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Vandalismo e confusão marcam protesto; prédios da Esplanada são evacuados

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Vandalismo e confronto entre a polícia e manifestantes são registrados em protesto de partidos de esquerda e entidades sindicais, nesta quarta-feira (24). A PM atirou balas de borracha e gás lacrimogênio, enquanto manifestantes atiravam pedras e tentavam avançar em direção ao Congresso. Quatro foram detidos e uma pessoa ficou ferida por arma de fogo, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.

Os manifestantes pedem a renúncia do presidente Michel Temer e criticam as reformas trabalhista e da Previdência. Às 15h50, havia cerca de 35 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios, segundo a PM. A organização do protesto não informou o número.

Vários atos de vandalismo foram registrados ao longo da via. Houve incêndio no Ministério da Agricultura, e equipes do Corpo de Bombeiros estavam no local por volta das 16h.

Também foram danificados os prédios da Fazenda, Minas e Energia, Planejamento e Turismo, além do Museu da República e Catedral Metropolitana. Fachadas foram pichadas com palavras de ordem como “fora, Temer” e “diretas já”. Grupos também quebraram vidraças e refletores. Pastas e documentos foram retirados dos ministérios da Cultura e do Meio Ambiente, que dividem o mesmo prédio.

Servidores dos ministérios receberam ordens de evacuar os prédios por volta das 15h30.

A confusão começou por volta das 14h, quando ativistas de rostos cobertos tentaram furar o cordão de revista policial, montado pela PM entre a rodoviária do Plano Piloto e a Esplanada dos Ministérios. Houve corre-corre, e os manifestantes conseguiram furar o bloqueio, entrando na área da manifestação com hastes de bandeiras, materiais explosivos e perfurantes. Segundo Polícia Militar, grupos levavam estilingues para atirar pedras contra policiais.

Cerca de 25 mil manifestantes marcham em Brasília por eleições diretas

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Vindas de diversas partes do país, cerca de 25 mil pessoas, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, marcham na manhã desta quarta-feira (24) pelo centro de Brasília.

Os manifestantes protestam contra as reformas da Previdência, trabalhista, pedem a saída do presidente Michel Temer e eleições diretas.

A estimativa da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), algumas das entidades organizadoras do ato, é de que 100 mil pessoas participem do ato.

Convocada pelas centrais sindicais, a marcha chamada de Ocupa Brasília teve concentração no estacionamento do estádio Mané Garrincha, onde também estão os cerca de 3,5 mil ônibus que trouxeram os manifestantes para a capital.

Neste momento, carros de som e manifestantes com faixas contrárias às reformas se deslocam pelo eixo Rodoviário em direção ao Congresso Nacional.

Segurança

Cerca de 1,5 mil profissionais da Polícia Civil, Militar e do Corpo de Bombeiros integrarão o esquema de segurança durante a manifestação.

Dentros das normas de segurança, os manifestantes não poderão levar hastes de bandeiras, garrafas de vidros, madeiras e objetos cortantes e/ou perfurantes. Também estão previstas revistas pessoais, que serão feitas em áreas próximas aos ministérios e à Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, que fica na entrada da Esplanada dos Ministérios.

A circulação de veículos na Esplanada dos Ministérios está fechada desde a meia-noite. E vias paralelas à região também foram interditadas. Com isso, o trânsito no local é intenso.

OS ATAQUES CIBERNÉTICOS E A CONFRARIA 0DAY

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Em sua 19a edição, a Confraria discute a epidemia global de Ransomwares , o “WannaCry” e a “RansomFree“, aclamada e nova ferramenta anti-software desenhada por ex-militares.

No dia 12 de maio (sexta-feira), ao menos 200 mil vítimas foram afetadas, em 150 países, pelo WannaCry (Quero Chorar em tradução livre), um gigantesco ataque cibernético, um ransomware, espécie de vírus que, depois de instalado, sequestra e bloqueia o acesso a arquivos do computador até que um resgate seja pago.

A extensão dos impactos ainda está sendo avaliados por especialistas em segurança, governos e empresas ao redor do mundo. O ataque se aproveitou de uma falha do sistema operacional Windows, que já havia sido corrigida no dia 14 de março. Uma das grandes causas para a rápida disseminação, segundo especialistas, foi que muitos computadores não estavam atualizados e se tornaram alvo do programa malicioso.

E o tema não poderia deixar de ser objeto de discussão da 19a edição da Confraria 0Day, um encontro que reúne, mensalmente, profissionais e entusiastas em segurança da informação e cibernética para trocarem conhecimento e experiências em um ambiente descontraído. A entrada é gratuita.

A confraria 0day foi criada em 2014 por Leandro Malaquias. Em cada encontro dois palestrantes apresentam (30 a 40 minutos cada) temas relativos aos domínios da segurança da informação, sem vínculo a fabricantes e/ou produtos.

Todos podem se candidatar a palestrar, não existe pré-requisito, basta apresentar um tema que acredite ser interessante e que tenha domínio suficiente para pelo menos despertar o interesse dos ouvintes a buscarem mais informações sobre o assunto.

Em 2016 duas empresas (Checkpoint e NTSec) gostaram do projeto e desde então se toraram patrocinadores, o que tem contribuído para a vinda de Palestrantes renomados de varias Regiões do Brasil.

Na palestra que será realizada amanhã, 25 de maio, a discussão será sobre a epidemia global de Ransomwares e abordara a ferramenta desenhada por ex-militares que pode facilmente subverter os efeitos do ataque mundial.

Atualmente, os encontros da Confraria acontecem toda última quinta feira do mês, a partir das 19 horas, no Bar Carcassone na CLN 203 norte, onde os participantes tem a oportunidade de estar num ambiente descontraído, com clima de happy hour e, tomando uma boa cerveja, apreciar as palestras, trocar ideias e fazer novos contatos e amigos.

Mais informações sobre temas e palestrantes podem ser encontradas no site: www.confraria0day.com.br.

Cooperação estratégica: modelo de relacionamento com clientes da BRBCARD

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Por Humberto Augusto Coelho

O mercado competitivo tem levado as empresas a intensificar suas habilidades e competências, encontrando muitas vezes nas alianças estratégicas a forma mais eficiente de alavancar resultados.

A cada dia, inúmeras parcerias são formadas por empresas que buscam expandir e desenvolver seus negócios. Elas se apresentam de diferentes formas, tais como cooperação informal, contratos formais, alianças de capital (investimentos minoritários, joint ventures e consórcios) e as redes estratégicas (envolvendo várias empresas).

Os benefícios da colaboração podem ser observados, de forma não exaustiva, na redução dos custos, acesso ao conhecimento, distribuição do risco, desenvolvimento de competências em gestão de redes e parcerias, fidelização de clientes por meio de redes de cooperação e alavancagem dos investimentos.

Nas alianças de cooperação informal, as empresas trabalham em conjunto, sem um vínculo contratual, onde os compromissos mútuos são definidos entre as partes e o controle está nas mãos de cada empresa, atuando separadamente.

As alianças de cooperação formal são utilizadas quando as empresas desejam assumir compromissos expressos contratualmente, podendo envolver a divisão de atribuições, riscos e benefícios futuros. Os contratos firmados nestas alianças geralmente são estabelecidos com o intuito de alavancar os resultados e potencializar as ações negociais das empresas. As alianças bem sucedidas são tipicamente caracterizadas por elevados níveis de confiança, de flexibilidade e de comprometimento, o que possibilita o surgimento de um processo de aprendizado cíclico.

A BRBCARD é uma Companhia integrante do conglomerado do BRB – Banco de Brasília S/A, sendo responsável pela liquidação financeira dos arranjos de pagamento que participa.

Trata-se de uma companhia genuinamente brasiliense, que valoriza sua regionalidade, mantendo-se atenta às necessidades de seus clientes e do mercado de meios eletrônicos de pagamentos, atuando com um portfólio diversificado de produtos, que inclui cartões de crédito, débito, múltiplos e pré-pagos.

Os canais de vendas da BRBCARD estão consignados nas agências do BRB, na Central de Vendas e nas ações dos promotores comerciais.

Visando o incremento no faturamento, a BRBCARD desenvolveu um modelo de parceria estratégica com o objetivo de alavancar os resultados, dar visibilidade à marca e ampliar a carteira de clientes.

Modelo de parceria realizado entre BRBCARD e ABRASEL-DF

A ideia é permitir que empresas e instituições de diversos segmentos, tais como associações, sindicatos, faculdades, entre outros, bem como vendedores autônomos (pessoa física), comercializem os cartões BRBCARD, puro crédito, podendo ainda agregar mais valor aos produtos com novos benefícios para os clientes.

A modalidade de vendas porta em porta é a forma mais antiga de comercialização que existe, e sempre apresentou grande efetividade, tanto por sua proximidade com o cliente quanto por seu baixo custo.

A BRBCARD promoverá eventos e fóruns de discussão com o intuito de apresentar o modelo de parceria aos empresários e demonstrar que a relação trará retorno para ambas às partes, uma vez que os clientes BRBCARD serão incentivados a frequentar os estabelecimentos mediante os benefícios a serem ofertados. Além de comercializar os produtos e serem remunerados pela produção de cartões ativados, as empresas poderão oferecer descontos exclusivos para os clientes BRBCARD. Em contrapartida, a BRBCARD oferecerá a divulgação da parceria e promoção acordada com cada empresa, para toda a base de clientes, estampando suas marcas como parceiras da BRBCARD e dando visibilidade aos benefícios exclusivos ofertados pelos participantes.

O modelo de compartilhamento de serviços e as alianças de cooperação formam um novo conceito de relacionamento com os clientes, trazendo maior sinergia na cadeia de valores.


  • Humberto Augusto Coelho é diretor de Tecnologia, Canais e Projetos da BRBCARD.

Ocupa Brasília: 1,5 mil profissionais atuarão no esquema de segurança

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Cerca de 1,5 mil profissionais integrarão hoje (24) o esquema de segurança durante a manifestação Ocupa Brasília, organizada por centrais sindicais.

As organizações protestam contra as reformas trabalhista, previdenciária e contra o governo do presidente Michel Temer. Eles também reivindicam eleições diretas. Os grupos estão concentrados no Estádio Mané Garrincha desde as 10h e devem seguir rumo ao Congresso Nacional a partir de meio-dia.

O esquema de segurança abrangerá 1,4 mil agentes da Polícia Militar e 100 policiais civis. As corporações também contarão com a atuação do Corpo de Bombeiros.

Os manifestantes não poderão levar hastes de bandeiras, garrafas de vidros, madeiras e objetos cortantes e/ou perfurantes. Também estão previstas revistas pessoais, que serão feitas em áreas próximas aos ministérios e à Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, as vias S1 e N1 estão fechadas no trecho que liga a Rodoviária do Plano Piloto à Avenida L4 Sul. Os acessos dos ministérios e das vias L2 Sul e Norte à Esplanada também serão impedidos.

A estimativa da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) é de que 100 mil pessoas participem do ato.

Filippelli e Mabel, assessores de Temer, deixam o Palácio do Planalto

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O Diário Oficial da União de hoje (24) traz a exoneração de Tadeu Filippelli do cargo de assessor especial do Gabinete Pessoal do presidente Michel Temer. Investigado por fraudes nas licitações das obras de reconstrução do Estádio Nacional Mané Garrincha, o ex-vice-governador do Distrito Federal foi preso ontem (23) pela Polícia Federal na Operação Paratenaico.

Na noite de ontem, um outro assessor direto de Temer, Sandro Mabel, também pediu para deixar o cargo. O pedido já foi aceito pelo presidente.

Com a saída de Mabel e de Filippelli, chega a quatro o número de assessores presidenciais que deixaram o posto, desde o final do ano passado. Além deles, José Yunes e Rodrigo Rocha Loures deixaram o Palácio do Planalto.

Em carta enviada a Temer, Mabel diz que deixa o cargo por motivos familiares e de negócios, conforme planos já informados ao presidente em dezembro do ano passado. “No início de dezembro passado expliquei que precisava voltar pra casa como havia prometido à minha mulher e aos meus filhos, mas atendi a seu pedido para que ficasse mais 120 dias. Novamente em fevereiro lhe reafirmei a minha necessidade de realmente retornar à minha casa e reassumir meus negócios”, diz Mabel.

Na semana passada, o Ministério Público Federal em Goiás requisitou à Polícia Federal a instauração de inquérito contra Sandro Mabel, para apurar supostos ilícitos ocorridos em 2010, envolvendo ex-executivos da construtora Odebrecht. Conforme investigação no âmbito da Operação Lava Jato, ex-executivos da construtora relataram pagamentos feitos, supostamente para doação de campanha, a Mabel, que à época concorria a uma vaga de deputado federal.

Ainda segundo o MPF, o valor teria sido de R$ 100 mil, pagos por meio de recursos não contabilizados, mas registrados no sistema informatizado da construtora que registrava pagamentos ilegais. Os ex-executivos da Odebrecht informaram ainda que Mabel teria recebido mais R$ 140 mil naquele mesmo ano.

Mané Garrincha

Tadeu Filippelli é investigado pelos crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro e ainda de associação criminosa. De acordo com a investigação, ele é suspeito de ter sido beneficiado com o superfaturamento das obras do estádio.

Segundo o juiz do Tribunal Regional Federal da 1ª Região Vallisney de Souza Oliveira, que autorizou a prisão, o assessor fez diversos pedidos de propina para a Andrade Gutierrez. Tendo por base informações obtidas na PF, o juiz diz que a reforma do estádio causou um prejuízo de R$ 1,3 bilhão à Terracap, empresa pública do Governo do Distrito Federal (GDF), cujo capital é formado da seguinte forma: 51% do GDF e 49% da União.

Vallisney de Souza disse também que a licitação foi executada e concluída sem que os órgãos competentes tivessem realizado ao menos um estudo de viabilidade econômica.

O próprio Tribunal de Contas do Distrito Federal e Territórios (TCDFT) já havia constatado um superfaturamento de cerca de R$ 900 milhões, em valores atualizados. A reconstrução do Mané Garrincha foi estimada inicialmente em R$ 690 milhões, mas acabou custando cerca de R$ 1,5 bilhão, o que fez com que o estádio se tornasse o mais caro entre os 12 que receberam os jogos da Copa do Mundo de 2014.

Além de Filippelli, foram presos ontem, na mesma operação da PF, os ex-governadores Agnelo Queiroz e José Roberto Arruda. Eles estão carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde ficarão detidos por cinco dias – prazo da prisão temporária que pode ser renovado por mais cinco.

Exibição do projeto “Grande Othelo – O maior ator do Brasil” tem o apoio do BRB

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A partir de hoje (24) até o dia 4 de junho, será exibido nas salas de cinema do shopping Liberty Mall, o projeto “Grande Othelo – O maior ator do Brasil”. Trata-se de mostra de cinema sobre a obra do Grande Othelo e da história do cinema brasileiro.
“Este projeto faz parte do Programa BRB de Patrocínios Culturais. É um evento que promove a democratização do acesso à cultura e destina-se a toda a população, em especial, estudantes universitários de cinema e das artes visuais, profissionais de cinema e de jornalismo e apreciadores do artista”, pontuou o superintendente de marketing do BRB, Wesley Cavalari.
Durante os 12 dias de evento serão exibidos 29 filmes; programa denominado Master Class, de extensão em educação para o cinema e formação de plateia, ministrada pelo pesquisador Sérgio Moriconi, gratuitamente, e com o tema “Grande Othelo: da comédia ao drama”; debates gratuitos, organizados pela curadoria da mostra e tendo como convidados um dos filhos de Grande Othelo, Mario Prata, que abordarão a carreira de Othelo e a história do cinema Brasileiro; aulas de cinema; dentre outras atividades.
A programação completa e mais informações podem ser consultadas na página oficial do Facebook Grande Othelo – O maior ator do Brasil, por meio do linkhttps://www.facebook.com/omaioratordobrasil/.

Serviço

Grande Othelo – O maior ator do Brasil
Data: 24/5 a 4/6
Local: CineCultura Liberty Mall
Ingressos: R$ 10 – inteira
Clientes e empregados BRB pagam meia entrada, mediante apresentação do cartão e/ou documento de identificação do funcionário.

Rollemberg e senadores debatem segurança em manifestação na Esplanada

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Na noite desta terça-feira (23), o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, recebeu um grupo de senadores no Palácio do Buriti para tratar da segurança na manifestação marcada para esta quarta-feira (24), na Esplanada dos Ministérios.

Participaram do encontro os senadores João Capiberibe (PSB-AP), Hélio José (PMDB-DF), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Lídice da Mata (PSB-BA), Humberto Costa (PT-PE), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Paulo Rocha (PT-PA).

Como prioridade, o governador e os parlamentares destacaram a importância de garantir o caráter pacífico do ato. Rollemberg reforçou que o governo está preparado para assegurar a tranquilidade durante a manifestação e que preza pela liberdade de expressão da sociedade, pela garantia do direito de ir e vir de todos os cidadãos e pela segurança do patrimônio público.

Pelo governo de Brasília, estavam presentes o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio; a procuradora-geral do DF, Paola Aires Corrêa Lima; e o secretário de Comunicação Institucional e Interação Social, Paulo Fona.

Candidatos têm até hoje para pagar a taxa de inscrição do Enem

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Hoje (24) é o último dia para que os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) paguem a taxa de inscrição. Somente após o pagamento, a inscrição é confirmada. O pagamento pode ser feito em qualquer agência bancária, casa lotérica ou agência dos Correios. Os candidatos devem estar atentos aos horários estabelecidos pelas instituições onde farão o pagamento.

Devem pagar a taxa aqueles que não se enquadraram nos critérios de isenção e que, na hora da inscrição tiveram um Guia de Recolhimento da União (GRU) gerado. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) alerta que não confirmará inscrições cujo pagamento tenha sido feito por meio de GRU gerada fora do Sistema de Inscrição, assim como não aceitará inscrições em valores diferentes de R$ 82.

As instituições bancárias pedem um prazo de até três dias úteis para a confirmação das inscrições. O Inep recomenda que todos os inscritos confirmem a situação na Página do Participante. Dúvidas podem ser solucionadas pelo telefone 0800 616161 ou pelas redes sociais do Inep.

Pagamentos

O preço da inscrição no Enem aumentou este ano – no ano passado, a taxa foi de R$ 68. Pelas regras do edital, estão isentos os estudantes de escolas públicas que concluirão o ensino médio este ano, os participantes de baixa renda que integram o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e os que se enquadram na Lei 12.799/2013 que, entre outros critérios, isenta de pagamento pessoas com renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio, ou seja, R$ 1.405,50.

Atualmente, os pagamentos cobrem cerca de 30% do custo do exame, o restante é pago pelo Inep. No ano passado, por exemplo, o custo, de R$ 91,49 por participante, foi R$ 23,49 acima do valor pago. A autarquia diz que, mesmo com a alta, a inscrição no Enem está abaixo da média dos vestibulares do país, que é R$ 140.

Enem

As provas serão aplicadas em dois domingos consecutivos, nos dias 5 e 12 de novembro. O resultado das provas poderá ser usado em processos seletivos para vagas no ensino público superior, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para bolsas de estudo em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento do Fies.

Até a última atualização do Inep, no último dia de inscrição, sexta-feira (19), às 15h, o exame tinha mais de 6,5 milhões de participantes. A expectativa da pasta é chegar a pelo menos 7 milhões de inscritos. O Inep divulgará o balanço completo no próximo dia 30.

Justiça bloqueia R$ 155 milhões de Agnelo, Arruda, Filippelli e mais 7 pessoas

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O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), autorizou o bloqueio de bens dos ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz, do ex-vice-governador na gestão de Agnelo, Tadeu Filippelli, e de mais sete pessoas, entre elas o dono da construtora Via Engenharia, Fernando Márcio Queiroz. Além das contas pessoais, a decisão também afeta os bens e ativos da construtora, que teve R$ 100 milhões bloqueados.

Arruda, Agnelo, Filippelli, Queiroz e mais seis pessoas foram alvo de dez mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça Federal, durante a Operação Panatenaico, um desdobramento da Operação Lava Jato. Todas são investigadas por supostas irregularidades na contratação de obras públicas como a reforma do Estádio Mané Garrincha, um dos palcos da Copa do Mundo de 2014, e suspeitas de fraudar as licitações relativas às obras de implementação do Sistema BRT Sul (obra de mobilidade urbana custeada com recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC) e os serviços urbanísticos no entorno do Estádio Mané Garrincha.

Segundo o juiz federal, há indícios, incluindo o balanço patrimonial da empresa pública Terracap, de que só a reconstrução do Mané Garrincha causou um prejuízo de R$ 1,3 bilhão aos cofres públicos.

Arruda, Agnelo e Márcio Queiroz tiveram R$ 10 milhões bloqueados, cada um. Do patrimônio do ex-vice-governador (e assessor especial do Palácio do Planalto exonerado logo após ser preso, esta manhã) Tadeu Filippelli, o juiz tornou indisponíveis R$ 6 milhões. Também foram bloqueados mais R$ 19,1 milhões de mais seis investigados, além dos R$ 100 milhões da Via Engenharia.

Em sua decisão, o juiz federal afirma haver inúmeras provas de que as supostas irregularidades cometidas pelo mesmo “grupo criminoso” não se limitam às obras de reconstrução do Estádio Mané Garrincha.

De acordo com os laudos da Polícia Federal, informações do MPF e depoimentos de três executivos da construtora Andrade Gutierrez que firmaram acordo de colaboração premiada após a construtora fechar um acordo de leniência com o MPF, o ex-governador Arruda foi quem tramou toda a fraude licitatória, tendo “inicialmente liderado a associação criminosa” e convencido outras construtoras interessadas a não participarem do processo licitatório que escolheu a empresa responsável por reformar o Estádio Mané Garrincha. Segundo o magistrado, Arruda agiu de forma a beneficiar as construtoras Via Engenharia e AG, em troca de propina.

As investigações apontam que, após ser preso na Operação Caixa de Pandora, em 2009, Arruda deixou de receber parte do valor da propina acertada com as empresas participantes do suposto esquema criminoso. Só em 2013, já em liberdade, o ex-governador teria, segundo o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, voltado a “pressionar” as construtoras para “receber parte do dinheiro” prometido. “Para tanto, foi auxiliado pelo investigado Sérgio Lúcio Silva de Andrade como seu representante e receptor do dinheiro das construtoras”, aponta o magistrado.

Já Agnelo, segundo os autos do inquérito, atuou para retirar qualquer obstáculo legal à continuidade das obras milionárias contratadas por seu antecessor, patrocinando inclusive a aprovação, pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, da mudança das finalidades legais da Terracap.

“Agnelo, segundo os lenientes e colaboradores, recebeu milionária propina das construtoras, por meio de seu interlocutor mais usual, Jorge Luiz Salomão, sobretudo para custear eventos do governo, tendo também pedido dinheiro para seu auxiliar Francisco Cláudio Monteiro, e, ainda segundo as declarações dos colaboradores, por meio do advogado Wellington Monteiro, incorrendo a priori em todos os delitos listados na tipificação da representação policial”.

O juiz aponta que o ex-vice-governador se associou e cometeu delitos de corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros a serem apurados, tendo feito diversos pedidos de propina da Andrade Gutierrez. “Inclusive, recebeu propina para o seu partido PMDB, entre 2013 e 2014, e valores ilícitos também da Construtora Via Engenharia tudo em função da realização das obras e na execução do contrato licitatório em que as duas empresas saíram vencedoras e executaram a obra hiper faturada […] se utilizando de Afrânio Roberto de Souza Filho, seu operador e interlocutor com as construtoras.”