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Caixa de Pandora: Quase tudo igual cinco anos depois da demissão de Bandarra e Guerner

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Leonardo Bandarra e Deborah Guerner
Leonardo Bandarra e Deborah Guerner

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Por Ana Maria Campos, do Correios Braziliense – Em maio de 2011, em decisão histórica, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) demitiu, de uma só vez, dois promotores de Justiça do Distrito Federal. Leonardo Bandarra e Deborah Guerner receberam a pena máxima aplicada a um integrante do Ministério Público na esfera administrativa: a perda do cargo. Foi a primeira vez que um ex-procurador-geral de Justiça sofreu tal penalidade, desde a criação do órgão que disciplina a atuação da classe. Cinco anos depois, nada aconteceu, a não ser o afastamento do trabalho dos dois envolvidos no escândalo da Operação Caixa de Pandora. Mas eles continuam recebendo salários e nunca foram condenados na Justiça. A ação civil pública que determina a perda dos cargos vitalícios caminha lentamente, desde 2012, ainda na primeira instância.

Quase o teto

O salário bruto de Leonardo Bandarra quase bate o teto do funcionalismo público federal, que é R$ 33.763,00. O Ministério Público do DF paga ao ex-procurador-geral de Justiça R$ 32.887,19, com valores líquidos de R$ 24.273,12. O contracheque de Deborah Guerner mostra um vencimento de R$ 19.547,77 já com os abatimentos.

 

Recurso da AGU aguarda julgamento

Por efeito de uma liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, em fevereiro de 2012, os promotores Leonardo Bandarra e Deborah Guerner mantêm os salários, apesar do afastamento do trabalho e da demissão decretada pelo CNMP. O ministro do STF considerou que o contracheque só pode ser suspenso quando houver decisão judicial transitada em julgado, ou seja, no desfecho do caso. No mesmo ano, a Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com agravo contra a decisão de Gilmar, mas, até hoje, a análise está pendente no STF. Para a União, os promotores hoje estão em uma situação mais vantajosa daquela em que estariam se tivessem mantido “conduta ilibada”, já que continuam recebendo integralmente vencimentos “sem desempenhar qualquer contraprestação ao órgão ministerial”.

 

Na Justiça

Três denúncias contra Leonardo Bandarra, por violação de sigilo funcional, extorsão e sonegação fiscal, tramitam no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região. Outra ação penal, relacionada a falsidade ideológica e uso de documento falso, não foi recebida pela Justiça. O procurador regional da República Ronaldo Albo recorreu ao STJ e o julgamento está suspenso com placar de 2 a 2, por pedido de vista do ministro Joel Ilan Paciornik. O Ministério Público pede pressa na análise do recurso porque esses crimes, supostamente relacionados à compra da casa de Bandarra no Lago Sul, vão prescrever em julho.

 

6 vezes em 11 anos

Em 11 anos de existência, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aplicou apenas seis vezes a pena de demissão a um integrante do Ministério Público. O DF contribui com um terço dessa lista. O último caso foi julgado em abril. O procurador da República Douglas Ivanowski Kirchner recebeu a pena pela acusação de agredir a própria mulher e mantê-la em cárcere privado.

 

Janot pede suspensão de pagamentos

O próprio Ministério Público defende a suspensão dos salários. Em março de 2014, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se manifestou pela cassação da liminar no mandado de segurança de Deborah Guerner. Segundo Janot, ela “continua percebendo vencimentos e vantagens pecuniárias do cargo sem a correspondente contraprestação laboral”.

Justiça trabalhista determina penhora da sede da Conab no Distrito Federal

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Sede da Conab, em Brasília, na 901 Sul (Foto: Google/Reprodução)
Sede da Conab, em Brasília, na 901 Sul (Foto: Google/Reprodução)

Prédio servirá para pagar dívida de R$ 159,6 milhões com 2 mil servidores. Empresa pública informou ao G1 que vai pedir revisão do valor à Justiça.

Por Gabriel Luiz, do G1 DF – A 1ª Vara do Trabalho de Brasília determinou nesta quarta-feira (25) a penhora da sede da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Brasília. O prédio da empresa pública vai servir para pagar uma dívida trabalhista com 2 mil funcionários, estimada em R$ 159,6 milhões. O processo corre na Justiça desde 2009.

A Conab informou ao G1 que vai pedir à Justiça que revise o montante da dívida, “por entender que o valor é menor do que o estimado”. Não cabe mais recurso.

De acordo com a ação, o grupo foi dispensado da Conab entre 1990 e 1992. No processo, o Ministério Público do Trabalho (MPT) no Distrito Federal defende que o grupo também deveria ter direito a uma concessão de cinco níveis salariais, assim como os funcionários que não deixaram a Conab obtiveram. Segundo o MPT, o aumento é garantido por uma lei de 1994 – que anistiou os trabalhadores e assegurou a volta deles ao serviço.

A juíza Rejane Maria Wagnitz acolheu a denúncia do MPT. Para a procuradora Ludmila Reis Brito Lopes, a ação coletiva visa garantir a concessão das vantagens aos anistiados. “A garantia de igualdade de tratamento a todos os servidores é imperativa, ante o princípio da isonomia. Os reclamantes preencheram os requisitos para reingresso ao serviço público, e, portanto, não podem e não devem ser tratados de forma diferenciada”, disse.

No processo, a procuradora também alegou que a não concessão do benefício representa dupla penalidade para o grupo. Segundo ela, os anistiados já haviam sofrido com a demissão nos anos 1990, que ela considerou como injusta.

Após diversos recursos da Conab, o caso chegou a ser julgado no Tribunal Superior do Trabalho. Na ocasião, o ministro relator José Roberto Freire Pimenta entendeu que “anistia significa perdão e esquecimento: por isso mesmo, a interpretação das leis de anistia não pode ser restritiva, devendo, ao contrário, ser a mais ampla e generosa possível em favor dos anistiados, sob pena de não se lhes dar a devida eficácia e frustrar a sua finalidade maior”.

De acordo com a decisão, a Conab deve pagar os benefícios, sem efeito retroativo, a todos os anistiados – nas mesmas condições em que foram concedidos aos demais trabalhadores. A Justiça também determinou a penhora de outros bens móveis e imóveis da companhia caso sejam necessários mais recursos para quitar a dívida trabalhista.

Criada em 1990, a Conab é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Agricultura. Ela é responsável por monitorar diretrizes agrícolas e de abastecimento, participando da criação de políticas públicas para o setor.

Sem leitos e materiais, Hran cancela série de cirurgias de menor urgência

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Formulários do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em Brasília, mostram cancelamento de cirurgias por falta de material e leitos de internação (Foto: Arquivo pessoal)
Formulários do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em Brasília, mostram cancelamento de cirurgias por falta de material e leitos de internação (Foto: Arquivo pessoal)

Retiradas de vesículas e hérnias serão remarcadas ‘nas próximas semanas’.
Falta tubo e agulha, diz médico; ‘situação crítica o tempo todo’, diz diretor

Por Mateus Rodrigues, do G1 DF – O Hospital Regional da Asa Norte (HRan), em Brasília, vem adiando cirurgias desde a última segunda-feira (23) por falta de leitos para internação dos pacientes e carência de materiais. Na manhã desta quarta (25), dois procedimentos de retirada de vesícula foram adiados por tempo indeterminado. Não há prazo para a solução dos problemas.

A denúncia foi enviada ao G1 por um membro da equipe de cirurgia que não quis se identificar. Nos prontuários, pelo menos três motivos diferentes são citados como impedimentos para a realização das operações. Equipes designadas para as cirurgias eletivas ficaram de braços cruzados durante toda a manhã, sem função a desempenhar.

“Não temos tubo orotraqueal numeração 6,5, 7,0, 7,5, 8,0. Não temos equipe. Não temos jelco nº 18 e 20. Comunica a direção responsável. Não temos leitos para internação”, diz a anotação em um dos formulários. “Tubo orotraqueal” é o acesso usado para a sedação respiratória, durante a anestesia, e “jelco” é a agulha usada para administração de soro fisiológico e outros remédios que caem na corrente sanguínea.

Estamos com contingenciamento, mas não houve falta absoluta de material. Nos últimos dias, tivemos muitas internações de emergência e, por isso, precisamos priorizá-las em relação às eletivas, que podem aguardar”
José Adorno, diretor do Hran

O diretor do Hran, José Adorno, confirmou ao G1 a existência dos problemas, mas disse que apenas a falta de leitos é “incontornável”. Se a carência fosse apenas de insumos, teria sido possível remanejar de outras áreas ou outros hospitais da rede, segundo ele.

“Estamos com contingenciamento, mas não houve falta absoluta de material. Nos últimos dias, tivemos muitas internações de emergência e, por isso, precisamos priorizá-las em relação às eletivas, que podem aguardar”, diz Adorno. Além da retirada de vesículas, procedimentos contra hérnias também terão de ser remarcados.

O Hran tem 36 leitos específicos para o acolhimento de pacientes pós-cirúrgico, divididos entre emergências, eletivas, cirurgias plásticas e outras especialidades. Em casos de superlotação ou catástrofes, as vagas podem ser remanejadas. O diretor diz que há um “esforço enorme” para que os pacientes recebam alta ou sejam transferidos, liberando as vagas, mas as tentativas não têm sido suficientes.

Fachada da emergência do Hospital Regional da Asa Norte, no DF (Foto: Mateus Rodrigues/G1)
Fachada da emergência do Hospital Regional da Asa Norte, no DF (Foto: Mateus Rodrigues/G1)

Sem serviço
Desde o início do mês, outras cirurgias teriam sido canceladas ou suspensas por diferentes problemas. Na primeira semana, o problema foi falta de anestesista. “Antes, a gente ainda remanejava de uma ala para a outra, mas agora nem isso. A gente tem vontade de operar, pede que os pacientes procurem os direitos na Justiça, mas é difícil. Alguns até compram os materiais por conta própria, mas isso não pode ser padrão”, diz um dos profissionais, que pediu para não ser identificado.

DA direção não está nem aí, mas pra gente é frustrante informar um cancelamento,  um adiamento. O que a gente mais ouve é ‘não tem, dá pra fazer com isso?'”
Profissional de saúde do Hran

Ele diz que a falta de profissionais e insumos se tornou “rotina” na unidade e que sofre por estar na “linha de frente”, lidando diretamente com os pacientes. “A direção não está nem aí, mas pra gente é frustrante informar um cancelamento,  um adiamento. O que a gente mais ouve é ‘não tem, dá pra fazer com isso?'”, afirma.

O diretor do Hran diz estar “lidando com uma situação crítica o tempo todo” e reconhece que não há fartura de material hospitalar em nenhuma unidade de saúde. “Se você me perguntar se estamos tranquilos para o próximo mês, não podemos garantir. Cada mês é uma tentativa, um remanejamento, um pedido. Os processos de compra estão ocorrendo”, afirma.

Fiéis se reúnem em Brasília para montar tapete de Corpus Christi

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Fiéis confeccionam o tradicional tapete para a festa de Corpus Christi no Distrito Federal, na Esplanada dos Ministérios Valter Campanato/Agência Brasil
Fiéis confeccionam o tradicional tapete para a festa de Corpus Christi no Distrito Federal, na Esplanada dos Ministérios Valter Campanato/Agência Brasil

A Esplanada dos Ministérios amanheceu hoje (26) cheia de fiéis que acordaram cedo para participar da festa de Corpus Christi. Eles confeccionam o tradicional tapete de 120 metros, feito com areia, palha de arroz, borra de café, cerragem e sal.

A estudante Ana karolaine Moreira, de 18 anos, participa da confecção do tapete há cinco anos. Ela faz parte de um grupo de jovens e conta que se reúnem todo ano para participar da festa. “Todo ano nosso grupo se reúne com o propósito de ser sal no mundo e luz na terra. E é nesse sentido que a gente quer participar e fazer o tapete.”

O padre João Firmino, pároco da Catedral de Brasília, explica que o significado da celebração é a valorização da eucaristia. “A festa de Corpus Christi surge em 1.258 quando uma freirinha tem a ideia de colocar a imagem de Jesus passeando pela cidade. A festa cresceu na Bélgica e hoje é celebrada em todo o mundo.”

Outra atividade promovida nesta quinta-feira foi a 1ª Corrida de Corpus Christi. Os atletas partiram da frente da Catedral, às 8h. Os corredores se insceveram em três categorias: caminhada de 2,5km, corrida 5 km e corrida de 10 km. Aproximadamente 1,2 mil pessoas participaram da competição, segundo a Polícia Militar.

A expectativa da Arquidiocese de Brasília é de reunir 100 mil fiéis na Esplanada, às 17h, momento em que será celebrada a missa principal. Em seguida, os participantes seguem em procissão e percorrem cerca de 1km na Esplanada para receber três bênçãos: pela saúde, pelos governantes e pelas famílias.

Rollemberg recebe gestores de seis áreas para monitorar projetos

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Rollemberg reuniao gestores

Por Amanda Martimon – O governador Rodrigo Rollemberg recebeu, nesta quarta-feira (25), gestores de seis áreas. O objetivo é monitorar projetos em andamento em diferentes órgãos. Divididas em três momentos, as reuniões foram acompanhadas pelo chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, e pela secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos.

Primeiro, a diretora-presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), Ivone Resende Diniz, apresentou balanço dos editais já publicados neste ano: são oito até agora, sendo sete totalmente com recursos do governo local. Até o fim de 2016, a previsão é alcançar o total de 36 editais.

No mesmo encontro, representantes da Casa Civil, Relações Institucionais e Sociais detalharam iniciativas nas áreas de participação social. Também levaram a situação da plataforma que organizará o voluntariado nos setores públicos de Brasília. A medida dá continuidade ao decreto assinado em dezembro pelo governador que dá uniformidade à atuação de voluntários.

As atuações para fiscalizar e recuperar áreas públicas ocupadas irregularmente foram pontuadas pela diretora-presidente da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis), Bruna Pinheiro. Ela mostrou ainda dados sobre a evolução de calçadas acessíveis em Águas Claras, um projeto educativo da autarquia para que o setor privado cumpra regras de acessibilidade.

Também participaram: os secretários-adjuntos da Casa Civil, Fábio Rodrigues Pereira, de Assuntos Legislativos, José Flávio de Oliveira, de Relações Institucionais, Igor Tokarski, e de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcelo Aguiar, além da assessora especial Mariana Salles — todos da Casa Civil.

Fazenda

Em seguida, o secretário de Fazenda, João Antônio Fleury, e equipe atualizaram a situação de projetos da pasta. Além do andamento de editais para parcerias público-privadas, destacaram o incremento de arrecadação do DF com o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de comércio eletrônico — que até agora é de cerca de R$ 54 milhões — e o desenvolvimento de ferramenta para identificar fraudes tributárias. Nesse último quesito, mais de R$ 1,6 milhão de créditos tributários consignados foram recuperados com o auxílio de tecnologia.

O secretário-adjunto Wilson José de Paula; os chefes das Assessorias de Estudos Econômicos Fiscais, Marco Antônio Lima, e de Gestão Estratégica e Projetos, Ivan Siqueira; e os auditores da pasta Paulo Proença e Rossini Dias estiveram no encontro.

Planejamento

A última reunião contou com resultados da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão e da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). Na ocasião, os titulares dos órgãos apresentaram medidas que visam modernizar o sistema de gestão e diminuir gastos. Um exemplo é o desenvolvimento do sistema que permitirá trabalhar com projetos de maneira totalmente eletrônica.

Além disso, foram apresentados, por exemplo, os trabalhos feitos para ampliar a oferta de internet para os órgãos públicos por meio da rede GDFnet e o portal Brasília em Números.

Participaram ainda o presidente da Codeplan, Lucio Rennó; os secretários-adjuntos de Planejamento e Orçamento, Renato Brown, e de Gestão Administrativa, Marcelo Herbert de Lima; os subsecretários de Captação de Recursos, José Roberto Rego Paiva Fernandes Júnior, de Orçamento Público, Caio Abbott, e de Compras Governamentais, Leonardo Rodrigo Ferreira; e a coordenadora de Documentação, Informação e Conhecimento da Subsecretaria de Administração Geral, Débora Pariz — todos da pasta de Planejamento.

Secretaria de Saúde não cumpre complementação para os Renais

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hemodiálise

Pacientes estão ocupando vagas em hospitais públicos quando poderiam realizar diálise em clínicas conveniadas ao SUS

O Conselho de Saúde do DF aprovou em 1º de março complementação de R$ 70,00 para o reembolso da hemodiálise tabela SUS visto que o Ministério da Saúde não reajusta o tratamento dialítico há três anos e o setor vive um colapso financeiro.

Neste cenário, pacientes estão sem vagas e com tratamento comprometido do ponto de vista da qualidade. De março para cá, na prática, nada mudou. A complementação não saiu do papel na Secretaria de Saúde e, com a baixa remuneração (R$179,00 por sessão de diálise) as clínicas particulares que atendem pelo SUS estão sem condições de receber novos pacientes.

Hoje, aproximadamente 70 renais estão internados em hospitais públicos ocupando leitos, inclusive de UTI.

Cada sessão de diálise realizada dentro do hospital custa R$ 1.000,00. Se a complementação de R$70,00 tivesse saído do papel, além de dar qualidade aos pacientes, o GDF estaria economizando R$ 700,00 por hemodiálise. Isso sem contabilizar o custo do paciente internado.

Requerimento para criação da CPI da Lei Rouanet foi protocolado

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Deputado Alberto Fraga
Deputado Alberto Fraga

Foi protocolado, nesta quarta-feira (25), na Secretaria Geral da Câmara dos Deputados o requerimento que solicita a criação da CPI da Lei Rouanet. Os deputados Alberto Fraga (DEM) e Sóstenes Cavalcante coletaram mais de 200 assinaturas. Eram necessárias 171.

“Não somos contra a cultura, mas é absurdo um país que enfrenta uma das piores crises econômicas da sua história, destinar bilhões de reais para um pequeno grupo de artistas. Queremos saber quais os critérios utilizados pela Lei Rouanet e entender porque os pequenos artistas não são beneficiados”, explica Alberto Fraga.

Sóstenes Cavalcante conta que a maioria dos artistas, que receberam recursos da Lei Rouanet, moram na Zona Sul do Rio de Janeiro. Vivem suas vidas como milionários e não são verdadeiros representantes da cultura brasileira. O deputado diz que irão passar a limpo todas as isenções tributarias da Lei Rouanet e também vão mostrar ao Brasil quem defende a cultura e as pessoas que vivem de maneira farta com os recursos públicos.

PERFIL | Presidentes de partidos: conheça Daniel de Castro e o PSC-DF

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Pastor e advogado, Daniel de Castro é o presidente do PSC
Pastor e advogado, Daniel de Castro é o presidente do PSC

 

O blog do jornalista Odir Ribeiro começa essa semana a ouvir os presidentes dos partidos do DF e os seus rumos. O primeiro partido a ser retratado será o PSC-DF. A legenda é comandada pelo pastor e advogado Daniel de Castro. A sigla a nível nacional tem em seus quadros o deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro. Querendo ou não é um grande reforço. O partido já teve a filiação do ex-governador Joaquim Roriz e seu grupo político.

Veja o texto do Blog do Odir

Pastor Daniel foi candidato a distrital pelo PMDB-DF nas eleições de 2014 e obteve 9.244 votos. Uma excelente votação que o colocou na segunda suplência. O pastor foi entrevistado pelo blog e nos contou que está construindo uma forte nominata para 2018. “Tenho sido procurado por diversas lideranças. Estamos montando um time forte,” resumiu.  Daniel afirmou que não haverá filiação de deputado distrital na sigla.

Daniel de Castro apoiou o governador Rodrigo Rollemberg no segundo turno das eleições de 2014. Só que as relações esfriaram e o partido junto com o pastor estão distantes do Palácio do Buriti. “Estamos aberto as conversas, mas não estou dizendo que vou fazer parte de alguma coisa,” frisou.

O PSC é uma legenda de médio porte e na Câmara Federal tem uma bancada de 15 deputados federais. Fora o tempo de tempo que é de 1 minuto e 5 segundos. Um dote e tanto. O PSC traz também o apadrinhamento do Bispo Manoel Ferreira, da Assembleia de Deus. Um dos religiosos mais influentes do Brasil. “Estamos trazendo muitos filiados para o nosso partido e com certeza e teremos protagonismo,” lembrou Daniel.

Pastor Daniel nos concedeu entrevista nos corredores da Câmara Legislativa e um distrital sussurrou que Daniel está com a faca e o queijo na mão. Tempo ao tempo…

O próximo partido a ser retratado por nosso será o PRB-DF que tem como presidente Wanderley Tavares .

Operação Caixa de Pandora: Linknet terá de devolver R$ 536 mil aos cofres públicos

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O Plenário do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou que a empresa Linknet Tecnologia e Telecomunicações Ltda devolva aos cofres públicos R$ 536 mil. O valor diz respeito a um contrato assinado em 2008, entre a empresa e a então Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão do Governo do Distrito Federal, para locação de equipamentos de informática, com prestação de assistência técnica e suporte. A decisão foi aprovada por unanimidade nesta terça-feira, dia 24 de maio de 2016.
A Linknet foi citada no Inquérito da Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora como suspeita de participar de esquema de pagamento de propina a agentes públicos pertencentes ao Governo do Distrito Federal. O contrato alvo de investigação do TCDF foi firmado em junho de 2008 e prorrogado até junho de 2010, e teve o valor inicial de R$ 726.613,45. Inicialmente, foram alugados 644 computadores, um notebook e 645 estabilizadores de tensão. Em maio de 2009, por meio do primeiro aditivo ao contrato, foram acrescentadas as locações de outros cem computadores.
Uma Tomada de Contas Especial, aberta para apurar os prejuízos ao Erário decorrentes desse ajuste com a Linknet, revelou que não houve análise da minuta do contrato pela Assessoria Jurídico-Legislativa da Seplag, e nem ficou comprovada a vantagem do aluguel dos equipamentos em comparação à compra. Além disso, a TCE demonstrou que houve ateste irregular de serviços prestados sem cobertura contratual e indícios de superfaturamento nos valores cobrados pela locação dos equipamentos e pelas licenças de softwares utilizados. A Linknet tem 30 dias de prazo para pagamento do débito.

Jornalistas criam o Movimento Independente – MI Novas Mídias e lançam manifesto

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Um grupo de jornalistas de Brasília lança, nesta quarta-feira, o Movimento Independente – MI Novas Mídias. No manifesto de apresentação, o grupo explica que não pretende construir uma hegemonia, tampouco substituir esse ou aquele meio de comunicação. “Estamos aqui para ocupar o nosso espaço como alternativa e dar a nossa contribuição à informação e à sociedade”, explica.

O MI Novas Mídias não tem a pretensão de protagonismo. Não se trata de uma entidade cartorial pautada na burocracia. É um movimento político-social. “Somos livres, independentes e nosso compromisso é com a notícia e a opinião, seja ela através de blogs, portais, redes sociais, vídeos ou qualquer meio de comunicação que faça chegar informação aos cidadãos”, diz o manifesto.


Movimento Independente – MI Novas Mídias

Manifesto

Ao pensar as relações entre as novas mídias e a comunicação, forma-se uma sociedade em rede. Essa sociedade, que se desenvolve a partir das novas tecnologias, cria formas de agrupamento e de coordenação ativa.

Não viemos para construir uma hegemonia, tampouco para substituir esse ou aquele meio de comunicação. Estamos aqui para ocupar o nosso espaço como alternativa e dar a nossa contribuição à informação e à sociedade.

Quem somos? O Movimento Independente de Novas Mídias não tem a pretensão de protagonismo.

Não somos uma entidade cartorial pautada na burocracia. Somos um movimento. Não temos caciques. Somos todos iguais.

Somos livres, independentes e nosso compromisso é com a notícia e a opinião, seja ela através de blogs, portais, redes sociais, vídeos ou qualquer meio de comunicação que faça chegar informação aos cidadãos.

Qual o conceito de velha e de nova mídia?

Nesse caso, mais do que situar-nos em uma dessas definições, o importante é diferenciar duas formas de encarar essa questão. Uma delas é tecnológica, a outra é política. O velho e o novo.

A definição tecnológica trata como velha mídia os chamados meios tradicionais, especialmente os impressos, mas também televisão e rádio; e chama de nova mídia a internet, especificamente blogs e redes sociais.

Esse tipo de definição carrega problemas políticos que constroem a perspectiva excludente da mídia. Isso porque o adjetivo “velho”, especialmente quando confrontado diretamente com a ideia de “novo”, carrega forte carga negativa, como algo superado, que já não serve mais. Essa noção é equivocada.

Não consideramos isso. Todos os meios precisam se reinventar para levar a informação honesta da melhor forma e é isso que vem acontecendo.

A internet pode, sim, ser mais um caminho para atender à necessidade de obter informações.

Não é a internet que vai construir a transformação. São as pessoas, apropriando-se de todas as ferramentas e facilidades disponíveis para isso – inclusive a internet. São as pessoas que precisam mudar. É o homem novo que precisa ser construído e, a partir dele, e com ele, uma nova mídia.

Agindo sobre essas bases conceituais teremos maior capacidade de entender quem somos e o papel que podemos cumprir enquanto construtores dessa nova mídia e, com ela, de uma nova sociedade.

O MI Novas Mídias veio para contribuir neste debate!

Brasília-DF, 25 de maio de 2016

Carlos Honorato                                           Marcos Machado

Delmo Menezes                                            Maurílio Macedo

Ederson Marques                                         Odir Ribeiro

Edson Sombra                                               Renato Riella

Elton Santos                                                  Renato Souza

Luciano Lima                                                Ricardo Callado