Por Marieta Cazarré –O Ministério da Justiça lançou hoje (29) um edital de concurso para a criação de aplicativos que contribuam para o enfrentamento da corrupção. A ideia é que sejam desenvolvidos softwares para dispositivos móveis (notebooks e smartphones) que ampliem a transparência da gestão pública e a participação popular no acompanhamento e fiscalização da execução de políticas públicas.
O concurso é voltado para desenvolvedores, programadores, projetistas, designers e pesquisadores que queiram contribuir com conhecimentos no combate à corrupção. As inscrições vão até o dia 14 de abril e podem ser feitas pela internet.
Cada equipe de desenvolvedores pode ter até 5 pessoas, sendo no mínimo uma integrante do gênero feminino.
De acordo com o Ministério da Justiça, as três melhores propostas receberão premiação de R$ 10 mil reais e terão a oportunidade de aprimorar seu projeto na sede do ministério em Brasília, onde contarão com a presença de gestores públicos ligados à fiscalização e ao controle de convênios e transferências. O primeiro colocado receberá, ainda, prêmio adicional de R$ 30 mil reais para desenvolver o aplicativo.
A iniciativa tem parceria com a Controladoria-Geral da União e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, além dos demais órgãos componentes da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA).
Provérbio chinês: “O que ouço esqueço; o que vejo me lembro; e o que faço eu entendo.”
Cerca de 3 meses atrás, informávamos que parte do entorno próximo de Lula tinha perdido a esperança com o governo Dilma e entendia que o melhor era convencê-la a pedir licença por prazo indeterminado, por questões de saúde, sistema nervoso, depressão crônica, etc. Com isso, ela se afastaria suavemente, manteria seus direitos de presidente após o mandato (remuneração e equipe de entorno, etc.). Mas o ponto era quem a convenceria disso.
Teria prevalecido a ideia de o PT e Lula apoiá-la e prestigiá-la e, com isso, se amanhã houvesse a necessidade do afastamento de Dilma, nem Lula nem o PT poderiam ser acusados de deslealdade. Os problemas do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, deram fôlego à tese de esperar para ver. A decisão do STF sobre as regras de funcionamento da comissão do Impeachment reforçaram essa tese ainda mais.
Mas os meses seguintes agravaram ainda mais o quadro econômico (perda tríplice do grau de investimento) e político e subtraíram autoridade da presidente. Generalizou-se a tese –tanto no PT, quanto na oposição, no empresariado, na sociedade, quanto na percepção externa– política e econômica de que “não há governo”.
Com a prisão do publicitário do PT (de Lula e Dilma), João Santana, criou-se um quadro novo. São ao mesmo tempo quadros do PT sem ser militantes. Os militantes –sejam dirigentes, parlamentares ou não-, quando denunciados ou presos, mantêm um comportamento firme, negando tudo. E o fizeram com a ordem unida dada pela direção lulista e seus advogados. Mas o casal publicitário –sem essa militância e experiência política- trocou os pés pelas mãos. A situação de Dilma se tornou terminal.
O PT e Lula abriram o jogo, usando como bodes expiatórios a lei que permite a Petrobras reintroduzir o setor privado no pré-sal e a reforma da previdência. Explicitamente, Dilma perdeu apoio interno, inclusive de Lula. Dilma mobilizou o Itamaraty, que inventou uma viagem às pressas ao Chile, de forma a evitar que ela participasse do Congresso do PT, evitando o constrangimento dos discursos críticos à sua política econômica e até vaias.
Com isso, concomitantemente, cresceu a tese do impeachment na oposição e da licença de Dilma no entorno de Lula. Isso ocorrendo ainda em 2016 e com novo governo liderado pelo PMDB, Lula teria tempo para passar para a oposição e sapatear sua tese de que as políticas econômica e social de Lula estavam certas e errada é a condução de Dilma. Na oposição, Lula afiaria o discurso, a CUT sapatearia a seu lado e sua popularidade voltaria a crescer. Em resumo, Lula seria competitivo em 2018. (Por Cesar Maia)
36 anos se a crise no PT
Na pior crise de seus 36 anos, o PT demarcou as diferenças em relação ao governo Dilma Rousseff e pediu a volta da política econômica levada a cabo pelo ex-presidente Lula da Silva. Em reunião do Diretório Nacional, o PT aprovou um conjunto de resoluções que escancaram as divergências entre partido e governo, irritando o Palácio do Planalto. Após sete horas de debates, o partido lançou o Plano Nacional de Emergência para a área econômica, que propõe 22 medidas para combater a crise, entre elas o uso das reservas internacionais do País para retomar o crescimento econômico e a criação de novos impostos.
“Vivemos, de fato, uma encruzilhada entre o passado e o futuro”, diz o documento “O futuro está na retomada das mudanças”. O presidente do PT, Rui Falcão, disse que o objetivo do texto é resgatar as bandeiras econômicas de Lula. “A lógica das propostas é retomarmos, nas condições atuais, o que era o núcleo da política econômica do governo Lula”, disse ele.
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Senador do PT diz que Dilma vai perder apoio do PT! Entrevista ao Estado de S.Paulo (28)!
Como se chegou a este ponto de tensão entre o PT e a presidente?
Lindbergh Faria – Minha tese é que a pauta que a Dilma está escolhendo vai contra a gente. É um movimento, na minha avaliação, consciente por parte da presidente de se afastar das nossas políticas, dos nossos programas. A reforma da presidente colide diretamente com o movimento sindical, com as nossas bases. Estamos no meio de uma guerra, a guerra do impeachment. E tem uma luta nas ruas inclusive. A presidente escolheu uma pauta que vai contra os nossos.
Por que a presidente insiste nas propostas das quais o PT discorda?
O afastamento é muito mais dela do que nosso. Fico pensando até se não é algo consciente, se afastar do PT, tentar construir uma agenda com parte da oposição, o que a gente viu na votação do pré-sal foi isso. Quer passar a ideia de que é a presidente de todo País. Ela tem a ilusão de que pode diminuir essa raiva contra ela, a favor do impeachment, apresentando uma agenda desse tipo, se rendendo a um outro projeto. Ela acha que vai acalmar e pacificar o País com isso. Ela nem vai conseguir acalmar os que estão contra ela no andar de cima e pode acabar perdendo a base dela.
Por Sabrina Craide – Estudantes de até 15 anos da rede pública e privada de ensino podem participar do 45º Concurso Internacional de Redação de Cartas, realizado pelos Correios. As inscrições serão aceitas até o dia 17 de março.
O tema para este ano é “Escreva uma carta a você mesmo aos 45 anos”. As redações devem ser redigidas a mão, com caneta esferográfica preta ou azul e escritas em língua portuguesa, contendo no máximo 900 palavras em formato de carta. Para participar, o estudante deverá passar por uma seleção em sua escola, na qual será escolhida a carta que irá representá-la. Cada escola pode inscrever no máximo duas redações.
Serão realizadas duas fases: estadual e nacional. Na estadual, o autor da melhor redação ganhará R$ 1 mil. Já na fase nacional, o vencedor ganhará R$ 5 mil, um troféu e sua redação representará o Brasil na etapa internacional, que será realizada pela União Postal Universal. As escolas também recebem prêmios de R$ 2 mil na fase estadual e R$ 10 mil na nacional.
O concurso é promovido em todo o mundo pela União Postal Universal, entidade que congrega os operadores postais de 191 países, com o objetivo de melhorar a alfabetização por meio da arte epistolar e incentivar crianças e adolescentes a expressarem a criatividade e aprimorarem seus conhecimentos linguísticos.
O regulamento completo do concurso está disponível no site dos Correios.
# Nesta segunda-feira (29), às 16h30, o governador Rodrigo Rollemberg assina o contrato de empréstimo de US$ 31,9 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
# Os recursos serão usados no aperfeiçoamento da gestão tributária e fiscal, com vistas a maior controle, mais transparência e eficiência do gasto público, além da melhoria no atendimento ao cidadão.
# A contrapartida do governo é de US$ 4,7 milhões, o que totaliza US$ 36,7 milhões investimentos nessa área.
# A operação, que tem a garantia da União, envolve a linha de crédito do Programa de Apoio à Gestão e Integração dos Fiscos no Brasil.
# Os recursos foram captados pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão e serão executados pela Secretaria de Fazenda, por meio do Projeto de Desenvolvimento Fazendário.
Ordem de serviço para o início das obras foi assinada neste domingo (28) pelo governador Rodrigo Rollemberg
Por Samira Pádua – O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, assinou neste domingo (28) a ordem de serviço para o início das obras de infraestrutura da Feira Permanente da Cidade Estrutural. Essa é uma reivindicação antiga dos moradores e dos vendedores que atuam na região de maneira improvisada. É o caso do comerciante Jonas Silva, de 42 anos. Há cerca de 9 anos ele vende suas mercadorias na região administrativa e vê a construção da estrutura do espaço como conquista de dignidade. “Ficamos embaixo de sol e de chuva e agora teremos um endereço para trabalhar.”
Já Maria Iara Silva Pereira, de 68 anos, comemorou o fato de haver possibilidade de ela ter um espaço para guardar as roupas que comercializa, assim como Jonas, na Feira Livre da Estrutural. “Com a que temos hoje, precisamos sempre levar os produtos para casa e depois trazer de volta.”
O chefe do Executivo local afirmou durante a cerimônia de assinatura que a estrutura trará maior qualidade de vida para a população da Estrutural. “Daremos uma estrutura adequada, confortável e segura tanto para os comerciantes trabalharem quanto para os visitantes passearem. Será um ponto de encontro da região”, disse Rollemberg.
A feira abrigará 211 boxes em uma área de 2,5 mil metros quadrados ao lado da Administração Regional. Haverá cobertura, banheiros masculino e feminino, salas de brigadistas e administrativa e estacionamento com cem vagas. Serão investidos R$ 2.763.992,08 — frutos de convênio do governo local com a Caixa Econômica Federal, por meio da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos. Os dois órgãos locais ficarão responsáveis pelo acompanhamento e pela fiscalização do trabalho da empresa contratada. A expectativa é que a obra licitada em dezembro de 2015 esteja pronta até o fim deste ano.
A Feira Livre da Estrutural funciona tradicionalmente aos domingos, das 8 às 14 horas, e reúne cerca de 350 feirantes, segundo a Administração Regional. Algumas bancas também são montadas durante a semana.
A administração analisa os mais de 300 processos de feirantes que em anos anteriores demonstraram interesse em trabalhar no novo espaço. A previsão é que seja lançado um edital com os critérios para concessão dos espaços.
Também participaram do evento os secretários de Infraestrutura e Serviços Públicos, Julio Cesar Peres, e de Gestão do Território e Habitação, Thiago Teixeira de Andrade; o secretário-adjunto de Infraestrutura e Serviços Públicos, Maurício Canovas, e os subsecretários de Atendimento às Cidades, Fauzi Nacfur Junior, e de Gerenciamento de Recursos, Guilherme Coelho; o comandante do 4° Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel André Luiz Pinheiro Borges; o administrador regional do SCIA/Estrutural, Evanildo da Silva Macedo; e o presidente da associação dos feirantes da região, Orlando Silva.
Associações que representam auditores da Receita e servidores administrativos da Polícia Federal também recorrem à Justiça
Depois que a Justiça Federal acatou o pedido da Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social (Anasps) e reduziu o reajuste anunciado pela Geap Autogestão em Saúde, principal operadora do plano de saúde dos funcionários públicos federais, de 37,55% para 20%, duas outras entidades também processaram a operadora: a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip) e o Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SinpecPF, dos servidores administrativos).
A lista de insatisfeitos pode aumentar. A Fenadados (que representa servidores de empresas de processamento de dados) e a CNTSS (dos trabalhadores em seguridade social) podem seguir o mesmo caminho, segundo analistas. Para justificar o percentual, o diretor executivo da Geap, Luís Carlos Saraiva Neves, explicou que o reajuste de 37,55% é consequência de vários fatos: em 2014, a operadora não reajustou seus planos. Em 2015, aumentou em apenas 14,6%. Portanto, em 2016, precisava de correção um pouco maior.
As duas associações que resolveram recorrer à Justiça consideram o reajuste abusivo. A Anfip propôs ação para que o reajuste seja suspenso e exige nova discussão sobre um índice adequado à realidade de uma entidade de autogestão. Em nota, a associação que representa os auditores da Receita, lembra que os acordos salariais negociados com o governo não repõem as perdas inflacionárias e “um aumento de 37% no plano de saúde ataca diretamente o servidor”. (Com informações do Correio Braziliense)
Por Flávia Villela – No ano de 2006, Reinilda Maria dos Santos e Silva tinha 32 anos e estava desempregada com um filho de apenas 4 anos. Mineira da cidade de Janaúba, mudou-se jovem para Santo André (SP), em busca de vida melhor, mas ficou desamparada, depois que o marido foi preso.
“Cheguei a um ponto de meu filho me pedir leite e só ter água para dar a ele. Fui na assistência social e pedi ajuda. Eles me deram R$ 50. Com R$ 40 comprei alimentos para o meu filho. Com os R$ 10 que sobraram comprei uma barra de chocolate, uma farinha e fiz pães de mel para vender na rua por R$ 0,99. Vendi tudo e voltei para casa com R$30”, conta.
Daí em diante, Reinilda não parou mais. Comprou revistas para aprender novas receitas e variou a oferta. “Foram dois anos de luta, vendendo os doces de porta em porta, nas feiras, e com meu filho a tiracolo. Passei fome, porque deixava de comer para não faltar nada para ele”.
Reinilda não sabia na época, mas tornara-se uma microempreendedora. Com muito esforço, conseguiu juntar R$ 200 e teve a ideia de comprar uma máquina de crepe, puxar uma extensão da casa onde morava e vender crepes na rua. Mas a máquina custava R$ 500. Foi quando soube por uma amiga do Banco do Povo – Crédito Solidário, uma organização não governamental (ONG) que faz empréstimos a juros baixos para empreendedores de baixa renda.
Ela conseguiu um empréstimo de R$ 300. Com o dinheiro, comprou uma fritadeira, uma chapa e materiais de cozinha. Meses depois, a fama da confeiteira espalhou-se pela cidade e as coisas começaram, finalmente, a melhorar para Reinilda.
Em 2013, ela ganhou o prêmio Pequenas Gigantes: Desafio São Paulo para Microempreendedoras, de R$ 5 mil, promovido pela organização social Aliança Empreendedora. “Fomos três eleitas entre 140 mulheres microempreendedoras. Com o dinheiro reformei meu comércio, que ficou bem mais bonito”, conta.
Mulheres como Reinilda representam quase a metade dos pequenos empresários brasileiros (47,4%), segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). No entanto, apenas 24% delas solicitaram empréstimo bancário em nome da empresa no primeiro semestre de 2015. O estudo do Sebrae aponta ainda que as mulheres costumam pedir valores cerca de 50% menores que os homens.
De acordo com o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, dos 5,6 milhões de empresários cadastrados na categoria Microempreendedor Individual (MEI), 77% querem crescer e se tornar micro ou pequena empresa. Entretanto, menos da metade se relaciona com bancos como pessoa jurídica. “Cerca de 80% utilizam financiamento que não passa por instituições financeiras, como negociação com fornecedores e cheque pré-datado. Nos últimos cinco anos, apenas 40% dos empreendedores individuais obtiveram empréstimo em bancos. Isso mostra que existe espaço enorme de crédito para os microempreendedores individuais. E os empreendedores fogem dos bancos por causa das altíssimas taxas de juros”, explica Afif Domingos.
Reinilda é exceção nesse universo inóspito para os pequenos empresários. Abriu a lanchonete Sabor e Cia, onde vende doces, lanches e salgados, em Santo André (SP), faz encomendas para festas em diferentes cidades de São Paulo e costuma receber pedidos de bolos de artistas do mundo televisivo.
Ela continua pegando empréstimos no banco, mas agora no limite do teto – cerca de R$15 mil –, para garantir capital de giro. Prestes a concluir a faculdade de Confeitaria e Panificação e com certificados internacionais na área, a empresária não tem descanso. Faz em média um bolo por dia, com a ajuda de uma assistente, dá palestras e faz assessoria. Seu sonho agora é abrir um café para vender seus quitutes e abrir uma escola de confeitaria e passar seus conhecimentos para mulheres que como ela têm talento, são empreendedoras, porém não têm recursos.
Para quem está começando ela aconselha “a burocracia é muito cruel para os pequenos. Muitos acabam desistindo. Mas hoje há vários cursos online sobre gestão financeira, de assessoria, cursos do Sebrae gratuitos. Há créditos solidários, basta juntar um grupo de amigas ou conhecidos”.
“Não pode desistir. Comecei com R$ 10. Não tenha vergonha de perguntar, bater porta, de ir atrás do cliente. Fidelize seu cliente. E capacite-se”, aconselha.
Se aprovado, as licenças especiais e férias não gozadas pelos servidores da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros não poderão ser mais transformadas em pecúnia na sua totalidade
Por Poliglota – Um projeto de lei discutido no Congresso Nacional essa semana, que propunha definir as questões relativas à operacionalização do teto remuneratório dos servidores públicos acabou causando uma revolta geral no âmbito das corporações da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militares do Distrito Federal.
O Projeto trata dos casos de acumulação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta, autárquica e fundacional, bem como nas empresas públicas e sociedades de economia mista, e respectivas subsidiárias, que perceberem recursos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, para fins de pagamento de despesas de pessoal ou custeio em geral.
Na preposição, com base na forma do § 11 do art. 37 da Constituição Federal, sugere a exclusão das parcelas de caráter indenizatório no computo do limite remuneratório, tais como, ajuda de custo para mudança e transporte, diárias, auxílio-funeral e indenização de transporte. Estabelece ainda que o limite remuneratório aplicar-se-á também nas hipóteses de acumulações de cargos constitucionalmente admitidos no inciso XVI do art. 37 da Constituição Federal, cuja soma total das remunerações será reduzida proporcionalmente, ainda que provenientes de proventos de inatividade ou de pensões.
O objetivo é moralizar os vencimentos de diversas carreiras dos servidores públicos federais que ganham acima do teto constitucional dos ministros do STF que hoje é de R$ 33.763,00 e no caso do DF dos Desembargadores do TJDFT que é de R$ 26.723,13.
Acontece que, pelo Projeto, as licenças especiais e férias não gozadas pelos servidores da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros não poderão ser mais transformadas em pecúnia na sua totalidade, ficando limitadas a somente 01 (uma) licença, duas férias e mantido a ajuda de custo quando da passagem para a reserva remunerada (aposentadoria). Um prejuízo incalculável e um verdadeiro “tapa na cara” das instituições e dos profissionais que as compõe, já que esse benefício ou possibilidade acabou se tornando uma verdadeira poupança para ser utilizada no final e carreira.
No dia 23/02, em pronunciamento no plenário, o deputado federal Alberto Fraga criticou duramente o Projeto e os malefícios que isso causará aos servidores. Citou também a covardia do governo em não levar adiante a votação do teto remuneratório para os policiais no Brasil inteiro (veja o vídeo abaixo) inserido na votação da PEC 300 que, misteriosamente, sumiu. Com a suspensão da votação do referido Projeto, já que nem a relatoria conseguia se entender sobre indenizações, o deputado Fraga, coronel da reserva da PMDF e presidente do DEM-DF, iniciou várias conversas com o relator, deputado Ricardo Barros (PP-PR) para demovê-lo a suprimir os artigos que trariam prejuízos às corporações.
Está prevista para a quarta-feira (02), nova sessão concernente ao PL 3123/2015 e nesse momento toda bancada do Distrito Federal deve estar mobilizada para que o mesmo não seja aprovado da forma que está. As cobranças devem ser efetuadas a todos os integrantes da bancada federal como os deputados Laerte Bessa (3215-5340), Ronaldo Fonseca (3215-5223), Augusto Carvalho (3215-5215), Rogério Rosso (3215-5283), Érica Kokay (3215-5203), Roney Nemer (3215-5572) e Izalci Lucas (3215-5602) e mais os senadores Cristovão Buarque (3303-2281), Reguffe (3303-6355) e Hélio José (3303-6640).
Fraga sozinho não conseguirá muita coisa, afinal, muitos desses parlamentares citados acima foram eleitos com votos da família policial militar, também.
Aos integrantes das corporações cabe fazerem a sua parte comparecendo em massa ao Congresso Nacional na quarta-feira. É inadmissível que num momento delicado onde direitos conquistados estão sob séria ameaça de extinção alguns insistam em permanecer alheios ao fato. Aos que lutam por representar futuramente a classe, é hora de terem os pés no chão e deixarem as vaidades e diferenças pessoais de lado e buscarem o bem coletivo. Textos apócrifos e desconexos e que nada acrescentam às lutas devem ser ignorados, repudiados e renegados ao mesmo plano daqueles que, por ventura, tenham sua autoria divulgada.
A presidenta Dilma Rousseff, entre a secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena, e a presidenta do Chile, Michelle Bachelet, neste sábado, em Santiago Roberto Stuckert Filho/Presidêncai da República
Por André Richter – A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (27), em entrevista em Santiago, no Chile, que não governa só para o PT, mas para os 204 milhões de brasileiros. Antes de participar de um almoço com a presidenta chilena, Michele Bachelet, Dilma também confirmou que não compareceria à festa de aniversário de 36 anos do partido, no Rio de Janeiro, por ter compromissos oficiais agendados no Chile, como reunião na Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
Na entrevista, Dilma foi questionada sobre críticas de algumas alas do PT sobre a condução da política econômica do governo. Ela disse que as divergências com a legenda são normais, mas que sempre pedirá e contará com o apoio dos petistas.
“O governo é uma coisa, os partidos são outra. Em que pese eles serem a base, muitas vezes, eles divergem. Isso é normal. Eu sempre pedirei apoio e conto com o apoio deles. Eu não governo só para o PT. Eu governo para os 204 milhões de brasileiros. Eu não governo só para o PP, só para o PSD, só para o PDT ou só para o PMDB. Eu tenho de governar olhando todos os interesses e, como o nome diz, o partido é sempre uma parte”, disse a presidenta.
Sobre a festa de aniversário do PT, Dilma afirmou que a legenda foi informada de que ela não poderia comparecer em função da viagem oficial do Chile. “Eu gostaria muito [de comparecer]. Eu imagino que você [jornalista] perceba que entre o Chile e o Brasil tem um problema de distância. São quatro horas de avião. Eu ainda tenho um almoço com a presidente Bachelet e ainda tenho uma fala na Celac [Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos]. O PT foi avisado de que eu não compareceria.”
CPMF e reforma da Previdência
Diante dos recentes cortes nas notas de avaliação de crédito do Brasil por agências internacionais de classificação de risco, a presidenta voltou a defender a reforma da Previdência e a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para estabilizar a situação fiscal e permitir o que país volte a crescer. Segundo Dilma, o governo também vai fazer sua parte para retomar o crescimento.
“Nós queremos voltar a crescer. E, para voltar a crescer, também é importante ter investimentos, como os do setor privado, e que também o setor público faça sua parte, por exemplo, na infraestrutura. Neste ano ainda, nós vamos leiloar aeroportos, portos, rodovias e ferrovias, porque isso também faz parte do crescimento do país.”
O partido pretende retomar seu discurso crítico, acusando Dilma de não observar o “programa popular” do PT, responsabilizando-a pela crise e até pelos casos de corrupção
Parlamentares ligados à facção petista Construindo um Novo Brasil (CNB), liderada por Lula, articulam o “plano de salvação” do PT que passa pelo afastamento progressivo da presidente Dilma Rousseff, até o rompimento. Pela lógica dos petistas, o partido poderá retomar seu discurso crítico, acusando Dilma de não observar o “programa popular” do PT, responsabilizando-a pela crise e até pelos casos de corrupção.
Internamente, o PT avalia que Dilma não conseguirá reverter a crise, nem barrar o impeachment. A ideia é evitar a “contaminação” de Lula.
Dilma soube do golpe do PT, daí o desespero de arrumar às pressas a viagem ao Chile, tentando não aparecer na festa do PT, neste sábado.
Assessores leais a Dilma chegaram a dizer que ela “cancelou” a ida à festa do PT no Rio, mas na verdade nem chegou a ser convidada.
A direção do PT espera que, hostilizada, Dilma se impaciente e acabe por abandonar o partido voluntariamente. Lula faz cara de paisagem. (Da Coluna Cláudio Humberto)