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Secretaria de Educação divulga resultado de simulado para o Enem 2015

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Cerca de 20 mil estudantes do 3º ano do ensino médio da rede pública podem acessar, individualmente, o desempenho no preparatório. Provas do exame oficial ocorrem nos dias 24 e 25 de outubro em todo o País

Os resultados do Simulado DF 2015 — preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) — estão disponíveis para os cerca de 20 mil estudantes da rede pública de ensino que fizeram as provas em 16 e 17 de setembro. Para acessar o desempenho, é necessário informar o número da matrícula e a data de nascimento na página de simulação de aplicação do Enem 2015 na internet. As informações são individuais e não servem para comparação entre alunos ou escolas.

As provas do simulado tiveram 180 questões, assim como no Enem, sobre ciências humanas e da natureza, além de linguagem, matemática e redação. O tema cobrado na dissertação foi Maioridade Penal. Todas as etapas tiveram a supervisão da Secretaria de Educação e do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos.

O secretário de Educação, Júlio Gregório Filho, destaca que, embora os rankings não devam servir de padrão de avaliação, oferecer um simulado para os alunos da rede é uma das estratégias que visam reduzir a diferença entre escolas públicas e privadas nos resultados dos exames. “A educação pública precisa e está buscando alternativas para oferecer aos estudantes ainda mais condições de competir com aqueles que dispõem de outros recursos para melhorar seus desempenhos nos testes de seleção”. A iniciativa, segundo ele, teve custo zero, graças a parcerias.

Controladoria cria mecanismo para combater enriquecimento ilícito de servidor do GDF

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Controlador-geral do DF, Djacyr Cavalcanti de Arruda Filho
Controlador-geral do DF, Djacyr Cavalcanti de Arruda Filho

 

O prazo para a conclusão do procedimento de sindicância patrimonial será de trinta dias, contados da data da publicação do ato que constituir a comissão, podendo ser prorrogado, por igual período

A Controladoria-Geral do Distrito Federal editou portaria regulamentando a utilização da sindicância patrimonial no âmbito da Administração pública do DF. Trata-se de um importante instrumento de combate ao enriquecimento ilícito de servidores públicos. A Portaria 212/2025 foi publicada na edição do Diário Oficial (DODF) desta quinta-feira (15), na página 23. Esse foi um dos últimos atos do controlador-geral do DF, Djacyr Cavalcanti de Arruda Filho. Um dos gestores mais conceituados do GDF, dr. Djacyr Arruda será substituído na semana que vem pelo suplente de deputado, Henrique Ziller. Antes de sair, deu uma última contribuição a moralidade no serviço público.

A portaria nº 212 determina que as denúncias ou representações protocoladas envolvendo suposto enriquecimento ilícito de agente público serão remetidas à Corregedoria-Geral do Distrito Federal.

A Corregedoria-Geral, por meio das Corregedorias-Adjuntas da Área Social e da Área Econômica, de Governo e de Infraestrutura, autuará a documentação que constituirá a Informação de Investigação Patrimonial Preliminar.

Para cumprir a missão, as Corregedorias-Adjuntas se valerão das informações coletadas junto à Unidade de Informações Estratégica (UINFE), e das obtidas nos sistemas corporativos dos órgãos e entidades da Administração Pública do Distrito Federal.

Se necessário, as Corregedorias-Adjuntas poderão recomendar a instauração de Procedimento de Investigação Preliminar (PIP) de que trata o art. 18, inciso IV, do Decreto nº 36.017, de 18 de novembro de 2014, para os trabalhos que exijam o aprofundamento da apuração em diligências externas.

A Informação de Investigação Patrimonial Preliminar conterá todos os elementos que possam subsidiar o juízo de admissibilidade da autoridade competente para a instauração da sindicância patrimonial ou do processo administrativo disciplinar.

A Corregedoria-Geral, com fundamento nos elementos contidos na Informação de Investigação

Patrimonial Preliminar, decidirá pela instauração de sindicância patrimonial, processo disciplinar ou pelo arquivamento.

Da Sindicância Patrimonial

A Sindicância Patrimonial constitui procedimento investigativo, de caráter sigiloso, não contraditório e não punitivo, destinado a apurar indícios de enriquecimento ilícito por parte de

agente público à vista de incompatibilidade patrimonial com seus recursos e disponibilidades. A sindicância será realizada de ofício ou com base em denúncia ou representação recebida.

O procedimento de sindicância patrimonial será conduzido por comissão constituída por três servidores estáveis ou empregados públicos de órgão ou entidade da Administração Pública do Distrito Federal.

As consultas, requisições de informações e documentos necessários à instrução da sindicância,

quando dirigidas à Secretaria da Fazenda do Distrito Federal, ao Banco Central do Brasil ou à Secretaria da Receita Federal, deverão ser feitas por intermédio da Corregedoria-Geral, observado o dever da comissão de, após a transferência, assegurar a preservação do sigilo fiscal.

A solicitação de afastamento de sigilo bancário deve ser encaminhada à Procuradoria–Geral do Distrito Federal ou ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, com as informações e documentos necessários para o exame de seu cabimento.

A comissão deverá solicitar do sindicado, sempre que possível, a renúncia expressa aos sigilos fiscal e bancário, com a apresentação das informações e documentos necessários para a instrução do procedimento.

O presidente da Comissão de sindicância patrimonial ou processo administrativo disciplinar deverá providenciar o encaminhamento, por meio da Corregedoria-Geral, das informações fiscais e bancárias à Unidade de Informações Estratégicas, para que seja efetuada a análise patrimonial.

A Unidade de Informações Estratégica (UINFE) elaborará documento denominado “Informação de Análise Patrimonial” sobre a evolução patrimonial do investigado, que conterá, inclusive, a análise do fluxo de caixa.

Para a instrução do procedimento, a Comissão efetuará as diligências necessárias à elucidação do fato, poderá ouvir o sindicado e as eventuais testemunhas, carreará para os autos a prova documental existente e solicitará, se necessário, o afastamento de sigilos, nos termos do art. 8º a 10, além da realização de perícias.

Fica facultado à Comissão notificar o investigado para apresentar esclarecimentos sobre as conclusões da análise patrimonial, pessoalmente ou por procurador.

O prazo para a conclusão do procedimento de sindicância patrimonial será de trinta dias, contados da data da publicação do ato que constituir a comissão, podendo ser prorrogado, por igual período, pela autoridade instauradora.

Concluídos os trabalhos da sindicância patrimonial, a comissão responsável por sua condução produzirá relatório sobre os fatos apurados, opinando pelo seu arquivamento ou, se for o caso, pela instauração de processo administrativo disciplinar, quando houver indícios de enriquecimento ilícito.

Os procedimentos instaurados no Órgão Central e nas unidades seccionais serão encaminhados

ao Corregedor-Geral, que proferirá decisão no feito ou, conforme o nível do cargo ou emprego do agente público envolvido, encaminhará os autos ao Controlador-Geral do Distrito Federal para decisão.

Assim que proferida a decisão, cópia dos autos deverá ser encaminhada, para conhecimento

e adoção das providências cabíveis, ao Ministério Público do DF e Territórios, ao Tribunal de Contas do DF, à Secretaria da Fazenda do DF, à Procuradoria-Geral do DF e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras do Ministério da Fazenda.

As informações constantes de Informação de Investigação Patrimonial Preliminar, de Sindicância Patrimonial e do Processo Administrativo Disciplinar serão classificadas como sigilosas, no grau reservado, na forma das disposições do Decreto nº 34.276, de 11 de abril de 2013.

Superior Tribunal de Justiça rejeita ações contra ex-governador Arruda

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O ex-governador José Roberto Arruda obteve duas vitórias na Justiça nesta quinta-feira (15)

Helena Mader – No Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve-se a decisão de absolvê-lo da acusação de improbidade administrativa por contratar a construtora Mendes Júnior Trading e Engenharia S.A sem concorrência pública, em 2008, para reformar o ginásio Nilson Nelson. A 4ª Vara de Fazenda Pública do DF já o havia inocentado em 2013, mas o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) entrou com recurso.

No âmbito do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), a 8ª Vara da Fazenda Pública do DF rejeitou duas ações ajuizadas pelo MPDFT, que havia apontado supostas fraudes na prestação de contas de convênios de saúde celebrados entre o GDF e os municípios de Santo Antônio do Descoberto e Águas Lindas de Goiás. Arruda era acusado de assinar convênios milionários sem adotar medidas concretas para verificar a aplicação dos recursos transferidos.

A defesa do ex-chefe do Executivo rebateu e afirmou que foram celebrados convênios com 21 prefeituras do Entorno para que os moradores dos municípios goianos não precisassem ir aos hospitais do Distrito Federal e fossem atendidos naquelas cidades.

A Justiça também acatou o argumento da defesa de que coube a Arruda apenas a decisão política e a execução dos convênios, inclusive a realização de licitações, teria ficado com a Subsecretaria do Entorno e a Codeplan.

Decidiu-se, então, pela retirada das ações contra Arruda e os demais acusados: Augusto Silveira de Carvalho, Fernando Antunes, David Leita Silva, Jair Shiogueki Yamamoto e Geraldo Messias de Queiroz. (Do CB Poder)

Rollemberg sanciona criação de sorteios a participantes do Nota Legal

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Publicação no Diário Oficial do DF sobre o sorteio eletrônico a beneficiários do programa Nota Legal (Foto: Reprodução)
Publicação no Diário Oficial do DF sobre o sorteio eletrônico a beneficiários do programa Nota Legal (Foto: Reprodução)

 

Regulamentação do novo benefício deve ser divulgada até o final do ano. Prêmios em dinheiro podem chegar a R$ 10 milhões a contribuintes

Por Isabella Calzolari – O governador Rodrigo Rollemberg sancionou nesta sexta-feira (16) a criação de um sistema de sorteio eletrônico com premiação em dinheiro de até R$ 10 milhões a contribuintes do programa Nota Legal. De acordo com a Secretaria de Fazenda, a regulamentação do novo benefício deve ser divulgada até o final do ano. A intenção da pasta é que o projeto comece a valer já no início do ano que vem.

O prêmio poderá ser resgatado pelo beneficiário em até 180 dias da data de realização do sorteio. Caso o ganhador não retire o prêmio no prazo, o valor vai retornar ao tesouro do Distrito Federal.

Inadimplentes em relação a obrigação pecuniária de natureza tributária ou não tributária não poderão concorrer ao sorteio eletrônico. Também não vão poder participar como beneficiário dos prêmios em dinheiro e de cupons para sorteio do programa funcionários das empresas de tecnologia contratadas, bem como parentes em linha reta até o primeiro grau, cônjuges ou companheiros.

Os resultados vão ser divulgados pelo site do Nota Legal em até 15 dias contados da realização do sorteio. A forma, as datas de realização, período de validade, prazos, cronogramas e informações complementarem vão ser divulgadas no regulamento da lei. (Do G1 DF)

Governador Rollemberg ganha um “soldado” na Câmara Legislativa

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Ele vai votar a favor de todos projetos, inclusive os impopulares, do GDF na Casa

Por Guilherme Pera – Com a ida de Joe Valle (PDT) para a Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, o bombeiro militar Roosevelt Vilela (PSB), 40 anos, assume a vaga na Câmara Legislativa. O primeiro socialista na atual legislatura deve representar algo em falta para o chefe do Executivo na Casa: um grande aliado. Ele vai votar a favor de todos projetos, inclusive os impopulares, do GDF na Casa.

O atual administrador de Candangolândia, Núcleo Bandeirante e Park Way terá como bandeira a segurança pública. “Vou representar o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar na Câmara. Vamos colocar em diálogo a estrutura das corporações”, disse.

Enquanto Rollemberg procura um nome para ser líder do governo — entre os principais parlamentares ventilados estão Cláudio Abrantes (Rede) e Israel Batista (PV) —, a presença de um correligionário na Casa pode fazer a diferença. Questionado se ambiciona a liderança, Vilela mostra animação. “Escolher o líder é prerrogativa do governador. Serei um soldado e aceito o que for proposto”, afirmou Vilela, bombeiro há 21 anos.

Sobre a aprovação de matérias impopulares, o socialista afirmou que Rollemberg ganha “um contraponto na Casa para rebater os questionamentos aos projetos”. “O PSB tem um projeto de governo, com Rollemberg no Executivo e agora Roosevelt no Legislativo. (Governar Brasília) é como criar um filho: nem tudo são flores, às vezes temos que ser duros”, comparou.

Com a ida do dono de 8.957 votos na eleição de 2014 para o Legislativo local, a insatisfação do PSB com o governador — o partido perdeu duas secretarias na reforma administrativa — pode diminuir. (Do CB Poder)

Noventa mil desempregados na construção civil no Distrito Federal

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Foto: Carlos Gandra/CLDF
Foto: Carlos Gandra/CLDF

 

Empresários da construção civil cobram retomada das obras públicas

Por Zilldenor Ferreira Dourado – Empresários da construção civil do DF alertam que a paralisação das obras públicas no DF está levando o setor a uma situação de caos, com a explosão do desemprego. Os apelos unânimes para que o governo do DF volte a investir no setor foram feitos na comissão geral que a Câmara Legislativa realizou na tarde desta quinta-feira (15), no plenário, por iniciativa do deputado Chico Vigilante (PT).

Segundo o presidente da Indústria da Construção Civil do DF, Luiz Carlos Botelho, desde janeiro deste ano até agora o Distrito Federal aumentou de 12 para 90 mil o número de desempregados naquele setor. A estimativa dos empresários é de que o índice desemprego já tenha aumentado 450%, com possibilidade de chegar a 900% em fevereiro de 2016, se não houver novos investimentos e retomada de obras paralisadas. “No DF estão sendo demitidos 47 engenheiros por mês, sendo que cada engenheiro a menos representa 150 a 200 operários sem emprego “, advertiu.

Também o presidente da Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco), Luiz Afonso Assad, lamentou a situação de crise crescente na construção civil, enfatizando que a situação causa apreensão entre os empresários. Ele pregou a necessidade de o governo resolver as questões legais que impedem a celebração de novos contratos e defendeu que a Terracap possa transferir recursos para a Novacap, no sentido de garantir a execução de projetos que aguardam liberação de recursos.

“Esses dados apresentados pelos representantes da construção civil são estarrecedores”, ressaltou o deputado Chico Vigilante, ao fazer um apelo para que o governo tome medidas urgentes para reverter a paralisação das obras, citando especialmente o caso da construção civil. Ele lembrou que os deputados da oposição estão empenhados em ajudar o governo a retomar o desenvolvimento da cidade.

“Nós vamos parar no caos, se continuar essa situação”, protestou o deputado Wellington Luiz (PMDB), propondo que o governo reinicie as obras mesmo enfrentando as ações impetradas pelo Ministério Público. “Eu sou servidor público e posso falar: nossos empresários já tiveram paciência demais”, comentou.

O distrital Agaciel Maia (PTC), presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF), defendeu que o problema do atual governo não é apenas a falta de recursos. “O governador tem que deixar a cadeira no Buriti e sair na Esplanada dos Ministérios em busca de recursos para investimentos, inclusive por meio de financiamentos internacionais”, recomentou.

Otimismo – Em defesa do governo, o presidente da Novacap, Hermes de Paula, afirmou que a situação de crise nos investimentos ocorre em vários outros estados do País, inclusive com situações piores do que a enfrentada no DF. Ele assegurou que, apesar das dificuldades, o governador Rollemberg está “otimista” em superar os problemas e voltar a investir em obras públicas.

O dirigente da Novacap criticou os “entraves burocráticos” que dificultam as licitações de obras e justificou a paralisação da construção do Parque Burle Max, citando que no governo passado houve redirecionamento de recursos para a construção do Estádio Mané Garrincha – o que acabou prejudicando as obras de urbanização no Setor Noroeste. “Por isso ninguém está conseguindo vender os terrenos lá”, reclamou.

O presidente da Federação das Indústrias no DF (Fibra), Jamil Bittar, também demonstrou expectativa positiva em relação à retomada das obras. “Acredito que o governo está sensibilizado no sentido de buscar alternativas para a retomada do crescimento econômico”, disse, com a garantia de que os empresários continuarão cobrando as medidas solicitadas pelo setor.

 

ARTIGO Saúde não é negócio, Por Jofran Frejat

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Por Jofran Frejat – Em 1979 foi iniciado o Plano de Assistência à Saúde no Distrito Federal que estabelecia o princípio da universalização, regionalização e hierarquização dos serviços públicos de saúde. Posto em prática com a construção de centros e postos de saúde, hospitais e serviços correlatos, distribuídos uniformemente de acordo com a densidade populacional, ofereceu resultados surpreendentes. Profissionais engajados na nova sistemática, além da novidade da ação dos recém-criados agentes de saúde junto à comunidade, proporcionaram, não só facilidade ao atendimento, como resposta epidemiológica expressiva.  Para ter-se uma ideia, a mortalidade infantil na cidade satélite de Ceilândia, então com 300.000 habitantes, que era de 100 crianças, no primeiro ano de vida, em cada 1000 nascidas vivas, caiu para 30 em pouco mais de dois anos. Eram 70 bebês salvos a cada ano, só em Ceilândia.

Os novos hospitais, a reforma dos antigos, o hemocentro, o hospital de apoio, novos equipamentos, os bons serviços de emergência, UTIs e transplantes transformaram a rede pública de saúde do DF não só em referência, mas também em preferência dos seus habitantes. E, por via de consequência, dos que aqui não habitavam. Não era incomum ouvir-se, até mesmo de médicos: “se eu tiver algum acidente me levem para o Hospital de Base”. Ou de uma gestante: ”se eu entrar em trabalho de parto me leve para o HRAS (HMIB)”. Até então pouco se falava em Planos de Saúde, Seguro Saúde, etc. A rede pública absorvia a demanda. Os hospitais particulares patinavam no atendimento a apenas alguns.

O sistema de atendimento implantado no DF foi legitimado na nossa Carta Constitucional de 1988 com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS).  Era modelo e serviu de exemplo.

Não resta dúvida que o SUS foi e tem sido o maior plano de inclusão social que esse país já viu. Maior mesmo que o bolsa-família que se restringe às famílias de baixa renda. Mas, da mesma forma como o de Brasília, todo plano pronto e acabado envelhece precocemente. O tempo e a demanda estão em permanente mudança. É preciso, pois, acompanhá-los.  A paralisia diante da crença de uma rede de atendimento satisfatória em determinado momento, conduz à suspensão de sua ampliação e modernização e, consequentemente, ao seu descrédito.  Assim os planos privados vão ocupando os espaços vazios. Basta olhar o crescimento dessa alternativa. Aliás, nem sei bem se a palavra apropriada é alternativa ou necessidade. Além de, naturalmente, representar um falso “status”.

Tem solução? Mas é claro que tem! É difícil erguer uma boa reputação. Mais difícil, ainda, recuperá-la.  A solução, entretanto, seguramente não passa pela entrega, ao setor privado ou a terceiros, a gerência dos serviços de saúde.  A leitura para esse tipo de atitude é de que, além de driblar a lei de responsabilidade fiscal, dá-se, ao servidor público, o rótulo de incompetente, incapaz de oferecer e prestar bons serviços. A própria história dos serviços públicos de saúde de Brasília desmente essa premissa. Como explicar, por exemplo, que foram competentes em passado recente e hoje não mais o são? Onde está o nó górdio? Nos servidores ou na gerência?  Nós que fomos modelo e exemplo copiado, precisamos copiar outros modelos de eficiência duvidosa? Será que hospitais terceirizados vão atender além de sua capacidade, colocando pacientes graves em macas nos corredores das emergências, ou vão permanecer bonitinhos e arrumadinhos, transferindo-os para os hospitais públicos que não os pode recusar? Alguém acredita que uma organização privada, social ou não, dispõe-se a administrar um hospital sem perspectiva de lucro? Aos que têm dúvida perguntem-se se essas organizações se envolvem com a medicina preventiva (vacinação, etc.) que não dá retorno imediato. O lucro está nos procedimentos hospitalares de média e alta complexidade. Esses, sim, dão resposta financeira e notoriedade. É a exploração do filão do velho adágio popular de que só se dá valor à saúde, quando se perde. Prevenir? Isso é função do Estado! Ora bolas! Nem mesmo os hospitais mais famosos, eficientes e ricos abrem mão do título de filantrópicos cujo objetivo é escapar do desconto patronal à combalida Previdência.

Vivemos em uma sociedade em que as pessoas se mostram cada vez mais egoístas. O lema é mais ou menos o seguinte: “eu me dando bem o resto que se dane”. Com certeza, aqueles que conseguirem se internar no hospital “arrumadinho” irão elogiar a hotelaria. Mais vale a aparência que o conteúdo. É o esvaziamento do princípio da universalização do atendimento instituído pelo SUS.

O Sistema Único de Saúde, durante os seus pouco mais de 20 anos de existência, vem sendo sorrateiramente desconstruído, até mesmo por alguns que empunharam a sua bandeira. Tendo se mostrado socialmente inclusivo a crítica frontal tornou-se insustentável.  Aos poucos foram apontando os percalços do plano que engatinhava. Paulatina e repetidamente divulgam os gargalos no acesso aos serviços de saúde, ignorando os milhões de brasileiros que até então não dispunham de qualquer atendimento e que passaram a tê-lo, aumentando, extraordinariamente, a demanda. É a tentativa de comer pelas beiradas. Minar as esperanças dos antigos excluídos e desacreditar o Sistema aos que dispõem de meios para alternativas.

A quem serve a precarização do sistema de saúde público? É através dele que os pobres têm a chance de acesso aos serviços de saúde; não só os preventivos como os de maior complexidade, tais como transplantes, implantes, cirurgias cardíacas, medicamentos de alto custo. Quando no passado eles tiveram acesso a esses procedimentos?

Minar o SUS da forma sub-reptícia como tem sido feito, proclamando apenas suas mazelas – em geral decorrente do extraordinário aumento da demanda – sem o reconhecimento do grande êxito de que se reveste, é um desserviço à população mais pobre e um bom serviço prestado aos que fazem da doença um bom negócio.

* Jofran Frejat é ex-secretário de Saúde por quatro vezes

Júri do 12º Prêmio Engenho de Comunicação está definido

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Com novos nomes na Comissão Julgadora, personalidades irão destacar as melhores iniciativas e os profissionais da imprensa em Brasília

Em novembro, Brasília recebe a premiação mais esperada entre os profissionais da imprensa da Capital Federal, o 12º Prêmio Engenho de Comunicação – O Dia em que o Jornalista Vira Notícia. Nesta edição de 2015, a comissão julgadora está formada pelos notáveis: ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes e o presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana. Novos nomes também chegaram para completar o júri deste ano, são eles: o secretário de Turismo do DF, Jaime Recena, o conselheiro da Embaixada de Portugal, João Pignatelli, e os representantes do meio acadêmico, professores Angélica Córdova da Universidade Católica de Brasília, e Bruno Nalon do Uniceub.

A comissão julgadora, formada por sete notáveis faz as indicações, escolhe três finalistas em cada categoria e, desse grupo, define o vencedor. Criado para contemplar jornalistas e veículos de comunicação que produzem notícias a partir de Brasília, o Prêmio Engenho irá destacar os trabalhos realizados em categorias da informação.

“Além de celebrar o relevante trabalho dos jornalistas, a premiação cultiva valores fundamentais, intrínsecos à comunicação: liberdade de imprensa, democracia, transparência e valorização dos jornalistas e veículos de comunicação”, conta a organizadora do prêmio, jornalista Kátia Cubel.

Veja como está a paralisação de servidores da Saúde e o atendimento à população

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Algumas unidades suspenderam todos os serviços. Veja também o funcionamento dos hospitais nesta quinta-feira (15)

Nesta quinta-feira (15), unidades de saúde continuam enfrentando restrições devido à paralisação de servidores do setor. A categoria decidiu cruzar os braços em 8 de outubro mesmo após o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios determinar a ilegalidade da mobilização em 9 de outubro.

Diversos centros de saúde do DF suspenderam os atendimentos, como o de Planaltina e o de Santa Maria, e outros funcionam parcialmente.

Alguns funcionários da enfermagem e administrativos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) aderiram à paralisação. Os administrativos participaram de uma assembleia nesta quinta-feira, às 10 horas, no Hospital de Base.

 

Plano Piloto

Hemocentro

Grevistas mantêm 30% da equipe trabalhando, mas o atendimento está lento. A coleta de sangue, que demora em média 55 minutos, é feita em até três horas.

Hospital de Base

Emergência só para pacientes graves.

Unidade de trauma: funciona normalmente.

Oncologia: só casos urgentes e consultas agendadas são atendidos.

Ambulatório: neurologia, cabeça e pescoço, proctologia e odontologia fechados.

Ginecologia oncológica e mastologia, oftalmologia, otorrino, clínicas cirúrgicas, clínica médica, pneumologia, ortopedia, alergia, urologia, psicologia, cardiologia e nefrologia: funcionam normalmente.

Bronco e gastroenterologia: 30% de atendimento.

Hospital regional da Asa Norte (Hran)

Emergência com quatro clínicos, um deles para atender pacientes graves e um pediatra em cada turno.

Lavanderia: 30% da capacidade, em parceria com a Funap.

Ambulatório: atendimento parcial em setores como sala de curativos, endocrinologia, oftalmologia, dermatologia.

Centro cirúrgico: cirurgias eletivas canceladas; mantido o mutirão de fissurados.

Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais: só pacientes crônicos graves atendidos.

Endoscopia: apenas casos de emergência e internados.

Hospital Materno Infantil (Hmib)

Emergências pediátrica e ginecológica: atendimento normal.

Cirurgias eletivas: suspensas.

Ambulatório: só dois médicos estão em greve.

Centro de Saúde nº 7

Atendimento normal pela manhã, mas à tarde pode parar porque três técnicos de enfermagem devem aderir à paralisação.

Centro de Saúde nº 12

Um médico atende casos de menor gravidade. Enfermeiros aderiram à greve. Supervisor de enfermagem cuida da triagem dos pacientes.

Adolescentro

30% dos médicos e técnicos de enfermagem estão parados. Um grupo de acolhimento atende os pacientes.

Unidade Mista

Funciona parcialmente.

Taguatinga

Hospital regional

Emergência: equipe reduzida.

Unidade de internação, centro obstétrico e clínica médica: funcionamento normal.

Radiologia e laboratório: só atendem emergências.

No ambulatório, endocrinologia, pé diabético, banco de leite, unidades de tratamento intensivo, centro obstétrico, central de material esterelizado, hemodiálise e unidades de internação funcionam normalmente. Cardiologia, tisiologia, pediatria e otorrino: não atendem.

Odontologia e centro cirúrgico: só emergências.

Ginecologia conta com um médico.

Raio-X de urgência e ecografias agendadas: mantidos.

Na hemoterapia, médicos atendem consultas eletivas, e serviço de transfusão funciona.

Centro de Saúde nº 2

Odontologia e nutricionistas com atendimento pleno. Outras especialidades funcionam parcialmente.

Centro de Saúde nº 3

Equipes de nutrição, farmácia, sala de vacinas e sala de medicação e nebulização: trabalham normalmente.

Ginecologia, pediatria e laboratório: parados.

Outros serviços funcionam de forma parcial.

Centro de Saúde nº 4

Um ginecologista e um clínico trabalham. Demais setores sem atendimento.

Centro de Saúde nº 5

Farmácia, laboratório e técnico em nutrição atendem normalmente. O restante funciona com restrições.

Centro de Saúde nº 6

Praticamente 100% de adesão dos servidores à paralisação.

Centro de Saúde nº 7

Equipes de enfermeiros, odontólogos, assistentes sociais e nutricionistas, além da farmácia e laboratório, funcionam normalmente.

Clínica médica está parada. Outros setores têm atendimento parcial.

Ceilândia

Hospital regional

Emergência: médicos atendem normalmente.

Servidores remanejados para o pronto-socorro para suprir ausência de técnicos de enfermagem e enfermeiros parados.

Ambulatório: médicos da pediatria e ortopedia em greve. Os demais atendem normalmente.

Unidade de Pronto-Atendimento (UPA)

Apenas motoristas estão em greve, respeitando a margem de 30% de servidores.

Centros de saúde: unidades funcionam com restrições.

Sobradinho

Hospital regional

Emergência: equipe de enfermagem reduzida. Atendimento parcial no Ambulatório:atendimento parcial.

Banco de sangue, banco de leite e UTI: atendimento normal.

Radiologia: só recebe emergências.

UPA: funciona normalmente.

Centros de saúde: atendimento parcial.

Gama

Hospital regional

Ambulatório: fechado.

Pronto-socorro de clínica médica: atendimento para casos graves.

Cirurgia-geral: em restrição, com dois médicos no centro cirúrgico.

Ortopedia: um plantonista atende prioridades.

Ginecologia: funciona normalmente.

Pediatria: atendimento a casos graves.

Centros de saúde: funcionam com 30% de pessoal.

Guará

Hospital regional

Emergência: apenas um médico.

Ambulatório: funciona parcialmente.

Centro de Saúde nº 1:

Sem atendimento em clínica médica

Centro de Saúde nº 2:

A maioria de técnicos e médicos voltou ao trabalho após a decretação da ilegalidade da paralisação.

Estrutural

Centro de Saúde: sem atendimento.

Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo e Parkway

UPA do Núcleo Bandeirante: dois médicos por turno.

Centros de saúde: paralisação quase total nos serviços.

Funcionam precariamente serviços de urgência, como atendimento a gestantes e aplicação de vacina antirrábica.

Equipes da Estratégia Saúde da Família: paradas.

Médicos e técnicos de enfermagem: parados.

Paranoá

Hospital regional

30% dos técnicos de enfermagem pararam.

Ambulatório parado.

Emergência: atendimento lento.

Centros de saúde e Estratégia Saúde da Família: sem atendimento.

Planaltina

Hospital regional

Emergência: número reduzido de técnicos.

Atendimento: lento na emergência, mas sem registro de maiores problemas.

Ambulatório: serviços parados.

Cirurgias eletivas: remarcadas.

Menos de 30% dos técnicos de enfermagem estão trabalhando.

Centros de saúde: atendimento suspenso.

Santa Maria

Hospital regional

Atendimento normal no ambulatório e na emergência.

Cirurgias eletivas não são realizadas.

Centros de saúde: sem atendimento.

Samambaia

Hospital regional

Ambulatório e emergência: funcionam normalmente.

Centros de saúde: há médicos trabalhando, mas faltam técnicos.

Clínicas da família: funcionam com as equipes de enfermagem.

UPA: atendimento normal com dois clínicos, seis técnicos de enfermagem, três enfermeiros e três técnicos administrativos.

Recanto das Emas

UPA: funciona normalmente.

Centros de saúde e clínicas da família: atendimento parcial.

Brazlândia

Hospital regional

Pessoal reduzido na emergência.

Atendimentos no ambulatório: suspensos. Sem anestesista.

Centros de saúde: funcionam parcialmente.

Da Agência Brasília, com informações da Secretaria de Saúde

 

Joe Valle aceita convite e será o primeiro deputado a ocupar o primeiro escalão do Buriti

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Deputado Joe Valle aceita convite
Deputado Joe Valle aceita convite

 

Depois de muito suspense e negociação, o parlamentar do PDT será o titular de uma supersecretaria e ainda mantém poder na Secretaria de Agricultura

Fim da novela. O deputado distrital Joe Valle aceitou o convite do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Ele será o titular da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. E o primeiro parlamentar a ter um cargo no primeiro escalão do Governo do Distrito Federal. O anúncio oficial deve ser feito nas próximas horas.

Assume o seu lugar na Câmara Legislativa o primeiro suplente Roosevelt Viela, do mesmo partido do governador. A ação acalma, em parte, o PSB, que vinha se rebelando por ter perdido espaço no Buriti.

Das três secretarias que ocupava, com a reforma administrativa anunciada esta semana, o partido ficou apenas com a de Mobilidade, ocupada pelo secretário Marcos Dantas, que antes chefiava a pasta de Relações Institucionais do GDF.

A quebra de braço entre Joe e Rollemberg foi para manter a Secretaria de Agricultura, que estava ameaçada de fusão com outras pastas. Assim, além de ocupar uma supersecretaria, Joe Valle mantém influência na Agricultura, ocupada por um indicado do deputado.

Nota do deputado Joe Valle:

Após quase cinco anos na Câmara Legislativa, estamos prestes a iniciar um novo ciclo. Durante todos esses anos, tenho dedicado minha vida e capacidade de trabalho para retribuir a confiança da população de Brasília que me elegeu duas vezes deputado distrital, o que muito me honra.

Na Câmara Legislativa, tenho aprendido muito com meus pares, com minha equipe e, principalmente, com a população que tem confiado em nosso trabalho. De forma séria e comprometida, o mandato Brasília Sustentável tem trabalhado muito pela melhoria da qualidade de vida do Distrito Federal.

Nossa cidade passa por uma grande a grave crise. O chamado desta cidade, e o pedido do governador, nos levou a tomar a decisão de ajudá-lo no Executivo com o objetivo de unir forças para mudar a atual realidade da nossa capital.

Faremos uma composição com a Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social e Política para as Mulheres e Igualdade Racial no intuito de contribuir com nosso conhecimento e capacidade de trabalho. Precisamos fazer isso em rede, de forma coletiva e colaborativa. Por isso, quero convidar a todos e todas para participar dessa gestão conosco.

Servir ao público é um sacerdócio importante e o servidor público é um dos protagonista essenciais desse processo.

Conto com vocês nesta nova empreitada e espero estar à altura desse compromisso e dessa responsabilidade que estamos assumindo agora.

Joe Valle