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CPI da Saúde da Câmara Legislativa retoma trabalhos

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Celina Leão suspende recesso para reabertura das atividades da comissão

A presidente da Câmara Legislativa do DF (CLDF), deputada Celina Leão, requereu, nesta segunda-feira (18), a convocação de Sessão Legislativa Extraordinária, sem pagamento de parcela indenizatória, de 18 a 31 de julho, para reabertura das atividades legislativas referentes à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde na Casa.

A decisão foi tomada, durante a reunião extraordinária, nesta segunda-feira (18), quando os parlamentares (membros da CPI da Saúde e demais deputados) discutiram sobre a gravação entre o vice-governador Renato Santana e a presidente do Sindsaúde, Marli Rodrigues, divulgada pela revista IstoÉ.

“O objetivo é retomar o funcionamento da Comissão para que esta possa atuar, especificamente, no acompanhamento e fiscalização das matérias veiculadas pela revista IstoÉ, acerca de suposto esquema de pagamento de propina no âmbito do DF”, comentou a presidente.  E completou: “As denúncias são muito graves. Por isso, resolvemos reconvocar a Câmara Legislativa para que a CPI da Saúde possa trabalhar”, esclareceu Celina.

A parlamentar disse que a retomada dos trabalhos da CPI é um pedido do deputado Wellington. “Fizemos uma reunião com todos os parlamentares que entenderam que a crise é grave, estamos com uma CPI aberta e tem de poder trabalhar dentro do regimento também. Por isso, suspendemos o recesso para que o deputado Wellington possa retomar os trabalhos da CPI e a reunião já está definida para amanhã, às 10h”, explicou, completando que o presidente da CPI e os membros deverão encaminhar as oitivas que serão feitas na CPI.

A presidente explicou que o caso é muito grave e tem de ser tratado com cautela, porque envolve o vice-governador e a presidente de um sindicato. “Estamos, ainda, diante de uma polêmica grande, sobre a questão das Organizações Sociais (OSs). Acho também que  temos de ter cautela e cuidado e acho também que os membros da CPI estão preparados e irão  fazer um trabalho muito sério para investigar se há materialidade, ou não, em tudo isso que está sendo denunciado”.

Como a CLDF vê: “São denúncias gravíssimas, tanto por isso foi pedida a suspensão do recesso e foi acatado por todos os deputados, inclusive os da base do governo, que entendem que é uma crise grave, e deve ser tratada com seriedade, cautela e respeito. E não será palanque político para ninguém. Iremos fazer um trabalho sério e nós confiamos nas instituições, confiamos no presidente da CPI, deputado Wellington Luiz, que é da Polícia civil e tem experiência para fazer um encaminhamento para as investigações necessárias. Só o trabalho da oitiva e da materialidade pode legitimar as informações dadas ou realmente ou colocar uma pedra em tudo isso”, esclarece Celina.

O deputado Wellington Luiz disse que está marcada para amanhã (19), às 10h, a reunião da CPI. E que está prevista para as 11h, a presença da presidente do SindSaúde, que será convidada a ser ouvida pelos membros da Comissão. Achamos que ela tem interesse em esclarecer os fatos. Para nós não foi surpresa. Temos recebido muitas denúncias e agora teremos apenas um direcionamento melhor nas nossas investigações”, disse Wellington Luiz.

Participaram da reunião doze parlamentares: Celina Leão, Raimundo Ribeiro, Wellington Luiz, Bispo Renato Andrade, Cristiano Araújo, Rafael Prudente, Julio César, Sandra Faraj, Roosevelt Vilela, Rodrigo Delmasso, Ricardo Vale e Wasny de Roure.

Sinpol rebate declarações do diretor geral da PCDF, Eric Seba

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policia civil sede

O Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) se propõe a esclarecer alguns pontos da entrevista de Eric Seba, diretor geral da Polícia Civil do DF, veiculada na imprensa.
 
Segundo a nota do Sinpol-DF, “não é novidade a situação de sucateamento da PCDF, conforme o sindicato vem amplamente denunciando e, por meio de ofícios protocolados na própria Direção Geral da Polícia Civil, cobrando soluções: há delegacias funcionando em instalações provisórias, há as que precisam de reformas ou necessitam ser reconstruídas. Também falta até material de escritório em algumas unidades”.
 
Além disso, continua a nota, “também é de conhecimento geral – e isso também já foi debatido  em diversas reuniões com a instituição – os problemas recorrentes com as armas da Forja Taurus, especificamente as pistolas 24/7, amplamente utilizadas pelos policiais civis no cotidiano. O problema já conquistou, inclusive, projeção nacional, mas está longe de ser resolvido”.
 

Veja outros trechos:

“Se há munições, os policiais civis do DF ainda não receberam. Mas, conforme já informado pelo Sinpol-DF ao diretor geral, também não há munição para os treinamentos.  Os coletes à prova de balas recentemente adquiridos pela PCDF não foram distribuídos em todas as delegacias; algumas ainda continuam com coletes vencidos – o Sinpol-DF já recomendou aos policiais civis que evitem usá-los para não pôr a vida em risco. A última aquisição atende a menos de 30% do efetivo de 4.800 polícias efetivos.
 
O diretor da PCDF afirma, ainda, que a produtividade não caiu. Mas não menciona que isso ocorre porque os policiais civis têm seguido com as investigações em detrimento da saúde, sobrecarregando-se de trabalho, ao realizar o serviço de dois ou até três servidores, colocando a própria vida em risco para cumprir com a sua responsabilidade – enquanto isso, tanto o governo como a instituição recuam do compromisso de valorizar a categoria.
 
Como também já exposto pelo Sinpol-DF, o número de novos policiais civis não supre nem as aposentadorias mais recentes. A PCDF enfrenta o maior déficit de pessoal da história, trabalhando com metade do efetivo ideal, em todos os cargos.
 
Ainda nesse ponto, o Sinpol-DF informa que em três semanas de operação “PCDF Legal”, pelo menos 16 mil Provas Testemunhais deixaram de ser realizadas, o que atesta o cumprimento da cartilha pela grande maioria da categoria.
 
Nos próximos dias, a mobilização partirá para uma segunda fase, mais abrangente, sendo estendida para as Delegacias Especializadas e Institutos de Polícia Técnica, como o de Identificação e Criminalística.
 
O Sinpol-DF ainda aguarda nova agenda com o governador Rodrigo Rollemberg, uma vez que na última reunião com o sindicato, ocorrida há três semanas, ele pediu um prazo de 15 dias para voltar a dialogar com os policiais civis”, encerra a nota.

 

Governo transforma em advertência as multas para quem não ligou o farol baixo

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Multas serão perdoadas até esta segunda-feira (18) apenas para quem não for reincidente. Foto: Andre Borges/Agência Brasília
Multas serão perdoadas até esta segunda-feira (18) apenas para quem não for reincidente. Foto: Andre Borges/Agência Brasília

Medida vale apenas para condutores não reincidentes e para infrações aplicadas de 8 a 18 de julho

As multas aplicadas até esta segunda-feira (18) para os motoristas que não acenderam o farol baixo nas rodovias serão convertidas em advertência. O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, e o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) entenderam a necessidade de alertar os condutores antes de distribuir infrações. Assim, as 5.055 multas aplicadas desde 8 de julho, quando começou a obrigatoriedade, contarão apenas como aviso — exceto as para condutores reincidentes. A medida vale para as autuações do DER-DF e da Polícia Militar.

“Como Brasília tem um número grande de rodovias, é necessário um tempo para se acostumar”, disse Rollemberg, em coletiva de imprensa no Palácio do Buriti. “Ressalta-se que, apesar de 5.055 parecer um número elevado, representa apenas 0,3% dos motoristas da cidade, ou seja, a adesão por parte da população tem ocorrido. Mas, a partir de amanhã (terça-feira, 19), todos devem ficar com os faróis ligados”, alertou o governador, ao lado do diretor-geral do DER-DF, Henrique Luduvice.

A Lei Federal nº 13.290, de 23 de maio de 2016, tornou obrigatório o uso do farol baixo em rodovias. Publicado no Diário Oficial da União, o texto estabeleceu 45 dias para os 26 estados e o Distrito Federal se adequarem. O governo de Brasília veiculou campanhas educativa e institucional.

“Brasília largou na frente lá atrás, quando promoveu a obrigatoriedade do cinto de segurança. Posteriormente, teve a campanha Paz no Trânsito e o respeito à faixa de pedestres. Agora, mais uma vez, mostramos o compromisso com a educação”, destacou Henrique Luduvice. “Vale lembrar, no entanto, que a legislação não estende o benefício a reincidentes. Quem já tomou duas multas ou mais terá apenas a primeira transformada em advertência escrita.”

Compareceram também à entrevista coletiva o secretário de Mobilidade do DF, Marcos Dantas, e o chefe de Gabinete da Governadoria, Carlos Tomé.

Valor da multa para quem não acende o farol baixo

A multa para motoristas que trafegam em rodovias sem acender o farol baixo é de R$ 85,13 e resulta em quatro pontos na carteira de habilitação. Por se tratar de uma infração média, pode ser transformada em advertência por escrito — que será enviada para a casa dos condutores —, em caso de não reincidência.

Nota do PSB do DF em relação à reportagem da revista IstoÉ

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psb

Partido Socialista Brasileiro Diretório Regional do Distrito Federal

Nota do Partido Socialista Brasileiro do Distrito Federal, sobre gravação de conversa entre o vice-governador de Brasília, Renato Santana, e a presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde de Brasília (SindSaúde), Marli Rodrigues, esclarece:

1. No momento em que o governador Rodrigo Rollemberg tomou conhecimento de que haveria suspeita de cobrança de propina por parte de agentes da Secretaria de Fazenda do Distrito Federal chamou, de imediato, o secretário da Pasta e solicitou investigação sobre a pessoa denunciada. O nome em questão não foi identificado no quadro de servidores.

2. Interesses poderosos e escusos estão sendo enfrentados na área da saúde e, recentemente, o governo propôs, entre outras ações, a implantação de Organizações Sociais no atendimento primário à saúde. Esse modelo de gestão tem causado reações desproporcionais por parte de alguns sindicalistas que, a todo momento, tentam confundir a população e os servidores da saúde com informações equivocadas.

3. Em um dos trechos da gravação, a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, solicita ao vice-governador Renato Santana que remova um servidor de seu local de trabalho porque tal servidor não coaduna com suas práticas e pode ser um empecilho para seu projeto de poder à frente do sindicato. Clara demonstração de que Marli Rodrigues usa o SindSaúde em benefício pessoal.

4. A Secretaria de Saúde licitou, após 13 anos, o serviço de alimentação hospitalar, com redução para os cofres públicos de quase R$ 50 milhões, em relação ao valor estimado. Além disso, a Pasta enviou à Secretaria de Planejamento o dimensionamento necessário para a licitação da área de limpeza e vigilância, na nova metodologia do Tribunal de Contas do Distrito Federal que representará significativa economia.

5. O Governo de Brasília segue contrariando interesses que provocam a ira de quem gosta de mal feitos e está acostumado a aproveitar os benefícios espúrios que a falta de controle proporciona. Muito trabalho para colocar as coisas em ordem e para firmar posição de que a bandalheira no Distrito Federal está sendo combatida com determinação. O PSB/DF está firme na defesa da gestão do governador Rodrigo Rollemberg que tem sido feita com ética, transparência, austeridade e seriedade.

Vão sobrar só 12 partidos: Dois terços das legendas devem sumir com cláusula de barreira

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partidos

 

O projeto que reestabeleceria a cláusula de barreira no Brasil pode reduzir o número de partidos políticos a doze. Apenas os grandes, como PMDB, PT e PSDB, teriam sobrevida garantida, já que os pré-requisitos para a manutenção da legenda são obter 2% dos votos válidos em, no mínimo, 14 estados, e 2% do total de votos no Brasil. PP, PR, PSD, PTB, PDT, DEM, SD, PSB e PRB também se salvariam. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Hoje existem 35 partidos políticos registrados na Justiça Eleitoral do Brasil. Eles dividem o cobiçado “fundo partidário” de quase R$1 bilhão.

PROS e PSC conseguiram o mínimo imposto pelo projeto (de 2% dos votos válidos) em 13 estados, nas últimas eleições. Seriam barrados.

Partidos tradicionais como o PCdoB e o PPS, que existem desde 1987, também não atingem pré-requisitos impostos pela cláusula de barreira.

A cláusula prevê atualização, a partir de 2022, elevando o mínimo de votos válidos exigido dos partidos para 3%, em ao menos 14 estados. (Com informações do Diário do Poder)

NOTA OFICIAL | Câmara Legislativa do DF

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Foto: Pedro Ventura
Foto: Pedro Ventura

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), por meio de sua presidente, deputada Celina Leão, requereu, nesta segunda-feira (18), a convocação de Sessão Legislativa Extraordinária, sem pagamento de parcela indenizatória, para o período de 18 a 31 de julho, para reabertura das atividades legislativas.

A decisão foi tomada, durante a reunião extraordinária, hoje, quando os parlamentares (membros da CPI da Saúde e demais deputados) decidiram retomar o funcionamento da CPI da Saúde, após a divulgação da existência de um suposto esquema de pagamento de propinas no âmbito do Governo do Distrito Federal.

Gravação é ‘chula e leviana’, diz Rollemberg sobre conversa tratando de suposta propina

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Rollemberg entrevista TV Globo

Diálogo foi entre vice do GDF e presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues. Governador diz que gravação visa a prejudicar projeto de OSs na saúde

Do G1 DF


O governador Rodrigo Rollemberg disse considerar “chula e leviana” a conversa entre o vice-governador, Renato Santana, e a presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde (SindSaúde), Marli Rodrigues, na qual abordam um suposto esquema de propina na administração pública. Em entrevista à TV Globo, ele disse que o vice já tinha lhe alertado informalmente sobre a suspeita, e que o governo investigou, mas não encontrou nada.

“O vice-governador me disse informalmente, uma única vez, que uma pessoa estaria pedindo vantagens para ter liberação de pagamentos na Secretaria de Fazenda. Imediatamente eu peguei esse nome, convoquei o secretário de Fazenda, ele pesquisou e me disse: ‘Olha, não tem ninguém com esse nome, isso aqui é absolutamente desconhecido no âmbito da Secretaria de Fazenda”, disse Rollemberg.

Questionado se confia no vice-governador, Rollemberg foi evasivo. “Olha, eu fiquei muito decepcionado com o teor da conversa. É uma conversa chula, é uma conversa leviana, é uma conversa de baixo nível, e desqualifica os interlocutores”, afirmou.

O governador anunciou que vai à Justiça contra a presidente do Sindsaúde por entender que os áudios não apresentam provas, e sim ilações. Segundo ele, por trás das gravações, há interesses da entidade presidida por Marli Rodrigues.

“O sindicato está se colocando radicalmente contra as organizações sociais [empresas privadas chamadas para participar da gestão da saúde pública]. Ao tentar passar uma imagem para a população de que há qualquer tipo de corrupção no governo, especialmente nessa área, procura tirar a credibilidade do governo”, declarou.

Em nota, a presidente do SindSaúde disse que vai provar todas as alegações dela. O vice-governador afirmou repudiar com veemência ter sido alvo de gravação ilegal e disse que informou ao governador sobre o suposto esquema assim que tomou conhecimento dele.

Repercussão

A divulgação dos áudios, revelados pela revista “IstoÉ” nesta sexta-feira (15), fez o governador convocar uma reunião de emergência com deputados aliados e o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, neste domingo (17). O objetivo era dar explicações sobre as providências tomadas pelo GDF sobre as denúncias. A presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PPS) também convoocu reunião extraordinária às 10h desta segunda para discutir o assunto.

No fim de semana, Rollemberg determinou à Polícia Civil e à Controladoria-Geral do DF a abertura de investigação para apurar o suposto esquema de propina. Ele disse que também iria pedir investigação do Ministério Público sobre o assunto conversado entre a presidente do SindSaúde e o vice-governador.

Na conversa, a presidente do sindicato pergunta a Santana se ele tem conhecimento de pagamento de 30% de propina em contratos da Secretaria de Saúde. O vice-governador responde saber de pagamentos de 10% na Secretaria de Fazenda. “Autorizou a pagar 10% de propina”, diz Santana, sem revelar quem teria concordado com o suposto repasse de valores. “Eu não autorizei, mas o assunto chegou para mim”, disse na sequência.

O vice-governador Renato Santana e o governador Rodrigo Rollemberg durante coletiva no Palácio do Buriti (Foto: Raquel Morais/G1)
Em imagem de arquivo, o vice-governador Renato Santana e o governador Rodrigo Rollemberg durante evento no Palácio do Buriti (Foto: Raquel Morais/G1)

Investigação

Ao G1, o controlador-geral do DF Henrique Moraes Ziller afirmou que as denúncias foram feitas ao governador há três meses, mas que, por “falta de elementos mínimos”, não se instaurou processo à época.

“A única informação concreta que havia era o nome do funcionário que seria da Secretaria de Fazenda. Ele não foi encontrado no quadro do órgão e não houve prosseguimento da investigação.” Por “elementos mínimos”, Ziller menciona, como exemplo, que são necessários contratos, valores concretos do recebimento de propina e nomes de servidores que supostamente estejam envolvidos com atividades ilícitas.

O controlador-geral explicou que, a partir da divulgação do caso, é possível que novos aspectos de supostos esquemas de corrupção surjam para os órgãos fiscalizadores. “O governador Rollemberg quer se liste informações mínimas que possam dar indícios a novas investigações. Na próxima segunda-feira (18) vamos retomar esses procedimentos.”

Questionado a respeito do tempo necessário para apuração, Henrique Ziller afirmou que o prosseguimento da investigação foi um pedido de urgência do GDF. “Obviamente que a apuração irá depender dos elementos que a gente dispuser. Mas o governador pediu que não passe de 30 dias e reafirmou que não compactua com o desvio de recursos públicos”, comentou.

Projeto de deputado protege consumidor em serviço ruim de telefonia fixa, móvel e de banda larga

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Deputado Agaciel Maia (Foto: Silvio Abdon/CLDF)
Deputado Agaciel Maia (Foto: Silvio Abdon/CLDF)
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O deputado distrital Agaciel Maia (PR) apresentou projeto de lei que dispõe sobre a inclusão de cláusula nos contratos de adesão aos serviços de telefonia fixa, de telefonia móvel e de banda larga móvel  no Distrito Federal, liberando do contrato de fidelização o consumidor no caso de má prestação de serviço por parte da empresa concessionária.
A empresa deverá incluir cláusula de rescisão contratual, sem ônus, por má qualidade do serviço, independente dos prazos de fidelização. Caberão as prestadoras de serviços referidos provarem o descumprimento de qualquer obrigação prevista no contrato, quanto à qualidade da prestação do serviço.
De acordo com o “Cadastro Nacional das Reclamações Fundamentadas”, divulgado pelo Ministério da Justiça (MJ), as operadoras de telefonia celular e fabricantes de aparelhos encabeçam a lista das insatisfações.
(Com informações da coluna On & Offs, por Celson Bianchi)

ENTREVISTA | Eric Seba, diretor geral da Polícia Civil

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Diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal, Eric Seba
Diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal, Eric Seba

Por Celson Bianchi, do Alô Brasília


A Polícia Civil está sucateada, como tem sido divulgado nos últimos dias?

Eric Seba- Não é verdade, temos uma das  Polícias mais bem equipadas do país, contamos com modernos equipamentos de investigação, viaturas novas, armamentos,  munições, coletes à prova de balas novos, novos policiais contratados, concursos em andamento e várias obras sendo realizadas.
Temos procurado investir cada vez mais em capacitação. Temos vários investimentos sendo feitos na polícia técnica, o que a tornará centro de referência da América Latina. Por óbvio, temos muito a melhorar, sempre lembrando que o sistema legal do País nos impõe condições e lapsos temporais que são extremamente complicados.

É correta a exigência de que vai chegar o momento de que o senhor terá de escolher ficar ao lado do Governo ou da categoria policial?

Sou servidor de carreira, concursado, com 32 anos de trabalho na PCDF, e sempre defendi a Instituição e os servidores. Tenho trabalhado todos os dias pela manutenção da justa e indispensável paridade vencimental histórica com a Polícia Federal, que vem desde a época em que o Departamento Federal de Segurança Pública foi dividido entre Departamento de Polícia Federal e Polícia Civil do Distrito Federal. Confio no governador, a cuja equipe pertenço, e espero contar com a decisão política, inclusive do Governo Federal, para implantação da reposição salarial nos mesmos moldes do que for concedido à Polícia Federal. Nossos servidores não possuem benefícios como auxílio moradia ou plano de saúde, sequer podemos ter uma rubrica destinada ao pagamento de serviço voluntário gratificado, pois recebemos na forma de subsidio. Nossos vencimentos estão achatados e um policial que não tem a devida tranquilidade para dar condições dignas aos seus familiares, pode ter sua capacidade de trabalho comprometida.
Agora,  as pessoas confundem a forma de atuação e defesa dos direitos dos servidores e da instituição. Fui designado para dirigir a Polícia Civil do Distrito Federal e conduzi-la no sentido de bem servir à população, devendo ser minha atuação sempre pautada pela legalidade, pela  transparência e pela técnica. Jamais usarei subterfúgios para ludibriar ou induzir as pessoas a erro.

A produtividade da PCDF caiu?

De forma alguma. Apesar das dificuldades quanto ao baixo efetivo e do equivocado discurso do caos, batemos recorde de prisões,  cumprimento de mandados de busca  e apreensões e instauração de procedimentos investigativos desde janeiro de 2025. Mais de seis mil bandidos foram presos no primeiro semestre deste ano pela Polícia Civil. Os jornais chegaram a dizer que vai faltar cadeia. Nossos servidores, apesar da defasagem salarial e do baixo efetivo, tem demonstrado um grande comprometimento com a sociedade, tanto no quesito quantidade quanto qualidade.
Ressalto que os concursados que estavam prontos para serem nomeados, serão todos nomeados até o mês de agosto. Hoje, temos curso de formação em andamento para Médico Legista, Papiloscopista e Delegado.
Estamos com o concurso para Perito Criminal em andamento e pretendemos abrir concurso para Agentes e Escrivães em breve. Estamos fazendo um planejamento para recomposição do quadro de forma gradativa, pois isso é qualidade de vida para os servidores e de produto final para a sociedade. Também registro que a defasagem de efetivo foi ocasionada ao longo de vários anos, principalmente em razão da inauguração de várias delegacias sem a devida previsão de aumento de efetivo.

A que o senhor atribui essa produtividade?

À competência, dedicação e qualificação técnica dos nossos policiais, como também de todos os gestores, em todos os níveis, todos cumprindo o principal objetivo institucional,  que é a elucidação de crimes e a prisão dos criminosos, produzindo provas de qualidade, robustez e consistência para permitir ao Judiciário  a realização de um julgamento justo.

Quando os policiais dizem que vão trabalhar dentro da lei, o que isso significa? Eles normalmente trabalham fora da lei?

Na Polícia, por se tratar de um trabalho complexo e que não raras vezes é desenvolvido sem a possibilidade de uma previsibilidade plena, uma grande parte dos policiais acaba cumprindo uma cota de procedimentos que no conjunto se completam, mas que se misturam na busca de uma excelência do resultado final. Trabalhamos além de um horário comum de expediente,  realizamos diligências nos mais diversos horários e dias da semana, inclusive finais de semana e feriados. Sabemos que isso faz parte da árdua missão abraçada por quem escolheu ser policial e por tais motivos entendemos ser justa nossa  recomposição  salarial, assim como afirmo que quem enxerga a Polícia como um trabalho burocrático, de cumprir expediente sem sacrifícios e sem pensar na sociedade e no bem comum, escolheu a profissão errada. Ser policial é uma honra concedida a poucos, considero um verdadeiro sacerdócio. Em uma mensagem final, gostaria de agradecer a cada Policial Civil do DF que honra e cumpre a missão que lhe foi dada. Tenho orgulho de ser Policial (estrofe do nosso hino).

Rollemberg reúne base aliada e anuncia que a Controladoria-Geral apura denúncia

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Governador Rollemberg ao lado do secretário de Saúde, Humberto Fonseca
Governador Rollemberg (d) ao lado do secretário de Saúde, Humberto Fonseca

“O que existem são somente bravatas para tentar desestabilizar o governo”, afirma secretário de Saúde, Humberto Fonseca

O domingo foi reservado pelo Governo de Brasília para montar um comitê de crise. Em reunião na Residência Oficial de Águas Claras, o governador Rodrigo Rollemberg convocou assessores e deputados distritais que formam a base aliada. Na pauta, as denúncias de suposta cobrança de propina no governo.

Participaram da reunião, os governistas Telma Rufino (sem partido), Roosevelt Vilela (PSB), Rodrigo Delmasso (PTN), Chico Leite (Rede), Juarezão (PSB) e Sandra Faraj (SD) e o líder do governo, Júlio Cesar. Luzia de Paula (PSB), Lira (PHS), Reginaldo Veras (PDT) e Israel Batista (PV) não estavam na cidade.

O objetivo foi fazer uma análise sobre divulgação de conversas gravadas pela presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde (SindSaude), Marli Rodrigues, com o vice-governador Renato Santana e outros integrantes do governo.

Por solicitação da presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PPS), acontece amanhã uma reunião extraordinária da Mesa Diretora para tratar sobre o assunto.

Rollemberg deu explicações aos deputados sobre providências tomadas com relação às denúncias. Na conversa gravada por Marli Rodrigues, Renato Santana admite saber da existência de um repasse de propina no valor de 10% dos contratos de serviços da Secretaria de Fazenda.

O governador anunciou oficialmente durante a reunião que pediu providências à Controladoria-Geral do Distrito Federal e garantiu que a Polícia Civil vai investigar o caso. Ele afirmou também que decidiu entrar com uma queixa-crime contra a presidente do SindSaúde.

O secretário de Saúde, Humberto Fonseca, e o secretário-adjunto de Relações Institucionais, José Flávio também acompanharam o encontro.

Fonseca afirmou que está claro que não existe nenhuma denúncia específica. “O que existem são somente bravatas para tentar desestabilizar o governo”, ressaltou.

Humberto Fonseca garantiu, ainda, que as tentativas de envolver o Buriti em um escândalo seriam uma estratégia para tentar atrapalhar os planos do GDF de contratar organizações sociais para a gestão da saúde.