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Rollemberg abre consulta pública de projeto de eleição para administrador regional

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consulta publica adm regional

Prazo para envio de críticas e sugestões vai até 14 de junho

Por Guilherme Pera – Está aberta por 30 dias a consulta pública sobre a proposta de eleição para administradores regionais e para conselheiros comunitários. Serão 30 dias destinados ao envio de sugestões e críticas de qualquer cidadão com domicílio eleitoral no Distrito Federal ou entidades devidamente registradas. A participação poderá ser feita pela internet ou de forma presencial no anexo do Palácio do Buriti.

Quem quiser opinar deverá preencher formulário com nome, endereço, CPF (ou CNPJ, no caso de entidades), e-mail, profissão e região administrativa do domicílio eleitoral. Também há um campo para informar se há vínculo com algum movimento social e outro sobre filiação partidária — este, opcional. Não haverá possibilidade de mudar o texto após o envio, mas não há um limite de sugestões. A consulta pública virtual estará disponível até as 23h59 de 14 de junho.

A proposta está publicada na íntegra, com espaço para sugestões em cada artigo — hoje são 15, mas é possível sugerir a criação de outros. “Esse é um dos projetos de lei mais importante do governo a ser enviado para a Câmara Legislativa”, avalia o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio. “É uma iniciativa para aumentar a participação popular e a consulta pública serve para aperfeiçoar o projeto”, continua.

Previsão legal
A eleição direta para administradores regionais e a criação de conselhos comunitários relacionados às administrações são itens previstos na Lei Orgânica do Distrito Federal, mas que nunca foram implementados. Foi uma promessa de campanha do governador Rodrigo Rollemberg, assim como a abertura de debate com a população.

Apesar de ser prevista em lei, atualmente a escolha dos administradores regionais funciona por indicação com chancela do chefe do Executivo. A proposta é passar para os moradores de cada região administrativa o poder de nomear o candidato preferido. O pleito ocorreria a cada quatro anos, simultaneamente ao de governador.

Conselhos
Para os conselheiros comunitários, as eleições serão indiretas. Entidades sem fins lucrativos cadastradas na Subsecretaria de Movimentos Sociais e Participação Popular, da Casa Civil, poderão indicar esses representantes — um por organização. Esses conselhos trabalharão em sintonia com os administradores regionais, levando demandas para eles.

Endereços

Pela internet: www.brasilia.df.gov.br/consultapublicavirtual

Presencial: Anexo do Palácio do Buriti, sala 413, Subsecretaria de Movimentos Sociais e Participação Popular da Casa

ARTIGO | É preciso passar o Brasil a limpo

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chico

Por Chico Leite

O Brasil tem hoje 10,4 milhões de desempregados. Milhares de empresas fechando as portas. A busca por uma solução racional e duradoura deveria ser a maior preocupação da classe política no presente momento.

O momento é de unir o País. O maior desafio será a construção de um novo modelo político. O que está aí se exauriu completamente e está na raiz das sucessivas crises como a que estamos vivendo hoje.

A despeito do resultado do processo do impeachment, o Brasil continuará mergulhado na crise atual. A briga de poder entre dois partidos, o PT e o PMDB, que governaram juntos durante cinco anos, e agora confrontam-se, leva o país a uma situação sem esperança.

A deposição de Dilma não será suficiente para debelar a crise por que passa o país. A solução seria a convocação de novas eleições para presidente e vice-presidente da República pela Justiça Eleitoral.

É precisa virar a página da crise. O povo quer mudança, com as reformas tributária e política, sem desvios de recursos e sem corrupção. E passar o Brasil a limpo. Apoiar a Operação Lava Jato e todas outras ações que apareçam para combater a corrupção, hoje o maior mal do país.

O Brasil quer voltar a crescer. O país precisa de paz e tranquilidade. O povo não suporta mais essa crise moral, ética e econômica. Não há mais como repactuar a governabilidade praticando a velha política. Esse cabo de força entre partidos como PT, PMDB e PSDB está levando a economia à recessão, que ameaça o setor produtivo e leva a população ao desemprego.

Cada um tem que fazer a sua parte. Venho trabalhando lado a lado nos últimos anos com os mais diversos segmentos da sociedade. Lutamos juntos, dialogamos, compartilhamos experiências, buscamos soluções em conjunto, comemoramos as vitórias. Assim é que deve ser feita a político. De mãos dados com a sociedade. Sem desconectar da realidade.

Precisamos de posicionamentos firmes e sempre estar aberto ao diálogo e ao debate de ideias. O país precisa de agenda propositiva, voltada para o desenvolvimento sustentável, a renovação política e econômica do país.

Os movimentos expressados através das manifestações dos últimos anos são um claro sinal de busca por mudanças e um novo jeito de fazer política. Precisamos de políticas coerentes com a renovação e o compromisso com o futuro do Brasil.

Lembro de uma fase de Marina Silva, nossa porta-voz da Rede Sustentabilidade, que reforça a necessidade de visão estratégica para o Brasil: “Uma das coisas mais importantes para que a gente possa resolver os problemas, em primeiro lugar, é reconhecer que eles existem”.

Chico Leite é procurador licenciado do Ministério Público, professor de Direito Penal e líder da Rede Sustentabilidade na Câmara Legislativa

Operação Lava Jato chega ao Judiciário: PGR pede para investigar presidente do STJ

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 Presidente do Superior Tribunal de Justiça, Francisco Falcão, é suspeito de ter patrocinado manobras ilegais para obstruir investigações da Lava Jato em favor de dois dos mais poderosos réus da operação, Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo

Por Sylvio Costa, do Congresso em Foco – Rumores sobre a participação de membros do Poder Judiciário nos esquemas ilegais desmascarados pela Operação Lava Jato tornaram-se intensos desde que veio a público a delação premiada do ex-líder do governo no Senado Delcídio do Amaral (MS).

Delcídio disse que a nomeação do ex-procurador da República e ex-desembargador federal Marcelo Navarro Ribeiro Dantas para o cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ocorreu com o fim expresso de obstruir as investigações da Lava Jato. Segundo o ex-senador, cassado na semana que passou, Navarro foi nomeado por força de uma verdadeira conspiração judicial, envolvendo a presidente afastada Dilma Rousseff, o então ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e o presidente do Superior Tribunal de Justiça, Francisco Cândido de Melo Falcão Neto.

O principal objetivo da operação: tirar da cadeia o empresário Marcelo Odebrecht, do Grupo Odebrecht, e o principal executivo do grupo Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, ambos presos preventivamente em Curitiba pela força-tarefa comandada pelo juiz Sérgio Moro.

Francisco Falcão Foto: Antonio Cruz/ABr

Toda a imprensa brasileira também publicou que, em razão da delação de Delcídio, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediria investigação de Dilma, Cardozo e Navarro. Informou ainda que o inquérito proposto ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Janot tem outro alvo poderoso, o ex-presidente Lula. No último caso, pelo que já é de conhecimento público, em razão da denúncia de que o líder máximo petista foi o verdadeiro mentor da manobra destinada a calar, mediante corrupção, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.Definidos o contexto e os principais personagens da trama, aqui começam as novidades, apresentadas com exclusividade pelo Congresso em Foco:

1) O pedido de abertura de inquérito tramita no STF como procedimento “oculto”, formalizado por Rodrigo Janot no último dia 27, conforme comprova imagem destacada nesta reportagem.

“Oculto” é o processo que sequer entra para os registros oficiais da instituição, publicados no portal do Supremo, dado o sigilo que o envolve.

2) Na peça, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deixa clara a necessidade de investigar Navarro e o próprio presidente do STJ, ministro Francisco Falcão (que no documento chega a aparecer, incorretamente, como Joaquim Falcão, confusão feita com o nome de celebrado jurista do Rio de Janeiro).

Com o pedido ao Supremo para apurar fatos expressamente atribuídos a Falcão e Navarro, mergulha definitivamente nas águas sulfurosas da Lava Jato o único poder (o  Judiciário, claro) que até então vinha se mantendo à margem da crise política, econômica e moral que engolfou o Executivo e o Legislativo – seja pela ação de Moro, seja pela ação do STF, a despeito de eventuais críticas a excessos cometidos por ambos.

(ENTRE AQUI PARA VER O DOCUMENTO ORIGINAL)

3) A PGR levou bastante a sério as informações de Delcídio sobre a ação dos personagens citados. “Trata-se de testemunho direto, de visu e de auditu, com indicação precisa de tempo, local e interlocutores. Não há recurso ao rumor nem ao ouvir dizer”. Acrescenta que o ex-líder do governo extrato da sua agenda oficial e a relação de telefonemas recebidos de Navarro, para confirmar seus encontros com Dilma (que nega ter tratado com o ex-senador da questão) e Navarro.

De acordo com o ex-senador, sob as ordens de Dilma, ele próprio ficou de negociar com Navarro enquanto o ex-ministro Cardozo teve tratativas com Francisco Falcão para fechar a nomeação do ministro e sua indicação para a 5a Turma do STJ, onde eram julgados os recursos referentes à Lava Jato.

4) A PGR constata, no documento, que houve “interlocução densa” entre Delcídio e Navarro e que o depoimento prestado por Diogo Ferreira Rodrigues, assessor do ex-senador, “se harmoniza perfeitamente com o do congressista e veicula pormenores das tratativas anteriores à nomeação de Marcelo Navarro Ribeiro Dantas.

Com efeito, como você pode verificar no original, Diogo fornece detalhes até agora desconhecidos sobre o tema, além de mensagens trocadas pelo celular com Navarro, que não deixam dúvidas quanto ao fato de que Delcídio, na condição de líder do governo Dilma, participou ativamente dos entendimentos para viabilizar a aprovação do seu nome pelo Senado.

Marcelo Navarro Foto: Sérgio Lima/STF

Os personagensEsta reportagem não tem a pretensão de esclarecer todos os fatos relativos ao enredo aqui descrito, mas é fundamental levar em conta o apito que toca cada um dos personagens (pessoas ou instituições) abaixo indicados:

Supremo Tribunal Federal (STF) – é a única corte judicial brasileira com poder para mandar para a prisão autoridades que estão no topo da cadeia de poder nacional, tais como presidente e vice-presidente da República, ministros de Estado, ministros de tribunais superiores e parlamentares federais.

Superior Tribunal de Justiça (STJ) – formada por 33 ministros, é a segunda corte judicial mais importante do Brasil. É a última instância para o julgamento de todas as ações que não envolvam matéria constitucional controversa (hipótese em que a palavra final é do STF) ou assuntos da alçada de tribunais específicos (como o Tribunal Superior Eleitoral, para questões eleitorais, e o Tribunal Superior do Trabalho, para questões trabalhistas). É o tribunal competente para processar e julgar crimes cometidos por governadores, desembargadores estaduais e outras autoridades com foro privilegiado.

Procuradoria-Geral da República (PGR) – é a instituição encarregada de apurar e denunciar crimes contra autoridades com foro no Supremo. Seu chefe, o procurador-geral da República, também é a principal autoridade do Ministério Público da União (MPU), que é constituído por quatro “braços”. Os três primeiros têm como escopo atividades já evidenciadas pelos seus nomes: Ministério Público do Trabalho, Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e Ministério Público Militar. Todas as demais questões são da órbita do Ministério Público Federal (MPF). O pedido do procurador-geral é para a primeira fase de um processo criminal no Supremo, que é a do inquérito. Nessa etapa, reúnem-se elementos de provas para a formação de culpa (ou não) dos envolvidos, abrindo assim espaço para o momento seguinte, que é a apresentação da denúncia. Os implicados só se tornam réus depois que a denúncia é aceita pelo STF.

Francisco Falcão, presidente do STJ – os assinantes da Revista Congresso em Foco sabem mais a seu respeito do que a grande maioria das pessoas que se julgam bem informadas. Em reportagem publicada em junho de 2015, mostramos os laços políticos entre Falcão e a cúpula do PMDB no Senado. A reportagem revelou que senadores peemedebistas como Romero Jucá (atual ministro do Planejamento), Vital do Rêgo (atual ministro do Tribunal de Contas da União, TCU) e Eunício Oliveira (líder do partido na Casa) apresentaram emendas para retirar R$ 175 milhões de outras áreas federais em favor do plano de saúde do STJ, cujo conselho deliberativo Falcão comandou por cinco anos. Auditoria constatou várias irregularidades no plano de saúde. O ministro, que completará 64 anos no próximo dia 30, é pernambucano e é filho do falecido ex-ministro do STF Djaci Falcão.

Marcelo Navarro – Mestre e doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), tem 53 anos. Foi promotor de justiça no Rio Grande do Norte, seu estado natal, e depois procurador da República e desembargador federal, lotado no Tribunal Regional Federal da 5a Região. Tomou posse como ministro do STJ em 30 de setembro de 2015. Na 5a Turma do STJ, substituiu o ministro Newton Trisotto na relatoria das questões relativas à Lava Jato. Em 24 de novembro e em 3 de dezembro de 2015, respectivamente, votou (como relator) favoravelmente a habeas corpus que beneficiaria Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo – nomes, não custa lembrar, ligados às duas mais poderosas empreiteiras do país. Seu voto foi isolado e vencido. A repercussão o levou a abandonar a relatoria de processos relativos à Lava Jato.

Defesa

O Congresso em Foco manteve contato, ao longo deste domingo (15), com a assessoria de comunicação do STJ, que disse não ter conseguido localizar Falcão e Navarro. Sem a manifestação dos dois ministros sobre os fatos aqui reportados, fiquemos com nota divulgada pelo ministro Marcelo Navarro em março, quando a revista IstoÉ divulgou em primeira mão a delação de Delcídio:

“Em relação à reportagem publicada hoje pela revista IstoÉ ― e repercutida por vários veículos da mídia e nas redes sociais ―, com supostas declarações do Senador Delcídio do Amaral, algumas das quais pertinentes a meu nome, tenho a esclarecer que, na época em que postulei ingresso no Superior Tribunal de Justiça estive, como é de praxe, com inúmeras autoridades dos três Poderes da República, inclusive com o referido parlamentar, que era então o Líder do Governo no Senado. Jamais, porém, com nenhuma delas tive conversa do teor apontado nessa matéria. Os contatos que mantive foram para me apresentar e expor minha trajetória profissional em todas as funções que exerci: Professor de Direito, Advogado, Promotor de Justiça, Procurador da República e Desembargador do Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Nunca me comprometi a nada, se viesse a ser indicado. Minha conduta como relator do caso conhecido como Lavajato o comprova: em mais de duas dezenas de processos dali decorrentes, não concedi sequer um habeas corpus monocraticamente, quando poderia tê-lo feito. Nos apenas seis processos em que me posicionei pela concessão da soltura, com base em fundamentação absolutamente jurídica, levei-os ao Colegiado que integro (5ª Turma do STJ). Voto vencido, passei a relatoria adiante, e não apenas naqueles processos específicos: levantei questão de ordem, com apoio em dispositivo do Regimento Interno da Corte, para repassar também os outros feitos conexos, oriundos da mesma operação. Tenho a consciência limpa e uma história de vida que fala por mim.”

Comissão do Impeachment do Senado retoma trabalhos nesta semana

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Antonio Anastasia e Raimundo Lira se encontram essa semana com o presidente do STF
Antonio Anastasia e Raimundo Lira se encontram essa semana com o presidente do STF

O afastamento da presidenta Dilma Rousseff do cargo, na última semana, não significa o fim do processo de impeachment, nem o encerramento dos trabalhos no Senado em relação ao assunto. A Comissão Especial do Impeachment voltará a se reunir nesta semana, já na condição de Comissão Processante, para começar a definir os próximos passos da ação contra a presidenta afastada.

Nesta terça-feira (17), o presidente da comissão, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), e o relator do processo, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), se reunirão com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, e assessores jurídicos, para tomar conhecimento dos detalhes legais do procedimento a partir de agora.

Lewandowski assumiu, na última semana, a condição de presidente do processo contra Dilma, mas quem presidirá os trabalhos da comissão é Lira. Isso significa que o presidente do STF passará a ser a última instância recursal, para resolver dúvidas e questionamentos. Assim, em questões de ordem apresentadas pela base de apoio a Dilma, por exemplo, caso a resposta de Lira seja negativa, os senadores poderão recorrer a Lewandowski.

O presidente do Supremo já tem, inclusive, uma sala reservada no Senado, em caso de haver necessidade de despachar por lá. No entanto, ele já comunicou que pretende acompanhar os trabalhos da comissão a distância, de seu gabinete no STF. Lewandowski também já assinou seu primeiro ato como presidente do processo, o mandado de citação para que Dilma apresente defesa no prazo de 20 dias – que começou a contar na última quinta-feira (12).

O ato deu início à nova fase do processo, que também vai incluir a produção de provas, a tomada de depoimentos de testemunhas e debates entre defesa e acusação, tudo no âmbito da Comissão Processante – ela continua com a mesma formação de 21 membros que analisou, na primeira fase, a admissibilidade do processo.

Nesta nova fase, a presidenta afastada poderá prestar depoimento. Isso dependerá de os membros da comissão requererem e de ela aceitar. Dilma Rousseff não será obrigada a ir ao Senado, ela pode apenas ser convidada para prestar esclarecimentos, de acordo com o ministro Lewandowski. Ela pode ainda responder por escrito aos questionamentos dos senadores.

Por enquanto, no entanto, ainda não se sabe se haverá interesse da defesa ou da acusação na presença dela. Os primeiros requerimentos para a tomada de depoimentos só devem começar a ser apresentados a partir de quarta-feira (18), quando a comissão deve se reunir por completo pela primeira vez após a admissibilidade do processo e definir um plano de trabalho.

De acordo com o presidente Raimundo Lira, o colegiado terá prazo de 180 dias, enquanto a presidente está afastada, para concluir os trabalhos. Mas a intenção é que o relatório esteja pronto para ir ao plenário do Senado antes disso.

“Nós não pretendemos usar os 180 dias porque isso gera uma expectativa na população brasileira. Por outro lado, não vamos acelerar, nem encurtar o prazo, a ponto de prejudicar a ampla defesa da acusada”, explicou.

Ainda de acordo com Lira, não há previsão de que a comissão funcione de segunda a sexta-feira, como vinha ocorrendo na fase de admissibilidade. Em princípio, o colegiado deverá se encontrar nos dias de atividades no Senado, de terça a quinta-feira, mas isso também deve ser decidido coletivamente a partir desta semana.

Após todas as oitivas e análises de documentos, o relator deverá fazer um parecer com seu voto, admitindo ou não o crime de responsabilidade por parte da presidenta da República. Lewandowski já se manifestou contrário à hipótese de que a comissão e Anastasia analisem outros fatos estranhos ao que foi acatado pelo presidente da Câmara quando a denúncia começou a tramitar.

Assim, novos fatos que liguem a presidenta à Operação Lava Jato, por exemplo, devem ficar de fora do relatório que será apresentado por Anastasia. Ele deverá se ater às pedaladas fiscais e à edição de decretos de suplementação orçamentária irregulares.

Administrações regionais: “O inimigo administra na sala ao lado”

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leitor

 

Por Eduardo Rodrigues

O projeto de lei de autoria do Poder Executivo ao meu ver, trava uma verdadeira guerra política comunitária e isso porquê? O cargo é somente para Administrador Regional, logo sua equipe seria uma caixa de surpresa, o nome desse filme seria: “O inimigo administra na sala ao lado”.

A formação dos conselhos Comunitários por entidade contrária, seria uma oposição natural ao eleito não deixando de espécie alguma o mesmo fazer uma boa gestão.

Sugiro que ao invés dos Conselhos Comunitários, o candidato ao cargo de administrador formasse uma chapa com os principais cargos necessários para uma boa administração pública e a comunidade não votaria em um candidato e sim na chapa.

Eduardo Rodrigues é gestor imobiliário

Concurso da Policia Civil encerra inscrições nesta segunda-feira. Inicial de até R$ 17 mil

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policia civil sede

Do Gran Cursos On Line – Atenção concurseiros que desejam ingressar na carreira policial! Termina nesta segunda-feira (16), o prazo para inscrições no concurso da Polícia Civil do Distrito Federal que visa o preenchimento de 100 vagas no cargo de Perito Criminal (Concurso PCDF – Perito Criminal).

Do total de vagas, 20 são para preenchimento imediato e 80 para formação de cadastro de reserva. O subsídio inicial do Perito Criminal é de R$ 16.830,85 por jornada de trabalho de 40 horas semanais. Podem participar da seleção, homens e mulheres, maiores de 18 anos e nível superior completo nas áreas informadas no edital.

As inscrições serão feitas exclusivamente via internet no endereço eletrônico http://www.iades.com.br no período entre 8 (oito) horas do dia 30 de março e 22 (vinte e duas) horas do dia 5 de maio de 2016. O valor da taxa de inscrição é de R$ 210,00 e deverá ser pago via boleto em qualquer agência bancária.

Os candidatos serão avaliados em duas etapas, a primeira composta por 7 fases e a segunda composta por Curso de Formação Profissional.

As provas objetivas e discursivas serão aplicadas na data provável de 19 de junho de 2016, no turno da tarde e com a duração de 5 (cinco) horas. Os locais, datas e horários de aplicação das provas objetivas e discursiva serão divulgados no endereço eletrônico da banca, na data provável de 7 de junho de 2016.

Detalhes:

  • bullet1.gif (844 bytes)Concurso: Polícia Civil do DF (Concurso PCDF 2016)
  • bullet1.gif (844 bytes)Banca organizadora: Iades
  • bullet1.gif (844 bytes)Cargos: Perito Criminal
  • bullet1.gif (844 bytes)Escolaridade: Nível Superior
  • bullet1.gif (844 bytes)Número de vagas: 100
  • bullet1.gif (844 bytes)Inscrições: de 30 de março a 5 de maio de 2016
  • bullet1.gif (844 bytes)Taxa: R$ 210,00
  • bullet1.gif (844 bytes)Remuneração: Até R$ 16.830,85
  • bullet1.gif (844 bytes)Data da prova objetiva: 19 de junho de 2016

edital

Sesc Festclown, festival internacional de palhaços, anima Brasília

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palhaços
Palhaços brasileiros e de várias partes do mundo alegram a população do Distrito Federal com apresentações gratuitas em diversos pontos na 14ª edição do Sesc Fest Clown (Elza Fiuza/Agência Brasil)

O Sesc Festclown chega em sua 14ª edição, em Brasília, trazendo alegria e sorrisos para a população da cidade. Reconhecido mundialmente, o evento traz apresentações de diversos profissionais da palhaçaria do país e do exterior. Os shows vão ocorrer no complexo da Funarte; no Parque da Cidade; na Torre de TV; na Feira do Produtor, na Ceilândia; na Praça do Relógio, em Taguatinga, e no Teatro Sesc Paulo Gracindo, no Gama. Os palhaços também se apresentarão em creches, asilos e no Hospital da Criança de Brasília.

O projeto, que surgiu para comemorar o Dia do Circo, reúne atualmente cerca de 135 profissionais da palhaçaria com profissionais de Israel, da Argentina, Alemanha, Colômbia, do Peru, Uruguai e de diversas regiões do Brasil.

Segundo o assistente de coordenação de Ações Culturais do Sesc-DF e idealizador do projeto, Rogéro Torquato, o festival possibilita a troca de experiência entre os animadores da área. “Ele reúne grandes nomes da palhaçaria mundial, e isso traz qualidade ao evento, além de influenciar no crescimento e no reconhecimento dos atores. É uma oportunidade de intercâmbio para os profissionais de palhaçaria, que se encontram no Distrito Federal e podem apreciar os mestres em oficinas, se tornando melhores”, disse.

Torquato disse ainda que a ida às creches, asilos e hospitais é importante para a vida das pessoas que estão nesses locais. “Queremos levar alegria e riso para as pessoas que ficam isoladas e não têm essas oportunidades. É importante para amenizar e alegrar a vida dessas pessoas”, disse.

Além da programação tradicional, acontecerá o Festcloff, que reunirá pequenas apresentações de várias companhias com mediação de um mestre de cerimônias.

O festival prossegue até o domingo (15) com as apresentações a partir das 15h, com espetáculos de 30 em 30 minutos. A entrada é franca.

Construtora pagou propina a Arruda e Agnelo Queiroz, dizem delatores

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Ex-governadores José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz
Ex-governadores José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz

Pagamento teria sido por obra do estádio Mané

Garrincha, em Brasília. Ex-governadores negam

recebimento de propina da Andrade Gutierrez

 

DO G1- Ex-executivos da empreiteira Andrade Gutierrez afirmaram a investigadores da Lava Jato, em delação premiada, que pagaram propina a dois ex-governadores do Distrito Federal, José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz, para a construção do estádio Mané Garrincha, em Brasília, que recebeu em 2014 jogos da Copa.

As informações, obtidas pela TV Globo, estão nas delações de Clóvis Peixoto Primo e Rogério Nora de Sá. Eles também revelaram o pagamento de propina ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral, do PMDB. Os dois afirmaram ainda que houve pagamento de propina aos ex-governadores do Amazonas Eduardo Braga (PMDB) e Omar Aziz (PSD), hoje senadores pelo estado.

José Roberto Arruda

Clóvis Primo disse que houve em 2009, antes da formação do consórcio que ganhou a licitação para construir o Estádio Nacional de Brasília, um acerto para o pagamento de propina de 1% do valor ao então governador do DF, José Roberto Arruda.

Ele também disse que realizou os pagamentos mesmo depois de Arruda ser afastado do cargo e preso, apontado como o comandante de um suposto esquema de distribuição de propina a aliados. Ele foi o primeiro governador preso no país.

A defesa negou as acusações, afirmou que o contrato da construção não foi assinado durante a gestão de Arruda e negou que tenha havido repasse ou pagamento quando ele esteve no cargo.

Agnelo Queiroz

Rogério Nora de Sá afirmou que também houve pagamento a Agnelo. Segundo ele, os repasses eram feitos por diretores da Andrade Gutierrez. Ele também declarou que não havia valor fixo, mas que o ex-governador pediu pagamentos para o PT.

A defesa negou que Agnelo tenha recebido ou pedido dinheiro à construtora. O PT diz que todas as doações recebidas foram feitas dentro da legalidade.

Amazonas

Os ex-executivos da Andrade Gutierrez, investigados na Operação Lava Jato, também revelaram, na delação premiada, que pagaram propina aos ex-governadores do Amazonas Eduardo Braga (PMDB) e Omar Aziz (PSD), que, atualmente, são senadores pelo estado.

Eduardo Braga foi ministro de Minas e Energia do governo Dilma Rousseff. Ele afirmou, por meio de nota, que a denúncia é “absurda” e que está indignado e se sentindo ofendido com as acusações.

O senador Omar Aziz afirmou que é alvo de “retaliação” da Andrade Gutierrez por não aceitar aditivos de “mais de R$ 1 bilhão” ao valor da obra da Arena da Amazônia. O senador disse ainda que as doações de campanha que recebeu foram declaradas à Justiça Eleitoral. “Agi com transparência e não me surpreende saber que estou sendo alvo de retaliação da Andrade Gutierrez. Todas as doações de minhas campanhas foram declaradas à justiça eleitoral”, afirmou.

A Andrade Gutierrez afirmou que não irá comentar. Na delação premiada, ex-executivos revelaram que, para vencer a concorrência da obra da Arena da Amazônia, a empresa teve informações privilegiadas do governo estadual. Além disso, de acordo com os relatos, a construtora chegou a ajudar na elaboração do projeto e do edital.

Segundo Clóvis Primo, a Andrade Gutierrez tinha preferência pela obra porque estava instalada há muitos anos no Amazonas.

Eduardo Braga

Havia uma combinação, que ocorreu durante os oito anos do governador, Eduardo Braga (PMDB), de pagamento de propina de 10% sobre o valor de cada obra da empreiteira, segundo o delator.

De acordo com Primo, Braga fazia ameaças se houvesse atraso no pagamento da propina. “Ele era jogo duro”, afirmou.

Braga teria recebido entre R$ 20 e R$ 30 milhões, segundo estimativa de Sá.

Omar Aziz

Ao detalhar a licitação da Arena da Amazônia, Primo disse ter se encontrado, em hotel em Brasília, com o sucessor de Braga no governo do estado, o senador Omar Aziz (PSD).

O delator afirmou ter tentando negociar redução da propina e disse que, após fazer “um grande teatro” e ter se exaltado, Aziz aceitou a redução para 5% do valor das obras.

Segundo Sá, em outra reunião, em São Paulo, Omar Aziz pediu propina de R$ 20 milhões à construtora, alegando que a empresa tinha grande volume de obras no estado e que a verba seria usada para pagar despesas de campanha.

O delator afirmou que, ao ouvir que não era possível, Omar Aziz teria insistido de modo agressivo, aumentado o tom e afirmado que, se a propina não fosse paga, o governo estadual poderia “se vingar” da Andrade Guetierrez.

A delação informa que Omar Aziz teria inclusive sugerido que a construtora executasse algum serviço de medição de terraplanagem e embutisse o valor.

O total pago pela Andrade Gutierrez a Aziz somou cerca de R$ 18 milhões, segundo Sá, e teriam sido feitos pelo menos até setembro de 2011.

A Procuradoria-Geral da República ainda não pediu abertura de inquérito para investigar os dois senadores.

Sistema on-line facilitará contato entre Agefis e administrações regionais

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Quando uma solicitação for inserida, aparecerá um mapa do Distrito Federal com informações relevantes, como áreas de grilagem, espaços em regularização e projeto urbanístico. (Foto: Andre Borges/Agência Brasília)
Quando uma solicitação for inserida, aparecerá um mapa do Distrito Federal com informações relevantes, como áreas de grilagem, espaços em regularização e projeto urbanístico. (Foto: Andre Borges/Agência Brasília)

Denúncias poderão ser feitas de maneira virtual, dispensando o uso de papéis. Mudança visa tornar o pedido por ações fiscais mais simples e rápido

Por Samira Pádua – A Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) desenvolveu um sistema on-line para tornar mais simples e rápidos os pedidos das administrações regionais para verificar irregularidades. Antes feitas por meio de ofício, as solicitações passarão a ser inseridas na ferramenta ainda neste semestre e a tramitar eletronicamente.

O acesso ao sistema da autarquia é restrito a gestores cadastrados. No caso de denúncias de cidadãos feitas à administração regional, elas poderão ser acompanhadas no órgão por meio do número do processo.

Segundo a agência, em média, 1.180 ofícios de denúncias por mês foram recebidos de janeiro a abril deste ano. Além de eliminar o uso de papel, a tecnologia deverá acelerar o retorno sobre o andamento das requisições. “Quando se demora para resolver um problema, ele acaba se consolidando”, comenta a diretora-presidente da Agefis, Bruna Pinheiro.

Como funciona
Gestores cadastrados acessarão o sistema pelo portal da Agefis na internet, com login e senha. Quando uma solicitação for inserida, aparecerá um mapa do Distrito Federal com informações relevantes, como áreas de grilagem, espaços em regularização e projeto urbanístico. Há ainda a possibilidade de medir as áreas para saber, por exemplo, quanto de terra pública foi invadido.

Em seguida, deverão ser informados o local referente à demanda, a especialidade (obras, atividades econômicas ou limpeza pública), o subtema (canteiro de obras, construção em área regular, ambulante, bares e casas noturnas, entulho/resíduo em área pública, entre outros) e o endereço de referência — se necessário. A ferramenta também aceita arquivos anexos.

Escolha de prioridades
Depois de listados, os pedidos recebem um número de identificação e podem ser acompanhados a qualquer momento pela administração regional, que tem a chance de eleger as prioridades internas. “O administrador está na região todo dia, ele sabe o que é importante. Nada mais certo, do ponto de vista de gestão, do que atender às demandas prioritárias”, destaca Bruna.

Os dados são georreferenciados — o que facilita a localização — e aparecem no mapa com marcações cujos ícones e cores mudam de acordo com o andamento. Os prazos para retorno variam. Depois que a solicitação é distribuída internamente na agência, as informações podem ser complementadas, até mesmo com mais anexos.

Sem custo para o governo — foi desenvolvido por servidores da autarquia —, o sistema foi apresentado aos administradores regionais na terça-feira (10), no Salão Nobre do Palácio do Buriti. Além da diretora-presidente da Agefis, participaram do encontro o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, e o secretário-adjunto de Relações Institucionais da pasta, Igor Tokarski.

Palácio do Buriti protocola projeto da LDO na Câmara Legislativa

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Previsão de receita para o Distrito Federal em 2017 é de R$ 31,49 bilhões

Por Saulo Araújo – Protocolado nesta sexta-feira (13) na Câmara Legislativa, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), de autoria do Executivo, estima receita de R$ 31,49 bilhões para o Distrito Federal em 2017. A maior parte desse recurso (R$ 21 bilhões) deve ser empregado para quitar a folha de pagamento dos servidores públicos. O custeio — despesas com manutenção da máquina — está avaliado em R$ 7,11 bilhões, e o montante previsto para investimentos em Brasília é de R$ 1,85 bilhão.

Outros cerca de R$ 640 milhões referem-se a reservas de contingência, usadas em caso de emergências na cidade; R$ 270 milhões, a receitas de juros; R$ 260 milhões, a inversões financeiras (quando o governo compra bens, como imóveis já construídos); R$ 300 milhões, à amortização da dívida do DF com a União ou com bancos; e R$ 4 milhões, à reserva de regime de previdência.

Prioridades
A LDO estabelece as principais metas do governo de Brasília para o exercício financeiro seguinte. No projeto de lei — que ainda não ganhou número na casa legislativa — enviado aos deputados distritais, a administração pública elegeu oito áreas prioritárias para a aplicação do dinheiro: educação, habitação, mobilidade urbana, saneamento básico, saúde, segurança pública, resíduos sólidos e tecnologia da informação. Os parlamentares têm de apreciar e votar o projeto da LDO até 30 de junho.

Para alcançar os resultados em cada um dos setores elencados, o governo traçou diretrizes. Uma delas cria mecanismos que garantam recursos para contrapartida em convênios firmados com instituições financeiras nacional e internacional — em todos os financiamentos para obras, o governo local é obrigado a dispor de uma quantia para garantir os recursos da União ou de instituições financeiras mundiais. Os serviços de infraestrutura no Sol Nascente, por exemplo, são feitos por meio de um empréstimo com a Caixa Econômica Federal no valor total de R$ 187,6 milhões, sendo 5% de contrapartida do Distrito Federal.

No texto do projeto de lei da LDO consta ainda a necessidade do desenvolvimento de políticas públicas voltadas à redução do desemprego e da desigualdade na capital do País. Também há a orientação de focar em benefícios à população de baixa renda.

Orientação
Elaborada anualmente pelo Poder Executivo, a Lei de Diretrizes Orçamentárias cria parâmetros para que o orçamento possa ser executado. Ou seja, ela orienta a formulação da Lei Orçamentária Anual (LOA), na qual são detalhadas todas as receitas e despesas do governo em cada projeto a ser desempenhado no ano seguinte. A LOA é apreciada pelo Poder Legislativo até a última sessão parlamentar, que ocorre normalmente em 15 de dezembro.

A construção da LDO de 2017 contou com a participação da sociedade, por meio de audiências públicas. Foram 155 sugestões recebidas pelo governo de Brasília, que contribuíram para aprimorar a lei.