Vice Renato Santana ao lado do seu padrinho, Rogério Rosso
O deputado federal e presidente do PSD, Rogério Rosso, sai em defesa do seu afilhado político Renato Santana, que se meteu na polêmica da maquiagem do cenário de lançamento de combate ao mosquito Aedes Aegypti. Além disso, Renato teve seu poder diminuído dentro do governo, com o anuncia da Secretaria de Cidades, tirando o comando das administrações regionais da esfera do Vice-Governadoria.
No Facebook, Rosso rasga elogios a Renato. O desagravo tem o objetivo de amenizar o desgaste valorizar o vice, que foi indicado por ele na chapa do governador Rodrigo Rollemberg. Para Rosso, “Renato Santana é um exemplo de ser humano, profissional, pai de família, Cristão e amigo. Sempre lutou muito, com caráter, dedicação e humildade para estudar, cuidar da família e ingressar no serviço público por concurso”.
O deputado federal diz ainda: “Desde 2004 convivo com o Renato e ele nunca mudou o seu estilo: trabalhador, sincero, honesto e sempre disposto a resolver os problemas das pessoas e cumprir com zelo suas obrigações e responsabilidades. Tenho muito orgulho cada dia mais em constatar que, Graças a Deus , acertamos em cheio quando o indicamos para Vice-Governador na chapa vitoriosa das eleições de 2014 aqui no DF. Em todos esses anos o Renato nunca pediu nada para sí ou para sua família , nunca! Ele sempre pensou no próximo e nas pessoas que mais precisam – sem hipocrisia ou demagogia. Por ser temente a Deus e cultivar o amor cristão verdadeiro , desejo ao nosso vice-governador Renato Santana muita saúde, sabedoria e humildade, para que juntos possamos cumprir nossa parte na vida pública e fazer o que realmente importa – cuidar das famílias e da população do DF. “Bem aventurados os que choram pois eles serão consolados. Bem aventurados os limpos de coração pois eles verão a Deus” , completa Rogerio Rosso.
Movimento Com Arte ocupou o Teatro Nacional, em Brasília, e manifestação chamou a atenção de quem passava pela Esplanada dos Ministérios. (Foto Antonio Cruz – Agência Brasil)
Por Paulo Victor Chagas – Insatisfeitos com a falta de uma previsão para a reabertura do Teatro Nacional, em Brasília, dezenas de artistas, produtores culturais e órfãos do espaço se reuniram ontem (20) para promover um abraço simbólico.
O objetivo foi chamar atenção e pressionar para que as obras de reforma sejam iniciadas. Com mais de 45 mil metros construídos, o maior conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer na capital federal – destinado exclusivamente às artes – foi fechado em janeiro de 2014 e não tem data para voltar a funcionar.
A intenção da manifestação de hoje foi plantar a semente para que as pessoas que têm uma relação com o teatro participem das mobilizações. Segundo o produtor e bailarino Valdemar Piauí, criador do grupo no Facebook que deu origem à iniciativa, a proposta é fazer com que as pessoas ocupem pelo menos uma vez por mês a parte externa do Teatro Nacional com manifestações artísticas.
“Acho que a pressão serve pelo menos para que haja discussão. É uma questão de vontade política. O movimento faz com que a sociedade tome conhecimento. Tem muitas pessoas que passam aqui na frente e que não sabem que o teatro está fechado”, disse. Segundo ele, é importante conscientizar que o espaço faz falta não só para artistas, mas também para toda a população.
Argumentação
“O Teatro Nacional é um dos poucos no Brasil com estrutura para receber uma ópera, um balé, um musical. Não tem outro lugar em Brasília. De alguma forma sai de um circuito internacional de produções nesse nível, porque não tem como trazer”, afirmou Valdemar.
A professora de Sociologia Mariana Cintra, 28 anos, que participou do ato, concorda com o organizador. Dizendo-se uma “pública ativa” de eventos artísticos, ela se queixa da redução dos espaços culturais em Brasília nos últimos anos. Mariana dá aula em escolas públicas de São Sebastião, região administrativa do Distrito Federal, e defende que os moradores e turistas precisam novamente ter o local como opção.
“Trabalho com meus alunos a perspectiva de compreender a sociedade a partir das movimentações artísticas. É algo essencial no trabalho de uma escola com adolescentes. Para uma pessoa que mora nas cidades-satélites, quando eles vêm aqui [o Teatro Nacional] é uma opção. Até porque há cidades-satélites que não têm teatro”, reclamou.
Recursos
A secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal alega que a gestão atual já recebeu o teatro fechado, e que, desde então, trabalha para readequar o projeto de reforma elaborado pelo governo anterior, orçado em R$ 220 milhões. Segundo a secretária-adjunta da pasta, Nanan Catalão, esse valor é inviável, pois o orçamento do órgão, para lidar com todas as despesas, inclusive de pessoal, é de apenas R$ 159 milhões para este ano. Presente à manifestação, Nanan afirmou que, desde o ano passado, a secretaria de Cultura promove reuniões com possíveis parceiros, cujas articulações estão em fase “bem avançada” de estudos.
Fiscalização
Em 2013, o Corpo de Bombeiros promoveu vistorias e constatou que há 113 exigências para que o local ofereça condições de segurança contra incêndios e pânico e afirmou que não há alvará de funcionamento e habite-se. Após essas notificações, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios recomendou à secretaria de Cultura a suspensão de qualquer atividade ou promoção no teatro até que sejam cumpridas as exigências e sejam emitidos o habite-se e a licença de funcionamento.
Além de reuniões institucionais, o governo também trabalha com o redimensionamento do projeto, que está sendo feito pela equipe técnica da secretaria. Segundo a secretária, não é possível revelar se as parcerias envolvem iniciativas privadas porque as conversas ainda estão em andamento, mas uma “alternativa desejável” seria trabalhar com um plano de ações emergenciais para atender as principais exigências do Ministério Público.
“A gente está trabalhando num processo de articulação. É cedo dizer qualquer questão porque a gente ainda está fazendo essas articulações. Não vou ser irresponsável de dar qualquer tipo de prazo neste momento. Não há nenhuma solução definida para o teatro. Quando tiver, a gente comunicará”, informou Nanan.
Prejuízos
George Angelo, da Cia de Arte Negra Obará, que promove aulas de dança, capoeira, percussão e audiovisual, voltadas para o conhecimento da cultura negra, lamenta a falta de uma perspectiva para o início das obras. “Prejudicou muito [o fechamento]. A gente tinha duas salas maravilhosas abertas, de graça, a Martins Pena e a Villa Lobos. Quando elas fecham, a gente fica completamente inerte. A gente fica sem pai, sem mãe, estamos completamente à mercê do Estado nesse sentido, com uma impressão negativa de que nossos impostos não servem absolutamente de nada”, queixa-se.
De acordo com ele, as aulas da Cia de Arte são ofertadas gratuitamente no anexo do Teatro Nacional, em uma sala de balé, e em outros locais do Distrito Federal. Ele reclama, porém, que o fechamento contribuiu para outros problemas. “A gente tem um teatro que só tem ratos ali dentro, e servindo de pernoite para assaltantes. Sou completamente avesso a qualquer tipo de discriminação, mas ali está sendo utilizado de forma muito errada para assaltos”, conta.
Ao conversar com os cerca de 50 participantes do ato, a secretária Nanan respondeu a críticas de falta de manutenção da área externa, após um dos presentes citar o descuido com o jardim. “A gente entende, sofre com vocês. De forma alguma estamos num descaso”, disse.
Já a professora Mariana fez um apelo para que as negociações não envolvam a participação de empresas privadas. “A gente sabe que precariza, porque o espaço deixa de ser público. Os interesses da empresa vão ser superiores ao interesse social. O governo tem mostrado claramente intenção de fazer parcerias com instituição privada, com OS [Organização Social]. Em termos de administração, a longo prazo, a OS sai mais cara não só financeiramente, mas para a sociedade”, argumentou.
De acordo com os organizadores do ato, um novo evento já está programado para o próximo dia 19 de março. Como a proposta é mobilizar pessoas com ações práticas, a programação do “MOVIMENTO OcupA ComArte o Teatro Nacional-DF” prevê um sarau e um piquenique no local.
Anúncio foi feito pelo governador de Brasília na tarde deste sábado (20) em reunião na Residência Oficial de Águas Claras
Por Gabriela Moll – Administradores regionais e representantes das regiões administrativas do Distrito Federal reuniram-se com o governador Rodrigo Rollemberg, na tarde deste sábado (20), para apresentar demandas e debater as responsabilidades desses órgãos e as expectativas do governo em relação ao trabalho feito por eles.
Atendendo a uma reivindicação apresentada pelos administradores por meio de uma carta, Rollemberg anunciou que uma secretaria específica para tratar da interlocução entre as administrações regionais será criada. “Precisamos investir em uma rede de cooperação entre o governo”, afirmou o chefe do Executivo.
Para isso, ele orientou que os gestores se unam em um conselho consultivo e apresentem um modelo de organização e de regimento interno para as administrações. “Só assim conseguiremos fazer uma reestruturação que atenda às necessidades de cada localidade”, avaliou. Também foi acordado fazer reuniões periódicas entre secretarias, administrações e outros órgãos do governo para traçar novas diretrizes.
Além do canal, que ainda não tem data marcada para ser instituído, os gestores apresentaram demandas como necessidade de equipamento próprio para pequenos reparos, mais autonomia administrativa e maior alinhamento com outros órgãos do governo.
Participaram da reunião os administradores regionais de Águas Claras, Manoel Valdeci Machado Elias; da Candangolândia, do Núcleo Bandeirante e do Park Way, Cleudimar Sardinha; de Ceilândia, Vilson José de Oliveira; do Cruzeiro e do Sudoeste/Octogonal, Paulo Henrique Ramos Feitosa; da Fercal, Estevão Reis; do Gama, Maria Antônia Rodrigues Magalhães; do Guará, André Brandão Péres; do Itapoã e do Paranoá, Eduardo Rodrigues da Silva; do Lago Norte e do Varjão, Leandro Casarin; do Lago Sul e interino do Jardim Botânico, Aldenir Chaves Paraguassú; de Planaltina, Vicente Salgueiro Baño Salgado; do Plano Piloto, Marcos Pacco; do Recanto das Emas, Fábio Viana Ávila; do Riacho Fundo II, Francisco Vicemá Medeiros; de Samambaia, Claudeci Xavier de Miranda; de Santa Maria, Nery Moreira da Silva; de São Sebastião, Jean Duarte de Carvalho; do Setor Complementar de Indústria e Abastecimento/Estrutural, Evanildo da Silva Macedo; de Sobradinho, Divino Oliveira Sales; e de Taguatinga, Ricardo Lustosa Jacobina.
Estavam também os servidores da Vice-Governadoria Marcelo Cruz e Sérgio Roberto Cardoso, representando o vice-governador Renato Santana – administrador interino do Setor de Indústria e Abastecimento e de Vicente Pires –, a colaboradora do governo Márcia Rollemberg, esposa do governador, o chefe da Casa Civil, Relações Institucionais e Sociais, Sérgio Sampaio, o secretário-adjunto de Relações Institucionais e Sociais, da Casa Civil, Igor Tokarski, a chefe-adjunta de gabinete da Governadoria de Brasília, Valéria Vasconcelos, o secretário de Mobilidade, Marcos Dantas, e a diretora-geral do Serviço de Limpeza Urbana, Kátia Campos.
Segundo dados da Agência Nacional de Proteção aos Concursos (ANPAC), os concursos públicos atraem cerca de 13 milhões de pessoas em todo o país, mas estima-se que apenas 10% delas frequentem cursos de escolas preparatórias e apenas 5% dos inscritos são competitivos. A conta é mais ou menos assim: a cada grupo de 100 inscritos, 30% não comparecem; dos que comparecem para resolver a prova de 5 a 10% disputam vagas, ou seja, de 4 a 7 poderão ser classificados. Então, não se preocupe com a relação candidato vaga, preocupe-se em preparar-se adequadamente e com quem tem experiência e resultados de muitas aprovações.
Não poderia haver momento melhor do que o atual para quem almeja um cargo ou um emprego público, seja no Executivo, no Legislativo ou no Judiciário, como meio de vida e de garantia de um futuro mais tranquilo para si e sua família. E a crise? E os cortes no orçamento? Repito: não há momento melhor para quem quer se preparar para um cargo público. Milhares de candidatos desistirão de seus objetivos por conta das notícias ruins que circulam na mídia sobre o momento delicado em que vive o nosso país. Desistirão por pensar exclusivamente no curto prazo, sendo que a aprovação em um concurso público, principalmente em certames de alto nível, é um projeto de médio a longo prazo. Enquanto isso, outros candidatos continuarão normalmente o ritmo de estudos e estarão muito mais competitivos quando a enxurrada de editais sair. Isso certamente acontecerá em algum momento por conta dos graves quadros de servidores em alguns órgãos e entidades públicas do país.
Pense comigo, quanto tempo demora para concluir uma faculdade? Uma pós-graduação? No caso de uma faculdade de administração, por exemplo, o curso demora em média 4 anos e dependendo da instituição você desembolsará mais de 30.000 reais apenas em mensalidades durante esse período, sem garantias que esse diploma lhe assegurará uma remuneração atrativa no futuro. Uma pós-graduação de 18 meses pode custar R$8 mil reais, também sem garantias. Já quem estuda com afinco em 4 anos pode investir menos do que isso, passar em diversos concursos e ser nomeado, garantindo uma remuneração para o resto da vida e um nível de estabilidade invejado por muitos, principalmente em um país de tamanha incerteza como o Brasil.
E mais, pense no tempo de ascensão profissional dentro da iniciativa privada. Quanto tempo demora em média para progredir dentro da empresa e até chegar em um cargo de gerência? Na absoluta maioria dos casos, vários anos, talvez até mais de uma década. E apesar disso os salários oferecidos, mesmo em cargos de gerência, tendem a ser inferior ao que é pago em cargos de alto nível no funcionalismo público, além, é claro, do funcionário não ter garantia nenhuma de emprego no futuro.
Portanto, é preciso pensar e estudar de maneira estratégica. Criar um projeto de mudança de vida de médio a longo prazo, decidir qual é o seu objetivo e traçar um plano de estudos focado em uma carreira. É necessário não se distrair pelas notícias que nos cercam e as pessoas negativas que estão cada vez mais presentes. Não perder tempo olhando comentários desmotivadores em grupos do Facebook ou WhatsApp que pouco agregam para aqueles que estão focados em seu projeto e não vão desistir até alcançar a sua meta. Estudar alguns anos para ser aprovado e nomeado certamente pode ser muito mais promissor do que continuar no seu emprego atual ou buscar especializações que talvez não deem o retorno esperado. Há poucos investimentos, de tempo e dinheiro, que dão o retorno vitalício que uma carreira pública pode proporcionar.
Os concursos públicos são ainda mais atrativos para a faixa etária mais jovem da população, aquela que busca o primeiro emprego, mas encontra dificuldades na iniciativa privada por ter pouca ou nenhuma experiência profissional. Ela é vítima de um perverso círculo vicioso: não consegue emprego por falta de experiência e não ganha experiência porque não consegue emprego. Surge, então, o mundo dos concursos. Nele, o novo servidor encontrará vantagens que nem sonharia na iniciativa privada, como: estabilidade; aposentadoria integral e especial – no caso de policiais, aos 30 anos de serviço, mulher aos 25 anos de serviço –; direito à disponibilidade remunerada; auxílio-alimentação; auxílio-creche; auxílio-maternidade; auxílio-moradia; bolsa de estudos; horário especial para estudo; licença para capacitação; afastamento para estudos no exterior, e muitos outros benefícios e vantagens.
Em uma pesquisa aplicada por nossa equipe, traçamos o perfil dos concurseiros, verificamos que 41% deles foram ou são estudantes de escolas públicas, contra 59% egressos de escolas particulares, fato que demonstra o caráter democrático e a vocação para a inclusão social dos concursos públicos. Outro dado importante: 40% dos candidatos sequer leem o edital do concurso em que concorrerão, o que representa sério risco de reprovação para um altíssimo percentual de candidatos, por mero desconhecimento das exigências das bancas examinadoras. Também é relevante saber que 36% não se julgam preparados para fazer o concurso para o qual estudaram, fato bastante animador para os 64% restantes, que se prepararam adequadamente e com antecedência – sem edital na praça, escolhendo um curso preparatório de alto nível e dedicando pelo menos duas horas diárias aos estudo em uma rotina de estudos profissional.
Também constatamos que 60% dos concurseiros têm dupla jornada de atividade, ou seja, trabalham e estudam. Eis aí um dos dados mais importantes para orientar nossas atividades na preparação dos alunos. Esse notável esforço é mais uma motivação para ajudá-los a atingir a meta que tanto sonham alcançar. Nesse sentido, estamos procurando crescer com eles, oferecendo o melhor ensino, recrutando os melhores professores e proporcionando sempre novas funcionalidades em nossa plataforma de EaD, com um produto para cada concurso e cursos por matéria para reforçar aqueles conteúdos de maior peso ou que lhe falta domínio.
Estima-se que apesar dos cortes, este ano mais de 100.000 vagas efetivas e temporárias estarão à disposição de quem deseja, seriamente, conquistar o seu lugar em um órgão público ou em entidade pública, em cargo de nível médio ou em cargo de nível superior, no governo federal ou no governo local. E mais, há grandes possibilidade de inúmeras autorizações de certames em 2016 para realização em 2017. Se você está começando agora, você recebeu um prêmio, pois dificilmente conseguiria passar em um concurso de alto nível se as provas fossem realizadas nos próximos meses. Agora terá tempo para tirar o atraso enquanto outros, que possivelmente estão mais competitivos que você hoje, vão desistir. Se você já vem estudando há algum tempo, é importante não perder o ritmo de estudos, ou correrá o risco de esquecer diversos conhecimentos consolidados e deixará que muitos cortem a fila.
Enfim, as vagas serão abertas. Os concursos continuarão. A aprovação depende exclusivamente do seu esforço em realizar o seu projeto. O concurso público é o processo mais isonômico de seleção do país por não considerar idade, aparência e classe social. Tudo depende do talento, da disciplina e da perseverança de cada candidato.
Conte conosco e GRAN Sucesso,
Diretor-Presidente e Fundador do Gran Cursos Online. Vive e respira concursos há quase 10 anos. Formado em Administração e Marketing pela New York University, Leonardo N. Stern School of Business. Fascinado pelo empreendedorismo e pelo ensino a distância.
Medidas discutidas visam retomada do crescimento econômico das unidades da Federação
Por Saulo Araújo – A retomada de operações de crédito, a renegociação de dívidas e o alongamento dos passivos das unidades da Federação com a União foram os temas tratados durante o encontro entre o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e 10 governadores.
A reunião ocorreu na tarde desta sexta-feira (19) no gabinete de Barbosa. As demandas constam de um documento elaborado por chefes de Executivos locais em 1° de fevereiro, durante o segundo Fórum Permanente de Governadores, encabeçado pelo governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, na Residência Oficial de Águas Claras.
Os governadores pediram ao ministro que estabeleça limites para financiamentos de operações de crédito, medida que aumentará a capacidade de investimento dos estados e do DF. Atualmente, existem contratos autorizados, mas falta o aval da União.
Dívidas – Outra proposta levada ao ministro a fim de dar mais fôlego aos governos é a renegociação e o alongamento das dívidas que as unidades da Federação têm com a União. O DF, por exemplo, desembolsa cerca de R$ 9 milhões por mês para pagar passivos ao governo federal, valor considerado baixo em comparação com outras UFs.
“Evoluímos nas propostas de alongar para 20 anos o prazo para as unidades da Federação pagarem suas dívidas com a União, ao mesmo tempo em que o governo federal anunciou um limite para operações de crédito de R$ 20 bilhões neste ano”, disse Rollemberg.
Além de Rollemberg, estiveram no encontro os governadores do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão; de São Paulo, Geraldo Alckmin; de Minas Gerais, Fernando Pimentel; do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori; de Santa Catarina, Raimundo Colombo; do Piauí, Wellington Dias; de Alagoas, Renan Filho; e os vices-governadores de Goiás e do Maranhão, José Eliton e Carlos Brandão, respectivamente.
Lava Jato localiza diálogos de empreiteiro com seus funcionários sobre as exigências de Lula, o “chefe”, e Marisa, a “madame”, nas reformas do sítio em Atibaia e do tríplex no Guarujá
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, participa de ação do Dia Nacional de Mobilização para o Combate ao Aedes Aegypti, na sede da Administração Regional de Brazlândia no sábado (13). (Foto: André Dusek/Estadão Conteúdo)
Borracheiro disse que pediram a ele para deixar pneus em frente de oficina. Presidente do Banco Central e vice-governador do DF posaram com pneus
Raquel Morais, do G1 DF – O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, determinou nesta sexta-feira (19) a apuração da denúncia de que o local em Brazlândia onde o governo fez uma ação de combate ao mosquito Aedes aegypti no último sábado foi “preparado”. Dono de uma borracharia na região, Elder Dias acusa o governo de “montar” um cenário que aparentaria acúmulo de água em pneus.
O caso foi revelado pelo jornal “Folha de S.Paulo” na edição desta sexta-feira. A mobilização de combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya, zika e febre amarela teve a participação do vice-governador, Renato Santana, e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.
O borracheiro disse que estuda entrar com ação na Justiça por causa das chacotas e prejuízos financeiros que vem sofrendo: dos 12 clientes que tinha agendados nos últimos dias, apenas 1 compareceu à oficina.
Dias conta que não sabia da mobilização e que, minutos antes do evento, um grupo o orientou a deixar os pneus na porta da borracharia, porque uma equipe os recolheria. Ele teria então buscado alguns itens nos fundos da oficina, que funciona em um espaço de 40 m².
Pouco depois, o presidente do Banco Central, o vice-governador do DF e deputados apareceran e posaram para fotógrafos segurando os pneus e depois os jogando em uma caçamba. Militares do Exército iluminaram com lanternas o restante, em busca de larvas do mosquito Aedes aegypti.
Borracharia em Brazlândia, no Distrito Federal, onde trabalha homem que acusa governo de ‘montar’ cenário em ação anti-Aedes (Foto: Raquel Morais/G1)
O homem diz ter recebido “lição de moral” por algo que não fez – manter depósitos de larvas mosquito – e ainda ter virado alvo de bullying. Ele conta que esteve no banco essa semana e ouviu de conhecidos que era “responsável” por focos do inseto.
O borracheiro combinou um horário por entrevista com G1 ao telefone, mas depois não atendeu mais as ligações. A família diz estar tendo problemas com vizinhos e com o governo por causa da situação. À TV Globo, a mulher dele diz estar tentando descobrir quem foi a pessoa que deu a orientação sobre os pneus.
Brazlândia é a região administrativa com o maior número de registros de dengue – 488 até esta semana. O número corresponde a 25,5% dos 1.912 casos confirmados da doença. Além disso, é 3.653,8% maior do que o do mesmo período no ano passado, quando havia 13 ocorrências. (Colaborou Alexandre Bastos)
Por Luís Cláudio Alves – A Câmara Legislativa do Distrito Federal discutiu nesta sexta-feira (19), em audiência pública, a implementação do pagamento de auxílio-moradia para os policiais civis. Em um auditório lotado, representantes da categoria cobraram rapidez do governo na implantação do benefício. Por outro lado, representantes do GDF argumentaram com a realidade financeira atual e disseram que a implantação depende de adequação ao Orçamento.
A audiência pública foi uma iniciativa do deputado Wellington Luiz (PMDB), oriundo da polícia civil. O distrital criticou o uso de recursos do Fundo Constitucional do DF para as áreas de educação e saúde, que, segundo ele, tem outras fontes de receita. O parlamentar afirmou que a prioridade dos recursos para a segurança tem que ser restabelecida com urgência, como adotado na criação do Fundo.
O secretário de Fazenda, João Antônio Fleury, mostrou números para demonstrar as dificuldades financeiras da capital. Segundo ele, nos últimos quatro anos a folha de pagamento do governo cresceu 100% e passou de R$ 10 bilhões para R$ 20 bilhões. No mesmo período, de acordo com o secretário, a arrecadação de impostos vem apresentando quedas. Somente no último ano, a receita caiu em torno de R$ 1 bilhão.
Os recursos do Fundo Constitucional, repassados pelo governo federal, também apresentam queda. Segundo Fleury, o Fundo este ano é R$ 380 milhões menor que no ano anterior. “Não há mágica, é uma questão de matemática. A implantação do auxílio-moradia tem que caber no Orçamento”, completou o secretário, que estima em R$ 110 milhões ao ano o custo do benefício.
Criação – A criação do auxílio-moradia foi aprovada na Câmara Legislativa no ano passado, por meio de uma Proposta de Emenda à Lei Orgânica, de autoria do deputado Wellington Luiz e outros distritais. Sua implantação depende de regulamentação por parte do Executivo. Mas a constitucionalidade da proposta está sendo questionada pelo Ministério Público, que alega vício de iniciativa, ou seja, que o assunto só poderia ser apresentado pelo Executivo.
O advogado e ex-desembargador, Edson Ismanioto, explicou que o julgamento da ação de inconstitucionalidade deve acontecer em breve. Na opinião dele, a norma aprovada é apenas autorizativa, pois depende da iniciativa do Executivo em implantar o benefício, portanto constitucional. Ele argumentou ainda que o benefício já é pago no Judiciário e no próprio Ministério Público.
Luta – Representantes dos policiais civis relataram dificuldades financeiras extremas da categoria. O policial José Carlos Monteiro, do grupo de defesa do auxílio-moradia, destacou que a grande maioria dos policiais está devendo ao BrB e não consegue dar o mínimo para suas famílias. Ele ressaltou que, apesar da situação, os policiais estão fazendo sua parte e dando respostas à sociedade.
Já o presidente do Sindicato dos Policiais (Sinpol), Rodrigo Franco, a categoria vai “lutar com unhas e dentes” para que o auxílio-moradia seja implementado. Para ele, trata-se de uma questão de valorização profissional. “Vamos buscar o diálogo, mas se o governo continuar virando as costas, nós iremos para as ruas”, assinalou ele.
Apoio – Vários deputados distritais participaram da audiência pública e manifestaram defesa à reivindicação dos policiais. A presidente da Câmara Legislativa, deputada Celina Leão (PDT), ressaltou que a luta é “em defesa de quem coloca sua vida em risco em defesa da nossa vida”. Ela relatou casos de policiais que estão super endividados com o BrB.
O deputado Raimundo Ribeiro (PSDB) pediu rapidez na concessão do benefício. Da mesma forma se manifestaram os deputados Robério Negreiros (PMDB), Agaciel Maia (PTC) e Cláudio Monteiro (Rede).
Também participaram da audiência a delegada Sandra Gomes, chefe de gabinete da secretaria de Segurança; o delegado Eric Sebba, diretor geral da Polícia Civil; Benito Tiesi, presidente do Sindicato dos Delegados, e Alexandre Ribeiro, secretário-adjunto de Planejamento, Orçamento e Gestão.
Segunda etapa do Seminário Cadeia Produtiva da Música e Viola Caipira, de 23 a 25 de fevereiro, produzirá documento com propostas efetivas de criação de políticas públicas para o segmento cultural
Artistas, produtores musicais, pesquisadores e outros atores do segmento cultural participarão da segunda etapa do Seminário Nacional Funarte Cadeia Produtiva da Música e Viola Caipira, de 23 a 25 de fevereiro, em Brasília. O objetivo do evento, que dá prosseguimento à fase anterior realizada em dezembro passado, é fortalecer o movimento nacional de violeiros e apresentar um documento com propostas efetivas de criação de políticas públicas para a área.
Representante da Associação Nacional dos Violeiros e Violeiras do Brasil (ANVB), organizadora do encontro, Volmi Batista explica que a produção nacional em torno da música e da viola caipira apresenta números grandiosos em relação ao público de interesse, à diversidade artística e aos empregos gerados no setor. No entanto, contraditoriamente, o segmento não tem sido suficientemente observado pelas políticas de desenvolvimento cultural nem merecido a devida atenção dos meios de comunicação.
“Levando em conta a dimensão dessa cadeia produtiva, que em termos de produção fonográfica, bem como na circulação de shows, é uma das maiores do Brasil, ainda é bastante reduzido o contingente de artistas qualificados que conseguem ser mensurados pela grande mídia. Queremos ampliar esse mercado de trabalho e criar oportunidades de visibilidade para músicos e produtores que atuam neste contexto cultural”, diz Volmi Batista, também violeiro e produtor musical.
A programação do seminário prevê dois dias dedicados às plenárias e aos trabalhos em grupo, que darão origem ao documento de ações e propostas do movimento. Essas atividades ocorrerão na Pousada dos Angicos, próximo a Brazlândia, com a participação de cerca de cem convidados, entre artistas consagrados, como Pereira da Viola e a dupla Zé Mulato e Cassiano, além de pesquisadores e produtores musicais de diversos estados do país. Na quarta-feira (24 de fevereiro), às 19h, na Sala Cássia Eller, no Complexo da Funarte, um ato público, com a presença de autoridades governamentais, apresentará as proposições originárias do evento. Será o único momento aberto à participação popular, com entrada franca e apresentação de roda de violeiros. Os organizadores prometem uma noite de imersão na cultura caipira, com coquetel típico e muita boa música.
Seminário Nacional Funarte Cadeia Produtiva da Música e Viola Caipira – 2ª etapa
Quando: de terça-feira a quinta-feira (23 a 25 de fevereiro de 2016)
Onde: Pousada dos Angicos (Incra 8, Brazlândia) e Sala Cássia Eller (Complexo da Funarte, ao lado da Torre de TV)
Assessoria de imprensa: Fernando Brito – 9951-9375
ABERTURA: histórico e memória das atividades e conquistas realizadas. Pereira da Viola
MESA 1: panorama da Cadeia Produtiva da Música e Viola Caipira no Brasil.
Objetivo: promover o debate sobre o panorama da cadeia produtiva, identificando e catalogando experiências e ações relacionadas à música e viola caipira no Brasil.
Abordagens a serem consideradas na mesa:
Produção – identificação das estruturas de produção existentes no Brasil (produtoras, entidades, órgão públicos com estrutura voltada para a viola caipira)
Mapa dos violeiros e violeiras – dados estatísticos para quantificação.
Mercado – mapeamento da estrutura de mercado voltado para a música caipira.
Eventos – levantamento das principais atividades relacionados à viola no Brasil.
Plenária – será feito um trabalho coletivo para a complementação dos dados.
Composição da mesa: Volmi Batista e Fabius Nunes da Silva
MESA 2: debate sobre o mercado musical, observando o consumo regional e nacional e a influência dos meios de comunicação.
Objetivo: promover o debate sobre o mercado nacional e regional de projeção da música de viola, tanto na comercialização como na distribuição, bem como debater a influência dos meios de comunicação e novas mídias.
Abordagens a serem consideradas na mesa:
Mercado musical – profundo debate sobre o mercado para a música, em especial para a música de viola, refletindo sobre as novas tendências do mercado, formas de comercialização e consumo musical.
Meio de comunicação e novas mídias – avaliar e levantar o espaço das mídias de comunicação convencional e novas mídias, visando analisar novos meios e espaços alternativos para fortalecimento da cadeia produtiva.
Composição da mesa: Gustavo Vasconcelos ( GRV Discos) e Hamilton Carneiro (Programa Frutos da Terra – SBT)
Plenária – complemento das informações e debate sobre as apresentações feitas.
Quarta feira – 24/2/2016
MESA 3: grupos de trabalho: promover reflexão da cadeia produtiva, visando detalhar os desafios e levantamento de estratégias para o fortalecimento da cadeia produtiva da música e viola caipira.
Objetivo: promover o trabalho em grupos, para detalhar os desafios e estratégias, visando fortalecer o movimento da cadeia produtiva da música e da viola caipira. Os grupos de trabalho serão organizados pelas temáticas da nova organização da Associação Nacional.
Abordagens a serem considerada na mesa:
Formação e educação: Gisela Nogueira, Fabio Miranda, Victor Batista
Cultura caipira: Luiz Faria e Joacy Ornelas
Difusão e distribuição: Wilson Dias e Oswaldo Rios
Pesquisas: Gisela Mogueira
Departamento de comunicação: Bilora e Gustavo Guimarães
Plenária – aprofundar a reflexão de cada grupo, fechando estratégias e ações.
MESA 4: construção de propostas concretas de fortalecimento da cadeia produtiva da música e viola caipira.
Objetivo: levantar as propostas de fortalecimento da cadeira produtiva da música e viola caipira, visando propor uma agenda nacional de articulação de políticas públicas e apoios diversos.
Metodologia – a mesa será composta para a apresentação das diversas propostas elaboradas, desde o primeiro encontro de violeiros e violeiras. Em seguida, será feita uma breve discussão em grupos para a complementação das propostas.
MESA 5: apresentação das propostas de fortalecimento da cadeia produtiva da música e viola caipira – Sala Cássia Eller – Espaço Cultural Funarte – com a presença de autoridades e convidados.
Quinta Feira 25/2/2016
Encaminhamentos internos:
1 Assembleia da Associação – eleição da diretoria, estatuto, proposta de funcionamento, agenda.
Congresso Nacional da Música e Viola Caipira – agenda, encaminhamentos práticos.
Governador de Brasília e ministro da Saúde estiveram em uma escola da Octogonal nesta manhã para conversar com os alunos sobre o tema
Por Mariana Damaceno – Cerca de 190 mil colégios de todo o País unem-se, nesta sexta-feira (19), no combate ao mosquito Aedes aegypti por meio da Mobilização Nacional da Educação Zika Zero. Em Brasília, nesta manhã, a ação contou com a presença do governador Rodrigo Rollemberg e do ministro da Saúde, Marcelo Castro, no Colégio Ciman, na Octogonal. A ideia é aproveitar a volta às aulas e incluir a comunidade escolar na prevenção contra o vetor.
O dia no Ciman começou com uma aula sobre o tema dada pelo ministro da Saúde, com espaço para perguntas dos alunos. Depois, alguns estudantes e as autoridades presentes fizeram uma rápida vistoria no local.
Segundo Rollemberg, as escolas públicas também terão a mobilização, assim que as aulas começarem — o início do ano letivo está marcado para 29 de fevereiro. “Tenho confiança muito grande na capacidade de engajamento das crianças e dos jovens. É importante que eles mobilizem pais e conhecidos para combater a reprodução do mosquito.” De acordo com o ministro Marcelo Castro, cerca de dois terços dos focos estão dentro das residências.
Pelo País – A iniciativa deverá envolver em torno de 60 milhões de estudantes, de 115 municípios, além do Distrito Federal, em um mutirão de orientações sobre como evitar a proliferação do mosquito que também transmite a dengue e as febres chikungunya e amarela. Os participantes desenvolverão ainda ações de combate em suas comunidades.
De acordo com o ministro da Saúde, estão envolvidos na luta contra o Aedes aegypti 55 mil militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, 46 mil agentes de combate às endemias e 266 mil agentes comunitários de saúde. “Esse trabalho tem de ser permanente e não pode ser interrompido, porque a capacidade de reprodução do mosquito é exponencial.” Castro adiantou que a ação desta sexta-feira deverá ocorrer uma vez por mês em todas as escolas do Brasil.
Ainda hoje, a Universidade de Brasília e instituições de ensino de Taguatinga e Samambaia também receberão visitas de autoridades para discutir o tema. Professores, diretores e reitores de universidades e de institutos federais participam da mobilização pelo Brasil.
Estiveram na solenidade o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Antonio Carlos Figueiredo; o secretário de Educação, Esporte e Lazer do DF, Júlio Gregório Filho; o reitor da Universidade de Brasília, Ivan Camargo; e o diretor do Ciman, Atef Aissami.