Início Site Página 2882

Nenê Constantino é condenado a 16 anos de prisão por homicídio em 2001

0

 

Ex-dono da Gol também foi multado em 84 mil. Mas, aos 85 anos, Nenê não deve ir para a prisão. Outros três réus também foram condenados.

 

Dos cinco réus, quatro foram condenados pelo crime. Além de Nenê Constantino, também foram considerados culpados o ex-vereador de Amaralina (GO) Vanderlei Batista, que pegou 13 anos de prisão; o dono da arma usada no crime, João Alcides Miranda, com 17 anos e seis meses de prisão; e o ex-empregado de Nenê, João Marques, com 15 anos de prisão. Todos podem recorrer em liberdade.

Um dos genros de Nenê Constantino, Victor Foresti, foi absolvido pelo júri popular.

O suspeito de atirar contra o líder comunitário, Manuel Tavares, morreu antes do julgamento do caso.

A sentença também condenou Nenê Constantino a pagar multa de R$ 84 mil.

De acordo com o inquérito, Márcio Leandro Brito fazia parte de um grupo que ocupava a antiga garagem da Viação Pioneira – empresa que já pertenceu a Constantino. Os advogados do empresário afirmam que, na época do crime, as terras já tinham sido transferidas a outros proprietários. O crime, cometido em 2001, nunca tinha ido a julgamento.

A sessão desta quinta foi dedicada aos pronunciamentos finais do Ministério Público do DF, responsável pela acusação, e dos advogados de cada réu. Os trabalhos foram retomados às 10h45 e se estenderam por toda a tarde, com uma pausa rápida para o almoço.

Pela manhã, o promotor do Ministério Público responsável pelo caso, Bernardo Urbano Resende, adiantou que Nenê Constantino não deve ser levado à prisão em razão da idade avançada. Porém, ele considerou o resultado “plenamente justo”.

O ex-dono da Gol não compareceu à sessão desta quinta por “motivos de saúde”. Segundo o juiz João Marcos Guimarães Silva, “é direito constitucional do acusado estar presente na sessão plenária, mas no caso é plenamente plausível o pedido da defesa, que fundamenta em problemas de saúde”.

Pela Lei de Execução Penal (nº 7.210/84), a substituição do cumprimento da pena em regime fechado pela prisão domiciliar só é permitida quando o condenado tem mais de 70 anos, tem alguma doença grave, tem filho menor de idade ou com deficiência física ou mental ou, no caso das mulheres, se estiver gestante.

Quatro dias de júri

Na quarta (10), a primeira parte dos “debates” – nome dado à sustentação oral dos promotores do Ministério Público e dos advogados de cada réu – durou quase 13 horas. O representante do MP usou a palavra entre 10h30 e 18h, com uma pequena pausa para almoço. A defesa teve direito ao mesmo tempo, de 6 horas e 15 minutos, dividido igualmente entre os cinco réus.

O empresário e os outros réus foram interrogados no Tribunal do Júri de Taguatinga na terça-feira (9). Perguntado sobre a ordem para executarem o líder comunitário, Constantino negou envolvimento no crime. Ele afirmou aos jurados que soube da morte de Márcio Brito apenas dois dias depois.

Nenê disse ainda que ficou “surpreso e muito triste” por ser indicado como principal suspeito do crime. “É uma covardia muito grande, nunca fiz mal a ninguém”.

O empresário também negou que tenha oferecido suborno à delegada Mabel Correia – responsável pelo inquérito nos anos 2000, e uma das testemunhas do julgamento – para que ela interrompesse as investigações.

Sobre a disputa envolvendo o terreno da antiga Viação Pioneira, em Taguatinga, Constantino afirmou que em 2001 já não era mais dono das terras. Ele diz que, em 1996, tinha passado a propriedade para os dois genros, Eduardo Queiroz e Victor Foresti, e para mais duas filhas.

Primeiro dia

O primeiro dia de julgamento do caso começou por volta das 10h, e se estendeu até a madrugada. A manhã foi dedicada a procedimentos formais, como a escolha dos jurados. Durante a tarde e a noite, testemunhas de acusação e defesa foram interrogadas.

A argumentação começou pouco antes das 15h com a leitura da acusação formal, feita pelo Ministério Público. Segundo a denúncia, Nenê Constantino afirmava que “se os moradores não saíssem por bem, sairiam de qualquer maneira”, e que “eles mesmos faziam sua lei”.

De acordo com a denúncia, na noite do crime, o executor foi até a porta do barraco de Márcio Brito, que foi “recebido à bala”. O MP informa ainda que o disparo foi executado por um homem contratado, identificado como Manoel Tavares.

O Ministério Público classifica o crime como ocasionado por motivo torpe, “apenas para alcançar propósito patrimonial”. “Atitude amplamente reprovável”, afirma o relatório. A conduta, segundo o MP, incluiu ainda dissimulação, “criando na vítima uma expectativa para saída pelo impasse, sem esperar a agressão”.

Saúde frágil

Por duas vezes, durante o julgamento, a defesa de Nenê Constantino pediu permissão para retirar o réu do plenário por questões de saúde. Na segunda, o empresário de 86 anos teve uma queda súbita de pressão no início da noite. Ele deixou o local, sob o compromisso de retornar no momento do interrogatório, e após atendimento médico do próprio tribunal.

Segundo o juiz João Marcos Guimarães Silva, “é direito constitucional do acusado estar presente na sessão plenária, mas no caso é plenamente plausível o pedido da defesa, que fundamenta em problemas de saúde”.

Na terça, logo após prestar depoimento, Nenê Constantino também comunicou aos advogados que se sentia indisposto, e recebeu permissão para deixar o local do julgamento. Os advogados informaram que, “além da idade, Nenê padece de graves problemas cardíacos”.

Concurso Miss Gari será realizado 20 de maio, no Taguaparque

0

Primeiro ensaio será nesta sexta-feira (12), às 17h, no auditório do Centro Cultural do Taguaparque. Ao todo serão 30 representantes de diversas regiões administrativas que disputarão a faixa da gari mais bonita do DF

Com vassouras, pás e empurrando carrinhos de lixo, elas realizam o pesado serviço de deixar limpas ruas e avenidas do Distrito Federal. As garis que trabalham no serviço de limpeza urbano muitas vezes passam despercebidas e invisíveis para muitos, mas, desta vez, não terá como. 30 candidatas deixarão a dura rotina e irão esbanjar beleza e simpatia durante a terceira edição do Miss GariDF.  As representantes de diversas regiões administrativas disputarão a faixa do concurso que será realizado sábado (20), a partir das 20 horas, auditório do Centro Cultural do Taguaparque.

Nesta sexta-feira, (12), às 17h, no auditório do Centro Cultural do Taguaparque, elas farão o primeiro ensaio. As 30 candidatas irão vivenciar todo o glamour dos concursos de beleza e terão dicas de passarela com coreógrafo profissional. O evento foi iniciativa da fiscal de varrição, Fátima Dias, e conta com o apoio da Vice-Governadoria, do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU), das empresas Valor Ambiental e Sustentare, além de parceiros na área de eventos de beleza.

A idealizadora do evento conta que a iniciativa surgiu para resgatar a autoestima das garis. “Nosso intuito é valorizar essas mulheres que batalham dia a dia para levarem o sustento para suas famílias. Nada mais justo do que proporcionar um dia de beleza para essa classe tão importante para a sociedade”, ressaltou Fátima.

A primeira edição do Miss Gari DF foi realizada em 2015, em Ceilândia, e teve a participação de 12 candidatas. Desta vez, o evento teve a inscrição de mais de 120 coletoras da limpeza urbana do Distrito Federal.

Terceira edição concurso Miss Gari DF

Dias de ensaio:

sexta-feira (12), às 17h, auditório do Centro Cultural do Taguaparque

sábado (13), às 17h, auditório do Centro Cultural do Taguaparque

dias 15, 16, 17,18, às 17h, auditório Stella Maris, Taguatinga Centro

sexta-feira (19), às 17h, no auditório do Centro Cultural do Taguaparque

 

Prova dos calçados

Dia 12, às 15h, no Taguatinga Shopping

Prova dos vestidos de gala

Dia 16, a partir das 15h, No Céu Noivas, Ceilândia Centro

 

Dia de beleza

20 de maio, a partir das 14h

Locais: Diana Moura, Taguatinga Norte e Embelleze do Gama e Esmalteria Nacional

 

Final do concurso 20 de maio

Local: auditório no auditório do Centro Cultural do Taguaparque.

Horário: a partir das 20 horas.

Entrada Franca

Apple não deve indenizar consumidora que esqueceu sua própria senha de acesso

0

Sentença do 1º Juizado Especial Cível de Brasília julgou improcedentes os pedidos feitos por uma consumidora contra a Apple Computer Brasil. A parte autora pretendia que a empresa requerida fosse condenada a pagar-lhe indenização por danos materiais, no valor de R$ 949,00, bem como reparação por danos morais.

Para tanto, a autora contou que em outubro do ano passado, ao atualizar seu aparelho iPhone 5, ocorreu um bloqueio do sistema “causando uma pane”. Assim, entrou em contato com a assistência técnica, a qual solicitou a senha do “iCloud”, sistema que armazena, online, todos os arquivos dos aparelhos da marca. No entanto, a autora informou que esqueceu sua senha e solicitou à requerida uma chave de acesso, a qual não lhe foi enviada. Noticiou, por último, que precisou adquirir um novo aparelho iPhone, no valor de R$ 949,00 para que pudesse ter acesso às suas fotos, contatos e informações pessoais armazenadas no sistema da requerida.

Não houve controvérsia acerca da necessidade de senha para acesso aos dados e informações armazenados pela autora. O cerne da questão, para o julgamento do caso, consistiu na apuração de eventual responsabilidade da parte requerida, bem como a existência de dano moral. Em análise às alegações das partes, o juiz entendeu que a autora não tinha razão no caso. Isso porque a requerida, conforme afirmado na peça de defesa, não possui responsabilidade por definir a senha de acesso ou as informações prestadas pelo usuário.

O juiz não considerou ser possível imputar à empresa a responsabilidade por viabilizar o acesso às informações dos usuários quando eles próprios não se atentam para guardar as próprias senhas. “Considero bastante aceitável a alegação da requerida no sentido de que informações sigilosas, fotos íntimas, dados bancários ou dados pessoais são armazenados e, por esse motivo, não cabe à requerida, por questões de segurança, franquear o acesso irrestrito ao usuário que não guardou sua senha de acesso”.

Assim, não vislumbrando qualquer conduta ilícita da parte requerida, o magistrado concluiu que eram descabidos os pedidos de indenização. Cabe recurso da sentença.

Desafios da segurança pública são debatidos na Câmara Legislativa

0
Secretário de Segurança apresentou indicadores da área. Foto Carlos Gandra

Os desafios da segurança pública no Distrito Federal foram debatidos na noite desta quinta-feira (11), na Câmara Legislativa. O tema reuniu no auditório da Casa deputados, representantes do governo, de conselhos de segurança e das polícias civil e militar, entre outros interessados no assunto. Para facilitar o acesso ao local, foi liberado o estacionamento na garagem do prédio.

Ao dar as boas vindas aos presentes, o presidente da Casa, deputado Joe Valle (PDT), anunciou que o tema será aprofundado em seminário a ser organizado na CLDF. “Então será possível discutirmos uma política de longa duração para a área”, afirmou.

Os deputados Wellington Luiz (PMDB) e Cláudio Abrantes (Rede), oriundos da Polícia Civil, elogiaram a iniciativa e apontaram a segurança pública como um dos “maiores problemas” do DF. “Precisamos avançar muito para oferecer um serviço de qualidade para a sociedade”, resumiu Abrantes.

Indicadores

“A segurança pública é um assunto muito complexo, que envolve muito mais do que a polícia”, disse o secretário de Segurança Pública e Paz Social do GDF, Edval de Oliveira Novaes Júnior. Para o gestor, a questão envolve outras áreas, como educação, emprego e geração de renda. “Geralmente, nos países mais seguros, não se vê tanto policiamento”, afirmou.

O secretário apontou alguns indicadores positivos relativos à segurança no DF. Segundo ele, no último mês de abril, o número de homicídios foi 33,3% menor do que no mesmo período do ano passado, caindo de 54 para 36 casos. Com relação aos registros de latrocínio, os números caíram de seis em abril de 2016, para dois no último mês.

O debate continua com apresentações do diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal, Eric Seba de Castro; do comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal, Coronel Marco Antônio Nunes de Oliveira, e do subsecretário do Sistema Penitenciário do Distrito Federal, Osmar Mendonça de Souza.

Casa aberta

A discussão faz parte da programação do projeto “Diálogos Inspiradores”, fórum promovido pelo Legislativo local tendo como tema central: “Brasília, a cidade que queremos”. Em sua segunda edição, o debate está sendo mediado pelo jornalista Estevão Damázio.

Os “Diálogos Inspiradores” integram um projeto mais amplo, o “Câmara Com Vida”. O objetivo é estreitar a relação do Legislativo local com a população do DF a partir de iniciativas culturais e debates sobre temas de relevância para a cidade.

Site oferece mais de 22 mil bolsas de estudo no Distrito Federal

0

Campanha de matrícula antecipada do Quero Bolsa concede descontos de até 80%

Estão abertas as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. Muitos jovens se preparam para essa prova com o objetivo de conquistar uma vaga em uma concorrida faculdade pública ou ainda obter desconto nas particulares. Outra maneira de alcançar o sonho de ingressar na faculdade com uma mensalidade que caiba no bolso é por meio do Quero Bolsa (www.querobolsa.com.br), site que oferece bolsas de estudos em mais de 1000 faculdades de todo o País.

Com mais de 22 mil bolsas de estudos disponíveis no Distrito Federal (DF) para o segundo semestre de 2017, o site já deu início à campanha de Matrícula Antecipada. O candidato a uma vaga a cursos de graduação, pós-graduação e ensino a distância (EAD) pode conseguir até 80% de desconto.

Mais de 150 mil alunos já entraram na faculdade com a ajuda do Quero Bolsa, desde a sua criação em 2012. E ainda, somente neste ano, mais de 60 mil estudantes se matricularam em faculdades com descontos obtidos por meio desta plataforma.

Os interessados em conseguir a Matrícula Antecipada precisam apenas realizar a inscrição para o curso e a faculdade de interesse no site www.querobolsa.com.br até 30 de junho e pagar a pré-matrícula para garantir o benefício. O período de matrículas pode variar de faculdade para faculdade. Por isso, é importante estar atento às regras da instituição de interesse.

Basta comparecer à instituição de ensino escolhida para dar continuidade ao processo de matrícula. Não é preciso comprovar renda ou ter feito a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O site também permite aos candidatos consultar instituições e cursos selecionados na região, além de comparar preços, além de dar dicas variadas sobre educação. As bolsas de estudo disponibilizadas no Estado são para 55 faculdades parceiras, dentre elas UDF, UNIP, UNIPLAN, UNIEURO e ICESP.

Mais informações por meio da central de atendimento do Quero Bolsa no telefone 0800 666 1010, de segunda a sexta-feira, entre 9h e 23h ou acesse o site do Quero Bolsa.

Izalci Lucas apresenta o projeto Todos Pelo DF ao prefeito João Dória

0

O deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF) esteve nessa quarta-feira (10), em São Paulo, para conversar com o prefeito de São Paulo, João Doria, sobre políticas públicas que estão dando certo nestes primeiros meses na cidade de São Paulo.

Na ocasião, o deputado Izalci Lucas falou sobre o projeto TODOS PELO DF e mostrou a necessidade de debater gestão e planejamento com os moradores.

“É a comunidade que sabe o que está acontecendo na cidade. As prioridades só podem ser definidas depois de ouvir a população. O gestor que não entender isso está fadado ao fracasso”, disse Izalci.

Izalci aproveitou a ida a São Paulo e também teve um encontro com o governador Geraldo Alckmin.

Constantino: veredicto do júri do ex-proprietário da Gol só deve sair na sexta

0

O julgamento pelo Tribunal do Júri de Taguatinga do ex-proprietário da Gol Linhas Aéreas Ltda, Nenê Constantino de Oliveira, e mais quatro réus, acusados pelos crimes de homicídio qualificado e oferecimento de vantagem à testemunha, já dura três dias e o veredicto só deve ser conhecido nesta sexta-feira (12).

O júri teve início na segunda-feira (08), às 9h. No primeiro dia a sessão se estendeu até 1h30 da madrugada, quando foram ouvidas seis testemunhas, das 31 arroladas inicialmente. No segundo dia de julgamento, iniciado por volta das 10h30 da terça-feira (09), o juiz-presidente da sessão abriu os trabalhos ouvindo a última testemunha que faltava e, em seguida, procedeu ao interrogatório dos cinco réus.

Nesta quarta, terceiro dia de trabalhos, abriu-se a fase dos debates entre acusação e defesa. A sessão foi retomada às 10h30, com prazo de 6 horas e 15 minutos para o MPDFT expor a tese acusatória. Houve intervalo para almoço e, às 18h, o promotor encerrou sua sustentação oral. Depois de mais um intervalo de 40 minutos, às 18h55, os trabalhos recomeçaram com a sustentação oral da defesa, que terá o mesmo tempo dado à acusação. Encerrado os debates, acusação e defesa ainda terão mais 4 horas, cada, para réplica e tréplica. O juiz decidirá o horário em que suspenderá os trabalhos desta quarta-feira, de acordo com a disposição dos jurados e demais participantes do julgamento.

O processo está em Segredo de Justiça, mas a sessão de julgamento não, sendo permitida a entrada de jornalistas ao Plenário do Júri. Não estão liberadas gravações audiovisuais nem acesso de equipamentos de captação de som e de imagem. Celulares e laptops deverão ser usados no modo silencioso, respeitando as restrições citadas anteriormente.

Sistema Corumbá 4 vai ampliar em 70% a capacidade de abastecimento do DF

0

As obras, que estão 65% executadas, serão retomadas. O anúncio foi feito pelo governador Rollemberg, na manhã desta quinta-feira (11), na Estação de Tratamento de Água de Valparaíso, em Goiás. O anúncio contou com a presença do ministro das Cidades, Bruno Araújo, e do governador de Goiás, Marconi Perillo

As obras do Sistema Produtor Corumbá 4, que estão 65% executadas, serão retomadas. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira (11), na Estação de Tratamento de Água de Valparaíso, em Goiás. A previsão para início no fornecimento de água é para o fim de 2018.

Trata-se de projeto estratégico para assegurar o provimento de água para as gerações futuras. Com fornecimento de até 5,6 mil litros por segundo, a obra vai ampliar em 70% a capacidade de abastecimento do Distrito Federal e desafogar o Sistema Produtor do Descoberto.

“Esta obra vai dar tranquilidade para a população pelos próximos 20 ou 30 anos”, disse o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

O chefe do Executivo local chamou a atenção para o fato de, antes de 2015, o DF não ter investido em captação de água por 16 anos. “Registro que o ex-governador Joaquim Roriz foi quem teve a visão de construir o lago Corumbá 4”, destacou.

Ele acrescentou que, no entanto, a concretização da obra não seria possível sem os investimentos que estão sendo feitos desde o início de 2015 na construção da elevatória, das adutoras e da estação de captação e tratamento de água. “Uma obra desse porte só seria possível com a união de Goiás, do DF e do governo federal.”

 

Corumbá 4 vai beneficiar 1,3 milhão de pessoas

Cerca de 1,3 milhão de pessoas serão beneficiadas. No DF, moradores do Gama, de Santa Maria e do Recanto das Emas serão atendidos pelo novo sistema. No estado vizinho, o público abastecido será da Cidade Ocidental, de Luziânia, do Novo Gama e de Valparaíso.

O anúncio contou com a presença do ministro das Cidades, Bruno Araújo; do governador de Goiás, Marconi Perillo; do secretário nacional de Saneamento Básico, Olavo de Andrade; e dos presidentes da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), Maurício Luduvice, e da Saneamento de Goiás (Saneago), Jalles Fontoura.

Para o ministro, houve um encontro do bom senso dos governos para garantir a segurança hídrica para a população. O chefe do Executivo de Goiás disse que a retomada das obras em 2015 ocorreu por causa da “sensibilidade do governador Rodrigo Rollemberg, que conseguiu com o Banco do Brasil financiamento de R$ 500 milhões”. Parte desse recurso foi destinado para as obras de captação de água.

Responsabilidades e custos de cada unidade federativa no Sistema Produtor Corumbá 4

O projeto é conjunto dos governos do Distrito Federal e de Goiás e executado por meio do Consórcio Corumbá — Saneamento de Goiás S.A. (Saneago) e Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb).

Compete à Saneago a captação hídrica e a construção de 12,7 quilômetros da adutora. Outros 15,3 quilômetros são de responsabilidade da Caesb, assim como a estação de tratamento.

O sistema envolve a captação de água do Lago de Corumbá, que será encaminhada para tratamento em Valparaíso (GO). Depois, a água será bombeada para o DF e o Entorno. O orçamento é de R$ 540 milhões, divididos de forma igualitária.

 

Andamento das obras do Sistema Produtor Corumbá 4

A fase de licitação começou em 2009, e os trabalhos, dois anos depois. Em 2013, a gestão passada paralisou a obra. Logo no início de 2015, o consórcio recebeu recursos federais e retomou o serviço.

Em setembro de 2016, as intervenções na parte goiana foram paralisadas após recomendação do Ministério Público Federal para suspender repasse de recursos do Ministério das Cidades durante investigação de supostos desvios de dinheiro.

Na parte do Distrito Federal, as intervenções continuaram nesse período.

 

Outras obras para melhorar a captação de água no DF

A Enfil S.A Controle Ambiental já atua na montagem do equipamento da estação de tratamento de água do Subsistema do Lago Norte, onde será feita a captação emergencial de água no Lago Paranoá. As intervenções no local vão começar nos próximos dias.

Serão captados 700 litros de água por segundo para desafogar o Sistema Produtor do Descoberto. O valor da obra ficou em R$ 42 milhões, 15% abaixo do inicialmente estimado, que era de R$ 49.437.958.

O prazo para entrega é de oito meses, segundo o certame vencido pela empresa, mas a expectativa é que a obra esteja concluída em setembro.

As obras do Subsistema do Bananal, no Parque Nacional de Brasília, estão 19% executadas. A projeção é beneficiar cerca de 170 mil habitantes, com investimento de R$ 20 milhões.

O subsistema se integra ao Santa Maria-Torto para reforçar o abastecimento em 11 regiões administrativas. As intervenções da primeira grande obra de captação de água no DF desde a Bacia do Pipiripau, há 16 anos, começaram em novembro de 2016.

A água será captada do Ribeirão Bananal e injetada na tubulação adutora que conduz água do Lago de Santa Maria à Estação de Tratamento de Água de Brasília.

A Caesb tem também um projeto, já licitado, para captar, armazenar, tratar e distribuir água do Lago Paranoá. As obras aguardam apenas a liberação de recursos federais (cerca de R$ 480 milhões).

Pelos próximos 40 anos, serão atendidas 600 mil pessoas no Paranoá, no Lago Oeste, no Tororó, nos Condomínios Jardim ABC, Jardim Botânico e Alphaville e em Sobradinho.

CPI da Saúde da Câmara Legislativa aprova relatório final sem indiciamentos

0

 

 

 

Após muita discussão, foi aprovado nesta quinta-feira (11) o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde da Câmara Legislativa. Sem acordo entre os integrantes da CPI, o relatório parcial elaborado pelo deputado Wasny de Roure (PT) foi excluído do texto do relator, deputado Lira (PHS). O documento aprovado recebeu votos favoráveis de Juarezão (PSB), Agaciel Maia (PR) e Luzia de Paula (PSB), além do próprio autor. Votaram contra o texto os deputados Wellington Luiz (PMDB), Robério Negreiros (PSDB) e Wasny de Roure.

Presidente da CPI, Wellington Luiz declarou-se “envergonhado” com o resultado final das investigações. “Temos que assumir que terminou em pizza. É uma vergonha para esta Casa”, reclamou. A posição dos deputados vencidos foi expressa em um voto em separado que, embora não tenha sido votado, será também encaminhado ao Ministério Público junto com o relatório final aprovado.

Logo no início da reunião, o deputado Lira foi à tribuna para apresentar esclarecimentos sobre seu relatório que, em sua opinião, foi mal compreendido. “Não houve indiciamento de ninguém simplesmente porque não foram encontradas provas”, disse o relator sobre as críticas de que teria elaborado um relatório inócuo. Lira também justificou a ausência de menção à operação Drácon, da Polícia Civil do DF, que investiga a participação de distritais em suposto esquema de corrupção que teria beneficiado empresas prestadoras de serviço de UTI: “Os deputados investigados não constam no relatório porque não tivemos acesso ao teor das investigações, que correm em segredo de justiça”. E completou: “Não posso sugerir indiciamentos com base em notícias de jornal”.

 

Relator diz que sub-relatório foi um erro

O relator também observou que a inclusão do sub-relatório do deputado Wasny de Roure ao seu parecer foi um erro. “Confesso que errei ao incorporar o texto ao meu relatório, pois o sub-relatório do deputado Wasny é tendencioso. O que ele tenta fazer é colocar na conta deste governo todas as mazelas da Saúde”, disse. Em seguida, Lira apresentou uma série de modificações em seu parecer, em especial a exclusão do nome do vice-governador do DF, Renato Santana, das investigações. “O depoimento do vice-governador está relacionado com empresas de eventos, o que não se enquadra no escopo das investigações desta CPI. Renato Santana foi vítima de um complô preparado por Marli Rodrigues”, justificou. A participação da presidente do Sindsaúde-DF na CPI foi criticada pelo relator. “Marli Rodrigues veio a esta CPI e não falou coisa com coisa, não apresentou nenhum fato concreto. Seu objetivo era, na verdade, atrapalhar as investigações”, apontou.

O deputado Wasny de Roure, por sua vez, atacou duramente o relatório de Lira. “Recebi as alterações do relator somente hoje pela manhã. Me parece que o assessor que redigiu esse texto não leu os documentos. Foram suprimidas partes essenciais que pedem aos órgãos competentes que façam investigações. Pedi, por exemplo, que se investigue o descredenciamento do SAMU no DF junto ao Governo Federal, mas o relator resolveu suprimir. Esse relatório é um absurdo, uma aberração”, protestou. Wasny também reclamou da retirada do nome do vice-governador do relatório final da CPI. “O relator retira o nome do vice-governador, mas mantém o nome de seu assessor Valdeci Marques de Medeiros. Ora, então é o assessor que vai levar toda a culpa?”, questionou.

Sobre a exclusão da operação Drácon do relatório, Wasny também discordou do posicionamento de Lira.”Tudo se iniciou com a denúncia de uma parlamentar desta Casa, que à época era inclusive vice-presidente. Posteriormente, decisão judicial afastou os integrantes da Mesa Diretora de seus cargos. Sempre defendi que os deputados envolvidos fossem ouvidos pela CPI, mas isso não ocorreu”, afirmou.

O deputado Robério Negreiros se somou a Wasny nas críticas ao relatório final. “Comecei a ler esse relatório e parei na metade. É um texto desconexo, pífio e vergonhoso. O relator, que foi quem sugeriu a criação da CPI, demonstrou comprometimento com as investigações quando perdeu cargos indicados na Administração de São Sebastião, mas quando esses cargos lhe foram restituídos, seu afã investigatório arrefeceu-se”, criticou. E emendou: “O que o relator está nos oferecendo não é uma pizza, mas sim um calzone, que é uma pizza fechada e robusta”.

O deputado Lira voltou à tribuna para responder as críticas recebidas dos colegas. “O deputado Robério Negreiros foi um dos que mais faltou às reuniões da CPI, mas agora quer posar de bom moço para a sociedade”, atacou. E disse ainda: “O deputado Wasny de Roure é mestre em apontar erros, mas se esquece de que prejudica pessoas que sofrem chacotas por terem seus nomes citados na CPI sem provas”.

Lira afirmou também que “não incriminamos ninguém, mas apresentamos sugestões que vão ajudar o governo a resolver de vez a situação da saúde como um todo”. Ao final da reunião, ele fez um desabafo: “Nunca mais quero saber de CPI”.

Processo contra Sandra Faraj segue para Comissão de Ética da Câmara

0

O corregedor da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Juarezão (PSB), protocolou na Comissão de Ética da Casa, na tarde desta quinta-feira (11), relatório de 27 páginas sobre o processo contra a deputada Sandra Faraj (SD). A distrital é acusada de ter desviado R$ 150 mil de verba indenizatória. Juarezão ressaltou que seu parecer é opinativo e disse acreditar que a comissão terá mais tempo e condições para apurar a situação.

“Um lado diz que pagou, outro diz que não recebeu, e há ainda a história de ter uma nota fiscal falsificada”, explicou o corregedor ao entregar seu parecer. A denúncia contra Sandra Faraj foi feita no começo de fevereiro por sócio da Agência de Tecnologia e Comunicação Netpub, Filipe Nogueira Coimbra, quem alega que a parlamentar, apesar de ter recebido os recursos do Legislativo local, não teria repassado os valores referentes à prestação de serviços pela empresa. “É preciso esclarecer isso”, concluiu Juarezão.

O presidente da Comissão de Ética da Câmara Legislativa, deputado Ricardo Vale (PT), garantiu que será dada urgência à análise do parecer da corregedoria. O colegiado já tem uma reunião marcada para o próximo 24 de maio, mas o petista vai avaliar junto aos demais integrantes a possibilidade de se reunirem, extraordinariamente, antes. Somente após a apreciação do relatório de Juarezão pela comissão, é que será decidido se o processo terá continuidade ou não.

Caso tenha prosseguimento, será sorteado o relator da matéria na Comissão de Ética, e Sandra Faraj será notificada – tendo 30 dias para apresentar sua defesa. Após isso, o colegiado terá 30 dias – prorrogáveis por igual período – para apresentar seu relatório. Nesse período, como apontou Ricardo Vale, poderão ser feitas diligências e oitivas.

O presidente da Comissão de Ética adiantou que, em sua opinião, a denúncia deverá ser investigada. “As coisas não estão claras, e é importante lembrar que investigar não é condenar”, ponderou.

 

Assessoria de Sandra Faraj divulga nota a imprensa

A deputada Sandra Faraj recebeu com naturalidade o parecer do corregedor. Ela considera, porém, que o processo contém todos os elementos necessários ao arquivamento do caso, pois não resta mais dúvida de que a deputada é vítima de uma armação orquestrada por funcionários demitidos de seu gabinete. Isso será cabalmente demonstrado aos demais membros do Conselho de Ética da Câmara Legislativa.