Por Manuela Rolim, do Jornal de Brasília – Brasília promete parar hoje. Categorias garantiram começar esta sexta-feira de braços cruzados e assim permanecer até o fim do expediente. O ato marca o Dia Nacional de Greve em todo o País, organizado pela Central Única dos Trabalhadores e demais centrais sindicais. Apesar de a CUT não ter divulgado o número exato de servidores paralisados, na prática, significa dizer que o DF não contará com serviços básicos, como transporte e educação.
Funcionários do Departamento de Estrada de Rodagem (DER), DFTrans, Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e Secretaria de Agricultura também não trabalharão. Entre as reivindicações estão a reforma no Ensino Médio e na previdência e o congelamento dos gastos públicos.
Já os rodoviários aderiram ao movimento apenas das 4h às 9h. Depois disso, os cerca de 2,5 mil ônibus voltarão a circular. “São quase cinco mil rodoviários unidos contra a violação dos nossos direitos. Vamos nos aliar às outras categorias. Queremos fazer uma pressão maior no governo”, afirmou o diretor de comunicação do Sindicato dos Rodoviários e da CUT Brasília, Marcos Júnior Duarte.
Os professores também aderiram à greve geral. Em assembleia em frente ao Palácio do Buriti, representantes de diversas categorias realizaram um ato ontem. Na ocasião, os docentes aprovaram o início da contagem regressiva para a próxima assembleia de campanha salarial, com indicativo de greve, em 13 de fevereiro.
Até lá, a categoria se manterá mobilizada e poderá paralisar, caso o GDF atrase os pagamentos. Para a dirigente do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro), Rosilene Corrêa, esse período servirá para que o governo mostre compromisso.
Na cola de Rollemberg
Hoje, representantes de várias categorias vão marcar presença na inauguração do terminal rodoviário, em Ceilândia, que terá a participação do governador Rodrigo Rollemberg. “A intenção é pressionar e manifestar contra a má gestão do governo, que sucateia o serviço público”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados da Administração Direta, Fundacional, das Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista do DF (Sindser) , André Luiz.
Os trabalhadores terceirizados da limpeza nos hospitais e escolas públicas, assim como os da merenda escolar, também decidiram paralisar, devido o não recebimento do salário e tíquete-alimentação que já deveriam ter sido pagos desde o último dia 7.
O secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, destacou a importância de as categorias se unirem nesse momento de ataques: “Rollemberg mente ao dizer que não tem dinheiro para pagar o reajuste dos servidores. Vamos continuar denunciando essas mentiras e lutando para que mais nenhum direito seja tirado. Nossa resposta será amanhã (hoje)”.
O Metrô-DF garantiu que seus servidores não cruzariam os braços. Da mesma forma, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (SindSaúde) assegurou que os trabalhadores vão paralisar somente na próxima semana.
Em comunicado à população, o GDF afirma que, no DF, “77% dos recursos são para pagar os salários dos servidores e só 23% para remédios, merenda e todo o resto”.





