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Rollemberg: Apoio do PT à eleição de Agaciel ao comando da CLDF é importante

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Por Ana Maria Campos, da coluna Eixo Capital

Governando com ajuda do PT

Apesar das críticas à herança do governo de Agnelo Queiroz, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) tem o apoio dos deputados petistas na Câmara Legislativa. Chico Vigilante, Ricardo Vale e Wasny de Roure se intitulam oposição, mas têm ajudado o Executivo. Não são submissos e fazem críticas pontuais, mas não são inimigos. O apoio do PT à eleição de Agaciel Maia à Presidência da Câmara será importante. Deve garantir a vitória e um período de tranquilidade para Rollemberg na relação com o Legislativo.

 

Prosperidade

A semana foi próspera para o governador Rodrigo Rollemberg (PSB). As articulações para a eleição de Agaciel Maia (PR) à Presidência da Câmara Legislativa avançaram e o PMDB, de seu potencial adversário nas próximas eleições, Tadeu Filippelli, entrou no olho do furacão das delações premiadas de executivos da Odebrecht.

 

Trânsito em várias vias

Filiado ao PR, partido do ex-governador José Roberto Arruda e de Jofran Frejat, o deputado Agaciel Maia sabe transitar bem entre os políticos de diferentes cores. Candidato apoiado pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB), conquistou o apoio da bancada do PT. Experiente na política, conversa bem também com o ex-vice governador Tadeu Filippelli (PMDB).

GDF lança projeto de iluminação que beneficiará população do Tororó

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Ordem de serviço para benfeitorias no setor habitacional foi assinada pelo governador de Brasília neste sábado (10). Regularização e infraestrutura também estão previstas para a região

O caminho de casa para o comércio, para a faculdade e para outras regiões administrativas ficará mais fácil e seguro no Setor Habitacional Tororó, em Santa Maria. “Locais que estão no escuro serão iluminados, a regularização agora está mais perto da realidade, tudo isso nos deixa esperançoso”, comemorou a moradora e presidente da Associação de Empreendedores do local, Maria José Feitosa. Na ocasião, na manhã deste sábado (10), o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, assinou a ordem de serviço para projeto de iluminação do setor.

Serão instalados 2 mil metros de rede de baixa tensão, 50 braços pesados com luminárias, 23 postes de aço curvo de 7,5 metros com luminária e 33 postes de rede aérea. “Essa é uma região muito especial para Brasília, faremos todo o esforço para garantir o crescimento ordenado e com qualidade de vida para essa população”, destacou Rollemberg.

A iluminação começará a ser instalada pela Companhia Energética de Brasília (CEB) ainda nesse mês e a previsão de conclusão é no fim de janeiro. O investimento previsto é de R$562 mil, com verba de emenda parlamentar da deputada distrital Telma Rufino (Pros), que acompanhou a assinatura. O projeto contempla os condomínios Via Green Village e Atlântico Sul, além de complementar a iluminação já existente em outros pontos do setor.

No início da manhã, o governador percorreu as ruas e os condomínios da região para avaliar os serviços públicos prestados.

Regularização e infraestrutura

Durante o evento, houve a entrega simbólica de reparos feitos em parceria do governo com a sociedade. Por meio de arrecadação da Associação de Empreendedores do Tororó, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) cascalhou 13 quilômetros de vias no setor habitacional.

Também foram instaladas 30 bacias de contenção e 30 quebra-molas. “O governo sozinho, às vezes, não é capaz de enfrentar todos os desafios com a rapidez que a população precisa”, avaliou Rollemberg. “Ficamos muito gratos com essa parceria e trabalhamos para garantir outras benfeitorias na região como a macrodrenagem e a duplicação de vias de acesso”, adiantou.

O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) também entregou a licença ambiental para o condomínio Santa Felicidade, um dos 24 mapeados na região. O documento é essencial para iniciar a regularização dos terrenos. De acordo com o Ibram, quatro já estão com a licença expedida e os outros 20 estão em processo.

Também participaram do evento os secretários de Infraestrutura e Serviços Públicos, Antônio Raimundo Santos Ribeiro Coimbra, das Cidades, Marcos Dantas, e de Gestão do Território e Habitação, Thiago Teixeira de Andrade; o chefe da Casa Militar, coronel Cláudio Ribas; os presidentes do Ibram, Jane Vilas Bôas, e da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), Júlio César de Azevedo; os diretores presidentes da Novacap, Júlio Menegotto, e da CEB, Ari Joaquim da Silva; e o administrador de Santa Maria, Hugo Gutemberg Correia Monteiro Da Silva.

Ceilândia Sempre Viva chama autoridades para prestar contas e ouvir demandas

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Autoridades e lideranças comunitárias prestaram contas à comunidade e ouviram demandas da população de Ceilândia, neste sábado (10). Em frente à feira permanente da região administrativa, moradores – de grupo criado em outubro com o objetivo de levar demandas aos representantes do Legislativo e do Executivo – organizaram o Ceilândia Sempre Viva.

“Temos um olhar especial para Ceilândia e aqui estão nossas maiores benfeitorias”, destacou o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg. Ele citou, por exemplo, obras de drenagem, de recapeamento e de infraestrutura nos Setores Habitacionais Por do Sol e Sol Nascente.

Além disso, listou a entrega de dois terminais rodoviários na região administrativa (um na QNR e outro no P Sul), a reforma do Centro Educacional 7, a construção de duas unidades básicas de saúde e o início das obras do trecho de ligação da Avenida Hélio Prates com o Sol Nascente. “Também inauguramos o restaurante comunitário do Sol Nascente, de grande valia para aquela população. Em janeiro vamos entregar 800 escrituras para os moradores de Ceilândia”, contou.

Uma das lideranças do grupo organizador, João Paulo de Souza Serafim, de 35 anos, reforçou que a intenção é defender os interesses dos ceilandeses, independentemente de ideologias políticas. “Estamos preocupados com as casas que estão fora da poligonal, pedimos sensibilidade dos órgãos competentes para nossa situação”, disse o morador do Setor Habitacional Sol Nascente.

Rollemberg reforçou que a intenção do governo é manter o diálogo aberto com a sociedade e que as sugestões da população são bem-vindas. “Vamos nos esforçar ao máximo para fazer o que pudermos, seja por meio de emendas parlamentares ou da ajuda popular. Os interesses da cidade devem estar acima de qualquer coisa”, defendeu. Após o encontro, o governador visitou a Feira Permanente de Ceilândia.

Participaram do bate-papo com a comunidade o vice-governador do DF, Renato Santana; o administrador regional de Ceilândia, Vilson José de Oliveira; o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab), Gilson Paranhos; a ex-governadora do DF Maria de Lourdes Abadia; os deputados distritais Celina Leão (PPS), Chico Vigilante (PT), Luzia de Paula (PSB), Raimundo Ribeiro (PPS); os deputados federais do DF Érika Kokay (PT), Izalci Lucas (PSDB), Ronaldo Fonseca (Pros) e Rôney Nemer (PP); e o senador Hélio José (PMDB).

Curta-metragem brasiliense aborda o universo do vício em crack

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“Isto não é um cachimbo”, será exibido gratuitamente na próxima quinta-feira (15) no teatro do Brasília Shopping

O enredo da produção retrata, de forma poética, o efeito do crack e suas nuances na vida dos personagens. Daniel, acompanhado de Laura, se depara com um velho amigo do passado. Esse encontro o coloca em contato com a dor, a solidão, o êxtase, a alegria e a fúria.

O protagonista, João Campos, que interpreta Daniel, está no ar como o jornalista Élio em “A Lei do Amor”, novela das 21 horas da Rede Globo. O elenco conta, ainda, com Helena Miranda e Diego Azambuja.

Allex Medrado, mestre em Cultura Visual pela Universidade Federal do Goiás (UFG), e docente no curso de Comunicação Social no Centro Universitário Estácio Brasília, explica a função social do trabalho “O filme busca um diálogo sobre o consumo de drogas de maneira ampla. Enquanto cineasta e professor, é importante dizer o quanto a linguagem audiovisual constrói olhares e modos de ser diferentes dos habituais”, afirma.

Premiado com menção de honra ao mérito no festival de curta-metragem internacional de filmes para família contra o abuso e tráfico de drogas em Jakarta, na Indonésia, em maio, participou, também, da mostra de curtas brasileiros no Festival de Filmes de Norwich, em agosto, na Inglaterra.

Com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), a exibição terá lugar às 19h no teatro do Brasília Shopping com entrada gratuita. A capacidade é de 100 lugares e a classificação indicativa é 16 anos.

Mulheres e homens se aposentam com a mesma idade em 60% dos países

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Segundo os índices de expectativa de vida, divulgados pelo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em dezembro, a expectativa de vida ao nascer no Brasil alcançou 75 anos, 5 meses e 26 dias em 2015, aumento de 3 meses e 14 dias em relação ao ano anterior. Com relação às mulheres, a esperança de vida chega a 78 anos e 1 mês, sete anos a mais do que os homens, que pelas regras atuais da Previdência Social se aposentam cinco anos depois, aos 65 anos de idade.

Esses dados são usados como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário, no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social. Caso o Congresso Nacional aprove a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, que trata da reforma da Previdência, homens e mulheres irão se aposentar com a mesma idade. Isso porque passa a existir uma idade mínima para aposentadoria, 65 anos. Além disso, o tempo mínimo de contribuição aumentará de 15 anos para 25 anos.

De acordo com um levantamento feito em 2014 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), homens e mulheres se aposentam com a mesma idade em mais da metade de uma lista de 51 países. Os dados mostram que 60% destas nações concedem a aposentadoria para ambos os sexos com o mesmo tempo de vida, entre pessoas que começaram a trabalhar aos 20 anos.

Entre os países que apresentam as mesmas condições para homens e mulheres pedirem a aposentadoria estão Alemanha, Islândia e Noruega. Nessas nações, a idade mínima para se aposentar é 67 anos, a mais alta. Depois estão Estados Unidos, Portugal e Irlanda, com 66 anos. Enquanto na Arábia Saudita tanto homens quanto mulheres podem se aposentar com 45 anos. Ainda entre os países que igualam a idade de aposentadoria para profissionais estão Austrália (65 anos), Bélgica (60 anos), Canadá (65 anos), Dinamarca (65 anos), Finlândia (65 anos), França (61,2 anos), Grécia (62 anos), Hungria (62,5 anos).

Em alguns países, a diferença de idade para requerer o benefício chega a cinco anos. Este é o caso do Chile, Itália, Áustria, Argentina e Rússia, onde homens se aposentam mais tarde do que mulheres. Outros como Itália, República Tcheca e Suíça apresentam uma menor diferença de idade para homens e mulheres solicitarem sua aposentadoria.

 

Empresa Júnior ganha prêmio nacional e doa R$ 10 mil em livros para UnB

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Grupo Gestão venceu premiação com o projeto Farol Produtividade, uma ferramenta inovadora onde é possível calcular a produtividade dos membros de uma empresa com base na estratégia

O Grupo Gestão, empresa júnior do curso de Engenharia de Produção da Universidade de Brasília (UnB), ficou em primeiro lugar no Prêmio Ambev com o Projeto Farol Produtividade. A premiação aconteceu durante o Encontro Nacional de Empresas Juniores (ENEJ), em Porto Alegre, em 2013. Por questões burocráticas, a premiação de R$ 10 mil demorou a sair, mas em outubro de 2016 os gestores da empresa receberam o cheque e decidiram reverter o valor em livros para a Biblioteca Central (BCE) da UnB.

“O nosso curso é relativamente novo. Foi criado em 2009 e ainda não possuímos um grande acervo de livros sobre Engenharia de Produção na BCE. Por isso decidimos usar o valor da premiação para aumentar a literatura sobre o assunto e ajudar os nossos colegas de curso. Temos grandes talentos aqui e temos certeza que o prêmio será bem melhor aproveitado dessa forma”, explica Vitor Duarte, discente do curso e presidente do Grupo Gestão. Os professores da Universidade auxiliaram os alunos na escolha dos livros para a doação.

O projeto da empresa, Farol Produtividade, é uma ferramenta para gestão interna de negócios que calcula o desempenho de atividades realizadas. “Criamos uma planilha onde é possível mensurar a produtividade dos membros de uma empresa. Com a planilha, conseguimos centralizar metas e planos de ação e, como resultado, alinhar os esforços da empresa à estratégia. É uma ferramenta de gestão interna muito eficiente”, explica Rafael Versiani, aluno da UnB e diretor de Marketing do Grupo Gestão. O case da empresa competiu na categoria Prática Interna.

Para Vinícius Dayrell, estudante da UnB e diretor comercial do Grupo Gestão, o prêmio veio certificar o trabalho realizado por eles. “Somos uma empresa júnior. Todos voluntários. O nosso trabalho é em busca de conhecimento e capacitação, para formar cada vez mais profissionais qualificados em Engenharia de Produção. Estamos gerando resultados para pequenas e médias empresas desde a graduação, colocando a teoria em prática. A premiação nos mostra que estamos no caminho certo e isso certamente está nos impulsionando para desafios maiores”, relata.

Criado há sete anos, o Grupo Gestão já apresenta um crescimento de 300% no ano de 2016 e atualmente está entre as 20 empresas juniores com maior faturamento do Brasil. A expectativa é que o faturamento de 2017 seja ainda maior.

A doação do livro para a biblioteca da UnB ainda não aconteceu por conta da paralisação de seus profissionais. A entrega oficial deve acontecer nas próximas semanas.

Sobre o Grupo Gestão – O Grupo Gestão faz parte do Movimento Empresa Júnior (MEJ), organizado e representado no Distrito Federal pela Concentro e no Brasil pela Brasil Júnior. O movimento tem o apoio de grandes empresas como Ambev, Fundação Estudar e de grandes consultorias como McKinsey e Bain & Company. A empresa presta serviços de consultoria em gestão, finanças, processos e produção. Os serviços buscam oferecer aos seus clientes o melhor resultado com eficiência, qualidade e excelência. Mais informações pelo site: www.grupogestaoconsultoria.com.

Centenário de nascimento de Miguel Arraes é celebrado em Brasília

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O centenário de nascimento do ex-governador de Pernambuco e ex-presidente do PSB, Miguel Arraes, será celebrado com uma série de eventos nos dias 13 e 14 de dezembro, em Brasília. Um dos principais líderes da esquerda brasileira, Arraes completaria 100 anos no próximo dia 15.

 A programação começa na terça-feira (13), às 9h30, quando a Fundação João Mangabeira inaugura, com o apoio do Instituto Miguel Arraes, a exposição fotográfica Miguel Arraes 100 anos, no corredor de acesso ao plenário da Câmara dos Deputados. No mesmo dia, às 11h, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal realizam uma sessão solene conjunta para celebrar a memória do socialista.
 A mostra fotográfica aborda a história de vida e a trajetória política do socialista, desde seu nascimento em Araripe (CE), passando por sua juventude na cidade do Crato (CE) e seu exílio na Argélia após o golpe militar de 1964. A exposição também resgata importantes iniciativas sociais de Miguel Arraes para o povo pernambucano, como o Chapéu de Palha, programa que empregava os bóias-frias em pequenas obras públicas durante as entressafras e o Acordo do Campo, que obrigou usineiros a respeitar os direitos trabalhistas dos canavieiros da Zona da Mata.
 O PSB também realizará uma sessão solene em memória de Miguel Arraes durante abertura da reunião do Diretório Nacional do partido, na quarta-feira (14), às 9h, no Salão Azul do Hotel Nacional. No mesmo dia, às 20h, personalidades da política e artistas se reunirão em um ato político e cultural com show de Toquinho, Ivan Lins e Antônio Nóbrega, no auditório Planalto do Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
 Doutor Arraes, como era carinhosamente chamado, nasceu em Araripe, interior do Ceará, e construiu sua trajetória política em Pernambuco. Teve sua vida pública marcada pelo compromisso com a redução das desigualdades sociais, a melhoria das condições de vida no campo, a conquista de direitos e a luta em defesa da democracia brasileira.
 “Miguel Arraes foi um homem à frente do seu tempo. Dedicou a maior parte de sua vida para mudar a realidade do povo mais sofrido de Pernambuco e defender a democracia no Brasil. Sustentou a ideia de construirmos um projeto de nação. Por toda a sua vida, honrou a confiança do povo. Arraes faz muita falta neste momento”, afirma o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.
 “Mas ele nos deixou suas ideias, sua visão de mundo, e seu exemplo como cidadão, homem público, dirigente partidário e líder político, e isso é o mais importante”, destaca.
 Além de secretário da Fazenda de Pernambuco, sua primeira função pública, Arraes foi deputado estadual e federal, prefeito do Recife e governador por três mandatos. No dia 1º de abril de 1964, em sua primeira gestão, foi deposto pelos militares que inauguravam o período ditatorial no país, e preso em quartéis do Recife e da Ilha de Fernando de Noronha.
 Em 1965, parte com a família para o exílio na Argélia, onde permanece por 14 anos. Em 1979, com a anistia, volta ao Recife, mas não desiste da política. Em 1982, é eleito deputado federal; em 1986, chega pela segunda vez ao governo de Pernambuco.
 Filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), em 1990, se elege novamente deputado federal, desta vez com a maior votação proporcional do país. Em 1993, assume a presidência nacional do PSB, função que ocupou por 12 anos.
 Em 1994, volta ao Palácio Campo das Princesas pela terceira vez. Em 2002, se elege para seu último mandato na Câmara dos Deputados.
  Arraes morreu aos 88 anos, no dia 13 de agosto de 2005, no exercício do seu mandato no Congresso Nacional.
Saiba mais sobre Miguel Arraes:

Instituto Miguel Arraes

Miguel Arraes 100 Anos

Rollemberg apresenta novo portal da transparência do governo

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Novo portal da transparência foi lançado pelo governador Rollemberg nesta quinta-feira (9). Foto: Gabriel Jabur

Gráficos detalhados de gastos e arrecadação do governo de Brasília. Georreferenciamento de todas as administrações regionais. Detalhamento dos valores pagos, empenhados e liquidados. Extrato anual do contracheque de 214.774 servidores. Essas são algumas das novidades do novo portal da transparência, desenvolvido pela Controladoria-Geral do Distrito Federal e lançado oficialmente pelo governador Rodrigo Rollemberg no Palácio do Buriti nesta quinta-feira (9), Dia Internacional de Combate à Corrupção.

Logo na página inicial do portal, há três botões. O primeiro explicita os gastos e a arrecadação da administração pública; o segundo apresenta a situação de cada administração regional, com a possibilidade de fazer consultas filtradas; e o terceiro mostra painéis de transparência. Esses últimos ficarão expostos na Rodoviária do Plano Piloto, para a população ver onde é aplicado o dinheiro pago com impostos e taxas, o que era uma promessa de campanha do governador.

Rollemberg classificou a transparência como elemento importante no combate à corrupção e destacou a facilidade de navegação no portal. “A transparência permite a participação da população e dá a ela a percepção de onde estão sendo colocados os recursos públicos”, disse. “O portal tem todo tipo de informação, como de onde vêm as receitas e quais são os maiores gastos.”

“O portal traz dois principais avanços: a qualidade da informação, com vários gráficos que detalham as despesas; e a navegabilidade, pois com dois cliques se chega ao mesmo lugar onde antes eram necessários dez movimentos”, resumiu o controlador-geral do DF, Henrique Ziller.

Para o subcontrolador de Transparência e Controle Social, da Controladoria-Geral, Diego Ramalho Freitas, o novo visual está mais agradável e mais simples e é um avanço na transparência. “Antes, para chegar aos números dos gráficos, eram necessárias várias consultas e saber usar Excel. Agora eles estão lá para todo mundo ver.” Segundo Freitas, a mudança do leiaute foi resultado de sugestões de uma maratona com estudantes em dezembro de 2015.

Combate à corrupção e índice de transparência

Para marcar o Dia Internacional de Combate à Corrupção, celebrado nesta sexta-feira, a Controladoria-Geral promoveu nesta semana uma série de atividades. Na quarta-feira (7), o destaque ficou com a divulgação do ranking de transparência ativa (quanto a entidade fornece a informação) dos órgãos governamentais. Pelo levantamento, a Casa Civil, as secretarias de Mobilidade e de Infraestrutura e Serviços Públicos, além da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) e da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), atingiram 100% de transparência.

A programação termina no sábado (10), a partir das 13 horas, com a participação em um evento do Picnik, projeto que reúne moda, gastronomia, música e outras atrações em áreas públicas da cidade. Será na Praça dos Cristais, no Setor Militar Urbano. A controladoria levará informações sobre o tema combate à corrupção.

Entrega de relatórios do programa Controladoria na Escola

Logo após a apresentação do portal, alunos de cinco colégios públicos entregaram relatórios do Controladoria na Escola, em que apontam aspectos a melhorar nas instituições. Os documentos foram entregues ao governador, ao controlador-geral do DF, ao secretário de Educação, Júlio Gregório Filho, e à colaboradora do governo Márcia Rollemberg.

Logo após a apresentação do portal, alunos de cinco colégios públicos entregaram relatórios do Controladoria na Escola, em que apontam aspectos a melhorar nas instituições.
Logo após a apresentação do portal, alunos de cinco colégios públicos entregaram relatórios do Controladoria na Escola. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

O resultado da auditoria dos estudantes do Centro de Ensino Fundamental 404, de Samambaia, foi apresentado no evento. Para Ziller, o que se viu superou as expectativas. “As responsáveis pela limpeza relataram menor quantidade de lixo, e os alunos fizeram uma horta para melhorar a qualidade da merenda. Eles perceberam que a escola é deles e eles, da escola”, afirmou. “A coordenação do colégio informou, ainda, uma melhoria no desempenho deles.”

Os alunos e diretores representantes das instituições contempladas citaram os avanços do Controladoria na Escola. Sobre a aplicação de recursos públicos, todos reivindicaram que o Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf) se torne lei.

Para o governador, tanto a maior participação dos alunos na solução de problemas das escolas quanto a transformação do Pdaf em lei devem representar avanços. “O Controladoria na Escola envolve os estudantes na identificação e na solução dos problemas da instituição. Isso faz com que eles saibam, por exemplo, que, se depredam um banheiro, perdem recursos que poderiam ser investidos na melhoria do colégio”, disse. “Queremos transformar o Pdaf em lei, ampliar os recursos e definir o cronograma da liberação, mas é importante que os diretores prestem contas dos gastos.”

O secretário de Educação, Júlio Gregório Filho, ressaltou que 2015 foi o ano de maior execução de recursos do programa. “Fizemos a maior execução dos recursos do Pdaf na história do DF no ano passado, mas a prestação de contas, de cada item que é pago, é imprescindível”, observou.

Pandora: PF diz que equipamento não pode ser periciado

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Defesa vai pedir que provas feitas com o equipamento sejam prejudicadas e anuladas

Do Portal NBN Brasil


Em resposta a solicitação do juiz Atalá Correia, da 7ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), o delegado da Polícia Federal, Eduardo Márcio Santos Galdino da Silva, afirma não ser possível localizar o equipamento usado para captação de áudio e vídeo na Residência Oficial de Águas Claras, durante a Operação Caixa de Pandora.

O ofício nº 20/2015, assinado pelo delegado, é datado de 11 de março de 2015, dois meses depois de outra gravação polêmica entre o magistrado e integrantes do Ministério Público. No vídeo, publicado à época pelo Blog do jornalista Ricardo Callado, é demonstrada preocupação com a perícia no equipamento.

Na terça-feira (6), após pedido de vista do ministro Felix Fischer, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) restabeleceu decisão que autorizou a realização de perícia no equipamento utilizado por Durval Barbosa, ex-secretário do governo do Distrito Federal, em gravações que embasaram suas denúncias contra o ex-governador José Roberto Arruda na Operação Caixa de Pandora.

O julgamento foi concluído nesta terça-feira. No recurso em habeas corpus, a defesa do ex-governador Arruda alegava a suspeição do magistrado condutor da instrução criminal e pedia a anulação de atos processuais.

A defesa solicitou a declaração de nulidade dos atos praticados pelo juiz da 7ª Vara Criminal de Brasília, por entender que conversas ocorridas entre o magistrado e promotores poderiam ter influenciado nas decisões do processo, pois após o diálogo, o juiz reconsiderou uma decisão e indeferiu a perícia no equipamento de gravação.

O advogado André Gomes, que faz a defesa do ex-deputado Berinaldo Pontes, anuncia que irá pedir a anulação das provas. “Como o equipamento não existe mais, não será possível saber se as provas foram editadas ou não. Se tiraram frases fora do contexto da conversa. Por isso, essas provas estão prejudicadas, devem ser anuladas e retiradas do processo”.

Teor do ofício

O delegado que assina o ofício é também chefe da Divisão de Contrainteligência Policial, da Diretoria e Inteligência Policial da PF. Eduardo Santos afirma:

“Se os equipamentos de captação de áudio e vídeo ambiental utilizados para produção dos registros constantes no Relatório de Captação Ambiental juntado pelo MPDFT aos autos foram mantidos em custódio”, o delegado responde que “os equipamentos em questão não foram mantidos em custódia, vez que os equipamentos dessa natureza são utilizados constantemente em diversas operações da Polícia Federal, sendo que, pelo custo do equipamento e pela demanda operacional, não há condições de se custodiar todos os equipamentos utilizados a cada diligência, sob pena de se inviabilizar a continuidade de outras investigações por falta de aparelhos disponíveis.

No ofício, o delegado salienta que no caso em questão, a intercepção ambiental foi realizada em 2009, ou seja, “caso custodiado para fins de perícia, os equipamentos utilizados estariam parados por seis anos aguardando perícia ao invés de serem aproveitados em outros trabalhos, como efetivamente ocorreu”.

O juiz pergunta ainda ao chefe da Divisão de Contrainteligência Policial da PF “se podem ser identificados, ainda pelo modelo”. O delegado responde que “tais equipamentos são de difícil identificação, vez que todos os dados relacionados à diligência e materiais constam nos documentos produzidos à época, nos termos dos protocolos internos de utilização, não sendo localizado nos registros internos qualquer referência aos recursos materiais utilizados.

O delegado finaliza: “Não se mostra viável o atendimento da requisição dos dispositivos para disponibiliza-los aos peritos”.

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Gravação polêmica

Uma conversa entre o juiz Atala Correia, então titular da 7ª Vara Criminal de Brasília, e os promotores de Justiça Carlos Augusto Silva Nina e Sérgio Bruno Cabral Fernandes, em 23 de janeiro de 2015, foi gravada durante intervalo de audiência de instrução no processo da Operação Caixa de Pandora em que o réu é o ex-deputado distrital Berinaldo Pontes.

A gravação revela suposta manipulação das perícias e de provas, além de que todos os vídeos gravados pelo delator Durval Barbosa foram editados. Mostra, ainda, uma ação combinada entre Judiciário e Ministério Público, atropelando ações básicas, como o pedido da Polícia Federal para perícia do aparelho que foi usado para editar. O mesmo pedido foi feito pela defesa do ex-governador José Roberto Arruda.

A gravação rendeu uma ação por parte da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), além de ações impetradas pelos advogados do ex-governador José Roberto Arruda e do ex-deputado Berinaldo Pontes, com base no artigo 5o, LXVIII, da Constituição da República e nos artigos 647 e 648 do Código de Processo Penal. A ação é um habeas corpus, com pedido de liminar, que foi analisado pelo STJ, já que não foi aceito pelo TJDFT.

Veja o teor do parecer técnico da gravação feita durante a audiência

PARECER TÉCNICO:

 

Ref: Processo nº 2013.01.1.188163-3

7ª Vara Criminal da Circunscrição Judiciária de Brasília-DF

 

Dr. Eng. João Carlos Pinheiro Beck

Diplomado em Física – UFRGS – MEC 70865

Diplomado em Engenharia Metalúrgica – UFRGS – CREA 36218

Perito Criminalístico – Escola Superior de Polícia Civil

Ex-professor da Escola Superior da Polícia Civil

Mestre em Engenharia Metalúrgica – UFRGS

Doutor em Ciência dos Materiais – UFRGS

Professor Titular de Física (aposentado) do MINISTÉRIO DA DEFESA (CMPA)

Professor Titular aposentado da FENG-PUCRS.

Avaliador de Projetos de Engenharia do SEBRAE.

Em Física e Engenharia tem cinco livros publicados.

Já realizou mais de 1200 Perícias, Levantamentos, Informações e Trabalhos Técnicos.

Apresenta mais de 150 publicações em Congressos, Revistas e Periódicos, tanto Nacionais quanto Internacionais.

Porto Alegre,08 de setembro de 2015.

 

 1. HISTÓRICO

Em julho de 2015, a Defesa do Sr. José Roberto Arruda, trouxe a nosso conhecimento um arquivo de vídeo, referente a áudio ambiental, obtido durante o depoimento de testemunhas, no Processo de número 2013.01.1.188163-3, que tramita perante a 7ª Vara Criminal da Circunscrição Judiciária de Brasília-DF.

A solicitação da Defesa foi para que emitíssemos nosso Parecer Técnico, após exame pericial no arquivo de vídeo atinente a gravação do depoimento da testemunha Durval Barbosa Rodrigues, em particular à Transcrição de trecho do áudio do vídeo.

O material questionado nos foi encaminhado em formato eletrônico, conforme será descrito.

2. OBJETIVO DO EXAME PERICIAL

O trabalho a ser executado tem como objetivo a realização da Perícia de Análise de Conteúdo de vídeo, bem como a Transcrição de trecho do respectivo áudio.

3. MATERIAL RECEBIDO PARA EXAME

O material enviado para Perícia compreendeu, especificamente, um arquivo de vídeo, denominado “TESTEMUNHA – DURVAL_9.ts”, o qual apresentava as seguintes propriedades(Figura 01).

As principais informações sobre o vídeo e os Hashes identificadores estão apresentados a seguir.

Formato: MPEG-TS

Duração: 12 min 23 s

Tamanho: 89.8 MB

Resolução: 320 x 240 pixels

Taxa de quadros: 30 FPS

Áudio: 2CH 44kHz 128 kbps

Hashes

SHA256: ac3033d1f76bdc7802c8ec0f1ec3c4d5eb2389ceba9ada2226fc2e0559d21db4

MD5: 2bf601c3ff72b8ac828ff6abf0e4c75c

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Figura 01 – Características do arquivo de vídeo examinado.

4. MATERIAIS E MÉTODOS UTILIZADOS

4.1. Equipamentos e softwares utilizados

O material utilizado foi essencialmente o abaixo descrito:

  • microcomputador Acer Processador Intel(R) Core(TM) i5-5200U;
  • software, para análise propriedades de arquivos MediaInfo (versão 0.7.20);
  • software de análise acústica Adobe Audition, versão3.0 e Praat, versão 5.3.68;
  • fones de ouvido, marca Roland, modelo RH-200S;

4.2. Linhas gerais do desenvolvimento da Análise de Conteúdo

A Análise de Conteúdo é regularmente executada sobre registros que apresentem dificuldades de compreensão, uma vez que, do contrário, a simples reprodução do registro permitiria a depreensão de seu conteúdo. De maneira geral, envolve os seguintes procedimentos:1) a alteração das condições de apresentação do sinal de áudio, permitindo melhoria na depreensão do conteúdo; 2) o estabelecimento dos critérios de notação utilizados na descrição do conteúdo do áudio; 3) a localização de temáticas, sinopse e apontamentos relevantes e; 4) a confecção do Anexo Digital onde constam as faixas de áudio para fácil e sistematizada oitiva.

4.2.1.Alteração da qualidade acústica do sinal

Cumpre informar que, para que os procedimentos empregados no trabalho de tratamento de sinal (sendo mais freqüente a aplicação de ferramentas de ganho de intensidade e de filtragem em frequências e faixas de frequências específicas) resultem em uma qualidade suficientemente melhorada, de forma a permitir razoável inteligibilidade das enunciações, necessita-se que o material questionado tenha condições mínimas de análise. Em gravações ambientais, como a do caso em tela, tem-se uma série de eventos adversos que afetam o registro satisfatório do sinal vocal, o que, mesmo com os amplos recursos decorrentes de ferramentas existentes nos softwares disponíveis, prejudica ou mesmo inviabiliza o alcance do resultado desejável.

4.2.2.  Critérios de notação adotados

Para facilitar a compreensão da descrição adiante apresentada, foram adotados os seguintes critérios de notação:

  1. Nas situações em que os locutores identificarem-se ou forem identificados pelo(s) interlocultor(es) no transcorrer dos diálogos, serão a partir de então, identificados por seus supostos nomes;
  2. Os signos linguísticos “VM”e “VF” serão utilizados para locutores não identificados no discurso, quando suas qualidades/características vocais forem determinantes de falante masculino ou falante feminino, respectivamente;
  3. Havendo de mais de um locutor de mesmo gênero não identificado no discurso, esses serão diferenciados por algarismos arábicos, seqüencialmente posposto aos signos identificadores de gênero, iniciados em 1, assim (“VM1”, “VF1”);
  4. O signo“VF?” indicará elocução de voz com características femininas em condições que impedem correlação com outras vozes do mesmo diálogo;
  5. O signo “…” será empregado para indicar uma pausa, hesitação ou idéia de intenção de prosseguimento na sequência de enunciação do falante;
  6. O signo“/” representará uma interrupção abrupta no discurso;
  7. O signo“{…}” indicará ininteligibilidade de palavra(s) ou frase(s);
  8. O signo“{a palavra}” apresentará, em caso de dúvida na compreensão de alguma palavra ou frase, a forma presumida;
  9. O signo“( )” portarão as observações paralelas à transposição;
  10. A fidedignidade quanto à pronúncia do que é dito poderá ser priorizada em detrimento de normas ortográficas ou regras de pontuação, sendo os segmentos de fala, que forem literalmente reproduzidos, apresentados entre aspas (“ ”);
  11. O tempo zero foi atribuído ao início da reprodução do áudio questionado (no formato wave), sendo qualquer referência temporal feita em “mm:ss.ms” (onde “mm” diz respeito aos minutos, “ss” aos segundos e “ms” aos milésimos de segundo), os últimos utilizados apenas quando for necessária maior precisão.

    5. PROCEDIMENTOS INICIAIS

5.1. Exploração e cópia do conteúdo do vídeo

Na exploração do vídeo periciado, constatou-se tratar-se de imagens e áudio referentes ao trecho final do depoimento do Sr. Durval Barbosa, o intervalo e o início da oitiva da próxima testemunha, sendo identificada como Berinaldo.

O áudio transcrito aqui foi registrado no intervalo dos depoimentos de Durval e Berinaldo, em virtude do equipamento de gravação ter permanecido ligado durante o recesso dos trabalhos. A Figura a seguir ilustra três quadros extraídos do vídeo, nos instantes iniciais, intermediário e final à gravação.

01

Figura 02–Da esquerda para a direita, quadros extraídos do vídeo, em instante inicial, intermediário e final.

6. RESULTADOS

6.1. Da Análise de Conteúdo

Arquivo “TESTEMUNHA – DURVAL_9″ 00:00 a 02:10 Trecho 1
(Trecho inicial, até o início do recesso dos trabalhos, quando a testemunha Durval deixa o recinto para a entrada da próxima testemunha, identificada como Berinaldo)

Ruídos. Ininteligível.

(00:20) VF?: {… o senhor não precisa mais das folhas de {papel}?  Folha.

VM1: Então, após a assinatura o senhor tá…

Durval: {Não mais que ir?}

VM1: … dispensado, agradeço a colaboração.

VM?: {Expedir}.

VM1: Não temos mais audiências marcadas, por enquanto.

Durval: {Aham}. Não.

VM1: Tem uma audiência do Arruda agora em, em fevereiro, mas o senhor não, num tá…

VF2: O senhor assina …

VM1: E vamo, vamo ver agora os processos com um réu, já tão mais ou menos instruídos. Agora vai demorar um pouco pra gente voltar a marcar as audiências.

Ininteligível.

(01:03) VM1: {Vamo} ver o que eu consigo fazer em termos de, de cronograma.

Durval: Tô dispensado, Excelência?

VM1: Dispensado, agradeço a presença e colaboração. Obrigado {doutora}.

Durval: Obrigado.

Advogada: Boa tarde (em sobreposição a VM?)

VM1: Boa tarde, boa tarde.

VM2: Boa tarde.

VF?: Boa tarde, Doutora.

VM1: Senhor Berinaldo, o senhor pode inicialmente franquear o direito da entrevista com os doutores, tá? O senhor pode se sentar aqui, por favor?

VM1: {Sim, peraí só um segundo, {pra eu ir} ao toalete? (trecho ininteligível)

VM?: {Segundo a testemunha, o pessoal tá …} (trecho ininteligível) {desconhecimento do exame}. {Pra isso ele usou totalmente um, uma…}

VM1: Não tem problema, {até que foi mais rápido} do que eu imaginava (trecho ininteligível em sobreposição).

VM1: Doutores, os senhores querem fazer uma pausa pro banheiro, toalete?

VM?: Talvez fosse {…}

VM1: Se o senhor quiser.

VF?: Quantos minutos, {Vsa.} Excelência?

VM1: Acho {que} 5 a 10 minutos, no máximo.

VF?: Ótimo, dá tempo de {…} um pouco.

VM1: Só um instantinho.

VF?: Levantar um alvará (riso).

VM1: Se os senhores quiserem vir aqui, {comigo}.

VF?: Ok.

VM?: Ininteligível.

VF?: Sua caneta.

VM (Berinaldo?): Obrigado.

(02:10) VM?: Licença.

 

Arquivo “TESTEMUNHA – DURVAL_9″ 02:11 a 03:48 Trecho 2
(Trecho com vários tipos de ruídos de fundo, como passos, ranger de portas, vozes distantes/sussurradas, etc.).

(02:33) VM?: Oi, {tinha que falar comigo, cara?}

VM?: É um pedido junto a … (ininteligível), não sei o que significa.

VM?: {Senta aqui?}.

VM?: (Ininteligível). Como ele foi agora afastado, digamos assim.

(2:50) VM?: {Aquele perito é um problema. Quem ganhou foi a} polícia. Eles guardam tudo.

VM?: Até hoje?

VM?: Ficou com ele, em lugar inacessível, por estratégia ou esquecimento não mandou.

VM?: (ininteligível) pra conseguir esse CD.

(Trecho sussurrado ininteligível)

VM?: Não sei se {é isso …}.

(03:17)VM?: Não tem visto nenhum {cumprir}.

(03:23) VM?: Na boa fé, {o vídeo tá muito cortado. Tem muita mídia assim. Ele não queria deixar mais nenhum entrar}.

(Trecho sussurrado – ininteligível)

VM?: É, tranquilo.

(03:47) VM?: Como se fosse assim.

Arquivo “TESTEMUNHA – DURVAL_9″ 03:48 a 06:09 Trecho 3
(03:48) VM1: Queria comentar,eu tô, no final do ano passado eu consegui…

VM?: Cadeira.

VM1: despachar o, sanear um deles.

VM?: Qual deles?

VM1: Mais um do, o processo José {Celso Gontijo}, os empresários, já.

VM?: Ah.

VM1: Eu devo aí, tentar sanear mais, com mais velocidade. {Só que} eu devo, ainda tô, {assim}, eu gostaria de avançar um pouco mais na compra do apoio político.

VM?: Uhum.

(04:18) VM1: E eles pediram várias perícias nas mídias. A gente viu nesses últimos meses {aí, nessas mídias} especificamente.

VM?: {Uhum.}

VM1: Isso me tomou um tempo, {cara}. Eu devo despachar sobre perícias nessas mídias ou não…

VM?: Entendi. A gente {tem conversado, é debatido lá em relação a essa questão das} perícias, fica sempre naquela dúvida, né? Deixar, concordar, pra alegarem depois nulidade, mas a gente não sabe lá, o quê que vir, {levar isso} né?

(04:45) VM1: É. Eu tô assim.

VM?: (Sobreposição de falas) {…que a gente tem muito de}, por exemplo,  com a questão do equipamento. A gente sabe {em off} que o equipamento eles mudam toda hora, né? {Que} não deve ter mais esse equipamento, né?

VF?: Doutor (ininteligível, em sobreposição).

VM1: {Eu não}, eu só precisaria dessa, dessa confirmação.

VM?: Pois é, mas o “perisso”, o perito na última vez, “como assim?”, em vez de responder isso, até porque não sabe, isso vai pra Polícia Federal, ele requisitou o, o aparelho.

VM1: {Não, se o setor} esclarecesse se tem aparelho ou não.

VM?: É, aí. Mas ele diz que é possível fazer, e tal. {O problema é} a defesa dizer, olha, o aparelho não existe mais, porque se existisse, nós íamos conseguir fazer, provar alguma coisa (Trecho com sobreposição de falas).

VM1: É mas, eu acho assim, se o aparelho não existe mais, isso aí é uma questão…

(05:28) VF?: {Tem, porque eu vi o aparelho}. (Trecho em sobreposição ininteligível).

VM?: É, porquê… Mas a defesa é fogo se existisse o aparelho, se estivesse…

(05:34) VM1: Mas isso aí, isso é um problema que vai caber ao STJ, ele vai ter que decidir o seguinte, se daqui pra frente toda escuta a gente vai ter que custodiar o aparelho, pra vida eterna? Ou não.

VM?: É, o perito, ele poderia simplesmente resolver a situação, no curto prazo, {dizendo o seguinte} não, a perícia é sobre a mídia, e sim na mídia, não é no aparelho, não é? {Em face} do aparelho poder ou não poder {fazer o que a gente busca saber}…

VF?: Mas, tem.

VM?: … leva a conclusão de que, a mídia pode ser, não precisa do aparelho pra concluir sobre a edição da mídia.

VF?: Mas, ele podia… (trecho em sobreposição).

(06:05) VM1: Como essa é uma questão {técnica, assim},eu, eu, eu não tô tão preocupado com …

 

Arquivo “TESTEMUNHA – DURVAL_9″ 06:10 a 07:44 Trecho 4
(06:10)VF?: Dei pausa aqui, que eu tô gravando {um CD} aqui (em sobreposição à fala de VM1).

VM1: Tá bom.

VF?: Te interrompendo, tem um…

VM1: Tá bom. Deixa separadinho pra mim. A gente vai.

VF?: Tá. Uhum, entendi.

VF?: Deixei aqui, {daí quando voltar é só retomar, pra não ficar gravando…}.

VM?: {…} outra coisa pra falar com o senhor, é que agora na defesa, que já está lá na minha mesa, o Omésio pediu. {A primeira vez que pediu}, o processo integral do {colaboração} premiada.

(06:46) VM1: É o que eu lhe disse de {…}.

VM?: Vou só fazer uma memória pro senhor do quê que aconteceu, do que vinha acontecendo. O Durval tem processos em quase todas as áreas criminais, né? O quê que a gente fazia? A gente levava o processo debaixo do braço. E o Juiz {falava:} O quê que senhor quer? O senhor quer ter?

VM1: Pedir homologação também, né?

VM?: É,fazer homologação, como tá sendo feita até lá na, na Lava Jato.

VM1: Eu acho.

VM?: É do contrato. E não dos depoimentos. Então, o que a gente tem lá hoje são duas caixas. (Ininteligível) que vai prestar depoimento. Ele pode prestar contas (ininteligível), faz uma petiçãozinha e falar, oh prestei o depoimento na CGU.

VM?: Agora sim.

VM?: Prestei depoimento e tal. Então vai ter depoimentos que não tem nada a ver com {esses autos/esse Santos}. E, e aí que tem a questão de ser sigiloso, não sei. A gente {tá com, querendo dizer que, a gente não tem o processoaí, mas se a gente tiver do contrato…}.

(7:43) VM?: {Os depoimentos que estavam feitos} sobre esses fatos, já estão decididos. É isso (trecho com sobreposição de falas e ruídos).

 

Arquivo “TESTEMUNHA – DURVAL_9″ 07:47 a 09:08 Trecho 5
(Trecho com sobreposição de falas e ruídos).

(07.47)VM1: Não tô preocupado com isso.

VM?: (Ininteligível) {… esses troços andam …}.

VM1: {A coisa} tá muito.

VM?: É muito, {independente de todo mundo, há a possibilidade de (ininteligível) os autos originais.}

VM1: (Ininteligível) {Não, não tenho a necessidade disso}. Acho que era mais pra, mais pra falar.

(Vozes sobrepostas, trecho ininteligível).

VM1: {O prejuízo, tem alguns juízes que parecem}.

VM?: Picota, certo? Ok?

VM?: Mas não vamo se ater a discussão da tal edição.

VM1: Agora me diga uma coisa, os vídeos essenciais para acusação, são esses vídeos periciados?

(08:27) VM?: São. São esses periciados. Tem uns que mais de, mais de uma versão, né? Por exemplo, o {inquirido}. Tem alguns, por trás ele pediu pra botar uma tarja preta. Lá atrás ele (ininteligível).

(Ruídos. Vozes Sobrepostas.)

(08:45)VM?: Esses sem a tarja preta, é. Esses, que tem a tarja preta, devem estar como os áudios, não foram periciados. E mesmo assim (ininteligível). Aí tem a cumplicidade. Aí você queria apresentar sem {requerer/tu ler, tarja preta}, pra deixar como “ele entregou um CD”.

Trecho com ruído de fundo.

(09:08) VM1: Podemos? Vamos?

A audiência é reiniciada.

Os tempos citados são aproximados, sem a informação das frações de segundo. Os trechos em destaque possuem áudio associado, no Anexo Digital. Na transcrição apresentada, infere-se que VM1 refere-se à voz do Juiz ATALÁ CORREIA, e as demais vozes masculinas referem, possivelmente, aos promotores. Embora a aquisição ambiental do áudio tenha sido feita com os falantes (fontes sonoras) distantes do microfone, em muitos trechos com intensidade baixa (voz sussurrada), constata-sehaver uma conversa entre o Juiz e os Promotores, com duração aproximada de 7 minutos, entre os instantes do vídeo com início em 2:09 e término em 9:08, alusiva a perícias em áudios / mídias, bem como a existência de “vídeos com tarja preta”, referente a vídeos “editados”, conforme infere-se do contexto degravado.

7. CONCLUSÃO

Em atendimento ao solicitado pela defesa de José Roberto Arruda, considerando o definido no item “2. OBJETIVO DO EXAME PERICIAL”, procedemos aos exames considerados pertinentes.

Sobre o material encaminhado, trata-se de arquivo de vídeo com áudio integrado, sendo seu conteúdo o exposto no item “6. RESULTADOS”, subitem “6.1. Da Análise de Conteúdo”.

A Transcrição de trecho do áudio entre os instantes do vídeo com início em 2:09 e término em 9:08 mostra conversa entre Juiz e promotores, sobre tema relativo a perícias em equipamentos e exames de verificação de edição em mídias.

 8. OBSERVAÇÕES FINAIS

Descarta-se o material recebido para perícia, descrito no item “3. MATERIAL RECEBIDO PARA EXAMES”.

Acompanhando este Laudo Pericial, segue o CD-R (Anexo Digital) referido no item 4.2., no qual constam os trechos de áudio cujos conteúdos foram descritos. Identificando o referido CD há na face de estampa, entre outros lançamentos, a sequência alfanumérica (MD5) do arquivo intitulado “arquivo_de_verificação.md5”, escolhido como identificador geral do CD, sendo esta: “0ddc991fdb94fb83b211573ff96bccb4”. Reitera-se que os procedimentos para verificação da integridade dos dados contidos no CD estão detalhadamente descritos no arquivo “manual.htm” do Anexo Digital.

Nada mais havendo a lavrar, encerramos o presente Parecer Técnico que contém 13 (treze) páginas impressas somente no anverso e, depois de lido e achado conforme, segue devidamente assinada a última e rubricadas as demais.

À disposição para esclarecimentos adicionais que se fizerem necessários.

Atenciosamente,

João Carlos Pinheiro Beck

Assistente Técnico

Relator

Encontro Mundial de Capoeira acontece até o dia 11 em Brasília e Formosa

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O Centro Cultural de Capoeira Raízes do Brasil realiza o 18° Encontro das Américas, Europa e África de Capoeira, de 8 a 11 de dezembro, em Brasília e Formosa (GO).

Com a missão de difundir a cultura da Capoeira e das demais tradições afro-brasileiras esta edição do encontro reunirá capoeiristas de diversos lugares do mundo, como Noruega, Estados Unidos e São Tomé e Príncipe, promovendo assim o intercâmbio cultural por meio de palestras e seminários que abordarão temas atuais relacionados à educação, cultura, saúde e o desenvolvimento da Capoeira.

O Mestre Ralil, fundador da Associação de Capoeira Raízes do Brasil vai formar cinco mestres capoeiristas de estados diferentes durante o encontro, além de graduações de capoeiristas de outros países.

Ralil coordena a associação, que conta hoje com aproximadamente 500 alunos em Brasília e 11 mil integrantes no Brasil e no exterior.  Além disso, ele treina e ministra aulas na sede do grupo, na capital federal.

Brasiliense, Ralil dedica-se à valorização e ao ensino da capoeira há mais de 30 anos. O grupo Raízes do Brasil nasceu em Brasília, em 1980 e é liderado pelo Mestre Ralil.

 

SERVIÇO

18° Encontro das Américas, Europa e África de Capoeira

Data: 8 e 9 de dezembro em Brasília – 10 e 11 em Formosa (GO)

*Dia 9, às 20h30 – Show de Capoeira, formatura e elevação de grau do Mestre Ralil – Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Entrada: 1kg de alimento não perecível)