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Omissão do governo faz empresários buscarem diálogo no Legislativo

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Cleber Pires é o presidente da Associação Comercial do DF (ACDF).
Cleber Pires é o presidente da Associação Comercial do DF (ACDF).

GDF ignora a crise e empresários procuram Câmara Legislativa

Desespero. A palavra define o momento vivido pelo empresariado no Distrito Federal. A crise econômica somada à falta de ação do governo do DF fez com que as entidades patronais buscassem apoio no Legislativo. Uma reunião com os deputados distritais no próximo dia 21 é vista como uma luz no fim do túnel pelos empresários. A tentativa é que a Câmara Legislativa venha a intermediar propostas que serão apresentadas.

O presidente da Associação Comercial do DF (ACDF), Cleber Roberto Pires, diz que há hoje uma dificuldade “muito grande” de entendimento entre a iniciativa privada e o governo. “Entendemos que o governador tenha boas intenções, mas as pessoas que estão em volta não estão entendendo que o empresário tem contas a pagar”, disse. Pires enumerou os problemas enfrentados. “A falta de celeridade nos projetos, nas coisas, a morosidade, a falta de giro no mercado, a falta de ação de Estado na velocidade de liberação de alvará de construção, de habite-se, de alvará de funcionamento, a falta de política pública em todos os aspectos, de transporte público, isso vem fazendo com que cada empresário esteja mais desmotivado a cada dia”, lamentou.

A CRISE JÁ FECHOU MAIS DE 2 MIL LOJAS NO DF.

A crise aumenta o número de demissões. Segundo dados do Sindivarejista, há pelo menos 212 mil desempregados no DF e as vendas no comércio caíram mais de 6% em sete meses. “Com isso, os segmentos e as grandes empresas estão voltadas a buscar outras oportunidades de negócio, como no Goiás, em Minas Gerais e na região de Entorno de Brasília. Temos um risco brutal de perder as grandes empresas por falta de política pública, falta de incentivo, de celeridade do governo”, criticou o presidente da ACDF.

Pires dá o alerta e avisa que o sinal está “amarelo” entre o setor produtivo e o governo. “É um momento de grande ansiedade de todo o segmento. Já estamos fazendo um apelo ao poder Legislativo, talvez pela falta de oportunidade de sermos ouvidos pelo Executivo”, disse.

Apesar da mudança de gestão, Pires explica que o empresariado esperava alguma mudança no cenário, mas não é o que acontece. “A gente não vê as coisas acontecerem e já estamos no nono mês de governo. Em toda mudança de governo, esperamos algumas dificuldades, mas que venham a ser passageira. No nosso entendimento, deveríamos estar saindo de algumas dificuldades. Não falamos de grandes investimentos, mas um dos principais entraves que mais nos atrapalha é a falta da presença de Estado, a falta de celeridade. A insatisfação é geral.”

Pires reclama que os todos os órgãos públicos, sem exceção, não cumprem prazos estabelecidos. “Nada prometido é cumprido. Não podemos viver de esperança. Acho um risco muito grande a partir do momento que o setor produtivo passa a desacreditar nas ações do governo e vem buscar uma forma de administrar por intermédio do legislativo. Isso passa a ser um desencontro de poderes”, desabafou.

A consequência da omissão do governo, segundo o presidente da ACDF, já está sendo vivida. “O caos social, a falta de geração de emprego, a falta de recolhimento de tributo. O governo não arrecada, quando isso acontece, não aplica, não honra seus compromissos porque não tem recurso. É um efeito dominó, um risco social muito grande. O governo precisa se encontrar, ouvir a iniciativa privada. Não podemos admitir que não anda por falta de pessoas. É por causa de gestão”, completou. (Por Roberta Abreu, do portal Diário do Poder)

GDF ‘descumpre’ leis que Rollemberg elaborou quando era parlamentar

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rollemberg

Em 20 anos, governador foi deputado distrital, deputado federal e senador. Leis regulam lixo, rotas de ônibus, internet pública e orla do Lago Paranoá.

Por Mateus Rodrigues, do G1 DF – Leis propostas pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, durante mandatos na Câmara Legislativa e no Congresso Nacional não estão sendo cumpridas na capital, nove meses após o início do governo.

Procurado pelo G1 ao longo de um mês, o GDF não se pronunciou sobre as propostas defendidas ou criadas por Rollemberg em 20 anos de Legislativo (de 1995 a 2014) e que não são implementandas na atual gestão.

Veja abaixo algumas das propostas de Rollemberg quando ainda era deputado distrital, federal ou senador.

Corujão

A Lei 877/1995, ou “Lei do Corujão”, foi uma das primeiras propostas aprovadas de Rollemberg na Câmara Legislativa, em 1995. O texto sancionado pelo então governador Cristovam Buarque torna obrigatório o transporte coletivo entre 23h e 6h, “no máximo a cada 90 minutos, nas linhas de maior frequência”.

Em 1999, Rollemberg chegou a propor na Câmara Legislativa a extensão do “turno da madrugada” para as linhas que ligam o DF às cidades do Entorno, mas o texto foi rejeitado. Na justificativa, o político afirmava que […] após as 23 horas, a situação se agrava e a espera no ponto de ônibus exige a paciência do bíblico Jó”.

A lei em vigor não especifica modalidade de transporte e, na prática, deveria valer também para Metrô e Expresso DF. Segundo a Secretaria de Mobilidade, somente 15 linhas de ônibus constam na lista de “maior frequência” de passageiros e estão sendo contempladas pela lei (veja lista no fim da reportagem).

“Foi uma preocupação nossa quando assumimos. Nos reunimos com as empresas de ônibus e cobramos que essas linhas fossem atendidas. Foi o primeiro passo. Agora, se essas 15 linhas são suficientes? Não sei, acredito que não. Precisamos estudar, consultar os setores para saber como melhorar esse atendimento”, afirmou ao G1 o secretário de Mobilidade, Carlos Tomé.

O GDF não informa previsão de data para revisar as linhas do Corujão e não fala em estender o funcionamento 24 horas para outros modais. O Metrô funciona apenas entre 6h e 23h30 de segunda a sábado, e de 7 às 19h aos domingos e feriados.

Segundo o DFTrans, as linhas que não estão incluídas no Corujão começam a rodar a partir das 5h e param entre 0h e 1h, a depender do itinerário. O mesmo vale para o Expresso DF.

Lei do Lixo

O governador também é autor do texto local mais abrangente sobre a coleta e o tratamento do lixo. A lei 972/1995 pune quem suja as ruas ou degrada o meio ambiente, e também regulamenta as atividades do governo na coleta de lixo. Na prática, itens considerados fundamentais como a desativação do lixão da Estrutural e a coleta seletiva ainda não têm a solução esperada.

Em 3 de agosto, o Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que notificaria o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e outros órgãos pela falta de equipamentos de segurança para os catadores do lixão. Segundo o MP, eles correm risco de vida no local, que sofreu com focos repetidos de incêndio entre o fim de julho e o começo de agosto.

Como deputado distrital, Rollemberg chegou a apresentar o projeto de lei 919/1999, que previa a desativação do lixão. O texto foi arquivado, mas a Lei Nacional de Resíduos Sólidos estabeleceu prazo até 2 de agosto de 2014 para o fim do espaço. Um ano depois, a situação ainda não foi resolvida.

Em junho, Rollemberg declarou situação de emergência na limpeza pública, dispensando a necessidade de licitação por 180 dias para o setor. O GDF afirmou que a medida poderia “agilizar” a instalação definitiva do aterro de Samambaia, pré-requisito para o fim do lixão da Estrutural, mas não informou prazo para essa mudança.

A coleta seletiva foi suspensa em cinco regiões, em março, porque a empresa terceirizada alegou “falta de viabilidade econômica” para não renovar contrato. Desde o início do ano, o G1 mostrou acúmulo de lixo e coleta irregular em áreas como Lago Sul e Itapoã.

Lago Paranoá

O Plano de Ordenamento e Estruturação Turística de Brasília, ou Projeto Orla, também começou a ser posto em prática pelas mãos de Rollemberg. A lei 971/1995 reservou lotes às margens do Lago Paranoá para a ocupação responsável e ordenada, diferente do que acontece na prática.

Em março, o GDF firmou acordo com o Ministério Público do DF para remover muros, cercas e grades que estão na faixa de 30 metros da Área de Preservação Permanente (APP) do Lago Paranoá. A desocupação teve início na semana passada, depois de tentativas da associação de moradores na Justiça de retardar o início da operação.

Diversidade sexual

Em 26 de outubro de 2000, a Câmara Legislativa derrubou veto do então governador Joaquim Roriz e promulgou a Lei 2.615, que “determina sanções às práticas discriminatórias em razão da orientação sexual das pessoas”. A autoria do projeto é assinada por Rollemberg, em parceria com os ex-distritais do PT Maninha, Chico Floresta e Lúcia Carvalho.

A lei prevê punições para constrangimento, diferença de atendimento e “atos de coação, ameaça ou violência” em razão de orientação sexual. Na prática, o texto nunca foi aplicado porque a regulamentação da lei, que deveria ter saído em 60 dias, nunca foi publicada.

Em 2013, o então governador Agnelo Queiroz publicou e revogou, em menos de 24 horas, um decreto de regulamentação da lei. Segundo o GDF, o texto não tinha aval da área jurídica e foi publicado por “erro de tramitação”. O decreto incluía novos artigos e ampliava a proteção à identidade de travestis e transexuais.

Desde o decreto-relâmpago, não houve novas menções do GDF à regulamentação da Lei 2.615. A pauta é levantada por ONGs e movimentos sociais de defesa da população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) em paradas do orgulho gay e audiências públicas.

Em janeiro, manifestantes ocuparam o Eixo Monumental em frente ao Buriti para protestar contra a extinção da Subsecretaria para Assuntos de Pessoas LGBT, que durou menos de duas semanas. O órgão fazia parte da Secretaria de Políticas para Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, que foi reformulada.

O setor virou Coordenação de Promoção de Direitos da Diversidade, uma das cinco coordenações da Secretaria Adjunta de Promoção dos Direitos Humanos. A retirada da sigla e o “rebaixamento” da estrutura não agradaram aos ativistas. “Nós não vamos aceitar. Nós mantivemos calados por muito tempo, mas não mais”, afirmou o diretor do grupo Estruturação, Michel Platini, à época.

Rollemberg também entrou em atrito com o movimento LGBT em julho ao sancionar o Plano Distrital de Educação, aprovado pela Câmara Legislativa excluindo termos a respeito de gênero e sexualidade. Outro texto aprovado pelos distritais, que limita o conceito de família à união heterossexual, deverá ser vetado por Rollemberg a pedido do próprio autor, Rodrigo Delmasso (PTN), após repercussão negativa.

Internet grátis

Os projetos de lei apresentados por Rollemberg no Senado Federal entre 2011 e 2014, ainda em fase de tramitação, também apresentam sugestões que não estão sendo cumpridas no plano local. Uma delas, a PEC 6/2011, estabelece a internet como um “direito social”.

Hoje, constam na Constituição como direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância e a assistência aos desamparados. Se aprovado, o projeto de emenda à Constituição incluiria a internet nessa lista.

Em abril, o Metrô do DF inaugurou internet grátis em quatro estações. Segundo o GDF, a rede sem fio continua ativa na Rodoviária do Plano Piloto, no Estádio Mané Garrincha, no Planetário e na Torre de TV. O G1 foi aos quatro pontos no dia 13 de agosto, mas não conseguiu conexão.

O governo afirma que o projeto não foi abandonado, mas diz que não tem verba em caixa para estender a cobertura do sinal a novas áreas. A Secretaria de Ciência e Tecnologia diz aguardar “votação de emenda orçamentária” na Câmara Legislativa para dar continuidade ao programa.

Eleição de administradores

Outro projeto apresentado no Senado, a PEC 29/2011, propõe as eleições diretas para administrador regional. O tema norteou a campanha de Rollemberg ao Buriti, mas ainda não passou pelo crivo da Câmara Legislativa do DF.

Os deputados distritais rejeitaram até mesmo mudanças que seriam o “primeiro passo” para as eleições, como a redução no número de administrações regionais. O projeto de lei do Executivo que previa redução de 31 para 25 órgãos sofreu resistência dos parlamentares e foi retirado de tramitação.

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Tabela de linhas de ônibus que funcionam no DF no horário do “corujão”, durante a madrugada (Foto: Secretaria de Mobilidade/Divulgação)

Secretário de Ciência e Tecnologia do DF é indicado para presidir Adasa

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Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Paulo Salles
Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Paulo Salles

Nome será apreciado na Câmara; se aprovado, assume mandato de 5 anos. Ele segue na pasta até definição; mudança visa a Fórum Mundial de Águas.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal, Paulo Sérgio Salles, foi indicado pelo governo para assumir a presidência da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa). O nome deve ser avaliado pela Câmara Legislativa em setembro. Não há data prevista para a aprovação, nem para a posse no cargo.

A secretaria confirmou a indicação, mas informou que Salles continua no comando da pasta até que o caso seja apreciado pelos deputados. Não há informações sobre quem assumirá a secretaria, caso o atual chefe seja conduzido à agência reguladora. O G1 tentou falar com Salles, mas foi informado de que ele estava em uma reunião durante toda a tarde.

Segundo a Adasa, o mandato do atual do diretor, Vinicius Benevides, se encerra no início de setembro. Ele pode ser reconduzido ao cargo, mas a definição cabe ao Buriti e à Câmara.

Se a indicação de Salles for aprovada pelos distritais, ele tem 30 dias a partir da publicação em Diário Oficial para assumir o mandato de 5 anos. Após a posse, ele só pode perder o cargo “em caso de renúncia, de condenação judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar”.

Aposentado na Universidade de Brasília (UnB) como professor associado, Salles foi diretor-presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP-DF) durante o governo Agnelo Queiroz. Ele também é vice-presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranoá.

A transferência de Salles para o comando da Adasa deve favorecer a organização do Fórum Mundial de Águas, que acontece no DF em 2018. A indicação do secretário teria sido formulada pelo governador Rodrigo Rollemberg em parceria com o comitê internacional que organiza o evento. Em abril, Salles representou o GDF na edição de 2015 do Fórum, na Coreia do Sul.

Surpresa

Representantes da comunidade acadêmica dizem encarar com “surpresa e apreensão” a mudança de posto. O decano de Pesquisa e Pós-Graduação da UnB, Jaime Santana, afirma que ficou sabendo da indicação nesta quinta (27). Segundo ele, o próprio secretário se espantou com a notícia.

“A comunidade está apreensiva porque temos uma longa reivindicação, um longo trabalho no DF para que haja uma secretaria séria, voltada ao fomento da ciência. Isso não foi possível por muitos anos, mas conseguimos agora com um governador sensível ao tema e um secretário como o Paulo. Claro que ele vai fazer um bom trabalho na Adasa, mas a continuidade da secretaria nos preocupa”, afirmou.

Santana disse ao G1 que não viu, até o momento, nenhum sinal de que a comunidade acadêmica será consultada na escolha do eventual sucessor, caso a mudança se confirme. Ele afirmou que a condução do setor estava deixando os pesquisadores “muito contentes, apesar das dificuldades financeiras”. (Mateus Rodrigues, do G1 DF)

Controladoria do DF aponta prejuízo de R$ 16 milhões no transporte

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Controlador-geral do DF, Djacyr Cavalcanti de Arruda Filho
Controlador-geral do DF, Djacyr Cavalcanti de Arruda Filho

Governo assumiu dívida de rescisão de empresas do sistema em 2013. Procuradoria vai decidir se vai acionar Justiça para pedir o dinheiro de volta.

Auditoria da Controladoria-Geral do Distito Federal apontou prejuízo de R$ 16 milhões no pagamento da recisão dos rodoviários em 2013. Foi neste período em as empresas antigas deixaram o sistema de transporte na capital. Na ocasião, as companhias alegaram que não tinham dinheiro para quitar as contas com funcionários, por isso o governo assumiu a dívida.

O Tribunal de Justiça considerou inconstitucional a lei que permitiu o pagamento no dia 12 de dezembro de 2013. Um dia antes da decisão, foram feitos 13 grandes pagamentos de uma vez, totalizando 3 mil rescisões.

Por telefone, o ex-secretario de Transportes, José Walter Vasquez, transferiu a responsabilidade para o ex-presidente da TCB.

Carlos Alberto Koch afirmou que apenas fazia a análise das rescisões. “Nós ajudamos o governo a entender como se processar uma rescisão, sob o amparo da Consolidação das Leis Trabalhistas, que é muito diferente da administração direta, que são estatutários.”

Diretor de comunicação do Sindicato dos Rodoviários, Marcos Júnior Duarte diz que os trabalhadores que foram pagos com dinheiro público receberam antes. Os demais tiveram que entrar na Justiça para receber os direitos. A associação que representa as empresas informou que não vai se manifestar sobre a auditoria.

A Controladoria do DF informou que vai analisar os danos da decisão do governo passado e indicar os responsáveis. O relatório será enviado à Procuradoria do DF, que vai decidir se vai entrar na Justiça para pedir o dinheiro de volta.

“Esses recursos podem ser cobrados judicialmente numa ação de reparação ao erário, podendo ocasionar também ação de improbidade dos agentes envolvidos e no âmbito aqui da Controladoria podemos abrir uma tomada de contas especial também para buscar o ressarcimento”, diz o controlador-geral do DF, Djacyr Cavalcanti de Arruda Filho. (Do G1 DF)

MPF e deputado Chico Leite iniciam coleta de assinaturas na luta contra a corrupção

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Foto: Shurama Pinheiro
Foto: Shurama Pinheiro

Autor de diversas propostas de combate à prática, o parlamentar aderiu, com apoio total, à iniciativa e já está realizando a coleta de assinaturas de apoio à campanha

O deputado Chico Leite participou, na quinta-feira (28), de reunião no Lions Clube de Ceilândia, para apresentar aos associados a iniciativa do Ministério Público Federal (MPF) “10 Medidas Contra a Corrupção”. Na oportunidade o parlamentar defendeu a proposta e coletou assinaturas de apoio ao projeto. “Desde 2012, luto para tornar a corrupção um crime hediondo. Ela tira, da forma mais cruel, a oportunidade de nossas crianças e jovens de um futuro melhor”, ressaltou o distrital

O parlamentar foi recebido pelo presidente do Lions, Edmar Borges de Deus, que a pedido do deputado adotou a proposta e vai realizar junto aos associados e moradores da região uma campanha para coletar assinaturas de apoio à iniciativa. “O combate à corrupção é um dever de toda a população, cada um, individualmente, pode fazer a sua parte e colaborar com o fim dessa prática que infelizmente cresceu muito no nosso país”, destacou Chico Leite.

Chico Leite aderiu, com apoio total, à campanha e junto ao Ministério Público Federal convoca toda a população a apoiar e defender as medidas, conclamando o Congresso para que promova as alterações estruturais e sistêmicas necessárias para prevenir e reprimir a corrupção de modo adequado.

10 medidas contra a corrupção

Propostas do Ministério Público Federal para o combate à corrupção e à impunidade:

1) A prevenção à corrupção, transparência e proteção à fonte de informação;

2) Criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos;

3) Aumento das penas e crime hediondo para corrupção de altos valores;

4) Aumento da eficiência e da justiça dos recursos no processo penal;

5) Celeridade nas ações de improbidade administrativa;

6) Reforma no sistema de prescrição penal;

7) Ajustes nas nulidades penais;

8) Responsabilização dos partidos políticos e criminalização do caixa 2;

9) Prisão preventiva para evitar a dissipação do dinheiro desviado;

10) Recuperação do lucro derivado do crime.

Saiba mais em: http://www.dezmedidas.mpf.mp.br/

Governo poupa mansões oficiais da Península dos Ministros da 1ª etapa de derrubadas no Lago Paranoá

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residencia oficial camara

Agefis aguarda acordo no caso de sete lotes da União e três de embaixadas

Dentre os 47 lotes previstos no trajeto de retirada de construções irregulares na orla do Lago Paranoá, 11 mansões oficiais ficarão como pendência para as próximas etapas da operação capitaneada pela Agefis (Agência de Fiscalização do DF), que chegou ao quinto dia nesta sexta-feira (28).

Destas 11 casas na Península dos Ministros, sete pertencem a União (uma da presidência da Câmara dos Deputados, uma da presidência do Senado Federal, uma do Ministério da Fazenda e quatro da Marinha), e as outras são de embaixadas da China, dos Países Baixos, da Alemanha e dos Estados Unidos.

Para dez destas mansões, a Procuradoria-Geral do DF buscará um acordo com a AGU (Advocacia Geral da União) para continuar com as derrubadas. O Ministério das Relações Exteriores atuará como interlocutor no impasse com três das quatro embaixadas, pois a representação norte-americana recuou por conta própria.

Nos primeiros quatro dias, a operação já retirou cercas, muros e alambrados de 17 lotes no total, na QL 12 do Lago Sul (DF), além de flagrar duas bombas que captavam água direto do Lago Paranoá para as casas. Píeres, quadras poliesportivas e de tênis e até uma piscina que estão na orla se tornaram patrimônios públicos, e serão liberadas após a autorização do Ibram (Instituto Brasília Ambiental).

A primeira etapa das derrubadas vai passar ainda na QL 2 do Lago Norte, outra área nobre de Brasília. Ao todo, nas três fases, a operação deve passar por 439 lotes com construções irregulares na orla.

As operações de retirada e derrubada vão cumprir uma decisão tomada pela Justiça em 2011. O MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) entrou com ação pedindo a desocupação da área de preservação ambiental por entender que, além de ser pública, as ocupações comprometem a saúde dos recursos hídricos. Segundo o governo, os moradores foram notificados sobre as derrubadas em abril deste ano. (Do R7 DF)

O Maior São João do Cerrado começa hoje e celebra a cultura nordestina

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Festa em Ceilândia tem três noites de programação; Detran recomenda o uso de transporte público para chegar ao local

Começa hoje, a partir das 18 horas, a nona edição de O Maior São João do Cerrado — festa que celebra a cultura nordestina na capital federal. O evento ocorre até domingo (30) na área do Estádio Abadião, na QNN 12, em Ceilândia Sul. O ponto de referência é a estação central do metrô.

As Vias N1 e N2, que ficam nas laterais, serão as duas únicas interditadas pelo Departamento de Trânsito (Detran) nos três dias de programação, das 16 horas até o término dos shows.

A autarquia recomenda o uso de transporte público para minimizar engarrafamentos e dificuldades para estacionar. As avenidas mais utilizadas para chegar ao local são a Hélio Prates e a Elmo Serejo. Serão empregados no controle do trânsito da região dez viaturas, um guincho e uma empilhadeira.

Segurança – Cento e sessenta e oito policiais militares vão atuar a pé no patrulhamento durante a festa O Maior São João do Cerrado. Na entrada, haverá um comando móvel da corporação. Além disso, 19 policiais a cavalo e 15 viaturas reforçarão a segurança.

Ônibus e metrô – De acordo com o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), todas as empresas de ônibus que operam em Brasília — Marechal, Pioneira, Piracicabana, São José e Urbi — estão autorizadas a circular fora do horário de tabela de sexta a domingo. As opções de linhas e itinerários podem ser consultadas pela internet.

A Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF) manterá as estações funcionando em horário normal, com aumento em 50% — de sete para 15 trens — da frota que atende Ceilândia na sexta-feira, a partir das 20h15; no sábado, das 17 horas; e no domingo, das 14h30. O metrô funciona de segunda-feira a sábado, das 6 horas às 23h30, e nos domingos e feriados, das 7 às 19 horas. A tarifa custa R$ 3 nos dias úteis e R$ 2 nos fins de semana e feriados.

Shows locais e nacionais – O festival O Maior São João do Cerrado valoriza a cultura popular brasileira por meio de música, dança, culinária e folclore característicos das grandes festas juninas do Nordeste. Em 2015 artistas como Luan Santana, Israel Novaes, Elba Ramalho e Banda Calypso são aguardados pelo público. A agenda de shows também inclui músicos locais, a exemplo da dupla sertaneja Pedro Paulo & Mateus, que aproveitará a ocasião para gravar um DVD.

O evento tem apoio da Secretaria de Cultura de Brasília, por meio de R$ 900 mil da Lei de Incentivo à Cultura. Houve também um repasse de R$ 150 mil da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap). O recurso da empresa pública é específico para patrocínios esportivos e culturais.

Informações sobre programação, preços de ingressos e pontos de venda: www.saojoaodocerrado.com.br. (Dayane Oliveira, da Agência Brasília)

Senado aprova regulamentação da profissão de detetive profissional

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Após a aprovação no Senado, representantes da categoria solicitaram apoio da Câmara para a Criação futura do Conselho Regional da Classe. Na foto Professor Francisco Nenem (DF) , Garcia (DF) , deputado Agaciel (CEOF ), William Braga ( CE) e Ricardo (GO)

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou Projeto de Lei Complementar (PLC 106/2014) que regulamenta a profissão de detetive particular. A proposta define as competências, deveres e proibições da atividade de detetive particular, que deverá também concluir um curso profissionalizante na área.

Os senadores afirmam que as iniciativas buscam valorizar a categorias. O texto também autoriza a criação do Conselho Federal de Detetives do Brasil (CFDB), com sede em Brasília, e de conselhos regionais (CRDs) para regulamentar e fiscalizar a atividade. O CFDB se responsabilizará pelo código de conduta da profissão, e disporá sobre assuntos como inscrição no ofício, direitos e deveres, honorários e sanções disciplinares.

Pela proposta, é considerado detetive (ou investigador) particular o profissional que planeja e executa investigações de caráter sigiloso, de natureza e finalidade privada. No exercício da função, o detetive poderá usar recursos e meios tecnológicos legalmente permitidos, a fim de coletar informações, vestígios ou provas de interesse do contratante.

Atualmente o exercício da profissão não é reconhecido por lei, apesar de estar descrito na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), de responsabilidade do Ministério do Trabalho e Emprego. A principal oposição à regulamentação vem do meio policial.

A resistência se deve à intromissão [dos detetives] nas atividades policiais, afetando, relativamente, a competência privativa das polícias para a investigação criminal, por exemplo. Entretanto, consta que a maioria absoluta das investigações privadas tem por objeto a infidelidade conjugal, que não mais configura infração penal.

O projeto estabelece que a profissão poderá ser exercida por brasileiro ou estrangeiro com residência no País, que tenha escolaridade de nível médio e formação específica. O curso de formação deverá ter no mínimo 400 horas de duração, e as disciplinas de Direito Constitucional, Direito Penal, Direito Processual Penal, Direito Civil, Técnicas de Investigação e Deontologia (conjunto de deveres da profissão) serão obrigatórias.

Além disso, só poderá ter registro profissional a pessoa que possuir certidão negativa nos cartórios criminais de seu domicílio.

Márcio Michel já tem marcada posse como novo conselheiro do Tribunal de Contas

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Posse se Michel será na quarta-feira
Posse de Michel será na quarta-feira

 

Indicado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal para assumir o cargo de Conselheiro no Tribunal de Contas do DF, Dr. Michel, ou Márcio Michel (nome que deverá usar a partir de agora) tomará posse na próxima quarta-feira, dia 02 de setembro de 2015. A cerimônia será realizada às 15h, no plenário do TCDF.

Conforme prevê a Lei Orgânica do DF, Márcio Michel foi sabatinado pelos deputados distritais e teve seu nome aprovado por unanimidade pelo Poder Legislativo. Ele ocupará a vaga de prerrogativa da CLDF e já irá participar do julgamento das Contas de Governo de 2014.

O futuro conselheiro já foi policial civil, delegado, administrador de Planaltina e deputado distrital. Nas últimas eleições, em 2014, recebeu 22.422 votos e foi o quarto candidato mais bem votado para o cargo.

Caixa de Pandora deixa de tramitar em tribunais superiores

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Domingo Lamoglia: enfim a renúncia
Domingo Lamoglia

 

STJ remeteu caso à primeira instância; processo envolvia ex-conselheiro do Tribunal de Contas do DF Domingos Lamoglia

O escândalo da Caixa de Pandora, conhecido também como o mensalão do DEM, que levou em 2009 ao primeiro caso de um governador preso no exercício do mandato — com a detenção de José Roberto Arruda —, não tramita mais nos tribunais superiores. O ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a remessa para a primeira instância. A ação ainda tramitava nos tribunais superiores devido ao envolvimento do ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), Domingos Lamoglia, que renunciou ao cargo em 10 de agosto.

Os inquéritos contra pessoas que não tinham foro privilegiado já tinham sido desmembrados. Como deixou o mandato em 2009, Arruda vem respondendo ao processo nas instâncias inferiores da Justiça. Ele já foi condenado por improbidade administrativa em um dos processos sobre o caso, mas ainda recorre em liberdade. No ano passado, Arruda se candidatou ao cargo de governador do Distrito Federal pelo PR, mas acabou barrado pela Lei da Ficha Limpa.

O escândalo envolvia o repasse de recursos para deputados distritais e outros políticos do Distrito Federal durante as administrações de Joaquim Roriz e José Roberto Arruda. Ganhou destaque nacional um vídeo no qual o então governador recebia R$ 50 mil do delator do esquema, o ex-secretário Durval Barbosa. Outros deputados distritais foram flagrados recebendo dinheiro e escondendo na meia ou na bolsa. Houve ainda uma “oração da propina” em que deputados rezavam junto com Barbosa. Lamoglia era braço-direito de Arruda e aparece também nas imagens recebendo R$ 30 mil. (Por Eduardo Bresciani, de O Globo)