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Desfile do 7 de Setembro em Brasília completamente esvaziado

Evento marcado por baixa adesão popular e ausência do STF reflete crise política, enquanto manifestações paralelas pela anistia ganham força

O desfile cívico-militar do 7 de Setembro de 2025, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, foi marcado por um público significativamente menor que o esperado, ausência de todos os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), e críticas contundentes de setores da oposição, que apontaram o evento como um “vexame histórico”.

Organizado pelo Palácio do Planalto com o mote “Brasil Soberano”, o desfile teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), da primeira-dama Janja da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e de ministros como Rui Costa (Casa Civil), Ricardo Lewandowski (Justiça), e Marina Silva (Meio Ambiente). No entanto, as arquibancadas, projetadas para receber 50 mil pessoas, segundo anúncio do governo, apresentaram grandes áreas vazias, conforme imagens divulgadas por veículos de comunicação, que descreveram o cenário como “meia dúzia de gatos pingados” e um “clima de vergonha nacional”.

O governo Lula apostou no desfile para reforçar o discurso de soberania nacional, em resposta às sanções americanas contra o ministro Alexandre de Moraes, impostas pelo Office of Foreign Assets Control (OFAC) sob a Lei Magnitsky, e à sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada por Donald Trump. A cerimônia, iniciada às 9h, incluiu três eixos temáticos—“Brasil dos Brasileiros”, “COP30 e Novo PAC” e “Brasil do Futuro”—com destaque para bandeiras de 140 m² e 70 m² com a frase “Brasil Soberano”, carregadas por 40 pessoas, além da exibição da Esquadrilha da Fumaça. A presença de estudantes de escolas públicas, militares e servidores foi notável, mas insuficiente para preencher as arquibancadas, reforçando a percepção de um evento esvaziado. O desfile foi um “desperdício de dinheiro público”.

A ausência de todos os ministros do STF, incluindo Luís Roberto Barroso, que estava em viagem oficial à França, e Alexandre de Moraes, alvo de sanções, foi interpretada como um sinal de isolamento político do governo Lula. Em 2024, seis dos 11 ministros do STF compareceram, incluindo Moraes, mas a crise atual, agravada pelo julgamento de Jair Bolsonaro (PL) por suposta tentativa de golpe de Estado, iniciado em 2 de setembro, parece ter aprofundado o distanciamento entre Executivo e Judiciário. Fontes do STF, segundo O Globo, indicam que os ministros estão “apavorados” com a possibilidade de novas sanções americanas, o que pode explicar a ausência coletiva.

O governo promoveu o evento com forte apelo patriótico, utilizando projeções luminosas no Congresso Nacional e no STF, além de bonés com o slogan “Brasil é dos brasileiros”. Lula, em pronunciamento em rede nacional no sábado (6), acusou, sem citar nomes, “traidores da pátria” que estimulam ataques externos ao Brasil, em referência a Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e aliados do ex-presidente. No entanto, a estratégia foi criticada como “propaganda enganosa” por opositores, que apontaram a baixa adesão popular como evidência de uma crise de legitimidade.

O desfile foi marcado pela predominância de vermelho, cor associada ao PT, e a ausência de bandeiras do Brasil entre os presentes, sugerindo um evento voltado para militantes petistas.

A oposição, liderada por figuras como o pastor Silas Malafaia e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), organizou manifestações paralelas em ao menos 20 capitais, com foco na anistia aos presos do 8 de janeiro e no impeachment de Alexandre de Moraes.

Em Brasília, bolsonaristas se concentraram na Torre de TV, a 2,5 km da Praça Zumbi dos Palmares, onde ocorreu o “Grito dos Excluídos”, ato de esquerda apoiado pelo PT, CUT e movimentos como MST e MTST. A Polícia Militar e o Comando Militar do Planalto implementaram o “Plano Escudo”, com 4.500 militares, drones, snipers e revistas rigorosas, para evitar confrontos, interditando a Esplanada desde a noite de sábado (6).

Enquanto o desfile oficial enfrentou críticas por baixa adesão, as manifestações da oposição, especialmente em São Paulo, na Avenida Paulista, atraíram maior atenção. Malafaia, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Tarcísio defenderam a anistia, com o governador de São Paulo afirmando que “o perdão é o melhor remédio para pacificar o país”. Em contrapartida, o “Grito dos Excluídos” na Praça da República, em São Paulo, reuniu lideranças como Luiz Marinho (Trabalho) e Guilherme Boulos (PSOL-SP), com pautas como taxação dos super-ricos e isenção de IR até R$ 5 mil, além de gritos de “sem anistia”.

A polarização foi intensificada pelo julgamento de Bolsonaro no STF, que pode resultar em até 43 anos de prisão por crimes como tentativa de golpe e organização criminosa. Lula, em entrevista ao SBT, afirmou que a anistia seria inconstitucional, reforçando a posição do governo contra o perdão aos envolvidos no 8 de janeiro. O público presente no desfile oficial, estimado em 30 mil pela Agência Brasil, gritava “sem anistia” e “soberania não se negocia”, mas imagens de arquibancadas vazias circularam amplamente, alimentando o discurso da oposição sobre o “fracasso” do evento.

A ausência do STF e o esvaziamento do desfile reforçam a percepção de crise de legitimidade do governo Lula, cuja desaprovação no DF atingiu 59,7%, segundo a Paraná Pesquisas de agosto. A estratégia de usar o 7 de Setembro como vitrine política, com forte apelo à soberania, não conseguiu mobilizar o público esperado, contrastando com a mobilização bolsonarista, que capitaliza a insatisfação com o STF e o governo.

A comparação com “regimes soviéticos” feita por críticos, reflete a narrativa de que o governo depende de encenação para sustentar sua imagem, enquanto as manifestações pela anistia, lideradas por nomes como Tarcísio e Malafaia, buscam mostrar maior apoio popular.

O desfile de 2025, longe de ser a “maior festa cívica do Brasil”, evidenciou as divisões políticas do país. Enquanto Lula busca recuperar o simbolismo patriótico, a oposição, mesmo sem Bolsonaro presente devido à prisão domiciliar, mantém as ruas como palco de resistência, com a anistia e o impeachment de Moraes como bandeiras centrais.

 

Escolas cívico-militares alcançam mais de 98% de aprovação no DF

Modelo de ensino instituído por este GDF é promovido pelas secretarias de Educação e de Segurança Pública em 25 estabelecimentos; pesquisa aponta satisfação dos alunos, pais e professores em 11 unidades

As escolas de gestão compartilhada do Distrito Federal alcançaram índices de aprovação acima dos 80% entre pais, alunos, professores e servidores. Presente em 25 unidades de ensino atualmente, o modelo cívico-militar é fruto de parceria entre as secretarias de Educação (SEEDF) e de Segurança Pública (SSP-DF). Os dados de satisfação são monitorados com o objetivo de aprimorar os serviços prestados para a comunidade e garantir o bem-estar e o aprendizado dos discentes.

A menor nota verificada nas 11 escolas analisadas foi de 81,38%, enquanto a maior foi de 98,3%, registrada no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 17 de Taguatinga. Com mais de 840 estudantes matriculados, a unidade foi incluída no modelo de gestão compartilhada em fevereiro deste ano e já colhe bons resultados, conforme conta a diretora Andréia Ferreira: “Os pais colocaram na pesquisa o quão agradável e seguro está o ambiente para os alunos. A gestão compartilhada está mudando a nossa realidade”.

A gestão compartilhada é oferecida em áreas de vulnerabilidade mapeadas pela Secretaria de Segurança Pública | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

 

Há mais de uma década na unidade, a diretora cita as mudanças na rotina escolar. “O adolescente aprendeu a ser mais comportado, a seguir regras — que é o principal estranhamento no começo, mas depois começa a ser normal”, exemplifica. “Estamos conseguindo fazer com que eles pensem no futuro. O estudante está conversando o tempo todo sobre escolhas, prevenção ao uso de drogas, à gravidez — coisas sérias que podem impedir ou retardar o crescimento profissional deles. Essa oportunidade de repensar as escolhas, as companhias, é incrível”, afirma Andréia Ferreira.

Instituída em 2019 com quatro escolas-piloto, a gestão compartilhada é oferecida em áreas de vulnerabilidade mapeadas pela Secretaria de Segurança Pública. Antes da implantação, o projeto é apresentado à comunidade em consulta pública. “O objetivo do projeto é levar uma educação de qualidade para a população e fazer o ambiente escolar mais seguro”, explica o subsecretário das Escolas de Gestão Compartilhada, coronel Alexandre Ferro.

“Levamos esse modelo para a comunidade mais carente, que tem o IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] e o Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] mais baixos, onde o mapa da violência nos aponta que o crime acontecia ali. Digo ‘acontecia’ porque quando o militar chega dentro da escola, quando vem esse braço do Estado, que é a segurança pública, a criminalidade se afasta e a escola se torna um ambiente mais seguro, com educação de qualidade, o que faz total diferença na vida dos jovens”, ressalta o subsecretário.

Cabe aos militares dar suporte aos profissionais da educação, conduzindo rotinas típicas de um colégio cívico-militar. Entre as ações, há acompanhamento da recepção dos alunos, condução ao momento cívico — como hasteamento da Bandeira Nacional —, manutenção dos corredores e acompanhamento disciplinar. Além disso, são responsáveis por projetos extracurriculares no contraturno que estimulam cultura, conhecimento e atividade física.

Cidadania, disciplina e comprometimento

A trajetória escolar de David Vinicius Durães, 16 anos, mudou completamente após a implantação da gestão compartilhada no CEF 17 de Taguatinga. Em 2024, ele precisou sair da instituição por questões disciplinares, mas retornou neste ano com vontade de viver uma nova fase. “Saí por problemas internos, mas como a escola sempre foi muito boa, resolvi voltar. Agora está mais organizada, com regras claras e uma direção nova. Mudou muito para melhor”, relata.

David Vinicius Durães: “Aprendi com os militares e com a direção que eu tenho um futuro pela frente e não posso deixar os erros do passado me atrapalharem”

 

Com o sonho de seguir carreira militar, David acredita que a disciplina e o comprometimento incentivados na unidade foram fundamentais para a transformação pessoal dele. “Antes eu era um aluno que não seguia normas, chegava sem uniforme, sem horário. Hoje entendo isso como uma oportunidade para evoluir. Aprendi com os militares e com a direção que eu tenho um futuro pela frente e não posso deixar os erros do passado me atrapalharem”, afirma.

Ana Luíza Batista, 14, também almeja uma carreira militar e aproveita a gestão compartilhada para ter contato com esse universo. A estudante atua como guarda-bandeira e corneteira durante as cerimônias da unidade. “Quando me juntei com os colegas para assumir essa função, vi que seria uma chance de crescer e de representar minha escola com orgulho”, afirma.

Ana Luíza Batista quer seguir a carreira militar: “Em algum momento, todo mundo vai precisar de regras e rotina. Aprendi isso na escola e sei que vou levar para o futuro”

 

Na avaliação dela, a unidade alcançou um novo patamar de qualidade de ensino. “Antes tinha muitas intrigas, os alunos não tinham compromisso. Agora, com regras e rotina, todo mundo segue certinho”, observa. Para ela, que teve medo da adesão ao modelo de educação, o cumprimento de normas não deve ser visto como algo negativo, mas como parte essencial da vida: “Em algum momento, todo mundo vai precisar de regras e rotina. Aprendi isso na escola e sei que vou levar para o futuro”.

Diferentemente dos colegas, Taylaine Melo, 15, deseja se tornar médica. “Meu sonho é fazer medicina e sei que a experiência aqui na escola vai me ajudar muito no vestibular”, conta. “Minhas notas eram bem baixas, mas este ano aumentaram bastante. Aqui era bem desorganizado. Agora tem horário certo para tudo, para entrar, sair…está bem melhor”.

“Meu filho já sofreu agressão psicológica na porta da escola e isso nunca mais aconteceu, agora ele vai e volta tranquilo”

Cláudia da Silva, dona de casa

Mãe de dois estudantes, a dona de casa Claudia da Silva, 36, percebeu os benefícios do modelo no comportamento dos filhos. “Um dos meninos era terrível e agora deu uma acalmada. Eu tinha que vir aqui todo dia e hoje quase não venho mais. Mudou tanto em casa quanto na escola”, diz ela, que também observa o impacto positivo da gestão para a criminalidade da região. “Era bem complicado. Meu filho já sofreu agressão psicológica na porta da escola e isso nunca mais aconteceu, agora ele vai e volta tranquilo”.

Funcionamento

Do total de escolas cívico-militares, 17 contam com apoio do Corpo de Bombeiros Militar do DF e oito, com a Polícia Militar. As unidades estão nas regiões de Brazlândia, Ceilândia, Guará, Gama, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Samambaia, Santa Maria, Sobradinho, Taguatinga, Plano Piloto e Cruzeiro.

Três dessas escolas figuram entre os melhores desempenhos no Ideb da rede pública do DF: CEF 01 do Núcleo Bandeirante, CEF 19 de Taguatinga e CED 416 de Santa Maria.

O acompanhamento é feito pela Assessoria Especial para as Políticas para as Escolas Cívico Militares, vinculada à SEEDF, e pela Subsecretaria de Escolas de Gestão Compartilhada, da SSP-DF. De acordo com o planejamento governamental, o programa contemplará 40 instituições até o final de 2026. A seleção das novas unidades ainda está em fase de definição.

A atuação das forças de segurança se concentra em atividades extracurriculares de disciplina e cidadania, com presença de 20 a 25 agentes por escola. O custo médio de operação anual é de R$ 200 mil por unidade. Entre os projetos, há o Musicalização nas Escolas Cívico-Militares, em que os alunos aprendem a tocar um instrumento no contraturno escolar com apoio de músicos da reserva militar do Corpo de Bombeiros.

Serviços atraem público no GDF Mais Perto do Cidadão no Riacho Fundo II

A 59ª edição do programa reuniu a população em busca de atendimentos mais próximos de casa. Vacinação de animais, identidade e corte de cabelo ficaram entre os mais procurados

O Riacho Fundo II foi a cidade escolhida para receber a 59ª edição do programa GDF Mais Perto do Cidadão. Com estrutura montada no Quadrado Cultural, o evento reuniu entre sexta (5) e sábado (6) serviços gratuitos à população da cidade.

Esta edição contou com os principais projetos da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) — que faz a gestão do programa —, como inscrição para o Casamento Comunitário, atendimentos psicológicos do Direito Delas — voltado para vítimas de violência doméstica — e cursos do Nasce uma Estrela, que prepara gestantes e mães para a chegada de seus herdeiros.

Cadastro para castração e vacinação de animais, atendimentos do Na Hora, da Defensoria Pública do DF e da Polícia Civil do DF, serviços das secretarias de Saúde (SES) e de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet), ações educativas do Brasília Ambiental e do Departamento de Trânsito do DF e apresentação musical completaram a oferta disponível nos dois dias.

Cadastro para castração e vacinação de animais foram serviços ofertados nos dois dias de evento | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

 

O secretário-executivo de Justiça e Cidadania, Jaime Santana, destacou que desde a criação, em 2019, foram cerca de 300 mil atendimentos beneficiando aproximadamente 3 mil pessoas por dia em cada edição. “É um projeto que orgulha muito a Secretaria de Justiça por estar trazendo todos os nossos projetos e de outros órgãos para a população. Já passamos por todas as regiões administrativas oferecendo os serviços do governo. Então o morador pode vir aqui com uma facilidade maior e por demanda espontânea”, ressaltou.

 

Moradora do Riacho Fundo II, a autônoma Raquel de Araújo aproveitou a ida ao evento para dar um passo para realizar um sonho: a oficialização da união com o noivo. Pedida em casamento este ano, ela se inscreveu no programa Casamento Comunitário, que oferece a cerimônia gratuitamente para a população do DF.

O autônomo João Pedro da Costa Silva trouxe a família toda para curtir o GDF Mais Perto do Cidadão e aproveitou para dar um tapa no visual

 

“Eu acho maravilhoso. É uma oportunidade para quem não tem condição. Vim atrás da inscrição para poder me casar. Eu já estava atrás de tudo, juntando dinheiro para pagar tudo, mas ainda estava muito distante. Agora eu vou poder investir para arrumar a casa, comprar umas coisinhas e fazer uma comemoração para fechar com chave de ouro”.

Além da inscrição, a mulher ainda fez a nova identidade nacional. “A minha identidade estava antiga, então eu vim atrás de fazer também”. Ela elogiou a iniciativa: “É uma oportunidade muito boa e cada pessoa aqui é merecedora desses serviços”.

Oferta diversificada

O autônomo João Pedro da Costa Silva trouxe a família toda para curtir o GDF Mais Perto do Cidadão. Os filhos ficaram brincando na área de lazer, com xadrez, pula-pula e quadriciclo, enquanto ele dava um tapa no visual e vacinava o cachorro da família. “Fiquei sabendo do evento em grupo. Vim para trazer meu cachorro para tomar vacina e estou aproveitando tudo aqui, como o corte de cabelo e o espaço para os meninos brincarem”, contou.

Moradora do Riacho Fundo II, a autônoma Raquel de Araújo aproveitou a ida ao evento para dar um passo para realizar um sonho: a oficialização da união com o noivo

 

A dona de casa Maria da Conceição da Silva Moraes aproveitou o sábado para fazer a identidade dos dois filhos na carreta da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), sem marcação e perto de sua residência. “É uma grande oportunidade para quem não tem tempo para sair. E esse evento proporcionou essa oferta perto de casa, é maravilhoso”, disse.

Já a dona de casa Maria da Conceição da Silva Moraes aproveitou o sábado parar fazer a identidade dos dois filhos na carreta da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), sem marcação e perto de sua residência. “É uma oportunidade grande para quem não tem tempo para sair. E esse evento proporcionou essa oferta perto de casa, é maravilhoso”, afirmou.

Ipê da Metropolitana garante mudas e preserva a espécie há 60 anos

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Árvore plantada pela professora Cláutenes Mourão é matriz de coleta da Novacap e se tornou símbolo histórico e cultural

Frondoso, no Centro de Ensino Fundamental da Metropolitana, no Núcleo Bandeirante, um exuberante ipê-amarelo virou destaque entre os demais da espécie. Cientificamente chamado de Handroanthus serratifolius, ele é considerado matriz de coleta de sementes da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e, todos os anos, garante a produção de mudas que ajudam a preservar a beleza da nossa cidade.

Entre os meses de agosto e setembro, a árvore atinge o auge da floração. Em seguida, surgem as vagens com semente, que passam a ser monitoradas pela equipe técnica dos viveiros da companhia. A coleta depende do clima para ser feita e não possui data fixa, mas ao chegar o momento podem ser coletadas até 90 mil sementes em um único ano. Depois do beneficiamento nos viveiros, elas dão origem a mudas que são distribuídas e plantadas em diferentes regiões administrativas do Distrito Federal.

O ipê da Metropolitana, que fica na Rua 1, faz parte de uma rede de árvores matrizes espalhadas pela cidade, que incluem exemplares na Asa Sul, Asa Norte, Sobradinho e próximo ao Viveiro I da Novacap, no Park Way.

Pioneira

O valor desse ipê vai além da função ambiental. Há quase seis décadas, ele foi plantado pela professora Cláutenes Mourão, junto dos primeiros alunos, filhos dos pioneiros que ergueram a nova capital.

Conhecida como grande contadora de histórias e poeta, ela usava o ipê em suas aulas para ensinar, inspirar e sensibilizar. Décadas depois, a árvore permanece como um dos maiores símbolos da escola, tombada como patrimônio histórico do DF em 1985.

Hoje, o ipê da Metropolitana segue encantando gerações. A pedagoga Bruna Sousa, 43, ex-aluna de Cláutenes, recorda a influência da professora: “Ela levava a gente para o ipê, fazia poemas, contava histórias e pedia para a gente reescrever. Sempre havia alguma atividade relacionada à árvore.”

Para o vice-diretor do Centro de Ensino Fundamental da Metropolitana, Luiz Kienteca, 55, o exemplar representa o elo entre educação e memória. “Esse ipê, além de ser um símbolo da beleza natural, carrega uma rica história. Representa o legado educacional e cultural da escola, que foi inaugurada em 1959 e tombada como patrimônio histórico”, afirma.

Centros Olímpicos e Paralímpicos do DF oferecem mais de 10 mil vagas

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O prazo de inscrição noas COPs do Distrito Federal vai até 30 de novembro

Entre os dias 8 de setembro e 30 de novembro de 2025, estarão abertas as pré-inscrições para as vagas remanescentes dos 12 Centros Olímpicos e Paralímpicos (COPs) do Distrito Federal. O processo será realizado pelo Sistema de Inscrição dos Centros Olímpicos e Paralímpicos/Siscop, disponível neste endereço eletrônico.

Ao todo, serão disponibilizadas cerca de 10,5 mil vagas, provenientes do saldo do edital, além de desistências, cortes por faltas e inclusão de novas modalidades. Podem se inscrever crianças a partir de quatro anos, adolescentes, jovens, adultos e idosos.

Os candidatos selecionados receberão a confirmação da matrícula até o dia 5 de dezembro de 2025 | Foto: Divulgação/SEL-DF

 

Como se inscrever

O candidato que não tiver acesso à internet poderá comparecer pessoalmente ao COP de interesse, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h, para realizar a pré-inscrição.

O prazo vai até 30 de novembro de 2025. Os candidatos selecionados receberão a confirmação da matrícula até o dia 5 de dezembro de 2025, com orientações sobre a documentação necessária. Caso não recebam o e-mail, recomenda-se comparecer diretamente ao COP escolhido para verificar a seleção.

Modalidades esportivas

As vagas estão distribuídas em modalidades como:

* Atletismo
* Basquete
* Futsal
* Futebol Society
* Ginástica Localizada
* Pilates
* Vôlei
* Jiu-Jitsu
* Judô
* Taekwondo
* Karatê
* Capoterapia
* Entre outras

O quantitativo de vagas, modalidades, faixa etária e horários variam de acordo com cada unidade e podem ser consultados diretamente nas secretarias dos Centros Olímpicos e Paralímpicos ou no site da SEL-DF.

Esporte para todos

De acordo com o secretário de Esporte e Lazer do DF, Renato Junqueira, a abertura das vagas remanescentes reforça o papel dos COPs como espaços de inclusão e transformação social:

“Os Centros Olímpicos e Paralímpicos oferecem oportunidades para todas as idades e são ambientes de convivência, saúde e cidadania. Com essas novas vagas, mais pessoas poderão ter acesso ao esporte e aos benefícios que ele proporciona”, destacou o secretário.

Planaltina de Goiás lidera corrida por megaprojeto ITEC Canal Brasil-China

Município se destaca com logística, incentivos fiscais e apoio da CNI na disputa por polo de inovação no Entorno do DF; projeto está orçado em US$ 3 bi

Da Redação

Planaltina de Goiás emerge como principal candidata a sediar o ITEC – Canal Expresso Brasil-China, um projeto de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 16,5 bilhões) que promete transformar o Entorno do Distrito Federal. A iniciativa, que visa criar um hub de capacitação, inovação e comércio internacional, também atrai interesse de Águas Lindas e Cidade Ocidental, mas Planaltina ganha destaque com vantagens logísticas, fiscais e educacionais.

A recente aprovação de um novo arcabouço fiscal e tributário em Planaltina, aliada à redução de impostos em 50% e à cessão de áreas estratégicas, fortalece a competitividade do município. A viagem do prefeito Cristiomario de Sousa Medeiros à China, em 2024, consolidou parcerias e reforçou a posição da cidade na disputa. O projeto conta com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Governo de Goiás, que enxergam no ITEC um catalisador de desenvolvimento econômico e social.

Estratégicamente localizada próxima à Brasília, Planaltina oferece infraestrutura logística robusta e um ambiente político estável, atraindo investidores interessados em conectar Goiás ao mercado asiático. A construção do polo industrial e do Centro de Convenções do ITEC, com previsão de início em 2025, deve gerar milhares de empregos e atrair mão de obra de outros estados. O município também investe em equipamentos públicos, financiados pelos governos estadual e federal, e em programas de capacitação profissional.

Luiz Moreira, morador de Planaltina há 12 anos, expressa o entusiasmo local: “O ITEC é uma oportunidade única. Vai trazer empregos e mudar a vida das famílias.” A nova legislação, aguardada para sanção em setembro, é vista como o passo final para consolidar o município como sede do projeto. Além do impacto econômico, o ITEC promete promover uma transformação social, posicionando o Entorno do DF como um dos maiores polos de investimentos internacionais no Brasil.

O Itec será um centro de capacitação, inovação e comércio internacional. A proposta é torná-lo uma referência nacional no intercâmbio com a China, conectando Goiás ao mercado asiático com o apoio integral do Governo de Goiás.

 

Hospital de Base se prepara para aniversário de 65 anos com avanços e novas obras

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Investimentos superam R$ 31 milhões e incluem centro cirúrgico e pronto-socorro modernizados

Brasília, 6 de setembro de 2025 – Prestes a completar 65 anos, no próximo dia 12 de setembro, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) vem passando por uma série de melhorias para oferecer serviços mais ágeis e qualificados à população. Entre os avanços, destaca-se o Projeto Lean, implementado em agosto de 2023, que reorganizou o fluxo cirúrgico da unidade. A iniciativa possibilitou melhor utilização das salas de cirurgia, aumento no número de procedimentos diários, redução de cancelamentos e início pontual das operações, entre 7h e 7h30.

Outro destaque é a adoção do Protocolo Onda Vermelha, que integra áreas como centro cirúrgico, radiologia e banco de sangue para atendimento imediato a pacientes com traumas graves e choque hemorrágico. De acordo com Renato Lins, chefe do setor de Trauma, a medida “reduz o tempo de resposta, acelerando exames, transfusões e intervenções emergenciais”.

Hospital de Base investe em modernização e amplia capacidade de atendimento | Fotos: Alberto Ruy/ IgesDF

Avanços no tratamento oncológico

Em 2024, o HBDF inaugurou o Centro de Infusão Verinha, voltado para quimioterapias oncológicas e hematológicas. O espaço climatizado e reservado ampliou a capacidade de atendimento e trouxe mais conforto aos pacientes. Somente naquele ano, foram realizadas 11.834 aplicações oncológicas e 7.313 hematológicas. Já entre janeiro e julho de 2025, os números chegaram a 5.809 e 4.202, respectivamente.

Investimentos estruturais e equipamentos de ponta

Sob a gestão do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), a unidade passou por reformas em setores como cozinha, enfermaria de oncologia e radiologia, que recebeu novos equipamentos, incluindo um angiógrafo e uma ressonância magnética.

O novo centro cirúrgico, atualmente em construção, conta com investimento de R$ 13,5 milhões e terá 16 salas — duas delas de alta tecnologia — além de uma Recuperação Pós-Anestésica (RPA) com 18 leitos e áreas de apoio para equipes médicas e logísticas.

Para 2026, está prevista a chegada de dois aceleradores lineares de fótons, que permitirão tratamentos de radioterapia de alta precisão, hoje disponíveis apenas em hospitais particulares.

Novo Pronto-Socorro para 2026

O próximo grande passo será a construção de um novo Pronto-Socorro, orçado em R$ 18 milhões. O projeto prevê 125 leitos, distribuídos entre setores de trauma e atendimento clínico. A intervenção também reorganizará os acessos de emergência, aproximando setores críticos e limitando a circulação em áreas sensíveis.

As obras incluirão uma recepção renovada e uma nova fachada, projetadas para proporcionar mais conforto e um visual moderno. Segundo Rubens Pimentel Jr., vice-presidente do IgesDF, “essa transformação estrutural aumentará a capacidade de atendimento e trará mais segurança e qualidade para os pacientes atendidos pelo Hospital de Base e pela rede pública do DF”.

Na próxima reportagem sobre o aniversário de 65 anos do HBDF, serão apresentados os exemplos de atendimento humanizado desenvolvidos na unidade.

Cuidados na área central são reforçados para o 7 de Setembro

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Recapeamento, podas e implantação de canteiros nas imediações do evento marcam a atuação da companhia

Neste domingo (7), o Desfile da Independência tomará forma na Esplanada dos Ministérios e a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), por meio das diretorias de Obra e das Cidades, prestou suas contribuições à manutenção da cidade.

Desde junho foram investidos R$ 7 milhões na obra de recapeamento asfáltico, com a aplicação de cerca de mais 6 km de nova pavimentação, na ligação entre as vias L2 Sul e L2 Norte, no trecho conhecido como Buraco do Tatuí. Uma tecnologia de reforço asfáltico baseada em uma malha de fibra de vidro foi incorporada sob a camada de asfalto. Para prolongar a durabilidade do pavimento, distribuir as tensões e evitar trincas, as ecogrelhas foram implantadas nas obras de fresagem e recapeamento.

A companhia contribuiu também com a reformulação do canteiro central do trecho localizado entre as vias N2 e N1, no sentido L2 Sul — L2 Norte onde o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) realizou a substituição das placas de concreto danificadas e a troca do rejunte. Houve também podas de árvores, rastelamento e combate às formigas, demonstrando o cuidado com a cidade.

“Nossa atuação foi para além desse grandioso momento cívico e de cidadania. Fizemos intervenções profundas e duradouras que, certamente, vão refletir na estética das imediações do evento”, explicou o presidente da Novacap, Fernando Leite.