Em meio a polêmica, Secretaria de Comunicação da Presidência busca quatro agências para gerir presença online
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência está em processo de contratação de empresas para assumir a gestão digital do governo Lula, com um investimento estimado em R$ 197 milhões para a contratação de quatro agências. O edital de licitação foi iniciado em fevereiro, e a análise das propostas apresentadas pelas empresas concorrentes já está em andamento.
As empresas selecionadas serão responsáveis por moderar e administrar os conteúdos veiculados nas redes sociais dos Ministérios e das pastas vinculadas à Presidência. Os contratos, com duração inicial de um ano e possibilidade de prorrogação, preveem uma remuneração aproximada de R$ 49 milhões para cada vencedora.
Uma das demandas do governo é que as empresas utilizem técnicas de machine learning e inteligência artificial para analisar o sentimento das notícias de interesse do Governo Federal, além de realizarem pesquisas de alta intensidade nas redes sociais sobre assuntos relacionados ao governo.
O formato de seleção adotado pelo governo prioriza a melhor técnica em vez do melhor preço, visando garantir a competência técnica das empresas escolhidas. Isso permite que o custo da contratação possa ultrapassar os R$ 197 milhões estabelecidos, desde que as empresas demonstrem capacidade técnica para atender às demandas.
A contratação tem como objetivo o atendimento ao princípio da publicidade e ao direito à informação, disseminando iniciativas e políticas públicas, informando e orientando o público em geral. A Secom está buscando inovação na criação, implementação e desenvolvimento de estratégias de comunicação digital para ampliar o alcance das mensagens e conteúdos governamentais.
Vale ressaltar que os contratos na área de comunicação e propaganda assinados pela Secom têm histórico de valores elevados, atingindo cifras na casa dos três dígitos de milhões. O governo Lula busca fortalecer sua presença nas redes sociais, já que o podcast semanal “Conversa com o presidente” não alcançou o impacto esperado em audiência e foi cancelado.
Seminário marca o lançamento do programa de desenvolvimento do turismo em regiões administrativas do DF
O lançamento de um novo programa para impulsionar o desenvolvimento sociocultural das regiões administrativas do Distrito Federal acontece nesta quarta-feira (6). Fruto de parceria entre o BRB e o Sebrae-DF, o Programa Turismo Fora Eixos vai investir no potencial turístico das regiões administrativas como mecanismo de desenvolvimento sociocultural.
Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa reafirma a importância da participação da Instituição em iniciativas de apoio ao desenvolvimento do DF. “Para o BRB, cujo DNA é 100% brasiliense, integrar iniciativas como essa é motivo de muito orgulho. Não só porque acreditamos na vocação do DF para o turismo, mas, também, porque entendemos que o desenvolvimento econômico e a geração de renda advindos desse tipo de iniciativa reforçam nosso papel de instituição pública, muito além de um banco tradicional”, afirma.
O seminário que dá o pontapé inicial ao projeto acontece no Sesi Lab, das 17h às 21h30 e conta, além do SESI, com o apoio da Embratur. A participação é gratuita, mas, as vagas são limitadas. O encontro marca o início da primeira etapa do programa que busca a valorização das regiões administrativas do DF e sua diversidade cultural.
Empreendedores do segmento de turismo e economia criativa do Distrito Federal podem participar do evento. Além disso, o seminário contará com a presença de parceiros e atores estratégicos empenhados no desenvolvimento do turismo criativo na capital federal. Para se inscrever basta preencher o formulário no link https://forms.office.com/r/vNcjL8vcfQ.
Nathália Hallack, da Gerência de Negócios em Rede do Sebrae no Distrito Federal, destaca que o seminário inaugura uma frente que será destaque na atuação do Sebrae no DF em 2024: a ampliação da discussão sobre o turismo. “Vamos olhar com mais atenção para iniciativas que têm a cultura e a criatividade como elementos centrais. Queremos fomentar um turismo menos convencional, mais diverso, inclusivo e protagonizado por pessoas reais, a partir da relação com seus territórios, suas histórias e memórias”, explica.
O DF conta atualmente com 35 regiões administrativas. Inicialmente, a proposta da coordenação do programa é concentrar esforços no desenvolvimento do turismo nas regiões de Ceilândia, São Sebastião e Planaltina.
O esforço do GDF nessa direção, além de cumprir com as responsabilidades políticas e ambientais, visa posicionar Brasília como uma cidade inteligente
A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, declarou nesta quarta-feira (06) que a descarbonização da frota de transporte público é um objetivo central do governo de Ibaneis Rocha.
Ela disse que o esforço do governo nessa direção, além de cumprir com as responsabilidades políticas e ambientais, visa posicionar Brasília como uma cidade inteligente.
A manifestação da vice-governadora do DF ocorreu durante uma audiência no Palácio do Buriti concedida ao presidente do Instituto Brasileiro de Mobilidade Sustentável (IBMS), Ricardo Guggisberg.
Celina foi convidada a participar do “C MOVE Brasília” – o maior evento nacional de Eletromobilidade, a ser realizado na Capital Federal nos dias 19 e 20 de março, nas dependências do Brasil 21.
O objetivo do evento é estimular o debate e promover as tecnologias e vantagens da eletrificação na mobilidade urbana.
Demonstrando profundo conhecimento sobre o tema e o cenário atual da eletromobilidade no país, Celina Leão destacou a necessidade de Brasília continuar a desempenhar um papel de protagonismo neste setor em expansão.
A vice-governadora mencionou conversas com Alexandre Baldy, ex-ministro dos Transportes e atual CEO da BYD, sobre o crescente interesse da população pelos carros elétricos na capital federal.
Ela ressaltou os esforços para preparar Brasília para a transição para a eletromobilidade, citando a Lei Distrital Nº 6.466/2019, que oferece isenção de IPVA para veículos elétricos e híbridos e promove a expansão da infraestrutura de recarga.
Celina destacou o papel do BRB na renovação da frota de ônibus do DF, processo que contribuirá fortemente para a redução de emissões de gases de efeito estufa.
Por fim, o presidente do IBMS, Ricardo Guggisberg, convidou a vice-governadora do DF para fazer o primeiro teste drive no próximo dia 20, do jetski Ventura, veículo canadense com motorização 100% elétrica, no Lago Paranoá. Ela aceitou o desafio.
Programa da qualificação profissional e zeladoria das cidades tem mais de 20,5 mil pessoas formadas e 2,1 mil equipamentos reformados
Mais de 1,2 mil alunos do 6º ciclo do RenovaDF de 2023 receberam seus diplomas de conclusão do curso de capacitação nesta quarta-feira (6). O programa, que é uma das principais iniciativas de qualificação do Governo do Distrito Federal (GDF), reuniu milhares de pessoas que, após aprenderem novos ofícios, agora podem buscar emprego na nova qualificação.
O governador Ibaneis Rocha destacou, nesta quarta-feira (6), a importância da qualificação profissional de mulheres promovida pelo RenovaDF | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília
Os 1.211 formandos no curso de qualificação profissional de Auxiliar de Manutenção aprenderam noções de diferentes profissões, tais como: jardineiro, serralheiro, pedreiro e pintor. Essas pessoas renovaram o currículo e se tornaram aptas ao mercado e, em contrapartida, reformaram 78 equipamentos públicos, entre eles praças, parquinhos e campos sintéticos, atuando na zeladoria das cidades.
Durante a formatura desses alunos, o governador Ibaneis Rocha destacou a importância do programa na inserção das mulheres numa área do mercado de trabalho dominada pelos homens.
“É uma alegria muito grande ver, às vésperas do Dia da Mulher, uma turma formada especialmente por mulheres. Isso nos deixa muito felizes porque o alcance desse programa ultrapassa as barreiras da masculinidade e tem nos ajudado muito a fazer a inserção profissional dessas mulheres. Nós sabemos o tanto que isso é importante, até na diminuição da violência doméstica. Vocês estando qualificadas, prontas para o trabalho, estão livres do jugo masculino. Isso nos deixa muito felizes”, apontou Ibaneis Rocha.
Mais de 20,5 mil alunos já se formaram pelo RenovaDF, que qualifica mão de obra para áreas demandadas pelo mercado de trabalho
Em sua fala, o chefe do Executivo adiantou que o GDF trabalha em um decreto para que 30% dos alunos dos programas de capacitação do governo saiam deles empregados. A iniciativa está sendo construída em parceria com parlamentares e a iniciativa privada.
Até o momento, 20.545 alunos se formaram e 2.100 equipamentos públicos foram recuperados em 31 regiões administrativas. Outros 1.500 equipamentos públicos estão sendo reformados pelos alunos das turmas em andamentos. Esses números demonstram a grande capacidade do programa de qualificar mão de obra e a importância dele na zeladoria das cidades.
Podem ingressar no programa pessoas com mais de 18 anos que sejam moradoras do DF, em situação de desemprego e natas, naturalizadas ou estrangeiras em situação regular no país. O programa acolhe também pessoas em situação de rua
Titular da pasta responsável pelo programa, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do Distrito Federal, Thales Mendes, aponta que os formandos entram agora numa nova etapa e ficam à disposição do setor da construção civil, uma das áreas que mais emprega no DF.
“É o último ciclo de 2023 que se encerra hoje. E a partir de agora é emprego. Vamos inserir essas pessoas nos bancos de dados de intermediação de mão de obra e ofertar esse banco às empresas que hoje estão contratando. Não é só capacitação profissional, é qualificação profissional que engloba várias áreas, inclusive os princípios básicos de convivência em sociedade, recuperação da autoestima, recuperação de uma profissão que muitas vezes estava esquecida pela pessoa”, afirma Thales Mendes.
Neste 6º ciclo foram contempladas as regiões administrativas do Sudoeste, Paranoá, Sobradinho II, Ceilândia, Plano Piloto, Samambaia, Varjão, São Sebastião, Recanto das Emas, Metropolitana, Riacho Fundo, Cruzeiro, Candangolândia, Taguatinga, Gama, Brazlândia e SCIA.
Moradora do Sol Nascente/Pôr do Sol, Maria Dalva Barbosa encontrou no RenovaDF uma oportunidade de qualificação e muito aprendizado. Ela gostou da experiência de conviver três meses no programa e agora pretende buscar emprego com seu diploma em mãos. “Foi uma experiência muito boa, porque estava em casa e abriu uma porta para mim. Eu já sabia fazer algumas coisas do curso, mas tive mais qualificação e agora pretendo conseguir um emprego”, admite.
A dona de casa Aldenir Januário de Lima, também mora no Sol Nascente e encontrou no programa uma forma de se realocar no mercado de trabalho. Mãe de dois filhos, ela está há cerca de 20 anos sem trabalhar. “Decidi trabalhar com isso e ter mais conhecimento sobre esses serviços que o curso traz. Foi um grande aprendizado para mim, consegui comprar comida para os meus filhos, eles ficaram felizes com isso, e também pelo que aprendi no curso”, comemora.
Sobre o programa
Capacitar profissionais, facilitar o ingresso no mercado de trabalho e reformar espaços públicos são alguns dos objetivos do RenovaDF. Os participantes recebem salário mínimo, além de auxílio-transporte e seguro contra acidentes pessoais.
Podem ingressar no programa pessoas com mais de 18 anos que sejam moradoras do DF, em situação de desemprego e natas, naturalizadas ou estrangeiras em situação regular no país. O programa acolhe também pessoas em situação de rua.
Os alunos devem ter frequência e aproveitamento igual ou acima de 80% para receber os auxílios e o certificado de conclusão de curso. Os que ficarem acima desse percentual poderão participar, gratuitamente, de qualquer outra formação oferecida pelo Senai-DF, parceiro do governo no projeto.
Um ano e meio depois de chegar à capital federal, comunidade Warao Coromoto conquista espaço próprio, educação de qualidade e acesso a programas sociais
O Brasil é um refúgio para muitos cidadãos de países que passam por crises sociais, financeiras e políticas. Para muitos, o abrigo encontrado em Brasília, mais precisamente na região do Café sem Troco, em Planaltina, foi crucial para recomeçar o que parecia impossível. É o caso das 46 famílias de refugiados indígenas venezuelanos da etnia Warao Coromoto, que abandonaram seu país de origem em busca de melhores condições de vida no Distrito Federal.
Crianças de 4 a 17 anos da comunidade Warao que nunca haviam frequentado salas de aula agora formam uma turma especial de 67 alunos na Escola Classe Café Sem Troco | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
Se hoje contam com apoio do Governo do Distrito Federal (GDF), a comunidade precisou lidar, por meses, com a insegurança de estar em um país novo. “Nós ficamos por muito tempo morando no chão da Rodoferroviária de Brasília, dependendo da boa ação das pessoas. Lá na Venezuela não dava mais para ficar. Aos poucos, aqui, fomos ganhando acolhimento e apoio e hoje nós só temos a agradecer ao governo do DF”, diz, emocionado, o cacique da comunidade Warao, Miguel Antônio Quijada, 45 anos.
Em atenção à comunidade refugiada, o GDF disponibilizou dez casas para abrigar os 46 núcleos familiares do grupo. Os indígenas moram em estruturas construídas no ano passado, fruto de uma parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).
Miguel Antônio Quijada, cacique da comunidade Warao: “Nós ficamos por muito tempo morando no chão da Rodoferroviária de Brasília, dependendo da boa ação das pessoas. Lá na Venezuela não dava mais para ficar. Aos poucos, aqui, fomos ganhando acolhimento e apoio e hoje nós só temos a agradecer ao governo do DF”
“A nossa primeira grande conquista foi o local onde estamos instalados”, revela o cacique. De acordo com ele, a segunda vitória foi conseguir matricular todas as crianças e jovens da comunidade em uma instituição de ensino — realidade essa que nunca sequer havia acontecido quando moravam ainda na Venezuela.
Foi a partir daí que o sonho de uma vida melhor começou a se concretizar. Para o cacique, não é apenas uma sala de aula de 70 metros quadrados. É um espaço que nunca havia sido frequentado pelas crianças de 4 a 17 anos da comunidade. A ânsia para aprender a ler e a escrever, pelo menos, o próprio nome é o que motiva as crianças a irem todos os dias para as aulas.
Para recepcioná-los, em 2023, não foi tarefa fácil. A Escola Classe Café Sem Troco, localizada a cinco quilômetros de distância da comunidade, precisou passar por uma série de adaptações para acolher os 67 jovens Warao Coromoto. Professora bilíngue, com fluência em português e espanhol, uma intérprete de libras para atender uma aluna com deficiência auditiva e educadores sociais voluntários da própria comunidade se mobilizam dia após dia para garantir um ensino inclusivo aos alunos refugiados.
A professora Maria Janerrandra Fogaça se sente orgulhosa em ser responsável pela mudança dos jovens Warao: “Vê-los comendo na hora da merenda é gratificante. Eles não tinham como se alimentar na Venezuela. Alguns costumes nós também conseguimos adaptar. A gente precisa prepará-los para conviver também fora da escola”
Estratégias de socialização também fazem parte do planejamento educacional. Para os alunos brasileiros já matriculados na escola, a direção precisou incluir novas frentes de ensino. “Nós não podemos separar esses jovens dos outros que já estudavam aqui. Eles precisam conviver com todos, isso faz parte da cultura deles, de enxergar o mundo de forma coletiva”, defende a diretora da escola, Sheyla Cristina Alves Passos. “Por isso, os estudantes da comunidade Warao têm aulas de português, espanhol, warao e libras. Já as outras turmas também aprendem espanhol e libras para que possam se comunicar com os alunos refugiados”, conclui Sheyla.
O processo de aprendizagem de quem antes não sabia ler nem escrever está avançando, apesar das dificuldades. As aulas, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 12h30, reúnem todos os alunos em uma única sala de aula, onde são criados grupos por nível de alfabetização.
“As nossas crianças não liam, não falavam português, não escreviam e tinham muita vergonha. Agora já não tem mais isso. A gente vê que eles estão aprendendo. Para nós, não há maior compromisso no mundo do que garantir a entrada deles na educação”, defende o cacique.
Josesu Pacheco Rojos, que chegou à escola neste ano e está aprendendo as primeiras etapas da alfabetização: ele quer ler e escrever para poder ensinar à família
Transformação de vidas
Questionada sobre os desafios de educar um grupo de refugiados indígenas venezuelanos, a professora Maria Janerrandra Fogaça não segurou as lágrimas: “Eles são os nossos filhos”, diz. “Eu não me imagino dando aula para outros alunos que não sejam eles. Eu sou apaixonada por todos. Quando saio de férias, não paro de pensar em todos. A realidade deles, quando chegaram aqui, me tocou muito. É Deus que nos capacita para essa posição e eu sou muito orgulhosa em ser a responsável pela mudança de vida deles”, compartilha.
“Vê-los comendo na hora da merenda é gratificante. Eles não tinham como se alimentar na Venezuela. Alguns costumes nós também conseguimos adaptar. Hoje eles sabem comer direitinho, sem derrubar ou jogar a comida no chão. Eles aprenderam a usar o banheiro também. Eles estão com outros modos na hora de socializar também. A gente precisa prepará-los para conviver também fora da escola”, defende a professora.
Além disso, a merenda escolar aos poucos foi aumentando a aceitabilidade. Antes havia espaço somente para arroz e frango, mas hoje há a possibilidade de comer verduras e cuscuz, por exemplo. Já dentro da própria comunidade, o apoio para se alimentar vem do GDF. Graças ao Cartão Prato Cheio, instituído pela Sedes-DF, os núcleos familiares conseguem adquirir o essencial para ter o que dar de comer à comunidade.
Ler, escrever e falar
Mesmo que ainda estejam em processo de alfabetização, é unânime entre todos os alunos da turma Warao: a primeira coisa que querem aprender a escrever sozinhos é o próprio nome. Para Birmarys Del Valle Zapata Rivero, 16 anos, a sua matéria preferida é o português: “Eu quero aprender a ler e a escrever para ajudar as minhas amigas. Eu sou muito mais feliz aqui do que na Venezuela”, avalia.
Já para o Josesu Pacheco Rojos, 13 anos, o objetivo é ainda maior: “Eu quero logo saber escrever e ler porque eu quero ensinar a minha família também”. Ele chegou à escola neste ano e, há quase um mês tendo aulas, está aprendendo as primeiras etapas da alfabetização.
“Ele é muito dedicado. Está em uma turma diferente porque ele entrou agora, neste ano letivo. Já está aprendendo as vogais. É difícil, mas ele está se saindo bem”, avalia a professora Maria Janerrandra.
Já para Noli Zapata, 13 anos, o sonho com a alfabetização é, um dia, poder escrever um livro. “O que eu mais gosto de estudar é para aprender a ler e escrever. Quando eu souber, quero escrever livros. Eu também gosto muito de jogar bola aqui no Brasil”, revela a garotinha.
Composta por 19 órgãos do governo, a equipe ficará responsável por elaborar e executar ações voltadas para esse público
O Governo do Distrito Federal (GDF) criou, nesta quarta-feira (6), por meio de decreto, o grupo executivo para elaboração e execução da Política Distrital para População em Situação de Rua. A norma prevê a participação de 19 órgãos do governo para a efetivação de ações relacionadas ao tema. A coordenação é da Casa Civil e da secretaria-executiva da Secretaria de Governo (Segov).
“Esse assunto já vem sendo discutido dentro do GDF a pedido do governador Ibaneis Rocha. O nosso objetivo agora é desenvolver e implantar uma política pública que proteja, respeite e amplie o acesso a serviços para população em situação de rua”, afirma o secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha.
Integrarão o grupo as seguintes pastas: Casa Civil, Segov, Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap) e secretarias de Economia (Seec), Desenvolvimento Social (Sedes), Educação (SEE), Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet), Saúde (SES),Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), Mulher (SMDF), Família e Juventude (SEFJ), Cultura e Economia Criativa (Secec), Segurança Pública (SSP), Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal), Esporte e Lazer (SEL), Meio Ambiente e Proteção Animal (Sema), Justiça e Cidadania (Sejus)e de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).
A implementação do grupo executivo é uma continuidade aos trabalhos do GDF em prol da população em situação de rua | Foto: José Cruz/Agência Brasil
A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, destaca que o grupo ajudará na articulação de ações intersetoriais para qualificação da oferta de serviços para esse público: “A população em situação de rua que vive no DF tem demandas muito específicas. Percebemos isso nos nossos atendimentos diários. É fundamental o planejamento de ações e programas que auxiliem esse cidadão de forma integral, para que ele tenha autonomia e possa sair da situação de vulnerabilidade”.
Também serão convidados a participar o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF).
Segundo o decreto, cabe à Casa Civil convocar, a qualquer tempo, os órgãos e as entidades da administração pública para o cumprimento dos objetivos propostos no decreto.
Já à Segov compete executar as ações deliberadas no grupo, prestar apoio administrativo, logístico e operacional, providenciar a convocação de reuniões a pedido da coordenação e receber, analisar e dar encaminhamento às correspondências e demandas dirigidas ao grupo.
Continuidade
A implementação do grupo executivo é uma continuidade aos trabalhos do GDF em prol da população em situação de rua. Junto ao Ministério Público, o governo desenvolveu um plano de ações com sete eixos: assistência social e segurança alimentar e nutricional; saúde; violência institucional; cidadania, educação e cultura; habitação; trabalho e renda e produção e gestão de dados. A proposta teve como base o documento do governo federal Plano Nacional de Medidas de Proteção à População de Rua, lançado em 11 de dezembro de 2023.
“Esse grupo vem para colocarmos em prática as políticas previstas no plano para atender as pessoas em situação de rua. Já estamos em tratativas com o Ministério Público em relação a algumas ações para que possamos começar a implementá-las”, revela o chefe de Articulação da Secretaria de Governo, Jairo Lopes.
Outras ações
Em fevereiro deste ano, o GDF anunciou a realização de uma pesquisa sobre a população de rua. O Censo Distrital da População em Situação de Rua foi instituído por decreto para ser feito a cada dois anos coletando informações para subsidiar políticas públicas. O estudo é fruto de parceria do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) com a Sedes e a Sejus.
Já na última segunda-feira, uma portaria determinou as normas e padrões para as ações de zeladoria, auditoria e fiscalização da DF Legal de áreas e espaços públicos ocupados por pessoas em situação de rua. Entre elas estão o mapeamento e geoprocessamento dos espaços, a elaboração de diagnóstico de situação e a oferta de transporte de pessoas, animais e pertences.
Espaço prestou mais de 16 mil atendimentos em 2023 e agora tem cardiologia e exames de ecodoppler
Reconhecido pelo atendimento de excelência prestado ao público feminino, o Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu) passa a contar com uma cardiologista e um aparelho de ecodoppler. O objetivo é ampliar os serviços oferecidos, incluindo a assistência médica e exames de imagem para tratamento cardiológico.
Com o crescente número de doenças cardiovasculares em mulheres, o ecodoppler é um equipamento essencial para diagnosticar diversas patologias cardíacas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, as cardiopatias representam 30% das causas de morte entre o público feminino, principalmente acima dos 40 anos, sendo a maior taxa da América Latina.
A médica Edna Maria Marques, referência técnica distrital em cardiologia, recomenda que as mulheres façam sua primeira visita ao especialista aos 35 anos. “Quem tem histórico familiar de problemas cardíacos e diabetes precisa ir antes disso”, explica.
Saúde completa
Inaugurado em outubro de 2020, o Cesmu dispõe de uma equipe multiprofissional que atua com acupuntura, endocrinologia, ginecologia, dermatologia, homeopatia, mastologia, nutrição, psicologia, serviço social, reumatologia e radiologia para biópsia de mama, entre outras especialidades.
A gerente do Cesmu, Carla Camilo, garante que a atuação da equipe multidisciplinar permite uma troca de conhecimento e habilidades, oferecendo uma assistência mais assertiva e segura para a paciente. “Temos um rol intenso de exames, aumentando nossa capacidade de obter informações de diversos órgãos, como fígado, pelve feminina e bexiga, entre outros”, afirma.
“Também recebemos muitas mulheres na menopausa. A gente aborda o todo, é medicina integrativa”
Carolina Walker, médica homeopata do Cesmu
O Cesmu também presta serviços de apoio às vítimas de violência, acolhimento de gestantes de alto risco e atendimento a mulheres com câncer. “Em 2023, foram realizados mais de 16 mil atendimentos”, enumera a supervisora de serviços do centro, Imna Pereira.
Eliete Paulino, 45, mãe de quatro filhos, passou por um procedimento de laqueadura no Hospital Regional da Asa Norte e faz todo o acompanhamento no Cesmu. “Fiz o planejamento familiar com os especialistas da UBS perto da minha casa e recebi aconselhamento sobre todos os métodos contraceptivos disponíveis”, conta. “Todo meu acompanhamento foi pelo SUS”.
Para acessar os serviços no Cesmu, é necessário que a paciente tenha sido encaminhada por uma unidade básica de saúde (UBS). Entre as mulheres atendidas, há moradoras de todo o Distrito Federal. Com 12 consultórios e salas para exames, laudos, acolhimento e procedimentos, o centro funciona na W3 Sul, de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h e das 13h às 18h, exceto em feriados.
Homeopatia
Homeopata do Cesmu desde 2020, a médica Carolina Walker lembra que a especialidade tem uma procura enorme no centro. “Como atendemos pacientes que sofreram violência física, psicológica e sexual, além de traumas, temos todo um cuidado”, explica. “Também recebemos muitas mulheres na menopausa. A gente aborda o todo, é medicina integrativa”.
Segundo a especialista, não existe contraindicação para o uso da homeopatia – todas as idades podem se beneficiar do método, assim como todas as patologias podem ser tratadas. “Ela é muito eficaz no combate às alergias, por exemplo”, pontua.
Com labirintite e problemas de tontura, Maria da Conceição Braz, 78, foi encaminhada para atendimento no Cesmu. “Uso homeopatia desde pequena, e acredito que vai ajudar no meu problema”, revela.
Farmácia
A farmácia da unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Além da retirada de medicamentos, há oferta de outros serviços, como explica a gerente do Cesmu. “Os pacientes podem buscar orientação de administração, dosagem, validade, interação e efeitos adversos da medicação. Realizamos também descarte de material perfurocortante e de medicamentos”, avisa Carla.
Iraci Souza Cruz, 80, chegou à consulta buscando alívio para a dor nas pernas causada por um desvio na coluna. Moradora de Samambaia, ela frequenta o Cesmu há mais de um ano e pega remédios para pressão na farmácia todo mês. “A doutora Carolina me atende muito bem, aqui somos bem-cuidados”, elogia.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra queda na aprovação, aponta levantamento realizado entre 25 e 27 de fevereiro
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (6) revelou que a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está derretendo e sobre mais uma queda, agora de de três pontos percentuais, passando de 54% em dezembro para 51%. O levantamento, realizado presencialmente com 2.000 pessoas entre os dias 25 e 27 de fevereiro, mostra que 46% dos entrevistados desaprovam o trabalho de Lula, um aumento em relação aos 43% registrados no último levantamento.
O estudo revela que 3% não sabem ou não responderam. Com margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, e um nível de confiança de 95%, a pesquisa também analisou a avaliação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Nesse aspecto, 34% dos entrevistados consideram o governo negativo, um aumento de cinco pontos percentuais em relação a dezembro de 2023, quando o índice era de 29%. Atualmente, 35% avaliam o governo como positivo, enquanto 3% não sabem ou não responderam.
A aprovação do trabalho de Lula apresenta variações regionais, com destaque para o Nordeste, onde atinge 68%, e para o Sul, com 40%. Nas regiões Centro-Oeste/Norte e Sudeste, a aprovação é de 50% e 44%, respectivamente.
Analisando por gênero, a aprovação entre as mulheres caiu de 55% para 51%, enquanto entre os homens houve uma diminuição de 52% para 51%. Quanto à faixa salarial, o trabalho de Lula é aprovado por 61% dos que ganham até dois salários mínimos, mas é desaprovado por 51% dos que recebem entre dois e cinco salários mínimos, e por 54% dos que têm renda superior a cinco salários mínimos.
Na manhã desta quinta-feira (7), véspera do Dia Internacional da Mulher, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizará, no plenário da Casa, uma solenidade em homenagem aos 36 anos do Conselho dos Direitos da Mulher do DF(CDM -DF).
A proposta do evento é da Procuradora Especial da Mulher (PEM) da CLDF, a deputada Dayse Amarilio (PSB). Para a parlamentar, “o CDM-DF tem desempenhado um papel fundamental na formulação e proposição de políticas públicas voltadas para a promoção e defesa dos direitos das mulheres, contribuindo para a eliminação da violência e da discriminação de gênero, bem como para a garantia de condições de liberdade, igualdade de oportunidades e direitos para as mulheres do Distrito Federal”.
“O Conselho tem atuado de maneira a promover a participação e protagonismo das mulheres no desenvolvimento econômico, social, político e cultural da região, visando a sua autonomia, emancipação e empreendedorismo”, ressalta Dayse Amarilio. “Portanto, entendemos que a realização de uma Sessão Solene em comemoração aos 36 anos do Conselho dos Direitos da Mulher do Distrito Federal é uma forma de reconhecer e valorizar o importante trabalho realizado por esse órgão, além de destacar a importância da luta pela igualdade de gênero e pelo empoderamento das mulheres”, completa a distrital.
Segundo a Procuradora Especial da Mulher, “a solenidade também contribuirá para sensibilizar a sociedade e as autoridades sobre a importância de continuar apoiando e fortalecendo as ações e iniciativas em prol dos direitos das mulheres”.
Foram convidadas para a sessão solene a Secretária da Mulher do DF, Giselle Ferreira, que é a atual presidente do CDM-DF; além de Olgamir Amancia e Wilma dos dos Reis, mulheres que presidiram o Conselho dos Direitos da Mulher do Distrito Federal em mandatos passados.
Na ocasião, haverá entrega de moções para as mulheres que já presidiram o CDM- DF.
O que é o CDM-DF?
Conselho dos Direitos da Mulher do Distrito Federal (CDM-DF), foi criado pelo Decreto nº 11.036 de 9 de março de 1988,é um órgão colegiado de natureza consultiva e deliberativa, vinculado à Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal, conforme disposto no parágrafo único, do art. 35, do Decreto 39.610, de 01 de janeiro de 2019.e regulamentado pela Portaria nº 16, de 22 de maio de 2020.
Tem por finalidade formular e propor diretrizes de ação governamental, em âmbito distrital, voltadas à eliminação da violência e da discriminação, à promoção e defesa dos direitos das Mulheres, assegurando-lhes condições de liberdade e igualdade de oportunidades e direitos com vistas ao exercício pleno de sua participação e protagonismo no desenvolvimento econômico, social, político e cultural do Distrito Federal, na perspectiva de sua autonomia, emancipação e empreendedorismo.
Representando quase 30% do PIB nacional, o agronegócio brasileiro não cansa de bater recordes de produção. A supersafra de 2023 não deve se repetir em 2024, trazendo desafios para o setor, que deve amargar redução de mais de 2% do valor bruto da produção agropecuária, segundo estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Para debater estes e outros assuntos, grandes nomes do agronegócio brasileiros vão participar do Agro Day Talks, o maior evento que une os principais C-Levels do agro no país e acontece no dia 7 de março, às 18:30, em Ribeirão Preto (SP).
Idealizado por Diogo Luchiari Fructuoso, sócio da Macfor, “Reescrevendo o futuro do agronegócio através da informação e conexão” contará com dois encontros presenciais. No primeiro painel, o jornalista Tiago Pavinatto convida os especialistas Renato Seraphim (CEO da Ciarama Máquina-John Deere) e Dario Gaeta (COO da Atvos) para explorar as tendências e desafios futuros na indústria.
O segundo painel será moderado pelo jornalista Augusto Nunes e contará com Arnaldo Jardim (Vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária na Câmara) e Gustavo Spadotti (Chefe Geral da Embrapa Territorial), que vão falar sobre o Diálogo Agro Político para 2024.
“O evento tem como objetivo reunir as principais lideranças do agronegócio para troca de informação e networking. Discutiremos o futuro do agro e como esses grandes líderes podem reescrever o futuro dessa área de grande importância para a economia do país”. Já confirmaram presença: Syngenta, Bayer, Santander, XP inc, John Deere, Ourofino, Netafim, Atvos, Sipcam Nichino, B3, Agrex, XP, Santander, dentre outras.
O evento Agro Day Talks é patrocinado pelas empresas Macfor, Laure Defina Advogados, Ouro Fino e Empresômetro e tem o apoio da Abag. Será realizado na Avenida Contábil Romano, 957, Ribeirão Preto, São Paulo. As vagas são limitadas.
Mais informações e credenciamento da imprensa – Whatsapp: 11 91099-3131.