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Novacap comemora 60 anos com exposição de imagens da construção de Brasília

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Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília.
Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília.

A Exposição Novacap 60 anos – A História da Criação de uma Capital apresenta obras recentes que tiveram a participação da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). Traz ainda imagens da construção de Brasília e de pioneiros da cidade. A mostra está exposta  no Salão Branco do Palácio do Buriti até 15 de agosto.

O visitante também pode conferir fotografias de candangos (trabalhadores que vieram para construir a capital federal) e dos primeiros monumentos. A ação faz parte da comemoração de 60 anos da empresa.

As imagens são do Arquivo Público do Distrito Federal e da Agência Brasília. Os mostruários e as molduras das fotografias foram feitos pelos funcionários da Novacap, que conta com 2,2 mil trabalhadores.

A exposição traz ainda um Fusca da frota da Novacap, usado pelos funcionários na década de 1980. Também há fotografias históricas, como a do presidente Juscelino Kubitschek na rampa do Congresso Nacional na inauguração da cidade, de encontros no marco zero da capital, mas também de funcionários comuns que trabalharam na formação de Brasília, entre eles, uma mulher que dirigia um dos caminhões da companhia. Imagens de construções mais recentes, como a Ponte JK, o Centro de Convenções Ulysses Guimarães e a Torre de TV Digital também integram a coletânea.

Exposição itinerante

Do Palácio do Buriti, a mostra segue para a Câmara Legislativa, onde ficará de 17 a 31 de agosto. De 1º a 11 de setembro, estará no Shopping Pátio Brasil.

De 13 a 30 de setembro, as obras serão encaminhadas à Novacap, e passam a fazer parte da exposição mais dois veículos da frota histórica: um Ford 8 BR, de 1956 — o primeiro modelo de trator a ser fabricado no Brasil. O veículo ajudou a erguer parques e jardins das superquadras do Plano Piloto. Também integrará a mostra uma vibro acabadora (máquina de fazer asfalto) alemã, usada para a malha viária do Eixo Monumental e de outras faixas nas ruas de Brasília. O equipamento está na companhia desde 1956 e ainda tem condições de uso.

Depois de passar pela Novacap, as fotografias serão enviadas à Companhia Energética de Brasília (CEB), no Setor de Indústria e Abastecimento, Área de Serviços Públicos, Lote C. Ali ficarão de 1º a 14 de outubro. As datas são pré-agendadas e podem ser alteradas. Em todos os locais, a exposição é gratuita e aberta ao público.

Compareceram ao vernissage o diretor-presidente da Novacap, Júlio Menegotto; os secretários de Infraestrutura e Serviços Públicos, Antônio Coimbra; de Mobilidade, Marcos Dantas; de Cultura, Guilherme Reis; e de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade; e o chefe da Assessoria Internacional, Oskar Klingl.

Lugares em Brasília construídos pela Novacap

Em 19 de setembro de 1956, a Novacap foi criada para a urbanizar a capital. Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Athos Bulcão, Bernardo Sayão foram funcionários da companhia. A empresa pública foi responsável por construir a Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, a Esplanada dos Ministérios, as superquadras, as W3 Norte e Sul e a Universidade de Brasília, entre outros lugares. A companhia estima que 1.346 funcionários estiveram presentes na inauguração, em 1960.

ENTREVISTA | Vilson Oliveira, administrador de Ceilândia

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vilson oliveira

Por Celson Bianchi, do Alô Brasília


Quais os maiores desafios para administrar a cidade mais populosa do DF? Qual a maior obra ou ação que a Administração trabalha pela cidade durante essa gestão?

O maior desafio é a conclusão das obras de infraestrutura no Pôr do Sol e no Sol Nascente. E claro, manter a cidade minimamente limpa, pois existem os problemas de reincidência de lixo nos locais onde são limpos quase que semanalmente. Um desafio melhor que esse não tem!

Bom, nós temos várias obras pela cidade. A Praça da Juventude que está sendo erguida, as obras de infraestruturas que já estão em andamento no Sol Nascente, como drenagem de águas pluviais, pavimentação asfáltica, rede de esgoto, calçamento, construção de escolas, creches, quadras, praças, postos de saúde e outros diversos equipamentos para o Setor.

 

O senhor é filiado a algum partido político, qual a sua atuação na política do Distrito Federal, pretende ser candidato?

Sou filiado ao PSB, mas não pretendo me candidatar no momento. Minha atuação política está voltada nas articulações, para conquistar os benefícios e resolver os problemas que a cidade demanda, juntos às autoridades competentes.

 

E se ocorrer a eleição para administrador regional, virá como candidato?

Depende do cenário, e claro se tiver apoio e aceitação da população e das lideranças dos setores da gestão atual.

 

Como é sua relação com a Câmara Legislativa? Ceilândia tem recebido emendas para obras e ações?

Temos um ótimo relacionamento com todos os segmentos políticos e partidários da Câmara Legislativa. Pois a Ceilândia precisa de emendas parlamentares de todos os parlamentares. É uma cidade grande que precisa de apoio de todos os deputados, independente de partido.

 

Em relação à cidade, qual o grande diferencial na sua gestão como administrador?

Prezamos bastante pelo atendimento e a atenção à população e aos segmentos organizados. Ouvimos de perto as demandas e encaminhamos as necessidades de toda a comunidade junto aos órgãos competentes. De forma geral, com lideranças comunitárias ou moradores, e mantendo a ordem cidade em funcionamento e ordem.

Outro diferencial é a atenção dada a área rural e aos seus produtores, com melhoria nas estradas, iluminação, segurança e total apoio à produção agrícola.

A Ceilândia tem uma das áreas mais extensas e produtivas da agricultura que está bastante ativa inclusive. A Administração Regional também age como um interlocutor junto a Secretaria de Agricultura para atender as demandas deste segmento.

 

Mensagem final:

“Pedimos à população que, continue acreditando na cidade, e no trabalho do Governo de Brasília, pois temos recebido uma atenção especial para Ceilândia como um todo, e estamos sempre abertos ao diálogo com a sociedade”.

Dívidas de multas e taxas já podem ser negociadas por meio do Refis-N

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Refis-N

Por Fernando Martins


Descontos de até 99% sobre juros de mora e multas já estão disponíveis para pessoas físicas e jurídicas que quiserem negociar o pagamento de multas e taxas em atraso com o governo de Brasília. Desta segunda-feira (1º) até 31 de agosto, os inadimplentes poderão parcelar dívidas não tributárias em até 120 vezes, por meio do Programa de Incentivo de Regularização de Débitos Não Tributários (Refis-N).

Para visualizar os débitos e escolher como quitá-los, os interessados devem acessar a página do Refis-N, no site da Secretaria de Fazenda. De acordo com a pasta, o Executivo tem R$ R$ 1,031 bilhão para receber de 18 mil pessoas físicas e 10 mil pessoas jurídicas, inscritas no cadastro da dívida ativa. Quem não está em dia com o governo não pode tomar posse em cargo público nem assinar contratos com o Estado, por exemplo.

Entre os órgãos com os quais se pode acertar as contas por meio do Refis-N estão o Instituto de Defesa do Consumidor do DF (Procon-DF), o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), a Defensoria de Vigilância Sanitária, da Secretaria de Saúde, o Transporte Urbano do DF (DFTrans) e as administrações regionais.

As multas com o Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) não são passíveis de negociação, pois são regulamentadas por legislação federal. Débitos com a Companhia Energética de Brasília (CEB) e com a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) também não são contemplados.

O Refis-N oferece dez prazos (veja tabela abaixo), incluindo a opção à vista. Quanto menor o tempo para saldar a dívida, maior será o desconto. O valor a ser pago mensalmente não pode ser inferior a R$ 50, para pessoas físicas, e de R$ 200, para pessoas jurídicas. O programa foi instituído pela Lei nº 5.668, de 13 de julho de 2016, sancionada pelo governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

Descontos e número de parcelas para quitar dívidas por meio do Refis-N

 Descontos   Número de parcelas
 99%  À vista
 90%   2
 85%   3
 80%   4
 75%  5 a 12
 70%   13 a 24
 65%   25 a 36
 60%   37 a 48
 55%   49 a 60
 50%   61 a 120

Pela quarta vez seguida, o GDF estende situação de emergência na saúde

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saude

Do Jornal Destak


Pela quarta vez seguida, o GDF prolongou o decreto de Situação de Emergência da saúde. Para o governo, os 18 meses de duração da medida ainda não foi suficiente para “afastar o risco de desassistência” à população.

Com a medida, a Secretaria de Saúde tem o remanejamento recursos agilizado. Dos R$6,5 bilhões previstos no orçamento deste ano, R$3 bilhões já estavam comprometidos até o final de julho. O governo recebeu ainda R$313 mil em verba suplementar.

O decreto também autoriza o governo a realizar compras sem licitação. Entre as aquisições previstas no orçamento da Secretaria está a compra de medicamentos. Segundo a saúde, apesar das compras, 50 ainda estão em falta.

A escassez não é característica apenas dos remédios. A rede conta hoje com 410 leitos de UTI, número insuficiente para a demanda. Na última sexta- feira (28) havia 90 pacientes esperando vaga.

Desde 2015, os leitos de UTI tiveram o acréscimo de apenas 10 vagas. Segundo dados da Defensoria Pública do DF, até 20 de julho foram registrados 470 ações judiciais pedindo vaga no tratamento intensivo.

Espera

A moradora de Santa Maria, Tereza do Santos, de 58 anos, procurou a Defensoria Pública para pedir a realização de cirurgia de tireóide, devido um câncer. Segundo a filha, Neide Braga, a cirurgia só foi possível com ajuda da Justiça. “Quando chegava o dia de fazer a cirurgia, desmarcavam. Lá no Hospital de Base mesmo, não tinha nem dipirona”, conta.

A falta de medicamentos não ocorre apenas no hospital, mas também na Farmácia de Alto Custo. Uma das beneficiárias, Denise da Costa, de 35 anos, espera pelo medicamento Hydrea, para tratamento de anemia falciforme. “Ele está em falta desde novembro de 2015”, afirma.

Segundo a Secretaria de Saúde, há ausência de fornecedor. Contudo, pacientes afirmam encontrar o medicamento nas farmácias convencionais. A pasta diz que está monitorando todos os estoques rigorosamente.

Mudanças

O governo pretende aprimorar os serviços de atenção primária com o programa Saúde da Família, aumentando cobertura de equipes de visitação à comunidade de 30,7% para 62% até 2018.

Concurso: 2º Prêmio Codeplan de Trabalhos Técnico-Científicos abre inscrições

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Os três primeiros colocados e o vencedor na categoria Jovem Pesquisador receberão prêmios em dinheiro. Henrique Lara foi segundo colocado da edição de 2015. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília
Os três primeiros colocados e o vencedor na categoria Jovem Pesquisador receberão prêmios em dinheiro. Henrique Lara foi segundo colocado da edição de 2015. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

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Tem início nesta sexta-feira (5) e termina em 14 de novembro o prazo para participar do 2º Prêmio Codeplan de Trabalhos Técnico-Científicos. Assim como na primeira edição do concurso, os trabalhos devem estar relacionados ao tema geral: Desenvolvimento do Distrito Federal e da Ride (Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno).

Podem participar pessoas de qualquer nacionalidade que tenham curso superior completo. Os três primeiros colocados serão premiados com R$ 8 mil, R$ 6 mil e R$ 4 mil. Neste ano, o concurso traz uma novidade: a categoria Jovem Pesquisador, cujo vencedor receberá R$ 4 mil.

“O que nos surpreendeu no ano passado foi justamente a participação muito ativa de jovens pesquisadores”, explica o presidente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), Lucio Rennó. Ele completa que, ao perceber isso, quis estimular mais a participação desse público, que concorrerá à premiação geral e à específica, de maneira não cumulativa.

Candidatos com até 25 anos que apresentarem trabalhos de conclusão ou de resultados de pesquisa em 2015 e 2016, ambos de graduação, devem indicar na capa da monografia que concorrem na categoria Jovem Pesquisador.

O concurso conta com parceria da Federação das Indústrias do DF (Fibra), financiadora dos prêmios em dinheiro, e do Sindicato das Indústrias Gráficas do DF, que apoia com o material de divulgação.

Vencedores ganham prêmio em dinheiro e terão os trabalhos publicados

Além das quantias em dinheiro, os vencedores terão os trabalhos publicados na série Texto para Discussão, da Codeplan — como ocorreu com o bancário Henrique Lara, de 31 anos, autor de Brasília, uma cidade centenária. Ele ficou em segundo lugar no concurso de 2015: “Isso até me estimulou a tentar desenvolver mais, a buscar um mestrado na área.”

Henrique conta que tem o hábito de acompanhar estudos, como a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad), e por isso encontrou no site da Codeplan a divulgação do concurso. “Então pensei: será que dou conta? Será que vou conseguir em dois, três meses mover do zero uma monografia?”, explica ele, formado em ciência política.

A solenidade de premiação ocorrerá em 9 de dezembro, em local a ser definido em Brasília. O resultado será publicado no Diário Oficial do Distrito Federal e estará disponível no site da Codeplan.

“[O concurso] é uma forma importante de reconhecimento e de divulgação de trabalhos e, consequentemente, de contribuição para o debate sobre o desenvolvimento do Distrito Federal”, destaca Rennó.

Critérios para participação no concurso

Os trabalhos precisam ter no mínimo 25 e, no máximo, 70 páginas, incluídos anexos, tabelas, gráficos, figuras e bibliografia, e devem ser escritos de acordo com instruções da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) apresentadas no edital. Podem ser individuais ou em equipe e devem abordar um dos oito temas descritos nas regras do concurso, alinhado ao tema geral.

As inscrições são gratuitas e devem ser encaminhadas à Codeplan obrigatoriamente via Sedex, com data de postagem nos Correios até 14 de novembro de 2016. De acordo com o edital, é preciso enviar ficha de inscrição preenchida e assinada pelo autor ou representante da equipe. O trabalho tem de ser inédito e original e não pode ter sido divulgado ou publicado anteriormente, ou participado de concurso similar, ainda que não premiado. Além disso, outras informações são exigidas, como cópias de documentos dos autores, currículo — recomenda-se o modelo Lattes —, e comprovante de formação acadêmica.

De acordo com o regulamento, ficam impedidos de participar trabalhos premiados ou agraciados, incluindo menção honrosa, em concursos similares; de autoria dos integrantes da comissão julgadora e dos responsáveis pela execução do concurso; e que tenham sido divulgados ou publicados em outros meios, como jornal, periódico e revista especializada.

A escolha dos trabalhos premiados será feita por uma comissão julgadora composta por, no mínimo cinco e, no máximo, oito pessoas. O grupo, que não terá conhecimento da identidade dos participantes, adotará como critérios para a avaliação sete diretrizes, entre elas, concordância com a temática do concurso, atualidade, originalidade e/ou ineditismo do trabalho e profundidade do conteúdo.

ENTREVISTA | Jane Klebia Reis, administradora de Sobradinho

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Jane Klebia Reis
Jane Klebia Reis

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Por Celson Bianchi, do Alô Brasília


Ao passar pela Secretaria da Criança, a senhora retornou para uma delegacia, a 31ª DP, com uma visão mais forte de polícia comunitária?

Jane Klebia-  Sem dúvida. Acredito que fazer polícia comunitária é, particularmente, mais que um desejo, é uma “vocação” que alimento, para além de uma obrigação institucional do Estado. Além disso, é uma demanda social que ao ser implementada promove o fortalecimento das instituições e nos faz melhores como seres humanos. Aperfeiçoei a percepção dessa necessidade social na Secretaria de Estado da Criança e do Adolescente, responsável por promover a ressocialização do adolescente em conflito com a Lei. Ao desenvolver a política institucional, especialmente da socioeducação, percebemos que dentre os pilares da ressocialização que inclui a responsabilização pelos atos infracionais, a reparação do dano, a oferta de oportunidades e perspectivas aos jovens reeducandos é o que promove a retomada do rumosocial esperado. Já na 31ª DP, com esse referencial, melhorei o espaço da SAM (seção de atendimento à mulher), criando um ambiente mais acolhedor, onde a vítima de violência doméstica é atendida por uma policial feminina, que cria um diferencial no atendimento, promovendo uma oitiva mais sensível e acolhedora. Sabemos que a vítima chega fragilizada pela agressão e com a autoestima em baixa. Este é outro enfoque de polícia comunitária.

 

O que a fez assumir o desafio de comandar a Administração Regional de Sobradinho?

Ser um gestor público é assumir compromissos e aceitar desafios. A possibilidade de por à prova os conhecimentos e experiências acumulados ao longo da carreira, me instigam e impulsionam. Nasci, cresci, estudei e iniciei minha vida profissional em Sobradinho, onde fui Auxiliar de enfermagem, professora de ensino fundamental e médio, além de Delegada de polícia civil, mais recentemente. Assumir a Administração regional é a oportunidade de exercitar outro olhar sobre a cidade.  Deixo de ser usuária de serviços e moradora para ser responsável pela necessária interlocução com outros órgãos públicos, pela busca de serviços coletivos e melhorias para a cidade. Outro fundamental papel do Administrador, que espero exercitar a cada dia, é de ser “boa ouvinte”. Todos os setores, organizados ou não, querem ser ouvidos e ter seus problemas solucionados. A disposição em ouvir e buscar soluções sempre fizeram parte das empreitadas que assumi, espero aprimorá-las na gestão. Assumi a administração atendendo a um convite do Governador, o que para mim é uma honra, pois, demonstra que as oportunidades que me foram dadas na administração pública corresponderam às expectativas.

 

O que fazer para driblar a falta de recursos e pessoal?

Falta de recursos se supera com uma boa dose de humildade, perseverança e criatividade. Humildade para buscar em outros espaços e instituições (pedir), perseverança para não desistir quando as respostas não forem animadoras ou as dificuldades forem grandes e criatividade é um exercício diário de ouvir, aceitar boas sugestões, articular parceiros dispostos a ajudar e recebercolaboração e o mais importante: contar com apoio e boa vontade da comunidade que está sempre disposta a ajudar. Vemos isso, nos insistentes pedidos de agendas que nos esforçamos para atender a todos e, com raríssimas exceções, são sempre portadores de bons projetos ou boas ideias. Quanto à falta de pessoal, ela é crônica de todas as instituições. Se ficarmos só pensando na falta de pessoal ou esperando condições ideais para trabalhar, não fazemos nada. Então, a palavra de ordem é “arregaçar as mangas” nos apegar a quem quer fazer, que, com certeza é a maioria, contar com a experiência e capacidade dos servidores e otimizar as ações.

 

Quais são as prioridades de sua gestão?

As prioridades devem ser estabelecidas pela própria comunidade. Constantemente recebemos listas de pedidos que quando compatibilizadas, vemos que são os mesmos pedidos. O que a população quer? Andar com segurança pelas ruas, ter uma cidade bonita, arborizada e limpa, boa iluminação pública, que aumenta a segurança nas ruas, um comércio aquecido, acessibilidade nas vias, etc. Se observarmos é o que deseja a população de qualquer cidade. Disso concluo que o administrador não deve querer “inventar a roda”, mas, buscar eficiência nas tarefas simples, ser transparente para mostrar o que está sendo feito e, até as dificuldades em fazer.

 

Os políticos da região temem que sua presença possa ofuscar a deles?

Não sei se há esse temor. Se houver, não há qualquer razão, pois, sou uma moradora da cidade, desejando trabalhar para a cidade. Esse trabalho não é feito sem apoio dos parlamentares, que em suas atividades, além de outras coisas, destinam verbas das “emendas parlamentares” para aplicação na cidade. Procuro sempre dar o melhor de mim em tudo que faço e me sinto recompensada quando atinjo os objetivos propostos pelos meus superiores e, no caso da administração, ficarei feliz quando atender aos desejos dos demandantes, que são os moradores da cidade de Sobradinho.

Motociclistas percorrem as ruas de Brasília em comboio recorde

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moto capital

Cerca de 35 mil motociclistas percorreram, na tarde deste sábado (30),  54 quilômetros em um comboio recorde nas ruas de Brasília. Reunidos desde às 16 horas, representantes de várias partes do Brasil e de outros países saíram do Parque de Exposições da Granja do Torto onde, há nove dias, ocorre a 13ª edição do Brasília Capital Moto Week. Em 2015, 30 mil motociclistas fizeram o mesmo percurso.

Os participantes saíram do parque de exposições, passaram pelo Eixo Rodoviário Norte, desceram até a Esplanada dos Ministérios, passaram pela Via S1, atravessaram a Ponte JK, voltaram pela barragem do Lago Paranoá, entraram no Lago Norte, acessaram a Estrada Parque de Indústria e Abastecimento e voltaram para Granja do Torto.

De acordo com o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar do Distrito Federal (BPTran), que coordenou a operação, houve interdições nas vias durante a passagem das motos. No Buraco do Tatu (passagem entre os lados Sul e Norte do Eixo Rodoviário) e na Ponte JK, os agentes desviaram o trânsito para a passagem dos motociclistas por cerca de 30 minutos em cada local. Nos demais pontos, os bloqueios duraram menos tempo.

Sessenta motos do BPTran, dez do Batalhão de Policiamento Rodoviário da Polícia Militar do Distrito Federal, seis do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) e seis do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal também acompanharam o comboio.

Evento deste ano bate o recorde de público e de motociclistas participantes

Além da grande quantidade de motociclitas no passeio turístico, o público e a quantidade de motos que passaram pelo evento em 2016 também superaram as expectativas. Até o início da tarde de hoje (30) cerca de 620 mil pessoas — 120 mil a mais que no ano passado — e cerca de 230 mil motos estiveram no parque de exposições. Em 2015, o número de veículos foi de 150 mil. De acordo com a organização do evento, é esperado que a circulação de pessoas chegue a 650 mil até o fim do domingo (31).

Além do passeio, a 13ª edição do Brasília Capital Moto Week reúne estandes de vendas com produtos motociclísticos, concessionárias especializadas, atrações culturais, apresentações com motos e atividades de conscientização no trânsito para motociclistas e condutores de outros veículos.

Ações educativas durante o 13º Brasília Capital Moto Week

Criado em 2004 como Brasília Motocapital, o evento surgiu para comemorar o Dia Nacional do Motociclista (27 de julho) e, desde então, ocorre anualmente, sempre na última semana do mesmo mês. Foto: Renato Araújo/Agência Brasília
Criado em 2004 como Brasília Motocapital, o evento surgiu para comemorar o Dia Nacional do Motociclista (27 de julho) e, desde então, ocorre anualmente, sempre na última semana do mesmo mês. Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

Desde o início do evento, em 22 de julho, o Detran-DF e o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) fazem campanhas educativas na 13ª edição do Brasília Capital Moto Week. Por meio da Diretoria de Educação do Detran, foram promovidas oficinas de direção defensiva, jogos com o Girotran — equipamento interativo usado pelo departamento para trabalhar a educação para o trânsito –, atividades com as crianças e exposição de equipamentos, além da distribuição de material educativo com foco na campanha da lei seca e na prevenção de acidentes com motociclistas.

Cerca de 10 mil motoristas também foram atendidos pela Gerência de Campanhas Educativas do DER-DF que abordou condutores e entregou panfletos e cartilhas educativas na pista de acesso à Granja do Torto, na saída da Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia). Para garantir a segurança dos motociclistas, os agentes distribuíram adesivos refletivos para capacete, item obrigatório de acordo com a Resolução nº 203, de 29 de setembro de 2006, do Conselho Nacional de Trânsito.

Criado em 2004 como Brasília Motocapital, o evento surgiu para comemorar o Dia Nacional do Motociclista (27 de julho) e, desde então, ocorre anualmente, sempre na última semana do mesmo mês. O Brasília Capital Moto Week  entrou para o calendário oficial do Distrito Federal com lei sancionada em 24 de abril de 2015.

A primeira prova material: O Planalto pediu propina

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Surge a primeira prova material de que partia da sede do governo a ordem para achacar empresas durante a campanha de Dilma Rousseff

Por Robson Bonin, da Veja


Em 7 de agosto de 2014, executivos de uma das maiores agências de publicidade do mundo, a Borghi Lowe, discutiam o que fazer diante de uma situação delicada. A campanha presidencial estava no início. Uma pesquisa divulgada naquele dia mostrava que a disputa entre a petista Dilma Rousseff e o tucano Aécio Neves seria acirrada. A angústia de Valdir Barbosa, vice-­presidente da Borghi Lowe, no entanto, decorria de outra encrenca. Ele e um colega da agência, Ricardo Hoffmann, representante da Borghi Lowe em Brasília, tinham sido convocados para uma reunião sigilosa com um diretor da Caixa Econômica Federal, Clauir Santos, responsável pelo marketing do banco. Ouviram dele um pedido de dinheiro, não para ele mesmo, mas para a campanha eleitoral do PT. E o pedido não partira do tesoureiro do partido ou da campanha. Clauir Santos disse que estava cumprindo ordens do Palácio do Planalto.

Em 2014, a Borghi Lowe era uma das quatro agências encarregadas da conta publicitária da Caixa Econômica, um butim excepcional de 560 milhões de reais, um dos maiores contratos do governo na área. Antes de qualquer providência, Valdir Barbosa preferiu consultar seu superior, Michael Wall, que fica em Londres. Em um e-mail, escrito em inglês, informou: “O diretor-presidente da Caixa foi chamado ao Palácio do Planalto e solicitado a ‘pedir aos fornecedores da Caixa que fizessem contribuições políticas ao partido do governo (PT)’”. Em seguida, comentou o incômodo da situação: “O próprio diretor-­presidente, que trabalhou como servidor público durante toda a sua carreira profissional, se sentiu completa e totalmente constrangido e desconfortável com tal solicitação”. Na época, o diretor-­presidente da Caixa era Jorge Hereda, que deixou o cargo no início do segundo mandato de Dilma. Hereda tem mais de trinta anos de serviço público.

Na mesma mensagem, Valdir Barbosa ressaltou ter informado a Clauir Santos, diretor de marketing da Caixa, que as normas da Borghi Lowe proibiam “contribuições políticas”, ao que o funcionário retrucou lembrando que as outras três agências aceitariam o “convite”. Era uma insinuação de que a Borghi Lowe poderia sofrer algum tipo de retaliação no futuro caso virasse as costas às necessidades do PT. Escreveu Barbosa: “Expliquei ao Clauir o con­teú­do da Política Anticorrupção e disse a ele que nós somos absolutamente proibidos de fazer este tipo de contribuição ou qualquer contribuição semelhante a esta. Ele obviamente lembrou-nos que provavelmente as três outras agências deveriam aceitar o ‘convite’ e fazer contribuições, ao que eu repliquei que elas eram agências 100% brasileiras e que, portanto, podiam fazer o que quisessem sem consultar ninguém”. Mesmo constrangido, Clauir tentou justificar que havia “base legal” à contribuição. A Borghi Lowe é brasileira, com um sócio estrangeiro, mas, pela legislação da época, poderia, de fato, fazer contribuições eleitorais, desde que legais. Mas esse não era o caso, segundo suspeitam os envolvidos na investigação.

Em poder da força-tarefa da Lava-­Jato em Curitiba, a mensagem obtida por VEJA é a evidência mais contundente até o momento de que o Palácio do Planalto atuou como uma central de arrecadação de recursos ilegais para o caixa dois do PT e, para tanto, constrangia graduados servidores públicos a trabalhar como achacadores. A mensagem pode ser mentirosa, uma invenção do vice de uma agência de publicidade? Até pode, por mais estranho que seja, mas os investigadores também acham que não é o caso. “Um pedido de doação legal jamais seguiria aqueles trâmites. Todos sabiam que a nossa política interna não autorizava contribuições ou doações a partidos políticos”, explica um dos envolvidos no caso.

Eles acreditam que a ordem veio mesmo do Planalto e o dinheiro era mesmo para o caixa dois porque já comprovaram que havia uma intimidade criminosa entre a Borghi Lowe e braços do governo. A mensagem integra uma investigação sigilosa que começou em abril de 2015, quando a polícia prendeu seis pessoas, entre elas o publicitário Ricardo Hoffmann, representante da Borghi em Brasília, e o ex-deputado petista André Vargas. Alvo de uma devassa, a agência de publicidade decidiu negociar um acordo de leniência, que está estranhamente parado há um ano na Controladoria-Geral da União. Já encaminhou ao Ministério Público e-mails, notas fiscais e balanços nos quais se constata que havia uma parceria clandestina para fraudar licitações.

Julgamento final do impeachment começará em 29 de agosto, diz STF

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Foto Valter Campanato
Foto Valter Campanato

O julgamento final do processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff começará no dia 29 de agosto e tem previsão para durar uma semana, informou o Supremo Tribunal Federal (STF) neste sábado (30) por meio de nota.

O cronograma divulgado prevê que no dia 9 de agosto, uma terça-feira, seja realizada a primeira sessão plenária sobre o impeachment, sob coordenação do presidente do STF, Ricardo Lewandowski. A partir de então, defesa e acusação terão 48 horas para apresentar seus argumentos e o rol de testemunhas que participarão da fase final do processo.

Em seguida, será respeitado um prazo de dez dias estipulado pela Lei 1079/1950, que regulamenta o impeachment, para que possa ter início o julgamento definitivo. Com isso, a primeira data possível para o início do procedimento final seria 26 de agosto, uma sexta-feira.

Segunda a nota, um acordo entre Senado e STF fez com que essa primeira data possível fosse adiada para a segunda-feira seguinte, dia 29 de agosto. A previsão é de que o processo dure ao menos uma semana, mas o próprio Supremo afirma que poderão ocorrer atrasos por causa das discussões em plenário. O desfecho do processo de impeachment pode vir então a ser conhecido somente em meados de setembro. O que pode atrapalhar os planos do  presidente interino Michel Temer, que planeja, no mesmo período, sua primeira viagem internacional, para a China, caso seja confirmado no cargo.

Na próxima terça-feira, 2 de agosto, o relator Antonio Anastasia (PSDB-MG), lerá seu parecer final na Comissão Especial de Impeachment do Senado. A votação do relatório está marcada para dois dias depois.

Senadores contrários ao impedimento de Dilma preparam dois votos em separado e já pediram ao presidente do colegiado, Raimundo Lira (PMDB-PB), tempo para que ambos sejam lidos na comissão.

OPINIÃO | Para Celina, Rollemberg é a continuação de Agnelo

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Por Ricardo Callado


A presidente da Câmara Legislativa, deputada distrital Celina Leão (PPS), ainda na campanha de 2014, foi uma das primeiras apoiadoras ao então candidato Rodrigo Rollemberg (PSB). Juntos chegaram à vitória, Rollemberg virou governador e Celina assumiu o comando do Legislativo.

Logo nos primeiros três meses apareceram às divergências. Celina acusa que foi perseguida pela Casa Civil montada por Rollemberg e pelo grupo de petistas que lá se alojou, dando continuidade às políticas do ex-governador Agnelo Queiroz (PT).

Para a deputada, o governo que ela ajudou a eleger perdeu o rumo de suas propostas de campanha. Tornou-se a continuação do Governo Agnelo, que a deputada Celina tanto combateu. Hoje, o ex-governador responde há dezenas de processos cíveis e criminais, na maioria, por conta de suas representações.

Celina foi a principal opositora de Agnelo. Por meio da fiscalização realizada pela deputada, a justiça anulou os contratos da licitação do transporte público. Mesmo sabendo disto, ela acusa o atual Governo de não ter tomado providências no sentido de cumprir com a decisão judicial.

Para a deputada, Rollemberg teve a oportunidade de estancar a corrupção instalada desde o governo passado e não o fez. Os modus operandi petista que Celina tanto combateu continuam neste governo, segundo a deputada.

Nesse sentido, a parlamentar manifestou por meio de nota oficial, na quinta-feira (28), apoio incondicional as investigações da CPI da Saúde. Ela também repudiou, veementemente, os atos do GDF contrários às investigações.

Para mostrar que está pronta para o embate, Celina suspendeu o recesso legislativo e convocou extraordinariamente a Câmara para que os membros da CPI pudessem discutir as novas denúncias veiculadas na imprensa. Eles fizeram oitivas em função dos áudios de conversas comprometedoras de servidores com autoridades, que demonstravam indícios de corrupção no GDF.

Esse é apenas um ingrediente para o bolo que vem por ai. O Buriti ainda enfrentará mais problemas. Corre o risco de ver os apoios na Câmara diminuírem para menos de dez deputados, ainda enfrenta baixa popularidade e isolamento. Rollemberg terá que buscar apoio e estar preparado para o desenrolar da crise. Não há, ainda, alguma saída.