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Mais de 700 policiais civis do DF entregam cargos de chefia

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policia civil

A operação PCDF Legal continua vigente, mas será acrescida de novas ações sugeridas pelos representantes sindicais nas unidades

Cinco mil policiais civis compareceram à assembleia convocada pelo Sinpol-DF para a tarde desta terça, 16. A categoria se reuniu no estacionamento do prédio da Direção Geral da PCDF.

Em uma decisão histórica, mais de 700 policias colocaram os cargos de chefia à disposição do governo. E mais de 2 mil entregaram ao sindicato um termo de Recusa para Ocupar Cargo em Comissão.

A medida é uma resposta ao GDF pela recusa em enviar a mensagem que mantém a isonomia da PCDF com a Polícia Federal.

A entrega dos cargos foi formalizada na assembleia e acatada por Agentes e Escrivães de Polícia, Agentes Policiais de Custódia, Peritos em Papiloscopia, Peritos Criminais e Médicos Legistas, cargos que fazem parte da base do Sinpol. O Sindepo também confirmou a entrega dos cargos de chefia ocupados pelos delegados.

Com isso, haverá impacto direto nas investigações policiais. Os cargos colocados à disposição envolvem as delegacias circunscricionais e especializadas, os institutos de Identificação, de Criminalísta e Médico Legal, além do Departamento de Atividades Especiais (Depate), Departamento de Polícia Circunscricional (DPC) e Departamento de Polícia Especializada (DPE).

O ato demonstra união de todas as entidades representativas (sindicatos e associações) dos policiais civis em torno da isonomia.

A operação PCDF Legal continua vigente, mas será acrescida de novas ações sugeridas pelos representantes sindicais nas unidades.

Uma nova assembleia ocorrerá nesta quinta, 18, em frente ao Palácio do Buriti, às 14h.

Em palestra na Associação Comercial de SP, Cristovam defende impeachment e Temer

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O senador Cristovam Buarque  22/06/2006
O senador Cristovam Buarque
22/06/2006

“Eu próprio sofrerei muito eleitoralmente porque minha base me chama de golpista”, disse o senador

O senador Cristovam Buarque fez palestra nesta segunda-feira na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na capital paulista. A exposição teve como tema o panorama político brasileiro e foi realizada durante encontro do Conselho Político e Social da entidade, coordenado pelo ex-senador Jorge Bornhausen.

Buarque se colocou favorável ao impeachment de Dilma Rousseff e a um posterior período de travessia até 2018, por meio da substituição dela por Michel Temer.

“Ela própria o escolheu duas vezes, não se pode dizer que é golpe, que se está colocando uma pessoa estranha no ninho”, frisou.

“Devemos lamentar o impeachment. É uma violência constitucional interromper um mandato, não em relação à presidente, mas em relação ao País. Mas, está dentro da Constituição e é necessário para virar a página”, explicou.

Para o senador, a crise de credibilidade é assustadora, “com falta de lideranças, inexistência de partidos que representem pessoas com propostas e valores semelhantes, dentro de qualquer sigla; temos pessoas com propostas radicalmente diferentes e comportamentos éticos diferentes”. Ele completou que a credibilidade precisa ser reconstruída em relação à política, aos governos e à presidência.

Segundo Buarque, a estabilidade da moeda é objeto central e que “a inflação é a pior de todas as formas de corrupção porque rouba de todo mundo para facilitar a irresponsabilidade do setor público. Lula não teve esse pecado, foi Dilma que voltou (com a inflação), o que é irresponsabilidade fiscal”.

Ele garantiu que Temer não vai ferir as regras democráticas. “Não vejo a menor possibilidade disso”.

Voto

“Não me considero golpista. Todos os partidos têm pessoas decentes, honestas e com propósitos sérios. Quebramos a capacidade de dialogar. Eu não disse como ia votar, não poderia dizer, precisava de uma razão constitucional para votar pelo impeachment – e não tinha. O processo estava andando. Temer tem que trazer de volta o diálogo. É difícil porque as posições radicalizaram, sobretudo no começo. Mas creio que vai ser possível (dialogar), se o governo der certo”, explicou Buarque.

Síria sem bombas

Segundo ele, as grandes cidades brasileiras foram transformadas em “monstropolis”, e que isso “vai dar muito trabalho para acertar”. Buarque relatou que, em conversa com José Sarney, o mesmo lhe disse que o maior problema é a desaglutinação da sociedade brasileira, que é uma “espécie de Síria sem bombas”.  

O senador disse concordar. Ressaltou que o principal problema enfrentado pelo Brasil é como aglutinar os 200 milhões de habitantes em um projeto de nação. “O problema do déficit é fácil, põe a matemática. Mas esse outro problema (da aglutinação) é algo abstrato e tem como causa a política, os partidos e a migração partidária com tanta facilidade”.

Buarque disse que a Constituição desagrega porque sofreu uma corporativização e porque tem mais direitos do que deveres, carregando vetores desaglutinadores. “O corporativismo está constituído. As pessoas pensam em si, e não no conjunto da sociedade. Grande parte do déficit vem desse corporativismo e da força que ele adquiriu na História, especialmente a partir dos governos Lula e Dilma. Houve certo incentivo à organização corporativa e aos interesses das corporações, sacrificando o interesse da população”, criticou.

Programas sociais  

Para o congressista, reduzir a fome no Brasil por meio do Bolsa Família foi “um feito”, mas o programa é uma “continuidade desagregadora do Bolsa Família que eu comecei e que FHC levou adiante”. Disse que o programa não deveria ter sido tirado do Ministério da Educação e que misturar os programas anteriores (gás, alimentação) “perdeu a característica educacional”.

“Antes só recebia quem tinha filho na escola, agora recebe velho sem filho, deficiente. Deveria ser separado”.

“Não teremos problema de retrocesso nos programas sociais”, garantiu. Disse considerar extremamente positivo o aumento do Bolsa Família, o que “serviu para passar a ideia de que Temer não significa fim de programas”. Afirmou que será necessário cortar recursos. “Para não cortar na educação e na saúde, vai ter que cortar em algum lugar”. “Nos acostumamos a não levar limites na política, aumentávamos tudo. Agora, se aumenta aqui, diminui aqui, parece coisa de outro planeta, mas isso é obvio”.

Temer e Congresso

Para Cristovam Buarque, o presidente-interino não manterá o mesmo apoio no Congresso depois do impeachment. “Tirada a presidente, não vão se manter dois terços em favor de Temer. Vai diminuir, e as corporações vão pressionar”.

“Eu próprio sofrerei muito eleitoralmente porque minha base me chama de golpista. Mas há o momento em que se tem que votar pelo País e não pela eleição. O impeachment traz mácula no processo democrático, mesmo de acordo com a Constituição, sobretudo quando os crimes não são tão claros para a opinião pública”.

Comparou Temer com Dilma quanto à capacidade de dialogar.

“Temer tem competência nisso e Dilma era o oposto, ela não conversou com parlamentares, ela era inapetente. Ela não tinha, Temer tem, espero que ele consiga, graças a esse gosto e jeito para costurar o apoio necessário para enfrentarmos a esquerda do retrovisor, arcaica”.

Reformas

O senador frisou que Temer terá de enviar ao Congresso projetos de reforma previdenciária e trabalhista. “É irresponsabilidade não fazer. Tem que ter movimento que apoie isso. Não é possível defender uma Previdência feita quando a esperança de vida era 60 anos e hoje é quase 80. E o Estado hoje está esgotado fiscalmente, em quase colapso, não tem como não ter reforma previdência”. Ele acrescentou que isso “não terá resultado para Temer, mas trará credibilidade. Sem essas reformas a credibilidade não volta”.

2018

Buarque disse que teme o retorno do populismo em 2018. “Lula pode voltar forte se não tiver problemas na Justiça. Ou outro nome, não necessariamente do PT, mas do bloco deles. O fracasso de Temer significaria o queremismo, como foi com Getúlio Vargas. Se o movimento queremista voltar, se não tiver cuidado, propostas populistas voltarão.

Educação

O ex-ministro da Educação defendeu a cooperação entre os setores público e privado. Para ele, é preciso “tirar das esquerdas o ideal de que o que é estatal é, necessariamente, público. Saúde é estatal, mas não é pública. Há soluções de cooperações entre estatais e privadas que servem ao público, como as organizações sociais. Isso, para o senador, pode ser aplicado à educação. “É heresia falar isso diante de esquerda arcaica. Mas tem que ter debate, seja nas mãos do público, do privado, da cooperação estatal privada”.

“Não adianta controlar economia. Ela hoje tem regras que não temos como interferir do ponto de vista do Estado. Temos que interferir no quanto da economia a gente retira para servir a sociedade, e como distribui. Aí é o espaço da política. Respeitar regras, não dá para brincar. O melhor exemplo é 2014, em que Dilma brincou para vender mais carros, reduziu luz, deu isenções fiscais exageradas”, afirmou.

Ele vê na educação o vetor transformador da sociedade brasileira. “É a educação que poderá aglutinar o Brasil. É escola e educação que trarão aumento da produtividade: não tem outro jeito. Não haverá emprego sem educação. Pode dar bolsa, mas nenhum país sobrevive com bolsa. Tem que ter meta de quando vai terminar a necessidade de bolsa, ter prazo, libertando as pessoas da necessidade”.

Para o senador, o Brasil pode ser, um dia, campeão mundial em educação, com igualdade entre pobres e ricos, brancos e negros, sem cota. “Pode parecer absurdo, utopia, devaneio”. Frisou que muitos países já conseguiram e que isso independe de socialismo e capitalismo. “Mas, franqueza, leva décadas para ser feito. Não é de um dia para outro, como a lei da abolição”.

O foco, segundo ele, deve ser o professor, que precisa receber salário capaz de concorrer com outras profissões, mas com estabilidade responsável, ao invés de estabilidade plena – o professor passaria por avaliações a cada cinco anos. “É como técnico de futebol”. Além disso, o ex-ministro da Educação se colocou favorável ao uso de equipamentos na escola, de lousa inteligente, de usar celular como elemento pedagógico, em horário integral.

“A parte mais revolucionária é criar outro sistema educacional ao longo de 25, 30 anos, feito por cidade, não por escola. Escolher cidades que terão essa qualidade. E terá que ser feito pelo governo federal porque os municípios não têm condições de pagar salário de R$ 10 mil para professor”, explicou Buarque.

Ele lembrou que, antes de ser demitido do Ministério da Educação, elaborou projeto para cidades pequenas, encaminhado para o Congresso. “Estou feliz que o ministro da Educação pensa em fazer isso em 10 cidades. A partir dessas, pode ser exemplo de que é possível fazer uma grande mudança, cujo grande impedimento é político e cultural. A grande dificuldade não é técnica. Temos escolas. Não é financeira, desde que alongue o período. É política. É o Brasil querer fazer”.

Participaram da reunião Jorge Bornhausen, coordenador do Conselho Político e Social; Roberto Mateus Ordine, vice-presidente; e Roberto Macedo, coordenador do Conselho de Economia da ACSP. Milton Luiz de Melo Santos, presidente da Desenvolve São Paulo, também compareceu. O conselho é um centro de estudos e debates sobre temas relevantes para a sociedade brasileira, com o intuito de aprimorar e fortalecimento as instituições, além de incrementar o desenvolvimento nacional. Nas pautas das reuniões mensais do conselho estão temas políticos nacionais recorrentes, rumos da política no Brasil e principais desafios.

Moradores de Brasília bloqueiam vias em protesto por derrubadas em condomínio

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manifesta

 

Moradores do condomínio Estância Quintas da Alvorada, no Altiplano Leste, entre o Lago Sul e o Paranoá, no Distrito Federal, bloquearam as vias de acesso ao Jardim Botânico hoje (16) de manhã. Duas vias da DF 001 estão bloqueadas, em manifestação contra a ação da Agência de Fiscalização (Agefis) de desocupação da área.

A Agefis deu início logo cedo uma operação integrada para desocupar a área de 2.313.122 metros quadrados, que pertence à Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) e que vem sendo ocupada irregularmente desde 2008. A expectativa é de que a operação dure cerca de duas semanas.

Segundo a Polícia Militar, cerca de 500 manifestantes usaram pneus para bloquear a passagem de veículos. Os pontos de interdição são o quilômetro 23, em frente ao Condomínio Solar de Brasília, e o quilômetro 21, em frente ao Altiplano Leste. O protesto causou lentidão no trânsito da região.

De acordo com a Agefis, a desocupação tem o respaldo da Ação Civil Pública n° 29.041, de 1994, demandada pelo governo do DF, que proíbe erguer edificações no local.

A Terracap informou que há um projeto de expansão urbana para a área, mas ainda sem data definida de início. Segundo a agência, ele só poderá começar depois da remoção total das construções irregulares.

A ação prevê ainda o desligamento de ligações clandestinas de energia elétrica por técnicos da Companhia Energética de Brasília (CEB).

A operação conta com aproximadamente 120 servidores. Além da Agefis e da CEB, participam a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, a Subchefia da Ordem Pública e Social da Casa Militar, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e o Departamento de Trânsito (Detran).

Comissão de Assuntos Fundiários discute projeto dos “puxadinhos”

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Telma Rufino criticou governo por demora em analisar sugestões de parlamentares (Foto Carlos Gandra)
Telma Rufino criticou governo por demora em analisar sugestões de parlamentares (Foto Carlos Gandra)

A Comissão de Assuntos Fundiários (CAF) da Câmara Legislativa realizou na tarde desta segunda-feira (15) reunião técnica para discutir com representantes do governo local, como técnicos da Casa Civil e da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis), propostas de mudanças ao projeto de lei complementar n° 766/2016, do Executivo, que regulariza ocupações do solo no comércio do Plano Piloto – a “Lei dos Puxadinhos”. Representantes do setor empresarial, incluindo a Federação do Comércio (Fecomércio), também participaram da reunião, em que apresentaram divergências ao modelo proposto de cobrança pelas ocupações.

A presidente da CAF, deputada Telma Rufino (sem partido), criticou o governo pela “enrolação” em analisar as sugestões apresentadas. Ela alertou que, para que o projeto possa ser logo apreciado em plenário pelos distritais, estes deverão apresentar suas emendas à proposição. “O governo está precisando de recursos e tem que regularizar logo essas áreas para melhorar a arrecadação”, exortou. A distrital enfatizou “que não está brincando” ao protestar contra a não-participação nos debates de representantes da Secretaria de Gestão do Território e Habitação (SEGETH).

Entre os pontos divergentes admitidos pelos participantes está a posição do governo de definir os prazos previstos no processo de regularização, em vez de o estabelecimento de datas, como defende a Comissão de Assuntos Fundiários. A presidente da Agefis, Bruna Pinheiro, disse que é favorável ao prazo de 120 dias para regularização das ocupações, depois da publicação da futura lei. “Nosso interesse não é punir, derrubar, mas encontrar a área regularizada”, afirmou.

Outro ponto que ainda não obteve acordo, conforme foi ressaltado na reunião, é a base de cobrança da ocupação da área a ser regularizada. O representante da Casa Civil, Sérgio Coelho, disse que o governo não abre mão de definir os valores de acordo com a proporção do IPTU. Já os deputados Reginaldo Veras (PDT) e Telma Rufino ressaltaram que os “puxadinhos” têm quer ser tributados, mas defenderam que os valores não sejam “exorbitantes”.

Ao final da reunião de hoje, a presidente da CAF anunciou a realização de nova reunião técnica para aprofundamento da discussão do projeto na próxima quarta-feira (17), às 13h, na Sala das Comissões.

Limites

De acordo com a proposta em análise, está prevista, por exemplo, a ocupação, por concessão de uso, com finalidade urbanística, das áreas públicas contíguas às lojas situadas no Comércio Local Sul, do Setor de Habitações Coletivas Sul –SHC, da Região Administrativa de Brasília.

Conforme o projeto, a ocupação contígua às lojas, com exceção dos lotes de nº 35 – Restaurantes de Unidade Vizinhança (RUVs), poderão ocupar áreas junto às fachadas posteriores, voltadas para as superquadras, com ocupação máxima de seis metros, “a partir do limite das lojas registrado em cartório”. Também está definida a proibição de ocupação da calçada frontal com qualquer tipo de mobiliário ou vedação, “garantindo-se a livre circulação de pedestres”. A permissão para a colocação de mesas e cadeiras nas áreas públicas laterais adjacentes às lojas situadas nas extremidades dos blocos será de, no máximo, dois metros de largura.

Circula Brasília: Terminal do Guará I é reformado e entregue à população

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O terminal rodoviário do Guará I, na QI 12, foi reinaugurado na manhã desta terça-feira (16). São quatro plataformas e oito linhas com destinos como o Paranoá, a Rodoviária do Plano Piloto, Taguatinga, Vicente Pires e as vias W3 Sul e Norte. O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, participou da entrega da plataforma, que faz parte do programa de mobilidade urbana Circula Brasília.

A estação conta com nove pontos de estocagem e sete salas administrativas, além de banheiros com acessibilidade, lanchonete e paraciclos. Sete das linhas têm origem na estação.

Os R$ 793.128,52 aplicados nas melhorias vieram de contrato de empréstimo firmado entre o governo de Brasília e o Banco Interamericano de Desenvolvimento. A responsabilidade pela entrega do terminal é da Secretaria de Mobilidade.

Outros terminais inaugurados em Brasília

Desde 2015, oito estações foram entregues por meio do Programa de Transporte Urbano (PTU), que faz parte do Circula Brasília. São seis novos terminais (Ceilândia, Gama, Riacho Fundo II, Sobradinho II e dois no Recanto das Emas) e dois reformados (Guará II e Paranoá). O de Planaltina teve a melhoria iniciada.

Outros reparos continuam a ser feitos em plataformas de Ceilândia (P Sul), do Cruzeiro Novo, do Núcleo Bandeirante, de Planaltina, de Taguatinga (Setor M Norte) e de Taguatinga Sul.  Além desses, o governo deverá colocar à disposição dos passageiros duas novas estruturas, ambas em Samambaia, que estão com as construções adiantadas.

Em busca de receitas extraordinárias, Buriti inicia securitização de dívidas

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Em busca de receitas extraordinárias, o governo de Brasília deu mais um passo para iniciar a securitização de parte de dívidas que têm a receber. Nessa segunda-feira, 15, foi publicado no Diário Oficial do DF e em jornais de grande circulação um chamamento público para que instituições financeiras participem de uma audiência pública em 30 de agosto, às 14 horas, no auditório da Secretaria de Fazenda, no Setor Bancário Norte (Quadra 2, Bloco A, Ed. Vale do Rio Doce). O encontro vai servir para que os participantes contribuam com sugestões para a minuta do edital onde constarão todos os termos do processo.

A securitização é o instrumento pelo qual instituições financeiras compram do governo passivos reconhecidos por inadimplentes e que começaram a ser pagos de forma parcelada. A vantagem para o governo é poder receber o valor integral das dívidas. Os lucros de quem assumir a responsabilidade dos débitos são os juros, os rendimentos e as taxas provenientes dos financiamentos.

Valor da carteira a ser securitizada só após o Refis-N

Por enquanto, não dá para estimar o valor da carteira de crédito que será securitizada. De acordo com a Secretaria de Fazenda do DF, somente com o fim do Programa de Incentivo de Regularização de Débitos Não Tributários (Refis-N), em 31 de agosto, será possível calcular o montante da dívida passível de ser negociada. O Refis-N oferece descontos de até 99% sobre juros e multas para pessoas físicas e jurídicas que sanarem seus passivos com alguns órgãos do governo.

Securitização da dívida ativa será feita em 2016

Se a securitização for feita com o Refis-N em curso, um banco pode assumir parcelamentos de um contribuinte e este, depois, optar por negociá-los por meio do programa de refinanciamento. O procedimento pode causar cálculos imprecisos, além de trazer incerteza ao investidor.

Todas as operações relacionadas à venda de carteiras de créditos serão feitas pela DF Gestão de Ativos AS, empresa pública constituída no fim de 2015 exclusivamente para gerir transações referentes à securitização. O governo do DF, por meio da Secretaria de Fazenda, detém 99% do capital da empresa, e o Banco de Brasília (BRB), 1%.

De mãos abanando: GDF afirma não ter condições de pagar reajuste à Polícia Civil

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Sérgio Sampaio durante coletiva. (Foto: Renato Araújo)
Sérgio Sampaio durante coletiva. (Foto: Renato Araújo)

Segundo presidente do Sindepol, cem delegados devem entregar o cargo nesta terça. Governo anuncia que o rombo é de R$ 1 bi para 2016

Da Redação


O Governo de Brasília não vai dar o reajuste salarial pedido pela Polícia Civil. O Palácio do Buriti escalou o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, para dá a notícia ruim.

Durante coletiva a imprensa, o governo afirmou, ainda, que tem o rombo nos cofres públicos será de R$ 1 bilhão até dezembro.

A Polícia Civil pede equiparação com o reajuste da Polícia Federal, concedido pelo governo federal.

Os policiais civis estão em operação-padrão desde o dia 4 de julho, cobrando reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

A cartilha distribuída pelo sindicato prevê que os agentes ajam estritamente pelas regras da corporação, sem horas extras ou operações com guarnições menores que o recomendado.

“Nós dissemos à Polícia [Civil] que, para prosseguirmos nas negociações e fazermos uma proposta concreta, nós precisaríamos ver primeiro quais receitas conseguiríamos adicionar ao orçamento do DF. A partir daí, nós poderemos fazer proposta”, disse Sérgio Sampaio.

Sérgio Sampaio não sugeriu de onde poderiam vir essas “receitas adicionadas”.

O chefe da Casa Civil também afirma que o governo gasta 81% de toda a receita bruta para honrar a folha de pagamento e, por isso, não seria viável aumentar as despesas neste momento.

Em 2015, o mesmo argumento foi utilizado para adiar os reajustes prometidos pela gestão Agnelo aos servidores públicos.

“Seria irresponsabilidade, porque a cidade iria parar. Aí, os serviços mais básicos não vão poder ser atendidos. Para conceder novos reajustes você vai ter que escolher onde vai cortar. Estamos nessa situação. Não há folga”, disse o chefe da Casa Civil.

 

Reunião com o Sinpol e Sindepol

Antes da coletiva, Sérgio Sampaio deu a notícia diretamente aos representantes dos sindicatos de policiais civis (Sinpol) e delegados (Sindepol). A reunião aconteceu no próprio Palácio do Buriti

O presidente do Sindepol, Rafael Sampaio, chiou e classificou a discussão como “dura” e disse que a categoria não tinha enfrentado situação parecida em outros anos.

“O governo disse que não tem nenhum centavo para dar reajuste pra gente no ano que vem. O mínimo que a gente esperava seria a manutenção da paridade, que é 37% [parcelados] até 2019. A instituição vai viver o caos por conta da falta de sensibilidade do GDF”, disse.

Segundo Rafael Sampaio, cem delegados devem entregar o cargo nesta terça (16).

Na sexta-feira (12), o governador Rodrigo Rollemberg foi recebido pelo o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto, em busca de saídas para aumentar a arrecadação.

Segundo a Casa Civil, nenhuma conclusão foi alcançada até o momento.

“O presidente Temer não nos prometeu nada, mas disse que ia levar o assunto para ser tratado com sua equipe econômica. Nós aqui também estamos vendo junto à Câmara Legislativa, em outras ações de governo, o que poderia resultar em aumento de arrecadação”, disse Sampaio.

CPI da Saúde: vice não comparece para acareação com sindicalista

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Foto Rinaldo Morelli
Foto Rinaldo Morelli

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A esperada acareação entre o vice-governador do DF, Renato Santana, e a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, marcada para a manhã desta segunda-feira (15), em reunião da CPI da Saúde da Câmara Legislativa não pôde ser realizada.

Protegido com a prerrogativa legal de não ser obrigado a comparecer por convocação, o vice-governador enviou à CPI justificativa por escrito de sua ausência. Ele alega que já compareceu espontaneamente à CPI no mês passado, quando negou ter conhecimento de qualquer esquema de corrupção na Secretaria de Saúde.

O presidente da CPI, deputado Wellington Luiz (PMDB), criticou a ausência de Santana e as estratégias adotadas por outros convocados para não prestarem depoimento.

“As ausências e os silêncios garantidos por habeas corpus só indicam que há muito a ser investigado. A sociedade pode estar certa de que vamos dar uma resposta à população, mesmo que tentem atrapalhar nossos trabalhos”, afirmou.

Wasny de Roure (PT) também lamentou a ausência do vice-governador.

“A falta dele aqui hoje traz sérios prejuízos à investigação, pois perdemos a chance de esclarecer os encontros que ele e Marli tiveram, nos quais foram comentados supostos esquemas de corrupção no GDF”, criticou.

Wellington Luiz também criticou o Ministério Público do DF por se negar a repassar à CPI documentos e gravações entregues pela presidente do SindSaúde.

“É lamentável que o MP se recuse a colaborar com a investigação, tanto negando acesso a documentos como orientando os depoentes a ficarem em silêncio na CPI”, observou.

Reunião Secreta

Mesmo com a ausência de Renato Santana, os deputados deram continuidade à reunião da CPI ouvindo mais uma vez a sindicalista Marli Rodrigues.

O deputado Wasny de Roure apresentou uma lista de contratos firmados pela Secretaria de Saúde com mais de 60 empresas nos anos de 2015 e 2016 e perguntou se Marli teria conhecimento de alguma irregularidade.

A depoente respondeu que em pelo menos três empresas haveria indícios de corrupção, mas preferiu dar mais detalhes somente em reunião secreta, sem a presença da imprensa ou de assessores, o que deve ocorrer ainda hoje, após a reunião em plenário.

Outras informações mais pormenorizadas sobre o suposto esquema de corrupção também foram prometidas por Marli Rodrigues aos membros da CPI.

Por outro lado, a depoente reiterou que já não possui mais nenhuma gravação ou documento, pois teria encaminhado todo o material ao Ministério Público.

Clínica de Doenças Renais de Taguatinga divulga nota de esclarecimento

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NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Clínica de Doenças Renais de Taguatinga (CDRT) esclarece que, após nova negociação com a Secretaria de Saúde do DF, o atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), que se encerraria no dia 16/08/2016, foi prorrogado para até o dia 14/10/2016.

A partir deste dia, a CDRT será obrigada a descontinuar o atendimento em função da falta de pagamentos por parte da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) e pelo encerramento do contrato junto à SES/DF.

Em janeiro deste ano, a CDRT notificou o órgão sobre a impossibilidade de renovação do contrato dos serviços de terapia renal substitutiva. Em maio, após reunião presencial na sede da SES/DF, acordou-se prorrogação do contrato que inicialmente encerrava em 16/06/2016, concedendo prazo maior para a realocação dos 82 pacientes em tratamento em outras unidades do SUS.
Assessoria de Imprensa
Clínica de Doenças Renais de Taguatinga

NOTAS | Greve no Hospital das Forças Armadas se mantém firme!

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Integrantes da comissão grevista do HFA: Dra. Diva, Dra. Carla, Dr. Paulo e Dr. Alexandre. (Foto Foto: Bibiana Stohler)
Integrantes da comissão grevista do HFA: Dra. Diva, Dra. Carla, Dr. Paulo e Dr. Alexandre. (Foto Foto: Bibiana Stohler)

Reivindicação antiga

Segundo a comissão grevista, a principal reivindicação é pela aprovação do Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS). Com tramitação desde 2010, o PCCS é uma reivindicação antiga no Hospital das Forças Armadas (HFA), por melhorias no quadro funcional e progressão salarial. Segundo Dr. Alexandre, integrante da comissão grevista, os médicos iniciantes e aqueles em final de carreira não são valorizados.

Adesão

90% das especialidades já aderiram a greve, lembrando que os atendimentos para urgência e emergência continuam normalizados.

Diálogo com GDF

O embate agora é com o Governo junto ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG): “Nosso objetivo é avançar nas negociações. Uma nova reunião está sendo marcada!”, ressalta Dr. Paulo, também da comissão grevista.