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Governo do DF amplia operação tapa-buraco nas áreas residenciais

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Algumas áreas residenciais de regiões administrativas do Distrito Federal passaram a receber manutenção nas vias públicas, após anos de demanda. Nas mais antigas, como Ceilândia, Gama e Taguatinga, há espaços que precisam até de recapeamento, porque a massa asfáltica é muito velha. Os conjuntos não eram atendidos antes devido ao esquema de prioridade das operações.

No período de chuvas, as manutenções dão preferência de atendimento a vias mais movimentadas, onde os carros transitam com velocidade de 60 a 80 quilômetros por hora. Depois, a prioridade vai para as marginais e, por último, para áreas residenciais, como a Quadra 706 da Asa Norte, na qual uma equipe trabalhou na tarde dessa quarta-feira (11).

O diretor-presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Júlio Menegotto, explica as escolhas. “Se o motorista passa em um buraco a 80 quilômetros por hora, tem um risco muito maior de acidente. Em um conjunto habitacional, um carro a 10 por hora apresenta perigo menor”, justifica.

A Novacap não conseguia chegar aos conjuntos, segundo ele, porque apenas sete equipes operacionais trabalhavam o ano todo. Algumas empresas eram contratadas para reforçar o serviço nos períodos de chuva, mas o esforço, concentrado nas vias de velocidade alta, não alcançava áreas residenciais. Algumas ruas de Ceilândia, por exemplo, não eram atendidas havia seis anos.

Por meio de licitação em 2016, o esquema foi ampliado para mais 30 equipes, de 11 empresas contratadas, que passaram a reforçar o trabalho em todos os meses do ano. Menegotto diz que a única diferença entre os períodos de seca e de chuva, agora, está no valor do investimento: R$ 10 milhões nos meses de precipitações e R$ 6 milhões nos de estiagem.

Manutenção de vias e poda de árvores

Além de manutenção constante de vias em todo o DF, a Novacap faz limpeza e obras em bocas de lobo, além de poda de árvores. Os efetivos de todas as operações foram fortalecidos mediante licitações em 2016.

Para as ações de limpeza de bocas de lobo e de pequenas obras, foram contratadas seis empresas, que compõem 20 equipes. Elas reforçam o quadro operacional de três grupos da Novacap.

Para as atividades de poda, nove das frentes operativas são terceirizadas, enquanto oito são da empresa pública. Menegotto cita também que R$ 3,22 milhões foram usados para comprar quatro caminhões desobstruidores.

Entenda como a inflação é calculada e como afeta a sua vida

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A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2016 em 6,29%. O número ficou abaixo do teto da meta fixada pelo Banco Central, de 6,5%. Mas o que isso tem a ver com a sua vida? Qual é a influência desse número na prática?

O IPCA é a inflação oficial do Brasil. Esse indicador mede o valor de todos os produtos que compõem a cesta de consumo do brasileiro.

Para medir a variação da inflação, entra de tudo na conta: gasolina, lazer, transporte, taxas, alimentação, escola e outros itens. Para chegar ao resultado final, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divide os produtos em grupos e cada um deles tem peso diferente, de acordo com o que o brasileiro consome mais.

Mas ao contrário do que muita gente pensa, a inflação não é apenas um aumento dos preços dos produtos e serviços. Estes fatores são, na verdade, consequências da variação da inflação, segundo especialistas.

O aumento dos preços pode ser causado também por um problema em algum setor específico da economia, por exemplo, e não estar necessariamente vinculado à inflação. Seca, pragas e excesso de chuvas podem causar a alta dos preços de determinados produtos. Além disso, o excesso de procura por bens e serviços faz com que os valores aumentem.

Dinheiro em circulação

A inflação tem uma relação com a quantidade de dinheiro que circula na economia em determinado momento, com o aumento do acesso ao crédito, gastos do governo e crescimento desordenado dos meios de pagamento, de acordo com o professor de economia da Universidade de Brasília (UnB) Newton Ferreira.

Em qualquer lugar do mundo, segundo o economista, os governos determinam qual é o melhor índice de inflação, que acaba sendo um termômetro para a demanda de bens e serviços. Quando a inflação é superior ao aumento de salários, por exemplo, há perda de poder de compra da população assalariada. Quando o contrário acontece, com mais dinheiro no bolso, as pessoas demandam mais bens e serviços e sobrecarregam a economia.

“Em geral, quando a sociedade demanda em excesso bens e serviços, além do que é ofertado, gera-se preços inflacionados. É um fenômeno macroeconômico medido com uma metodologia, que leva em consideração renda de pessoas com entre 1 e 40 salários-mínimos”, explica.

Mas essa amplitude pode gerar uma grande dispersão no resultado final. “Uma pessoa que ganha, por exemplo, dez salários-mínimos, tem um perfil de consumo muito diferente de quem ganha 20 salários-mínimos. Os gastos com alimentação, transporte, moradia, saúde serão diferentes. Para compensar isso na metodologia, existe uma ponderação entre as variáveis consideradas.”

Para Ferreira, a dificuldade em entender a influência da inflação na vida de cada pessoa está na dissociação dos valores, porque os números levantados pelo IBGE são uma média e não o valor real. “Esse valor médio é o parâmetro do governo para a economia de acordo com estudos técnicos realizados pelo Banco Central”, complementa.

Meta

A meta da inflação é determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e cabe ao Banco Central orientar sua oferta de moeda e controlar o acesso ao crédito de acordo com esse limite. A meta permite uma margem para amortecer possíveis crises e choques de preço.

O especialista em finanças Marcos Mello diz que é preciso haver um esforço para conter a inflação e mantê-la em um nível baixo e controlado. “A principal ferramenta que o governo tem para isso é a taxa básica de juros”, explica. Mas a medida tem consequências para a economia. “Quando se mantém uma taxa elevada, o efeito que se pretende é diminuir a atividade econômica. Essa redução da atividade econômica ajuda a reduzir a inflação. O problema é que essa redução da atividade também gera desemprego e isso nos atinge mais diretamente”, pondera.

Saiba quais são os principais índices de inflação:

IPA – Índice de Preços no Atacado

INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor

IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo

INCC – Índice Nacional do Custo da Construção

CUB – Custo Unitário Básico

IPC – Índice de Preços ao Consumidor

 

Bloco 2 do Hospital da Criança está com 55% das obras concluídas

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O Hospital da Criança de Brasília José Alencar ganhará um novo bloco, com previsão de entrega em 21 de abril, aniversário da cidade. Serão mais 202 leitos. As obras na unidade de saúde especializada em tratamento de câncer estão 55% concluídas e foram visitadas nesta quarta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, e pelo governador Rodrigo Rollemberg.

“O Hospital da Criança ainda tem um saldo de aproximadamente R$ 4 milhões do Ministério da Saúde para equipamentos, que aguardam a conclusão da obra, feita em grande velocidade”, destacou o ministro Ricardo Barros.

O novo bloco terá 21 mil metros quadrados, dois pavimentos, 67 consultórios ambulatoriais, centro cirúrgico, centro de diagnóstico, laboratórios de análises clínicas e hematologia, unidade administrativa, área de apoio e um centro de ensino e pesquisa.

A construção é feita por meio de parceria do governo de Brasília com a Organização Mundial da Família. O investimento é de cerca de R$ 102 milhões.

“Esse Bloco 2 é um sonho que está se tornando realidade. O Hospital da Criança é público, atende 100% pelo Sistema Único de Saúde [SUS]”, ressaltou o governador Rollemberg. “Queremos ampliar o atendimento no Distrito Federal, mesclando diversos modelos e garantindo à população um atendimento melhor à sua saúde”, completou. Segundo ele, quando estiver pronta, a estrutura vai atender a toda a demanda de alta e média complexidades do DF.

Mais de 2 milhões de atendimentos em 5 anos

Em 23 de novembro, o Hospital da Criança completou 5 anos. Até o fim de dezembro, segundo dados da unidade, foram 2.167.637 atendimentos, incluindo consultas, cirurgias ambulatoriais e exames, com 40 mil famílias beneficiadas. Foram feitos, ainda, 1.286.585 exames laboratoriais e 348.808 consultas.

O hospital é gerenciado pelo Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada. A unidade, com atuais 7 mil metros quadrados, tem 30 consultórios médicos e 22 leitos de internação. Ela não atende emergências, e os pacientes são encaminhados pelos postos de saúde.

Inaugurada em 2011, a unidade especializada de saúde foi construída pela Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Homeopatias (Abrace) e doada ao governo de Brasília. O recurso para o Bloco 1, de R$ 15 milhões, foi obtido por doações.

GT da Câmara apresenta relatório e ouve movimentos da sociedade civil

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A participação popular no conselho de transporte e nas discussões sobre mobilidade urbana foram os principais pleitos dos representantes da sociedade civil presentes na apresentação do relatório do Grupo de Trabalho (GT) que analisa o aumento das tarifas do transporte público, na manhã desta quarta-feira (11). Participaram da reunião representantes do movimento Passe Livre, Nossa Brasília, Observatório Social de Brasília, Conselho de Educação, Cooperativa de Transporte, Associação de Pedestres Andar a pé, entre outras entidades.

Na apresentação, o GT referendou os argumentos que embasam o projeto de decreto legislativo que propõe a suspensão do reajuste das passagens de ônibus e metrô, em vigor desde o início deste ano. O projeto será apreciado pelo plenário em sessão extraordinária nesta quinta-feira (12), às 15h.

Na avaliação dos deputados Wasny de Roure (PT), Cláudio Abrantes (Rede), Prof. Israel Batista (PV) e Raimundo Ribeiro (PPS), o governo cometeu equívocos notórios, como não ouvir o conselho de transporte e não esgotar as alternativas que existiam antes de impor o reajuste tarifário. O GT sugeriu medidas para obtenção de receitas para o sistema de transporte público, como a captação de recursos oriundos das multas de trânsito e a destinação do ISS e da tarifa por quilômetro rodado advindo do UBER.

Segundo a técnica da Câmara Legislativa, Carla Gomes, que integra o GT, um problema crucial que assola o transporte do DF é o sistema de tarifas que estabelece a base do contrato entre as empresas de transporte e o governo, permitindo que se pague às empresas mais do que o arrecadado. É um vício de contrato que contamina o sistema. “O empresariado é o único que só ganha, uma vez que eles definiram, por contrato, receber pela tarifa técnica”, afirmou o deputado Israel Batista.

Gratuidade – Para o GT, a gratuidade do passe para os estudantes é um direito do qual não se pode retroceder. O deputado Wasny de Roure advertiu que as infrações e fraudes devem ser coibidas com fiscalização, mas a legitimidade da gratuidade se justifica pela “necessidade dos usuários”.

Comissão Especial – O deputado Claudio Abrantes enfatizou a proposta do GT de criar uma comissão especial para dar continuidade ao debate sobre os problemas estruturais do sistema de transporte público e a questão da mobilidade urbana do DF.

Entre os pontos que a comissão deverá debater está o pleito da tarifa zero defendido pelo movimento Passe Livre. Para o representante do movimento, Paíque, o sistema de transporte é um serviço de baixa qualidade financiado pelos trabalhadores das classes mais baixas da população.

Outro problema a ser discutido é o valor das tarifas cobradas pelas cooperativas, que transportam 25% dos passageiros do DF. Segundo os representes do setor, que participaram do encontro, as cooperativas sofrem com o congelamento de tarifas imposto durante nove anos.

Banco Central reduz Selic para 13% ao ano e surpreende o mercado

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Pela terceira vez seguida, o Banco Central (BC) baixou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu hoje (11) a taxa Selic em 0,75 ponto percentual, para 13% ao ano. A decisão surpreendeu os analistas financeiros, que previam o corte de 0,5 ponto percentual.

Com a decisão de hoje, a Selic está no menor nível desde abril de 2015, quando estava em 12,75% ao ano. Mantida em 7,25% ao ano, no menor nível da história, de outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia.

Em comunicado, o Copom informou que a demora na recuperação da economia contribuiu para a autoridade monetária acelerar o corte dos juros. “O conjunto dos indicadores sugere atividade econômica aquém do esperado. A evidência disponível sinaliza que a retomada da atividade econômica deve ser ainda mais demorada e gradual que a antecipada previamente”, destacou o texto.

O Copom ressaltou que as incertezas externas ainda não trouxeram efeitos sobre o Brasil e que o comportamento da inflação, que fechou 2016 abaixo das expectativas, favoreceu a redução maior da Selic.

“A inflação recente continuou mais favorável que o esperado. Há evidências de que o processo de desinflação mais difundida tenha atingido também componentes mais sensíveis à política monetária e ao ciclo econômico. A inflação acumulada no ano passado alcançou 6,3%, bem abaixo do esperado há poucos meses e dentro do intervalo de tolerância da meta para a inflação estabelecido para 2016”, acrescentou o Banco Central.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA fechou 2016 em 6,29%, o menor nível desde 2013 (5,91%).

Até o ano passado, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecia meta de inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Para 2017, o CMN reduziu a margem de tolerância para 1,5 ponto percentual. A inflação, portanto, não poderá superar 6% neste ano.

Inflação

No Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerre 2017 em 4,4%. O mercado está um pouco menos pessimista. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, a inflação oficial fechará o ano em 4,81%.

Até agosto do ano passado, o impacto de preços administrados, como a elevação de tarifas públicas, e o de alimentos, como feijão e leite, contribuiu para a manutenção dos índices de preços em níveis altos. De lá para cá, no entanto, a inflação começou a desacelerar por causa da recessão econômica e da queda do dólar. Em dezembro, o IPCA ficou em 0,30%, a menor taxa para o mês desde 2004.

A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores impulsionam a produção e o consumo num cenário de baixa atividade econômica. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de apenas 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2016. No último Relatório de Inflação, o BC reduziu a estimativa de expansão da economia para 0,8% este ano.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.

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Governador reúne-se com Inmet para planejar ações relacionadas à água

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Rollemberg avaliou com técnicos do Inmet a previsão de chuvas para as próximas semanas. Foto: Dênio Simões

Em encontro na manhã desta quarta-feira (11), Rodrigo Rollemberg avaliou com técnicos do instituto a previsão de chuvas para as próximas semanas

O governador Rodrigo Rollemberg esteve na manhã desta quarta-feira (11) na sede do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), no Sudoeste, para avaliar a previsão de chuva para as próximas semanas. A ideia é que a conversa auxilie o governo na tomada de decisões acerca de medidas relacionadas à água.

“Nossa ideia aqui hoje é ter algumas informações a respeito de chuvas, principalmente próximo às bacias dos nossos reservatórios, que sejam relevantes para as nossas decisões”, disse Rollemberg. Ele estava acompanhado do secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, José Guilherme Leal, do presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), Maurício Luduvice, e dos diretores da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa) Diógenes Mortari e Israel Pinheiro Torres.

Segundo o Inmet, deve chover em Brasília a partir de sexta-feira (13). No entanto, de acordo com o diretor do instituto, Francisco de Assis Diniz, responsável pela apresentação de hoje, as chuvas não vão durar muito tempo. “Estamos no meio de uma estação chuvosa, mas ainda não teve chuva.”

Ele ressaltou que uma das grandes preocupações relacionadas ao tema é o fato de ter havido dois anos seguidos (2015 e 2016) em que o nível de chuva foi abaixo da média esperada. Em 2016, foi de 1.193,2 milímetros, quando o ideal seria acima de 1,5 mil.

Um dos motivos para a seca, além do aquecimento global, é o chamado bloqueio atmosférico, que impede que as precipitações cheguem ao DF. O fenômeno teve início na segunda quinzena de dezembro.

Para o presidente da Caesb, é muito importante que o governo esteja ciente das previsões para que tome decisões embasadas. As reuniões entre o governo e o Inmet devem ser periódicas.

Níveis preocupantes nos reservatórios do DF

Em 30 de dezembro de 2016, o volume da Barragem do Rio Descoberto, que abastece 65% da população, chegou a 22,9% — metade do registrado em 2015, 45,8%.

Às 7h30 desta quarta-feira (11), a Barragem do Rio Descoberto estava com 19,30% da sua capacidade, e o reservatório de Santa Maria, com 41,41%. O ideal é que os dois se mantenham acima dos 60%.

Projeto obriga estados a rever regimentos da Polícia Militar e Bombeiros

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Um projeto de lei para obrigar os estados a atualizar os regimentos disciplinares da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros já tramita no Congresso Nacional. O autor da proposta, deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG) diz que a medida pode frear punições exageradas e melhorar o trabalho das corporações. A matéria já foi aprovada na Câmara e está pronta para ser votada pelo plenário do Senado.

Segundo a Defensoria Pública do Rio de Janeiro, a legislação atual equipara a atuação da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros à das Forças Armadas e acaba por punir militares de forma desproporcional em alguns casos, como de indisciplina. Especialistas em segurança pública argumentam que a atualização de marcos legais das corporações pode melhorar as condições de trabalho e atende a demandas dos agentes e da sociedade.

De acordo com a legislação, transgressões aos regimentos disciplinares podem determinar a abertura de processo por infrações ao Código Penal Militar, na Justiça Militar. O documento de 1969, que rege as relações no ambiente militar, teve origem no Ato Institucional número 5 – um dos mais duros instrumentos da ditadura militar. Os regimentos das corporações também são, em sua maioria, anteriores à Constituição de 1988 e permitem que faltas como desacato ou desobediência sejam punidas com o mesmo rigor que um homicídio culposo.

Prazo para revisão

Para atualizar os regimentos das PMs e dos Bombeiros, o projeto de lei, que tramita no Congresso, fixa prazo de 12 meses para os estados – por meio das assembleias legislativas – instituírem novos códigos de ética e disciplina para as corporações. O deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG) diz que é preciso assegurar aos agentes garantias do processo legal, como o direito ao contraditório e à ampla defesa, além de acabar com a prisão disciplinar.

“Tem que atualizar tudo, inclusive a tipificação das condutas. Tem estado em que dormir em serviço dá cadeia, em outro, o regimento prevê o absurdo de a pessoa pedir [autorização à corporação] para se casar”, critica. Segundo Gonzaga, as leis atuais, especialmente as que tratam de punições disciplinares, são desproporcionais e “institucionalizam o assédio moral”.

Apesar de o projeto de lei não alterar o Código Penal Militar, apenas os regimentos, a proposta torna mais difícil a condenação de agentes militares por casos de baixo potencial ofensivo, e, na prática, pode diminuir o número de processos por indisciplina que chegam à Justiça Penal Militar, segundo Gonzaga.

“O projeto prevê que penas de prisão sejam aplicadas apenas às condutas tipificadas como crime e julgadas pela Justiça Militar. E que as condutas tipificadas como falta disciplinar sejam punidas, mas não com prisão, como acontece para quem chega atrasado, com cabelo grande, farda mal passada. A prisão deve ser reservada ao crime, de fato”, destaca.

Em Minas Gerais, onde os regimentos foram atualizados, a pena de prisão administrativa acabou em 2002. “A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais não deixaram de ser referência de instituições disciplinadas, que trabalham, e a segurança pública não piorou”, compara o parlamentar. No estado, a pena mais alta para infrações de indisciplina passou a ser a suspensão com perda de salário.

Militares apoiam reforma dos regimentos

A atualização dos regimentos disciplinares encontra respaldo nas corporações, segundo pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que ouviu 21 mil policiais. Mais de 83% querem a reforma dos documentos à luz da Constituição e uma parcela ainda maior discorda da aplicação de leis criadas para as Forças Armadas para o trabalho de policiais e bombeiros, a chamada desmilitarização.

Ex-chefe do Estado-Maior da PM fluminense, o coronel Robson Rodrigues da Silva, atualmente na reserva, diz que as leis militares – em especial os regimentos – são anacrônicos e ineficazes para reger a atuação de um policial hoje em dia.

“Esse regimento é quase um espelho do regulamento do Exército, mas chegou a hora de as polícias militares serem repensadas. Essa ambiguidade, que deixa um pé em uma instituição militar e outro em uma instituição civil, acaba trazendo problemas na hora de resguardar direitos e não atende aos anseios da sociedade por uma polícia de proximidade”, analisa o militar reformado e doutorando em segurança pública na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

Para o sociólogo Ignácio Cano, coordenador do Laboratório de Análise da Violência da Uerj e um dos mais importantes pesquisadores do tema no país, a atualização trará dignidade aos agentes. “Desmilitarizar a polícia não é tirar a arma dos policiais. É atuar para que policiais tenham direitos como qualquer cidadão, de se organizar, de revindicar direitos, de não serem tratados de forma arbitrária e autoritária e atender melhor a população”, defendeu em entrevista recente ao Canal Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Procurada para falar as regras disciplinares da corporação, a Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que aplica o Código Penal Militar e o Regulamento Disciplinar. Já o Corpo de Bombeiros preferiu não comentar os casos e destacou que não cabe à instituição legislar sobre as normas.

Menor Aprendiz e estágios são a porta de entrada no mercado de trabalho

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A falta de experiência é um problema que várias pessoas enfrentam na hora de ter o primeiro emprego

É comum que nos anúncios de emprego a experiência seja um pré-requisito. Mas os jovens profissionais que desejam entrar no mercado de trabalho esbarram neste problema. Os estágios e programas como Menor Aprendiz são uma ótima forma de ultrapassar esta barreira.

A BRBCARD é uma companhia que colabora com o crescimento do mercado de trabalho e tem as portas abertas para os jovens que gostariam de trabalhar. “Na história da BRBCARD, são muitos os exemplos de colaboradores que ingressaram como estagiários e menor aprendizes e, posteriormente, dada a qualidade do seu desempenho e resultados entregues, foram admitidos como empregados de carreira”, contou a gestora de pessoas, Eliane Bruna Oliveira.

A companhia foi a primeira a abrir as portas para a brasiliense Karina Ferreira de Matos. Ela entrou na BRBCARD aos 16 anos, onde atuou como menor aprendiz por dois anos. Em seguida, se tornou estagiária de área de gestão de pessoas e logo após um ano foi efetivada. “Hoje sou assistente administrativa e estou no segundo semestre de psicologia. Escolhi este curso porque amo e tem relação com a área em que trabalho na BRBCARD”, explicou a jovem.

Números

Desde 2004, a BRBCARD já teve 205 estagiários. O programa Menor Aprendiz passou a fazer parte da empresa em 2008, contando até hoje com 23 participantes. Existe a expectativa de estabelecer assim uma relação de troca através da qual o futuro jovem profissional adquire experiência, assimila e se adapta a cultura da organização.

O dia a dia dos colaboradores da BRBCARD é pautado pelos desafios abraçados pelos diferentes setores da empresa. Para isso, a companhia prioriza um bom clima organizacional, que passa por benefícios interessantes para o corpo funcional como uma sala de descanso e capacitação para todos.

 

Jovair Arantes lança candidatura à presidência da Câmara dos Deputados

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O líder do PTB na Câmara do Deputados, Jovair Arantes, lançou hoje (10) oficialmente sua candidatura à presidência da Casa. Em seu discurso, o deputado disse que a Câmara precisa de um presidente que tenha coragem para fazer muitas mudanças. “Temos que dar transparência à administração. A sociedade tem que saber o que está acontecendo aqui. Nós temos que estabelecer horário de funcionamento dessa Casa, de acordo com que a sociedade possa entender. Chega de votações na madrugada”, disse o deputado.

O candidato disse que, se eleito, irá atualizar o regimento para “mudar o perfil de administração da Casa”. Jovair Arantes também defendeu em seu discurso que a Câmara precisa de mais protagonismo, e não pode ficar “tutelada pela Justiça”. O deputado também afirmou que irá colocar as matérias que o governo federal considera importante para serem votadas “e, se possível, aprovadas”.

Jovair Arantes é o segundo deputado a lançar candidatura à presidência da casa. Ontem, Rogério Rosso, líder do PSD, lançou sua campanha por meio de um vídeo no Facebook.

Eleição

A votação para os 11 cargos que compõem a Mesa Diretora que comandará os trabalhos da Câmara dos Deputados entre 2017 e 2019 será no dia 2 de fevereiro. Serão eleitos o presidente, dois vice-presidentes, quatro secretários e quatro suplentes.

Para ser eleito, o candidato precisa de maioria absoluta dos votos em primeira votação ou ser o mais votado no segundo turno. A votação é secreta e realizada em cabines eletrônicas.

Governador e ministro da Saúde visitam Hospital da Criança nesta quarta

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# Nesta quarta-feira (11), às 10h, o governador Rodrigo Rollemberg e o ministro da Saúde, Ricardo Barros, irão visitar as instalações do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) e vistoriar a construção do segundo bloco da unidade.

 

# O HCB atende 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e realizou mais de dois milhões de atendimentos durante os cinco anos de funcionamento.

 

Com a ampliação do hospital, Brasília será referência no Centro-Oeste em transplantes infantis e em tratamento de câncer e de doenças do sangue.

 

# A construção do segundo bloco começou em setembro de 2015 e a previsão é que seja concluído em abril de 2017.

 

# As obras estão sendo realizadas por meio de parceria entre o Governo de Brasília e a Organização Mundial da Família (OMF).

 

# O investimento é de cerca de R$ 102 milhões.

 

# O espaço com 28 mil metros quadrados terá 67 consultórios ambulatoriais e 202 leitos – 164 para internação e 38 para unidade de terapia intensiva (UTI) e cuidados intermediários.

 

# O novo bloco também contará com centro cirúrgico, centro de diagnóstico, laboratórios de análises clínicas e hematologia, unidade administrativa e área de apoio.