comandadas por mulheres, cerca de 14% das chefias locais da estrutura governamental.
Presença majoritária em áreas estratégicas
Em áreas essenciais da administração pública, como educação, saúde e assistência social, a presença feminina é ainda mais expressiva.
Na Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), as mulheres representam 68,51% do quadro de servidores: 22.431 profissionais entre os 32.742 trabalhadores da pasta.
Nos cargos comissionados da secretaria, a participação feminina também é majoritária. Das 4.474 funções de gestão, 2.977 são ocupadas por mulheres, o equivalente a 66,54% do total. A maior concentração feminina está em cargos de supervisão, vice-direção, direção e chefia de secretaria.
Para a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, tantas mulheres em posições de liderança na educação pública do Distrito Federal são motivo de orgulho. “São profissionais que conduzem a gestão com sensibilidade, dedicação e competência, transformando, dia após dia, a realidade das nossas escolas”, afirma.
Na Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), a participação feminina também se consolidou nos últimos anos. As mulheres representam 62,8% do quadro de servidores da pasta: 1.113 profissionais entre 1.771 trabalhadores. Entre os cargos de chefia, elas ocupam 60,5% das funções de liderança, com 178 mulheres em 294 postos.
Segundo a secretária Ana Paula Marra, ampliar a presença feminina na gestão fortalece a qualidade das políticas públicas. “Quando uma mulher ocupa um cargo de liderança, ela não sobe sozinha. Ela leva consigo repertório, escuta, vivência e compromisso com quem está na base”, afirma.
Segundo a secretária de Desenvolvimento Social Ana Paula Marra, ampliar a presença feminina na gestão fortalece a qualidade das políticas públicas | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília
A presença feminina também cresce em áreas tradicionalmente ocupadas por homens. Na segurança pública, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) é comandada pela coronel Ana Paula Barros Habka, enquanto as mulheres representam cerca de 15% do efetivo da corporação.
Na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a participação feminina também aumenta. Hoje, as mulheres correspondem a cerca de 30% do efetivo, ocupando funções como delegadas, peritas e papiloscopistas.
O movimento também aparece em áreas ligadas à inovação e gestão pública. Na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal, as três subsecretarias são ocupadas por mulheres, responsáveis por áreas como administração, desenvolvimento tecnológico e inclusão digital.
A presença feminina também cresce em áreas tradicionalmente ocupadas por homens. Na segurança pública, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) é comandada pela coronel Ana Paula Barros Habka | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Formação e qualificação
O protagonismo feminino também aparece na qualificação do serviço público. Na Escola de Governo do Distrito Federal (Egov), cerca de 70% dos servidores atendidos nos programas de capacitação são mulheres.
Para a diretora-executiva da instituição, Juliana Tolentino, o dado reflete a crescente participação feminina na formação da administração pública. “Sob a direção de mulheres, a Escola de Governo consolida um modelo de gestão orientado por competência técnica, sensibilidade social e compromisso com a equidade”, afirma.
A ampliação da presença feminina no serviço público do Distrito Federal reflete mudanças graduais na gestão pública e maior diversidade na tomada de decisões. Com presença crescente em diferentes áreas da administração, as mulheres participam diretamente da formulação e execução de políticas públicas que impactam a vida da população do DF.
Maior salário é de R$ 3,8 mil. Interessados devem cadastrar o currículo no aplicativo da carteira de trabalho digital ou ir a uma das 16 agências do trabalhador
As agências do trabalhador do Distrito Federal abrem a semana, nesta segunda-feira (9), 734 vagas disponíveis para quem procura um emprego. As oportunidades contemplam candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência. Os salários chegam a R$ 3,8 mil.
O posto com maior remuneração é o de gerente de hotel, em Sobradinho. Há uma vaga aberta, para pessoas com ensino médio completo e experiência comprovada.
Outros cargos destacam-se pela quantidade de vagas disponíveis. Entre eles, o de servente de obras, em Samambaia Sul, com 50 oportunidades. A função não exige experiência comprovada, mas pede ensino fundamental completo. O salário é de R$ 1.639, além de benefícios.
Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.
Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF).
O Fluminense entrou em campo em busca da conquista do campeonato carioca contra o Flamengo.
A partida começou muito estudada, com os 2 times cautelosos.
Até os 15 minutos o Flamengo teve mais posse de bola em razão dos erros de passe dos jogadores do Fluminense, mas a partir daí veio o equilíbrio em razão do Flamengo também abusar dos erros de passe.
O Fluminense não conseguia fazer a transição entre defesa-meio campo-ataque porque a bola não chegava em Acosta que é quem distribui o jogo no Fluminense.
Foi um primeiro tempo sem maiores emoções, o que não impediu que Freytes cometesse erros infantis que poderiam levar perigo a Fábio.
Enfim, precisa consertar os erros para que o meio campo auxilie a defender e crie jogadas de ataque.
Voltamos para o segundo tempo e as equipes se soltaram um pouco em busca do resultado.
A partida tem muita transpiração e quase nenhuma inspiração, numa pobreza técnica inimaginável num clássico.
Aos 30 minutos entram Savarino, Guga e Arana, saindo Serna, Samuel Xavier e Renê.
Aos 39 minutos entram Ganso e Otávio, saindo Hércules e Acosta.
Nada se alterou e a partida terminou 0x0, levando a decisão para os penaltis.
Foi uma péssima partida tecnicamente, em que os 2 times não apresentaram nada que justificasse a presença numa final de campeonato, campeonato maculado por uma série de “coincidências” que não se via há muito tempo.
Cobrança de pênaltis:
A primeira cobrança foi do adversário que converteu;
Ganso bateu e converteu;
O adversário bateu o segundo e Fábio defendeu;
Savarino cobrou e marcou;
O adversário cobrou e marcou;
Guga bateu e perdeu;
O adversário bateu e converteu;
Arana bateu e converteu;
O adversário bateu e converteu;
JK cobrou e converteu;
Com 4×4 vamos para cobranças alternadas;
O adversário cobrou e converteu;
Otávio cobrou e perdeu.
Melhor em campo: Jemes.
Na próxima quinta-feira as horas visitaremos o Remo em Belém, em busca do reencontro com a vitória.
Bora Fluzão 🇭🇺🇭🇺🇭🇺🇭🇺
Raimundo Ribeiro
Apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor
Pavimentação faz parte do programa Caminho das Escolas e vai beneficiar funcionários e famílias dos 115 estudantes da unidade; obra foi entregue neste sábado (7) pelo governador Ibaneis Rocha
A rotina de estudantes, pais e funcionários da Escola Classe Jardim dos Ipês, em Arapoanga, não mais terá os sacolejos do ônibus, os riscos de acidentes pelos buracos, a lama e a poeira. Isso porque a estrada de 800 metros que leva à unidade acaba de ser asfaltada por meio do programa Caminho das Escolas, do Governo do Distrito Federal (GDF). A obra, que contou com investimento de R$ 1,1 milhão, foi entregue neste sábado (7), em cerimônia com presença do governador Ibaneis Rocha.
“Esse é um dos programas mais bonitos que temos. Ele foi criado no início do primeiro governo, em 2019, com o objetivo de dar mais qualidade de vida para todas essas pessoas que moram e estudam nas regiões rurais. E é isso que a gente vê aqui, famílias e funcionários beneficiados com uma estrada asfaltada e crianças indo à escola com a qualidade e o conforto que merecem”, afirmou o chefe do Executivo.
Para a vice-governadora Celina Leão, o GDF tem um olhar diferenciado para o campo. “As pessoas que querem se fixar no campo, elas precisam de ter acesso à educação. O campo hoje no Distrito Federal, conta com investimento em insumos, maquinário, canais de irrigação e treinamentos. A gente agora também faz esse trabalho com a educação, que para mim é prioridade. Você trazer uma escola com qualidade para que as pessoas possam ter acesso a esse ensino em lugares um pouco mais remotos, A gente fica muito feliz de entregar para a pessoa do campo uma escola de qualidade, com dignidade, que é o asfalto até a porta da escola”, afirmou.
A obra, que contou com investimento de R$ 1,1 milhão, foi entregue neste sábado (7), em cerimônia com presença do governador Ibaneis Rocha | Foto: Renato Alves/Agência Brasília
A pavimentação do trecho de cerca de 800 metros vai beneficiar, além dos funcionários, as famílias das 115 crianças que estudam no local. “O Caminho das Escolas, se eu tiver que definir uma palavra, é dignidade. Porque o estudante chega limpinho, as monitoras estão felizes porque ficavam cheias de poeira, os motoristas, os donos dos ônibus porque atolavam, quebravam. Então, é ganho para todos, é dignidade. Esse é um governo que dá dignidade aos estudantes”, enfatiza a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá.
Que o diga a pequena Evellyn Silva, 10 anos, aluna do 5º ano. “Antes, quando não tinha asfalto, o ônibus balançava muito, às vezes a gente ficava um pouco tonto. Também demorava pera chegar, porque tinha vários buracos e, quando chovia, era difícil ir por causa do barro. Agora, com o asfalto novo, a gente vai bem mais rápido, não fica balançando e não atrasa quando tem chuva”, elenca.
Avó de Evellyn, a cozinheira Michele Alves, 48, acompanhou bem a transformação que a escola passou. “No tempo dos meus filhos, eles sofreram muito, porque iam a pé ou de carroça, não tinha transporte. Hoje tem o ônibus e o asfalto, que foi uma coisa que meus filhos não tiveram no passado. Tinha que botar sacola no pé para poder chegar limpo na escola, totalmente diferente do que minha neta tem hoje. Agora ela está em um mar de rosas”, resume.
Estudantes do 5º e do 2º ano, respectivamente, os irmãos Miguel, 10, e Isabella Leal, 7, são outros que também vão viver esse “mar de rosas”. “É bom ter o asfalto, antes era difícil chegar, o ônibus demorava. Eu tossia bastante, espirrava, porque eu tenho crise de asma e de vez em quando eu ficava ruim”, lembra Miguel. “O ônibus balançava muito e entrava muita poeira, dava agonia, entrava poeira nos olhos. Agora não fica mais”, emenda Isabella.
Mãe dos dois, a orientadora educacional Cristiane Leal, reforça o discurso e ainda acrescenta uma outra questão, a da segurança que uma pista asfaltada traz: “Fico em paz sabendo que meus filhos vão poder ir e voltar bem”.
Programa
O Caminho das Escolas nasceu para reduzir o tempo de deslocamento e facilitar o transporte escolar. Além disso, o acesso asfaltado minimiza os transtornos causados por poeira e lama, e promove melhores condições para a população.
Desde a criação do programa, em 2019, já foram pavimentados mais de 50 quilômetros, com investimento superior a R$ 41 milhões. Em 2025, nove escolas foram atendidas, com mais 20 quilômetros de vias e aproximadamente R$ 27,8 milhões em investimentos.
Inscrições para a etapa distrital do Programa FulbrightDistinguished Awards in Teaching vão até 11 de março
Dar aulas de inglês no Distrito Federal e, alguns meses depois, vivenciar a rotina de uma universidade norte-americana. Essa é a oportunidade oferecida pelo programa Fulbright Distinguished Awards in Teaching (DAI) 2026–2027 aos professores de Língua Inglesa da rede pública de ensino do DF. As inscrições para a etapa distrital estão abertas até a próxima quarta-feira (11), e dois docentes serão selecionados para representar o DF nas fases seguintes do processo seletivo internacional.
Financiado pelo governo dos Estados Unidos, o Fulbright DAI é considerado uma das mais prestigiadas iniciativas internacionais de intercâmbio acadêmico e cultural do mundo. “O programa concede bolsas para professores de inglês aprimorarem sua formação, pesquisarem metodologias de ensino e trocarem experiências culturais em universidades no exterior. Uma oportunidade única de crescimento profissional e intercâmbio cultural”, destaca Fernanda Cavalini, chefe do Núcleo de Língua Estrangeira da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF).
O Fulbright DAI é um programa de cooperação entre Brasil e Estados Unidos voltado ao desenvolvimento profissional de professores da educação básica. Durante aproximadamente cinco meses, os selecionados participam de atividades acadêmicas em uma universidade americana, com foco em formação pedagógica, pesquisa aplicada e intercâmbio cultural.
Segundo Fernanda, a experiência transforma diretamente a prática em sala de aula. “Durante o programa, os docentes têm contato com novas metodologias de ensino, participam de atividades em universidades e escolas dos Estados Unidos e trocam experiências com educadores de diferentes países, o que contribui diretamente para o aprimoramento da prática em sala de aula”, explica.
Os efeitos, porém, vão além do crescimento individual. Ao retornarem ao Brasil, os professores compartilham os conhecimentos adquiridos com colegas e com a comunidade escolar, multiplicando boas práticas e novas perspectivas pedagógicas. “Programas como esse mostram como a cooperação internacional pode contribuir para a valorização docente e para a melhoria da educação pública”, reforça a chefe do núcleo.
Requisitos
Para concorrer, o professor precisa ser efetivo na SEEDF, com estágio probatório concluído, e estar em regência de Língua Inglesa em escola regular ou em um Centro Interescolar de Línguas (CIL). Também é necessário ter licenciatura na área concluída após 31 de dezembro de 2010, pelo menos cinco anos de prática de ensino de inglês após a graduação e, no mínimo, três anos de docência na rede pública.
A candidatura deve ser enviada por processo SEI, no formato restrito, diretamente ao endereço SEE/UNITI/DEINT/GEAPLA/NELE. Os documentos exigidos são documento de identificação, ficha funcional gerada pelo SIGEP, currículo resumido em inglês com telefone e e-mail, diploma de licenciatura, certificado de proficiência em inglês, se houver, e o formulário de candidatura preenchido. Candidaturas enviadas fora do prazo ou em desacordo com as orientações não serão consideradas.
O resultado da etapa distritalserá divulgado no dia 13 de março, com comunicação individual feita pelo e-mail informado no momento da inscrição. Mais informações podem ser obtidas com o Núcleo de Língua Estrangeira pelo telefone (61) 3318-2935 ou pelo e-mail nele.subin@se.df.gov.br.
Número recorde cresce 33% em dez anos, mas empreendedoras ainda enfrentam desigualdade no acesso a crédito e oportunidades
O protagonismo feminino não se limita à celebração do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março. Apesar das vulnerabilidades sistêmicas, as mulheres têm se destacado em diversas áreas da economia brasileira, especialmente no empreendedorismo. De acordo com o relatório técnico do Sebrae referente ao 4º trimestre de 2024, o Brasil registra 30,4 milhões de donos de negócios, dos quais 10,4 milhões são mulheres. O número, recorde da série histórica, representa um crescimento de cerca de 33% nos últimos dez anos.
Esse avanço é impulsionado por iniciativas como as do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), ligado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). O órgão atua para reduzir fragilidades estruturais e ampliar as oportunidades de liderança para mulheres empreendedoras.
Para a presidente do CMEC, Ana Claudia Brada Cotait, o primeiro passo para quem deseja abrir um negócio é a formalização. “A mulher formalizada tem um campo maior de atuação e de ganho de mercado”, afirma.
Brada Cotait destaca ainda a importância da capacitação: “Para ocupar um cargo de liderança, seja como CEO, parlamentar ou empreendedora de serviços, a qualificação é extremamente necessária”.
Desigualdades estruturais
Embora a participação feminina nos negócios tenha registrado crescimento, o cenário ainda revela desigualdades. No 4º trimestre de 2024, as mulheres representavam 51,7% da população em idade ativa, mas apenas 34,1% dos donos de negócios. A diferença expõe fragilidades estruturais que comprometem a sustentabilidade e o crescimento dos empreendimentos liderados pelo público feminino.
Conforme relatório do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), apenas cerca de 25% dos recursos destinados a pequenos negócios chegam às mulheres, enquanto a maior parte das linhas de financiamento beneficia empreendimentos masculinos. A presidente do CMEC aponta a disparidade de acesso ao crédito como um dos principais entraves, o que significa menos capital para investir em estoque, inovação e profissionalização.
Nesse contexto, destacam-se também as taxas de juros cobradas das empreendedoras, que costumam ser mais altas. Estudo do Sebrae indica que as empresárias, sobretudo microempreendedoras, pagam taxas médias efetivas superiores às dos homens.
Outro desafio apontado por Ana Claudia Brada Cotait é a jornada múltipla enfrentada pelas mulheres, que, de acordo com a presidente do CMEC, reduz o tempo disponível para capacitação, networking e gestão estratégica.
Além de administrar o próprio negócio, o Instituto Rede Mulher Empreendedora aponta que 58,3% das empreendedoras são chefes dos domicílios. “Normalmente, a mulher precisa dar conta de inúmeras responsabilidades ao mesmo tempo: trabalhar, cuidar da casa e da família. Muitas são arrimo de família, mães solo que criam os filhos sozinhas. Eu mesma sou um exemplo disso”, relata a empresária.
As desigualdades raciais também atravessam o ecossistema empreendedor. O Sebrae também evidencia, em estudos, que negócios de mulheres negras tendem a ser menores, menos formalizados e com renda média inferior.
Políticas públicas
O cenário evidencia a urgência de um olhar mais atento para a trajetória profissional feminina, especialmente para o desenvolvimento do setor no país.
A deputada federal Adriana Ventura (NOVO/SP) lamenta a falta de apoio e de crédito para as mulheres no contexto do empreendedorismo. Segundo ela, é preciso que entidades se preocupem em capacitar mulheres para que não “dependam de ninguém”.
“Temos algumas iniciativas muito importantes e trabalhos de entidades sérias que realmente querem colocar a mulher onde ela merece estar, capacitá-la e dar todo o apoio necessário. Muitas vezes, a mulher vem empreender por necessidade. São várias as ocasiões em que se vê a falta de conhecimento específico, de apoio, de crédito. Por isso, é muito importante que possamos contar com entidades como a CACB, como o CMEC e tantas outras que buscam realmente inserir a mulher no mercado, para que ela possa se desenvolver, crescer, deixar situações de pobreza e passar a não depender de ninguém”, afirma.
Ventura ressalta ainda que “no mês da mulher, é primordial que todos nós pensemos na importância da mulher na formação de uma sociedade. E, para isso, o empreendedorismo é essencial”.
Brada Cotait reforça que, em 2026, é preciso consolidar os ganhos de participação feminina no setor. Da mesma forma, reduzir diferentes vulnerabilidades que limitam o avanço das mulheres. Para ela, as políticas públicas devem priorizar as seguintes frentes:
Linhas de crédito: ampliar produtos financeiros com juros e garantias compatíveis à realidade de micro e pequenas empresárias, incluindo planos específicos para MEIs lideradas por mulheres e por negras.
Desburocratização dos serviços: expandir e digitalizar capacitação, consultorias e redes de mentoria, com oferta em horários e formatos compatíveis com jornadas reduzidas.
Compras públicas: criar cotas e estímulos para que compras governamentais e grandes cadeias contratem produtos e serviços de empreendedoras.
Documentos foram entregues pelo governador Ibaneis Rocha em mais uma etapa do Regulariza DF, que já emitiu 6,4 mil títulos e documentos de regularização fundiária desde 2019
O governador Ibaneis Rocha entregou, neste sábado (7), 500 escrituras a moradores de Arapoanga, em Planaltina, em mais uma etapa do programa Regulariza DF. Desde 2019, o Governo do Distrito Federal (GDF) emitiu 6.419 títulos e documentos de regularização fundiária.
A cerimônia foi na Quadra 12 de Arapoanga, onde também está instalada a Carreta da Regularização, estrutura itinerante utilizada pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) para atendimento à população e recebimento da documentação necessária à titulação dos imóveis.
Na solenidade, o governador destacou que a regularização da área encerra um processo iniciado há décadas. “Eu conheço Arapoanga há mais de 30 anos. Quando essa ocupação começou, não havia ruas, documentação ou qualquer estrutura. Hoje temos a oportunidade de entregar as escrituras e garantir segurança jurídica às famílias que construíram suas casas aqui ao longo desse tempo”, afirmou.
Segundo ele, o processo exigiu medidas administrativas e legislativas para permitir a titulação. “O governo desapropriou a área e levou o projeto para aprovação na Câmara Legislativa, que previa isenção aos moradores de débitos de IPTU e do imposto de transferência. Isso possibilitou que essas escrituras fossem entregues de forma gratuita. O trabalho continua. Ao final do processo, mais de 8 mil escrituras serão entregues aqui. Nosso governo tem trabalhado para ampliar o acesso à moradia e garantir tranquilidade às famílias”, defendeu Ibaneis Rocha.
Desde 2019, o Governo do Distrito Federal (GDF) emitiu 6.419 títulos e documentos de regularização fundiária | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília
A vice-governadora Celina Leão ressaltou que a titulação também consolida o reconhecimento da cidade. “Durante muitos anos, Arapoanga foi tratada apenas como um bairro. Hoje é uma cidade reconhecida, que recebe investimentos e melhorias. A escritura representa segurança para as famílias que vivem aqui”, afirmou.
De acordo com o diretor-presidente da Codhab-DF, Marcelo Fagundes Gomide, a entrega marca o início da titulação definitiva dos imóveis. “Ao todo, cerca de 2.800 imóveis da região passarão pelo processo de regularização”, explicou.
Para quem recebe até cinco salários mínimos têm a regularização feita gratuitamente. Além disso, houve perdão dos débitos de IPTU acumulados ao longo dos anos. Já para aqueles que têm renda acima desse limite, há descontos progressivos.
Atendimento em Arapoanga
Na região, a coleta de documentos e o atendimento aos moradores ocorreram com apoio da Carreta da Regularização, programa itinerante da Codhab voltado à orientação da população e à abertura dos processos de titulação.
Para quem recebe até cinco salários mínimos têm a regularização feita gratuitamente
A estrutura possui oito guichês de atendimento, instalações acessíveis e funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, além de atendimento aos sábados pela manhã. O investimento na iniciativa é de R$ 4,58 milhões para 12 meses de operação.
A carreta já passou por regiões como São Sebastião, Brazlândia, Riacho Fundo II, Gama, Samambaia, Vila Planalto, Candangolândia, Planaltina e Setor Primavera.
Somente no Arapoanga, os atendimentos ocorreram em diferentes períodos entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, permitindo a entrega de documentos e o avanço das etapas da regularização.
Vida nova
Entre os beneficiados está a dona de casa Nessi Gomes Ribeiro, de 58 anos, moradora da região há 25 anos.
“Eu construí minha casa do nada e esperei 25 anos por esse documento. Hoje estou muito feliz. Agora posso dizer que sou proprietária da minha casa”, contou.
Segundo ela, a escritura traz segurança para a família e abre espaço para melhorias no imóvel.
“Eu sempre quis ampliar a casa, fazer reformas, mas tinha medo porque não tinha documento. Agora posso fazer isso com tranquilidade.”
Outra moradora beneficiada foi Auricélia Pereira da Cruz, de 42 anos, que vive na região desde 1998. “É uma alegria muito grande ter a escritura do imóvel. A gente vive muito tempo na incerteza, sem saber o que pode acontecer. Agora é um alívio. Agora vamos poder reformar e organizar a casa do nosso jeito. É uma conquista muito importante para a família”, acrescentou.
As escrituras entregues neste sábado representam a etapa final de um trabalho iniciado com a convocação dos moradores pela Codhab e a organização da documentação necessária para a titulação dos imóveis.
A ação integra um conjunto mais amplo de iniciativas do governo. Desde 2019, o Distrito Federal emitiu 6.419 títulos e documentos de regularização fundiária. A Carreta da Regularização já registrou 24.649 atendimentos em diferentes regiões administrativas. O projeto itinerante recebeu investimento de R$ 4,58 milhões para 12 meses de operação.
Outras formas de regularização
Além da titulação de imóveis urbanos, o governo também atua na regularização de ocupações em áreas públicas e rurais por meio de instrumentos como a Concessão de Direito de Uso (CDU) e a Concessão de Direito Real de Uso (CDRU).
Esses mecanismos permitem formalizar a ocupação e garantir segurança jurídica para moradores, produtores e empreendedores enquanto o processo definitivo é conduzido pelos órgãos responsáveis.
Modernização melhora visibilidade nas vias, reduz consumo de energia e auxilia no combate à criminalidade
Com quase 316 mil luminárias substituídas desde 2019, o Distrito Federal está perto de concluir a modernização da iluminação pública. A troca das antigas lâmpadas de vapor de sódio por tecnologia LED já alcançou cerca de 97% dos postes em todas as regiões administrativas, segundo a CEB Iluminação Pública e Serviços (CEB IPes).
Água Quente já conta com 100% da iluminação em LED, seguida por Varjão (99,86%), Riacho Fundo (99,86%) e Itapoã (99,56%). A substituição representa um avanço em eficiência energética, sustentabilidade e segurança urbana, com luminárias que oferecem maior luminosidade, luz branca mais uniforme e menor consumo de energia.
De acordo com a CEB IPes, a modernização vai além da economia na conta de energia. Ambientes mais bem iluminados reduzem pontos de sombra, ampliam a visibilidade de vias, praças e áreas de circulação e contribuem diretamente para a sensação de segurança da população, especialmente no período noturno.
Segundo o coordenador de Modernização e Telegestão da companhia, Gleison Salvador, o trabalho entrou na reta final. “Nós já estamos com 97% de Brasília em LED. Faltam apenas de 8 mil a 9 mil pontos, que são justamente os de maior dificuldade de acesso, exigindo uma logística diferenciada”, explicou. A previsão é concluir a modernização nos próximos meses, dependendo das condições climáticas. “A chuva tem atrapalhado bastante, porque trabalhamos com eletricidade e o cuidado precisa ser redobrado”, acrescentou.
Para garantir a qualidade dos equipamentos, a CEB IPes adotou um procedimento inédito durante a execução do programa. Pela primeira vez, todos os lotes de luminárias passaram por testes laboratoriais rigorosos antes da instalação.
Todos os lotes de luminárias passaram por testes laboratoriais rigorosos antes da instalação para garantir a qualidade dos equipamentos
Além da troca das luminárias, a companhia atuou na manutenção da infraestrutura urbana. Somente em 2025, foram substituídos 1.335 postes de aço e concreto em todo o Distrito Federal. No mesmo período, a rede de iluminação sofreu impactos da criminalidade, com o furto de 96 quilômetros de cabos, principalmente no Plano Piloto, Ceilândia, Taguatinga, Samambaia e Planaltina.
Apesar do avanço da modernização, a troca das luminárias não elimina automaticamente problemas elétricos na rede, que podem causar falhas pontuais no funcionamento dos postes.
“A substituição por LED é uma ação voltada especificamente para a luminária. O cabeamento, o comando e toda a estrutura elétrica não fazem parte desse contrato. Por isso, a luminária pode ser nova e ainda assim apresentar falhas, como ficar apagada ou piscando, por causa de problemas elétricos no sistema. Nesses casos, é fundamental que a população acione os canais da CEB para que a equipe de manutenção possa identificar e corrigir a falha”, explicou Gleison Salvador.
Marcos Francisco de Souza, morador do Guará: “A rua ficou mais clara, mais bonita e isso ajuda muito na segurança, principalmente nos becos, que recentemente tiveram a iluminação reforçada”
Cidade mais iluminada e segura
A iluminação urbana é um fator importante na prevenção de crimes. Segundo o subsecretário de Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública (SSP), coronel Carlos Melo, uma cidade mais iluminada favorece tanto a população quanto o trabalho das forças de segurança. “Áreas adequadamente iluminadas, integradas à arquitetura do ambiente, impactam diretamente na sensação de segurança e auxiliam na prevenção de determinados crimes. Isso faz parte de um conceito chamado prevenção criminal por meio da arquitetura do ambiente”, afirmou.
Segundo o coronel, a iluminação branca e uniforme também facilita a atuação da Polícia Militar. “A luminosidade equilibrada permite uma visualização melhor, até mesmo a olho nu, o que ajuda no patrulhamento noturno e no controle das ocorrências”, destacou.
Quem vive o dia a dia das cidades percebe a diferença. O servidor público Marcos Francisco de Souza, de 52 anos, morador do Guará, relata que a substituição foi mais rápida do que o esperado na região. “Disseram que levaria até um ano, mas foi em aproximadamente três meses. Eu vi uma diferença muito grande. A rua ficou mais clara, mais bonita e isso ajuda muito na segurança, principalmente nos becos, que recentemente tiveram a iluminação reforçada”, contou. Para ele, os benefícios vão além da segurança: “Tem a questão da economia, porque consome menos energia, e também a estética. A cidade com luz branca fica muito mais bonita”.
Para o servidor público Edgard Lima de Sousa, a troca das luminárias ampliou a visibilidade noturna e a segurança
Opinião semelhante tem o servidor público Edgard Lima de Sousa, de 47 anos. “Ficou bem mais claro e ajudou bastante. A sensação de segurança melhorou e, para quem dirige à noite, a visibilidade também é muito melhor”, avaliou.
Enquanto as equipes trabalham na modernização, a CEB IPes segue um planejamento interno para atender às demandas da população, que pode acionar a companhia pelos canais oficiais sempre que identificar lâmpadas apagadas, piscando, postes danificados ou suspeita de furto. As solicitações podem ser feitas por aplicativos e canais de atendimento, permitindo que as equipes de manutenção atuem de forma mais rápida e eficiente.