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Ceará pede a prisão de Lula

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Manifestantes repudiaram visita de Lula à Fortaleza e pediram sua prisão (foto: Juca Varella/ABR)
Manifestantes repudiaram visita de Lula à Fortaleza e pediram sua prisão (foto: Juca Varella/ABR)

Em Fortaleza, manifestantes gritam que Lula deve ser preso. Ele foi recebido aos gritos de ‘ladrão, seu lugar é na prisão’

Do Diário do Poder – Com bandeiras e roupas nas cores verde e amarela, apitos e buzinas, manifestantes ocuparam no fim da tarde deste sábado (2) a Praça Portugal, no bairro Aldeota, em Fortaleza, para protestar contra o PT e em repúdio à visita do ex-presidente Lula à capital cearense, que participou de um ato pela manhã na Praça do Ferreira, no centro.

Os protestos contra Lula começaram já no seu desembarque, no aeroporto de Fortaleza. Ele foi recebido com o refrão “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”, entoado por dezenas de passageiros que se encontravam no local.

Durante seu discurso na Praça do Ferreira, Lula rebateu o conteúdo dos outdoors e faixas contrárias à sua visita a Fortaleza. “Deveriam ter vergonha na cara e fazer outdoor pelo que fiz pelo Nordeste e pelo Ceará. Pode pegar a história do século 20 inteiro para saber se um presidente da República colocou 30% do que coloquei no Ceará durante meus mandatos e os de Dilma.”

Um boneco representando a presidente Dilma Rousseff e outro do ex-presidente Lula foram inflados pelos manifestantes, na parte central da praça. As palavras de ordem e o barulho dos apitos se juntaram com o barulho de buzinas de carros cujos condutores apoiavam a manifestação.

“Nós não repudiamos só a vinda dele [Lula] ao Ceará. Nós repudiamos o governo que ele fez”, disse a dona de casa Lígia Passos, uma das pessoas que participaram da manifestação. No cartaz que ela segurava, havia uma foto de Lula e a frase: “A pior praga do Brasil”. No mesmo tom, outros cartazes e faixas estavam fixados na praça.

Refutando a afirmação de que o pedido de impeachment de Dilma Rousseff é um golpe contra o governo, Edilson Machado, um dos coordenadores da Frente Cearense pelo Impeachment, disse que as pessoas que apoiam o processo contra a presidenta defendem a legalidade e a Constituição.

“Dilma já infringiu a lei e já confessou o crime ao dizer que cometeu as pedaladas para conceder o Bolsa Família. Quem não quer cumprir a Constituição são eles [o governo]. Quem não cumpre a Constituição é golpista.”

A manifestação foi convocada pelas redes sociais contra a presença de Lula no Ceará e começou ontem (1º) com a instalação de outdoors e faixas em vias de grande movimento da capital cearense. Em um dos outdoors, perto da Praça Portugal e patrocinado pelo Sindicato dos Médicos, estão destacadas várias panelas numa referência aos ‘panelaços’, uma forma de protesto em que as pessoas fazem barulho batendo panelas.

A médica Terezinha Braga, do coletivo Médicos pela Democracia, disse que a atitude do sindicato não representa toda a categoria. “Usaram o dinheiro do sindicato para o interesse de uma visão política e discordamos disso. Os médicos podem se manifestar, mas não é correto usar para isso uma entidade que é de todos.”

Rollemberg participa da Corrida do Coração, que leva mais de 3 mil pessoas à Avenida Hélio Prates

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O governador Rodrigo Rollemberg correu o trajeto de 6 quilômetros. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília
O governador Rodrigo Rollemberg correu o trajeto de 6 quilômetros. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Evento neste domingo (3) de manhã fez parte das comemorações dos 45 anos de Ceilândia. Governador Rodrigo Rollemberg completou o percurso de 6 quilômetros

Por Rafael Alves – Amadores e atletas profissionais participaram da 11ª Corrida do Coração, na manhã deste domingo (3), em Ceilândia. Com percursos de 6 e de 10 quilômetros, a prova reuniu mais de 3 mil pessoas na Avenida Hélio Prates. Pelo sexto ano consecutivo, o governador Rodrigo Rollemberg uniu-se aos competidores. Ele completou o trajeto de 6 quilômetros em 40 minutos. “Essa é uma iniciativa muito interessante como forma de comemorar o aniversário e de mobilizar a população e de fomentar o esporte em Ceilândia”, afirmou.

A corrida fez parte da programação dos 45 anos de Ceilândia, celebrados oficialmente em 27 de março. A promoção foi de uma rede de supermercados da região administrativa, com o apoio da Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer. O Departamento de Trânsito do Distrito Federal, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros também deram suporte ao evento. Das 8 às 11 horas, na altura do Setor Habitacional Sol Nascente, a Hélio Prates e as vias de acesso às QNPs ficaram interditadas.

O chefe do Executivo entregou o prêmio ao vencedor da categoria masculina nos 10 quilômetros, José Márcio da Silva, e a deputada distrital Luzia de Paula (PSB), ao segundo colocado, Augustino Sulle. Também subiram ao pódio Pablo Fagundes da Costa, no terceiro lugar; Domingos Nonato da Silva, no quarto; e Noel dos Reis Alves, no quinto. No feminino, as cinco primeiras colocações ficaram, respectivamente, com Cruz Nonata da Silva, Marizete dos Santos, Rosiane dos Santos, Rosilene de Oliveira e Maria Regina Seguins.

 

Bolsonaro ultrapassa Dilma em número de fãs em rede social

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Deputado Jair Bolsonaro (Foto: Ricardo Botelho/Brazil Photo Press/Folhapress)

Deputado Jair Bolsonaro (Foto: Ricardo Botelho/Brazil Photo Press/Folhapress)

 

Por Bruno Ferrari – De acordo com monitoramento da Medialogue, empresa de comunicação digital, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), ídolo de parte dos que defendem o impeachment, superou, na semana passada, a presidente Dilma Rousseff em número de fãs no Facebook. Ele alcançou 2,7 milhões de seguidores, cerca de 40 mil a mais que Dilma. (Com informações do Expresso Epoca)

Preço da gasolina vai cair amanhã

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A Petrobras deve anunciar amanhã a queda nos preços da gasolina e diesel.

Por Lauro Jardim – Os estudos feitos pela estatal estão prontos e baseiam-se nas quedas do consumo interno (9% em 2015 em comparação com 2014 e 11% em janeiro ante a janeiro do ano passado), do preço do barril de petróleo e do dólar nas últimas semanas.

E, claro, ajuda a criar uma agenda positiva para o governo num momento de extrema dificuldade política e econômica.

Mais um herói do povo brasileiro deve virar vilão do PT. André Vargas promete delatar tudo e todos

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Ex-deputado federal pelo PT, André Vargas. Foto Orlando Brito
Ex-deputado federal pelo PT, André Vargas, de punho erguido, um dos símbolos dos condenados pelo mensalão e petrolão, fazendo chacota com o então presidente do STF, Joaquim Barbosa. Foto Orlando Brito

Por Fábio Campana – A força-tarefa da Operação Lava­ Jato está interessada nas informações que o ex-deputado André Vargas, que pertenceu ao PT, tem afirmado dispor sobre o financiamento de campanhas majoritárias do partido.

O político, que é de Londrina (PR) e foi próximo de Alberto Youssef, doleiro e um dos principais delatores da Lava­Jato, teve cargos de destaque na hierarquia petista: foi secretário nacional de Comunicação da sigla e vice­presidente da Câmara dos Deputados.

Sua ligação com os escândalos apurados pela Operação veio à tona em abril de 2014, antes da reeleição da presidente Dilma Rousseff, e o levaram em poucas semanas a sair do partido. No fim de dezembro, foi cassado. As informações são de André Guilherme Vieira no Valor Econômico.

No início de março, Vargas afirmou a seus defensores que está disposto a fazer delação premiada. Procurada, a defesa do ex­parlamentar informou que não vai se manifestar sobre o assunto.

O ex­deputado foi condenado pelo juiz federal Sergio Moro a 14 anos e 4 meses de prisão em agosto do ano passado por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, praticados com recursos que teriam origem na Petrobras. O ex­petista quer sair do regime prisional fechado.

Golpe contra policiais e bombeiros militares. Governo quer retirar direitos adquiridos. PMs e BMs preparam o Ocupa Brasília

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Bombeiros-e-Policia-Militar

 

 Projeto do governo Dilma atinge também servidores públicos civis e traz aumento da contribuição previdenciária, impede o reajuste para o funcionalismo público, benefícios, suspende a realização de concursos, nomeações e contratações, reforma do regime jurídico dos civis e militares, entre outros pontos

 

Por Poliglota – Estamos de olho e acompanhando atentamente tudo que está sendo realizado pelo governo do PT contra os servidores e, em especial, as polícias e bombeiros militares de todo País.

Não vamos permitir que mais essa aberração se transforme num pesadelo. Já basta o PL 3123/2015. Vejam abaixo alguns pontos desse “pacote de maldades” com os servidores:

 

Art. 3º A União poderá celebrar os termos aditivos de que trata o art. 1o desta Lei Complementar, cabendo aos Estados e ao Distrito Federal sancionar e publicar leis que determinem a adoção, durante os 24 meses seguintes à assinatura do termo aditivo, das seguintes medidas:

 

 I – não conceder vantagem, aumento, reajustes ou adequação de remunerações a qualquer título, ressalvadas as decorrentes de atos derivados de sentença judicial e a revisão prevista no inciso X do art. 37 da Constituição Federal;

 

II – limitar o crescimento das outras despesas correntes, exceto transferências a Municípios e Pasep, à variação da inflação, aferida anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA ou por outro que venha a substituí-lo;

 

III – vedar a edição de novas leis ou a criação de programas que concedam ou ampliem incentivo ou benefício de natureza tributária ou financeira;

 

IV – suspender admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, inclusive por empresas estatais dependentes, por autarquias e por fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, ressalvadas as reposições decorrentes de vacância, aposentadoria ou falecimento de servidores nas áreas de educação, saúde e segurança, bem como as reposições de cargos de chefia e de direção que não acarretem aumento de despesa, em qualquer caso sendo consideradas apenas as vacâncias ocorridas a partir da data de assinatura do termo aditivo; e

 

V – reduzir em 10% (dez por cento) a despesa mensal com cargos de livre provimento, em comparação com a do mês de junho de 2014.

 

O projeto traz aumento da contribuição previdenciária, impede o reajuste dos servidores públicos, benefícios, suspende a realização de concursos, nomeações e contratações, reforma do regime jurídico dos civis e militares, entre outros pontos.

 

Como temos divulgado diuturnamente, o Projeto de Lei do Executivo que foi encaminhado ao Congresso sob o número PLP 257/2016, está vindo para arrebentar os policiais e bombeiros de todo país. Direitos adquiridos serão perdidos e ao governo nada importará. O que eles precisam é se salvar.

 

Ciente disso, a bancada da Segurança Pública no Congresso resolveu se mobilizar e dar um basta nessas maldades do PT contra os trabalhadores da Segurança Pública, a única pasta que ainda está funcionando no país.

 

Portanto, os deputados federais Alberto Fraga (DEM-DF), Major Olímpio (SD-SP), Major Rocha (PSD-AC), Cap Augusto (Pr-SP), Subten Gonzaga (PDT-MG) e Cabo Sabino (PR-CE), convocam todos os policiais e bombeiros de todo país para que na terça-feira (05 de abril) estejam mobilizados no Congresso Nacional para impedir essa aberração de um governo e um partido acuado e desesperado, sem saída e que está levando nosso país à bancarrota, motivo de chacota em todo mundo.

 

Policiais e Bombeiros do país, estejam presentes dia 05 de Abril à partir das 10 horas no Congresso Nacional e vamos mostrar nossa força.

 

  • Poliglota é policial militar e vice-presidente do DEM-DF

EDITORIAL | Nem Dilma nem Temer

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folha

 

Da Folha de S.Paulo

 

A presidente Dilma Rousseff (PT) perdeu as condições de governar o país.

 

É com pesar que este jornal chega a essa conclusão. Nunca é desejável interromper, ainda que por meios legais, um mandato presidencial obtido em eleição democrática.

 

Depois de seu partido protagonizar os maiores escândalos de corrupção de que se tem notícia; depois de se reeleger à custa de clamoroso estelionato eleitoral; depois de seu governo provocar a pior recessão da história, Dilma colhe o que merece.

 

Formou-se imensa maioria favorável a seu impeachment. As maiores manifestações políticas de que se tem registro no Brasil tomaram as ruas a exigir a remoção da presidente. Sempre oportunistas, as forças dominantes no Congresso ocupam o vazio deixado pelo colapso do governo.

 

A administração foi posta a serviço de dois propósitos: barrar o impedimento, mediante desbragada compra de apoio parlamentar, e proteger o ex-presidente Lula e companheiros às voltas com problemas na Justiça.

 

Mesmo que Dilma vença a batalha na Câmara, o que parece cada vez mais improvável, não se vislumbra como possa voltar a governar. Os fatores que levaram à falência de sua autoridade persistirão.

 

Enquanto Dilma Rousseff permanecer no cargo, a nação seguirá crispada, paralisada. É forçoso reconhecer que a presidente constitui hoje o obstáculo à recuperação do país.

 

Esta Folha continuará empenhando-se em publicar um resumo equilibrado dos fatos e um espectro plural de opiniões, mas passa a se incluir entre os que preferem a renúncia à deposição constitucional.

 

Embora existam motivos para o impedimento, até porque a legislação estabelece farta gama de opções, nenhum deles é irrefutável. Não que faltem indícios de má conduta; falta, até agora, comprovação cabal. Pedaladas fiscais são razão questionável numa cultura orçamentária ainda permissiva.

 

Mesmo desmoralizado, o PT tem respaldo de uma minoria expressiva; o impeachment tenderá a deixar um rastro de ressentimento. Já a renúncia traduziria, num gesto de desapego e realismo, a consciência da mandatária de que condições alheias à sua vontade a impedem de se desincumbir da missão.

 

A mesma consciência deveria ter Michel Temer (PMDB), que tampouco dispõe de suficiente apoio na sociedade. Dada a gravidade excepcional desta crise, seria uma bênção que o poder retornasse logo ao povo a fim de que ele investisse alguém da legitimidade requerida para promover reformas estruturais e tirar o país da estagnação.

 

O Tribunal Superior Eleitoral julgará as contas da chapa eleita em 2014 e poderá cassá-la. Seja por essa saída, seja pela renúncia dupla, a população seria convocada a participar de nova eleição presidencial, num prazo de 90 dias.

 

Imprescindível, antes, que a Câmara dos Deputados ou o Supremo Tribunal Federal afaste de vez a nefasta figura de Eduardo Cunha –o próximo na linha de sucessão–, réu naquela corte e que jamais poderia dirigir o Brasil nesse intervalo.

 

Dilma Rousseff deve renunciar já, para poupar o país do trauma do impeachment e superar tanto o impasse que o mantém atolado como a calamidade sem precedentes do atual governo.

TÁ TUDO DOMINADO | Antecipando a decisão do STF, Lula diz que assume a Casa Civil na quinta-feira

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Sob chuva, ex-presidente Lula discursou para cerca de 12 mil pessoas no centro de Fortaleza Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Sob chuva, ex-presidente Lula discursou para cerca de 12 mil pessoas no centro de Fortaleza Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

 

Ex-presidente participa de ato pró-Dilma em Fortaleza neste sábado (2) e diz que ajudará a presidente a recuperar o País

O ex-presidente Lula discursou neste sábado (2) no centro de Fortaleza e disse que com com a autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), assumirá o cargo de ministro-chefe da Casa Civil do governo Dilma Rousseff na quinta-feira (7). A visita de Lula à capital cearense atraiu tanto a população da cidade como de outros municípios, que formaram caravanas para participar da manifestação.

“Se tudo der certo e a Suprema Corte aprovar, quinta-feira eu estarei assumindo a Casa Civil do governo. E vou dizer por que que eu aceitei [o convite de Dilma], depois de muito tempo. É porque estou convencido, acredito nisso como acredito em Deus, que este País tem que mudar, tem que dar a volta por cima, mudar a economia, gerar emprego e renda para essas pessoas”, afirmou o ex-presidente.

A vinda a Fortaleza faz parte de uma estratégia do ex-presidente destinada a obter apoios à manutenção do mandato de Dilma na Presidência da República. Em um discurso de cerca de meia hora, Lula ressaltou as conquistas dos governos do PT e a necessidade da retomada do crescimento econômico.

“Eu estava pensando que ia descansar na minha vida, mas eu não vou deixar, junto com vocês, não vou permitir que haja golpe. E queria fazer aqui nesta praça um apelo aos deputados federais. A melhor maneira de chegar ao poder é disputar eleições, ganhar eleições. Eu sou a experiência disso. Perdi muitas eleições, e quero que eles aprendam isso”, afirmou o líder petista.

Ele provocou diversas vezes palavras de ordem entre os presentes, como “Lula, guerreiro do povo brasileiro” e “Lula, me liga, me chama de querida”, que faz referência aos áudios de conversas do ex-presidente divulgados pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato.

“Mesmo que não tivesse esse ato, só pela chuva que Deus mandou, já valeria a pena estar aqui no Ceará”, iniciou Lula, citando a chuva que persiste no Estado há três dias e que prosseguiu no dia de sua visita. Em uma avaliação da crise política, ele disse nunca haver visto um clima de ódio como o atual e, sem citar nomes, o atribuiu a alguns setores da mídia.

O ex-presidente criticou as pessoas que se manifestam a favor da saída de Dilma. “Essa gente que vai para a rua usando verde e amarelo para dizer que são brasileiros precisava ter trabalhado o tanto que nós trabalhamos. Eles precisam saber que esse povo que está aqui é ordeiro, paga suas contas e que quer apenas respeito ao mais elementar e universal, que é o direito ao voto popular que elegeu Dilma.”

Segundo a Secretaria da Segurança e Defesa Social do Ceará, cerca de 12 mil pessoas participaram do ato na Praça do Ferreira.

Bandeiras, estandartes e camisas estampavam o rosto de Lula e os depoimentos das pessoas reforçavam a sua liderança política. “Nós viemos a Fortaleza dar apoio a Lula porque ele foi a pessoa que mudou a cara do Brasil. A visita é importante porque ele vem mostrar que tem compromisso com o povo.”, disse o agricultor Tertuliano Alves Feitosa, que mora em Pedra Branca, a 262 quilômetros da capital cearense.

NEM DILMA NEM TEMER | Rede Sustentabilidade faz ato nacional por nova eleição

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ato nacional

A Rede Sustentabilidade lança nesta terça-feira, 5 de abril, a campanha Nem Dilma Nem Temer, Nova Eleição é a Solução, em um ato que acontece no Hotel Nacional, em Brasília (DF), às 12h.

Para a Rede Sustentabilidade, a solução para a atual e grave crise política do país não está nem na presidente Dilma Rousseff, nem no seu vice Michel Temer, porque ambos são responsáveis pela atual situação do Brasil. Por isso, a realização de um novo pleito é a melhor forma de enfrentar todo esse contexto, ao devolver à sociedade a opção de rever sua opção através do voto.

OPINIÃO | Impeachment deve mexer no tabuleiro do DF para 2018

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Por Ricardo Callado

Daqui a exatos dois anos iniciam as convenções partidárias. Elas irão definir quais serão os candidatos a cargos majoritários. Serão colocadas em disputa duas vagas ao Senado e ao Palácio do Buriti.

 

Apenas um candidato pode dizer que está definido. Rodrigo Rollemberg (PSB) será candidato, independente dos índices de avaliação. Só um desastre maior para tira-lo da disputa.

 

Rollemberg não vai esperar a definição dos adversários. Deve costurar uma chapa que possa recoloca-lo por mais quatro anos à frente do GDF. No primeiro ano de governo, abdicou da política.

 

O esticamento excessivo do discurso de herança maldita e o distanciamento do meio político não fizeram bem para o governo. Num cenário de terra arrasada, não soube passar esperança à população.

 

A estratégia política foi errada. Quando não se tem como fazer, deve-se pelo menos passar o sentimento de que pode ser feito e se pretende fazer. Ao invés de esperança, passou a impressão de que tudo estava perdido e nada poderia ser feito.

 

E pode sim. Muito pode ser feito. Mas precisa que o governo mude de postura. Aprenda a se comunicar com a sociedade de forma franca e direta. Rodas de conversa? Bobagem. Isso é muito bom para campanha, não para governar. 2018 não parece, mas é bem ali.

 

O processo de impeachment sugere que o Buriti ganhou certo sossego, fôlego. Mas só sugere. Se analistas consideram que o GDF saiu do tiroteio, estão errados. Que o governador poderia se ocupar de uma pauta positiva, também é uma miragem. Da mesma forma que todos os olhares estão para o cenário nacional, e não tem espaço para críticas ao Buriti, também não tem para elogios.

 

Tudo de bom que o governo está fazendo nesse momento passa despercebido. É uma pauta positiva sim, mas solenemente ignorada pela população. Além disso, a interlocução com a opinião pública ainda é falha.

 

Soma-se a isso que o impeachment está criando os adversários perfeitos para Rollemberg. Pelo menos três nomes surgem com players para a eleição e 2018.

 

Com uma provável assunção Michel Temer, o ex-vice-governador Tadeu Filippelli vai ocupar espaço estratégico no novo governo. Filippelli é ruim de voto, mas habilidoso na articulação e terá um cenário favorável.

 

Apenas com os dois partidos que tem na mão, PMDB e PP, somará oito minutos de tempo de televisão. É bom lembrar que Rollemberg teve cerca de 4 minutos em 2014, suficientes para ir ao segundo turno.

 

E ainda terá apoio do governo federal, uma máquina que pode fazer a diferença. O governo é uma meta mais distante, mas pode entrar competitivo para o Senado e montar uma boa coligação para o governo.

 

Será o candidato da barganha. O problema é que o ambiente mudou. Se o desgaste da marca política permanecer, significa que esse “modelo” pode não ser mais aceito pela população.

 

A derrocada da presidente Dilma e do PT coloca a ex-senadora Marina Silva (Rede Sustentabilidade) como uma das favoritas ao Palácio do Planalto. Para isso o partido não pode errar na posição que terá no processo de impeachment. Se colocar como alternativa viável, que pode trazer um sopro de esperança no contaminado meio político.

 

Um erro pode ser fatal e atingir os candidatos da Rede em todo o país. A rejeição e o desgaste que hoje o PT tem podem ser facilmente transferidos para os aliados de Marina e para ela própria.

 

No DF, mantendo um cenário favorável para Marina, e a Rede acertando sua posição em relação ao processo de impeachment, o líder do partido na Câmara Legislativa, Chico Leite, chega competitivo.

 

Chico Leite é pré-candidato ao Senado ou ao próprio Palácio do Buriti. Tudo vai depender do cenário político. A primeira opção é a preferida. Mas se o partido precisar de um palanque forte para Marina, Chico Leite estará disposto a disputar o governo.

 

Processos de impeachment criam heróis e vilões. O presidente da comissão, Rogério Rosso, que está analisando o afastamento de Dilma Rousseff, está entre um ou outro. Não tem como escapar de um rótulo.

 

A carreira política de Rosso está vinculada a de Dilma. E é também o que mais caminha para o desgaste. É muito difícil atravessar esse mar de politização sem assumir algum desgaste. Rosso sofrerá o efeito day after. Se a Dilma cair, o Rosso terá a marca da traição, se a Dilma ficar, o Rosso terá a marca da proteção à Dilma e ao PT.

 

Rosso pode ser culpado de alguma coisa, terá a “tarja” de alguma coisa, e isso terá reflexo em 2018. O Distrito Federal é uma das unidades da Federação mais politizadas. E onde a rejeição a presidente é maior. Mas onde o PT ainda tem um eleitorado fiel.

 

Rogério Rosso nunca tem uma nova chance de dar um grande salto na sua trajetória política. Se o GDF caiu no seu colo uma vez, pode novamente se tornar algo palpável. Uma postulação ao Senado, algo que já estava sendo construído, se tornará inevitável.

 

Outros nomes irão despontar para candidaturas majoritárias em 2018. Mas por outros meios, não pela atual crise nacional.

 

Se pode chamar isso de sorte, Rollemberg tem a seu favor que Filippelli, Chico Leite e Rosso não conseguiriam fazer uma composição, seja por questões ideológicas ou pessoais.

 

Em resumo, o impeachment tira de Rollemberg os holofotes das críticas, mas não acrescenta uma pauta positiva. Ao mesmo tempo em que fabrica adversários para 2018.

 

E o governador, por uma questão institucional e por necessidade de parceria, ainda tem que ficar em cima do muro, ouvindo protestos dos dois lados.