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Secretários da CLDF cobram apuração de denúncias

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Raimundo Ribeiro, primeiro secretário da Casa: "A Câmara deve requerer informações e documentos ao MP e ir fundo nas apurações"
Raimundo Ribeiro, primeiro secretário da Casa: “A Câmara deve requerer informações e documentos ao MP e ir fundo nas apurações”

Durante a reunião da CPI da Saúde na manhã desta quinta-feira (18), o deputado Bispo Renato Andrade (PR), terceiro secretário da Câmara Legislativa, usou a tribuna do plenário para informar à imprensa que estava “à disposição para quaisquer esclarecimentos”, em razão de ter sido citado nas gravações entregues pela deputada Liliane Roriz (PTB) ao Ministério Público. A deputada acusa membros da Mesa Diretora de receberem propina após a destinação de emendas parlamentares para o pagamento de gastos do GDF com UTI.

“Não vou renunciar à CPI, nem à Terceira Secretaria na Mesa Diretora, pois quem deve é que renuncia”, desafiou Bispo Renato, garantindo que jamais participara de negociatas em função de seu voto a favor da emenda que redirecionou recursos para a área da Saúde. “Tenho acompanhado o sofrimento dos pacientes nos hospitais e UTIs e não poderia deixar de apoiar a aprovação da emenda”, explicou.

O segundo secretário da CLDF e líder do governo, Julio Cesar (PRB), também se defendeu na CPI. O deputado afirmou que jamais teve qualquer conversa suspeita com a deputada Liliane Roriz ou com o ex-secretário geral da Câmara Legislativa, Valério Neves, que pudesse incriminá-lo. “Também nunca tive qualquer conversa com donos de hospitais”, afirmou Julio Cesar, rechaçando participação em qualquer esquema de favorecimento a grupos econômicos e possibilidade de renúncia.

Já Raimundo Ribeiro (PPS), primeiro secretário da Casa, concedeu entrevista no foyer do plenário em que defendeu a apuração das denúncias e ressaltou que os fatos estão muito recentes para se chegar a uma conclusão. “A Câmara deve requerer informações e documentos ao MP e ir fundo nas apurações”, afirmou Ribeiro.

 (Por Zildenor Dourado e Bruno Sodré – Coordenadoria de Comunicação Social)

Celina se defende atacando suposto acordo entre Liliane e Rollemberg: veja vídeos

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Presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão
Presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão

Ao se defender dos áudios divulgados por Liliane Roriz, a presidente da Câmara não poupou críticas ao governador, que estaria se sentindo ameaçado pela CPI da Saúde

Por Suzano Almeida, do Metrópoles


A presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PPS), se defendeu atacando e desqualificou todas as denúncias sobre um suposto esquema de desvio de recursos instalado na saúde envolvendo integrantes da Casa. Na manhã desta quinta-feira (18/8), após reunião com os deputados distritais ela garantiu, ainda, que “a Mesa Diretora não vai se licenciar” durante as investigações dos fatos.

A parlamentar atribuiu a divulgação dos grampos ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB). “O governador está fazendo isso porque a CPI envolve a família dele… Liliane mente e age a mando do Buriti… Vamos desmascará-la”, atacou.

A chefe do Legislativo local chamou de mentirosa a ex-vice-presidente da Câmara, Liliane Roriz (PTB), que grampeou Celina e o ex-secretário-geral da Casa, Valério Neves. O conteúdo das gravações foi entregue ao Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), que abriu uma investigação.

Segundo a presidente do Legislativo, Liliane estaria tentando tirar o foco dela mesma, já que está sendo julgada pela Justiça por improbidade administrativa e é alvo de um processo de cassação de mandato na Câmara Legislativa.

Para Celina Leão, a possibilidade de perder o mandato foi o motivo de Liliane grampeá-la e vazar os áudios. “Foi muita coincidência, já que a Mesa Diretora decidiu dar andamento no processo de decoro parlamentar contra Liliane há um mês”, atacou a presidente.

Confira trechos da entrevista concedida por Celina Leão:

Sobre os áudios, a presidente da CLDF disse que a emenda a qual se referia era de autoria da própria distrital do PTB e que não faz sentido ela ter feito a denúncia de algo que ela mesma teria proposto. Afirmou, ainda, que a filha do ex-governador Joaquim Roriz teria dito “coisas piores e que os áudios foram editados, fora do contexto da conversa.”

Segundo a assessoria da deputada Liliane Roriz, tudo que ela tinha para falar foi dito ao Ministério Publico..

ENQUANTO ISSO… Reajuste da PCDF e derrubadas: Rollemberg recebe Izalci, Rosso e Carvalho no Buriti

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# O governador Rodrigo Rollemberg recebeu hoje (18) os deputados federais Augusto Carvalho (SD), Izalci Lucas (PSDB), Rogério Rosso (PSD) — da bancada do Distrito Federal — e Gonzaga Patriota (PSB-PE).

# O chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, também participou da reunião.

# O encontro ocorreu no Palácio do Buriti e teve dois temas principais: a desobstrução de área pública nos condomínios do Altiplano Leste e a necessidade de recursos extras para pagar o reajuste dos policiais.

# Sobre o reajuste dos policiais, Rollemberg sugeriu aos parlamentares que a bancada do DF se una para pleitear ao governo federal recursos do Fundo Constitucional do DF para que seja possível o reajuste dos policiais.

# Quanto às ações da Agência de Fiscalização (Agefis) nos condomínios do Altiplano Leste, entre o Lago Sul e o Paranoá, Rollemberg ressaltou aos parlamentares que o governo de Brasília cumpre decisão judicial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios e recomendação do Ministério Público do DF e Territórios.

# O foco da ação é apenas casas em construção.

Governador Rollemberg ressaltou que ações na área pública nos condomínios são fruto de decisão judicial.
Governador Rollemberg ressaltou que ações na área pública nos condomínios são fruto de decisão judicial. Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Propina em emendas da Saúde seria dividida em 6 partes, diz Liliane Roriz

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Deputa Liliane Roriz
Deputa Liliane Roriz

Liliane falou à TV Globo; Celina e ex-secretário-geral estão entre suspeitos. Distrital entregou conversas gravadas ao MP, que apura suposto esquema

Do G1 DF

Investigação comandada pelo Ministério Público do Distrito Federal com base em áudios gravados pela deputada distrital Liliane Roriz (PTB) aponta a existência de um esquema de corrupção na Mesa Diretora da Câmara Legislativa. Segundo a parlamentar, o acordo usava emendas para desviar recursos de áreas como educação e saúde. Trechos das gravações foram divulgados nesta quarta-feira (17).

Em entrevista exclusiva à TV Globo nesta quarta, Liliane detalhou parte do suposto acordo. Segundo ela, a negociação tratava de uma “sobra orçamentária” de R$ 30 milhões, destinada originalmente à reforma de escolas e unidades de saúde. No começo de dezembro, os distritais aprovaram uma mudança no texto, direcionando o aporte para pagar dívidas do Palácio do Buriti com prestadoras de serviço em UTIs.

“[O dia da gravação] Foi quando eu comecei a entender as coisas, que já tinha um negócio que estava sendo concluído por um deputado. Que esse deputado estava trazendo esse negócio e que esse negócio seria dividido em seis partes, e que seriam R$ 30 milhões. Eu não sabia de onde vinha, nem tampouco o percentual disso”, diz a distrital.

Os áudios foram gravados em dezembro de 2015, logo após a votação do texto. No diálogo, a presidente da Câmara, deputada Celina Leão (PPS), conversa com Liliane sobre “o negócio do recurso”, e diz que vai incluir a vice-presidente da Casa “no projeto”. Liliane diz que a conversa ocorreu porque ela ficou “muito contrariada, muito chateada” com a alteração no destino das verbas.

“É que eu chamei eles lá na hora, aquela hora que eu chamei, e falei: olha, Liliane está no projeto, porque eu já tinha atendido ela. Quer botar em outro lugar, e não quer botar no ‘grupo’. Ela tá no grupo, ela está no projeto com a gente. Ficou definido. Então, hoje, a gente vai falar com o secretário de Saúde que a gente fez o negócio. Então, só para te avisar, a gente vai falar com o secretário que o recurso foi para lá”, diz Celina na gravação.

Deixa eu contar. O que aconteceu? Hoje, nós vamos falar com o secretário de Saúde. A gente colocou recurso para ele agilizar a… o negócio do recurso. Mas você tá no projeto, entendeu? Você não tá fora do projeto não. Você tá no projeto, mandei Valério falar com você”
Celina Leão (PPS), em áudio

“Deixa eu contar. O que aconteceu? Hoje, nós vamos falar com o secretário de Saúde. A gente colocou recurso para ele agilizar a… o negócio do recurso. Mas você tá no projeto, entendeu? Você não tá fora do projeto não. Você tá no projeto, mandei Valério falar com você”, continua a presidente da Câmara.

Segundo Liliane, o “projeto” citado era um esquema para direcionar dinheiro às empresas que atuam em hospitais públicos e receber propina, em troca. O G1 e a TV Globo tentaram contato com Celina por telefone e no prédio da Câmara, nesta quarta, mas não obtiveram retorno. O G1 e a TV Globo também não conseguiram contato com a defesa do ex-secretário-geral da Câmara, Valério Neves.

 

CPI da Saúde abre sessão com atraso de uma hora e meia

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Reunião da CPI da Saúde, que ouve nesta quinta-feira o ex-secretário de Saúde do Distrito Federal Fábio Gondim sobre supostas irregularidades na pasta (Foto: Gabriel Luiz/G1)
Reunião da CPI da Saúde, que ouve nesta quinta-feira o ex-secretário de Saúde do Distrito Federal Fábio Gondim sobre supostas irregularidades na pasta (Foto: Gabriel Luiz/G1)

Sessão foi atrasada devido a reunião convocada pela presidente da Casa. Em áudio, Celina Leão discute suposto desvio de verbas de emendas

Do G1DF

A CPI da Saúde abriu com cerca de uma hora e meia de atraso a sessão desta quinta-feira (18) para ouvir o ex-secretário de Saúde Fábio Gondim sobre supostas irregularidades na pasta. A sessão havia sido adiada devido a uma reunião convocada pela presidente da Câmara, Celina Leão (PPS), para tratar da crise desencadeada por áudios em que ela aparece negociando suposto desvio de verba de emendas parlamentares.

Nas gravações feitas pela deputada Liliane Roriz (PTB), Celina fala sobre mudança de finalidade de uma emenda parlamentar para beneficiar deputados com dinheiro supostamente desviado da Saúde. Segundo a parlamentar, um “acordo” direcionou emendas parlamentares para uma empresa que prestou serviço de UTI. Pela denúncia, o esquema envolveria repasse de 7% sobre o valor do contrato para os deputados.

Em entrevista à TV Globo, Liliane disse que a negociação tratava de uma “sobra orçamentária” de R$ 30 milhões, destinada originalmente à reforma de escolas e unidades de saúde. No começo de dezembro, os distritais aprovaram uma mudança no texto, direcionando o aporte para pagar dívidas do Palácio do Buriti com prestadoras de serviço em UTIs.

“[O dia da gravação] Foi quando eu comecei a entender as coisas, que já tinha um negócio que estava sendo concluído por um deputado. Que esse deputado estava trazendo esse negócio e queesse negócio seria dividido em seis partes, e que seriam R$ 30 milhões. Eu não sabia de onde vinha, nem tampouco o percentual disso”, diz a distrital.

Os áudios foram gravados em dezembro de 2015, logo após a votação do texto. No diálogo,  Celina Leão conversa com Liliane sobre “o negócio do recurso”, e diz que vai incluir a vice-presidente da Casa “no projeto”. Liliane diz que a conversa ocorreu porque ela ficou “muito contrariada, muito chateada” com a alteração no destino das verbas. Liliane renunciou nesta quinta-feira à vice-presidência da Casa.

O deputado Lira (PHS) disse que não tinha ouvido os áudios gravados por Liliane, mas afirmou que a CPI da Saúde não perde credibilidade para apurar possíveis desvios na área. Sobre alguma providência que os deputados poderiam tomar com base nas denúncias e um possível afastamento de Celina, ele deu a mesma resposta: “A Casa vai decidir”.

Mesa nega crimes

Em nota divulgada no site da Casa, a Mesa Diretora da Câmara diz que a emenda responsável por alterar o destino dos R$ 30 milhões foi proposta pela própria Liliane Roriz e que os áudios estão “evidentemente editados, e as conversas estão fora de contexto”. A Mesa diz rejeitar “qualquer acusação da prática de ilícito” e “confiar nas investigações”.

O texto, de dois parágrafos, diz que a Mesa investiga Liliane em três processos, por prática de atos ilícitos e quebra de decoro parlamentar. Segundo a mensagem, a distrital pode perder o mandato em razão dessas suspeitas.

Policiais militares do DF engrossam coro por aumento

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Por Manuela Rolim, do Jornal de Brasília


No dia seguinte à entrega dos cargos de chefia pelos policiais civis do DF, devido à falta de acordo com o governo local, os militares decidiram reivindicar o mesmo reajuste salarial da categoria, de 37%. Ontem, às 9h30, associações dos bombeiros e policiais militares se reuniram em assembleia no Clube dos Oficiais, no Setor de Clubes Esportivos Sul, para tratar da paridade das categorias com a PCDF. Mais tarde, por volta das 19h30, estava marcado outro encontro com os praças para tratar do mesmo assunto, na Praça do Relógio, em Taguatinga.

“Não aceitamos qualquer aumento diferenciado. Se isso acontecer, o governo terá problemas. Exigimos os mesmos 37% de reajuste que a Civil pede”, afirma o vice-presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares do DF (Aspra), sargento reformado Manuel Sansão Alves Barbosa.

Aceno favorável

Segundo ele, recentemente, em reunião fechada com o governador Rodrigo Rollemberg e com o chefe da Casa Militar, coronel Claudio Ribas, “ficou acertado que o GDF daria o mesmo percentual de aumento para as corporações”. Desde então, o presidente da Aspra está confiante.

“Acreditamos no governo, ele se mostrou empenhado nisso. Não por acaso, ainda não falamos em greve ou paralisação. Se não houver possibilidade de reajuste para todo mundo, não vamos aceitar. Vamos cobrar nossos direitos”, completa.

Na assembleia, os militares fizeram questão de discordar de qualquer tentativa de se estabelecer uma hierarquia de relevância institucional. “Não admitimos discórdia entre os profissionais da segurança pública do DF. Queremos reafirmar a legitimidade do pleito de paridade salarial dos oficiais e praças ativos, inativos e pensionistas com os policiais civis, assegurando o mesmo índice de reajuste remuneratório, as mesmas datas de concessão e o encaminhamento conjunto da mensagem ao Governo Federal”, conclui Sansão.

Impasse na Polícia Civil

Apesar de 1,1 mil servidores da Polícia Civil – dos quais 196 delegados comissionados – em posição de chefia terem deixado os cargos à disposição na última terça-feira, as delegacias funcionaram normalmente ontem. Na 21ª DP (Taguatinga) e na 5ª DP (Setor de Grandes Áreas Norte), por exemplo, as ocorrências foram registradas sem grandes problemas.
A expectativa era de que as exonerações começassem a ser protocoladas o mais rapidamente possível e que as delegacias recebessem apenas casos graves. A instituição tomou essa medida depois que teve o reajuste de 37% a 43% negado pelo GDF, ou seja, ainda não alcançou a isonomia salarial com a Polícia Federal. Outras atividades também ficariam suspensas.

O diretor-geral da corporação, Eric Seba, afirmou que a categoria não viu outra saída para o problema. “Os policias estão insatisfeitos e entendem que a decisão é justa. Essa também é minha opinião. O discurso da paridade com a PF acabou ruindo pela justificativa de sempre, que não há dinheiro. De fato, existe um caos, estamos todos acompanhando, mas buscamos um diálogo e uma saída para o impasse. Não haverá um abandono das delegacias. Temos responsabilidade”, garantiu.

O presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil (Sindepo-DF), delegado Rafael Sampaio, destacou ainda que “não há uma relação de confiança com esse governo”. De acordo com ele, a abdicação das funções foi unânime, o que vai inviabilizar inúmeras competências dentro da instituição. “Não podemos deixar a população desassistida no caso de crimes contra a vida, mas haverá uma grave redução da operacionalidade “, conclui.

Na primeira semana de julho, o governador Rodrigo Rollemberg recebeu representantes do Fórum das Associações Representativas dos Policiais Militares e dos Bombeiros Militares do DF para discutir as possibilidades de reajuste salarial das categorias. Na ocasião, ficou definido que seria formado um grupo de trabalho com representantes da PMDF, dos bombeiros, da Casa Civil, da Secretaria de Fazenda e da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão.

Saiba mais

O Jornal de Brasília procurou o Governo de Brasília, a Casa Civil e a Polícia Militar, mas não obteve resposta de nenhuma das instituições até o fechamento desta edição.

Ao formar um grupo de trabalho envolvendo a PMDF, a ideia era construir uma proposta que atendesse às necessidades dos militares e fosse adequada à atual situação financeira do DF.

Na ocasião, o governador destacou a necessidade de ter “muita cautela”, mas se disse “aberto a construir uma proposta razoável para todo mundo”.

Liliane, Celina e o terremoto dos grampos

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Deputada Liliane Roriz
Deputada Liliane Roriz
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Por Odir Ribeiro


Brasília, a terra dos grampos. Um terremoto abalou as estruturas da Câmara Legislativa nesta quarta-feira,17. A calmaria deu lugar a denúncias pesadas. As personagens principais são a presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PPS), e a ex vice-presidente Liliane Roriz (PTB). No plenário, poucos deputados distritais. A sessão só serviu para ler a carta de renúncia de Liliane. O clima era tenso e de incerteza.
O assunto principal eram as gravações feitas por Liliane e entregues ao Ministério Público do DF. Os deputados distritais do PT-DF foram os primeiros a se pronunciar e disseram que querem o máximo de apuração dos fatos. Alguns em off acham que a situação de Celina ficou insustentável e teme a divulgação de novos áudios. Nos bastidores a informação é de mais conversas serão divulgadas e o circo pegará fogo de verdade.
Celina Leão não apareceu para dar explicações. Porém nós apuramos que a presidente convocou para essa quinta-feira,17, pela manhã uma reunião com todos os deputados distritais e nesse encontro ela pretende dar todas as explicações. Além de dizer quais providencias que deverá adotar após todo esse furacão de denúncias. O PPS-DF, partido de Celina, foi pego de calça curta e não sabe o que falar.
Não é só Liliane e Celina que estão no olho do furacão. O líder do governo Júlio César (PRB), Raimundo Ribeiro (PPS), Cristiano Araújo (PSD) e Bispo Renato (PR) também foram citados. Bispo Renato disse que foi citado indevidamente por terceiros e que não praticou nenhum ato ilícito. Júlio disse estar com a consciência tranquila e em breve tudo será esclarecido. Nas próximas horas saberemos o  posicionamento de cada um.
O protagonismo, na verdade, vem da Secretaria de Saúde. Todos os bombardeios começam por lá e o Ministério Público está em cima de tudo que acontece por lá. Essa área será com certeza a responsável por derrubar carreiras políticas e mexer no cenário político.
O Palácio do Buriti comemora de forma discreta essa derrocada dos distritais. Não é bom comemorar muito não se sabe o que vem por aí e uma canja de galinha com muito suco de maracujá são necessários nessas horas. A roda está girando e todos são alvos. É o que se pode dizer.
Pelo jeito a depressão após Caixa de Pandora não terá fim. A cada tempo aparece um escândalo diferente. Em matéria de jogo sujo, a política do DF é protagonista. Enquanto isso, os serviços públicos do DF padecem e quem paga o pato é o próprio brasiliense.

OPINIÃO | Brasília revive dias de Caixa de Pandora

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Por Ricardo Callado


A Caixa de Pandora, operação que atingiu o coração do Palácio do Buriti durante o governo de José Roberto Arruda, arrastando integrantes do Legislativo e do Ministério Público, revive.

Mudou os personagens, os protagonistas e a área de atuação. Sai as empresas de prestação de serviços em tecnologia de informação e entra as do setor de saúde. É a Caixa de Pandora 2.

Quem quiser saber detalhes, leia o livro Caixa de Pandora, e outros Fatos que Abalaram a Política de Brasília, por Ricardo Callado – Thesaurus Editora.

O jornal O Globo trouxe hoje denúncias graves de um suposto esquema de desvio de recursos na área da Saúde, com indícios de participação da cúpula do Legislativo local.

A denúncia está na mira do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). As investigações estão sob sigilo, mas segundo a reportagem do jornal, envolvem toda a mesa diretora da Câmara Legislativa do DF e outros deputados distritais.

E contam com um ingrediente inusitado: gravações comprometedoras entregues espontaneamente pela deputada Liliane Roriz (PTB). Os indícios são tão graves que no último dia 12 foi aberto um procedimento investigativo na esfera criminal e decretado sigilo sobre o caso.

Do outro da Praça do Buriti, uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público deflagrada na manhã de hoje cumpre mandados de busca e apreensão contra acusados de envolvimento no suposto esquema de cobrança de propina no GDF.

São alvos da operação o ex-ouvidor da vice-governadoria do DF Valdecir Medeiros, o ex técnico em políticas públicas e gestão governamental da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) Edvaldo Simplício da Silva e Christian Michael Popov, ex-gerente de Cessões, Requisições e Ressarcimentos da Seplag.

A briga entre Legislativo e Executivo tem tudo para não dar certo. Inclui-se ai um ingrediente: a insatisfação da Polícia Civil. A política do DF viverá novamente dias complicados. Isso é só o começo.

​ Parque da Cidade recebe melhorias

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Foto: Lula Lopes
Foto: Lula Lopes

Nova calçada deve estar pronta até a passagem da tocha paralímpica

O Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek está passando por melhorias nas calçadas para facilitar o caminho dos frequentadores do local. Começou nesta segunda-feira (15) a recuperação de 120 metros de concreto na área de acesso da pista de pedestres ao estacionamento 4, localizada em frente ao Sudoeste.

A iniciativa estará finalizada até 1º de setembro, data em que a tocha paralímpica passará por Brasília. A chama será recebida no Palácio do Planalto e seguirá por instituições que assistem pessoas com deficiência. No fim do dia, o fogo percorrerá o Parque da Cidade, em um trajeto total de 10 quilômetros, em revezamento de mão em mão.

“Essa melhoria faz parte do conjunto de ações para transformamos o Parque da Cidade, para que assim a população ocupe completamente o espaço público. Como recebemos a passagem da tocha olímpica, nós vamos receber a chama paralímpica com a mesma animação”, avalia o secretário-adjunto de Turismo, Jaime Recena.

A recuperação das calçadas está sendo feita em parceria com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).

Rollemberg diz que Temer está “aberto ao diálogo” sobre crise nos estados

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Governador Rollemberg e o presidente Michel Temer
Governador Rollemberg e o presidente Michel Temer

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O governador Rodrigo Rollemberg disse hoje (16) que o presidente Michel Temer demonstrou estar “aberto ao diálogo” e ser “compreensivo” com a situação dos estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste que ainda pedem socorro mesmo após a aprovação do projeto de lei que trata da renegociação das dívidas estaduais com a União.

Rollemberg e mais doze governadores se reuniram com Temer na tarde de hoje, no Palácio do Planalto, para apresentar as dificuldades econômicas de seus estados. O grupo argumenta que, apesar do acordo para o alongamento dos débitos, algumas unidades da federação ainda precisam de auxílio federal.

Segundo Rollemberg, Temer vai determinar à equipe econômica a busca de alternativas para resolver a situação. As demandas deverão ser resolvidas separadamente para cada uma das unidades da federação, já que o fundo de exportação, por exemplo, pode atender a algumas e a retomada de empréstimos a outras.

“Há uma percepção de que a renegociação favoreceu bastante alguns estados que têm um nível de endividamento muito grande, mas outros estados, como os do Centro-Oeste, Norte e Nordeste, continuam com dificuldades muito grandes. As alternativas vão ter que ser tratadas de acordo com as características de cada estado”, disse o governador do DF.

O encontro com Temer durou cerca de uma hora e também teve a participação dos governadores de Roraima, Paraíba, Ceará, Pernambuco, Mato Grosso, Alagoas, Pará, Bahia, Tocantins, Goiás, Acre e Piauí. Mais cedo, parte deles esteve no Congresso Nacional para uma reunião com o presidente do Senado, Renan Calheiros, que também participou do encontro no Planalto.