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Rede Sustentabilidade ganha força no DF. Chico Leite diz o que o fez sair do PT

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Foto: Cleudson Fernandes
Foto: Cleudson Fernandes

 

“Entre princípios e partido, fico com os princípios”, disse. “Havia contradições”

Do Diário do Poder – A Rede Sustentabilidade surge como nova força política e está prestes de se tornar a maior bancada na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Até agora, o partido de Marina Silva recrutou os parlamentares Luzia de Paula (ex-PEN), Chico Leite (ex-PT) e Cláudio Abrantes (ex-PT). O deputado Joe Valle (PDT) pode ser o próximo. Ele estaria estudando a possibilidade de se filiar ao partido.

Em entrevista ao programa Gente Brasília, na rádio BandNews FM, Chico Leite explicou os motivos que o fizeram trocar de partido. Segundo ele, havia contradição nas ideias. “Erros são comuns. Um erro, dois, três. Até que esses erros acabam contrariando os próprios princípios. Havia um ambiente de contradições, até gerar um ambiente de insuportabilidade”, disse o parlamentar. “Entre princípios e partido, fico com os princípios”.

Para Leite, a política não pode ser tratada como futebol, onde um gol legal é anulado e um irregular, passa. “Estamos discutindo a vida das pessoas. É isso que faz com que a gente fique na política”, acredita. O partido pode se tornar a maior bancada na CLDF, isso sem ter passado por eleição. Em relação a isso, Leite afirma: “A população está votando em pessoas. O que a rede proporciona é alternativas à população”.

Chico Leite comentou a possibilidade de o senador Reguffe (PDT) se filiar à Rede. Para ele, seria um “grande ganho para a Rede e para a política”. “Há muita empatia dos nossos ideiais com o que ele prega e pratica. Temos hoje muita esperança que ele some força conosco. Tenho debatido com ele nos últimos dias. Ele recebeu um convite forma da Marina (Silva)”, disse.

Crise no DF – Os parlamentares ainda precisam votar o “pacote amargo” de medidas do GDF para conter a crise financeira. Chico Leite avisou que a Casa tem “antipatia” em relação a aumento da carga tributária. “O povo não teve reajuste salarial condizente. Aumento nos impostos é contraditório com o momento que vivemos. O trabalhador vai comprar menos, assim se projeta uma crise maior no setor produtivo. Corremos o risco de ter o pior Natal na história das compras e economia. Vamos discutir os projetos um por um”, avaliou.

Deputado Joe Valle diz ter dúvidas sobre filiação à Rede: ‘Não quero grife’

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Distrital deixou PSB para fundar sigla em 2013, mas acabou filiado ao PDT. Partido pode ter maior bancada da Câmara

Por Mateus Rodrigues – Eleito como “representante” da Rede Sustentabilidade no Distrito Federal no ano passado, quando o partido ainda não era reconhecido pela Justiça Eleitoral, o deputado distrital Joe Valle (PDT) diz ainda ter dúvidas sobre a possível filiação à nova legenda. Em entrevista ao G1, o parlamentar disse que só deve definir seu futuro em outubro.

“Eu já falei que sou do movimento Rede, defendo todo o processo conceitual. Tenho muita chance de ir para o partido, mas estou dividido. O PDT foi muito acolhedor, sou amigo de todo mundo, estou sendo bem tratado”, afirma Valle. Ele afirma que vai usar “todo o tempo disponível” para discutir o tema com o grupo político que o acompanha.

O registro da Rede foi oficializado no dia 22 pelo Tribunal Superior Eleitoral. Deputados e vereadores têm prazo de 30 dias – até 22 de outubro – para se filiar à legenda sem cair nas regras de infidelidade partidária. Para os senadores, há decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite a mudança a qualquer prazo.

Eleito pelo PSB em 2010, Valle deixou a legenda em 2013 porque queria disputar as eleições do ano passado pela Rede. Como o partido não saiu do papel a tempo, o distrital buscou abrigo no PDT para não perder a janela de candidatura e ficar fora do páreo. Agora, ele diz que não vai encarar a Rede como “grife”.

“Eles [da Rede] falam sobre a importância de eu estar no partido, por tudo o que faço e defendo. Meus aliados estão lá, mas isso não quer dizer que eu vá me filiar automaticamente. Não quero usar a Rede como grife, não quero mídia na filiação, e, se quiserem fazer esse alarde, já avisei que nem preciso me filiar”, declara.

Bancada forte – Os dirigentes da Rede adotam discurso contra o fisiologismo e o “poder pelo poder”, mas reconhecem que a filiação de Valle é significativa para o partido. Com as adesões recentes de Chico Leite, Luzia de Paula e Cláudio Abrantes, a legenda passaria a ter a maior bancada da Câmara Legislativa. Hoje, a Rede divide o posto com PT, PMDB e PDT, com três distritais em cada legenda.

“A Rede não está em busca de parlamentar, essas pessoas têm consonância com o partido. Não é qualquer um que vai entrar na Rede, isso tem limite. Não é medo, mas o fisiologismo partidário é exatamente aquilo que a gente quer evitar”, afirma um dos porta-vozes do partido no DF, João Suender.

Além da força numérica, os parlamentares da Rede têm postos importantes dentro da Casa. Luzia de Paula preside a Comissão de Assuntos Sociais, Chico Leite é vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça, por onde passam todos os projetos, e Cláudio Abrantes, vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor.

Força no GDF – A Rede também mostra potencial de influência no Executivo, mesmo antes de ser oficializada como partido. Fazem parte do grupo político o secretário de Meio Ambiente, André Lima, e a subsecretária de Educação e Mobilização Socioambiental, Gabriela Batista. A presidente do Ibram, Jane Maria Vilas Bôas, e o ex-administrador do Lago Norte Marcos Woortman pertenciam ao grupo político de Marina Silva e se juntaram à Rede desde o começo.

Cotado para assumir uma das “supersecretarias” da reforma administrativa prometida por Rollemberg, Valle diz que a importância de suas indicações políticas ao governador não foi colocada na mesa de discussões. O distrital afirma que não tem pretensão de deixar a Câmara para compor o secretariado do GDF.

“A importância [para a Rede] é que eu esteja no partido por tudo que eu faço e defendo, e não pelos meus indicados. O Marcos Woortman é da Rede, vai se filiar. O José Guilherme [Leal, secretário de Agricultura indicado por Valle] é do PSB, vai continuar lá”, diz.

Apoio restrito

Em entrevistas nesta segunda, os deputados ligados ao Rede mostraram restrições às medidas de ajuste fiscal e combate à crise anunciadas pelo GDF e pela presidente Dilma Rousseff. Oficialmente, o partido integra a base de apoio a Rollemberg, mas deve fazer “oposição à esquerda” ao governo federal.

“Se eu fosse o governo [local], eu ia para cima, atropelava, trabalhava com o setor produtivo, enlarguecia a base de arrecadação. Mais de 2 mil empresas já fecharam no DF, muitas já saíram da cidade. O cidadão de Brasília não reconhece o Estado, não sabe o que recebe do Estado”, afirma Valle.

A crítica é encampada por Cláudio Abrantes, que anunciou desfiliação do PT e filiação à Rede nesta segunda. Ele diz acreditar que Marina Silva pode contribuir sugerindo medidas alternativas para o desenvolvimento sustentável.

“Continuamos estudando o pacote e vamos analisar dentro da bancada. Entendemos que existe uma crise, mas gostaria de ter alternativas mais ousadas, progressistas. Não tão conservadoras, que quando a roda aperta, aumentam o imposto”, declarou.

Ex-petistas, Cláudio Abrantes e Chico Leite dizem ser contrários ao impeachment de Dilma, mas discordar do ajuste fiscal em tramitação no Congresso. Sem comentar diretamente as medidas do governo federal, Leite diz que saiu do PT “pelo mesmo motivo que entrei na Rede, para ver ressurgir o meu encantamento com a política”.

Abrantes adota posição mais franca. “Temos o Alessandro Molon [deputado federal pelo RJ], que era vice-líder do governo, fez suas críticas e se juntou à Rede. Assim como ele, eu fazia parte de um grupo que apresentou propostas ao PT, mas elas foram derrotadas pelo campo majoritário. O partido teve e tem problemas, precisa de uma reorientação e precisa voltar às suas origens.” (Do G1 DF)

Senador Cristovam Buarque vê impeachment cada vez mais próximo

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Está cada dia mais difícil acreditar que a presidente Dilma Rousseff vai reerguer seu governo e terminar o mandato, alerta o senador. “É lamentável, mas eu começo a achar que a gente precisa se preparar para isso. Porque a presidente não parece ter o interesse necessário em fazer os gestos, as ações que tragam para ela a necessária credibilidade”, discursou em plenário

Agência Senado – O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou nesta segunda-feira 28 em Plenário que está cada dia mais difícil acreditar que a presidente da República, Dilma Rousseff, vai reerguer seu governo e terminar o mandato.

Para o senador, com a crise econômica e a crise de credibilidade do governo federal, a possibilidade de um impeachment da presidente vem aumentando. Para ele, o atual governo vem administrando a economia de maneira imprevidente, o que desestabilizou as finanças públicas e fez o país parar de crescer.

O senador acrescentou que, se realmente houver o impedimento da presidente Dilma, o processo constitucional e democrático precisa ser mantido e respeitado.

“É lamentável, mas eu começo a achar que a gente precisa se preparar para isso. Porque a presidente não parece ter o interesse necessário em fazer os gestos, as ações que tragam para ela a necessária credibilidade”.

URGENTE: Contra proposta do GDF de mudança na previdência, Sinpro convoca paralisação emergencial

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Por: Washington Dourado –  Na manhã desta segunda-feira, dia 28, a diretoria do Sinpro fez uma análise detalhada da proposta do Governo do Distrito Federal de alterar a Lei 769/2006 para permitir a transferência de recursos do Instituto de Previdência do Distrito Federal. A proposta também prevê a redução da contrapartida do GDF na contribuição para a previdência dos servidores públicos que hoje é de 22% para 16% da remuneração. Já os servidores continuariam contribuindo com 11% da sua remuneração.

A avaliação da direção do Sinpro é que se trata de projeto ilegal, cuja fundamentação técnica não leva em conta o atual cenário econômico, que nem mesmo foi respaldado pelo Ministério da Previdência e que no médio prazo trará prejuízos, especialmente para os servidores nomeados a partir de 2007.

Como o Governo está pressionando os deputados distritais para aprovarem o PL a toque de caixa nesta terça-feira, 29, a Diretoria do Sinpro aprovou a convocação de PARALISAÇÃO e realização de protesto na Câmara Legislativa a partir das 14 horas.

Claudio Abrantes reforça a bancada da Rede Sustentabilidade na Câmara Legislativa

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Deputado acredita que poderá começar uma nova trajetória no partido recém-criado
O deputado distrital Claudio Abrantes deixou nesta segunda-feira (28) o Partido dos Trabalhadores e se filiou à Rede Sustentabilidade, legenda criada na última semana.
Abrantes assumiu o mandato na Câmara Legislativa no dia 4 deste mês. Com quase 12 mil votos conquistados em 2014, ele acredita que poderá ter uma nova trajetória na Rede.
“Tenho muito respeito pelo PT, agradeço a militância e os que sempre me apoiaram, mas eu não consegui o espaço que considero importante no partido. Na Rede, começo uma nova trajetória. É muito relevante para mim participar da construção do partido”, afirma.
O distrital é o terceiro a aderir ao novo partido de Marina Silva. Antes dele, Chico Leite e Luzia de Paula deixaram, respectivamente, PT e PEN para se filiar à Rede.
A bancada na Câmara Legislativa já nasce com três deputados – dividindo com PT e PMDB os maiores espaços. Nos próximos dias, os distritais da Rede escolherão quem será o líder da bancada, mas a posição deverá ter alternância nos próximos anos.
“É um novo partido, que prega uma nova política, pautada na transparência, na sustentabilidade, em preceitos que eu acredito e fazem parte da minha história na política”, explica Abrantes.
Governo – Apesar da ligação da Rede com o atual governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB) – o partido recém-criado apoiou o socialista desde a campanha ao GDF -, o alinhamento e transferência dos distritais para a base não é automática, segundo Abrantes.
“Vamos discutir internamente o apoio da bancada ao governo. Vamos lutar para ajudar o DF sair da crise, mas nosso primeiro compromisso é com a sociedade. Temos respeito pelo governador Rollemberg, principalmente por uma relação construída no campo da esquerda e não temos problema em conversar para fazer aproximação. Mas se acontecer, será um alinhamento programático e não automático”, completa.

Celina Leão defende propostas do setor produtivo em nome do desenvolvimento do DF

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A presidente da Câmara Legislativa do DF, deputada Celina Leão, participou na tarde desta segunda-feira (28), do fórum de líderes do setor produtivo brasiliense, ao lado de grande parte dos deputados distritais. O objetivo do encontro, organizado pela Fecomércio, no Dúnia City Hall (QI 15 – Lago Sul), foi para apresentar aos parlamentares um conjunto de propostas focadas em acelerar o desenvolvimento econômico de Brasília. O documento traz treze proposições voltadas a estimular a geração de emprego e renda na cidade, e foi entregue ao presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Produtivo do DF, deputado Bispo Renato Andrade.

Celina destacou que o Setor Produtivo trouxe uma mensagem clara sobre a dificuldade quanto ao aumento da carga tributária, seus efeitos e impactos na economia, tanto no comércio como no atacado. É uma pauta importante e eles trouxeram propostas. “É um setor que deve ser ouvido pela Câmara Legislativa porque movimenta a economia do DF. Precisamos fazer um debate profundo”, disse Celina completando que este é o momento de discutir o pacote do governo do DF enviado ao parlamento local. “Vamos ouvir suas sugestões e enviá-las antes do final do ano”, garantiu aos representantes do setor.

Os empresários pedem para não ter aumento de impostos, mas o governo diz que é preciso haver aumento dos impostos para honrar a folha de pagamentos. “Temos de tentar encontrar o equilíbrio entre o que pode e o que não pode ser aprovado. E votar os projetos que não tenham impacto no bolso do contribuinte como o do comércio eletrônico, desburocratização na abertura de empresas e concessão de alvarás. É preciso manter o equilíbrio fiscal e o GDF precisa realmente de enxugar os gastos”.

Para a deputada, há grande possibilidade do projeto que utiliza parte do superávit do Iprev ser aprovado. “Inclusive o uso desse recurso foi apontando pelos próprios servidores. Não vamos avançar no volume principal, e esse projeto só vai usar o superávit e é com esse recurso que o governo vai pagar a folha de pagamento deste mês”, disse. Segundo a presidente da CLDF, o prejuízo de não se pagar os salários em dia recairá, também, sobre o comércio.

As reivindicações foram formuladas por sindicatos patronais, pela própria Federação do Comércio, pela Associação Comercial do DF e por outras entidades do setor produtivo. Algumas sugerem a aprovação de projetos já existentes ou a regulamentação de medidas capazes de alavancar a economia.

Deputado abdica de 90% da verba de correspondência a que tem direito na Câmara Legislativa

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Por Ísis Dantas – O deputado Prof. Reginaldo Veras (PDT) assumiu seu primeiro mandato com o compromisso de utilizar verbas extras apenas quando for indispensável para o pleno funcionamento de seu mandato parlamentar. Na sexta-feira (25), o parlamentar abdicou, de forma irretratável e definitiva, de 90% dos valores correspondentes às quotas mensais de franquia postal e telegráfica a que seu gabinete faz jus.

Veras encaminhou memorando ao Setor de Comunicação Administrativa, da Direção de Administração e Finanças (DAF) da Câmara Legislativa do Distrito Federal, com cópia para a presidência da Casa, solicitando que as providências sejam tomadas junto aos setores competentes, de maneira que a receita correspondente ao valor em questão seja realocada para custear despesas mais adequadas à eficiência administrativa-financeira.

Segundo o deputado, “a verdade é que hoje não há mais espaço para esses gastos exorbitantes, com comprovação e finalidade duvidosas”, afirma. “Em épocas de internet, com redes sociais e e-mails, é inútil ter esse gasto. Além disso, utilizar recursos públicos de forma irresponsável é desrespeitar o eleitor e o cidadão, ainda mais nesse momento de crise que o DF e o Brasil enfrentam”, completa.

Verba indenizatória – Reginaldo Veras é o segundo deputado que menos utilizou recursos provenientes da verba indenizatória no 1º semestre deste ano (5% de um total de R$ 151.933,50 pagos aos deputados ao longo de seis meses para custear gastos como combustível, locação de imóveis e veículos, consultorias e divulgação de atividade parlamentar – R$ 25.322,25 por mês). O deputado Agaciel Maia (PTC) não utilizou nenhum centavo da verba no mesmo período, segundo a ONG Adote um Distrital. (Com informação da Redação do Blog)

Falta de acordo sobre uso do Iprev faz movimento sindical sofrer a primeira baixa

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A presidente do SindSaude, Marli Rodrigues, não aceitou que as outras entidades do fórum tentassem obstruir a votação na Câmara Legislativa
A presidente do SindSaude, Marli Rodrigues, não aceitou que as outras entidades do fórum tentassem obstruir a votação na Câmara Legislativa

 

SindSaude, uma das mais importantes entidades que integravam o grupo, avisou que não participará mais das mobilizações unificadas.

A polêmica sobre o uso ou não pelo GDF dos recursos do Iprev para o pagamento dos salários dos servidores públicos rendeu uma perda para o Movimento Sindical em Defesa dos Servidores. No domingo (27), o SindSaude, uma das mais importantes entidades que integravam o grupo, avisou que não participará mais das mobilizações unificadas.

Defensora do empréstimo para o pagamento dos salários, a presidente do SindSaude, Marli Rodrigues, não aceitou que as outras entidades do fórum tentassem obstruir a votação na Câmara Legislativa. “Alguém terá que recorrer a um empréstimo: o governo ou o servidor. Então que seja o governo, que deixou a cidade chegar a este ponto”, esbravejou.

Para o presidente do SindMedico, Gutemberg Fialho, não se deve mexer no dinheiro que servirá para pagar a aposentadoria dos servidores. “Retirar esse dinheiro é postergar o problema”, acredita.

Marli reconhece ser lamentável as contas do governo terem chegado a este ponto, mas pondera que por ser um empréstimo, o governo terá de oferecer garantias para que o valor seja devolvido ao Iprev. “Não estamos tirando de alguns para dar para outros. Estamos tratando de uma margem que será utilizada agora para que o governo consiga estabilizar sua arrecadação”, frisou.

O projeto de lei do GDF encaminhado para a Câmara Legislativa prevê a venda de 33 imóveis públicos com a estimativa de arrecadar R$ 500 milhões. “A fome não espera. Lutarei até o fim para que nossa categoria, que depende desse salário e não conta com outras rendas, possa receber o repasse pelo trabalho que já foi prestado”, continuou Marli.

O Movimento Sindical em Defesa dos Servidores é formado pelos sindicatos dos Médicos, dos Enfermeiros, dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem, dos Odontologistas e dos Servidores Civis da Administração Direta, Autarquias, Fundações e Tribunal de Contas do DF.

‘Trata de tentar acertar’, diz mulher de Rollemberg sobre pacote de medidas

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Márcia Rollemberg afirmou ao G1 que impopularidade é ‘remédio amargo’. ‘

Por Gabriel Luiz, do G1 DF – A primeira-dama do Distrito Federal, Márcia Rollemberg, afirmou que o pacote de medidas apresentadas pelo marido durante a semana para tentar conter a crise financeira do governo do DF contribui para a impopularidade do governador, mas que o compromisso dele não é com a avaliação pessoal. “A questão não se trata em ser popular. Se trata em tentar acertar.”

Márcia disse ao G1 que as medidas são duras, mas necessárias. “Às vezes, se a nossa dose de um remédio amargo é a impopularidade, num caso pessoal, que a gente também engula esse remédio porque não há outro”, afirmou. “A verdade é que a gente tem que estar com muita convicção, com muita firmeza e com vontade de acertar.”

Segundo a primeira-dama, os problemas enfrentados nos primeiros nove meses de governo não fizeram Rollemberg se arrepender de deixar o Senado e concorrer ao Buriti. “Ele só lembrou que falei para ele assim: ‘Talvez permanecer no Senado também possa ser uma boa contribuição sua ao país’. Na época eu falava, tinha mais quatro anos de mandato”, disse. “Se eu for pensar pela realidade, eu acho que eu diria para ele ser governador apesar dos problemas.”

Medidas ‘duras’
O governador Rodrigo Rollemberg afirmou serem “duras, mas necessárias” as medidas propostas por ele para tentar contornar a crise financeira vivida pelo DF. Entre as ações estão a suspensão do pagamento de reajustes salariais aos servidores públicos e aumento das tarifas de ônibus e metrô.

Ele quer aumentar impostos, suspender concursos públicos, diminuir em 20% gastos com comissionados, cortar oito secretarias e reduzir os salários de cargos de natureza política – incluindo o dele e o do vice. A implantação desse conjunto depende de aprovação da Câmara Legislativa.
Realmente, a crise que nós encontramos no Distrito Federal é muito grande, exige sacrifícios, medidas duras, mas são medidas necessárias para reequilibrar o caixa e o governo possa voltar a investir”
Rodrigo Rollemberg,
De acordo com o gestor, o rombo encontrado ao assumir o governo no início do ano foi de R$ 6,5 bilhões. O governo economizou R$ 113 milhões com o pagamento de comissionados (depois da redução de 4,5 mil cargos) e R$ 800 milhões com a suspensão de diárias e passagens, devolução de carros alugados e controle do uso de combustível não foi suficiente.
“Realmente, a crise que nós encontramos no Distrito Federal é muito grande, exige sacrifícios, medidas duras, mas são medidas necessárias para reequilibrar o caixa e o governo possa voltar a investir”, declarou. Segundo ele, a conta única do Tesouro ficou com R$ 1 milhão após o pagamento de salários neste mês. Os repasses de 13º e de fornecedores foram atrasado.
Rollemberg se diz confiante no apoio da Câmara Legislativa para aprovação das medidas – que só poderiam valer a partir do ano que vem. A presidente da Casa, Celina Leão, diz que as avaliações ocorrerão individualmente. “São projetos realmente polêmicos, vamos analisar projeto por projeto, item por item.”
Líder da oposição, o deputado Chico Vigilante (PT) afirmou que não vai aprovar aumento de impostos. “Ele tem todo o direito de mandar os projetos, e nós temos o direito de dizer não.”
Impacto
O DF tem 119,1 mil servidores públicos na ativa. A suspensão neste ano vai gerar uma “economia” de R$ 400 milhões aos cofres públicos, segundo o governo. Rollemberg disse que a crise financeira herdada da gestão anterior tornou “impossível” o reajuste ao funcionalismo e obrigou o governo a adotar medidas para reforçar o caixa do GDF.
O governador diz que pretende pagar o reajuste no início do próximo ano. “[O que fizemos] Ainda não nos possibilitou pagar os aumentos concedidos em 2013, de forma escalonada, aos servidores públicos. Ao longo do dia de ontem me reuni com representantes de sindicatos. Viemos anunciar a suspensão do pagamento do aumento dos salários relativos a 1º de setembro. Estamos fazendo isso por absoluta necessidade. Não temos condição, não há possibilidade, não há recursos para o pagamento esse mês.”
Estão previstos no pacote a implantação de um plano de demissão voluntária nas empresas públicas e redução de 20% nos salários dos cargos de natureza política – dele, do vice, dos chefes das pastas e dos administradores regionais. O salário do governador é de R$ 23.449,55. O vice-governador recebe R$ 20.743,83 por mês, os secretários, R$ 18.038,12, e os administradores, R$ 14.430,49.

Nivel de reservatórios do DF cai e deixa varias regiões sem água

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Walberto Maciel
Especial para o blog do Callado

Pelo menos cinco regiões do Distrito Federal estão sem água desde a última sexta feira por causa da queda no nível de um dos reservatórios da Caesb que alimenta a região metropolitana da cidade. A diferença desta suspensão para as anteriores é que ela não estava prevista e não foi informada a população pela Caesb, como é de costume.
Os usuários que entram em contato com a empresa escutam na gravação os pontos que estão sem água, mas não recebem informações automáticas do motivo. Aquele que opta por falar com a operadora, toma conhecimento da baixa do reservatório e que a Caesb está se esforçando para resolver o problema, mas que não há previsão de volta. A assessoria de imprensa da empresa entro em contato com o blog e enviou uma nota. (V. Abaixo)
O corte atinge o Recanto das Emas quadra 110, São Sebastião, condomínios da região do Jardim Botânico e do Grande Colorado. Pelo menos 800 mil pessoas estão sendo prejudicadas.

NOTA À IMPRENSA

 
A Caesb informa que podem ocorrer falta de água em alguns locais, pontualmente, durante alguns períodos do dia, por vários motivos: falta de energia, excesso de consumo em regiões que tem um grande número de ligações clandestinas etc. Todos eles são resolvidos no prazo mais rápido possível. Algumas áreas, localizadas em pontos mais alto, normalmente tem o abastecimento restabelecido por último. A Caesb solicita aos moradores que nesses momentos, na medida do possível façam uso racional da água, de forma a colaborar com a recuperação plena do sistema. Pela legislação, cada unidade deve ter reservatório (caixa d’água) com capacidade para garantir o abastecimento por pelo menos 24 horas.

Assessoria de Comunicação da Caesb