PP e Republicanos ensaiam uma fiel união para 2026, que causará uma remodelagem no cenário político brasiliense








A regularização de templos e entidades religiosas e socioassistenciais avançou nesta terça-feira (5) com a entrega de 12 escrituras públicas de imóveis a representantes deste segmento no Palácio do Buriti. Com as novas documentações, o DF chegou a 400 escrituras lavradas desde 2019.
A iniciativa é mais um avanço promovido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) no sentido de respeitar, fazer justiça e reconhecer o trabalho das religiões pela sociedade. Além da entrega da documentação, o evento no Palácio também marcou o lançamento do 1º edital de Licitação Pública de Concessão de Direito Real de Uso de Imóveis – CDRU-S para concorrência exclusiva de entidades religiosas ou de assistência social, dentro do programa Igreja Legal.

“Chegamos no governo com uma equipe que sabia aonde queria chegar, com consciência da importância das entidades religiosas e das entidades assistenciais aqui no DF”, destacou o governador Ibaneis Rocha | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília
O documento é essencial para as igrejas e templos, visto que boa parte desses prédios funciona em locais alugados e até em áreas residenciais. Com a concessão, não há o risco de precisar mudar de endereço, tendo como contrapartida o pagamento de um preço módico pelo uso do imóvel. O percentual mínimo das propostas será de 0,15% do valor de avaliação da terra nua dos imóveis ofertados. No entanto, esse pagamento também poderá ser feito em moeda social. Isso significa que as instituições podem obter a escritura em troca da prestação de serviços gratuitos à comunidade.
Durante a cerimônia, o governador Ibaneis Rocha fez questão de enaltecer o trabalho social que os representantes das religiões fazem pelo povo do DF. “Viemos numa batalha muito grande desde janeiro de 2019, e conheço esse problema da regularização desde que eu estive à frente da OAB/DF, onde recebíamos todas as entidades religiosas que buscavam uma maneira de sair desse problema. Chegamos ao governo com uma equipe que sabia aonde queria chegar, com consciência da importância das entidades religiosas e das entidades assistenciais aqui no DF, do trabalho que desenvolvem em favor principalmente daqueles que menos possuem. Então, esse trabalho é feito em união, em parceria. É por isso que digo que o governo tem que ser parceiro de todas essas entidades, e não o carrasco dessas entidades, como era feito no passado”, discursou Ibaneis Rocha.
Desde 2019, o GDF promoveu a regularização de 400 igrejas e entidades socioassistenciais, maior número desde a criação da legislação em 2009
Na esteira deste trabalho, desde 2019, o GDF promoveu a regularização de 400 igrejas e entidades socioassistenciais, maior número desde a criação da legislação em 2009. “Só podemos chegar a esse momento devido ao arcabouço jurídico criado, para que a gente tivesse a segurança jurídica para promover a regularização fundiária do DF. E com as igrejas não é diferente. Trabalhamos unidos para entregar tudo o que foi planejado pelo governo”, acrescentou o presidente da Terracap, Izídio Santos.
Uma das instituições contempladas com a escritura é a Comunidade Obra de Maria, do Recanto das Emas. Representada por Edilene Moura, a entidade passa agora a ter a escritura de seu terreno, o que foi bastante comemorado. “É uma graça de Deus viver esse momento. Desenvolvemos um trabalho social com as famílias, e a partir de hoje temos o direito desse terreno. Lutamos há 20 anos por esse documento, e agora poderemos continuar desenvolvendo nosso trabalho, atendendo 100 pessoas durante a semana com a distribuição de alimentos”, comemora.
Já para a edição com o formato CDRU-S, serão 33 imóveis disponibilizados para concessão, localizados em Brasília, Brazlândia, Ceilândia, Lago Norte, Planaltina, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Sobradinho e Taguatinga – regularização que a Terracap, responsável por esse trabalho, espera avançar com rapidez. “O ritmo de entrega aumentou em 600%, e hoje fazemos uma entrega a cada dois dias”, acrescenta o diretor de Regularização Social e Desenvolvimento Social da Terracap, Leonardo Mundim.
A iniciativa do governo foi comemorada pela secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra: “A Sedes participa do processo de regularização das entidades sociais e religiosas. A possibilidade da moeda social permitiu não somente solucionar questões históricas de regularização de terrenos públicos no DF, mas, principalmente, promover ações sociais que atendam à coletividade”.

O diretor de Regularização Social e Desenvolvimento Social da Terracap, Leonardo Mundim, comentou a disponibilização de imóveis para concessão
O evento marcou também a assinatura do novo decreto distrital que regulamenta a lei complementar nº 806/2009. A norma trata da regularização de ocupações históricas – que ocorrem desde antes de 22/12/2016 – de igrejas, templos e entidades de assistência social sobre imóveis públicos.
→ A integração ao processo de regularização da Secretaria da Família e Juventude do Distrito Federal (SEFJ). A ideia é que a pasta possa realizar uma busca ativa de entidades religiosas ou assistenciais potencialmente aptas a requererem a regularização de ocupação histórica, assim como fornecer apoio às entidades na abertura e no curso do processo de regularização, incluindo o atendimento a exigências da legislação e o planejamento e elaboração do plano de trabalho para habilitação ao sistema de moeda social.
“Conseguimos um avanço muito grande, que foi estender o prazo, que era estabelecido em 2006 para 2016, e ali incluímos mais de 2 mil templos religiosos que estavam alijados do processo. Juntos, vamos fazer o DF referência para o Brasil na regularização fundiária”, detalhou o secretário da Família e Juventude, Rodrigo Delmasso.
→ O novo decreto prevê a possibilidade de aproveitamento comercial secundário na unidade imobiliária regularizada, diretamente ou mediante parcerias. Para tanto, deverá ser observado o enquadramento na norma de uso e ocupação do solo. O espaço de utilização da atividade comercial deve ser de, no máximo, 30% da área física do imóvel, devendo também ser compatível com a atividade-fim da entidade. Os ganhos financeiros obtidos deverão ser destinados inteiramente à atividade-fim da entidade religiosa ou de assistência social.
→ Passa a existir a possibilidade de regularização de igrejas e templos que ocupam historicamente as chamadas áreas públicas de uso comum do povo. A regularização será mediante uma Permissão de Uso Não Qualificada de Área Pública (PNQ), instrumento celebrado com a administração regional, que vigerá até a criação de unidade imobiliária sobre a área pública historicamente ocupada.
→ Passa a ser admitida a alteração da posição de adquirente, concessionária ou permissionária para outra entidade da mesma natureza em razão de transformação, incorporação, fusão ou cisão institucional em relação à entidade religiosa ou assistencial originalmente regularizada.
O Projeto de Lei Complementar que trata da preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (Ppcub) foi entregue à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) na tarde desta segunda-feira (4). O documento foi recebido pelo presidente da Casa, deputado Wellington Luiz, pelas mãos da vice-governadora Celina Leão e do secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha. A expectativa é que o texto comece a ser apreciado em breve pelos distritais.
O Ppcub trata da legislação urbanística das áreas tombadas do Distrito Federal, tanto no âmbito local como no federal. Ou seja, é referente às regiões do Plano Piloto, Cruzeiro, Candangolândia, Sudoeste/Octogonal e Setor de Indústrias Gráficas (SIG), incluindo o Parque Nacional de Brasília e o espelho d’água do Lago Paranoá. Vale lembrar que o regimento para áreas não tombadas consta da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos), revisada em mais de uma oportunidade na gestão do governador Ibaneis Rocha.
A intenção do governo ao levar o projeto pessoalmente aos parlamentares é aproximar o Executivo do Legislativo, principalmente em temas densos e que requerem muita atenção, a exemplo da discussão sobre o Ppcub. Por isso, os principais pontos do projeto foram apresentados e esclarecidos pelo secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), Marcelo Vaz.
Além do presidente da CLDF, Wellington Luiz, participaram da reunião pública os distritais Iolando, Chico Vigilante, Pepa, Daniel de Castro, Hermeto, Joaquim Roriz Neto, Robério Negreiros, Max Maciel, Jaqueline Silva, Dayse Amarílio, Thiago Manzoni, Rogério Morro da Cruz, Jane Klebia, Martins Machado e Fábio Félix. Representantes do setor produtivo acompanharam a explicação sobre o projeto.
A vice-governadora Celina Leão destacou o caráter plural do projeto. “Sabemos o quanto nossa sociedade precisa de uma legislação para se desenvolver. Esse projeto não é de governo ou oposição, é um projeto de Estado. Por muitas vezes, esse projeto foi impedido por divergências de ponto de vista, sobre o que é patrimônio tombado ou não. Desde o governo passado tentamos aprovar esse projeto no Conplan, e também é importante dizer que esse projeto teve a participação técnica dos outros governos, por isso é um projeto de Estado”, defendeu.
Já o secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, comentou sobre a rotina de o governo aproximar-se da CLDF nos principais temas de interesse da população. “É uma nova rotina que queremos estabelecer com a CLDF. Nesses projetos que percebemos que vão gerar uma discussão maior, estou me colocando à disposição para vir e explicar aos deputados e deputadas, sempre acompanhado de alguém que detém a expertise do tema. A ideia é melhorar esse debate e a relação. O Ppcub vem sendo discutido há muito tempo, é muito extenso, e viemos fazer essa explanação para que a matéria possa ficar clara aos deputados e ao setor produtivo e para que possamos avançar o mais rapidamente”, explicou.
Para se chegar à redação final do PLC foram pelo menos 15 anos de discussões, um tema que envolveu diversas instâncias, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do DF (Conplan), e também o setor produtivo e a população.
Wellington Luiz afirmou que a Casa dará prioridade à votação. “Não vamos atropelar nenhuma das comissões, os prazos serão respeitados, mas a ideia é que possamos votar o mais rápido possível. Não podemos deixar esse projeto por anos e anos. A população e o setor produtivo esperam muito. Podem ter certeza que o projeto não vai parar em uma prateleira”, afirmou o presidente da CLDF.
A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab-DF) convoca, nesta segunda-feira (4), 3.698 candidatos enquadrados na situação “inscrito-cadastro inicial”, que precisam encaminhar a documentação necessária para habilitação no programa Morar Bem.
A Codhab enfatiza que quem não responder à convocação será transferido para a condição de “convocado não habilitado”, que impede de participar dos empreendimentos habitacionais. A companhia também lembra a importância de que, uma vez habilitados, os candidatos mantenham seus cadastros atualizados de forma regular.
A lista de documentação necessária está disponível na página da Codhab. O envio deve ser feito pelo aplicativo de celular Codhab Cidadão. Após a entrega, é preciso aguardar análise.

Na semana que completou mais um ano de vida, a vice-governadora do DF, Celina Leão, do PP, ganhou presentes especiais como o título de Cidadã Honorária de Brasília e as declarações de apoio na corrida ao Buriti em 2026 por parte da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da senadora Damares Alves, do Republicanos-DF. Nos bastidores, o nome da leoa, como ela também é chamada no meio político, está consolidado. Como ainda falta um tempo considerável para as próximas eleições no DF, as alianças para 2026 poderão ser firmadas com calma. Contudo, a disputa pela vaga de vice de Celina e as duas vagas ao Senado já estão ocorrendo nos bastidores.

Apesar desse frisson em torno da leoa, a definição de nomes para a composição da chapa majoritária de Celina vai passar pelo governador Ibaneis Rocha, do MDB. O emedebista e a progressista atuam em sintonia. Ibaneis já manifestou publicamente que pode concorrer ao Senado em 2026, porém, há rumores que ele possa ficar de fora. Entre seus auxiliares, a maioria reconhece que o chefe tem um perfil político mais voltado para o Executivo do que para o Legislativo. Se ele decidir concorrer, uma das duas vagas ao Senado na chapa será dele. Caso Ibaneis fique fora da disputa, o MDB pode indicar um nome para ser vice de Celina. O partido hoje é comandado pelo distrital Wellington Luiz, fiel escudeiro da leoa. A legenda tem em seus quadros bons nomes para compor essa aliança.

Na sessão de outorga do título de Cidadã Honorária, Michelle Bolsonaro e Damares Alves sinalizaram que Celina terá o apoio delas e do ex-presidente Jair Bolsonaro nessa disputa. A declaração de Michelle pôs fim às especulações e as fake news plantadas pela esquerda de que ela poderia bater chapa contra a leoa. Com isso, o PL, partido de Michelle, deve compor a aliança de Celina. A legenda no DF é comandada pela deputada federal Bia Kicis. Como o futuro político da ex-primeira-dama está indefinido devido aos rumores de que ela pode concorrer a vaga de Sérgio Moro, caso ele seja cassado, o PL está preso a essa decisão. Se Michelle for entrar na política brasiliense, certamente, ela deve concorrer ao Senado. Se não for a ex-primeira-dama, Bia Kicis pode entrar na disputa ao Senado. A sigla vai ter que aguardar uma série de definições para poder manifestar seus interesses.

Mesmo a senadora Damares tendo ‘profetizado’ que Celina será a próxima governadora, ela não fala pelo Republicanos e a posição definitiva de sua sigla não passa por ela. O Republicanos é uma legenda que se movimenta sempre de forma suspeita e todo mundo fica um pé atrás com os ‘irmãos’. Atualmente, o partido é um dos que mais tem cargos no GDF e, mesmo assim, a legenda tem em seu quadro o deputado federal Fred Linhares que todos os dias esculhamba o governo em seu programa de rádio e na TV. Nos bastidores, há rumores de que a sigla tem desejo de indicar o vice na chapa de Celina. O problema é o tamanho da goela republicana. Sempre querem mais que os outros.

Outra legenda que tem tudo para integrar essa aliança é o PSD. O partido tem hoje dois distritais e faz parte da base governista na CLDF. No entanto, o presidente da sigla, o ex-vice-governador do DF e empresário Paulo Octávio gosta de decidir suas articulações nos acréscimos do segundo tempo. Em 2022, PO estava cotado para ser vice de Ibaneis, ficou fazendo doce, viajou para casar um filho e perdeu o lugar. A atitude do empresário o deixou isolado e hoje ele tenta se reposicionar no cenário. Devido a essa sua instabilidade, ele deverá ser o último a ser procurado. Nos bastidores, fontes sustentam que o grupo Ibaneis-Celina vai esperar ele sinalizar se vai compor ou se vai para mais um projeto kamikaze.

Um partido que pode surpreender é o União Brasil. A legenda comandada pelo advogado Manoel Arruda costuma ter uma atuação discreta, porém, pontual. Em 2022, a sigla decidiu ficar com Ibaneis e tirou da disputa o ex-senador Reguffe. Hoje, o partido está integrado à base governista e tende a marchar com a leoa. O União também tem nomes que podem ser indicados para ser vice de Celina.

Mesmo o cenário sinalizando que Celina Leão terá o apoio de partidos grandes, não se pode descartar que o nome do vice da leoa possa vir de um partido pequeno. Celina tem um perfil de ser bem atuante, enérgica e gosta de estar a par de tudo o que está acontecendo. Ter um vice com esse mesmo perfil pode atrapalhar e dependendo dos nomes indicados pelos outros partidos, a melhor opção seja alguém ao seu lado que atue de forma discreta e não ofusque a sua luz. Bom, ainda falta tempo, mas 2026 está bem ali.
* José Fernando Vilela é jornalista com especialização em marketing político e eleitoral. Já trabalhou em diversos órgãos públicos (GDF/CLDF/Câmara/Senado) e iniciativa privada. É editor-chefe, analista político e colunista do Expressão Brasiliense, e é presidente da ABBP – Associação Brasileira de Portais de Notícias – desde 2021. Apresenta o programa Viva a sua Cidade, de segunda a sexta, das 11h às 13h, na Viva FM 101.3.




A partir das 22h desta terça-feira (5), a faixa reversa situada logo após a última passarela de pedestres da Estrada Parque Taguatinga (EPTG) será desativada. Com a liberação de três faixas de rolamento no sentido EPTG/Epig, a pista reversa não se faz mais necessária.
“Com esta medida, vamos dar mais fluidez ao trânsito. Com três faixas de rolamento liberadas para o tráfego, o ponto de retorno da faixa reversa para a Epig acaba afunilando a via e engarrafando o trânsito”, explica o engenheiro Ricardo Terenzi, subsecretário de Acompanhamento e Fiscalização de Obras.
O motorista que se desloca para o Eixo Monumental e para o Setor Policial deve utilizar as três faixas de concreto liberadas para o trânsito. Quem está na via marginal e deseja acessar o Eixo Monumental ou o Setor Policial deve pegar a última saída e acessar obrigatoriamente a via principal da EPTG. A via marginal, nesse momento, é destinada exclusivamente aos motoristas que desejam acessar a Epia Sul.
As obras da via Epig preveem a implantação de faixa exclusiva para ônibus no sistema BRT, a construção de nove viadutos, estações BRT, passagens para pedestres e ciclovias. Por questões de logística e segurança, as obras serão realizadas em seis trechos.
O primeiro trecho em execução, situado na interseção da EPTG com a Epig, abrange a implantação de corredor BRT, a construção de dois viadutos, instalação de ciclovias, obras de drenagem, pavimentação, sinalização, paisagismo, calçadas e mobiliário urbano.
O potencial de crescimento do setor de jogos eletrônicos na capital federal foi tema de debate no Exporta Games DF: Rompendo Fronteiras no Universo dos Jogos e Tecnologia. O evento ocorreu nesta segunda-feira (4) no Planetário de Brasília, e reuniu estudantes, empresários e jovens empreendedores da área, além de representantes das embaixadas da Venezuela e de El Salvador. A programação contou com exposição de jogos, rodadas de bate-papo, palestras e atividades interativas.
O Exporta Games DF foi promovido pela Secretaria de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal (Secti-DF) e pela Federação do Comércio do DF (Fecomércio-DF), em parceria com Serviço Social do Comércio (Sesc-DF), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-DF), Câmara de Economia Criativa da Fecomércio-DF, Secretaria de Relações Internacionais (Serinter-DF) e Associação de Desenvolvedores de Jogos Eletrônicos do Distrito Federal (Abring-DF).
“Temos discutido muito Brasília como capital dos jogos eletrônicos sob a perspectiva do esporte, mas fundamentalmente sob a perspectiva de desenvolvimento”, defendeu o secretário de Tecnologia e Inovação, Leonardo Reisman. “Sabemos que essa indústria é a maior no mundo hoje; ela é maior do que música, maior do que cinema, e pretendemos ter várias dessas empresas desenvolvendo, publicando, comercializando esses jogos no Distrito Federal e vendendo também para fora do país.”
Para o secretário de Relações Internacionais, Paco Britto, o evento proporcionou conexões de trabalho que devem gerar frutos econômicos e mostrou ao público a iconicidade do planetário. “O Exporta Games DF é uma oportunidade de conexão entre o comércio, os jovens e os embaixadores, que viram o que o Distrito Federal tem a oferecer para esses países; e como uma união de inteligências”, disse. “Também é importante para trazer de volta o nosso planetário ao circuito cultural do DF, uma verdadeira obra-prima que merece ser visitada por toda a população e pelas embaixadas”.
O presidente da Abring-DF, Igor Rashid, lembrou que o ramo de games está em expansão: “O setor tem apresentado crescimento notável a cada ano. Em 2014, o Brasil contava com 133 apenas com empresas em todo o território nacional. Hoje já são mais de 1.000 empresas brasileiras. De 2021 para 2022, o DF passou de R$ 7,7 milhões de faturamento para mais de R$ 8,5 milhões”. Rashid é desenvolvedor de jogos há mais de 10 anos.
O Exporta Games DF faz parte do Inspira Brasília, iniciativa de divulgação e incentivo de produtos, serviços, atrações e eventos que representam a diversidade econômica e cultural do DF. O projeto segue até o dia 10. “Brasília é uma cidade que inspira a economia criativa”, ressaltou o vice-presidente da Fecomércio-DF, Luís Otávio Neves. “Temos grandes talentos na cidade que podem mostrar para o mundo a nossa capacidade de tornar ideias e criações em produtos a serem vendidos no mundo todo”.

Desenvolvedores de jogos do DF puderam expor suas ideias e produções para os visitantes. Um deles foi João Vitor Falcão, 25, que criou o jogo Cat City. “É uma história sobre os sonhos, um jogo feito para o público adolescente, principalmente a galera que está saindo do ensino médio e descobrindo como vai viver da vida”, conta ele, que acompanha o setor desde 2010.
“Precisamos movimentar mais a nossa indústria para que tenhamos mais pessoas desenvolvendo no país”, avaliou o jovem. “Temos tantas pessoas criativas que querem criar algo! Com mais investimento, os sonhos das pessoas finalmente podem vir a acontecer.”
Para o público, o encontro também foi um sucesso. “Sempre estamos de olho em eventos assim para acompanhar o mercado, saber o que está acontecendo e como podemos nos conectar”, disse o estudante Thiago Oliveira, 23. “É um networking muito interessante, em que podemos conhecer os principais desenvolvedores daqui”, complementou Júlia Webster, 25. “E eventos assim mostram que o Brasil está disposto a inovar mais na área de tecnologia”.

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) decidiu, por 4 votos a 2, tornar o sociólogo Leandro Grass (PV), ex-candidato ao governo do DF, inelegível por 8 anos. A decisão foi fundamentada em alegações de que Grass mentiu repetidamente durante sua campanha, abusou dos meios de comunicação e praticou disseminação de fake news contra seu adversário, o governador Ibaneis Rocha (MDB).
A defesa de Grass afirmou que irá recorrer da decisão.
A inelegibilidade também se estende a Olgamir Amancia Ferreira, candidata a vice-governadora na chapa de Grass, que ficou em segundo lugar na eleição. A maioria do TRE-DF considerou que a dupla teve participação ativa na disseminação de notícias falsas e desinformação sobre o então candidato Ibaneis Rocha, incluindo calúnias e difamações.
Os desembargadores do TRE-DF acolheram as alegações da coligação Unidos pelo DF, de Ibaneis, argumentando que Grass teria utilizado o horário gratuito na TV, no rádio e na internet para propagar desinformação sobre o governador em busca da reeleição.
Além disso, como agravante, a participação de Ricardo Taffner, coordenador de comunicação da campanha de Grass, na publicação de material falso, foi apontada. Ele foi multado em R$ 20 mil pela maioria do TRE-DF.

A mobilidade elétrica é uma realidade cada vez mais presente no Brasil, com a chegada de novas empresas e marcas que disputarão seu espaço no mercado, trazendo investimentos e oportunidades de desenvolvimento tecnológico e sustentável.
Dentro desse contexto, a capital do País terá o palco do C-MOVE Brasília – Congresso da Mobilidade e Veículos Elétricos, que será realizado nos dias 19 e 20 de março, das 09 às 18h, no Brasil 21 Convention Affiliated by Meliá, com o objetivo de estimular o debate e promover as tecnologias e vantagens da eletrificação na mobilidade urbana.
Um dos temas centrais do evento será a cadeia produtiva dos ônibus elétricos e seus impactos em investimentos, emprego e renda.
O debate se concentrará em compreender quais ações estratégicas, coordenação de atores e políticas públicas são essenciais para alavancar a produção nacional de modo a atender aos mercados brasileiros e latino-americanos.
À medida que as cidades da região avançam na implementação do transporte público elétrico, o congresso avaliará os impactos nos cronogramas de investimentos desse setor e em que medida instrumentos de políticas públicas são necessários para atuar em componentes e produtos estratégicos.
“Indiscutivelmente, a cadeia produtiva de ônibus no Brasil detém um papel de destaque nas atividades industriais, trazendo consigo impactos significativos na geração de empregos e renda. No cenário dos ônibus elétricos, observa-se uma transição em andamento em todo o mundo. É crucial avaliar qual papel e, principalmente, protagonismo desejamos desempenhar como produtores dessas novas tecnologias,a fim de continuarmos sendo participantes relevantes nesse setor”, comenta Edgar Barassa, sócio fundador da Barassaand Cruz Consulting (BCC), que será o moderador das discussões desse painel no Congresso.

De acordo com Barassa, o debate instigado pelo C-MOVE representará um vetor poderoso para esse planejamento, tendo Brasília como o epicentro das discussões, reunindo os atores necessários para visualizar de maneira mais clara os caminhos para alcançar essa visão de futuro, consolidando a relevância do setor de ônibus elétricos no Brasil.
“O evento contará com a participação de representantes de empresas públicas e privadas, operadoras e concessionárias do transporte urbano, gestores da frota de ônibus elétricos, que ganham cada vez mais espaço nas principais capitais do mundo, e o Brasil não pode perder o ritmo desse avanço em favor da mobilidade sustentável”, afirma Ricardo Guggisberg, presidente da MES Eventos, organizadora do Congresso, e do IBMS – Instituto Brasileiro da Mobilidade Sustentável.
O C-MOVE Brasília abordará outros assuntos relevantes para o setor, como a eletromobilidade e o setor energético; infraestrutura de recarga e desafios da sua implantação; novos modelos de modais elétricos (ferroviário, marítimo e aéreo); aspectos jurídicos da eletromobilidade; baterias e armazenamento de energia; o transporte público; e as cidades inteligentes.
O evento é uma realização da MES Eventos e do Instituto Brasileiro de Mobilidade Sustentável (IBMS), com o apoio institucional de diversas entidades e empresas do setor. As inscrições podem ser feitas pelo site https://www.sympla.com.br/evento/c-move-brasilia-2024/2308418.
A MES Eventos é uma empresa especializada na organização e realização de eventos técnicos e científicos, com foco na mobilidade sustentável. A empresa é responsável pela realização do Salão Latino-Americano de Veículos Elétricos, Componentes e Novas Tecnologias, que acontece anualmente em São Paulo, e do C-MOVE Brasília, o Congresso da Mobilidade e Veículos Elétricos, que acontece em Brasília.
O Instituto Brasileiro de Mobilidade Sustentável (IBMS) é uma entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo incentivar o desenvolvimento e o uso de veículos elétricos no Brasil. O IBMS promove o transporte limpo, em benefício do bem-estar da população e do meio ambiente.
O IBMS também realiza pesquisas, eventos e parcerias relacionados ao setor de mobilidade sustentável.