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Empresas de fachada na Bahia são donas de contrato milionário no DF

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Fraude na licitação do GDF - Local que deveria funcionar a empresa de transporte WLSP, porém funciona uma empresa de suplemento alimentar - Foto: Reprodução Daniel Ferreira/Metrópoles
Local que deveria funcionar a empresa de transporte WLSP, porém funciona uma empresa de suplemento alimentar – Foto: Reprodução Daniel Ferreira/Metrópoles

 

No lugar onde deveriam existir duas transportadoras funcionam, na verdade, um bar, um salão e uma loja de suplementos alimentares

Por Carlos Carone, do Metropolis – As duas empresas contratadas pelo GDF para atuar no apoio à limpeza e à manutenção das vias públicas em cidades do Distrito Federal são de fachada. No estado da Bahia, um bar, um salão de beleza e uma loja de vitaminas funcionam nos endereços onde deveriam existir a sede da LN Distribuidora e Comércio Ltda e da WLSP Logística e Construção. A reportagem do Metrópoles teve acesso a documentos e fotos que revelam as reais atividades das supostas transportadoras que desde junho tornaram-se parceiras do governo local.

Em junho deste ano, saiu o resultado da licitação referente ao Pregão Eletrônico 148/2014, que prevê a contratação de quase 600 caminhões e carretas para auxiliar na limpeza e na manutenção de vias do DF. As duas firmas vencedoras – a LN e a WLSP –  dividiram cinco lotes de serviço que somam R$ 60,3 milhões. O valor é 25% abaixo do que o estimado no edital da licitação. Mas os primeiros indícios de direcionamento na concorrência demonstram que esse barato pode sair caro.

Local que deveria funcionar a empresa LN funciona o Bar do Biro Biro
Local que deveria funcionar a empresa LN funciona o Bar do Biro Biro

Responsável pelos lotes 1 e 2 do contrato em vigência com o governo do DF, a LN funciona na rua Professor Cassilandro Barbuda, nº 714, loja, 4, no bairro Costa Azul, em Salvador. Exatamente no mesmo lote existe o famoso “Bar do Biro Biro” e o salão de beleza “Samuka”, onde os baianos tomam cerveja gelada e dão um “tapa” no visual. Os dois comércios são geminados e muito visitados pelos moradores do bairro, que nunca ouviram falar da empresa LN Distribuidora.

A outra empresa contratada pelo GDF, a WLSP Logística, também aparenta uma versatilidade difícil de acreditar. Segundo os documentos apresentados para validar o contrato com o GDF, a WLSP funciona na Estrada da Liberdade, Nº 33, loja 02, bairro da Liberdade, também em Salvador. Só que nesse endereço existe, na verdade a loja “Bravo Suplementos” (foto no alto da página), especializada na venda de vitaminas e compostos alimentares para atletas.

 

 

 

Bahia(BA), 20/09/2015 - Fraude na licitação do GDF - Local que deveria funcionar a empresa LN logística, porém funciona um bar e um salão de beleza - Foto: Reprodução Daniel Ferreira/Metrópoles
Bahia(BA), 20/09/2015 – Fraude na licitação do GDF – Local que deveria funcionar a empresa LN logística, porém funciona um bar e um salão de beleza – Foto: Reprodução Daniel Ferreira/Metrópoles

Na parte de cima desse comércio, foi erguido um pequeno sobrado, com três lojas no térreo e dois apartamentos no andar superior. Mais uma vez, nenhum morador ou comerciante ouviu falar da empresa WLSP na região. O Metrópoles teve acesso às certidões da Junta Comercial da Bahia que detalham as informações sobre as empresas contratadas pelo governo do DF. Elas confirmam a incoerência de atividades.

Imbrógilo licitatório

Em sete de agosto deste ano, uma reportagem publicada pela equipe do Metrópoles revelou que a LN e a WLSP pertencem à mesma família. O dono da LN, Lázaro Nunes, é casado com Caroline Cruz. Ela é filha de Antônio José da Cruz, companheiro de Gilvana Lima, representante legal da WLSP. Antônio José é ex-vereador de Salvador, pelo PSB, mesmo partido do governador Rodrigo Rollemberg.

Além do vínculo entre os proprietários da LN e da WLSP, Caroline é sócia da Podium Distribuidora, que também participou da licitação em Brasília, mas não levou. As duas últimas empresas, inclusive, são vizinhas na capital baiana.

Em meio a conexões duvidosas, surge mais um fato digno de atenção. A LN nomeou José Henrique Oliveira de Souza em primeiro de junho seu representante legal em Brasília. Henrique foi candidato a deputado distrital pelo PSB.

Diante dos indícios de irregularidades no processo licitatório, o Tribunal de Contas do DF (TCDF) suspendeu, em 8 de agosto, por meio de uma liminar, o contrato assinado entre o governo e as duas empresas. A Corte ainda irá julgar o mérito da licitação.

Uma das planilhas de controle da Subsecretaria de Gestão das Cidades, vinculada à Vice-Governadoria, evidencia a defasagem na prestação dos serviços contratados da WLSP. De um total de 114 caminhões pedidos pela subsecretaria, apenas 41 foram entregues.

A Secretaria de Gestão Administrativa e Desburocratização do GDF informou, por meio de nota que os contratos referentes aos lotes 3,4 e 5 da referida licitação continuam suspensos obedecendo a decisão do TCDF. “O Governo de Brasília esclarece que continuará com a suspensão até a decisão final do Tribunal”, diz a nota.

Sem terras prometem ficar a semana acampados em frente ao Palácio do Buriti

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Breno Fortes/Correio Braziliense
Breno Fortes/Correio Braziliense

 

A frente ao Palácio do Buriti amanheceu com barracas montadas e redes nesta segunda-feira, 21, tomada por manifestantes em favor da reforma agrária. Aproximadamente 150 pessoas representam 11 movimentos, entre eles o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

Eles querem a divisão das terras públicas do governo, condições de trabalho e moradia ao povo do campo. Os sem terras prometem ficar até a próxima sexta-feira, 25, e a ideia fazer uma mobilização com cerca de 5 mil pessoas. Eles pedem ainda para serem recebidos pelo governador Rodrigo Rollemberg. As informações são do Correio Braziliense

Câmara Legislativa discute nesta semana pacote anticrise enviado pelo GDF

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Presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PDT), e governador Rodrigo Rollemberg na entrega do Projeto de Lei Orçamentária de 2016 (Foto: Renato Araújo/GDF/Divulgação)
Presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PDT), e governador Rodrigo Rollemberg na entrega do Projeto de Lei Orçamentária de 2016 (Foto: Renato Araújo/GDF/Divulgação)

 

Projetos passam em duas comissões, mas podem ser ‘puxados’ ao plenário. Oposição promete resistência a alta de impostos; prazo é dia 2 de outubro

Os projetos de lei enviados pelo Palácio do Buriti com “medidas de austeridade” devem dominar a pauta de discussões da Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta semana. Os aumentos sugeridos no IPTU, no ICMS e na taxa de iluminação pública (CIP) precisam ser sancionados até o dia 2 de outubro para que comecem a valer em 2016. O pacote teria que ser aprovado na Câmara até esta sexta (25), mas os parlamentares mostram restrição à alta de impostos.

“Nós estamos trabalhando, conversando com todos os atores do processo. Dizendo que a situação financeira é gravíssima. Obviamente, uma ou outra proposta pode sofrer resistência, mas a Câmara tem mostrado disposição de ajudar a cidade”, afirma o secretário de Relações Institucionais, Marcos Dantas, responsável pela articulação do Executivo com o Legislativo.

Dantas afirma que a liberação de R$ 352 milhões de emendas parlamentares para reforçar o caixa da Saúde, acertada entre os 24 deputados distritais, é sinal de uma relação mais pacífica entre os poderes. “A conjuntura é bem diferente, a Câmara está com uma nova visão econômica e financeira”, declara.

O pacote de medidas contra a crise chegou à Câmara Legislativa na última terça (15), dividido em cinco projetos de lei assinados pelo Executivo. A numeração vai do PL 649/2015 ao PL 653/2015. Os textos precisam passar pelas comissões de Orçamento e Finanças (CEOF) e de Constituição e Justiça (CCJ) antes da votação por todos os deputados.

Todos os projetos foram enviados em “regime de urgência”. Se houver acordo entre os líderes partidários nesta terça (21), a tramitação pode ser abreviada. Neste caso, os relatórios de cada comissão são lidos e aprovados em plenário, e a votação pode ser concluída em poucas horas.

Mais impostos – Quase todas as propostas enviadas à Câmara mexem na carga tributária. O projeto 649/2015 cria uma “tarifa extra de limpeza pública” para imóveis não residenciais que ultrapassarem um limite a ser determinado na produção de lixo. O valor seria cobrado simultaneamente à Taxa de Limpeza Pública (TLP), que varia de acordo com a região administrativa.

O texto também altera as alíquotas de cobrança do ICMS. A taxa básica, válida para todos os produtos que não têm tributação específica, passa de 17% para 18%. Com isso, o GDF espera arrecadar R$ 400 milhões a mais em 2016.

O ICMS sobre TV por assinatura passaria de 10% para 15%, turbinando a arrecadação em R$ 52 milhões. O ICMS sobre bebida e tabacaria pode subir de 25% para 29%, podendo gerar receita extra de R$ 100 milhões com base nas vendas de 2014.

O texto também adequa a legislação do DF à PEC do Comércio Eletrônico, que divide o imposto recolhido em compras virtuais e pode gerar R$ 385 milhões adicionais nos cofres do DF no ano que vem. Somadas, todas as alterações de ICMS representam “bônus” de R$ 655 milhões para o próximo ano.

O PL 650/2015 trata do Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis (ITCD), ou “imposto da herança”. Ao invés da taxa única atual, fixada em 4%, o texto propõe uma alíquota progressiva de 3% a 8%, baseada no valor herdado. Transmissões abaixo de R$ 50 mil pagariam a taxa mínima, e acima de R$ 400 mil, a taxa máxima. O incremento esperado nas contas públicas é de R$ 33 milhões em 2016.

O PL 651/2015 também mexe na cobrança do ICMS. O texto permite que o DF cobre a “diferença de imposto” nos produtos que chegam à capital a partir de outros estados, onde o ICMS é menor. Essa diferença de alíquotas faz com que empresas de fora levem vantagem em relação a fornecedores do DF – o que pode ser corrigido pelo projeto, segundo o GDF.

O PL 652/2015 abre a possibilidade de sortear prêmios em dinheiro para os cidadãos participantes do Programa Nota Legal, de modo a estimular a inclusão do CPF nos cupons fiscais. Segundo o GDF, a ideia foi recomendada pelo Tribunal de Contas para tornar a iniciativa mais atraente.

O PL 653/2015 mexe nas alíquotas do IPTU e propõe a “atualização” da pauta de valores venais – o valor de cada imóvel, utilizado no cálculo do imposto – em dez pontos percentuais acima da inflação. Com isso, o IPTU poderia ficar até 19% mais caro em 2016. O GDF espera arrecadar R$ 53 milhões a mais em 2016, com a possibilidade de novos aumentos nos anos seguintes.

Taxa de luz – O GDF aproveita a maratona de reuniões com deputados para negociar a aprovação do PL 623/215, que reajusta a taxa de iluminação pública (CIP) em 32,5%. A taxa incide todos os meses na conta de luz e varia de acordo com a faixa de consumo. O texto chegou à Câmara em 1º de setembro, mas ainda não avançou.

Antes mesmo de tramitar nas comissões, o texto recebeu emendas que podem “desfigurar” a proposta ou frustrar a expectativa de arrecadação do GDF. As alterações, propostas pelo deputado Bispo Renato Andrade (PR), trocam os 32,5% pelo índice de inflação e pedem uma contrapartida: o corte de dois em cada três cargos comissionados.

A emenda modificativa fala em manter “no máximo” 6.938 cargos em comissão e funções de confiança, equivalente a um terço dos 20.814 postos mantidos pelo GDF até junho. Os dados se baseiam nos quadros de força do trabalho divulgados pela Secretaria de Gestão Administrativa e Desburocratização no Diário Oficial do DF, em 17 de agosto.

Outro pacote – Na sexta (18), três dos cinco distritais do PT se reuniram com o governador Rodrigo Rollemberg para apresentar um “pacote alternativo”, com 15 propostas para aumentar a arrecadação sem mexer na carga tributária.

Wasny de Roure, Ricardo Vale e Chico Vigilante incluíram a ocupação do novo Centro Administrativo, em Taguatinga, e a regularização de terras como opções para salvar o caixa.

“Estamos mostrando que não somos só de criticar. Somos uma oposição que critica, mas que tem sugestões e propostas para o Distrito Federal”, diz Vigilante. As propostas não foram formalizadas em projetos no sistema da Câmara.

Reajustes travados – Desde o início do ano, a Câmara do DF tem mostrado resistência na aprovação de projetos que aumentam impostos. Entre fevereiro e maio, cinco projetos que alteravam a arrecadação pública foram rejeitados. Sem apoio parlamentar, o Buriti disse colocar os projetos em “banho-maria”, mas afirmou que eles poderiam voltar no segundo semestre.

Entre as propostas do Buriti recusadas na Câmara estavam o aumento na cobrança do IPTU, o fim do “IPVA zero” para veículos no ano da compra e o leilão de dívidas com fornecedores, para reduzir o valor a ser pago. Os textos faziam parte do “Pacto por Brasília”, enviado pelo Executivo em fevereiro na esperança de cobrir o rombo nas contas públicas.

O subsecretário de Relações Legislativas, Sérgio Nogueira, afirmou ao G1 em maio que a reação negativa aos projetos não era uma “derrota” do GDF. “Não são derrotas, são negociações, recuos estratégicos para não perder o principal de cada projeto. Diferentemente do governo passado, este não cooptou os distritais, que têm muito mais liberdade para questionar os textos”, disse.

O segundo “pacote econômico” enviado por Rollemberg ao Buriti em maio também não avançou. Os projetos previam alterações em impostos como IPVA, ICMS e TLP, mas seguem parados nas comissões da Câmara e sem expectativa de votação em plenário.

Os reajustes sobre o IPVA de carros e motos e sobre o ICMS dos combustíveis foram aprovados e passam a valer no ano que vem. Segundo o GDF, as mudanças aumentam a arrecadação em R$ 500 milhões. (Do G1 DF)

Passagem de ônibus e metrô no DF fica em média 40% mais cara a partir de hoje

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GDF diz que vai economizar cerca de R$ 50 milhões só neste ano com o aumento

Andar de ônibus ou de metrô no Distrito Federal (DF) ficou mais caro. Entrou em vigor, neste domingo (20), o aumento médio de 40% no valor das tarifas do transporte público do DF. O reajuste faz parte de uma série de medidas anunciadas na última terça-feira (15) pelo governo local para tentar equilibrar as contas da capital federal.

As tarifas que custavam R$ 1,50 passaram para R$ 2,25; as de R$ 2, para R$ 3; as de R$ 2,50, para R$ 3; e as de R$ 3, para R$ 4. A passagem do metrô, que era R$ 3, passou para R$ 4 e não haverá mais descontos nos fins de semana e feriados. Os valores do tíquete de ônibus eram os mesmos desde 2006. A passagem de metrô não passa por reajuste desde 2009.

Usuários do transporte público dizem que o aumento nas passagens vai pesar no orçamento das famílias.

“Para quem ganha pouco, esse R$ 1 na passagem faz muita diferença. No fim do mês, é um dinheiro que poderia usar, por exemplo, para o lazer da minha família”, afirma a empregada doméstica Lila Oliveira.

O contador Ricardo Monte conta que foi pego de surpresa com o anúncio do governo de Brasília. Ele mora no Entorno do DF, que também teve o valor das passagens reajustados neste ano, e precisa pegar dois ônibus para chegar ao trabalho.

“Gasto pelo menos R$ 300 todo o mês com ônibus, fora o que minha esposa e filhos gastam. Esse valor vai para mais de R$ 400. Juntando toda a família, é mais de 30% da renda comprometidos com transporte público”, diz.

Para a vendedora Marinalva Monte, o reajuste das tarifas não veio acompanhado de melhoria no serviço. “Se os ônibus passassem na hora e não estivessem sempre cheios, eu até concordava com o aumento. Mas não é isso que acontece hoje”.

O governo do Distrito Federal informa que vai economizar, só neste ano, cerca de R$ 50 milhões com o aumento. Em 2016, a previsão é que esse valor chegue a, pelo menos, R$ 100 milhões. Isso porque o sistema de transporte é pago parte pelos usuários, com as passagens, e parte pelo governo.

Segundo o secretário de Mobilidade do DF, Carlos Tomé, o reajuste foi a única opção. “Sabemos que isso vai gerar uma carga maior de gasto para a sociedade, mas, se nós não fizéssemos agora, corria o risco de o sistema parar até o final do ano por absoluta falta de recursos”. (do Portal R7)

Governador Rollemberg convida movimentos sociais para explicar reajustes

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Foto:Tony Winston/Agência Brasília
Foto:Tony Winston/Agência Brasília

Representantes do governo reuniram-se neste sábado (19) para definir estratégias com o objetivo de assegurar o diálogo com o Movimento Passe Livre, grupo que coordena manifestações sobre mobilidade urbana na cidade

Por Gabriela Moll – Na manhã deste sábado (19), o governador Rodrigo Rollemberg convocou integrantes do governo para avaliar o protesto da noite de sexta-feira (18) — quando cerca de 500 manifestantes ocuparam a Rodoviária do Plano Piloto contra o reajuste nas tarifas de transporte público — e para tomar providências que assegurem a tranquilidade da população. “Estamos abertos ao diálogo com o Movimento Passe Livre [que coordenou o ato] e vamos reiterar o convite para uma conversa franca, com o intuito de mostramos a situação do financiamento do transporte coletivo”, afirmou Rollemberg.

O secretário de Relações Institucionais, Marcos Dantas, convidou os líderes do movimento para reunião na segunda-feira (21) a fim de esclarecer os motivos do reajuste, medida tomada para evitar um colapso no sistema. “Um dos nossos objetivos é garantir a continuidade da tarifa zero para estudantes, idosos e pessoas com deficiência”, argumentou o governador. Os passes subsidiados pelo governo representam 54,63% do que é gasto anualmente com o transporte. Os usuários pagantes representam 45,37% do total pago.

Sobre a manifestação de sexta-feira (18), Rollemberg defendeu a legitimidade do ato, mas ressaltou a importância de ações do tipo não afetarem o direito de ir e vir de outras pessoas. O governador também frisou que é preciso respeitar o patrimônio público. O Executivo ainda informou que vai apurar se houve excessos durante a ação, que registrou dois policiais militares e dois manifestantes feridos.

O comandante-geral da PM, coronel Florisvaldo Cesar, declarou que a orientação é que os policiais ajam sempre com cautela. “Vamos continuar trabalhando para garantir que as pessoas exerçam seus direitos, respeitando o direito dos outros e a cidade.”

Mudanças – A partir de domingo (20), as passagens de ônibus, que hoje variam de R$ 1,50 a R$ 3, custarão de R$ 2,25 a R$ 4. Já a tarifa do metrô passará de R$ 3 para R$ 4. O secretário de Mobilidade, Carlos Tomé, reforçou que a decisão de aumentar as passagens foi tomada para evitar que o sistema de transporte público entrasse em colapso. “Ou fazíamos o reajuste ou corríamos o risco altíssimo de o sistema parar”, alertou.

Desde janeiro de 2006, o preço das passagens de ônibus não sofre alterações para o consumidor. “Os custos, entretanto, aumentaram muito. A variação do combustível nestes nove anos, por exemplo, foi de 51%; e a dos salários dos rodoviários, de 141%”, explica Tomé. Com o aumento, o governo deixará de gastar cerca de R$ 50 milhões até dezembro. Em 2016, a previsão é de que essa cifra seja de R$ 100 milhões a R$ 150 milhões.

Melhorias – O titular da pasta da Mobilidade também prevê melhorias no serviço. “Na parte operacional, definimos três etapas de trabalho que, a longo prazo, aumentarão a oferta e cobrirão toda a cidade com transporte.” A primeira etapa, que reduzirá a quantidade de linhas diretas — o que diminuirá o tempo de espera e aumentará a demanda atendida — já começou.

O secretário também destacou que o governo subsidia o transporte no DF, ou seja, quando o usuário passa pela catraca do ônibus ou do metrô, o que ele paga não representa o valor total do bilhete. Caso a tarifa técnica, que representa o custo real da passagem, fosse repassada diretamente ao cidadão, o valor do bilhete mais caro (que será R$ 4 a partir de domingo) seria R$ 6,70.

Participaram da reunião o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio; o secretário da Segurança Pública e da Paz Social, Arthur Trindade; o secretário de Relações Institucionais e Sociais, Marcos Dantas; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do DF, coronel Hamilton Santos Esteves Junior; o representante da Casa Militar coronel Leonardo Sant’Anna, o chefe de gabinete do governo de Brasília, Rômulo Neves; e a chefe de Comunicação, Vera Canfran.

Venda direta de lotes em condomínios pode ajudar GDF sair da crise, mas ninguém toca no assunto

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O assunto nem foi discutido pela equipe de governança que formatou o pacote de medidas para enfrentar a crise financeira

Da Redação Radar – O secretario de fazenda do Distrito Federal, Pedro Meneguetti não soube responder se o governo vai ou não promover a venda direta de lotes em condomínios consolidados, conforme determina a Lei Federal nº 9.262/96 e na Lei Distrital 954/95, construídos em áreas que supostamente pertencem a Terracap.

Durante um encontro com blogueiros de políticas, ocorrido nesta sexta-feira (18), no Buriti, Meneguetti disse ao Radar que a venda direta de lotes não se encontra incluída no pacote de medidas, enviado a Câmara Legislativa, que tem o objetivo de recuperar as combalidas finanças do DF.

Segundo ele, o assunto nem foi discutido pela equipe de governança que formatou o pacote de medidas para enfrentar a crise financeira. O secretário de Fazenda não quis entrar em detalhes e julga que cabe a própria Terracap e a Secretaria de Estado de Gestão do Território e Habitação (SEGETH), se manifestarem sobre o tema que inclui ainda a liberação de habite-se e alvarás para os mais de 12 mil imóveis. Uma receita que representa mais de 10 bilhões de reais que o governo vai continuar perdendo.

Meneguetti informou que foi decidido anteontem, em audiência pública, a venda de 33 imóveis do GDF. A proposta será incluída na próxima segunda-feira ao conjunto de medidas que visam arrecadar dinheiro aos cofres do Buriti. O dinheiro vai ser utilizado na quitação de dívidas. Ele concordou que a venda direta podem ajudar o governo sair da linha vermelha da lei de Responsabilidade Fiscal. Mas isso ficou apenas ficou na opinião dele sem fatos concretos.

PREFERE DERRUBAR A LEGALIZAR

O Governo de Brasília prefere gastar dinheiro derrubando casas quando pode arrecadar regularizando, conforme os dizeres de uma faixa carregada por moradores de condomínios na porta do Buriti. No mês de julho, o GDF teria investido R$10 milhões em operações da Agesfis, ação que levou ao chão 25 casas da Chácara 200 em Vicente Pires, as quais o Governo de Brasília terá que indenizar os seus donos agora. As casas foram construídas com a autorização do Estado.

O GDF deixou de recolher este ano cerca de R$ 800 milhões se tivesse se empenhado dentro do Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal pela aprovação dos projetos, para em seguida promover a venda direta dos 5.339 lotes nos condomínios Parque do Estância Jardim Botânico, Mirante das Paineiras, Jardim das Paineiras e Jardim Botânico VI.

DORMIU NO PONTO

O GDF nem mesmo conseguiu avançar para colocar a venda de lotes nos condomínios Solar de Brasília e Ville de Montagne, na região do Jardim Botânico que estão com os seus projetos aprovados pelo CONPLAN desde o mês de maio. Até agora, o governo continua emperrado para definir uma tabela de preços e nem sabe informar quando isso irá acontecer. A receita extra poderia poupar Rodrigo Rollemberg de aumentar o prato de comida nos restaurantes comunitários neste momento em que humildes trabalhadores é quem mais sente o peso da crise.

No DF, cerca de 600 mil pessoas moram em condomínios horizontais e em processo de regularização há mais de 20 anos. Grande parte dos parcelamentos consolidados estaria (não há nenhuma definição sobre isso) em terras pertencentes à Terracap ou divide a área comum com a imobiliária do governo.

É consenso geral de toda a população condominial do DF de buscar a segurança jurídica de suas moradias e quer ter a prioridade na compra do lote onde se encontra estabelecido. No ano passado, uma das bandeiras de campanha de Rodrigo Sobral Rollemberg foi a de regularizar os condomínios. A venda direta de lotes foi à frase mais repetida pelo então candidato a governador do Distrito Federal.

“Se quiser regularizar o governo tem instrumentos e leis para isso”, disse o advogado Mario Gilberto que defende o instituto da venda direta com base na Lei Federal nº 9.262/96 e na Lei Distrital 954/95.

UPA de Sobradinho II, no DF, fecha as portas sem aviso a pacientes

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O Distrito Federal possui seis UPAs, localizadas em Ceilândia, Núcleo Bandeirante, Recanto das Emas, Samambaia, São Sebastião e Sobradinho
O Distrito Federal possui seis UPAs, localizadas em Ceilândia, Núcleo Bandeirante, Recanto das Emas, Samambaia, São Sebastião e Sobradinho

Triagem foi interrompida e UTI está fechada há duas semanas, diz morador. Secretaria disse ter dificuldade com escalas e que haveria médico à noite.

A Unidade de Pronto-Atendimento de Sobradinho II, no Distrito Federal, fechou as portas para atendimento ao público nesta sexta-feira (18). Segundo moradores, a UPA foi trancada e os funcionários foram embora.

Até as 17h d eontem, não havia qualquer cartaz sobre o motivo da interrupção. Às 20h, a Secretaria de Saúde disse que “reconhece problemas em fechar escalas de profissionais”, mas afirmou que haveria médico à noite para atender à população.

Fotos feitas pela reportagem da TV Globo mostram que o portão do estacionamento estava trancado à tarde, assim como a porta de vidro que dá acesso à recepção. Nenhum guarda ou vigilante prestava serviço na UPA por volta das 17h.

Segundo o líder comunitário Davi Santos, a decisão de fechar a unidade foi tomada pela Direção Regional de Saúde de Sobradinho, após reunião com o quadro administrativo da UPA.

“Eles não fizeram nem triagem de pacientes na última semana. Quem chegava aqui na UPA muito grave, quase morrendo, era encaminhado para o hospital de Sobradinho. Já tem duas semanas que fecharam a UTI daqui, então não tiveram nem muito trabalho para fechar. Hoje (ontem) pela manhã também não fizeram atendimento”, diz Santos.

Déficit de pediatras – No final do mês passado, o GDF suspendeu temporariamente o atendimento pediátrico na UPA de São Sebastião. Os profissionais que trabalham no local foram realocados em outras unidades. Segundo a Secretaria de Saúde, 95% dos pacientes da regional são classificados como verdes (sem gravidade) e podiam ser atendidos no centro de saúde.

Pacientes que chegavam à unidade passavam por triagem e eram encaminhados para outras unidades. Ainda de acordo com a pasta, a decisão foi tomada em conjunto com representantes da comunidade e do Conselho Regional de Saúde. (Do G1 DF)

Como um “boa noite” do governo do DF virou piada no Facebook

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"O preço da passagem não pode subir. Isso é um absurdo!!!". Uma hora depois: "Boa noite, Thaís"
“O preço da passagem não pode subir. Isso é um absurdo!!!”. Uma hora depois: “Boa noite, Thaís”

 

Por Jéssica Nascimento – Quem diria que um simples “Boa Noite, Thaís” viraria alvo de piadas e críticas pela internet, um verdadeiro meme. Tudo isso aconteceu devido a uma reclamação de uma internauta sobre o aumento das passagens no Distrito Federal na página “Governo de Brasília”, no Facebook.

De acordo com a equipe responsável pelas mídias sociais do governo, o episódio ocorreu devido a erro técnico e o texto com as explicações que Thaís pediu não foi publicado.

A famosa Thaís Moreira é moradora de Samambaia, tem 25 anos e trabalha em um projeto social como fotógrafa. Ela conta que ficou assustada com tamanha repercussão.

“É preocupante a forma como as pessoas levam um assunto desses tão sério na base da brincadeira. Caramba, estamos sendo lesados e temos que pagar pelos erros de uma má gestão do governo passado?”.

O comentário de Thais foi publicado na terça-feira (15) às 18h51 em um post onde o Governo do Distrito Federal anunciava inúmeros reajustes na tentativa de suprir o rombo de R$ 5,25 bilhões nos cofres da capital.

“O preço da passagem não pode subir. Isso é um absurdo!!!”, comentou a jovem. Uma hora depois, a página respondeu um básico “Boa noite, Thaís” que gerou diversas piadas e questionamentos contra o retorno.

Ao perceber o erro, a página pediu desculpas à internauta. Foi informado no próprio Facebook que a resposta não teve a intenção de desrespeitá-la e que o governo, encara com seriedade o dever de prestar informação de qualidade à população.

Ao perceber o erro, a página do governo do DF pediu desculpas à internauta
Ao perceber o erro, a página do governo do DF pediu desculpas à internauta

“Eu não acreditei nessa falha técnica que houve ao responder a minha indignação sobre essa medida. A resposta soa como ironia para toda a população que usa o transporte público”, diz Thaís.

Segundo a coordenação das mídias sociais do governo, o fato ocorreu em função de uma falha no computador.

“Houve um erro técnico e o texto com as explicações que ela pediu não foi publicado, mas respondemos logo em seguida. Reforçamos que nosso trabalho é pautado pela transparência e pela interação social de verdade, atendendo em nossa página a dúvidas e questionamentos de todos os seguidores, sem distinção”, explicou a pasta por nota.

Mais tarde, o perfil do governo postou um “Boa Noite” e explicou: “É, essa frase está bombando por aí por causa de um comentário aqui da nossa página. Era pra sair um texto respondendo uma pergunta da Thais e, na hora, saiu só um pedaço.  Quando a gente viu o que aconteceu, respondeu e pediu desculpas. Mas a velocidade da interwebs é assim mesmo. Viralizou rápido. Então, desculpa de novo. Pra Thais e pra todo mundo.”

“Mas o “Boa Noite, Thais” ficou, não teve jeito. Então, boa noite pra você que compartilhou o meme e pra você que continua perguntando, participando ou só acompanhando as postagens mesmo”, diz a nota.

Respostas automáticas

O especialista em marketing e mídias sociais Eduardo Smith explica que o episódio aconteceu devido a uma má gestão na página, ou seja, o uso excessivo de respostas automáticas e não personalizadas, como deveria ocorrer.

“Geralmente o responsável pela rede do governo apenas cópia e cola as respostas para todos os internautas. Isso é um erro gravíssimo. Cada pessoa tem a sua sugestão, reclamação e merece ser respondido de forma humanitária.” (Do Uol)

Serviço administrativo da Secretaria de Saúde anuncia greve

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Decisão foi tomada por unanimidade durante assembleia do SindSaúde realizada nesta sexta-feira (18)

Mais de dois mil servidores de áreas burocráticas da Secretaria de Saúde do Distrito Federal decretaram, no início da tarde desta sexta-fera (18), greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada durante assembleia realizada no edifício sede da pasta, antigo prédio da Câmara Legislativa, onde grande parte da categoria esteve reunida com a direção do Sindicato dos Servidores em Estabelecimento de Saúde (sindSaúde).  A principal reivindicação foi a retirada da gratificação GMOV do contracheque dos servidores.

“Essa é apenas uma das 104 categorias que representamos e serve para mostrar para o governador que não se deve maltratar o servidor, que tanto tem suado para, mesmo com tanta ingerência política, carregar o governo nas costas”, provocou a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.

No início da semana, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) reuniu a equipe para anunciar o pacote de medidas para conseguir tirar o Distrito Federal da crise financeira. Entre as ações, aumento de impostos, das passagens de metrô e ônibus e ainda a suspensão do reajuste dos servidores determinado por lei.

“O governador nos chamou um dia para dizer que buscaria alguma solução e no dia seguinte mudou radicalmente o discurso ao suspender nossas conquistas, que é nosso direito. Um Poder que deveria acatar as leis faz o inverso e desafia inclusive a nossa Justiça”, continuou Marli.

Com a greve decretada, serviços administrativos como folha de pagamento, contratos, editais, autorizações, aposentadoria e pensões, por exemplo, ficarão suspensos. Os benefícios cortados pelo atual governo foram concedidos pela gestão passada e aprovada, por lei, pelos deputados distritais.

Rollemberg convida bancada do PT para discutir pacote de ajustes do governo

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O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) convidou a bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) para discutir, na manhã de hoje, o pacote de medidas de ajuste fiscal encaminhado à Câmara Legislativa. Participaram do encontro os deputados distritais Chico Vigilante, Wasny de Roure e Ricardo Vale. A reunião aconteceu no gabinete do governafor, no Palácio do Buriti. “Apresentamos uma proposta de arrecadação para Governo do Distrito Federal sem retirar conquistas dos trabalhadores e aumentar impostos de forma abusiva”, disse Ricardo Vale ao sair do encontro.