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ARTIGO | A senhora Brasília, sempre jovem, por Celina Leão

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aniversario brasilia

A presidente da Câmara Legislativa, deputada Celina Leão (PPS), dedica artigo ao aniversário de Brasília, que completa 56 anos no próximo dia 21 de abril. “Não bastam projetos de lei, mas leis efetivas, regulamentadas, que façam com que o DF ande a passos largos, a fim de garantir que Brasília continue sendo uma das mais belas e a mais moderna cidade do País”, afirma.

Falar de Brasília, nos seus 56 anos, é simples porque é uma cidade nova, saudável e dinâmica. Mas é difícil também, por vê-la tão jovem, com problemas de uma cidade antiga. A população cresce galopantemente a cada ano, o que demanda mais atenção dos governantes e de todos nós nos requisitos básicos para uma qualidade de vida melhor, como saúde, educação e segurança.

Entretanto, o que eu posso afirmar, como parlamentar que está na política à frente do Poder Legislativo, é que, como tal, desejo e trabalho por dias melhores para a capital de todos os brasileiros. No Legislativo, temos não só oportunidade, mas a obrigação, de zelar pelo bem deste patrimônio histórico da humanidade, como foi declarada em 1987 pela Unesco.

Não bastam projetos de lei, mas leis efetivas, regulamentadas, que façam com que o DF ande a passos largos, a fim de garantir que Brasília continue sendo uma das mais belas e a mais moderna cidade do País.

Muito antes de ser construída, Brasília foi profetizada em Turim, Itália, pelo padre salesiano João Bosco. Ele sonhou que uma grande civilização iria nascer entre os paralelos 15 e 20, exatamente no local em que a cidade foi construída.

O sonho se realizou e, hoje, podemos nos considerar como essa grande civilização. Vivemos nesta região que chamou a atenção de gente de todo o Brasil, desde a época da sua construção até os dias de hoje. Todos em busca de oportunidades e da qualidade de vida que esbanja o Planalto Central do País.

Sua natureza exuberante encanta biólogos e nos faz acreditar que, aqui, é mesmo um lugar dos sonhos, mas que precisa ser cuidado e bem administrado. Que os visitantes sejam bem recebidos, que encontrem energia e paz que o Cerrado oferece. E que sua população, tanto a que a adotou como cidade natal, assim como seus filhos legítimos, tenham sabedoria para fazer desta cidade a melhor cidade do mundo para se viver.

Há 56 anos, após mil dias de construção, o presidente Kubitschek inaugurou Brasília, instalando o Distrito Federal no Planalto Central. A antiga solidão da qual muitas pessoas falavam nos primeiros anos de vida da capital ficou para trás. Aqui, a solidão deu lugar à efervescência do cérebro das mais altas decisões nacionais.

Neste aniversário da capital federal, desejo passar e repassar muitas vezes por todos os seus cantos e observar os desenhos de todos os prédios públicos e residenciais que me encantam. Apreciar a arquitetura de Oscar Niemeyer e o projeto urbanístico de Lúcio Costa, para homenageá-la de perto. Tenho fé e confiança de que o amanhã reserva um grande destino para a capital.

*Celina Leão é deputada distrital pelo PPS

Em Nova York, Dilma pregará que é vítima de golpe

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Por Paulo Victor Chagas – A presidenta Dilma Rousseff pretende defender o seu mandato e repetir que está sofrendo um golpe parlamentar em sua viagem aos Estados Unidos, onde vai participar de uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU). Além do discurso que fará sobre mudanças no clima, ela procurará conceder entrevistas e comentar o processo de impeachment, cuja abertura foi aprovada no último domingo (17) pela Câmara dos Deputados.

Dilma participará da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, em a Nova York, para onde embarcou nesta quinta-feira (21). Além da presidenta, devem discursar sobre o meio ambiente os presidentes da França, François Hollande, da Argentina, Maurício Macri e da Bolívia, Evo Morales; do Chile, Michelle Bachelet, e o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi.

A estratégia do Palácio do Planalto não repercutiu bem entre a oposição, que escalou parlamentares para irem à cidade norte-americana a fim de contrapor os discursos de Dilma.

A informação de interlocutores do governo é que a presidenta foi convencida a fazer a viagem para pregar ao mundo que está sofrendo um golpe. De acordo com análises internas do Palácio do Planalto, Dilma não possui alternativa, porque a admissibilidade do processo deimpeachment no Senado é dada como praticamente certa. A saída seria criar uma pressão internacional contra o processo e angariar apoio popular.

A aposta é que os movimentos sociais voltem a organizar grandes manifestações contra o processo de afastamento, e que, com o tempo, a sociedade perceba que o vice-presidente, Michel Temer, não teria apoio para assumir o poder. De acordo com o ministro-chefe do Gabinete da Presidência, Jaques Wagner, em entrevista a imprensa internacional “está clara a existência um golpe dissimulado para tomar a presidência da República”.

Wagner disse que, em Nova York, a presidenta falará momento político brasileiro. “Ela não poderá deixar de manifestar sua indignação com o golpe que se está se construindo no Brasil; que o processo em curso é artificial e falso, porque Dilma é uma mulher honesta que não cometeu nenhum crime, e o que está havendo no país é o mau uso do impeachment”, disse.

Dilma embarca para Nova York e Temer assume a Presidência em exercício

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A presidenta Dilma Rousseff pega o helicóptero até a Base Aérea de Brasilia, onde embarcou para Nova YorkMarcelo Camargo/Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff pega o helicóptero até a Base Aérea de Brasilia, onde embarcou para Nova YorkMarcelo Camargo/Agência Brasil

 

Por Paulo Victor Chagas – A presidenta Dilma Rousseff embarcou nesta manhã para Nova York, onde vai participar da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima e aproveitar entrevistas para repetir a tese de que está sofrendo um golpe parlamentar. Ao lado de outros líderes mundiais, ela participa dos eventos nos Estados Unidos nesta sexta-feira (22) e deve retornar ao Brasil no sábado (23).
A presidenta embarcou em um helicóptero para a Base Aérea de Brasília, do Palácio da Alvorada, residência oficial, às 9h30. No lado de fora, na área reservada para estacionamento, um grupo de simpatizantes promovia um café da manhã contra o impeachment e de apoio à presidenta.Esta é a primeira vez que Dilma deixa o país após a abertura do processo de impeachment ter sido aprovada na Câmara dos Deputados. Nessa quarta-feira (20), o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) foi indicado para presidir a comissão especial que vai analisar a admissibilidade do processo contra a presidenta no Senado.

urante o período que Dilma estiver em Nova York, o vice Michel Temer ficará na Presidência em exercício. Temer, que está em São Paulo, retorna no fim da tarde a Brasília. Ele permanecerá na capital federal nos próximos dias. Temer tem dedicado os últimos dias a conversar com diferentes pessoas sobre soluções para os problemas do país e ouvido opiniões sobre a montagem de seu eventual governo, caso a presidenta seja afastada pelo Senado.

O momento é de ouvir, disse um dos interlocutores do vice-presidente. De acordo com o presidente em exercício do PMDB, senador Romero Jucá (PMDB-RR), que ocupa o cargo após Temer ter se licenciado, ele não está parado e vai fazer qualquer anúncio quando “juridicamente” isso for possível.

Novos viadutos de Águas Claras vão beneficiar 160 mil moradores da região

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Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília
Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Inauguração de dois elevados nesta quinta-feira (21), nas Ruas Manacá e Alecrim, contou com a presença do governador Rodrigo Rollemberg

Por Mariana Damaceno – A partir desta quinta-feira (21), cerca de 160 mil pessoas de Águas Claras serão beneficiadas diariamente com a inauguração de dois viadutos, nas Ruas Manacá e Alecrim. Os elevados ligam a parte sul à norte da região administrativa, por cima dos trilhos de metrô.

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, participou da inauguração das estruturas na manhã desta quinta-feira (21) acompanhado da esposa, Márcia. “Estamos fazendo vários investimentos em mobilidade: construção de viadutos, de ciclofaixas nas avenidas Castanheira e Araucária e de calçadas”, elencou o governador. O objetivo é melhorar o trânsito para pedestres, motoristas e ciclistas. Segundo o chefe do Executivo local, o Departamento de Trânsito fará os estudos para identificar a necessidade de possíveis mudanças para melhorar o fluxo.

Os moradores que acompanharam a inauguração na manhã de hoje reivindicaram calçadas novas e a reforma das que já existem. Segundo Rollemberg, será lançado edital de licitação para construir e recuperar calçadas em todo o DF, inclusive em Águas Claras. “Serão R$ 50 milhões a serem usados conforme a necessidade e a disponibilidade de recursos”, disse.

No primeiro viaduto, na Manacá, próximo à administração regional, o trânsito seguirá no sentido norte-sul. No segundo, na Alecrim, ao lado da Estação Arniqueiras, a direção se inverte. Com 50 metros de comprimento e 12 metros de largura (sendo 1,5 metro de cada lado para pedestres), as construções foram projetadas para facilitar o acesso às Avenidas Boulevard Norte e Sul, à margem da linha de metrô. Mais duas serão entregues na primeira semana de maio, segundo estimativa da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos. Uma ligará a Rua 37 Norte à 37 Sul e outra, a 36 Norte à 36 Sul.

Valores
A obra na Manacá custou aos cofres públicos R$ R$ 3.372.887,53; a da Alecrim, R$ 3.574.475,59. O investimento total nas quatro estruturas é de R$ 14.244.501,11, do Tesouro do Distrito Federal. Quando as quatro entregas forem concluídas, serão 13 viadutos distribuídos pela região administrativa — nove já existem.

O secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Julio Cesar Peres, presente na inauguração, explicou que os quatro viadutos vão completar o sistema binário que liga as avenidas Castanheira e Araucária. “Os dois primeiros estão sendo entregues com 15 dias de antecedência”, destacou.

As intervenções tiveram início em dezembro e terminaram em aproximadamente quatro meses — um antes do previsto. Os viadutos são do tipo misto, ou seja, contêm estrutura metálica e de concreto. Para erguê-los, não foi necessário bloquear o trânsito.

Também participaram da inauguração o secretário de Mobilidade, Marcos Dantas; a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos; o chefe da Casa Militar, coronel Cláudio Ribas; o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental, Maurício Luduvice; os diretores-presidentes da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa), Paulo Salles; da Companhia do Metropolitano do DF, Marcelo Dourado; e da Companhia Energética de Brasília, Ari Joaquim da Silva; o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira; os administradores regionais de Águas Claras, Manoel Valdeci Machado Elias; e do Plano Piloto, Marcos Pacco; e o deputado distrital Julio César (PRB), líder do governo na Câmara Legislativa.

Metrô
Depois da cerimônia em Águas Claras, o governador seguiu para a Rodoviária do Plano Piloto de metrô. Ele aproveitou para conhecer o painel eletrônico instalado na Estação Arniqueiras que sinaliza o tempo de espera pelo trem. Na Estação Central, assistiu à apresentação do grupo de capoeira de Ceilândia Raiz e Tradição.

Missa na Catedral Metropolitana abre dia de comemorações pelo aniversário de Brasília

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Foto Toninho Tavares
Foto Toninho Tavares

O governador Rodrigo Rollemberg participou da cerimônia em homenagem aos 56 anos da inauguração da capital federal

Por Ádamo Araujo – O bispo auxiliar da Arquidiocese de Brasília, dom Marcony Ferreira, celebrou a missa em ação de graças pelo aniversário de 56 anos de Brasília na manhã desta quinta-feira (21), na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, na Esplanada dos Ministérios. A cerimônia também foi em comemoração aos 56 anos de instalação da arquidiocese. O arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha, está em Roma, na Itália, para cumprir compromissos oficiais no Vaticano.

Cerca de 90 pessoas participaram da missa, entre elas o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, acompanhado da esposa, Márcia, e da mãe, Teresa. O chefe do Executivo agradeceu a todos os brasilienses que se dedicam para enfrentar com fé os desafios políticos do Brasil. Para ele, a cidade tem muito o que comemorar, principalmente pelo fato de se tratar do lugar com um dos melhores índices de qualidade de vida no País. “Nosso desafio é garantir para as futuras gerações situação igual ou superior à que temos”, enfatizou.

Estiveram na Catedral Metropolitana os secretários de Saúde, Humberto Fonseca; de Educação, Júlio Gregório Filho; de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos; e da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar Araújo; a chefe de Comunicação Institucional e Interação Social, Vera Canfran; o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), Maurício Luduvice; os diretores-presidentes da Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab), Gilson Paranhos; e da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa), Paulo Salles;  e os administradores regionais do Plano Piloto, Marcos Pacco; e do SCIA/Estrutural, Evanildo Macedo.

Confira a programação cultural do aniversário de Brasília

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Por Marieta Cazarré – O aniversário de 56 anos de Brasília será comemorado com shows, exposições e filmes. As apresentações musicais serão hoje (21) e amanhã (22), no gramado da Torre de TV, a partir das 17h.

A banda Taryn abre a programação musical de hoje. Na sequência, haverá apresentação do grupo Scalene. Em seguida, a banda brasiliense Plebe Rude sobe ao palco. Os pernambucanos da Nação Zumbi fecham o primeiro dia de shows às 20h20.

As apresentações de amanhã, dia 22, ficarão por conta de artistas locais. Às 18 horas, Pedro Martins abre a programação. O guitarrista nasceu no Gama e foi premiado no tradicionalMontreux Jazz Festival, na Suíça, em 2015.

Ás 19h20, sobem ao palco os sertanejos Zé Mulato e Cassiano. Os multi-instrumentistas Renato Mattos e Dillo D’Araújo mostram seus repertórios musicais às 20h20 e às 21h20, respectivamente. O encerramento, às 22h20, fica com a banda Móveis Coloniais de Acaju.

Orquestra Sinfônica

Uma boa opção de lazer e cultura é  assistir hoje ao espetáculo Clássicos do Cinema e Clássicos Eruditos, no Teatro Sesc do Gama. A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional se apresentará às 18h, sob a regência do maestro Claudio Cohen. O teatro fica no Setor Leste Industrial, QI 1.

Cinema

A Secretaria de Cultura, em parceria com o Arquivo Público do Distrito Federal, exibirá hoje, amanhã e domingo, sempre às 21h, no Cine Brasília, o primeiro longa-metragem de ficção inteiramente rodado na capital.

O filme Amor e Desamor (1966), de Gerson Tavares, é um drama existencialista que narra uma noite na vida de um casal. As sessões do longa serão acompanhadas do curta Brasília, Capital do Século, do mesmo diretor, feito em 1959. O Cine Brasília fica na EQS 106/107 e os ingressos custam R$ 12.

Exposições

A programação do aniversário da capital conta também com exposições montadas no Museu Nacional, Museu Vivo da Memória Candanga e Memorial dos Povos Indígenas.

Na parte interna do Museu Nacional, uma série de exposições está aberta desde a primeira semana de abril. Entre elas destaca-se A Arte Monumental de Marianne Peretti, que permanecerá no salão principal até 5 de junho, reunindo as obras mais importantes da artista. Ela é autora de esculturas instaladas em vários prédios públicos de Brasília, como os vitrais da Catedral de Brasília.

Está aberta também para visitação a mostra de Rodrigo Rosa, Forma e Arte da Cidade, composta por desenhos inéditos e obras vencedoras do Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça, da Funarte, que atualmente integram o acervo do museu.

A Galeria Acervo do Museu exibe a mostra Hiperfoto-Brasília, do artista francês Jean François Rauzier, que traz uma visão diferente sobre a cidade.

O Museu Vivo da Memória Candanga traz a mostra de Delei e Paulino Aversa, que reúne diferentes fases da criação dos dois artistas candangos, com diferentes formatos e técnicas. As obras mostram as vivências e visões dos artistas sobre a cidade. Está montada também a exposição Zezé – Obras Raras, de Maria José Costa Sousa, artista pioneira de Brasília.

No Memorial dos Povos Indígenas, o público pode ver a exposição Armadilhas Indígenas, até o dia 30 de junho. Na área externa do Memorial haverá, até o dia 29 de abril, workshops de pintura corporal e feira de artesanatos, das 9h as 17h. O Memorial fica no Eixo Monumental, na Praça do Buriti.

Transporte público

No feriado de hoje os ônibus funcionarão segundo a tabela dos domingos, mas haverá reforço, conforme a demanda nas linhas que têm como destino a área central do Plano Piloto. De sexta (22) a domingo (24) não haverá mudanças.

O metrô manterá os horários de feriados e de fins de semana. Nesta quinta-feira (21) e no domingo (24), o funcionamento será das 7h as 19h. Na sexta (22) e no sábado (23), das 6h as 23h30.

DF arrecadou R$ 3,4 bilhões em impostos no primeiro trimestre de 2016

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Quando aplicada a inflação, o valor é 4,7% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado

Por Paula Oliveira – A arrecadação tributária do governo de Brasília nos três primeiros meses de 2016 foi de R$ 3.466.109.000 — maior do que o registrado no mesmo período em 2015 (R$ 3.283.085.000). Porém, se corrigida pela inflação calculada com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor, a diferença de um ano para outro passa a ser negativa (R$ 3.484.961.000, em 2016, e R$ 3.655.350.000, em 2015). A redução é reflexo do cenário econômico e político do País, que influi diretamente no consumo, de acordo com avaliação do secretário de Fazenda do Distrito Federal, João Antônio Fleury.O Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) representou 51% da arrecadação no período de janeiro a março de 2016 e aumentou em relação ao ano passado, tanto no valor real quanto no nominal (corrigido pela inflação). O mesmo ocorreu com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCD) e a Taxa de Limpeza Pública (TLP).

PIB
Quando corrigido pela inflação, o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) foi menor do que o de 2015. “A receita aumentou em quase R$ 200 milhões, mas, com o PIB [Produto Interno Bruto] negativo e a inflação em 10%, o valor nominal cai”, explica o secretário. “Isso tudo afeta até mesmo o psicológico das pessoas, e o consumo diminui.”

O volume arrecadado obedeceu às expectativas da equipe econômica do Executivo local, que se prepara para um ano difícil. “O valor do Fundo Constitucional do DF caiu R$ 380 milhões para este ano e essa diferença precisa ser compensada com recursos do nosso Tesouro”, resume Fleury. A perspectiva, segundo ele, é que o próximo semestre seja melhor.

 

Rollemberg inaugura viadutos das Ruas Manacá e Alecrim em Águas Claras

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O governador Rodrigo Rollemberg inaugura, nesta quinta-feira (21), às 10 horas, dois viadutos em Águas Claras, um na Rua Manacá e outro na Rua Alecrim. A ordem de serviço para construção foi assinada em 17 de outubro de 2015.

Os viadutos facilitarão a interligação das vias internas e o acesso para as Avenidas Boulevards Norte e Sul, que margeiam a linha do metrô. Além disso, a estrutura promoverá mais fluidez ao trânsito e melhor tráfego de pedestres pelas calçadas. O governo de Brasília investiu R$ 3.574.475,59 para a construção do viaduto da Rua Alecrim e R$ 3.372.887,53 para o da Manacá.

O governador fará o descerramento da placa de inauguração no viaduto da Rua Manacá e seguirá para a solenidade nas proximidades do viaduto da Rua Alecrim.

Inauguração dos viadutos das Ruas Manacá e Alecrim em Águas Claras
Em 21 de abril (quinta-feira)
Às 10 horas
No viaduto da Rua Manacá, ao lado da Administração Regional de Águas Claras. Em seguida, no viaduto da Rua Alecrim, próximo à Estação Arniqueiras do Metrô-DF

ANIVERSÁRIO DE BRASÍLIA | Mais de mil pessoas serão batizadas no Lago Paranoá

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A Comunidade Cristã Ministério da Fé organiza um grande batismo coletivo, neste 21 de abril, às margens do Lago Paranoá. Os cristãos sairão do Taguaparque, às 9h, em carreata rumo à Concha Acústica, que por algumas horas servirá de palco de orações e festividades religiosas. Além de trio elétrico, a festa contará com toda estrutura de segurança e saúde para atender os fiéis.

O evento recebeu o nome de “Festa das Águas” e já conta com a inscrição de mais de mil pessoas para o batismo. “Em apenas 70 dias, conseguimos reunir todas essas pessoas. Para todos nós, cristãos, o Batismo é uma data muito importante na vida. É o momento que aceitamos Jesus, como o senhor de nossas vidas”, afirma o organizador do evento, Apóstolo Fadi Faraj.

Fadi Faraj ainda destaca que o batizado coletivo, no Lago Paranoá, no dia do Aniversário de Brasília, terá um significado importante para todos os cristãos: “Jesus Cristo foi batizado, mesmo sem precisar, nas águas do Rio Jordão. Amanhã, a maior fonte de água de Brasília vai ter seu dia de (rio) Jordão”.

Além do batizado, está na programação um piquenique organizado pelas famílias cristãs. O início do batismo, no Lago Paranoá, está previsto para começar às 11h.

 

SERVIÇO:

Evento: Festa das Águas – Jordan´s Day (Batizado Cristão Coletivo)

Local: Cocha Acústica (Lago Paranoá)

Ponto de encontro: Taguaparque, às 9h

OPINIÃO | Os caminhos de Filippelli e Rosso se cruzam novamente

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Ricardo Callado

Na campanha de 2002, Tadeu Filippelli era o principal auxiliar do governador Joaquim Roriz. Secretário de Obras do GDF, presidente regional do PMDB e cuidava de parte dos negócios da família. Na época, era casado com uma sobrinha do então ex-governador.

Roriz disputava à reeleição. A mais difícil de sua carreira política. Ganhou por bem pouco do adversário, o petista Geraldo Magela. A eleição foi judicializada e decidida dois anos depois numa sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Só como registro, o advogado de Magela era o hoje ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na época, era recorrente pegar causas judiciais de petistas.

A campanha de 2002 não ficou registrada apenas pela intensidade da polarização entre os azuis e os vermelhos. Roriz conseguiu juntar um grande e competente time de assessores.

Estão lá Wellington Moraes, André Duda, Haroldo Meira, Carlos Honorato, Ricardo Callado, Marcos Machado, Hélio Doyle, Paulo Fona, entre outros. O caçula da turma era Rogério Rosso, com experiência apenas em empresas privadas. Foi, entre outras coisas, executivo da multinacional Fiat.

Roriz gostou do estilo de Rosso, que à época tinha 33 anos. A proximidade com a família Roriz se deu pela amizade estreita ainda da adolescência entre a esposa de Rosso, Karina, e a filha caçula do ex-governador, a hoje deputada distrital Liliane Roriz.

A partir desse momento, Rosso começou a ganhar espaço no governo Roriz e depois na política. Se ele ainda estava na planície, Filippelli já se encontrava no Planalto. Foi eleito o deputado federal mais votado do Distrito Federal com quase 170 mil votos. Licenciou da Câmara para chefiar uma superestrutura no GDF, nominada de Agência de Infraestrutura e Desenvolvimento Econômico. Rosso foi acomodado nessa estrutura.

Roriz apostou em Rosso. Deslocou na metade do governo para a Administração Regional de Ceilândia. Era a oportunidade do antigo executivo ser conhecido pela população. E foi comandar logo a cidade com maior número de eleitores do DF. Um presente e tanto.

Nas eleições de 2006, Roriz foi eleito senador, Filippelli o mais votado novamente para federal com quase 130 mil votos e, pelo PMDB, Rosso disputou sua primeira eleição, também para federal. Ficou na primeira suplência com 51 mil votos. José Roberto Arruda é eleito governador.

Mas a sorte sempre sorriu para Rosso. E pouco tempo depois os caminhos dele com Filippelli deixaram de ser os mesmos. Com a deflagração da Caixa de Pandora, Arruda perdeu o mandato e seu vice, Paulo Octávio, renunciou. Assumiu o governo o presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima, que iniciou o processo de eleições indiretos para o cargo de governador.

Sem mandato, sem cargo no governo, Rogério Rosso estava em casa de chinelos quando um grupo de políticos foi busca-lo para ser o candidato a governador. O GDF caiu no seu colo. Uma das primeiras medidas políticas foi romper com Filippelli.

A briga entre os dois ganhou o noticiário. Com acusações de ambos os lados. Com Roriz enfraquecido, pois havia renunciado o Senado no início do mandato por acusações no escândalo que ficou conhecido como Bezerra de Ouro, Filippelli conseguiu manobrar e expulsar o ex-governador do partido via Executiva Nacional. Os dois já estavam rompidos antes da renúncia.

Assim, ficou livre para levar o PMDB para a chapa do PT e ser o candidato a vice de Agnelo Queiroz. A dobradinha Agnelo-Filippelli venceu a eleição. Mas o governo foi um desastre. Saiu com a mais baixa popularidade já medida a um governo.

Rosso se negou a apoiar a chapa, mesmo estando no PMDB. Continuou com Roriz e apoio a sua candidatura a um quinto mandato, até que uma decisão da justiça contra o ex-governador.  Rosso, então, apoiou e fez campanha para dona Weslian Roriz, que substituiu o marido na chapa contrária à de Agnelo-Filippelli. Rosso perdeu a eleição. Também não fez um bom governo. Foi considerado razoável.

Mas enquanto Agnelo-Filippelli naufragava em baixa popularidade, Rosso novamente foi contemplado. Gilberto Kassab viu nele um bom nome para montar e presidir o PSD, partido que estava sendo criado e já nasceu grande. De cara, filiou quatro deputados distritais. Antes das eleições, ficou sem nenhum, mas a organização do partido e o tempo de TV foram suficientes para eleger Rosso deputado federal.

Além disso, ainda indicou o vice-governador na chapa de Rodrigo Rollemberg. Com ajuda de Rosso, Filippelli perdeu a eleição junto com Agnelo. Não foram nem a um segundo turno. As posições foram invertidas.

Rosso começou a ganhar espaço no cenário nacional. Foi escolhido líder de uma bancada de quase 40 deputados. Depois, veio a presidência da Comissão Especial do Impeachment da presidente Dilma. Atualmente, é cotado para suceder a Eduardo Cunha na Presidência da Câmara dos Deputados. Terá força política para um cargo majoritário em 2018.

Filippelli ficou à sombra do PMDB nacional. Quando o vice-presidente assumiu a articulação política do governo, Filippelli foi com ele para o Palácio do Planalto. É um bom articulador, principalmente nos bastidores. Com a eminente posse de Temer na Presidência, será um dos homens fortes do novo governo. Terá força política para um cargo majoritário em 2018.

Enquanto isso, tenta descolar sua imagem do PT. E convencer a população que sua trajetória política sempre foi ligada ao sucesso do governo Roriz. E apagar Agnelo da sua vida.

Claro que falta combinar isso com os adversários e com a população. É considerado hoje um traidor do rorizismo e do petismo.

Em política isso não significa nada. Mas talvez o eleitor não esqueça. Se a estratégia der certo, vira muito forte.

Rosso e Filippelli terão um embate duro nas próximas eleições. Os dois querem a mesma coisa. E irão caminhar novamente em lados opostos.