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OPINIÃO | Não se ganha eleição sem a política

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POR RICARDO CALLADO

Engana-se quem acha que fugir da política é a melhor saída para chegar bem nas eleições de 2018. O País vive uma das mais graves crises políticas de sua história. E uma crise política se resolve com política.

Não se ganha eleição sem a política. Assim como não se joga futebol sem uma bola. Incautos e sonhadores pensam o contrário.

Quem for desleixado com a política, fica para trás. Jogo minhas fichas que as próximas eleições serão as mais disputadas da história. E isso vale para presidente da República e governador do Distrito Federal.

Junta-se a política uma grave crise econômica. E, ser oposição ao governo, acaba sendo um bom trunfo. Foi assim com os adversários do governo Agnelo (PT). Será semelhante com Rollemberg (PSB).

Agnelo foi um desastre econômico que inviabilizou Rollemberg fazer um bom início de governo.

O ex-governador sequer passou ao segundo turno nas eleições. E não foi por falta de base parlamentar. Foi pelo desastroso governo. Não fez a política correta. Fez a velha política do PT e se deu mal.

Por sua vez, Rollemberg abdicou da política. Seguiu uma linha de raciocínio torta. Acreditou nela. E, por isso, se ferrou nos primeiros seis meses. No segundo semestre, correu atrás do prejuízo e contabilizou bons resultados, aprovando medidas necessárias no Legislativo.

Veio 2016, e o governo decidiu repetir alguns erros do início. Vai partir para o enfrentamento com a Câmara Legislativa. É uma briga que os dois lados vão sair perdendo. E a população também.

É tão confuso essa forma de fazer política que o melhor é buscar numa célebre frase da presidente afastada Dilma Rousseff para explicar melhor: “Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem quem perder, vai ganhar ou vai perder. Vai todo mundo perder”. Entendeu? Também não. Nem lendo novamente.

O segundo semestre vai ser turbulento. Rollemberg vai ser pressionado pela crise econômica, pela Câmara Legislativa, pelos movimentos sindicais, pelas trapalhadas de sua equipe e, para completar, deve sofrer resistência por parte do governo federal. E deve partir para o ataque. Isso tem tudo para não dar certo.

Numa campanha eleitoral, muitos querem ser governo. Ter a caneta na mão ajuda atrair aliados e a máquina forma um exército de comissionados prontos para ajuda na disputa. Mas precisa se somar a isso uma boa avaliação. Do contrário, nada adiantará. E só existe uma forma se sobreviver na política. É fazer política.

A caneta, quando torna aliado em adversário, é porque algo está errado. Joaquim Roriz era famoso por fazer a política de “ciscar para dentro”. Manter o grupo político unido. Ou seja, atrair lideranças políticas para debaixo de suas asas. Assim como faz a galinha com suas crias. E o governador é um admirador confesso de Roriz.

Rollemberg ainda pode botar ordem no galinheiro. Ciscar para dentro é a ordem. Depois disso, pode pensar em 2018. Por enquanto, vai vivendo cada dia, administrando crises. E com o desfecho do impeachment de Dilma, os holofotes irão voltar ao Palácio do Buriti. O período de suposta calmaria findou.

Fica um conselho: o governador deve buscar para o seu lado aqueles que vivem “para” a política e não os que vivem “da” política. A questão é que a maioria dos políticos atuam nas duas frentes.

O que não se pode é ter irresponsabilidade e desleixo com a política. Por que o preço a ser pago é muito alto.

GDF vai disponibilizar para consulta pública projeto de eleição de administradores a partir de segunda

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Governador Rollemberg apresentou projeto para instituir a eleição direta para administradores regionais
Governador Rollemberg apresentou projeto para instituir a eleição direta para administradores regionais. Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

Voto será facultativo. Executivo também sugere criação de conselhos de representantes comunitários

Por Guilherme Pera – O governador Rodrigo Rollemberg apresentou, nesta sexta-feira (13), projeto para instituir a eleição direta para administradores regionais. O texto, que propõe voto facultativo e pleito a cada quatro anos, simultaneamente ao de governador, estará disponível para consulta pública na internet a partir de segunda-feira (16). O prazo para envio de críticas e sugestões é de 30 dias corridos a contar da abertura.

Hoje, os titulares das 31 regiões administrativas são escolhidos por indicação com chancela do chefe do Executivo. O projeto foi uma das promessas de campanha. “Vamos cumprir um preceito da Lei Orgânica do Distrito Federal até hoje não praticado”, disse Rollemberg, antes de destacar a participação popular no governo.

As competências do cargo, segundo o projeto de lei, serão definidas em regimento interno. Este será comum a todas as administrações regionais, sendo criado por decreto do governador. Hoje, cada região tem seu próprio regimento, que dá ao titular a função de coordenar, dirigir, controlar e supervisionar a execução das atividades da administração; aprovar o planejamento e programação anual de cada unidade; avaliar despesas e pagamentos; autorizar o início da execução de obras, entre outras atribuições.

Os requisitos para concorrer ao cargo de administrador regional serão os seguintes: ser brasileiro, estar no gozo dos direitos políticos, estar quite com as obrigações militares e eleitorais, ter no mínimo 18 anos de idade, estar apto fisicamente e mentalmente, ter domicílio eleitoral na respectiva região administrativa há pelo menos 1 ano, ter idoneidade moral e reputação ilibada. O candidato precisa ter filiação partidária.

Se o projeto for aprovado, os administradores terão suplentes — candidatos votados e não eleitos na respectiva região administrativa, na ordem decrescente de votos que obtiverem — e poderão ser destituídos por deliberação da maioria absoluta dos membros da Câmara Legislativa, mediante processo iniciado pelo governador do DF. Em caso de vacância do cargo, assume o candidato mais votado que não foi eleito.

Conselho
A ideia é que cada administração regional tenha um conselho de representantes comunitários, com atribuições consultivas e fiscalizadoras. O conselho deverá levar demandas de moradores da região para o administrador, com o intuito de subsidiar o planejamento regional e colaborar para o plano de prioridades para intervenção do poder executivo, além de propor e de fiscalizar obras e serviços. Terá, ainda, a missão de promover e de organizar a participação da comunidade.

Os representantes comunitários também vão elaborar, em parceria com o corpo técnico das administrações, relatório informando os programas em andamento, a execução orçamentária, as compras, as obras e os serviços. Podem, ainda, solicitar informações, diagnósticos e pareceres técnicos de órgãos e entidades públicas, encaminhar propostas de solução de problemas aos órgãos da administração direta e indireta do DF por meio da administração regional.

Brazlândia, Candangolândia, Cruzeiro, Fercal, Itapoã, Jardim Botânico, Lago Norte, Lago Sul, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Park Way, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, SIA, São Sebastião, Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (Scia)/Estrutural, Sobradinho, Sobradinho II, Sudoeste/Octogonal, Varjão e Vicente Pires contarão com nove conselheiros cada uma. Águas Claras, Gama, Guará, Planaltina, Recanto das Emas, Samambaia e Santa Maria terão 15. Ceilândia, Taguatinga e Plano Piloto contarão com 19 conselheiros.

Eleição dos conselheiros
O membro do colegiado não será remunerado e terá mandato de dois anos, podendo ser reeleito uma vez. A escolha será feita por intermédio de eleição com a participação de cada entidade representativa da sociedade civil, devidamente credenciada. Para concorrer ao cargo de conselheiro, haverá um requisito a mais do que para os que desejam se candidatar a administrador: o concorrente terá de comprovar participação regular na entidade que o indicou. No entanto, não há obrigatoriedade de filiação partidária.

Cada entidade, poderá indicar um candidato para o conselho e deverá apresentar ata da reunião em que indicou o representante. A instituição deverá  ter sede na respectiva região administrativa há pelo menos três anos e estar registrada como entidade sem fins lucrativos. É necessário estar em dia com as obrigações tributárias, previdenciárias e trabalhistas. Para obter o credenciamento, a entidade deve se inscrever na Casa Civil e apresentar atas de constituição e eleição dos dirigentes, devidamente registrada em cartório; indicação do nome, endereço e CPF do responsável pela inscrição.

Hoje, durante evento de apresentação do projeto, sentaram-se ao lado do governador o secretário-adjunto de Relações Institucionais da Casa Civil, Igor Tokarski, o presidente da Associação Nacional dos Líderes Comunitários, Ilçu Firmino Neto, e a deputada distrital Luzia de Paula (PSB).

Governo quer cortar 75% de cargos e funções comissionados

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Ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha
Ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse hoje (13) que o presidente interino Michel Temer entende que seu governo é hoje transitório. Segundo Padilha, o governo também fará um pente fino nas formas de contratação do Executivo, em coletiva após a primeira reunião ministerial com o presidente Michel Temer.

“O presidente Michel pediu que todos os ministros supram, no máximo, até 75% de suas funções gratificadas e cargos comissionados. Há mais de 50 formas de contratação no governo federal e o ministro [do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão Romero] Jucá está passando um pente fino nisso”, disse Padilha, após a primeira reunião ministerial convocada pelo presidente interino Michel Temer para discutir as primeiras medidas do governo.

Com o afastamento ontem (12) de Dilma Rousseff, Temer assumiu, por até 180 dias, o comando o país e já deu posse aos novos ministros.

“Em nenhum recinto da administração pública federal, onde hoje existe a fotografia da presidenta Dilma, deve haver modificação. Será preservada a foto da presidenta em todos os estabelecimentos federais onde hoje se encontra. Isso é para caracterizar que o presidente Michel Temer entende que esse governo hoje é transitório”, acrescentou Padilha.

Governador entrega novo lote do Prospera DF a produtores durante visita ao AgroBrasília

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Foto: Tony Winston/Agência Brasília
Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Entrega de cartas de crédito ocorreu durante visita do governador à AgroBrasília nesta quinta-feira (12). Rollemberg também ouviu demandas de agricultores

O sétimo lote do Prospera DF — programa de crédito produtivo voltado a micro e pequenos empresários — foi liberado nesta quinta-feira (12), durante cerimônia na feira de agronegócio AgroBrasília 2016, com a presença do governador Rodrigo Rollemberg. Vinte e seis cartas de crédito foram entregues, e R$ 408.840,33, liberados. O recurso vem do Fundo de Geração de Emprego e Renda do Distrito Federal.

Desde março, quando o Prospera DF foi retomado, foram distribuídos R$ 2.560.155,17. A meta é chegar a R$ 11 milhões até o fim de 2016. O programa oferece créditos de R$ 5 mil a R$ 30 mil, com juros de 0,5% ao mês, parcelados em até 36 vezes pelo Banco de Brasília (BRB). “É uma alegria muito grande estar aqui. É importante que a gente possa somar esforços no sentido de fortalecer o desenvolvimento econômico”, afirmou Rollemberg.

O financiamento é mais acessível aos produtores rurais por demandar menos burocracia. “Em quase todos os casos, os produtores que aderem ao Prospera-DF crescem e empregam pessoas. É um crédito que vai acompanhado de assistência técnica da Emater [Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural]”, afirmou Joe Valle, secretário do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. A pasta é responsável pelo programa.

Mais segurança
Ainda na AgroBrasília, o chefe do Executivo local reuniu-se com associados da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF) — organizadora da feira —, que pediram mais segurança para a área onde ficam as propriedades, no Programa de Assentamento Dirigido (PAD-DF), na região de São Sebastião, sentido Unaí (MG).

“Estamos em uma região de divisa com dois estados, sem nenhuma barreira”, argumentou o presidente da Coopa-DF, Leomar Cenci. Segundo ele, tem havido muitos roubos de maquinário e defensivos agrícolas e casos de tráfico de drogas. “A gente precisa ter segurança para trabalhar na nossa propriedade”, disse. Rollemberg garantiu a instalação de um posto da Polícia Militar na sede da cooperativa e uma viatura para fazer ronda na área. “Vamos abrir imediatamente um posto aqui no PAD-DF”, confirmou o governador.

Na reunião, Rollemberg também assinou um decreto que reduz as taxas de licenciamento ambiental para propriedades rurais. Os cortes são de 70% para propriedades de pequeno porte, 65% para as de médio porte e 60% para as de grande porte. O documento deve ser publicado nesta sexta-feira (13) no Diário Oficial do Distrito Federal.

Ensino de qualidade
Outro compromisso acompanhado por Rollemberg foi a assinatura da cessão de direitos da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap) para a União para construir um campus do Instituto Federal de Brasília (IFB) na área. “Será uma unidade dedicada à agricultura, ao agronegócio e à agroecologia”, explicou o reitor do IFB, Wilson Conciani. O instituto ocupará uma área de 3 hectares, antes pertencente à Terracap e cedida à Coopa-DF. Ao todo, serão necessários R$ 30 milhões, em recursos do governo federal, para a obra.

Também participaram da visita o chefe da Casa Militar, coronel Cláudio Ribas; os secretários da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, José Guilherme Leal, do Meio Ambiente, André Lima, e da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar Araújo; os secretários-adjuntos do Trabalho, Thiago Jarjour, e de Relações Institucionais da Casa Civil, Igor Tokarski; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Hamilton Santos Esteves Junior; o presidente do BRB, Vasco Gonçalves; o presidente da Emater-DF, Argileu Martins da Silva; o presidente da Terracap, Júlio César Reis; o diretor-presidente interino da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Júlio Menegotto; o diretor-presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa), Paulo Salles; o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Henrique Luduvice; o superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do DF (Sebrae-DF), Antônio Valdir Oliveira Filho, e o administrador regional do Paranoá, Roberto Charles Bezerra.

Feira de agronegócio
A nona edição da AgroBrasília, maior feira de agronegócio do Centro-Oeste, começou na terça (10) e vai até sábado (14), das 9 às 17 horas, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci (BR-251, km 5). Faz parte da programação o Espaço de Valorização da Agricultura Familiar, organizado pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, pela Emater-DF e pelas Centrais de Abastecimento (Ceasa-DF), com cursos e treinamentos para pequenos e médios agricultores.

Temer apresentará Filippelli como o representante do Planalto para assuntos do DF

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Michel Temer e Tadeu Filippelli
Michel Temer e Tadeu Filippelli

 

Por Ana Maria Campos, do Correio Braziliense – O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) começou ontem a política de aproximação com Michel Temer. Esteve na posse do presidente em exercício no Palácio do Planalto, conversou com novos ministros e já agendou uma reunião com governadores do Centro-Oeste. Será na segunda quinzena de maio.

Eles vão escolher uma plataforma de debate para apresentar a Temer. Rollemberg diz que se impressionou com o trecho do discurso em que o recém-empossado presidente fala da prioridade na retomada da geração de empregos.

“O país precisa de estabilidade para dar início a uma agenda de crescimento e desenvolvimento. O pior cenário era a indefinição”, disse Rollemberg à coluna. À noite, ele acompanhou também a posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes.

 

Gestos

Peemedebistas sabem como poucos prestigiar os símbolos da política. Com gestos, o presidente da República em exercício, Michel Temer, apresentará à comunidade política do DF o ex-vice-governador Tadeu Filippelli como o representante do Palácio do Planalto para assuntos relacionado ao DF.

Presidente interino, Michel Temer dá posse a 24 novos ministros

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Presidente interino, Michel Temer dá posse a 24 novos ministros
Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Governador Rodrigo Rollemberg participou da solenidade no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (12)

Por Amanda Martimon – O presidente interino da República, Michel Temer, empossou 24 novos ministros de Estado nesta quinta-feira (12). A solenidade ocorreu no Palácio do Planalto, no fim da tarde. O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, compareceu à cerimônia. Temer assumiu o cargo depois de o Senado Federal aprovar, hoje de manhã, a continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Os ministros recém-empossados são: da Advocacia-Geral da União, Fábio Osório Medina; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi; da Casa Civil, Eliseu Padilha; das Cidades, Bruno Araújo; de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab; da Defesa, Raul Jungmann; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcos Pereira; do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra; da Educação e Cultura, Mendonça Filho; do Esporte, Leonardo Picciani; da Fazenda, Henrique Meirelles; da Fiscalização, Transparência e Controle (ex-Controladoria-Geral da União), Fabiano Augusto Martins Silveira; do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen; da Integração Nacional, Helder Barbalho; da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes; do Meio Ambiente, José Sarney Filho; de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho; do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Romero Jucá; das Relações Exteriores, José Serra; da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima; da Saúde, Ricardo Barros; do Trabalho, Ronaldo Nogueira de Oliveira; dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella; e do Turismo, Henrique Alves.

Análise política | Dilma, erros do impeachment

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Por Ricardo Faria

O processo de impeachment que está em curso no país, nada mais é do que o triste resultado de um conjunto de erros cometidos pela presidente Dilma Rousseff e sua equipe. Não entremos na discussão se é ou não golpe, a analise a ser feita e a que cabe a nós, é a de buscar respostas que preencham as lacunas deixadas durante todos os momentos.

Ao ser acusada de “crime de responsabilidade fiscal” por “pedaladas fiscais”, ficou escancarado que erros graves na administração foram cometidos. Aumento do desemprego, alta da inflação e a perca de credibilidade junto ao mercado financeiro, abalaram as estruturas de um governo bombardeado pela Lava Jato. Diante disso, o agravamento do quadro econômico refletiu na frágil estrutura política brasileira.

A presidente viu-se abandonada por grande parte do PT. Mesmo que aqueles mais apaixonados neguem, a relação entre Dilma e os grandes caciques, seus companheiros de partido, já não era a mesma há muito tempo. Dilma segurava-se na força que o ex-presidente Lula ainda detém, e fazia questão de demonstrar, principalmente em aparições públicas.

Outro erro fatal cometido pela presidente afastada foi ao não manter um diálogo mais próximo com quem de fato sustenta o seu mandato, o Congresso Nacional. Não existe governo sem base de apoio, apoio esse que Dilma foi perdendo ao longo dos últimos tempos. E nenhum governo consegue estabilidade sem estar alinhado ao parlamento. Faltou a sensibilidade necessária na articulação entre o Planalto e o Congresso Nacional.

Com a expressiva votação pelo seu afastamento por até 180 dias no Senado, ficam quase nulas as chances de ocorra uma reviravolta. Ainda há luta, inglória, dura, porém valorosa, mas é fato que a recondução ao cargo é algo impensável no atual cenário político. Dilma caiu por incompetência política e administrativa. Dilma fracassou na administração e na política.

  • Ricardo Faria é jornalista, analista político e assessor parlamentar

Rollemberg decreta que transporte escolar será permitido com uso de autorização

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Governador assinou decreto que regulamenta a emissão do documento. Desde 2002, profissionais não tinham acesso a novas permissões

Por Renaro Cardozo e Samira Pádua – Profissionais autônomos e pessoas jurídicas poderão requerer ao Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) autorização para fazer transporte coletivo escolar. O governador Rodrigo Rollemberg assinou, nesta quinta-feira (12), decreto que regulamenta a emissão do documento. Depois de publicado no Diário Oficial do Distrito Federal, o órgão de trânsito terá 90 dias para se adequar às normas.”Estamos dando um passo importante para que a legalidade seja um bem respeitado por todos, além de garantir tranquilidade e segurança jurídica para esses pais e mães de família que têm no transporte escolar o meio de sobrevivência”, disse o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

A regulamentação é um pedido antigo dos profissionais do setor, que, desde 2002, não têm acesso a novas permissões. Lei Distrital nº 2.994 de junho daquele ano, determinava que só era possível oferecer esse serviço após passar por concorrência pública. Já o Código de Trânsito Brasileiro estabelece o modelo de autorizações. Por causa dessa divergência, o Detran deixou de emitir licenças desde então. O secretário de Mobilidade, Marcos Dantas, destacou que o momento foi construído por meio do diálogo. “É um dia especial porque a gente consegue resolver uma questão que se arrasta desde 2002”.

Condições
Com o decreto, interessados em obter autorização devem preencher, entre outros requisitos: ter mais de 21 anos e carteira nacional de habilitação nas categorias D ou E, não haver cometido infrações de trânsito de natureza grave ou gravíssima ou reincidido em infrações médias nos últimos 12 meses. Além disso, têm de comprovar curso especializado para o transporte de estudantes.

Caso o pedido de licença seja aprovado, o Detran emitirá autorização com validade de 36 meses, prorrogáveis. A renovação será ou não concedida após vistorias semestrais dos equipamentos obrigatórios e de segurança dos veículos. Só poderão guiá-los o dono da autorização ou um condutor cadastrado. Não é permitido transferir o documento.

Instituições de ensino que contratarem os serviços precisam fornecer a relação dos alunos que fazem uso contínuo do transporte ou que participam de atividades extraclasse. Os estudantes deverão ser transportados sentados e com cinto de segurança, sendo proibido ficarem de pé.

Não é permitido usar os pontos de parada de ônibus, terminais e locais restritos ao serviço de transporte público coletivo de Brasília. O Detran, em parceria com as administrações regionais, sinalizará os lugares preferenciais para embarque e desembarque de alunos nas proximidades das escolas.

Vistoria do transporte escolar AgenciaBrasilia

Nas vistorias inicial — para a obter a autorização — e nas semestrais — para renová-la — serão cobrados pelo Detran a cópia do certificado de registro e licenciamento de veículo, a certidão de nada-consta de multas e o laudo de vistoria técnica do transporte escolar, e o comprovante de pagamento dos encargos relativos à vistoria e emissão de documentos.

O órgão de trânsito também avaliará no veículo itens como registrador de velocidade e tempo devidamente aferido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), bancos e cintos de segurança em número correspondente à lotação e parte elétrica em bom estado de conservação.

Também serão exigidas em local visível as inscrições “Lotação máxima”, “Use o cinto de segurança” e “Proibido fumar”; autorização de tráfego do Detran para o transporte de estudantes fixada no para-brisa; telefone da Ouvidoria do Detran na parte externa; e número da autorização e do veículo registrado no sistema da autarquia, no caso de pessoa jurídica.

Permissionários
Quem já presta o serviço por meio de permissão e quiser receber a autorização tem de se adequar às exigências do decreto, no prazo de 150 dias. Se não o fizer, perderá o direito. Há 1,2 mil permissões para o transporte de estudantes no DF.

“Queremos ter vocês como parceiros para ter um trânsito seguro, garantindo à sociedade um transporte de qualidade e de segurança”, destacou o diretor-geral do Detran-DF, Jayme Amorim de Sousa.

O presidente da União dos Transportadores Escolares do DF, Olavo Oliveira, ressaltou que a assinatura foi um passo importante para a sociedade e para os trabalhadores. “É a demonstração do compromisso do governo em dar legalidade a diversos setores”.

Também participaram do evento o presidente do Sindicato dos Transportes Escolares de Brasília, Nazon Simões Vilar; e os deputados distritais Roosevelt Vilela (PSB), Wasny de Roure (PT) e o líder do governo na Casa, Julio César (PRB).

Definidos os novos ministros do governo de Michel Temer

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Deputado Bruno Araújo é o novo ministro das Cidades
Deputado Bruno Araújo é o novo ministro das Cidades

Até o Senado deliberar sobre o impeachment de Dilma, o governo contava com 32 ministérios e, com Temer, esse número deve cair. Algumas pastas, como a Secretaria de Comunicação Social, perderão o status de ministério.

O mesmo valerá para para os ministérios do Desenvolvimento Social e Desenvolvimento Agrário, unificados em uma pasta, assim como os ministérios da Ciência e Tecnologia e das Comunicações.

Já outros ministérios mudam de nome, como a antiga Controladoria-Geral da União (CGU), que passará a ser o Ministério da Fiscalização, Transparência e Controle.

Segundo a assessoria de Temer, o presidente em exercício deverá chegar ao Palácio do Planalto por volta das 15h, mas não haverá cerimônia.

Temer dará posse aos novos ministros do governo e, assim como Dilma fez na manhã desta quinta, fará um pronunciamento à imprensa. Haverá, ainda, durante a tarde, a primeira reunião ministerial do novo governo.

Também de acordo com a assessoria, o primeiro compromisso externo de Temer como presidente em exercício será na noite desta quinta. Ele comparecerá à cerimônia de posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes.

Confira abaixo a relação dos novos ministros.

Fazenda
Henrique Meirelles

Planejamento
Romero Jucá (PMDB)

Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Marcos Pereira

Relações Exteriores (inclui comércio exterior)
José Serra (PSDB)

Programa de Parcerias e Investimentos
Moreira Franco (PMDB) (secretario-executivo)

Casa Civil
Eliseu Padilha (PMDB)

Secretaria de Governo
Geddel Vieira Lima (PMDB)

Secretaria de Imprensa
Marcio Freitas (não é ministério)

Secretaria de Segurança Institucional (inclui Abin)
Sérgio Etchegoyen

Educação
Mendonça Filho  (DEM)

Saúde
Ricardo Barros (PP)

Justiça e Cidadania
Alexandre de Moraes

Agricultura
Blairo Maggi (PP)

Trabalho
Ronaldo Nogueira (PTB)

Desenvolvimento Social e Agrário
Osmar Terra (PMDB)

Meio ambiente
Sarney Filho (PV)

Cidades
Bruno Araújo (PSDB)

Ciência e Tecnologia e Comunicações
Gilberto Kasssab (PSD)

Transportes
Maurício Quintella (PR)

Advocacia-Geral da União (AGU)
Fabio Medina

Fiscalização, Transparência e Controle (ex-CGU)
Fabiano Augusto Martins Silveira

Defesa
Raul Jungmann (PPS)

Turismo
Henrique Alves (PMDB)

Esporte
Leonardo Picciani (PMDB)

Minas e Energia
entre PMDB e PSB

Integração Nacional
entre PMDB e PSB

Notificado, Michel Temer já é o presidente

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No Palácio do Jaburu, Michel Temer é notificado e passa a ser presidente interinoFelipe Pontes/Agência Brasil
No Palácio do Jaburu, Michel Temer é notificado e passa a ser presidente interinoFelipe Pontes/Agência Brasil

O senador Vicentinho Alves (PMDB-TO) notificou, às 11h27 de hoje (12), o vice-presidente Michel Temer sobre o afastamento da presidenta Dilma Rousseff do cargo por até 180 dias.

De acordo com deliberação da Mesa Diretora do Senado, Temer recebe agora o título de presidente interino. Ele passa a possuir plenos poderes de nomear a equipe de governo e gerenciar o Orçamento da União.

“A missão está cumprida tanto perante a presidente Dilma como também junto aqui ao vice-presidente Michel Temer”, declarou Alves, que, ao entrar no Palácio do Jaburu, negou ter se sentido constrangido com o papel histórico que lhe coube desempenhar. Momentos antes, Alves havia notificado Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Segundo Alves, o vice demonstrou “entusiasmo” e se mostrou “esperançoso”.

Estavam ao lado Temer os futuros ministros da Fazenda, Henrique Meireles, da Justiça, Alexandre de Moraes, da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o ex-ministro Moreira Franco, entre outros.