
SindSaude, uma das mais importantes entidades que integravam o grupo, avisou que não participará mais das mobilizações unificadas.
A polêmica sobre o uso ou não pelo GDF dos recursos do Iprev para o pagamento dos salários dos servidores públicos rendeu uma perda para o Movimento Sindical em Defesa dos Servidores. No domingo (27), o SindSaude, uma das mais importantes entidades que integravam o grupo, avisou que não participará mais das mobilizações unificadas.
Defensora do empréstimo para o pagamento dos salários, a presidente do SindSaude, Marli Rodrigues, não aceitou que as outras entidades do fórum tentassem obstruir a votação na Câmara Legislativa. “Alguém terá que recorrer a um empréstimo: o governo ou o servidor. Então que seja o governo, que deixou a cidade chegar a este ponto”, esbravejou.
Para o presidente do SindMedico, Gutemberg Fialho, não se deve mexer no dinheiro que servirá para pagar a aposentadoria dos servidores. “Retirar esse dinheiro é postergar o problema”, acredita.
Marli reconhece ser lamentável as contas do governo terem chegado a este ponto, mas pondera que por ser um empréstimo, o governo terá de oferecer garantias para que o valor seja devolvido ao Iprev. “Não estamos tirando de alguns para dar para outros. Estamos tratando de uma margem que será utilizada agora para que o governo consiga estabilizar sua arrecadação”, frisou.
O projeto de lei do GDF encaminhado para a Câmara Legislativa prevê a venda de 33 imóveis públicos com a estimativa de arrecadar R$ 500 milhões. “A fome não espera. Lutarei até o fim para que nossa categoria, que depende desse salário e não conta com outras rendas, possa receber o repasse pelo trabalho que já foi prestado”, continuou Marli.
O Movimento Sindical em Defesa dos Servidores é formado pelos sindicatos dos Médicos, dos Enfermeiros, dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem, dos Odontologistas e dos Servidores Civis da Administração Direta, Autarquias, Fundações e Tribunal de Contas do DF.




