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Celina Leão se reúne com Banco Central e garante solidez do BRB

Governadora anuncia que o Governo do Distrito Federal apresentará solução definitiva para o banco em até 30 dias e garante que a instituição não irá quebrar nem interromper suas operações

Da Redação

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), reuniu-se na manhã desta quinta-feira (9) com o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, para tratar da situação do Banco de Brasília (BRB). Após o encontro, classificado pela governadora como técnico e institucional, ela informou que o Governo do Distrito Federal apresentará, no prazo de até 30 dias, uma solução definitiva para a instituição.

Celina Leão afirmou que o BRB não irá quebrar e continuará desempenhando seu papel. A nova gestão do banco elaborou um plano de reestruturação técnica, que já foi apresentado ao Banco Central. A prioridade, segundo a governadora, é assegurar a estabilidade da instituição e demonstrar o cumprimento das metas e diretrizes regulatórias.

O BRB enfrenta a necessidade de capitalização estimada em R$ 6,6 bilhões para recompor seus índices financeiros, após prejuízos registrados em operações com o Banco Master. Desde que assumiu o Palácio do Buriti, Celina Leão tem mantido diálogo com diferentes autoridades sobre o tema. Ela destacou que o banco possui condições de honrar seus compromissos e que todas as ações adotadas estão sendo reportadas ao Banco Central.

A governadora informou que não há, neste momento, mudanças estruturais mais amplas a serem anunciadas. O objetivo é garantir transparência em meio ao processo em curso, que inclui também um procedimento criminal relacionado ao caso.

O GDF e a diretoria do BRB seguem apresentando ao Banco Central as medidas corretivas e de gestão adotadas. A expectativa é que, em menos de 30 dias, a instituição apresente um cenário mais estável, com dados validados e sob supervisão do órgão regulador.

Com informações do portal RADAR DF

Veja a entrevista da governadora Celina Leão:

 

Seminário debate segurança e prevenção à violência nas escolas do DF

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Evento promovido pela PMDF reúne educadores e especialistas para fortalecer cultura de paz

Brasília, 9 de abril de 2026 — O Seminário de Segurança Pública Escolar chega à sua quarta edição na próxima terça-feira (14), no auditório do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. A iniciativa é promovida pela Polícia Militar do Distrito Federal, por meio do Batalhão de Policiamento Escolar, em parceria com a Secretaria de Educação do Distrito Federal.

Com o tema “Proteger, prevenir e educar”, o encontro é voltado a professores, orientadores e gestores da rede de ensino, com o objetivo de discutir estratégias de enfrentamento à violência e promoção da cultura de paz no ambiente escolar.

A programação terá início às 8h30 e contará, pela manhã, com a palestra da professora Ana Beatriz Goldstein, que abordará a segurança preventiva nas instituições de ensino e o papel da escola como espaço de convivência segura.

Ainda no período matutino, o major Leandro Lima da Silva apresentará as estratégias e resultados das ações do policiamento escolar no Distrito Federal.

À tarde, o foco será nos desafios atuais, incluindo os riscos do ambiente digital. O delegado Fabrício Augusto M. Borges discutirá os impactos do anonimato nas redes, enquanto as especialistas Lívia Borges Lopes e Rachel Heringer Salles tratarão de temas como bullying e cyberbullying.

A atividade integra as ações do Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, celebrado em 7 de abril, e reforça iniciativas contínuas voltadas à construção de um ambiente escolar mais seguro, acolhedor e respeitoso no Distrito Federal.

Mais de 13,6 mil moradias entregues pelo GDF beneficiam 40 mil pessoas no DF

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Mais de 40 mil pessoas já foram beneficiadas com entrega de unidades

Brasília, 9 de abril de 2026 — Com as chaves do novo apartamento em mãos, João Mário de Oliveira e Silva, de 49 anos, se prepara para iniciar uma nova etapa de vida no Itapoã Parque, ao lado da esposa e da filha. A conquista da casa própria é resultado das políticas habitacionais do Governo do Distrito Federal, executadas pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal.

Morando no DF desde 2012, o servidor público vivia de aluguel no Guará 2 e agora celebra a mudança para um imóvel próprio. O condomínio onde passará a residir conta com 96 apartamentos, e a mudança está prevista para os próximos dias, após a finalização das ligações de serviços essenciais.

A experiência de João reflete o impacto do programa habitacional no Distrito Federal. Desde 2019, mais de 13,8 mil unidades foram entregues, beneficiando cerca de 40 mil pessoas. A previsão é de que outras 20 mil moradias sejam disponibilizadas ainda neste ano.

De acordo com o presidente da Codhab, Marcelo Fagundes, os projetos vão além da entrega de imóveis, representando a realização do sonho da casa própria para milhares de famílias. Ele destaca que há mais de 63 mil unidades em fase de produção e que a meta é alcançar cerca de 100 mil novas moradias nos próximos cinco anos.

Além do Itapoã Parque, a Codhab busca ofertar moradias em todo o DF, como no Riacho Fundo II | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Os empreendimentos estão distribuídos em diversas regiões administrativas, como Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia, São Sebastião, Sobradinho, Sol Nascente, Gama e Brazlândia, além de novos projetos previstos para Ceilândia.

Segundo a companhia, a estratégia é priorizar áreas próximas a serviços públicos, transporte e comércio, garantindo melhor qualidade de vida aos moradores. Além disso, cada novo projeto contribui para a geração de empregos e o fortalecimento da economia local.

Com demanda contínua por moradia no DF, impulsionada pelo crescimento populacional e pela formação de novos núcleos familiares, o programa habitacional segue como uma das principais iniciativas para ampliar o acesso à casa própria na capital.

HRSM capacita profissionais para descarte correto de resíduos hospitalares

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Treinamento reforça segurança e práticas ambientais no ambiente de saúde

Brasília, 9 de abril de 2026 — Colaboradores do Hospital Regional de Santa Maria participaram, nesta semana, de um treinamento voltado ao descarte adequado de resíduos hospitalares. A capacitação teve como foco o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), considerado essencial para garantir a segurança de profissionais, pacientes e do meio ambiente.

Encontro com profissionais ligados ao HRSM abordou o gerenciamento correto de resíduos hospitalares | Foto: Divulgação/IgesDF

A atividade foi organizada em diferentes turnos para alcançar o maior número possível de equipes sem comprometer o funcionamento da unidade. A condução ficou a cargo da bióloga Laura Gatti, chefe do Núcleo de Responsabilidade Socioambiental, que apresentou as diretrizes que orientam o processo, desde a geração até a destinação final dos resíduos.

Durante a capacitação, foram abordadas as cinco etapas do gerenciamento: geração, identificação e classificação, acondicionamento, transporte e destinação final. Entre elas, a classificação foi apontada como etapa crítica, por influenciar diretamente todas as demais fases.

Os resíduos hospitalares são divididos em categorias como infectantes, químicos, radioativos, comuns e perfurocortantes, cada uma com regras específicas de descarte. Segundo a especialista, falhas na separação adequada ainda são frequentes, o que pode gerar riscos à saúde e impactos ambientais.

Materiais perfurocortantes, por exemplo, estão entre os principais responsáveis por acidentes de trabalho, exigindo descarte imediato após o uso e seguindo protocolos rigorosos de segurança.

O plano completo está disponível para consulta interna pelos colaboradores, que também podem buscar orientações diretamente com a equipe responsável. A iniciativa reforça a importância de práticas seguras e sustentáveis no ambiente hospitalar.

Desafio Liga Jovem mobiliza estudantes do DF a criarem com inovação

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Competição propõe soluções tecnológicas e oferece premiação internacional

Brasília, 9 de abril de 2026 — A Secretaria de Educação do Distrito Federal lançou, nesta quarta-feira (8), a 4ª edição do Desafio Liga Jovem, uma das principais iniciativas do país voltadas ao empreendedorismo entre estudantes. O evento ocorreu no auditório do Sebrae-DF, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA).

Voltado a alunos do ensino fundamental, médio e da Educação Profissional e Tecnológica, o desafio propõe a criação de soluções inovadoras para problemas reais do cotidiano escolar ou das comunidades. Entre os projetos possíveis estão aplicativos, jogos, produtos e serviços.

Segundo a secretária interina Iêdes Braga, a iniciativa busca estimular o desenvolvimento de competências e incentivar os jovens a criarem soluções que impactem positivamente a sociedade.

As equipes serão formadas por dois a cinco estudantes, com orientação de um professor, e deverão desenvolver um protótipo funcional. A ação conta com parceria do Instituto Ideias do Futuro e do Sebrae-DF, que oferecerão capacitações, mentorias e oficinas ao longo da competição.

Além da inovação, os projetos deverão estar alinhados ao currículo escolar e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, ampliando o impacto social das propostas.

Na edição anterior, o programa reuniu cerca de 55 mil participantes em todo o país. No Distrito Federal, 17 escolas públicas participaram, com 63 equipes inscritas. Para este ano, a expectativa é ampliar o alcance e envolver ainda mais estudantes da rede pública.

De acordo com Fernando Leite, o projeto tem potencial para transformar trajetórias, ao aproximar os jovens do universo da inovação e do empreendedorismo.

A premiação inclui uma viagem internacional para a equipe vencedora, prevista para o primeiro semestre de 2027, além de notebook para o segundo lugar e celular para o terceiro colocado.

Hemocentro prorroga cadastro para carteirinha de pacientes com doença falciforme

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Documento facilita atendimento e pode beneficiar mais de mil pessoas no DF

Brasília, 9 de abril de 2026 — A Fundação Hemocentro de Brasília prorrogou até o dia 15 deste mês o prazo para cadastro de pacientes com doença falciforme atendidos pela rede pública do Distrito Federal. A iniciativa garante a emissão de uma carteirinha de identificação, que busca facilitar o atendimento em serviços de saúde.

Para solicitar o documento, é necessário preencher um formulário eletrônico. A entrega das carteirinhas está prevista para o segundo semestre, com a expectativa de ampliar significativamente o número de beneficiados. Em 2025, cerca de 50 pessoas receberam o documento, enquanto a meta para este ano é ultrapassar mil pacientes atendidos.

Nova versão do documento traz diretrizes específicas de classificação de risco para pacientes com doença falciforme e inclui um QR code que dá acesso a uma área exclusiva no site do Hemocentro | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

A ação é realizada em parceria com a Associação Brasiliense de Pessoas com Doença Falciforme e tem como objetivo ampliar o alcance da iniciativa, garantindo mais agilidade e segurança no atendimento, especialmente em situações de urgência e emergência.

A carteirinha permite a identificação rápida da condição do paciente, contribuindo para decisões médicas mais assertivas. O documento inclui diretrizes de classificação de risco e um QR code que direciona a uma área exclusiva com protocolos clínicos, orientações de atendimento e materiais técnicos.

A doença falciforme é uma condição genética hereditária caracterizada por alterações na hemoglobina, responsável pelo transporte de oxigênio no sangue. Entre os principais sintomas estão anemia, crises de dor e maior vulnerabilidade a infecções, além do risco de complicações graves.

Podem solicitar a carteirinha pacientes diagnosticados com a doença e acompanhados pela rede pública de saúde do DF, bem como seus responsáveis legais.

Fondue: dicas de queijos brasileiros e vinhos para harmonizar

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Sommelière da Wine traz sugestões para elevar a experiência do prato com toques de regionalidade e harmonizações interessantes

Sommelière da Wine traz sugestões para elevar a experiência do prato com toques de regionalidade e harmonizações interessantes

No dia 11 de abril, celebra-se o Dia do Fondue, uma tradição suíça que encontrou no Brasil um terreno fértil para as melhores reinvenções. Embora a receita clássica com Gruyère e Emmental seja deliciosa e bem-vinda, a gastronomia contemporânea tem voltado os olhos para a riqueza dos alimentos e laticínios nacionais. Substituir ou mesclar clássicos europeus por queijos brasileiros não apenas valoriza a cultura e a produção local, como também entrega uma complexidade sensorial única, ideal para quem busca uma experiência mais gourmet e autêntica.

Thamirys Schneider, sommelière da Wine, maior clube de assinatura de vinhos do mundo, destaca que essa tropicalização do fondue pede coragem também na taça. “Sair do óbvio na escolha dos vinhos permite que as notas terrosas, picantes ou amanteigadas dos nossos queijos brilhem de uma forma nova”, afirma. Abaixo, exploramos cinco propostas de fondues com DNA brasileiro e as diretrizes para harmonizações saborosas e singulares.

  1. Fondue de Queijo Minas e Cachaça

Nesta versão autêntica, a leveza do queijo Minas ganha a personalidade e o calor da cachaça. Ideal para ser servido com cubos de pão ou legumes grelhados, este preparo pede vinhos brancos de corpo leve a médio. Uma boa ideia é buscar rótulos com notas aromáticas evidentes e acidez elevada para limpar o paladar, como os elaborados com as uvas Sauvignon Blanc, Pinot Grigio ou Riesling. A indicação da especialista é o português Casa de Vila Verde Alvarinho D.O.C. Vinho Verde 2024, que traz o frescor necessário para a combinação.

(https://www.wine.com.br/vinhos/casa-de-vila-verde-alvarinho-doc-vinho-verde-2024/prod31398.html)

  1. Fondue de Queijo Canastra

Para quem busca uma opção mais sofisticada e de sabor intenso, o icônico queijo mineiro é a escolha certa. Por possuir uma presença marcante, ele harmoniza perfeitamente com cubos de carne. Na taça, a sugestão é apostar em tintos de mais corpo, com estrutura tânica e acidez elevada, capazes de equilibrar a proteína e a intensidade do queijo. Vinhos com passagem por barrica, como os das uvas Cabernet Sauvignon, Syrah e Malbec, agregam complexidade à experiência.  Uma indicação com este perfil é o chileno Pérez Cruz Limited Edition D.O. Maipo Andes Syrah 2023.

(https://www.wine.com.br/vinhos/perez-cruz-limited-edition-d-o-maipo-andes-syrah-2023/prod31392.html)

  1. Fondue de Queijo Coalho e Cream Cheese com Ervas

Esta é uma proposta mais leve e delicada, onde o toque das ervas finas traz um frescor aromático irresistível. Para acompanhar essa suavidade, o ideal são vinhos brancos leves e cítricos. A harmonização deve buscar o equilíbrio entre a delicadeza do queijo e um toque herbáceo no vinho, mantendo sempre a acidez alta para refrescar o paladar. O argentino Portillo Valle de Uco Sauvignon Blanc 2024 é o parceiro ideal para esta composição.

(https://www.wine.com.br/vinhos/portillo-valle-de-uco-sauvignon-blanc-2024/prod31464.html)

  1. Fondue agridoce: Minas Padrão, Goiabada e Mel

Uma releitura criativa que traz o clássico contraste brasileiro para o mundo do fondue. Cremosa e levemente adocicada, esta opção é perfeita para quem deseja servir estes sabores tradicionais de uma nova maneira. Para harmonizar com o dulçor da goiabada e do mel, a recomendação é utilizar vinhos que acompanhem essa característica sem perder a vivacidade. Espumantes moscatéis são escolhas charmosas e afetuosas que elevam o prato. Uma indicação que harmoniza bem é um vinho brasilheiro, o Espumante Maraví Moscatel.

(https://www.wine.com.br/vinhos/espumante-maravi-moscatel/prod30798.html)

Sobre a Wine

A Wine foi fundada em 2008. A empresa, que já nasceu online há 15 anos, ousou investir em vinho no país da cerveja e, hoje, é o maior clube de assinatura de vinhos do mundo.Com a missão de conectar mais pessoas por meio da paixão pelo vinho e tornar o vinho um produto hiper disponível no mercado brasileiro, além do Clube Wine, a marca atua com o e-commerce www.wine.com.br, o app Wine Vinhos (disponível para download na AppStore e Google Play) e possui 13 lojas físicas no Brasil. São duas unidades na capital paulista, uma no Rio de Janeiro e 10 em cidades como Ribeirão Preto, Campinas, Salvador, Natal, Fortaleza, Recife, Belo Horizonte, Curitiba, Vitória e Porto Alegre. Além disso, a Wine está presente no México, com o clube de assinatura “Vino como quieras”.Ao lado da Cantu Grupo Wine e da Bodegas Grupo Wine, marcas que atuam com foco no B2B, a empresa compõe o Grupo Wine, que ocupa o primeiro lugar no ranking de importação e se consolidou como o grupo número 1 de vinhos no Brasil

O que é mito e o que é verdade sobre a esclerose múltipla

Especialista explica como é possível viver com a doença, manter a autonomia e planejar o futuro

A esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune e crônica que afeta o sistema nervoso central. Isso significa que o próprio sistema imunológico passa a atacar a mielina, uma espécie de “capa protetora” dos nervos, responsável por garantir que as

mensagens do cérebro cheguem corretamente ao corpo. Quando essa proteção é danificada, podem surgir dificuldades de movimento, sensibilidade, equilíbrio, visão e memória.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a esclerose múltipla atinge cerca de 2,8 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, a estimativa é de mais de 40 mil casos diagnosticados, de acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM). A EM é majoritariamente diagnosticada em adultos jovens, entre 20 e 40 anos, e atinge mais mulheres do que homens.

Sem o tratamento adequado, a progressão da doença pode levar à perda de autonomia física e cognitiva, impactando a vida social, profissional e emocional do paciente.

A seguir, a neurologista Viviane Carvalho, membro da Academia Brasileira de Neurologia, esclarece mitos e verdades sobre a condição

“Há cura para esclerose múltipla”

MITO. Atualmente, a esclerose múltipla ainda não tem cura estabelecida. O que existe hoje são tratamentos capazes de controlar a atividade inflamatória da doença, reduzir a frequência de surtos, diminuir o aparecimento de novas lesões na ressonância magnética e retardar a progressão da incapacidade em muitos pacientes. Em outras palavras, ainda não falamos em cura, mas sim em controle da doença — o que já representa um avanço importante. Em alguns casos, a resposta ao tratamento é tão positiva que a pessoa pode permanecer por longos períodos sem surtos, sem novas lesões e sem piora clínica aparente.

“A esclerose múltipla é difícil de diagnosticar e costuma ser descoberta tardiamente”

VERDADE (com ressalvas). A esclerose múltipla pode ser desafiadora de diagnosticar, porque seus sintomas são variados e, muitas vezes, inespecíficos. Alterações como visão turva, dormência, fraqueza, desequilíbrio, fadiga ou problemas urinários podem ter diferentes causas, o que pode dificultar a identificação da doença. Além disso, não existe um exame único capaz de confirmar o diagnóstico. Ele é feito a partir da combinação da história clínica do paciente, exame neurológico, exames de imagem — como a ressonância magnética — e, em alguns casos, análise do líquor e outros testes complementares.

Por outro lado, afirmar que a doença costuma ser descoberta tardiamente já não reflete totalmente a realidade atual. Com critérios diagnósticos mais refinados e maior acesso à ressonância magnética, muitos casos têm sido identificados mais precocemente. Ainda assim, atrasos no diagnóstico podem ocorrer, especialmente quando os sintomas iniciais são sutis, inespecíficos ou confundidos com outras condições.

“A progressão da Esclerose Múltipla é inevitável e sempre rápida”

MITO. A evolução da esclerose múltipla é bastante variável e não ocorre da mesma forma em todos os pacientes. Também não se pode afirmar que a piora seja sempre rápida. Há pessoas que permanecem por muitos anos com boa funcionalidade, especialmente quando o diagnóstico é feito precocemente e o tratamento adequado é iniciado de forma oportuna.

A doença pode apresentar fases inflamatórias mais evidentes, marcadas por surtos, ou formas progressivas, em que a piora ocorre de maneira mais lenta e gradual. O ponto central é que a progressão não segue um padrão único. Atualmente, o objetivo do tratamento é justamente reduzir a progressão da doença e retardar ao máximo o acúmulo de incapacidade. Quanto antes iniciarmos o tratamento do paciente, melhores os resultados.

“O tratamento para Esclerose Múltipla é difícil de seguir”

MITO. No passado, as opções terapêuticas eram mais limitadas e, em alguns casos, mais difíceis de incorporar à rotina. Hoje, porém, existem diversas alternativas de tratamento para a esclerose múltipla, incluindo medicações orais, injeções aplicadas sob a pele e medicamentos administrados diretamente na veia, o que permite maior individualização da terapia. Com orientação adequada da equipe de saúde, em muitos casos ele pode ser integrado à rotina do paciente de forma segura e viável.

“A esclerose múltipla impede o paciente de manter uma rotina ativa e trabalhar”

MITO. Ter esclerose múltipla não significa, necessariamente, perder a vida ativa, a produtividade ou a capacidade de trabalhar. Muitas pessoas com a doença estudam, trabalham, praticam atividades físicas e mantêm uma rotina independente.

O impacto da esclerose múltipla varia de acordo com fatores como o tipo da doença, o grau de atividade inflamatória, os sintomas predominantes, a resposta ao tratamento e as condições do ambiente de trabalho. Em alguns casos, podem ser necessários ajustes, como flexibilização de horário, pausas ao longo do dia, controle de temperatura, adaptações ergonômicas ou redução temporária da carga de trabalho. Ainda assim, isso não significa que o trabalho se torne inviável.

De forma geral, a esclerose múltipla pode trazer desafios, mas frequentemente é compatível com uma vida ativa, especialmente quando há tratamento e acompanhamento adequados.

“Existe mais de um tipo de esclerose múltipla”

VERDADE. A esclerose múltipla não se manifesta da mesma forma em todos os pacientes. Do ponto de vista clínico, ela pode apresentar diferentes padrões de evolução ao longo do tempo e é classificada em três tipos: a remitente-recorrente (EMRR), a primária progressiva (EMPP) e a secundária progressiva (EMSP).

Essas categorias ajudam a compreender como a doença se manifesta e evolui em cada pessoa. Na prática, essa classificação é importante, porque o tipo de curso clínico pode influenciar o prognóstico, o acompanhamento médico e a escolha do tratamento. Além disso, os critérios de classificação da esclerose múltipla vêm sendo aprimorados ao longo do tempo, refletindo a complexidade da doença.

“Quem tem esclerose múltipla inevitavelmente perde a autonomia ao longo do tempo”

MITO. Esse é um dos mitos mais prejudiciais sobre a doença, pois pode gerar medo e estigma. Embora a esclerose múltipla possa levar a algum grau de incapacidade em parte dos pacientes, não é correto afirmar que a perda de autonomia seja inevitável. A evolução da doença é bastante heterogênea, e muitas pessoas mantêm independência funcional por longos períodos, especialmente quando recebem diagnóstico precoce, acompanhamento regular e tratamento adequado.

Além disso, a autonomia não se resume apenas à capacidade de caminhar. Aspectos como cognição, fadiga, visão, destreza manual e o manejo adequado dos sintomas também influenciam a funcionalidade no dia a dia — e muitos desses fatores podem ser trabalhados com acompanhamento multidisciplinar, envolvendo profissionais como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, nutricionistas e psicólogos. Por isso, a evolução da doença deve sempre ser analisada de forma individual, e não como uma trajetória inevitável de incapacidade.

Mundial de Marcha Atlética altera o trânsito na Esplanada de sexta a domingo

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Detran-DF fará interdições viárias para a disputa da competição internacional que acontece em Brasília

Em razão da realização do Campeonato Mundial de Marcha Atlética, neste sábado (11) e no domingo (12), na Esplanada dos Ministérios, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) fará alterações nas vias da região.

Artes: Detran-DF

 

Na sexta-feira, a partir das 23h, a Via S1 será interditada na altura da alça leste da Estação Rodoviária de Brasília (ERB). Também serão fechados a saída do estacionamento do SesiLab para a Via S1, bem como os acessos aos estacionamentos da Biblioteca Nacional de Brasília e do Museu Nacional da República.

 

Todos os acessos à Via S1, até na altura do Bloco D da Esplanada, serão fechados. O tráfego que segue pela Via L2 Sul, sentido Esplanada, será direcionado para o Buraco do Tatuí. O acesso ao estacionamento da Catedral será permitido apenas pelo túnel da Cúria, na Via S2.

 

Além de implantar a sinalização, as equipes do Detran-DF atuarão durante todo o evento nas imediações do local para organizar o trânsito e garantir a segurança viária. A previsão é que as vias sejam liberadas no domingo, a partir das 18h.

Celina sanciona lei que facilita crédito para mulheres empreendedoras

Programa de apoio do GDF visa ao fortalecimento de negócios femininos, com acesso a recursos financeiros, capacitação profissional e suporte técnico

A governadora Celina Leão sancionou o Projeto de Lei nº 2.209/2026 para criação do Programa de Apoio à Mulher Empreendedora do Distrito Federal nesta quarta-feira (8). A iniciativa visa ao desenvolvimento e ao fortalecimento dos empreendimentos de pequeno porte controlados e liderados por mulheres, com geração de oportunidades, renda e independência financeira por meio do acesso a crédito, capacitação e suporte técnico.

 “Algumas pessoas erroneamente acham que a luta das mulheres é só delas, mas é uma luta da sociedade, homens e mulheres unidos pela igualdade de direitos, pela igualdade de oportunidades”, declarou a governadora Celina Leão durante a solenidade | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

 

Celina ressaltou a importância de ampliar políticas públicas voltadas às mulheres: “Esse PL que foi votado pela Câmara Legislativa é um projeto muito importante e foi um pedido da superintendente do Sebrae [Rose Rainha], que tem um olhar muito forte para o público feminino. Sabemos que muitas delas precisam de crédito, precisam de ajuda, e tudo está na lei sancionada, que vai prever uma prioridade de investimento para as nossas mulheres”.

O programa tem o objetivo de viabilizar o suporte financeiro às mulheres que lideram e chefiam negócios. O texto sancionado propõe diretrizes de concessão de crédito mais favoráveis do que as praticadas no mercado convencional, com taxas de juros reduzidas ou subsidiadas, prazos de carência estendidos e a simplificação de garantias. Os recursos poderão ser aplicados de modo diverso, desde o suporte à rotina empresarial, com aquisição de equipamentos e modernização das operações, a fim de garantir o pleno funcionamento e o crescimento dos negócios.

De acordo com a govenadora, os esforços por igualdade não são exclusivos do público feminino, mas sim um compromisso de toda a sociedade. “Algumas pessoas erroneamente acham que a luta das mulheres é só delas, mas é uma luta da sociedade, homens e mulheres unidos pela igualdade de direitos, pela igualdade de oportunidades”, declarou.

Sancionado na íntegra, o texto foi aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em 17 de março e é de autoria dos deputados distritais Jaqueline Silva, Wellington Luiz, Dayse Amarilio, Doutora Jane e Paula Belmonte. A ideia do programa surgiu durante os debates do Movimenta 2026, evento organizado pelo Sebrae com participação de líderes, parlamentares e especialistas para articular políticas públicas de transformação social.

Rose Rainha, superintendente do Sebrae, enfatizou: “É uma política pública de facilitação e acesso ao crédito”

 

A superintendente do Sebrae-DF, Rose Rainha, falou sobre a importância da iniciativa e do esforço coletivo em incentivar os negócios femininos. “Nós entregamos ao presidente da Câmara Legislativa a minuta de uma proposta de projeto de lei focada em empreendedorismo, e, para nossa felicidade, em 15 dias a proposta foi aprovada por unanimidade”, comemorou. “É uma política pública de facilitação e acesso ao crédito”.

Giselle Ferreira, secretária da Mulher, comemorou: “É mais uma ação para o empreendedorismo feminino, visando a mulheres, mães solos, microempreendedoras, justamente porque a saída para um mundo sem violência contra meninas e mulheres passa pela autonomia financeira”

 

A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, lembrou que o programa é mais uma política pública implementada pelo governo para fortalecer a autonomia das mulheres: “É mais uma ação para o empreendedorismo feminino, visando a mulheres, mães solo, microempreendedoras, justamente porque a saída para um mundo sem violência contra meninas e mulheres passa pela autonomia financeira. Este é mais um braço do GDF. Com o Sebrae, temos uma parceria que percorre as cidades justamente para chegar às mulheres, e agora de forma ainda mais efetiva com microcrédito”.

Programa de Apoio à Mulher Empreendedora

Podem participar mulheres que sejam microempreendedoras individuais ou donas de micro e pequenas empresas, tanto na área urbana quanto na rural, desde que tenham controle e gestão do negócio. Terão prioridade no acesso ao crédito as mães solo, vítimas de violência, mulheres negras, de baixa renda, mães atípicas, mulheres acima de 50 anos e em situação de vulnerabilidade social.

A proposta condiciona o acesso ao crédito à realização de capacitação técnica e à apresentação de um plano de negócios estruturado. As áreas de qualificação incluem gestão empresarial, educação financeira, marketing e liderança de equipes, bem como preparação para exportação e participação em licitações públicas. Os cursos serão ministrados online, com horários flexíveis para facilitar a adesão das empreendedoras.