
Por Fábio Campana – A força-tarefa da Operação Lava Jato está interessada nas informações que o ex-deputado André Vargas, que pertenceu ao PT, tem afirmado dispor sobre o financiamento de campanhas majoritárias do partido.
O político, que é de Londrina (PR) e foi próximo de Alberto Youssef, doleiro e um dos principais delatores da LavaJato, teve cargos de destaque na hierarquia petista: foi secretário nacional de Comunicação da sigla e vicepresidente da Câmara dos Deputados.
Sua ligação com os escândalos apurados pela Operação veio à tona em abril de 2014, antes da reeleição da presidente Dilma Rousseff, e o levaram em poucas semanas a sair do partido. No fim de dezembro, foi cassado. As informações são de André Guilherme Vieira no Valor Econômico.
No início de março, Vargas afirmou a seus defensores que está disposto a fazer delação premiada. Procurada, a defesa do exparlamentar informou que não vai se manifestar sobre o assunto.
O exdeputado foi condenado pelo juiz federal Sergio Moro a 14 anos e 4 meses de prisão em agosto do ano passado por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, praticados com recursos que teriam origem na Petrobras. O expetista quer sair do regime prisional fechado.




