Na homilia da missa do consistório, o pontífice alertou sobre o “vírus da polarização” e disse que, apesar de todos serem diferentes, é preciso não ser “inimigo” dentro da Igreja.
“Nós viemos de terras distantes, temos costumes, cores de pele, línguas e condições sociais diversas. Pensamos de maneiras diferentes e celebramos a fé também com ritos diferentes. E nada disso nos torna inimigos, ao contrário, é uma de nossas maiores riquezas”, disse o papa.
A fala de Francisco é uma crítica velada aos recentes momentos de tensão entre os cardeais. Nesta semana mesmo, foi tornada pública uma carta de questionamentos ao papa por cardeais conservadores, liderados pelo norte-americano Raymond Leo Burke.
Nomeações
Dos 17 novos cardeais noemados por Francisco, 13 terão direito a voto em um possível conclave – quando é eleito um novo pontífice para a Igreja Católica. Assim como nos dois consistórios anteriores, o papa optou por “descentralizar” as escolhas da Europa e nomeou novos cardeais latino-americanos, asiáticos e africanos em um número maior que seus antecessores.
Com as nomeações de hoje, Francisco já indicou 44 dos 121 cardeais que podem votar. Mas esse número diminuirá para 120 no dia 28 de novembro, quando o cardeal senegalês Sarr completará 80 anos e deixará de estar apto ao voto.
Agora, são 121 cardeais eleitores e 107 não eleitores na Igreja Católica. Do total de cardeais, 112 são europeus (54 eleitores), 62 das Américas do Norte, Central e do Sul (34 votantes), 24 da África (15 eleitores), 24 da Ásia (14 votantes) e quatro da Oceania (quatro eleitores).
Os 13 novos cardeais votantes são: Mario Zenari (Itália), Dieudonne Nzapalainga (República Centro-Africana), Carlos Osoro Sierra (Espanha), Sergio da Rocha (Brasil), Blase Cupich (EUA), Patrick D’Rozario (Bangladesh), Baltazar Enrique Porras Cardozo (Venezuela), Josef De Kesell (Bélgica), Maurice Piat (Ilhas Maurício), Kevin Farrel (EUA), Carlos Aguiar Retes (México), John Ribat (Papua Nova Guiné), Joseph William Tobin (EUA).
Encontro com papa emérito Bento XVI
Após a cerimônia de nomeação, o papa e os 17 novos cardeais foram à capela do ex-convento Mater Ecclesiae, onde foram abençoados pelo papa emérito Bento XVI.
Nas imagens divulgadas pela Central Televisiva do Vaticano (CTV), é possível ver que para Francisco abraçou Joseph Ratzinger, em gesto repetido por todos os novos cardeais. A benção ocorreu após uma oração na capela e, apesar de aparentar estar mais magro, o papa emérito estava muito sorridente e participando de todos os atos.
Situado ao sul da maior e mais populosa cidade do Distrito Federal, Ceilândia, o Condomínio Pôr do Sol enfrenta problemas típicos de regiões que cresceram por conta da ocupação desordenada do solo. Mas moradores estão perto de ser contemplados com uma série de investimentos públicos.
A aprovação do Projeto de Lei nº 1.109, de 2016, pela Câmara Legislativa, em 8 de novembro, era a medida que faltava para o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) liberar um crédito de 100 milhões de dólares para o Programa Brasília Sustentável II. Desse recurso, R$ 76 milhões serão destinados à urbanização e à infraestrutura do Pôr do Sol. A contrapartida do governo de Brasília para o programa será de 50 milhões de dólares, totalizando 150 milhões de dólares em investimentos.
Por se tratar de uma operação de crédito externa, a liberação do recurso depende de aval da União e do Senado Federal. A expectativa é que o Executivo local possa usar o dinheiro no primeiro semestre de 2017. A verba milionária contribuirá para o desenvolvimento de projetos que levem qualidade de vida à população daquela região.
Estão previstas a implementação de uma extensa rede de drenagem de águas pluviais, a pavimentação de ruas, a construção de casas populares e a edificação de pelo menos 20 equipamentos públicos, que podem ser escolas, delegacias, batalhões da Polícia Militar ou unidades básicas de saúde.
O projeto urbanístico do Pôr do Sol teve início em 2008, mas ficou travado até 2014 porque parte da região ocupava a Área de Interesse Ecológico (Arie) JK. Em 24 de julho de 2014, o Decreto nº 885 redefiniu a poligonal, reduzindo a Arie JK de um lado, mas compensando de outro. Com isso, o projeto foi revisado e agora aguarda liberação ambiental e um documento chamado de emissão de diretrizes urbanísticas.
Regras para retirar famílias de áreas destinadas a receber equipamentos públicos
A aprovação do PL nº 1.109 define uma política voltada para pessoas retiradas de áreas de regularização de interesse social (Aris). A criação de regras para reassentar famílias removidas de Aris era uma das exigências do BID para avalizar a operação de crédito que sustentará as benfeitorias no Pôr do Sol.
A proposição que passou pelo crivo dos parlamentares estabelece que as famílias removidas nessas áreas sejam reassentadas preferencialmente na mesma região, ou nas proximidades de onde residiam. Elas também deverão ocupar os novos terrenos em até seis meses.
A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab) vai avaliar se as famílias removidas de áreas de interesse social têm direito a receber lotes. Um dos critérios usados será o marco temporal. Só poderão gozar do benefício pessoas que ocuparam os imóveis marcados para serem demolidos até junho de 2014.
Justiça concedeu duas liminares favoráveis ao MPDFT. Uma impede pagamentos à Intensicare e a outra afasta o superintendente do Hospital da Criança de Brasília (HCR)
A Justiça do Distrito Federal concedeu liminar em ação proposta pela Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) para impedir pagamentos irregulares à empresa Intensicare, que presta serviços de gestão de leitos de UTI no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Na decisão desta quinta-feira, 17 de novembro, a 5ª Vara da Fazenda Pública determinou que sejam suspensos pagamentos referentes aos leitos bloqueados (aqueles que não têm condições de receber pacientes por falta de estrutura material ou profissional). Desde 2011, o DF vinha pagando à empresa por esses leitos não utilizados.
A decisão também obriga o DF a apresentar um plano de recuperação dos serviços de UTI do HRSM em até seis meses para que a atividade seja devolvida à rede pública. A Intensicare atua na unidade desde 2009, quando foi contratada pela Real Sociedade Espanhola para gerir os leitos de UTI. Quando o hospital voltou à responsabilidade da Secretaria de Saúde, em 2011, a empresa continuou oferecendo o serviço de UTI com base em contratos emergenciais, sem licitação, ou de maneira completamente informal.
Para a titular da 2ª Prosus, Marisa Isar, a situação de irregularidade na contratação da Intensicare não pode continuar. “A inércia dos gestores em promover a licitação para a retomada dos serviços fabricou uma situação emergencial, que perdura há cinco anos”, afirma.
Clique aqui para ler a íntegra da ação civil pública
Hospital da Criança de Brasília
Também nesta quinta-feira, 17/11, a Prosus obteve liminar que determina o afastamento do superintendente executivo do Hospital da Criança de Brasília (HCB), Renilson Rehem. A ação de improbidade administrativa, ajuizada pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) em 10 de novembro, tramita na 13ª Vara de Fazenda Pública.
A Justiça acatou o entendimento do MPDFT de que o hospital deve ser administrado por um gestor público até que todas as suspeitas de irregularidades sejam esclarecidas. Pesam contra o afastado, investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara Legislativa – CPI da Saúde que identificou contratos suspeitos, em que recursos estariam sendo usados para despesas supérfluas. Além da relação entre o diretor, o Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe) e o Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross).
Na ação, o MPDFT demonstrou que o Contrato de Gestão 1/14 foi celebrado com vícios graves: falta de detalhamento de custos; preço majorado sem justa causa em relação ao contrato anterior; e pagamento dos serviços por blocos, o que não garante que o poder público esteja pagando por serviços prestados e de forma econômica. Por esse contrato, que vence em fevereiro de 2019, o Icipe já recebeu mais de R$ 187 milhões. Até o final da vigência, há previsão de repasse de mais de R$ 383 milhões, sem considerar os reajustes anuais pactuados. De 2011 até o momento, a organização recebeu R$ 280 milhões.
O conselheiro de Imprensa da Embaixada de Portugal no Brasil, dr. João Pignatelli; a coordenadora do Curso de Jornalismo do IESB, Profa. Daniella Goulart; O ministro de Estado da Transparência, Fiscalização e Controladoria Geral da União, Torquato Jardim; a coordenadora de Comunicação da UNESCO no Brasil, Ana Lúcia Guimarães e o ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes. (Foto Erivelton Viana)
Ministros de Estado, do TCU, e Profissionais da Comunicação Compõem a Equipe Que Vai Escolher os Melhores Jornalistas do Ano
Um conjunto de sete notáveis integra o júri do 13º Prêmio Engenho de Comunicação – O Dia que o Jornalista Vira Notícia, edição 2016. São eles: o ministro de Estado da Transparência, Fiscalização e Controladoria Geral da União, Torquato Jardim, o secretário de Comunicação da Presidência da República, Márcio de Freitas, o ministro do TCU Augusto Nardes, o presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana, a coordenadora de comunicação da Unesco no Brasil, Ana Lúcia Guimarães, o conselheiro de imprensa da Embaixada de Portugal no Brasil, João Pignatelli, e a coordenadora do curso de Jornalismo do IESB, professora Daniella Goulart. O grupo, que já está trabalhando em reuniões semanais, irá indicar finalistas e vencedores em oito categorias da informação.
Instituído em 2004, o Prêmio Engenho de Comunicação – O Dia em que o Jornalista Vira Notícia foi concebido para distinguir jornalistas e veículos de comunicação que produzem notícias a partir da Capital do país. Os trabalhos têm que se pautar pelos valores que a premiação difunde: liberdade de expressão, ética, transparência, cidadania e democracia. Neste ano, a solenidade de entrega da premiação vai acontecer durante um jantar no dia 13 de dezembro, na Embaixada de Portugal, em Brasília.
A 13ª edição do Prêmio Engenho só irá se realizar porque conta com o patrocínio de organizações que comungam dos valores da premiação. São elas:
O presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, desembargador Mario Machado, recebeu, na tarde desta sexta-feira (18), o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil/Seccional do Distrito Federal, Juliano Costa Couto, que entregou ao TJDFT a lista sêxtupla dos indicados pela OAB/DF para vaga de desembargador no Tribunal, pelo Quinto Constitucional. Ao receber a lista, o presidente do TJDFT comunicou que ela deverá ser apreciada pelo Tribunal Pleno na sexta-feira, dia 16/12.
A lista começou a ser elaborada mediante consulta aos advogados, na qual 29 candidatos submeteram seus currículos e propostas. Em seguida, 12 escolhidos foram sabatinados e foi elaborada a lista sêxtupla que hoje foi entregue ao TJDFT. Os indicados, por ordem de votação, são: Eliene Ferreira Bastos (46 votos), Zelio Maia da Rocha (37 votos), Sergio Roberto Roncador (37 votos), Asdrubal Nascimento Lima Junior (36 votos), Carolina Cardoso Guimarães Lisboa (34 votos) e Roberto Freitas Filho (33 votos).
Determina o inciso V do artigo 361 do Regimento Interno do TJDFT que compete ao Tribunal Pleno “elaborar a lista tríplice para o preenchimento das vagas correspondentes ao quinto reservado aos advogados e aos membros do Ministério Público”. A escolha da lista tríplice obedece ao artigo 94 da Constituição Federal, que estabelece que 1/5 dos lugares do TJDFT (Quinto Constitucional) deve ser composto por membros do Ministério Público do DF e por advogados de notório saber jurídico e de reputação ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional, indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes.
A partir da definição da lista tríplice, o TJDFT encaminhará os nomes para o chefe do Poder Executivo, presidente Michel Temer, a quem compete a escolha final.
Entrada da sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília (Foto: Gabriel Luiz/G1)
Empresas custeavam plano e, em troca, forneciam os materiais da cirurgia. Inquérito foi enviado à Polícia Federal; Saúde do DF diz apurar condutas
Mara Puljiz e Mateus Rodrigues, da TV Globo, em Brasília e do G1 DF – Pelo menos dois cirurgiões-dentistas que atuam na rede pública de saúde do Distrito Federal são investigados por suposto envolvimento em um esquema que desviava recursos para financiar cirurgias de alto custo. O esquema é similar ao da “máfia das próteses”, investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público na operação Mr. Hyde.
Segundo o inquérito, mais de R$ 1,1 milhão foram gastos em 11 procedimentos sob suspeita. As cirurgias bucomaxilofaciais – relacionadas a malformações ou traumas na face, na mandíbula ou nos dentes – custam cerca de R$ 100 mil na rede privada, em função da alta complexidade e dos materiais utilizados.
O esquema foi detalhado ao G1 por policiais que atuam na investigação e não quiseram ser identificados no texto. Segundo eles, empresas que fornecem próteses identificavam pacientes que precisavam desse tipo de cirurgia e ofereciam a eles uma forma de “fugir da fila do SUS”, usando um contrato irregular com um plano de saúde de alta cobertura.
O contrato era feito como uma troca de favores. A fornecedora de próteses pagava a carência e viabilizava o contrato com o plano de saúde, que passava a cobrir a cirurgia. Em troca, o paciente deveria procurar cirurgiões-dentistas específicos, que recorriam à mesma fornecedora para comprar os materiais utilizados na cirurgia.
Na prática, era o plano de saúde que pagava os altos custos do procedimento – possivelmente, sem saber que estava sendo lesado. De acordo com o inquérito, a maior parte das empresas atingidas operam planos voltados para servidores públicos federais.
Quem precisava da cirurgia aceitou participar do esquema em razão das vantagens, como inclusão em um plano com cobertura da cirurgia, e da rapidez. “Normalmente, eram pacientes jovens e que precisavam operar a mandíbula. A empresa de próteses dizia que, pelo SUS, demoraria cinco anos”, diz o investigador ouvido pelo G1.
Investigação federal
O caso era investigado pela Polícia Civil do DF, que enviou o inquérito à Justiça no início deste ano. Como o suposto esquema envolve planos de saúde de servidores da União, o juiz do DF “declinou a competência” – ou seja, disse que não tinha autoridade para analisar o tema.
Com isso, a apuração foi enviada à Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários da Polícia Federal. O G1 tentou contato com a corporação nesta sexta, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
Por meio de nota, a Secretaria de Saúde do DF disse que “tem sua gestão pautada pela transparência” e destacou que “nenhum tipo de desvio de conduta é tolerado por esta gestão”. Segundo a pasta, o caso também é apurado internamente.
Máfia das próteses
Em setembro, a Polícia Civil do DF e o Ministério Público deflagraram a primeira fase da operação Mr. Hyde, que apura a conduta de médicos suspeitos de lucrar ao prescrever cirurgias desnecessárias a pacientes, propondo órteses e próteses vencidas ou de baixa qualidade.
Na primeira fase da operação, a polícia prendeu 13 pessoas e apreendeu mais de R$ 500 mil em cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão no Home, em três clínicas e residências de médicos envolvidos com os supostos crimes.
Policiais apreendem computadores na sede da Secretaria de Saúde, na Asa Norte, na terceira fase da operação Mr. Hyde (Foto: Mara Puljiz/TV Globo)
Segundo a polícia, estima-se que cerca de cem pacientes tenham sido lesados pelo grupo. De acordo com as investigações, o esquema envolvendo cirurgias desnecessárias, superfaturamento de equipamentos, troca fraudulenta de próteses e uso de material vencido em pacientes é “milionário”. Na Justiça, 17 acusados de integrar a máfia já são réus.
O alvo da segunda fase foi o hospital Daher. Segundo a polícia e o Ministério Público, o dono do hospital, José Carlos Daher, tem participação ativa no esquema. O MP chegou a pedir a prisão temporária dele, por suspeita de destruição de provas, mas a solicitação foi negada pela Justiça. No entanto, o empresário de 71 anos chegou a ser detido por posse ilegal de uma pistola “ponto 45”, de uso restrito do Exército e das polícias Federal e Militar.
Ao G1, o advogado do hospital Daher negou as acusações. “Não temos dúvida de que os procedimentos do hospital são todos corretos”, disse Paulo Maurício Siqueira. A assessoria de imprensa do Daher informou que colabora “ativamente com as solicitações realizadas”.
Na terceira fase, foi preso o médico Fabiano Duarte Dutra, suspeito de destruir documentos que poderiam incriminá-lo. Segundo as investigações, o médico Fabiano Duarte Dutra colocou fogo em documentos que poderiam servir de prova. Em depoimento, ele se manteve calado.
Polícia Civil cumpre mandado de buscas no hospital Home, na Asa Sul, na manhã desta quinta-feira (1º) (Foto: Elielton Lopes/G1)
De acordo com os investigadores, os hospitais lucravam ao cobrar de planos de saúde e recebia comissões por indicar um grupo de fornecedoras de próteses já determinados. Parte do lucro, que girava em torno de 15%, acabava sendo divido com os médicos.
O MP informou que ainda vai calcular quanto o esquema teria movimentado. Pelo cálculo dos investigadores, era cobrado preço entre 800% e 1.000% maior do que realmente a prótese custaria no mercado.
Próteses e órteses
Próteses são dispositivos usados para substituir total ou parcialmente um membro, órgão ou tecido. Órteses são utilizadas para auxiliar as funções de um membro, órgão ou tecido do corpo. De uso temporário ou permanente, as órteses evitam deformidades ou o avanço de uma deficiência médica. Um marca-passo, por exemplo, é considerado uma órtese implantada.
O secretário de Fazenda, João Antônio Fleury, durante reunião com sindicatos de servidores nesta sexta-feira (18), no Palácio do Buriti. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília
Secretário de Fazenda e chefe da Casa Civil expõem o caixa e a folha de pagamento do governo de Brasília para atestar escassez de recursos
Para ampliar o diálogo com os servidores públicos do governo de Brasília, o secretário de Fazenda, João Antônio Fleury, e o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, reuniram-se nesta sexta-feira (18) com representantes de sindicatos da categoria.
O objetivo do encontro, no Palácio do Buriti, foi apresentar a situação delicada das contas públicas e explicar a falta de recursos para aumentos salariais no momento.
No início da gestão, o governo herdou um passivo de R$ 2,4 bilhões. Parte desse valor já foi paga e até dezembro o saldo negativo deverá baixar para R$ 1,1 bilhão. “Não conseguimos pagar uma dívida deste montante de uma única vez. Nossa meta é chegar no final de 2017 devendo no máximo uns R$ 500 milhões e liquidar o restante até o meio de 2018”, explicou o titular da Fazenda.
Segundo o levantamento apresentado pela secretaria na reunião, as despesas em 2016 chegaram a R$ 19.692.455.305,02. Desse valor, R$ 14.210.514.143 são destinados a despesa de pessoal, o que equivale a 72,16% do total despendido, conforme a contabilidade disponibilizada no Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo).
Os recursos da receita de Brasília são oriundos de transferências do Governo Federal e de recebimento de tributos, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
Fleury acrescentou que a folha tem crescimento vegetativo anual de cerca de 3%, mesmo quando não há reajuste. “Isso ocorre porque o servidor recebe promoções na carreira, se tiver concluído uma graduação, ou uma pós-graduação, por exemplo”, observa.
Segundo o titular da Fazenda, este ano o gasto salarial deverá ter aumento de R$ 600 milhões em comparação com o ano passado.
Durante a reunião, representantes do sindicato questionaram as planilhas apresentadas pelo governo, a ausência de reajuste salarial, as condições de trabalhos e outros temas.
“O governo não consegue viver só de pagar salários”, afirmou o secretário, ao explicar que recursos também são necessários para investimentos e manutenção. “Havendo uma possibilidade de fazer reajustes, a gente vai fazer. Mas no momento, não tem dinheiro em caixa”.
Fleury se prontificou a fazer novas reuniões e abrir os resultados do Siggo com os dados públicos. Para os próximos encontros – ainda não marcados -, ele deverá enviar os dados aos sindicatos antes da reunião.
Atualizações têm previsões para serem feitas no primeiro semestre de 2017
A partir do ano que vem, os clientes do Bando de Brasília terão novas funcionalidades no BRB Banknet e no aplicativo Mobile. Dentre as novas funcionalidades do BRB Mobile, destaca-se as opção para TED, DOC, cadastro de favorecidos, empréstimos, consulta de limite e da fatura dos cartões BRB, cancelamento de pagamento e de agendamento, e resgate de aplicações.
Por meio do Banknet, os clientes terão acesso a folha de pagamento on-line, processamento de lotes de arquivos de pagamento de títulos e arrecadação, transferências entre conta BRB e TED, agendamento com repescagem de saldo ao longo do dia, acesso pelo CPF semelhante ao acesso do Mobile (CPF e senha) e que permite acesso a todas as contas de uma única vez, e novo fator de autenticação em substituição ao token por SMS, que permitirá autorização de transações financeiras. Neste último caso, o cliente lerá um QR Code na tela do canal, utilizando o aplicativo BRB Mobile, para obter o token para autorização de transações.
Ambos os canais terão também um layout mais moderno, com menus laterais de fácil acesso e informações essenciais como “saldo disponível” e “lançamentos futuros”. “Será possível, ainda, a personalização da página inicial. Além disso, o cliente poderá selecionar as transações favoritas e cadastrar uma foto”, adiantou a diretora de Rede e Canais do BRB, Kátia Peixoto.
O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou hoje (18) a decisão da Justiça de São Paulo que determinou a prisão do ex-senador e empresário Luiz Estevão, condenado a 31 anos de prisão por desvio de dinheiro destinado às obras da construção do prédio do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região em São Paulo, na década de 1990.
Por meio de votação virtual, a Primeira Turma da Corte negou o 36º recurso do ex-parlamentar para tentar evitar o cumprimento da pena e determinou o trânsito em julgado do processo. Com o fim da ação penal, o Ministério Público Federal (MPF) poderá entrar com ação civil para cobrar de Luiz Estevão os danos causados pelos desvios. De acordo com cálculo feito até setembro, o empresário será acionado na Justiça para devolver aos cofres públicos cerca de R$ 1,1 bilhão.
Estevão está preso desde março deste ano no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Ele foi condenado pelos crimes de peculato, estelionato qualificado, corrupção ativa, uso de documento falso e participação em quadrilha ou bando.
A prisão dele foi determinada pela Justiça de São Paulo e baseou-se na decisão do Supremo que tornou possível a execução provisória de sentenças condenatórias de 2ª instância, mesmo que ainda não tenham transitado em julgado.
Uma noite de valorização e promoção da cultura afro-brasileira com três grandes expoentes da Música Negra no País. Esta é a proposta do show que a Secretaria de Cultura vai promover no Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, na Prainha dos Orixás. Ellen Oléria convida Lazzo Matumbi e Paula Lima para uma apresentação histórica, onde também acontecerá o pré-lançamento de dois prêmios inéditos no Distrito Federal: Prêmio de Culturas Populares e de Culturas Afro-brasileiras. Ao longo do dia, uma Feira Afro também estará funcionando no local e será realizada uma homenagem a cem terreiros de umbanda do DF e Entorno. Os shows começam às 21h, com entrada gratuita.
Com 15 anos de carreira, a brasiliense Ellen Oléria acumula prêmios em festivais e já possui cinco discos lançados. Com sua última turnê, passou por todo o Brasil e países como Espanha, França, Angola, Estados Unidos, Inglaterra, Rússia, Japão e Taiwan. Seu mais recente projeto musical, “Afrofuturista”, combina ritmos brasileiros como samba, forró, carimbó, afoxé, maracatu com arranjos contemporâneos, fazendo um verdadeiro encontro de identidades e promovendo o protagonismo das comunidades negras no Brasil. Ao convidar Lazzo Matumbi e Paula Lima, a artista fortalece essa mistura e brinda o público com diferentes e poderosas influências dentro da música negra.
“A cultura sempre foi um instrumento de resistência. Este é um momento importante para fortalecer as expressões culturais afro-brasileiras e nos posicionarmos contra o racismo apresentando artistas que sempre lutaram por isso”, afirma Guilherme Reis, Secretário de Cultura. “Ter três artistas nacionalmente conhecidos, negros, no palco da Prainha dos Orixás, este lugar tão simbólico para a população negra brasiliense é muito representativo para nós. Lançar os prêmios nesse contexto demonstra nosso compromisso com políticas públicas para a população negra”, completa a subsecretária de Cidadania e Diversidade Cultural, Jaqueline Fernandes.
Homenagem
Como forma de celebrar o Dia da Umbanda, comemorado no dia 15 de novembro, a Federação de Umbanda e Candomblé de Brasília e Entorno vai prestar uma homenagem a cem terreiros da região em cerimônia no dia 20 na Prainha. A proposta da atividade é combater a intolerância e o racismo religioso e promover a convivência harmônica entre as diferentes religiões, tendo em vista que estas são parte da cultura de um povo.
A Secretaria de Cultura é parceira na iniciativa, que vai ao encontro da campanha “Diversidade Eu Respeito”, lançada em setembro de 2015, com o objetivo de demonstrar a importância do respeito e da preservação da liberdade religiosa, pois, mais do que um ideal de uma sociedade humanizada e solidária, trata-se de um princípio previsto na Constituição Federal.
As religiões de matriz africana são as que mais registram casos de violência contra seus adeptos, revelando o racismo ainda presente na sociedade brasileira. Daí a importância de atividades e campanhas como essa no contexto da Consciência Negra, em nome do respeito e da dignidade de um povo e de uma religião que tanto contribuíram e ainda contribuem para a construção e formação da identidade brasileira.
Prêmios
Durante o show, acontecerá o pré-lançamento de dois prêmios. O Prêmio de Culturas Populares vai selecionar pessoas físicas (Mestras e Mestres dos Saberes e Fazeres das Culturas Populares e Tradicionais) e grupos ou comunidades com ou sem constituição jurídica que atuam nessa área.
O Prêmio de Culturas Afro-brasileiras vai agraciar personalidades artísticas, grupos ou organizações (com ou sem fins lucrativos) que realizam atividades relacionadas ao fortalecimento e à promoção continuada das expressões culturais afro-brasileiras, em quaisquer modalidades.
Com estes, serão três prêmios que a Secretaria de Cultura vai lançar no mês de novembro, por meio de sua Subsecretaria de Cidadania e Diversidade Cultural. No dia 12, houve o pré-lançamento do Prêmio Hip Hop, que vai selecionar personalidades, grupos ou organizações que trabalham com as expressões da cultura Hip Hop.
Serviço
Show da Consciência Negra e Pré-lançamento dos Prêmios