Início Site Página 2968

Banco de Brasília oferece cursos de educação financeira à população

0

Os cursos são gratuitos e realizados em uma unidade de treinamento do BRB

Desde 2011, o BRB oferece aos seus clientes e à comunidade em geral cursos de educação financeira. A proposta é repassar aos participantes conceitos sobre finanças pessoais. A diretora de Gestão de Pessoas e Administração do BRB, Cristiane Bukowitz, destaca que uma boa gestão das finanças reflete, diretamente, na qualidade de vida da população.“Pensando nisso e partindo do princípio de que somos uma instituição financeira pública, encontramos neste curso um meio efetivo pelo qual podemos contribuir para a formação de uma cultura de educação financeira junto à população”, afirmou Cristiane.

A diretora destaca, ainda, que desde o início do projeto até dezembro de 2016, 27.269 pessoas participaram do treinamento. Ano passado foram realizados 276 cursos, dos quais participaram 7.675 pessoas, entre servidores públicos, empregados de empresas privadas, estudantes de nível médio e superior, e famílias.

Temas abordados nos cursos

Durante a apresentação, são expostos os seguintes pontos: endividamento (O que são dívidas? Por que as pessoas se endividam? Como sair do endividamento. Estudo de caso) e planejamento (O que é planejamento? Como planejar? Por que planejar? Como planejar as receitas e as despesas? Atividade prática).

Um dos instrutores do curso, Alexandre Michel Santos destaca que os resultados são positivos e elenca alguns comentários e lições aprendidas pelos participantes do curso: “A abordagem dos temas é simples e prática”; “Descobri que nem tudo está perdido. Sempre há uma saída”; “É necessário me organizar para ter um futuro melhor”; “É possível a mudança da situação financeira com pequenas atitudes, como a anotação dos gastos e com mudanças de hábitos”; “Aplicar uma parte do salário para a realização das metas de vida”; e “Compreendi que as questões demandam um tempo para serem equacionadas”.

As aulas são ministradas por uma equipe de nove instrutores, todos empregados do BRB. Interessados em se inscrever devem enviar, com uma semana de antecedência da data prevista para o curso, e-mail para educafinan@brb.com.br, informando nome completo, telefone e e-mail de contato. A confirmação da inscrição também será efetuada via e-mail. Todos os participantes receberão um certificado de participação ao fim do curso.

Abaixo, datas e horários dos próximos cursos já agendados, sendo que H.I.= horário inicial; H.F.= horário final e C.H.= carga horária:

image001

Artigo | Segurança pública precisa ser prioridade, por Alberto Fraga

0

Por Alberto Fraga


O Sistema Carcerário Brasileiro, como se sabe, há algum tempo encontra-se em situação preocupante e que demanda especial atenção do Estado. Não é por outra razão, inclusive, que foram realizadas duas Comissões Parlamentares de Inquérito para investigar o Sistema Carcerário, em apenas oito anos.

Durante a CPI do Sistema Carcerário, realizada em 2015, foram diagnosticados problemas graves, como a ampliação dos domínios das facções dentro dos presídios e a questão da superlotação. O número de pessoas privadas de liberdade sem condenação também assusta: 41% da população carcerária. O número é do Ministério da Justiça e foi comprovado pelas visitas realizadas durante CPI.

Um outro grave problema é a falta de gestão no sistema prisional. Nem a classificação de periculosidade é realizada. Ladrão de galinha, fica misturado com assaltante de banco. Um exemplo disso foi o caso de um senhor de 65 anos, preso por não pagar pensão ao neto, dividindo a cela com todo o tipo de bandidos. As prisões se transforam em uma escola do crime.

Durante as inspeções os presos foram questionados sobre o que poderia ser feito para ajudá-los. A resposta foi quase unânime: desejam trabalhar para ajudar a família. O trabalho possui relevante papel na reparação do dano causado pela prática de uma conduta delituosa e na reincorporação social do apenado.

Para a legislação, o trabalho dos presos tem como objetivo auxiliar no processo de reinserção social, na ocupação do tempo ocioso, na promoção da readaptação e no preparo de uma atividade laboral. Além de garantir uma remuneração igual ou superior a três quartos do salário. Infelizmente poucos conseguem trabalhar.

Segundo o relatório divulgado pelo Ministério da Justiça, por exemplo, apenas 16% da população prisional do país trabalham, e somente 11% estudam. Esses dados, por si só, já demonstram que o Sistema Carcerário Brasileiro clama por melhorias urgentes, sem as quais entrará, certamente, em colapso.

O orçamento que o Governo Federal aprovou para a segurança pública em 2017 é de R$ 2,2 bilhões, valor insuficiente para a área. De acordo com levantamentos divulgados, seria necessário ao menos R$ 10 bilhões para sanar o déficit atual de vagas no sistema prisional.

Na última semana o Brasil foi palco de uma grande tragédia, envolvendo vários presídios, com morte de dezenas de pessoas.  Se medidas duras e imediatas não forem tomadas, o Brasil corre o risco de ficar refém das facções de criminosos, como aconteceu em outros países da América Latina em passado recente. As ordens para execução do massacre foram realizadas por telefone e depois filmadas e divulgadas através de aplicativos de celulares.

É inadmissível que após tantos anos em que se discute o problema dos celulares nos presídios, o poder público e as operadoras de telefonia não tenham chegado a um acordo para manter permanentemente bloqueados os celulares das unidades prisionais do país, como acontece nos países desenvolvidos. E permita que as quadrilhas continuem articulando crimes de dentro dos presídios. Os bandidos estão ditando as regras.

A Frente Parlamentar de Segurança Pública entregou ao Presidente da República, Michel Temer, uma carta com sugestões para elaboração de um Plano Nacional de Segurança para conter a crise do sistema penitenciário e criar ações imediatas de combate a violência. Uma delas seria a transformação da Secretaria Nacional de Segurança Pública em um ministério. Tal medida não geraria nenhuma despesa e daria ao tema a importância que merece.

No Brasil são assassinados 500 policiais por ano, 160 civis assassinados diariamente e 60 mil pessoas por ano, mesmo assim a segurança pública ainda não é prioridade do governo. Se medidas duras e imediatas não forem tomadas vamos perder o país para o crime.


Alberto Fraga é deputado federal pelo DEM do Distrito Federal e presidente da Frente Parlamentar de Segurança Pública

Decreto que suspende aumento das passagens é publicado no DCL

0

O Diário da Câmara Legislativa (DCL) publicou nesta sexta-feira (13) o decreto nº 2.115/2017, de vários deputados, que susta os efeitos do decreto nº 37.940, de 30 de dezembro de 2016, que aumentou as passagens de ônibus e do metrô desde 2 de janeiro em até 25%. O decreto publicado hoje (13) é oriundo do projeto de decreto legislativo aprovado ontem (12) pela Câmara, em sessão extraordinária, por unanimidade, e com a presença de 18 deputados distritais.

Para a suspensão dos aumentos entrar em vigor, é necessária ainda a publicação do decreto no Diário Oficial do DF (DODF), editado pelo Executivo. A Câmara já encaminhou ao GDF o decreto para publicação no DODF.

O projeto de decreto legislativo foi elaborado por um Grupo de Trabalho (GT) da Câmara formado por distritais e por técnicos, que estudou o assunto deste o dia 2 de janeiro. O GT também sugeriu a criação de uma comissão especial para dar continuidade aos estudos iniciados pelo colegiado.

Requerimento neste sentido foi apresentado formalmente pelo deputado Wasny de Roure (PT), na sessão extraordinária de quinta-feira. A comissão deverá se debruçar sobre os problemas estruturais do transporte coletivo e às questões de mobilidade urbana do DF.

Abrace capta recursos para aparelho de ressonância para o Hospital da Criança

0

O Hospital da Criança de Brasília José Alencar está mais próximo de ter um equipamento de ressonância magnética. A Associação Brasileira de Assistência às Família de Crianças Portadoras de Câncer e Homeopatias (Abrace) — que construiu a unidade de saúde — recebeu R$ 4.609.272,64 para a compra do aparelho. A doação foi feita pelo Banco do Brasil.

Ao lado de integrantes da instituição financeira e da Abrace, o governador Rodrigo Rollemberg elogiou a iniciativa, em solenidade na manhã desta sexta-feira (13). “O Banco do Brasil dá mais uma demonstração do compromisso com nossas crianças e com Brasília. Se você precisar de uma energia extra, faça uma visita ao Hospital da Criança. As pessoas que trabalham lá têm uma alegria que é motivadora.”

Também presente no evento de hoje, o secretário de Política para Crianças, Aurélio Araújo, destacou que há ganho para todos os envolvidos na doação. “O Banco do Brasil recebe isenção desse valor em impostos, a Abrace e o Hospital da Criança ganham o equipamento, e a secretaria tem mais meios de atender as crianças da cidade.”

Captação de recursos para ajudar o Hospital da Criança

Para financiar o equipamento de ressonância magnética, que custa R$ 6,5 milhões, a Abrace apresentou um projeto de captação de recursos ao Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente, da Secretaria de Política para Crianças, Adolescentes e Juventude.

Aprovado pelo conselho, o projeto foi listado como parte do Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do DF, que permite a qualquer entidade ou pessoa física fazer investimentos em projetos que atendam a necessidades de menores de idade de Brasília e receber isenção em impostos.

Como o valor total ainda não foi arrecadado, o financiamento está aberto para quem quiser fazer doações. Os interessados podem entrar em contato com o conselho pelos telefones (61) 3213-0740 ou (61) 3213-0741. Segundo a secretaria, o objetivo é instalar o aparelho no hospital até o fim de 2017.

Governo diz que presídio federal no DF será entregue em outubro

0

O Ministério da Justiça anunciou nesta quinta-feira (12) que a obra do presídio federal do Distrito Federal será concluída em outubro. A unidade deveria ter sido entregue em dezembro de 2014. De acordo com o ministério, o atraso de quase três anos ocorreu porque a construtora que venceu a licitação faliu e abandonou a obra. O governo federal mantém quatro penitenciárias pelo país: em Catanduvas (PR), Campo Grande, Porto Velho e Mossoró (RN).

Além da unidade do DF, na semana passada, o ministério anunciou a construção de mais cinco presídios federais. A nova estrutura vai demandar contratação de pessoal, motivo de impasse atualmente entre o governo e concursados não nomeados.

Em 2015, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), vinculado ao Ministério da Justiça, abriu um concurso para preencher 258 vagas. Os aprovados chegaram a fazer curso de formação no ano passado, mas até agora não foram nomeados. A demora levou o grupo a protestar hoje em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Todos os candidatos pediram exoneração de outros concursos ou demissão da iniciativa privada e vieram para Brasília com dedicação exclusiva para fazer o curso de formação que durou 72 dias”, lembrou o administrador de empresas Alex de Oliveira, aprovado para o cargo de agente penitenciário federal. “O que a gente esperava era que fosse feita a nomeação logo após o curso de formação, que custou R$ 12 milhões”, completou.

Para os manifestantes, se não convocar os novos concursados, o governo não terá efetivo para inaugurar as novas penitenciárias.

Em nota, o Ministério da Justiça confirmou a realização do curso de formação no ano passado e o custo de R$ 12 milhões. A pasta atribuiu ao Ministério do Planejamento a responsabilidade de convocar os novos concursados.

Também em nota, o Ministério do Planejamento informou que as nomeações são asseguradas dentro do número original de vagas definido no edital e durante o período de validade do concurso, mas que somente o Depen pode informar detalhes e fases do concurso.

GDF vai recorrer de decisão que suspende reajuste de passagens

0

O governo de Brasília prepara recurso para reverter a decisão da Câmara Legislativa de sustar o reajuste nas tarifas dos ônibus e do metrô. Em sessão extraordinária nesta quinta-feira (12), os deputados distritais aprovaram o projeto de decreto legislativo (PDL) que revoga o incremento ocorrido nas passagens em 2 de janeiro. Para entrar em vigor, a suspensão precisa ser publicada no Diário Oficial do DF, como preconiza o artigo nº 43 da Lei Complementar nº 13, de 1996.

Para o governador Rodrigo Rollemberg, a postura dos parlamentares em relação ao tema não contribui para a retomada do equilíbrio fiscal do Distrito Federal. “É uma medida ilegal, abusiva e completamente desconectada da realidade financeira do DF e do Brasil. Vamos recorrer à Justiça, pois entendemos que essa é uma atribuição do governo de Brasília”, declarou em conversa com jornalistas no Palácio do Buriti.

Rollemberg explicou que a Procuradoria-Geral do DF vai se debruçar sobre o tema para saber qual instrumento jurídico usará para revogar o PDL. O governador mostrou-se preocupado com os efeitos do projeto. “Considero uma decisão irresponsável. Aliás, a Câmara tem se destacado por tomar medidas que criam despesas sem apontar receitas, e essa irresponsabilidade fiscal contribuiu para que Brasília esteja diante da maior crise financeira de sua história.”

Enquanto o decreto legislativo não for publicado, o valor das passagens permanece reajustado: as linhas circulares internas passaram de R$ 2,25 para R$ 2,50; as de ligação curta, de R$ 3 para R$ 3,50; e as de longa distância, integração e metrô, de R$ 4 para R$ 5.

Aumento poderá trazer economia de R$ 180 milhões

A intenção do Executivo com o aumento é reduzir o gasto com a tarifa técnica — diferença bancada pelo governo entre o preço real do bilhete e o repassado ao usuário. As projeções indicam que o reajuste pode trazer uma economia de R$ 180 milhões em 2017.

O Estado arca com R$ 600 milhões por ano só com o subsídio das tarifas, sendo R$ 400 milhões com as gratuidades para estudantes, idosos e pessoas com deficiência. Na terça-feira (10), o governo anunciou que o transporte público do DF passará por uma avaliação criteriosa. Um dos objetivos é revisar o mecanismo de bilhetagem automática para inibir possíveis fraudes que causam prejuízos ao sistema.

Deputados derrubam veto ao Orçamento da Câmara Legislativa

0

Os deputados distritais derrubaram no final da tarde desta quinta-feira (12) o veto parcial do governador Rodrigo Rollemberg ao Orçamento da Câmara Legislativa para 2017. Com 14 votos contrários e 10 ausências, foi derrubado o veto referente à rubrica de R$ 38,8 milhões para manutenção de serviços gerais do Legislativo. De acordo com o presidente da Câmara Legislativa, deputado Joe Valle (PDT), a medida era necessária para garantir o funcionamento do Legislativo e o pagamento de serviços terceirizados.

A convocação de nova sessão extraordinária para apreciação do veto aconteceu logo após a votação do projeto de decreto legislativo nº 233/2017, que suspende o aumento das passagens de ônibus e do metrô, em vigor desde 2 de janeiro.

Ao todo, o governador Rollemberg vetou R$ 62,8 milhões no Orçamento destinado à Câmara Legislativa. A partir de fevereiro, os deputados distritais ainda terão que analisar outros dois vetos parciais referentes à verba de publicidade (R$ 8,5 milhões) e modernização da informática (R$ 15,5 milhões). Os vetos foram aplicados ao projeto de lei nº 1.260/2016, que fixou o Orçamento do DF para 2017.

Caesb anuncia rodízio no fornecimento de água da Barragem do Descoberto

0

As regiões administrativas abastecidas pela Barragem do Descoberto passarão por rodízio no fornecimento de água a partir de segunda-feira (16). As primeiras serão Ceilândia, Recanto das Emas e Riacho Fundo II. O nível do reservatório abaixo de 20% e o índice pluviométrico menor do que o esperado em dezembro e janeiro levaram a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa-DF) e a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) a adotar a medida para assegurar capacidade hídrica para o próximo período de seca na cidade. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (12), em entrevista coletiva.

O rodízio ocorrerá em um ciclo de um dia sem abastecimento (a partir das 8 horas), dois dias para religar e estabilizar o sistema e três de situação normalizada. As áreas afetadas são Águas Claras, Candangolândia, Ceilândia, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Park Way, Recanto das Emas, Riacho Fundo I, Riacho Fundo II, Santa Maria, Samambaia, Taguatinga e Vicente Pires (veja lista abaixo). Cerca de 1,8 milhão de pessoas serão atingidas pela medida.

Não é de agora que se estuda a alternância no fornecimento de água. A possibilidade já havia sido ventilada em novembro de 2016, quando o nível da água do Descoberto esteve abaixo dos 20% pela primeira vez e a Adasa publicou a Resolução nº 20, para estabelecer o regime de racionamento. Foi uma das oito publicadas pela agência reguladora desde a percepção da escassez hídrica.

Na ocasião, optou-se por esperar as chuvas, mas não foi suficiente. Na manhã desta quinta-feira (12), o volume na Bacia do Descoberto estava em 18,94%. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a média histórica do índice pluviométrico no DF em janeiro é de 225 milímetros (mm). Em 2017, a marca dos dez primeiros dias do ano é de 19 mm, ou seja, menos de 10% do registrado ao longo dos anos. Em visita ao Inmet na quarta-feira (11), o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, ouviu a explicação sobre o bloqueio atmosférico que impede que as precipitações cheguem ao DF.

 

Sistemas de abastecimento de água do DF

Regiões abastecidas pelo Santa Maria terão pressão da água reduzida

Assim como ocorreu com as regiões abastecidas pelo Descoberto em novembro, as que têm abastecimento hídrico pelo reservatório de Santa Maria terão a pressão da água reduzida. A medida começa em 30 de janeiro. Como o reservatório está em torno de 40% (41,22% na manhã de hoje), ainda não será feito rodízio de fornecimento de água.

“Reduzimos a captação de 5,1 mil litros por segundo para 4,4 mil litros por segundo com a redução de pressão. Com o rodízio de fornecimento, o objetivo é diminuir em mais 10%, para garantirmos a preservação dos níveis da Barragem do Descoberto no período de seca”, explicou o presidente da Caesb, Maurício Luduvice.

As medidas seguem um conjunto de ações para amenizar a crise hídrica, a exemplo da cobrança de tarifa de contingência sobre a conta de consumo, a restrição no horário para captação por caminhões-pipa e a orientação para estabelecimentos como lava a jato.

Construções de outros sistemas captadores de água

Em novembro, o governo de Brasília deu início às obras da represa do Bananal. A novidade vai custar aos cofres públicos cerca de R$ 20 milhões e deve ficar pronta em um ano. O Bananal levará água para moradores do Plano Piloto, do Cruzeiro e do Lago Norte — 170 mil ao todo. Com capacidade de vazão de 726 litros por segundo, a bacia desafogará o reservatório de Santa Maria, responsável pelo abastecimento dessas três regiões administrativas. É a primeira grande obra para melhorar o abastecimento no DF em 16 anos.

Além do subsistema do Bananal, outra obra em curso para dar mais tranquilidade ao abastecimento de Brasília é a construção de sistema de captação e distribuição de água na barragem de Corumbá IV, próximo a Luziânia (GO), que conta com investimentos do DF, de Goiás e do governo federal. A previsão é que o aquífero fique pronto em 2018. A água captada nele servirá a brasilienses e goianos.

A Caesb ainda tem um projeto para captar, armazenar, tratar e distribuir água do Lago Paranoá, que está licitado, mas aguarda a liberação de recursos da União para o início das obras. Quando ficar pronto, o Sistema Paranoá atenderá cerca de 600 mil moradores do Paranoá, de São Sebastião, do Lago Norte, de Sobradinho, de Sobradinho II, dos condomínios do Grande Colorado e de Planaltina.

Primeiro ciclo do rodízio no fornecimento de água

16 de janeiro (segunda-feira)

Interrupção: Ceilândia Oeste, Recanto das Emas e Riacho Fundo II

 

17 de janeiro (terça-feira)

Interrupção: Vicente Pires, Colônia Agrícola Samambaia, Vila São José, Jóquei, Santa Maria, DVO, Sítio do Gama, Polo JK e Residencial Santa Maria

Religação e estabilização: Ceilândia Oeste, Recanto das Emas e Riacho Fundo II

 

18 de janeiro (quarta-feira)

Interrupção: Gama

Religação e estabilização: Vicente Pires, Colônia Agrícola Samambaia, Vila São José, Jóquei, Santa Maria, DVO, Sítio do Gama, Polo JK, Residencial Santa Maria, Ceilândia Oeste, Recanto das Emas e Riacho Fundo II

 

19 de janeiro (quinta-feira)

Interrupção: Águas Claras (zona baixa), Park Way, Núcleo Bandeirante, C.A. IAPI, Candangolândia, Setor de Postos e Motéis e Metropolitana, Vila Cauhy, Vargem Bonita, Ceilândia Leste e Samambaia

Religação e estabilização: Gama, Vicente Pires, Colônia Agrícola Samambaia, Vila São José, Jóquei, Santa Maria, DVO, Sítio do Gama, Polo JK e Residencial Santa Maria

 

20 de janeiro (sexta-feira)

Interrupção: Guará I e II, Polo de Modas, CABS, Lúcio Costa, SQB, CAAC, Taguatinga Sul, Arniqueiras, Areal e Riacho Fundo I

Religação e estabilização: Águas Claras (zona baixa), Park Way, Núcleo Bandeirante, C.A. IAPI, Candangolândia, Setor de Postos e Motéis e Metropolitana, Vila Cauhy, Vargem Bonita, Ceilândia Leste, Samambaia e Gama

 

21 de janeiro (sábado)

Interrupção: Águas Claras (zona alta), Concessionárias e Taguatinga Norte

Religação e estabilização: Guará I e II, Polo de Modas, CABS, Lúcio Costa, SQB, CAAC, Taguatinga Sul, Arniqueiras, Areal, Riacho Fundo I, Águas Claras (zona baixa), Park Way, Núcleo Bandeirante, C.A. IAPI, Candangolândia, Setor de Postos e Motéis e Metropolitana, Vila Cauhy, Vargem Bonita, Ceilândia Leste e Samambaia

 

22 de janeiro (domingo)

Interrupção: Ceilândia Oeste, Recanto das Emas e Riacho Fundo II

Religação e estabilização: Águas Claras (zona alta), Concessionárias, Taguatinga Norte, Guará I e II, Polo de Modas, CABS, Lúcio Costa, SQB, CAAC, Taguatinga Sul, Arniqueiras, Areal e Riacho Fundo I

Câmara Legislativa derruba aumento nas passagens do transporte coletivo

0

Para Raimundo Ribeiro, o que a população busca na CLDF é um socorro ante a agressão injusta que ela vem sofrendo ao longo dos últimos dois anos

A Câmara Legislativa derrubou, na tarde desta quinta-feira (12), o Decreto nº 37.940 do Executivo, que possibilitou o aumento das passagens no transporte público do Distrito Federal.

Com 18 votos favoráveis e seis ausências, os parlamentares impuseram mais uma derrota ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que antes da votação, já tinha sinalizado que entraria na justiça contra a decisão do Legislativo.

De acordo com o deputado Raimundo Ribeiro, que foi relator da CPI dos Transportes, comissão que apontou inúmeras falhas no processo licitatório do transporte público na capital federal, caso o governador tivesse acatado as sugestões propostas pelo relatório da comissão, que sugeriu – entre as melhorias na eficiência do transporte – o equilíbrio econômico, Brasília teria, hoje, condições de ter as tarifas reduzidas ao invés de reajustadas.

cldf2

Ribeiro explicou que, neste momento, o que a população busca na CLDF é um socorro ante a agressão injusta que ela vem sofrendo ao longo dos últimos dois anos, perpetrada pelo atual governador. “Lá atrás, instalamos uma CPI, e após oito meses de trabalho, chegamos à conclusão que o sistema de transporte público do DF é realmente imprestável”, disse o parlamentar, momentos antes de anunciar seu voto a favor da derrubada dos reajustes.

Para entrar em vigor, a medida deverá ser publicada no Diário Oficial do DF, o que deve ocorrer em até 15 dias.

Artigo | O aumento das passagens e as promessas para a mobilidade urbana

0

No mesmo dia do anúncio do reajuste no valor das passagens dos ônibus e Metrô do Distrito Federal, foi divulgado também o levantamento do acompanhamento das promessas de campanha dos Governos em todo o país. No infográfico, aparece toda evolução de ações em três partes: nos primeiros seis meses, um ano e dois anos. Na mesma pesquisa, também é possível verificar por tema. Das 29 promessas, 18 não foram cumpridas até o momento; 6 já foram iniciadas e são classificadas como as atendidas em parte; e cinco, tiveram início, meio e fim.

Com mais de 1, 2 milhão de passageiros nos transportes do DF, o tema mobilidade urbana fica estacionado. Nenhuma proposta foi cumprida. Vale a pena lembrar que é o segundo aumento das passagens na gestão. O primeiro aconteceu em setembro e gerou protestos. Realmente, anunciar uma medida assim no dia 30 de dezembro, é tentar evitar impactos maiores de indignação dos que dependem do transporte público para chegar ao trabalho.

Vamos analisar três promessas em relação à mobilidade urbana. A primeira da lista foi a expansão do metrô com a conclusão das estações na Asa Sul, e construção de novas estações em Ceilândia e outras em Samambaia, além de levar também o serviço até a Asa Norte. O governo justifica ao dizer que aguarda o ‘descongelamento’ de recursos do PAC Mobilidade para dar início às obras. A previsão inicial, de começar os trabalhos em 2015, não foi cumprida.

A segunda é o desenvolvimento das ligações ferroviárias para transporte de passageiros e cargas com Luziânia (GO), Goiânia (GO) e Águas Lindas (GO). O Vem e Vai do EVTEA – estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental – fica como pontapé inicial. O resultado é outra promessa que nem tem data prevista para iniciar. Terminar então, fica complicado prever. Mas na resposta, a responsabilidade fica para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e uma parceria público-privada para a instalação dos trens regionais em andamento.

Para não ter injustiça na análise, temos a terceira que até teve uma resposta satisfatória. A criação do bilhete único, permitindo o acesso a ônibus, metrô e BRT pagando somente uma passagem. O estudo para a implementação do serviço está sendo finalizado com previsão de funcionamento em fevereiro de 2017.