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Defesa de Dilma pede acesso urgente a documentação colhida pela PF

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Segundo a defesa, falta à Justiça analisar mais de 8 mil documentos, em 37 volumes, que comprovam a legalidade dos serviços prestados

A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff protocolou uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ter acesso urgente às provas produzidas nas diligências realizadas na terça-feira (27) pela força-tarefa que investiga as contas da chapa Dilma-Temer em 2014.

Na petição, protocolada na noite de terça-feira, os advogados Arnaldo Versiani, Flavio Caetano e Renato Moura Franco afirmam a perplexidade da defesa pelo fato de as diligências terem sido autorizadas durante o recesso do Poder Judiciário, sem o acompanhamento de auxiliares dos acusados.

Eles também questionam a decisão do relator da ação, ministro Herman Benjamin, que determinou a audiência de pessoas físicas envolvidas diante do juiz auxiliar, Bruno Lorencini, sem que as partes envolvidas no processo estivessem presentes ou fossem intimadas.

“Causa perplexidade que tal decisão permita que sejam colhidos depoimentos pelo juiz auxiliar, em sede do Poder Judiciário, sem o indispensável acompanhamento pelos advogados das partes, violando o princípio da ampla defesa e do contraditório”, escreveram os advogados de Dilma.

Eles pedem ainda que qualquer perícia em documentos colhidos nas diligências, a ser realizada pela força-tarefa que trabalha no caso, não seja feita sem o acompanhamento de auxiliares técnicos das partes envolvidas no processo.

Na terça-feira, três gráficas que prestaram serviço à chapa Dilma-Temer foram alvo de diligências da Polícia Federal (PF), a pedido do TSE. O ministro Herman Benjamin ordenou ainda a quebra de sigilio de 15 pessoas físicas e jurídicas, que segundo ele “demonstraram indícios de irregularidades nos dispêndios eleitorais”.

Pouco depois das diligências, a defesa de Dilma divulgou nota criticando a decisão do ministro e afirmando que a contratação das gráficas em 2014 atendeu a todos os requisitos legais e de prestação de contas.

Segundo a defesa, falta à Justiça analisar mais de 8 mil documentos, em 37 volumes, que comprovam a legalidade dos serviços prestados.

Na terça-feira, após participar de evento em Maceió, o presidente Michel Temer disse que a operação da PF não o preocupa. “Isso é natural. Não há nenhuma irregularidade nisso. A investigação segue adiante com depoimentos, perícias, fatos como esse que visam instruir processo que está no Tribunal Superior. Nenhuma preocupação.”

DF apresenta resultados de Pacto Integrador de Segurança Pública Interestadual

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Ação inédita no país teve a iniciativa conjunta do DF com o Goiás e envolveu mais oito estados

Em julho deste ano, Brasília sediou a instalação do Comitê de Inteligência do Pacto Integrador de Segurança Pública Interestadual. Desde então, 6.645 servidores foram empregados nas operações que resultaram na prisão de 143 pessoas por força de mandado de prisão, 378 prisões em flagrante, foram cumpridos 633 mandados de busca e apreensão e apreensão de 82 armas de fogo e 570 kg de drogas.

A instalação do comitê ocorreu após o Distrito Federal constituir em junho deste ano, de forma inédita no país, o Pacto Integrador de Segurança Pública Interestadual em conjunto com os estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rondônia, Amazonas, Maranhão, Bahia e Minas Gerais. A secretária de Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar é a vice-presidente do Pacto, que é presidido pelo vice-governador de Goiás, José Eliton de Figuerêdo Júnior.

“Mais que acertada a cooperação técnica firmada entre os governadores das dez unidades da federação que criaram o Pacto Integrador de Segurança Pública Interestadual, trata-se um marco histórico para a segurança pública do Brasil”, comentou a secretária Márcia de Alencar.

O objetivo desta iniciativa do Distrito Federal é desenvolver ações conjuntas entre as forças de segurança desses estados e fazer o controle de armas e drogas nas divisas, bem como combate conjunto do crime contra patrimônio por se tratar de um crime migratório e de oportunidade.

Desde a instalação do Comitê tem sido aplicada a metodologia para mapeamento das organizações criminosas voltadas para roubo e furtos de instituições financeiras, tráfico de drogas, roubo de veículos e de cargas juntamente das organizações que atuam dentro das unidades prisionais desses estados.

“Nós, secretários de Estado da Segurança, já estamos colhendo bons resultados nas operações realizadas em 2016. Hoje, temos os outros estados querendo participar conosco. A ampliação será a nossa meta em 2017″, finalizou a secretária.

Assista aqui o vídeo sobre o Comitê de Inteligência do Pacto Integrador.

Prazo para o trabalhador sacar o abono salarial de 2014 nos bancos termina hoje

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O prazo para os trabalhadores sacarem o abono salarial de 2014 nas agências bancárias termina hoje (29). Segundo o Ministério do Trabalho, pouco mais de 900 mil pessoas têm direito a receber o dinheiro e ainda não fizeram o saque. Mais de R$ 794 milhões estão disponíveis.

A retirada do benefício pode ser feita nas agências bancárias, no entanto, se o trabalhador tem o cartão cidadão com senha, poderá sacar em um terminal de autoatendimento da Caixa Econômica ou em casas lotéricas até amanhã (30).

O abono salarial ano-base 2014 está disponível para trabalhadores inscritos no Programa de Integração Social (PIS) ou Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) com pelo menos 30 dias de trabalho com carteira assinada naquele ano e que recebeu remuneração mensal média de no máximo dois salários mínimos.

O PIS é destinado aos trabalhadores do setor privado e o Pasep, aos do setor público.  Para conferir se tem direito ao benefício, o trabalhador pode acessar o portal do Ministério do Trabalho.

O prazo para saque começou em julho de 2015 e terminou em junho de 2016, porém, no fechamento do calendário, ainda restavam 1,2 milhão de saques a serem feitos. Por isso, o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador ampliou o prazo de saque até 30 de dezembro de 2016.

O ministério alerta que é comum os atendentes bancários pensarem que se trata do benefício referente a 2015 e, após checar os dados do trabalhador, informar que ele não tem direito ao saque. Neste caso, a orientação é explicar que se trata do abono salarial do ano-base 2014. Caso ainda assim os dados não sejam localizados, é possível pedir para fazer uma atualização cadastral no próprio banco.

OPINIÃO | Governo Rollemberg chega à metade com a missão de se reinventar

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Por Ricardo Callado


Já se passaram dois anos desde que o Rodrigo Rollemberg (PSB) tomou posse no Palácio do Buriti. Desde janeiro de 2015 que a vida não tem sido fácil para o governo. Foram dois anos de turbulência e bate-cabeça.

Com popularidade baixa, Rollemberg terá que reinventar o governo. Não basta apenas troca de nomes no primeiro escalão. É preciso mudar o jeito de governar. O terceiro ano é decisivo. O quatro será o ano da colheita, seja ela positiva ou negativa.

Existe desde o segundo semestre do ano passado, esquecido em uma das gavetas do Buriti, um Plano de Recuperação de Imagem que poderia ser colocado em prática. Naquela época já deveria ser adotado.

O governo precisa que a população volte a ter esperança. Volte a acreditar que as coisas podem mudar para melhor. Uma coisa é ser realista e transparente, outra é mostrar que o governo está agindo para resolver os problemas.

No primeiro momento, o governo Rollemberg foi levado a adotar a estratégia da discórdia. O método usado era tensionar o máximo para que depois a parte em conflito aceitasse o que governo lhe propõe. Não deu muito certo. Conselhos errados que o governador se arrependeu de ter escutado. E paga até hoje um preço alto por isso.

Para os próximos anos, além de esperança, Rollemberg precisa mostrar eficiência da máquina. Não é mais tempo de apontar culpados do passado ou a crise econômica atual, mesmo sabendo que ela existe e atrapalha muito. O governador tem que apontar os problemas e mostrar como irá resolvê-los. E, principalmente, resolvê-los.

O que está em jogo não é um projeto de poder, mas um modelo de gestão. A nova política, uma gestão moderna e um relacionamento transparente entre os poderes. Se não obtiver êxito, tudo isso será enterrado. A nova política poderá se classificada como a política ineficiente. E a Geração Brasília dará espaço a política tradicional que tem todos os seus defeitos, mas que a população sabe que funciona administrativamente.

Rollemberg precisa recuperar terreno dentro da sua própria casa. O funcionalismo público, que ajuda o governador a administrar, tem que ser resgatado e valorizado. Não se pode deixar que o servidor público veja o governo como um inimigo. Se isso acontecer, o fracasso vai subir a cabeça do GDF.

Sem dinheiro, a hora é de investir no desenvolvimento econômico da cidade. O setor produtivo é sempre um grande parceiro na hora de dificuldade do governo. Basta um aceno, um gesto, para se produzir soluções e derrubar entraves burocráticos do governo.

Rollemberg terá também que intensificar a comunicação com a sociedade. Para isso terá que produzir ações positivas. Se o governo não funcionar, a comunicação não vai conseguir fazer mágica. Mas, no fim do governo, será ela que vai levar a culpa por um eventual fracasso.

Enfim, é preciso reinventar. Um governo novo, com uma mentalidade diferente. E sem ranço. E isso só é feito com união.

Entrevista | Marcos Dantas detalha ações realizadas para as cidades

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Secretário, que passou a coordenar as administrações regionais em setembro, lançou programa de conservação e limpeza 

O secretário Marcos Dantas explica que o programa Cidades Limpas é um grande mutirão de serviços focado nas demandas que são levadas pela população aos administradores regionais. Trata-se de uma ferramenta de gestão que agiliza a prestação dos serviços. Antes, os administradores regionais tinham que procurar cada um dos órgãos do Governo de Brasília para solicitar as melhorias que necessitavam. A Secretaria das Cidades, explica Dantas, centraliza estas demandas e, em esquema de força-tarefa, são acionados os órgãos de governo para uma ação imediata. “Melhorando nossas cidades, estamos cuidando das pessoas”, afirma o secretário.

 

Quais foram as principais ações da Secretaria das Cidades neste ano?

A Secretaria das Cidades foi criada em setembro e, de lá para cá, já conseguimos desempenhar um grande trabalho, mostrando a importância de esta secretaria existir. Era preciso articular melhor as ações dos órgãos centrais do Governo de Brasília com os serviços prestados pelas administrações regionais. Em um primeiro momento, fizemos isso em caráter emergencial, coordenando a força-tarefa de auxílio às vítimas do temporal de Samambaia. Em seguida, lançamos o programa Cidades Limpas, para agilizar a prestação dos serviços de limpeza e conservação nas regiões administrativas.

 

Que inovação o programa Cidades Limpas trouxe?

O Cidades Limpas é um grande mutirão de serviços focado nas demandas que são levadas pela população aos administradores regionais. É uma ferramenta de gestão que agiliza a prestação dos serviços, pois antes os administradores regionais tinham que procurar cada um dos órgãos do Governo de Brasília para solicitar as melhorias que necessitavam. Agora, nós, Secretaria das Cidades, centralizamos estas demandas e, em esquema de força-tarefa, acionamos os órgãos de governo para uma ação imediata. Melhorando nossas cidades, estamos cuidando das pessoas.

 

Que tipo de serviços compõem o Cidades Limpas? Em que Cidades já esteve? Qual o calendário do ano que vem?

Fazemos ações diversas para a melhoria do ambiente urbano: retirada de entulho, reforço da sinalização de trânsito, poda de árvores, roçagem e capina, tapa-buracos, limpeza de rede de drenagem, pintura de meio-fio, substituição de lâmpadas queimadas… O tamanho de cada uma das frentes de trabalho que compõe a força-tarefa é dimensionado de acordo com as necessidades das administrações regionais. O programa foi lançado em novembro no Gama. Já levamos a força-tarefa para o Itapoã, o Paranoá e parte de Ceilândia. O programa continua no ano que vem, a partir da segunda quinzena de janeiro.

 

Além do Cidades Limpas, quais são as outras frentes de trabalho da Secretaria das Cidades?

dantas2A Secretaria tem a missão de mobilizar as administrações regionais para o engajamento nas políticas públicas do governo. Neste sentido, estamos participando do processo de implantação de uma agenda ambiental consistente, que colocará o Distrito Federal em outro patamar civilizatório. Esta agenda diz respeito a maneira como tratamos o lixo. Como parte do processo de fechamento do lixão da Estrutural, que hoje é o maior da América Latina, vamos exigir que os grandes geradores de lixo, como shopping centers e supermercados, se responsabilizem pelo lixo orgânico que produzem. Isso os obriga a produzir menos lixo e a fazer a separação, que é o ponta pé inicial para o processo de reciclagem. Isso também desonera o Estado. Estamos percorrendo às regiões administrativas para fazer este esclarecimento ao setor produtivo.

Outra frente de trabalho é a regularização das feiras do DF. Estamos trabalhando em um programa que buscará a requalificação das nossas feiras públicas, que são muito importantes para a vida social e cultural das nossas cidades. Neste projeto, que pretendemos lançar ainda no primeiro semestre de 2017, pretendemos dar maior segurança jurídica aos feirantes, proporcionar cursos de empreendedorismo e qualificação profissional e revitalizar os espaços onde as feiras estão instaladas.

 

O que o Governo está fazendo para melhorar a vida da população nas regiões administrativas?

Temos trabalhado intensamente para dar maior qualidade de vida à população. Isso se reflete em várias áreas, como por exemplo, a mobilidade – onde houve uma reconhecida melhoria do sistema de transporte público, com construções e reformas de terminais de ônibus e redimensionamento de linhas para atender melhor ao usuário.

Também se reflete nas grandes obras de infraestrutura que estamos fazendo no Sol Nascente, Buritizinho, Vicente Pires e no Condomínio Porto Rico. E nas diversas obras relacionadas ao esporte e ao lazer que entregamos, como, por exemplo, a pista de skate e o parque infantil de Samambaia, a pista de atletismo de São Sebastião, o centro de treinamento do Itapoã e do Paranoá.

As obras do Deck Sul, no Plano Piloto, serão entregues em breve, bem como novas áreas de lazer no parque Jardim Botânico. No início deste mês, também lançamos a consulta pública para que a comunidade decida como aproveitar o espaço às margens do Lago Paranoá. O estilo de vida dos moradores do Distrito Federal tem a ver com a prática de esportes ao ar livre, com os domingos aproveitados em espaços públicos. Estamos trabalhando para potencializar isso em todas as nossas cidades.

 

Prazos para renovação e entrega de documentos do Fies encerram esta semana

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Termina amanhã (29) o prazo para que os estudantes que fizeram a renovação não simplificada do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) entreguem no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal o Documento de Regularidade de Matrícula (DRM) emitido a partir de 25 de novembro e que esteja com o prazo de comparecimento ao banco expirado.

No caso de aditamento não simplificado, quando há alteração nas cláusulas do contrato, como mudança de fiador, por exemplo, o estudante precisa levar a documentação comprobatória ao agente financeiro para finalizar a renovação. Já nos aditamentos simplificados, a renovação é feita a partir da validação do estudante no sistema.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) prorrogou a validade dos Documentos de Regularidade de Matrícula devido a problemas ocorridos na rede bancária.

Já o prazo para renovação de contrato do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) termina na sexta-feira (30). Inicialmente, o prazo terminaria no dia 31 de outubro, mas foi estendido duas vezes pelo FNDE.

Os contratos do Fies precisam ser renovados todo semestre. O pedido de aditamento é feito inicialmente pelas faculdades e, em seguida, os estudantes devem validar as informações inseridas pelas instituições no SisFies.

Inscrição para professor temporário da rede pública termina em 2 de janeiro

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Prova do concurso será aplicada na tarde do dia 15 do mesmo mês. Aprovados ficarão em lista de reserva da Secretaria de Educação, para substituições por tempo determinado

As inscrições para o processo seletivo simplificado para contratar professores temporários da rede pública encerram-se em 2 de janeiro. Os aprovados farão parte de uma lista de reserva da Secretaria de Educação.

Os candidatos devem se inscrever pelo site do Instituto Quadrix, banca responsável pelo concurso. A prova, objetiva, de caráter eliminatório e classificatório e com três horas de duração, será aplicada na tarde de 15 de janeiro. Os locais serão informados aos inscritos.

Conforme o edital, as taxas são de R$ 40 para professor substituto noturno (até 20 horas semanais), e de R$ 55 para professor substituto diurno (até 40 horas semanais). A remuneração varia de R$ 1.929,43 a R$ 3.858,87, mais as gratificações.

Substitutos cobrem ausências provisórias de professores efetivos

De acordo com a Secretaria de Educação, o professor substituto é contratado para suprir carências provisórias decorrentes de afastamentos legais de profissionais efetivos. O contrato não forma vínculo empregatício com o governo de Brasília.

Há vagas para professores de administração, artes, atividades, biologia, biomedicina, ciências naturais, contabilidade, direito, educação física, eletrônica, eletrotécnica, enfermagem, engenharia, farmácia, filosofia, física, fisioterapia, geografia, história, informática, espanhol, francês, inglês, japonês, libras, língua portuguesa, matemática, música, nutrição, odontologia, psicologia, química, sociologia e telecomunicações.

Inscrição para concurso de professor temporário da Secretaria de Educação

Até 2 de janeiro de 2017 (segunda-feira)

Pelo site do Instituto Quadrix

Para mais informações, acesse o edital

OPINIÃO | Eleições 2018: os não candidatos, o recall e uma disputa embolada

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Por Ricardo Callado


A pesquisa do conceituado Instituto Dados, encomendada pelo portal Metrópoles, sobre a corrida eleitoral de 2018, traz um quadro de momento que merece ser estudado. Claro que boa parte dos nomes deve ser descartada, mas é a vontade do eleitor que prevalece. E outros nomes não citados podem entrar na disputa.

O levantamento mostra que mais de um terço da população não tem candidato definido, o que é mais que normal pela distância do período eleitoral. E também porque não existem candidaturas postas oficialmente.

Dos nomes colocados, pelo menos dois estariam fora da disputa. Líder na pesquisa, o senador José Antônio Reguffe (sem partido) já deixou bem claro que não será candidato em 2018. Assumiu o compromisso de ir com seu mandato até o fim. E vai cumprir sua palavra com a coerência que sempre teve na vida pública.

Jofran Frejat (PR) também descarta ser candidato. Seu nome aparece bem posicionado, apenas atrás de Reguffe. É o recall de ter sido o segundo colocado nas eleições de 2014. Como o atual governo não vem conseguindo boa avaliação, o eleitor tende a remeter a lembrança ao principal adversário no pleito anterior. Daí Frejat aparecer como alternativa para o brasiliense.

O assessor da Presidência da República, Tadeu Filippelli é a novidade da pesquisa. Ele apareceu como o terceiro nome mais lembrado, atrás de Reguffe e Frejat. Da turma que realmente é candidato, Filippelli é o melhor colocado, mas para se viabilizar terá que construir um arco de apoios e apresentar um projeto político consistente.

Filippelli vem trabalhando nessa intenção adotando a estratégia do ciscar para dentro como o ex-governador Joaquim Roriz fazia tão bem.

Colado em Filippelli aparece o deputado federal Izalci Lucas (PSDB). Sem espaço em emissoras de TV e nos jornalões, Izalci surge como a grande surpresa. Vem construindo a sua candidatura mostrando seu trabalho parlamentar através de espaços conseguidos nas Novas Mídias (blogs e portais), que será cada vez mais influente nas próximas eleições. Izalci é quem hoje tem maior potencial de crescimento.

Com a exposição de ter sido candidato a Presidência da Câmara dos Deputados, Rogério Rosso (PSD) surge em quinto. Rosso já foi governador e se o cavalo passar selado não descarta uma volta ao Palácio do Buriti. A dificuldade em construir uma aliança em torno do seu nome pode leva-lo a tentar uma vaga no Senado.

Filippelli, Izalci e Rosso podem até caminhar juntos nas próximas eleições. Soma-se a eles nomes como o do deputado Alberto Fraga (DEM), da deputada Celina Leão (PPS) e dos ex-deputados Eliana Pedrosa (sem partido) e Alírio Neto (PTB).

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) foi o que apresentou a maior queda nas intenções de votos, de 12,8% para 3,9%. Esse índice é a insatisfação de momento com o governo, mas numa eleição, com mais dois anos de governo e uma boa estratégia para apresentar o que conseguiu fazer, pode voltar facilmente para a casa dos dois dígitos.

Só se acontecer um desastre muito grande para Rollemberg conseguir chegar na eleição pior que Agnelo Queiroz (PT), mesmo alguns já comentando isso. Na política, nunca se pode subestimar,

No grupo de baixo, os outros nomes citados pela ordem são Chico Leite (Rede), Alberto Fraga, Agnelo Queiroz (PT), Celina Leão, Renato Santana (PSD) e Renato Rainha (sem partido).

Dos seis nomes, apenas Fraga é um nome cogitado para disputar realmente o Buriti. Eleito como o mais votado para a Câmara Federal em 2014, Fraga vai intensificar em 2017 o discurso de oposição ao governo Rollemberg. A estratégia deu certo no governo Agnelo.

Aliado de Rollemberg, Chico Leite é candidato ao Senado, inclusive com postulação já lançada pelo seu bloco na Câmara Legislativa formado por Rede, PV e PDT. Em 2010 e 2014, tentou entrar na disputa, mas o seu partido à época, o PT, não lhe deu a oportunidade. Agora na Rede, é nome certo para concorrer ao Senado.

Agnelo está fora da vida pública. Com um governo desastroso onde deixou a máquina pública quebrada, responde a várias ações de improbidade administrativa.

Celina terá que se desenrolar da Operação Drácon e provar sua tese de que fizeram uma armação contra ela para analisar qual será o seu caminho em 2018. Seu nome já foi forte ao governo, mas agora está em baixa e tem outros nomes a sua frente na fila.

Atual vice-governador, Renato Santana vai seguir o que o líder do seu partido, Rogério Rosso, desenhar. Pode ser candidato a distrital ou a federal. Já teve em alta no primeiro ano de governo, mas depois de polêmicas com o governador e gravações sobre irregularidades na Secretaria de Saúde, submergiu e quase não se fala mais no nome dele.

O atual presidente do Tribunal de Contas, Renato Rainha, deseja surgir como uma alternativa para o Buriti. Mesmo habilidoso politicamente, construir sua candidatura será uma missão muito difícil.

Faltaram pelo menos três nomes nesta pesquisa, que podem ser testados em futuros levantamentos. O presidente eleito da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), cogitado como a terceira via em 2018, é um deles.

O PPS também pode surgir com uma candidatura. Integrantes da Executiva do partido querem lançar o nome do deputado Raimundo Ribeiro para disputar o Governo do DF. Teria o apoio da deputada Celina Leão e do senador Cristovam Buarque.

Caso não apoie à reeleição do governador Rodrigo Rollemberg, um nome do PT deve ser colocado na disputa. Erika Kokay e Geraldo Magela são os mais prováveis.

Além disso, nunca se pode esquecer o nome do ex-governador José Roberto Arruda (PR). Ele tenta na justiça se livrar das ações da Caixa de Pandora. Os últimos andamentos da ação no Superior Tribunal de Justiça são favoráveis a Arruda, mas sua candidatura é incerta. Sempre se consegue algum empecilho jurídico para evitar que ele consiga ser candidato.

Esse é o desenho de hoje que o Instituto Dados nos permitiu analisar. Até lá, muita movimentações irão acontecer, mas na eleição de 2018 um desses nomes vai cruzar a linha de chegada. No atual cenário não há espaço para um novo nome.

Centros olímpicos do DF oferecem cursos nas férias escolares de janeiro

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Treino de futebol no Centro Olímpico do Setor O, em Ceilândia. Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Além de modalidades esportivas, unidades terão opções de lazer e culturais para crianças, adolescentes e pessoas com deficiência, de 4 a 17 anos, que estudem nas redes pública e privada

De 3 a 27 de janeiro, os centros olímpicos e paralímpicos do Distrito Federal vão oferecer uma programação especial. Nas 11 unidades, o projeto Esporte nas Férias, da Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer, promoverá atividades para crianças, adolescentes e pessoas com deficiência, de 4 a 17 anos, que sejam alunos das redes pública e particular.

As inscrições já estão abertas e devem ser feitas nas secretarias dos centros, de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas. É necessário preencher uma ficha e informar dias da semana e horários em que deseja participar de uma das 15 modalidades esportivas, como basquete, futebol e vôlei. As opções de esportes variam de uma unidade para outra.

As aulas serão de segunda a sexta-feira, das 7h40 às 11h20 e das 14 às 17h40. Além dos cursos, haverá gincanas, brincadeiras e competições, entre outras atividades ao ar livre.

Os centros olímpicos e paralímpicos ficam nas seguintes regiões administrativas (veja os endereços abaixo): Brazlândia, Ceilândia (Sol Nascente e QNO 9), Estrutural, Gama, Recanto das Emas, Riacho Fundo I, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião e Sobradinho.

Esporte nas Férias

Cursos nos centros olímpicos e paralímpicos do DF

De 3 a 27 de janeiro de 2017

Aulas das 7h40 às 11h20 e das 14 às 17h40

Inscrições nas secretarias, de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas

Recuperação da Bacia do Descoberto depende de mais chuvas, alerta Caesb

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A recuperação do volume útil do reservatório do Descoberto, o maior sistema de abastecimento de água do Distrito Federal, ainda não está ocorrendo de forma satisfatória, segundo a avaliação de técnicos da Caesb. O ritmo de recuperação dos níveis do Lago do Descoberto é insuficiente e o volume de chuva acumulado no período de setembro a dezembro deste ano ficou abaixo da média histórica para o mesmo período, embora tenha sido ligeiramente superior ao volume registrado em 2015. No entanto, o volume útil do Descoberto, no ano passado, em dezembro, estava em torno de 50%. Neste mês ainda não atingiu o percentual de 25%.

A Bacia do Alto Descoberto tem registrado, historicamente, um volume de chuvas de 669 milímetros no período que vai de setembro a dezembro. Este ano, o volume de chuva medido na região, de setembro até o dia 26 de dezembro, ficou em 498 milímetros, um pouco acima do volume de 2015, que foi de 450 milímetros. A preocupação dos técnicos da Caesb aumenta quando se leva em conta que o nível do principal reservatório, no final deste ano, estará com um nível na metade do que se encontrava em dezembro do ano passado.

A notícia boa é que a Caesb reduziu a vazão de captação na Bacia do Descoberto, ou seja, aquela quantidade de água retirada para tratamento e distribuição à população. Em setembro, a vazão média semanal era da ordem de 5.100 litros por segundo, mas, em dezembro, este volume captado está na ordem de 4.300 litros por segundo, uma redução de 15,7%. Na avaliação da Caesb, isso está ocorrendo em consequência da diminuição do consumo e da redução de perdas no sistema de distribuição de água da Companhia.

Também melhorou a vazão dos tributários do Lago do Descoberto, ou seja, aquela quantidade de água que os córregos e ribeirões despejam na represa. A vazão média mensal era de 1.561 litros por segundo, no mês de outubro, e agora, em dezembro, está na ordem de 4.236 litros por segundo, em média. Os técnicos da Caesb observam que, a partir de 21 de novembro deste ano, o lago mudou o comportamento, passando do processo de esvaziamento para o de enchimento. Mesmo assim, as variações semanais de volume ainda são pouco expressivas, ficando entre 0,79% e 2,0%.

Uso racional da água

A Caesb solicita à toda a população do Distrito Federal que continue fazendo o uso racional da água. Para o presidente da Companhia, Maurício Luduvice, o uso racional é uma ação de cidadania, uma obrigação de todos. “Precisamos assegurar e manter a consciência sobre o uso racional para reduzirmos o desperdício. Observamos que temos conseguido diminuições de 14%, mas esperamos que cresça para 15% a 20%. Essa consciência da necessidade da preservação desse recurso hídrico, que é um recurso finito, é extremamente importante”.