A diretora do Sinpro informou que encaminhou vários pedidos de reunião para discutir essa questão com o GDF, mas nenhum deles foi respondido até o momento
Os professores aposentados da rede pública do Distrito Federal farão um ato,em frente ao Palácio do Buriti, para pressionar o GDF a efetivar os pagamentos das licenças-prêmio, nesta quarta (27), às 10h.
A diretora do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) , Silvia Canabrava , informou que o assunto já foi discutido e que faz parte do documento assinado pelo governo, que suspendeu a greve da categoria no final do ano passado.
“O sindicato encaminhou vários pedidos de reunião para discutir essa questão com o GDF, mas nenhum deles foi respondido até o momento”, ressalta a diretora.
O Sinpro convoca os profissionais que se aposentaram de junho de 2015 até terça (26).
Por Vera Magalhães. Do Radar On-line – O Departamento de Governança das Estatais (Dest), do Ministério do Planejamento, mandou um aviso a várias estatais: estão excedendo a proporção de cargos de confiança prevista pelo órgão.
O ideal é que os cargos comissionados não representem mais de 20% do total de funcionários de uma estatal. Algumas empresas, no entanto, já superaram os 30% ocupados por indicados sem concurso, e, por isso, estão sendo notificadas a reverter a média.
O alerta do Planejamento foi mal recebido pelos partidos, responsáveis pela maioria das indicações de comissionados nas estatais.
Categorias que não tiveram negociações salariais fechadas em 2015 agora batem à porta do Ministério do Planejamento com greves e protestos
As negociações salariais com os servidores públicos federais não concretizadas em 2015 continuam assombrando o governo. Neste ano, protestos e paralisações batem mais cedo às portas do Ministério do Planejamento. São cobranças de antigos acordos que, à primeira, vista foram desprezados. Os auditores fiscais do trabalho estão em estado de greve desde agosto.
Os analistas tributários da Receita Federal – lidam diretamente com o contribuinte pessoa física – cruzarão os braços hoje e amanhã. Os advogados públicos federais e os analistas e especialistas em infraestrutura, ameaçam seguir o mesmo caminho até o final do mês. A situação na Receita Federal é a mais grave por conta da disputa interna entre analistas e auditores.
De acordo com a presidente do Sindireceita (representa os analistas), a categoria – recusou a proposta de 27,9% de reajuste, em quatro anos – fará os dois “Dias de Vigília”, para demonstrar indignação com o discurso do secretário Jorge Rachid, que defende, disse, apenas a classe a que pertence, a dos auditores. “Não levou em conta as melhorias nas relações remuneratórias. Ganhávamos o equivalente a 70% do que ganhavam os auditores, hoje estamos entre 56% a 59%. Não podemos aceitar”.
Para Claudio Damasceno, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores (Sindifisco), finalmente, na última reunião com o secretário de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho (Segrt/MP), Sérgio Mendonça, “houve avanço de pontos caros, como valorização do cargo, garantias e prerrogativas”. Na semana passada, o governo oferceu reajuste de 21,3%, em quatro anos, e bônus de eficiência de R$ 3 mil mensais, a partir de agosto, para equiparar os ganhos dos auditores ao dos advogados federais – receberam honorários de sucumbência no mesmo valor. Foi a partir do acordo com os advogados, que incluiu vários outros benefícios, que a luz amarela foi acesa entre as carreiras de estado.
Mantêm o estado de mobilização permanente e não descartam novos protestos, segundo Roberto Mota, presidente da União dos Advogados Públicos Federais do Brasil (Unafe).
Rodolpho Salomão, presidente da Associação Nacional do Analistas e Especialistas em Infraestrutura (Aneinfra), garante que a categoria também está mobilizada. Se reunirá, hoje, em assembleia para organizar o calendário de paralisações e manifestações. “Fomos a única categoria que sequer recebeu uma proposta do Planejamento. Estamos dispostos a pressionar o governo e exigir respeito”, disse Salomão. (Fonte Diário de Pernambuco)
Avião pousou de barriga após problema no trem de pouso (Foto: Divulgação/ OAB-DF)
Bimotor em que estava com membros da OAB não abriu trem de pouso. Avião foi recoberto com espuma na pista do aeroporto; ninguém se feriu
Por Alexandre Bastos, do G1 DF – O presidente da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal, Juliano Costa Couto, disse ter vivido um momento de “tensão tremenda” durante o pouso de emergência do avião em que viajava com outros membros da entidade nesta segunda-feira (25), em Mato Grosso do Sul. O avião aterrisou de barriga depois de uma falha no trem de pouso.
O avião, um bimotor com capacidade para cinco pessoas, também levava o ex-presidente da entidade no DF Ibaneis Rocha e o o presidente da Caixa de Assistência dos Advogados, Ricardo Peres, além do piloto. Ninguém ficou ferido. O grupo foi para Mato Grosso do Sul acompanhar a posse da diretoria da OAB no estado.
“Não sei precisar quanto tempo durou o pouso de emergência, mas foi um momento de tensão tremenda. Foi uma experiência horrível”, afirmou Couto. “Não tenho conhecimentos técnicos do que se passou, mas o importante é que não houve um acidente fatal e estamos alegres de poder tocar nossas agendas pessoais e profissionais”, afirmou.
Não sei precisar quanto tempo durou o pouso de emergência, mas foi um momento de tensão tremenda. Foi uma experiencia horrível”
Juliano Costa Couto, presidente da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal
De acordo com a Infraero, os bombeiros foram chamados para jogar espuma na pista e com isso reduzir o calor causado pelo atrito da aeronave com o asfalto. Ainda na pista do aeroporto, com o avião em meio à espuma usada pelos bombeiros para tentar evitar incêndio ou explosão, Couto gravou um vídeo, que postou na internet.
“Viemos num voo maravilhoso, de Brasília a Campo Grande, para a posse da [diretoria da] OAB. O avião teve um problema no pouso, perdemos o trem de voo (sic), descemos ali, derrapando. Muito susto, mas deu tudo certo. [Os bombeiros] jogaram a espuma. Graças a Deus está tudo certo”, diz na gravação.
O presidente da Caixa dos Advogados, Ricardo Peres comenta no vídeo que o incidente não foi o primeiro que ele viveu. “Minha cota já deu, dois acidentes, chega, né?”, afirmou, sem explicar como havia sido or primeiro acidente em que esteve. O G1 não conseguiu contato com Peres. O telefone dele estava desligado.
De acordo com informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave está registrada no nome de Ricardo Peres e tem registros de voo e inspeções em dia. O bimotor tem capacidade para cinco tripulantes e suporta carga de até 2.449 kg. O grupo deve retornar a Brasília nesta terça, em voo comercial.
A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF divulgou nesta segunda-feira (25), nota de repúdio à atuação das polícias Civil e Militar em caso envolvendo uma jornalista em um bloco de carnaval no domingo (24).
A diretoria do SJPDF oficiou os órgãos de segurança do Governo do Distrito Federal cobrando esclarecimentos, providências, responsabilização no caso das ilegalidades e abusos e reunião para tratar da abordagem das forças de repressão em situações envolvendo jornalistas.
Veja a íntegra da nota:
Sindicato repudia atitude arbitrária da polícia contra jornalista nesse domingo
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF vem por meio desta repudiar a ação das polícias militar e civil do Distrito Federal nesse domingo no caso da jornalista Caroline Leal, que acompanhava um bloco de carnaval na 201 Norte. A profissional registrou uma abordagem e foi constrangida a ir para a delegacia como testemunha e a entregar seu celular “para perícia” em razão dos vídeos feitos.
Na delegacia, os policiais que fizeram a interlocução com a jornalista mantiveram-na de forma obrigatória no local, não se identificaram, fizeram ameaças de prendê-la por desacato, impediram que fizesse uso do celular para solicitar assistência, pressionaram-na pela sua condição profissional, mentiram para órgãos de imprensa negando que houvesse repórter no local, constrangeram-na em diversos momentos e só a liberaram após o início de questionamentos de veículos de mídia. Na saída, ela foi constrangida mais uma vez enquanto esperava transporte para ir embora, sendo expulsa da delegacia.
O SJPDF repudia a ação dos policiais envolvidos e cobra providências da corporação e da Secretaria de Segurança Pública. Em primeiro lugar, a atitude configura um atentando ao direito do cidadão de registrar o que se passa em espaço público, e, especialmente no caso da imprensa, configura um atentado ao exercício profissional, mesmo que não em momento formal de trabalho. Em segundo lugar, o tratamento arbitrário pelo fato da moça ser jornalista é um absurdo pois revela uma postura de criminalizar o trabalho daquelas pessoas que têm como dever levar informação à sociedade sobre qualquer situação de interesse público, seja quem for.
Em terceiro lugar, os diversos constrangimentos sofridos evidenciam total despreparo para respeitar a legislação e os procedimentos básicos de tratamento de cidadãos. Por último, o ato de mentir a órgãos de imprensa é gravíssimo.
Todas essas situações ensejam resposta imediata e enérgica da corporação e da Secretaria responsável pela segurança. O SJPDF já vem cobrando há anos que a Polícia e a SSP dêem resposta a casos de abuso de policiais no tratamento, sem qualquer resposta concreta até o presente momento. A Secretaria deve dar resposta a esse caso e realizar iniciativas concretas para impedir novos casos como este a partir de um diálogo com a categoria e com a sua entidade representativa.
Dias depois da divulgação do relatório de violência contra jornalistas no Brasil que revelou aumento dos casos, o Governo do Distrito Federal não pode ser um violador de direitos do cidadão nem de jornalistas.
O site pode ser acessado por meio do endereço ri.brb.com.br
O BRB lançou, no dia 20, o novo site de RI (Relação com Investidores), destinado aos acionistas do BRB e ao mercado em geral. A reformulação do site buscou aperfeiçoar a acessibilidade e otimizar a disponibilização das informações da Instituição, de forma mais simples e objetiva, além de se alinhar às melhores práticas de mercado no que se refere a divulgação de informações.
Carlos Vinicius, Diretor Financeiro da Instituição, explica que, agora, quase a totalidade das informações podem ser acessadas em apenas dois cliques e que os menus anteriores, embora tenham sofrido uma pequena alteração, estão dispostos de uma nova forma, de modo a otimizar e facilitar o acesso. “Dentre as novidades do novo site, podemos destacar a divulgação do calendário de eventos corporativos do Banco, atividade reconhecida como uma boa prática de governança corporativa; o acesso rápido às informações mais procuradas pelos usuários; além de planilhas, onde é possível consultar e extrair as principais demonstrações financeiras (Balanço Patrimonial e Demonstração do Resultado do Exercício) e indicadores de desempenho do Banco”, ressaltou o diretor.
O site apresenta, ainda, uma opção de cadastramento para o recebimento de convites para teleconferências e outros eventos do Banco, além de um formulário denominado “Fale com o RI”, por meio do qual o usuário pode registrar dúvidas e sugestões. “Destaca-se, porém, que este é um canal de relacionamento voltado aos acionistas e aos players de mercado. As atividades relacionadas às atividades do Banco e aos clientes continuam ligadas a canais específicos, como SAC e Ouvidoria; enquanto o relacionamento com a imprensa continua de competência da Assessoria de Imprensa do Banco”, lembrou o gerente de Relações com Investidores do BRB, Hugo de Moraes Pinto.
Do Gran Cursos On Line – Podendo perder até 4 mil policiais nos próximos dois anos, em razão de Polícia Rodoviária Federal (Concurso PRF 2016) tentará ao longo de 2016 obter a autorização do Ministério do Planejamento para realizar um novo concurso para a função, que requer o ensino superior completo (além de carteira de habilitação, na categoria B ou superior) e tem remuneração inicial de R$ 7.092,91. O pedido de abertura do concurso para 1.500 vagas já tramita no Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão (MPOG).
De acordo com dados do Planejamento de agosto do ano passado, a PRF conta com 10.283 policiais em um quadro que permite até 13.098. Cavalcanti, presidente da FenaPRF, observou que o tamanho do efetivo é igual ao de 20, 25 anos atrás, ao passo em que a frota de veículos aumentou nesse período. A situação deve piorar drasticamente caso um novo concurso não seja realizado em breve, já que o órgão pode perder 4 mil policiais em dois anos, em razão de aposentadorias. “É bastante provável que essas aposentadorias se consolidem. Como o trabalho dentro do departamento está difícil por conta da sobrecarga, os colegas que adquirem condições de se aposentar se sentem desestimulados a permanecer na ativa”, observou Cavalcanti.
Sobre a solicitação de 44 vagas para a área de apoio, o presidente da FenaPRF avaliou como insuficiente para atender a necessidade existente. “A gente vem cobrando a criação de um novo quadro de servidores administrativos. Não tem psicólogo para atender os policiais”, exemplificou. No pedido do concurso, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, destaca que a nova seleção é a única saída para a crise de efetivo vivida pelo órgão. O Tribunal de Contas da União (TCU) também já destacou a falta de pessoal nas fronteiras, onde são os concursados do departamento são inicialmente lotados.
O mais provável é que a seleção seja autorizada pelo governo, uma vez que é grande a necessidade de pessoal da PRF. Como já aconteceu em suspensão de concursos passados, órgãos de segurança pública, saúde e educação ficaram isentos das medidas fiscais para reajuste das contas públicas. A informação do Ministério do Planejamento de que, mesmo com a suspensão anunciada, pode autorizar a realização de concursos em regime de exceção reforçou a esperança de que seleções aguardadas por milhares de concurseiros possam se concretizar em 2016.
Requisitos e remunerações – Para ingressar no cargo de policial é necessário possuir formação superior em qualquer área e carteira de habilitação, na categoria B ou superior. A remuneração inicial da carreira é de R$ 7.177,91, incluindo o auxílio alimentação, que este mês subiu de R$ 373 para R$ 458. No caso da área de apoio, o pedido foi para 19 vagas de administrador, 17 de engenheiro, cinco de estatístico e três de técnico em Comunicação Social. Para esses, os iniciais são de R$ 5.027,72.
Por Helena Mader, do Correio Braziliense – O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) anunciou nesta segunda-feira a intervenção na Rede Cascol, a maior do DF no setor de postos de combustíveis. A empresa é apontada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do DF como a coordenadora do cartel em atuação na capital federal.
O Cade vai nomear um administrador provisório, que ficará responsável pela gestão dos postos da Cascol com bandeira da BR Distribuidora. A Cascol terá 15 dias para entregar ao Cade uma lista com os nomes de cinco possíveis administradores. Eles deverão ter qualificação técnica e ilibada reputação. O conselho escolherá o interventor.
“A Superintendência entendeu haver indícios suficientes de crime de infração à ordem econômica, combinada com danos irreparáveis à concorrência, a justificar uma intervenção preventiva imediata no mercado”, justificou o Cade. Em caso de descumprimento, a Cascol está sujeita a multa diária de R$ 300 mil. O objetivo do Cade é diminuir os preços aos consumidores, que estão inflados por conta da combinação de valores entre empresários;
Estão previstos concursos para os Correios, Banco do Brasil e Caixa Econômica, entre outros
Com a suspensão de autorizações para concursos em 2016, medida integrante do ajuste fiscal do governo federal, os interessados em uma vaga no serviço público ficaram com menos opções para conquistar o sonho da estabilidade profissional. Mas ainda há oportunidades de tentar obter a aprovação. Os processos seletivos federais que já haviam sido autorizados em 2015 são uma delas. No momento, há dois com inscrições abertas e um com edital previsto para o primeiro semestre.
Juntas, as três seleções federais totalizam 1.970 vagas. Até 28 de janeiro, estão abertas as inscrições para 600 vagas de nível médio e superior no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com prazo mais folgado, até 22 de fevereiro, outra oportunidade são as 950 vagas também de nível médio e superior do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Por fim, a Fundação Nacional do Índio (Funai) foi autorizada a realizar processo seletivo a fim de preencher 220 vagas.
Ainda como alternativa estão as seleções de órgãos e entidades que não dependem da autorização do governo federal. O Ministério do Planejamento informou que autoriza concursos para ministérios, autarquias e fundações. As seleções do Judiciário, estados, municípios e empresas públicas, por exemplo, não são reguladas pela pasta. Segundo Alexandre Crispi, diretor-presidente do grupo de preparação para concursos e vestibulares Alub, há boas chances entre essas opções em 2016.
“Temos previstos concursos dos Correios, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica [enquadram-se na categoria empresas públicas, não afetadas pela suspensão]”, destaca. De acordo com ele, anualmente são ofertadas no país cerca de 120 mil vagas em concursos, entre seleções federais, estaduais e municipais. Este ano, com a suspensão das seleções federais, Crispi estima que o número caia para 90 mil vagas. Ele admite que a redução espantou alguns alunos, causando queda de 15% a 20% no número de matrículas. No entanto, segundo ele, a debandada foi de estudantes com menos conhecimento e hábito em relação à dinâmica dos concursos públicos.
“Aquele aluno mais imaturo, que não entende de concurso, realmente não está estudando. Ele acredita, erroneamente, que dá para se preparar para um concurso em três meses ou quando abre um edital. Mas os cursinhos mantiveram o estudante profissional, que sabe que tem que se preparar com uma antecedência de seis meses a um ano. Eles estão conscientes de que o melhor momento para se preparar é agora. Quando voltar à normalidade, estarão muito melhores que os outros.”
O governo federal anunciou a suspensão de novos concursos públicos em setembro do ano passado, dentro de pacote com várias medidas para redução de gastos e aumento da arrecadação tributária em 2016. Na ocasião, o governo estimou que pouparia R$ 1,5 bilhão apenas com a medida relativa aos concursos. Além de estarem mantidas as seleções que já haviam sido autorizadas em 2015, o Planejamento informou, por meio de nota, que pode haver exceção no caso de autorizações para novos concursos visando a substituição de terceirizados. As nomeações também estão asseguradas.
Na campanha eleitoral de 2002, a busca da vitória ao meio de uma crise econômica levou Lula, conduzido pela publicidade e por Duda Mendonça, a falar com o eleitor básico de FHC, que saía. A prioridade era “acalmar os mercados”.
Deu certo e criou mais que um compromisso com “os mercados”, um compromisso e convencimento a si mesmo. Na medida em que os primeiros movimentos da política econômica do governo Lula construíram a “calma” desejada, a partir daí o autoconvencimento da Carta aos Brasileiros construiu a política econômica do governo Lula.
O ‘documento’ básico desse processo foi uma reunião do ministro José Dirceu com o partido no auditório de sua sede. A razão era o susto de todos com a adoção de medidas “neoliberais” tão criticadas pelo partido. José Dirceu explicou -a uma câmera oculta da TV Globo que se encarregou de divulgar- que todos entendessem bem que a correlação de forças exigia essas medidas para se fazer a travessia. E que a política efetiva do partido estava sendo realizada no setor externo, entregue à Marco Aurélio Garcia.
Essa disjuntiva -interna/externa- serviu para acalmar o público interno e os resultados da política econômica agregados a medidas de inclusão social pela renda foram catapultados por uma conjuntura econômica externa favorável, impactando a popularidade de Lula.
A apropriação do Estado pelo Partido (e daí os escândalos posteriores) construiu o consenso partidário necessário e o interesse patrimonialista da base aliada. Tudo ia muito bem com a sinergia de uma política econômica adotada por pragmatismo, a política de renda mínima e a conjuntura externa favorável.
A crise internacional de 2008 começou a expor as dificuldades que esse trinômio teria para sua sustentabilidade. Um keynesianismo de consumo disfarçou a crise e sustentou o PIB. Mas começou a estilhaçar a política econômica adotada. O resultado era inevitável.
A política econômica -dita neoliberal- num quadro de crise tem um custo social elevado, como se vê na Europa. E o hibridismo petista -na tentativa de ganhar tempo- levou a economia e a política ao impasse e ao fundo do poço que vemos hoje.
A política econômica de Cristina Kirchner assumiu a sua natureza, abandonando qualquer expectativa em relação aos investidores e ao mercado internacional. Assumiu uma política econômica populista de intervenção direta nos mercados -especialmente o comércio exterior- e deixou a inflação subir à vontade, fixando-se na manipulação dos índices. Deu certo política e eleitoralmente, até na eleição recente que perdeu por uma diferença mínima.
Mas Dilma optou pelo hibridismo e trouxe para ministro da Fazenda Joaquim Levy. O consenso interno do PT se desintegrou. A mudança de ministro nada pode mudar. A única saída -pela esquerda- da política econômica do governo Dilma seria abandonar qualquer expectativa em relação ao controle da inflação, intensificar a intervenção nos mercados interno e externo e, assim, fazer uma nova opção política, importando o kircherismo.
Mas nem isso dá mais tempo, até porque -nesse caso- a espada de Damocles do impeachment baixaria inevitavelmente. Ou seja: se ficar o bicho pega, se correr o bicho come. Abrir mão da política econômica por uma alternativa populista é jogar com o impeachment. Manter o discurso atual é afundar na crise com o hibridismo do governo e do PT e da CUT.