O diretório regional do Partido Popular Socialista (PPS) realizou, na manhã deste sábado (25), um “encontrão” com filiados e simpatizantes da legenda. Os deputados distritais Raimundo Ribeiro e Celina Leão, além do senador Cristovam Buarque, participaram da reunião, que aconteceu no auditório da Câmara Legislativa.
A abertura do encontro, que teve como tema as perspectivas políticas e o poder local, foi realizada pelo presidente regional da sigla, Chico Andrade, que saudou os presentes e disse que o partido estará forte nas próximas eleições. “Nosso maior patrimônio é o respeito que temos pela população. Vamos nos preparar para termos um candidato ao governo em 2018”, enfatizou.
Após a abertura, representantes de várias regiões do DF e entorno se pronunciaram, relatando os problemas vividos pelas zonais. Depois, foi a vez dos parlamentares, que representam o partido, se expressarem.
A presidente da CLDF, deputada Celina Leão, foi a primeira a falar. Ela apresentou um resumo das atividades realizadas durante o seu mandato e disse que o PPS deve trabalhar para realizar uma mudança no País. “O Brasil está vivenciando, talvez, a maior crise de sua história. Mas é da crise que podemos tiramos as soluções”, disse.
O 1º Secretário da casa, deputado Raimundo Ribeiro, lembrou das últimas realizações na Câmara Legislativa, como o Seminário que discutiu a violência contra a mulher, a discussão acerca das Organizações Sociais na saúde, a aprovação do Uber e a CPI do Transporte Público. O distrital também falou sobre o trabalho que deve ser feito dentro do PPS. “Precisamos assumir o nosso papel como partido político. Temos que ter um programa de discussão com as nossas bases e temos que ter candidatura própria”, avisou o parlamentar.
O último a falar foi o senador Cristovam Buarque. Em seu discurso, ele disse que tanto o Brasil quanto o DF estão carentes de alternativas políticas. “Estamos tendo uma oportunidade imensa de representar este partido, que tem grande tradição. Nós fazemos parte de um grupo que pode até ser pequeno, mas que tem muita garra, muitas ideias e tem uma credibilidade muito grande na sociedade”, finalizou.
O governador Rodrigo Rollemberg assinou o decreto de criação do Habita Brasília, ao lado de outras autoridades, no Salão de Múltiplas Funções do Cave, no Guará. Foto: Tony Winston/Agência Brasília
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Para atender a demanda e diversificar a oferta, o governo do Distrito Federal lançou na manhã deste sábado (25) o Habita Brasília — novo programa habitacional do DF que vai integrar as políticas do setor e trazer novas soluções de moradia. O governador Rodrigo Rollemberg assinou o decreto de criação, ao lado de outras autoridades, no Salão de Múltiplas Funções do Cave, no Guará.
“Hoje apresentamos um projeto fruto de muito esforço, em parceria com o setor produtivo e com a população. Seguimos esse desafio diário desde o início da nossa gestão.” O chefe do executivo pontuou ainda os três pilares do programa: o combate à grilagem e ao uso indevido de terras, a oferta de unidades habitacionais e a regularização fundiária. “É um círculo virtuoso em que, além de habitação, teremos oportunidades de negócios e um impulso na economia do DF”, destacou Rollemberg.
Dividido em cinco linhas de ação, o objetivo do Habita Brasília é aliar a necessidade da população, os serviços prestados pelo governo e as diferentes alternativas de moradia. A prioridade é atender famílias que ganhem até três salários mínimos, o que corresponde a R$ 2.640.
O secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade, apresentou um panorama sobre a habitação no Distrito Federal e apontou que o novo programa será uma forma de diminuir o déficit habitacional na cidade. “Estamos abrindo o leque de opções e diversificando as soluções, que vão além de apartamentos e casas”, disse.
As cinco modalidades do programa – Lote Legal, Projeto na Medida, Morar Bem, Aluguel Legal e Portas Abertas — atendem a inscritos nas listas da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab). A companhia seguirá a ordem de pontuação dos que estão inscritos —atualmente são 159.896 —, da mesma maneira que já é feito.
O diretor-presidente da Codhab, Gilson Paranhos, destacou a importância do diálogo entre o governo e as associações habitacionais presentes no lançamento. “Sem a sociedade não há como resolver o problema da habitação no DF”, reforçou. A criação do Habita Brasília contou com a contribuição de diferentes setores. Além do debate nas áreas técnicas, o tema foi discutido com membros da sociedade civil e foram reunidas sugestões de moradores de áreas de regularização de interesse social.
Também compuseram a mesa na inauguração do programa, o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, o diretor técnico e de fiscalização da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), Carlos Leal, o administrador do Guará, André Brandão, e os deputados distritais Julio Cesar (PRB) e Rodrigo Delmasso (PTN).
Quais são as modalidades do Habita Brasília
O Lote Legal é a principal novidade do programa e deu início às ações, com 11 pessoas contempladas já no evento de lançamento. Primeiro, serão selecionados lotes escriturados. Depois, o governo vai vendê-los — para os habilitados nas listas da Codhab — por preços abaixo dos de mercado. Os terrenos serão urbanizados, prontos para receber, por exemplo, instalações de água e de energia elétrica.
Os lotes poderão ser individuais ou destinados a construções sobrepostas. Nesse caso, significa que mais de uma pessoa será contemplada por terreno. Haverá projetos prévios do governo para as edificações. Com o Lote Legal, o Executivo também pretende reforçar o combate à grilagem de terras.
“O trabalho de fiscalização é fundamental para o desenvolvimento desta política”, acrescentou o secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade. De acordo com ele, o Habita Brasília chega para construir um novo modelo de urbanização para a cidade, que deve ser pensada em todas as suas vertentes. “Vamos abranger melhorias de infraestrutura, o avanço nos equipamentos públicos, a preservação ambiental e o que mais precisarmos para tornar Brasília referência em habitação.”
Para auxiliar famílias de baixa renda a construir ou reformar a casa seguindo parâmetros adequados, a segunda linha de ação do Habita Brasília oferece o Projeto na Medida. Nele, profissionais especializados da Codhab auxiliam a comunidade oferecendo o projeto para a construção, por exemplo.
Os proprietários é que são os responsáveis pela execução e pelos custos. Mas a companhia articula a construção em mutirão com a comunidade para tornar o processo mais acessível. O serviço é prestado em dez postos de assistência técnica da Codhab, com especialistas em arquitetura e urbanismo. Sempre que necessário, também são acionados engenheiros. Os beneficiados com o Lote Legal também poderão participar do Projeto na Medida.
Moradias prontas do Morar Bem
O Morar Bem — que constrói e oferta unidades imobiliárias na cidade — continuará funcionando. Uma das propostas é que passe a ser mais articulado com a cidade, premissa que vale para todas as linhas do Habita Brasília. A ideia, assim, é que as moradias sejam construídas em locais que já tenham infraestrutura e que o planejamento seja integrado, de modo que as unidades sejam entregues já com equipamentos públicos, como escolas e hospitais.
Neste ano, o governo de Brasília entregou 1.555 moradias — 33 em Sobradinho, 56 em Samambaia, 74 no Sol Nascente e 1.392 no Riacho Fundo II. Em julho de 2016, mais 2.304 famílias deverão ser contempladas no Paranoá. Em 2015, foram 5.971 unidades habitacionais entregues. Somados, são 9.830 moradias.
A quarta linha de ação é o Aluguel Legal, uma proposta inédita em Brasília e que atenderá, principalmente, aqueles que comprometem grande parte do orçamento com aluguel. O governo vai construir edifícios mistos, com residências e comércios, e passará a gestão para a iniciativa privada, por meio de editais com prazo determinado. O local continuará sendo do Executivo local, sendo os empresários responsáveis apenas por administrá-lo.
Parte das moradias desses edifícios vai ser destinada para atender prioritariamente famílias com renda de até três salários mínimos e que comprometam mais de 30% da renda com o pagamento de aluguel. No Aluguel Legal, elas pagarão um valor abaixo do praticado no mercado e proporcional à renda familiar. Quem for contemplado poderá continuar nas listas da Codhab para depois ser beneficiado em outra modalidade, como o Lote Legal ou o Morar Bem.
Emprego e casa própria no Habita Brasília
Atuando em duas frentes, a última linha do Habita Brasília, o Portas Abertas, incentiva a produção de habitações pela iniciativa privada — o que deverá impulsionar o setor da construção civil e criar empregos — e contribui para diminuir o déficit habitacional da cidade, estimado em 110 mil unidades.
Os empreendimentos que produzirem residências com valor de venda compatíveis com a renda dos habilitados nas listas da Codhab poderão receber um selo do programa e com isso ofertá-las para esse público. O governo de Brasília vai arcar com parte do valor de forma indireta: dando cartas de crédito da Terracap para os empreendedores. Para financiamento, o Portas Abertas estará ligado ao programa Minha Casa, Minha Vida do Executivo federal.
Dois governadores, Rodrigo Rollemberg (DF) e Marconi Perillo (Goiás), e um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), José Roberto Barroso, estiveram na festa de São João do médium João de Deus, em Abadiânia, na noite desta sexta-feira.
O médium é mundialmente famoso por realizar tratamentos espirituais, incluindo “cirurgias espirituais” sem cortes e “cirurgias espirituais” com cortes de pele sem a utilização de anestesia.
Dentre os consulentes famosos do médium estão Lula, Dilma e Bill Clinton. Ele ganhou maior notoriedade após ter sido entrevistado pela apresentadora e empresária Oprah Winfrey.
O governador Rollemberg tem uma boa relação com João de Deus e sempre que pode vai a Abadiânia para se consultar ou se aconselhar.
A festa foi realizada no estacionamento do local onde João de Deus realiza as “cirurgias espirituais”.
No mês passado, o médium esteve com Michel Temer no Palácio do Jaburu.
O secretário de Saúde, Humberto Fonseca, informou nesta sexta-feira (24) que os Fatores 8 e 9 estão sendo distribuídos normalmente aos pacientes
Não há desabastecimento dos Fatores 8 e 9 — hemoderivados usados no tratamento de pacientes hemofílicos — na rede pública de saúde do Distrito Federal. A garantia foi dada pelo secretário de Saúde, Humberto Fonseca, na tarde desta sexta-feira (24), em coletiva de imprensa. O fornecimento dos Fatores Plasmáticos 8 e 9 é responsabilidade do Ministério da Saúde e, ao Distrito Federal, cabe a distribuição dos medicamentos. “Todos os 235 pacientes hemofílicos do Distrito Federal receberam os fatores necessários para fazer o tratamento da doença”, disse.
No caso do Fator 9 recombinante — cinco vezes mais caro que o plasmático e com a mesma eficácia —, a compra é feita pelo governo de Brasília em razão da quantidade de liminares concedidas pela Justiça. São 12 ações — nove de 2015 e três deste ano — pedindo o medicamento alternativo aos pacientes. As decisões judiciais têm sido cumpridas. “Somos a única unidade da Federação que precisa comprar o Fator 9 recombinante por causa da judicialização. Compramos porque o Ministério da Saúde não o distribui. Mesmo assim, todos os pacientes que demandam esses hemoderivados o recebem”, destacou. Em 2015, essa despesa representou R$ 9 milhões a mais no orçamento da pasta — cerca de R$ 1 milhão por paciente.
Em março e abril deste ano, o Ministério da Saúde parcelou a distribuição dos Fatores 8 e 9 plasmáticos. As entregas à secretaria, antes feitas para atender a demanda do mês completo, passaram a ocorrer de forma semanal ou quinzenal. Ainda assim, os pacientes receberam a quantidade necessária para o tratamento. “O Ministério da Saúde não deixou de nos entregar os Fatores 8 e 9. Distribuímos tudo o que nos foi enviado. O órgão federal os entregou parcelado, e nós os distribuímos parceladamente.”
Em relação à aquisição do Fator 9 recombinante, está em curso compra em caráter emergencial. Como há outras ações em julgamento, a Secretaria de Saúde precisa adquirir, desde já, os medicamentos para cumprir os prazos a serem estabelecidos pela Justiça. “Como precisamos fazer a compra, via judicialização, e vêm novas ações, estamos comprando porque temos prazo para cumprir as determinações da Justiça. Mesmo esses pacientes que entraram com ações judiciais recebem todos os fatores”, informou Fonseca. Além disso, na próxima semana, deve ser publicado no Diário Oficial do Distrito Federal o edital para compra de mais ampolas.
Ação penal contra gestores da Saúde
O secretário de Saúde também rechaçou a denúncia de que o Estado não estaria cumprindo as entregas dos Fatores 8 e 9. Na terça-feira (21), o Ministério Público Federal pediu a abertura de uma ação penal contra Fonseca e os ex-secretários Fábio Gondim e João Batista Sousa. A denúncia também alcança a presidente da Fundação Hemocentro, Miriam Scaggion. “A ação é absurda, indignante, infamante”, disse Fonseca.
Ao lado do busto do pai, Silvio Junior espera, 33 anos depois, um agradecimento do garoto resgatado de ariranhas em BrasíliaFoto: Rodrigo Orengo
Por Nilson Mariano, publicado no jornal Zero Hora, em 27/03/2010
O sargento gaúcho Sílvio Delmar Holenbach mereceu as glórias destinadas aos heróis da gema. Virou nome de colégio, de rua, de auditório, de zoológico, de praça. Por ter morrido para salvar um menino que ia ser devorado por ariranhas, incrustou um dos mais pungentes capítulos no livro de ouro da coragem.
Mas perdura um esquecimento e a gratidão pode ser mais preciosa que o bronze dos monumentos. Passados 33 anos, o garoto resgatado das mandíbulas das ariranhas, Adilson Florêncio da Costa, jamais procurou a viúva ou os quatro filhos do seu anjo da guarda. Nunca bateu à porta deles. Nunca telefonou. Nunca enviou sequer um cartão de Feliz Natal.
Ele nunca perguntou por nós. Mas não cobramos nenhuma atitude dele, seguimos nossas vidas diz o filho mais velho do sargento, o médico otorrino Sílvio Delmar Holenbach Júnior, 39 anos.
Herdeiro do nome e da memória do pai, Sílvio Júnior viu o sargento se arrojar dentro do viveiro de ariranhas chamadas de lontra-gigante ou lobo-do-rio. Era agosto de 1977, o militar passeava com a mulher, Eni Teresinha, e os quatro filhos para comemorar a sua aprovação no vestibular de Agronomia da Universidade de Brasília (UnB).
Quando a família já deixava o zoo, ecoaram gritos desesperados do recinto das ariranhas. Era Adilson, 13 anos, que havia se desequilibrado e caído entre os animais. Sílvio Júnior testemunhou a reação do pai:
Ele disse: Tem gente lá dentro. E saiu correndo.
O sargento pegou Adilson, machucado, e se posicionou na ilhazinha do fosso. Conseguiu entregar a vítima nos braços de populares que ficaram na amurada de proteção. Ao tentar saltar da ilha, para se pendurar na grade, aconteceu a tragédia: as ariranhas o puxaram pelas pernas, com seus possantes caninos, para dentro da água. Elas estavam furiosas, imaginavam defender seus filhotes de uma intrusão humana.
Vi tudo lembra Sílvio Júnior, na época com seis anos.
O sargento agonizou três dias no Hospital das Forças Armadas (HFA). Mais de cem lacerações o afligiam, morreu de infecção generalizada, a água do fosso estava pestilenta. O irônico é que Sílvio Holenbach fazia um trabalho sem riscos no Exército. Aos 33 anos, longe do front, era burocrata no Serviço de Arquivo Médico do HFA.
Vítima das ariranhas prefere o silêncio
Atônita com o luto precoce, quatro filhos a criar, Eni Teresinha voltou a Porto Alegre para refazer a vida despedaçada a mordidas. Hoje com 66 anos, ela não gosta de recordar o episódio, prefere que o primogênito se encarregue da entrevista.
A família nunca assimilou a perda, mas foi em frente, inspirada na própria bravura do sargento. Todos os filhos se projetaram. Paulo Henrique, 38 anos, é analista de sistemas no Banco Regional de Brasília. Bárbara Cristine, 36 anos, é advogada em Porto Alegre. Débora Cristina, 33 anos, dá aulas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Morando em Brasília, Sílvio Júnior acredita que o pai sempre velou pelos filhos desde o céu dos generosos. Coincidências embalam a crença nessa intercessão. Uma das mais comoventes: um dos médicos que atendeu o sargento mutilado, José Carlos Daher, convidou Sílvio Júnior, três décadas depois, para ser diretor do Hospital Daher. Detalhe: os dois não se conheciam antes da nomeação.
A saudade é perpétua, mas o bálsamo do tempo permite análises. Sílvio Júnior acha que o pai estava predestinado a um fim heroico. Quando jovem, em Cerro Largo (onde nasceu, na região das Missões), salvou um desconhecido que se afogava no Rio Jacuí. Ao perceber que o homem era levado pela correnteza, não hesitou em se jogar às águas.
Honrarias eternizam o sacrifício do sargento. O Zoo de Brasília adotou o seu nome, uma escola de Cerro Largo fez a mesma homenagem. O feito repercutiu até nos Estados Unidos, o então presidente Jimmy Carter enviou telegrama de pêsames à família.
Só quem silenciou foi Adilson da Costa. Vizinho de Sílvio Júnior em Brasília, trabalha no Postalis, o Instituto de Seguridade Social dos Correios. ZH o procurou, mas ele mandou dizer via secretária que não fala sobre o assunto. Sempre evitou falar.
Busto do sargento Silvio Hollenbach no zoológico de Brasília
O início e o fim de uma das histórias mais famosas de Brasília
Por Severino Motta, do Radar On Line
Quem nasceu ou mora há algum tempo em Brasília já ouviu falar na história do sargento Silvio Hollenbach.
Em 1977 ele passeava no zoológico da capital com seus filhos quando viu um garoto de 13 anos cair e ser atacado no fosso das ariranhas.
Ele se atirou no fosso e conseguiu salvar o garoto. Mas, morreu dias depois por infecção generalizada devido às mordidas dos animais.
Ele ganhou um busto no zoológico e sua história de heroísmo é uma das mais famosas de Brasília.
O menino que foi salvo, no entanto, nunca agradeceu aos familiares do sargento. Nem sequer um obrigado ou solidariedade com aqueles que perderam um pai para que um outro menino pudesse viver.
Hoje, a história e Brasília se reencontram.
O menino salvo pelo sargento chama-se Adilson Florêncio da Costa.
Vivo, pôde subir na vida e chegou ao cargo de diretor financeiro do Postalis.
Rico, foi preso hoje na operação Recomeço da Polícia Federal. Ele é suspeito de desvios milionários no fundo de pensão dos funcionários dos Correios, de surrupiar a aposentadoria de quem esperava descansar após uma vida de trabalho.
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), transferiu para a Justiça Federal em Brasília o inquérito em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi denunciado por tentativa de atrapalhar as investigações da Lava-Jato. Ele teria participado de uma tentativa de silenciar o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, quando o executivo estava prestes a firmar acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, queria que as investigações fossem transferidas para a 13ª Vara Federal em Curitiba, onde o juiz Sérgio Moro conduz os processos da Lava-Jato. Mas Teori ponderou que o caso não tem relação direta com os desvios da Petrobras. O ministro também explicou que os supostos crimes teriam ocorrido na capital federal, daí a remessa dos autos para a Justiça Federal de Brasília.
“Tais fatos não possuem relação de pertinência imediata com as demais investigações relacionadas às fraudes no âmbito da Petrobras. Na verdade, dizem respeito à suposta prática de atos, pelos investigados, coma finalidade de impedir a aviltar colaboração premiada entre Nestor Cerveró e o Ministério Público, a qual se voltava a um plexo de investigações”, escreveu o ministro.
São alvo do mesmo inquérito o ex-senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), o ex-assessor dele Diogo Ferreira, o advogado Edson Ribeiro, o banqueiro André Esteves, o pecuarista José Carlos Bumlai, o filho dele, Maurício Bumlai. O grupo é acusado de ter cometido quatro crimes: integrar organização criminosa, patrocínio infiel, exploração de prestígio e lavagem de dinheiro.
São cerca de 700 militares que podem ser efetivados
Do portal Diário do Poder
O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal vai julgar na próxima terça-feira (28) a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) sobre os policiais militares e bombeiros subjudice. A Adin permite a reaplicação dos testes físico, psicológico e médico aos militares que tiveram algum problema durante o último concurso.
De acordo com os policiais, a ação é vital para o efetivo das duas corporações. “A gente tem cerca de 700 militares que precisam que sejam reaplicados esses testes. A criminalidade cresce a cada dia e a PM não pode perder mais efetivo”, disse um policial que não pode se identificar.
Se os novos testes forem aplicados, os militares, que já trabalham nas ruas do DF e nos setores administrativos, poderão ser efetivados ou não em suas respectivas instituições. O relator do processo é o desembargador Jair Soares.
No ano passado o Tribunal de Contas do DF revalidou o decreto duas vezes, aprovando-o para que fosse colocado em prática. O Corpo de Bombeiros refez os testes, mas a Polícia Militar, não.
Decreto descumprido
Em 2013 o então governador Agnelo Queiroz assinou o decreto 35.851 que tratava da efetivação de policiais e bombeiros nas corporações que ingressaram por medida liminar.
O decreto determinou que os militares que tivessem concluído o curso de formação deveriam ter sido efetivados, sendo sanados seus problemas na Justiça. Uma comissão deveria ter sido criada com esse propósito na PMDF, mas não foi. O Corpo de Bombeiros deu andamento ao decreto e sanou a maioria das demandas.
Um documento assinado pela procuradora-chefe da Procuradoria Especial dos Assuntos Constitucionais dos Tribunais Superior e dos Tribunais de Contas, Cristina de Santis Mendes de Farias Mello, em 8 de dezembro de 2015, determinava que a Polícia Militar deveria cumprir o decreto enquanto o Conselho Especial do TJDFT não julgasse sua ação de inconstitucionalidade.
No texto, a procuradora ressalta que “a inconstitucionalidade não foi endossado pela Turma julgadora, razão pela qual não chegou a ser analisado pelo Conselho Especial”. Mas a PM não cumpriu.
As festas juninas caíram no gosto popular também nas grandes cidades. Em Brasília, por exemplo, são inúmeras as opções de festas juninas, que já começam no mês de maio e se estendem até agosto.
E esse sucesso vai desfilar pelo tapete verde da Câmara dos Deputados. Graças a um requerimento do deputado federal Izalci (PSDB/DF), o Dia Nacional do Quadrilheiro Junino será comemorado em Sessão Solene nesta sexta, às 14h30, no Plenário Ulysses Guimarães, na Câmara Federal.
Líderes de grupos de Quadrilhas Juninas do DF, do Entorno e de vários estados brasileiros prometem comparecer em peso e devidamente paramentados, transformando o plenário da Câmara num grande arraial para festejar e homenagear a rica e linda cultura popular brasileira.