Início Site Página 2761

Cidade só pode proibir Uber se regulamentar transporte particular, diz TJ

0

Por Jomar Martins (do Consultor Jurídico) – Município que não regulamenta os serviços de transporte particular de passageiros, como é de sua competência constitucional, não pode proibi-los em seu território. Por isso, a 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul manteve, por maioria, liminar que garante a um motorista prestar serviços pelo aplicativo Uber na cidade de Novo Hamburgo. Com o acolhimento do agravo de instrumento, os fiscais da prefeitura estão proibidos de autuar o autor, bem como reter sua carteira de habilitação ou apreender seu veículo. O mérito do mandado de segurança ainda aguarda julgamento.

O autor impetrou o MS na 2ª Vara Cível de Novo Hamburgo para se prevenir da fiscalização da Secretaria Municipal de Segurança e Mobilidade Urbana e do diretor da Guarda Municipal. Diz que tomou conhecimento de que a Guarda abordará e fiscalizará os motoristas da Uber, com aplicação de severas multas e apreensão do veículo. Pediu, então, liminar para que as autoridades coatoras se abstenham de ‘‘praticar quaisquer atos que restrinjam ou impossibilitem’’ o exercício de sua atividade.

O juiz Adriano Parolo deferiu a segurança em caráter liminar, por vislumbrar o perigo de demora e a fumaça do bom direito, requisitos previstos no inciso III do artigo 7º da Lei 12.016/2009. Para o magistrado, se não existe norma que proíba o chamado ‘‘serviço de Uber’’ no âmbito do município, não se pode falar em exercício ilícito de atividade econômica. Nem em ‘‘serviço clandestino’’, como vem divulgando a municipalidade aos seus munícipes.

‘‘A prestação do serviço, contudo, é realidade no Município, assim como é na capital do Estado e em outras cidades do país. Assim, o que não se pode é simplesmente limitar a prestação do serviço sob o argumento de que inexiste regulamentação municipal, privando a cidade da fruição de serviço que, aparentemente, é lícito (por ausência de norma proibitiva) e nenhum prejuízo, a princípio, acarreta aos usuários’’, escreveu no despacho.

Recurso no TJ-RS
Insatisfeita com a decisão, a municipalidade interpôs agravo de instrumento para derrubar a liminar no TJ-RS. O relator, desembargador Francisco José Moesch, acolheu as razões da parte agravante. Segundo Moesch, o deferimento de uma liminar é reservado apenas a hipóteses especiais, constituindo medida excepcional, que, no caso, não se justifica.

A seu ver, a livre iniciativa e a livre concorrência são princípios constitucionais respeitáveis, mas não absolutos. Assim, é preciso ter em conta o direito de todos os taxistas que atuam com o devido licenciamento do município de Novo Hamburgo, atendendo rigorosamente à legislação municipal. E também levar em consideração a defesa e a segurança dos usuários do serviço.

Para Moesch, a parte agravada pretende, na verdade, uma “licença judicial” para exercer livremente uma atividade que, por sua natureza, se sujeita à autorização e fiscalização do poder público municipal. ‘‘No presente caso, o fumus boni juris [fumaça do bom direito] não está suficientemente demonstrado, conforme acima exposto, devendo ser revogada a decisão que deferiu a liminar’’, afirmou no voto.

Vitória da divergência
A desembargadora Marilene Bonzanini, no entanto, divergiu do relator e fez prevalecer o seu voto no colegiado. Disse que a plataforma tecnológica conhecida como Uber otimiza a prestação do serviço de transporte individual privado de passageiros, expressamente prevista nos artigos 3º e 4º da Lei 12.587/12, que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana. Ou seja, representa uma nova categoria de transporte individual que contribui para ampliar as possibilidades de serviços dessa natureza.

Além disso, observou que o artigo 170 da Constituição arrola os princípios que norteiam a ordem econômica, dentre os quais o da livre iniciativa e o da livre concorrência. Embora não absolutos, tais princípios não podem nem devem sofrer limitação com base única e exclusivamente na discricionariedade da administração pública, principalmente em face da falta de regulamentação desse tipo de transporte de passageiros.

‘‘Deste modo, não visualizo, por ora, óbice ao exercício da atividade desempenhada pelo agravado, pois, a rigor, tem-se mostrado um serviço prestado com qualidade e preço justo à sociedade, sobretudo porque no Município de Novo Hamburgo inexiste legislação que venha a proibir a prestação do serviço, ao revés do ocorrido no âmbito do Município de Porto Alegre durante o ano de 2016’’, registrou no acórdão, lavrado na sessão de 23 de março.

Clique aqui para ler a liminar.
Clique aqui para ler o acórdão do TJ-RS.

Coluna do Callado | Deputados não chegam a um acordo e obstrução permanece

0

A continuidade da obstrução aos projetos de iniciativa do GDF foi o assunto mais comentado na sessão ordinária desta terça-feira (11). Alguns partidos anunciaram no mês passado que não votam projetos do governo até que haja a apresentação de propostas para servidores, especialmente da Polícia Civil, saúde e educação.

Trabalhadores terceirizados

Os deputados Wellington Luiz (PMDB) e Celina Leão (PPS) afirmaram que a obstrução está mantida até que o governo negocie com os servidores. Já o deputado Agaciel Maia (PR) fez um apelo para a votação de projetos de remanejamento de recursos para assegurar o pagamento de trabalhadores terceirizados.

Excepcionalidade

Na mesma linha, o líder do Governo, deputado Rodrigo Delmasso (Podemos), pediu a abertura de uma “excepcionalidade” na obstrução para votação dos remanejamentos de recursos no Orçamento do DF. Segundo ele, os recursos são fundamentais para garantir o pagamento dos salários dos vigilantes contratados pelo GDF.

Tercerizando a culpa

Na opinião do deputado Raimundo Ribeiro (PPS), ao invés de jogar a culpa na obstrução ou na Câmara, o governador deveria resolver os problemas do governo e apresentar propostas aos servidores. O impasse permanece, com distritais se alternando na tribuna com manifestações sobre o tema.

Vetos derrubados

Mantendo obstrução à votação de projetos do Executivo, os deputados distritais dedicaram-se a apreciar apenas proposições de parlamentares. Além de requerimentos e moções, foram votados 10 vetos do governador – todos derrubados.

Projetos

Entre os projetos que devem virar lei no Distrito Federal está a destinação de recursos do pré-sal para educação e saúde; o fornecimento de merenda especial para estudantes com diabetes nas escolas públicas, e a criação do Programa de Saúde da Criança no DF.

Estacionamento

A Câmara Legislativa também derrubou veto ao projeto de lei nº 1.152/2016, que “assegura ao consumidor tempo de, pelo menos, 30 minutos para saída do estacionamento após o pagamento da tarifa”. A proposta é de iniciativa do deputado Bispo Renato Andrade (PR).

ENQUANTO ISSO…

# A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia da Câmara Legislativa aprovou a prorrogação de seus trabalhos por mais 30 dias. O prazo final da Comissão terminaria em 28 de abril e agora vai até o final de maio. O requerimento de prorrogação foi aprovado por unanimidade pelos cinco integrantes da CPI.

# O deputado Rodrigo Delmasso (Podemos) apresentará propostas para evitar a retirada ou remanejamento de recursos da área da infância e da adolescência no Orçamento do DF.

# O deputado Rafael Prudente (PMDB) ironizou declaração do governador Rodrigo Rollemberg segundo a qual não haverá aumento de impostos no DF. De acordo com Prudente, isso só será possível porque o governo já “aumentou todos os impostos possíveis”.

# Prudente leu uma relação com os impostos aumentados desde o início da gestão de Rollemberg, como IPVA, ICMS e tributos incidentes sobre combustíveis, TV por assinatura, serviços de comunicação, perfumaria, entre outros.

# O líder do PT, deputado Ricardo Vale, elogiou a participação da militância do partido que participou das eleições para os diretórios regionais da legenda, no último final de semana. Para ele, o PT continua forte e alinhado à defesa dos direitos dos trabalhadores.

# O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, recebeu o embaixador da Espanha no Brasil, Manuel de la Cámara Hermoso, no Palácio do Buriti nesta terça-feira (11). O diplomata veio se despedir, já que se mudará para a Finlândia, onde exercerá o mesmo cargo.

# Durante o encontro, Rollemberg contou a Hermoso que vai à Espanha para receber o título de reconhecimento de Brasília como Capital Ibero-americana da Paz para o biênio 2017 e 2018. A entrega será em 18 de abril.

Fachin remete investigações sobre Agnelo e Arruda à Justiça Federal no DF

0

Delatores da Odebrecht citam irregularidades em obras do Mané Garrincha, do Centro Administrativo e do Jardins Mangueiral; teor dos pedidos de inquérito segue sob sigilo

Do G1 –  O ministro Luiz Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Justiça Federal do Distrito Federal as citações feitas por delatores da Odebrecht e relacionadas a obras na capital federal. As supostas irregularidades se referem às obras do estádio Mané Garrincha, do novo Centro Administrativo, em Taguatinga, e do condomínio Jardins Mangueiral.

Duas das petições citam o ex-governador do DF José Roberto Arruda (ex-DEM) – que teve o mandato cassado em 2010 pelo Tribunal Regional Eleitoral. Em uma delas, o nome é acompanhado do ex-secretário de Obras do mesmo governo, Márcio Machado (PSDB). O ex-governador Agnelo Queiroz (PT) é alvo de outra petição.

Até a tarde desta terça-feira (11), o conteúdo dos pedidos ainda estava sob sigilo. Agora, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, no DF, deve decidir se abre ou não inquérito para apurar as supostas irregularidades apontadas nas delações. Não há prazo para que a decisão seja tomada.

“Lista de Fachin”

Esses documentos integram a lista de 201 pedidos de investigação remetidos por Fachin a instâncias inferiores, contra pessoas citadas e sem o chamado “foro privilegiado”. O ministro também determinou a abertura de 76 inquéritos contra políticos e autoridades com base nas delações de ex-executivos da Odebrecht, informou a assessoria do STF.

Horas antes, nesta terça-feira (11), o jornal “O Estado de S. Paulo” tinha informado que o ministro autorizou a abertura de inquéritos e retirado os sigilos de 83 pedidos de investigação de políticos enviados ao Supremo em março pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O ministro enviou de volta à PGR outros 11 pedidos de investigação para nova análise. Outros 25 pedidos foram mantidos sob sigilo, por risco de atrapalhar as investigações. Foram arquivados 7 casos envolvendo autoridades, a pedido da PGR, por falta de indícios da ocorrência de crimes.

Distritais querem ir ao Ministério do Planejamento para discutir reajuste para Polícia Civil

0

Policiais civis voltaram a ocupar a galeria do plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal na sessão desta terça-feira (11), pressionando pela continuidade da obstrução da votação de projetos do Executivo. Os distritais comprometidos com a categoria mantiveram a posição e chegaram a propor uma reunião no Ministério do Planejamento com representantes do governo para tratar do reajuste.

Primeiro a sugerir a reunião, o deputado Cláudio Abrantes (Rede) disse acreditar que os técnicos do Executivo federal poderão avaliar a situação do Fundo Constitucional – responsável pelos recursos da área de segurança no DF – e “mostrarão que tem dinheiro para isso”. A proposta agradou o deputado Wasny de Roure (PT), que sugeriu a formação de uma comissão de deputados para acompanhar o debate.

Obstrução

“Queremos apenas que o governador envie a mensagem para o governo federal, essa é só a primeira de muitas etapas”, reforçou o deputado Wellington Luiz (PMDB). A equiparação do salário da Polícia Civil com o da Federal depende desse processo. Também favorável à demanda dos policiais civis, o deputado Raimundo Ribeiro (PPS) destacou que a obstrução é um “instrumento legítimo” dos deputados.

Rollemberg apresenta nova proposta aos professores em greve

0

Sindicalistas foram recebidos pelo governador Rodrigo Rollemberg na noite desta terça-feira (11), no Palácio do Buriti

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, apresentou proposta de acordo a representantes do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF). Os sindicalistas foram recebidos pelo chefe do Executivo, na noite desta terça-feira (11), no Palácio do Buriti.

Com essa proposta, o governo espera que os professores retornem às salas de aula. “É preciso que a greve finalize para que os estudantes e a sociedade não sejam ainda mais prejudicados”, defendeu Rollemberg.

Na nova negociação, o governo se comprometeu a pagar, de julho a dezembro de 2017, as pecúnias referentes às licenças-prêmio não usadas de todos os servidores públicos que se aposentaram em 2016. “O governo reitera que não tem condições financeiras para apresentar uma proposta econômica superior ao pagamento de R$ 100 milhões de pecúnias e que continuará negociando com os representantes dos professores”, reforçou.

Conforme a disponibilidade financeira, o governo também assumiu o compromisso de dar continuidade aos estudos referentes à implementação das metas previstas no Plano Distrital de Educação.

De acordo com o documento apresentado aos representantes sindicais, o governo pagará os dias descontados na folha de março referentes ao movimento paredista e lançará na folha de pagamento de abril as faltas referentes aos dias não trabalhados, sem desconto. Assim que os docentes cumprirem o calendário de reposição, serão publicados os abonos administrativos das faltas relativas ao período da paralisação.

Também ficará acordado que o Executivo promoverá uma discussão ampla e transparente sobre uma eventual proposta de reforma previdenciária, antes de enviar qualquer projeto à Câmara Legislativa do DF. O governo se comprometeu ainda a não propor a terceirização das atividades de magistério, cuja gestão é de responsabilidade da Secretaria de Educação.

Participaram da reunião o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, e os secretários de Educação, Júlio Gregório Filho; de Fazenda, João Antônio Fleury; e de Comunicação Institucional e Interação Social, Paulo Fona.

Sebrae lança projeto de formalização empresarial em favelas

0

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) vai lançar o Favela Legal, um projeto de estímulo ao empreendedorismo nas duas maiores favelas de São Paulo, Paraisópolis e Heliópolis. A ideia é tirar da informalidade os donos de pequenos negócios em favelas, incluí-los na Previdência Social, contando tempo para aposentadoria, e também aumentar a arrecadação do Estado.

“Você olha na favela tem farmácia, mercearia, tem tudo lá dentro. É uma cidade, mas uma cidade na informalidade. Nós estamos trazendo todos para a formalidade através do programa Microempreendedor Individual [MEI] ou da microempresa. Nós vamos ajudá-los a organizar”, disse o presidente do Sebrae, Afif Domingos. Segundo ele, o projeto será lançado em maio.

Segundo pesquisa Data Popular, utilizada pelo Sebrae como base para idealização do Favela Legal, os mais de 12 milhões de moradores de favelas brasileiras movimentam cerca de R$ 80 milhões. Além disso, a pesquisa identificou que, na opinião dos moradores das favelas, a interferência do Estado é mal vista. Afif disse que pretende fazer uma inclusão social. “Na pesquisa eles falaram que o Estado só atrapalha. Estamos indo dar a eles condição de se formalizarem, de fazer inclusão social”.

Os empresários das favelas passarão por capacitação, como programas de qualificação do MEI. “Vamos fazer esse mutirão dentro dessas comunidades para fazer a regularização das empresas. Eles estão à margem do processo, eles não têm cobertura previdenciária e, por meio do MEI, ele passa a ter essa cobertura. Isso é bom para a Previdência também, porque aumenta a arrecadação”, disse Afif após encontro com o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto.

O projeto nas favelas de São Paulo atuará como um piloto e pode ser expandido para outros locais do Brasil. Segundo o assessor especial da Presidência da República, o jurista Gastão Toledo, a ideia foi apreciada pelo presidente. “O presidente gostou muito dessa ideia. Acha que é uma nova maneira de incluir os empreendedores, até agora desconhecidos, no universo da formalidade. E [esse programa] não vai se dar para infernizar a vida deles e sim para facilitar”.

Citações da Odebrecht contra FHC, Lula e Dilma vão para primeira instância

0

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin determinou que as citações de ex-executivos da Odebrecht aos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff sejam enviadas para a primeira instância da Justiça. O pedido foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo fato de os acusados não terem mais foro privilegiado no STF.

De acordo com delação premiada de Emílio Odebrecht, um dos proprietários da empreiteira, a empresa teria feito o pagamento de “vantagens indevidas e não contabilizadas” para as campanhas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 1993 e 1997. Com a decisão do STF, FHC deverá responder às acusações na Justiça Federal em São Paulo.

As acusações contra o ex-presidente Lula foram enviadas para a Justiça Federal no Paraná. Nos depoimentos, os colaboradores ligados à Odebrecht citaram supostas tratativas com Lula para viabilizar politicamente a edição de uma medida provisória para evitar a intervenção do Ministério Público nos acordos de leniência assinados com empresas na Lava Jato.

Um pedido de influência de Lula para que a Odebrecht conseguisse fechar negócios com o governo angolano e reformas em um sítio em Atibaia (SP), além do pagamento de palestras em troca de favorecimento da empresa também constam nos depoimentos.

No caso da ex-presidenta Dilma, foram citados supostos pagamentos de caixa dois para a campanha eleitoral. As acusações foram enviadas para a Justiça Federal em São Paulo.

O presidente Fernando Henrique Cardoso disse que só vai se manifestar após ter acesso à decisão do ministro. Por meio de sua assessoria, Lula disse que as acusações dos delatores são falsas e que sempre agiu dentro da lei. Os advogados da campanha de Dilma sustentam que todas as doações foram registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Encontro marca a aproximação e nova fase entre GDF e o setor produtivo

0

O secretário de Economia e Desenvolvimento Sustentável, Antônio Valdir Oliveira Filho, foi apresentado a representantes do setor produtivo em almoço nesta terça-feira (11). Valdir Filho tomou posse na quarta-feira (5), em substituição a Arthur Bernardes.

O encontro do novo titular da pasta de Economia ocorreu no clube da Brasal, no Setor de Clubes Sul, com a presença do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

Em seus discursos, o chefe do Executivo local e o secretário destacaram a importância de aproximar os setores público e privado e de reaquecer a economia.

Rollemberg destacou também a austeridade da gestão para colocar as contas públicas em ordem. “Herdamos R$ 3 bilhões em dívidas e quase zeramos o montante relativo à Saúde”, exemplificou o governador. “Tomamos medidas duras, e sinto que este pode ser o momento da retomada dos empregos no DF.”

Já o novo secretário ressaltou que atuará com base em três compromissos: aproximar a pasta de Economia e Desenvolvimento Sustentável da Secretaria de Fazenda sem aumentar mais impostos no DF; combater o comércio ilegal; e simplificar a vida do empresariado.

Participaram do almoço representantes de mais de 20 empresas e integrantes do primeiro escalão do governo de Brasília.

TJ aumenta multa por descumprimento de ordem de retorno imediato de professores

0

A 1ª Câmara Cível, em decisão do relator, aumentou para R$ 400 mil por dia, para cada dia de descumprimento de sua decisão anterior, que obrigou os professores da rede pública a retornarem imediatamente às suas atividades de trabalho.

O Distrito Federal ajuizou ação contra o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (SINPRO), no intuito de obter a declaração de ilegalidade da greve deflagrada pelo mencionado Sindicato, alegando, em resumo, que a prestação dos serviços é essencial e, assim, não poderiam ser cessados.

Em 24/3, o relator concedeu o pedido de antecipação de tutela, feito pelo DF e determinou que os professores retornassem às suas atividades imediatamente, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia de descumprimento.

O Ministério Publico do Distrito Federal e Territórios se manifestou no processo e, diante do descumprimento da ordem judicial, requereu o aumento da multa.

O desembargador acatou o pedido ministerial e registrou que: “Nos termos do art. 537, §1º, do Código de Processo Civil, o juiz poderá, de ofício ou a requerimento, modificar o valor da multa aplicada caso verifique que se tornou insuficiente. Inicialmente arbitrada em R$ 100.000,00 (cem mil reais), a multa tem o propósito de fazer com que a obrigação seja cumprida. Mesmo com o valor arbitrado, classificado pelo suscitado como exorbitante, deu-se continuidade ao movimento grevista, e a paralisação completará um mês. Mostra-se necessária a elevação do valor inicialmente fixado, conforme requerido pelos representantes do Ministério Público. Majoro para R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais) por dia a multa por cada dia de descumprimento da decisão liminar. Mantenho a decisão quanto ao corte de ponto dos professores da rede pública que estão sem executar as suas atividades, com a consequente suspensão de pagamentos relativos aos dias paralisados, os quais apenas deverão ser pagos diante da efetiva prova de reposição dos dias letivos, sem qualquer prejuízo de hora/aula para todos os turnos, proibindo-se a compactação de aulas”.

CCJ aprova obrigatoriedade de professor de educação física na rede pública

0

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nove projetos de lei na reunião desta terça-feira (11), com destaque para o PL n° 903/2016, de autoria de Julio Cesar (PRB), que torna obrigatória a presença de profissional de educação física na rede pública de ensino do Distrito Federal. A proposta havia recebido duas emendas na Comissão de Educação Saúde e Cultura, que garantem a disciplina no ensino, infantil, fundamental, médio e especial.

A proposta foi aprovada por unanimidade e recebeu elogio de diversos parlamentares. Prof. Israel Batista (PV) lembrou que o PL é fruto de uma audiência pública realizada em parceria com o deputado Julio Cesar em 2015, e destacou a importância da educação física na coordenação motora e senso de direção das crianças. Já Sandra Faraj (SD) comentou a importância de ter praticado basquete na juventude.

Aos docentes presentes à reunião, o deputado Julio Cesar garantiu que a proposta será aprovada em plenário na próxima semana. Na justificativa do PL n° 903/2016, o distrital ressalta a importância da atividade física, tendo em vista que a “introdução cada vez mais cedo de dispositivos eletrônicos vem tornando os alunos cada vez mais sedentários. Verdadeiros analfabetos motores”.

Outras propostas de destaque aprovadas pela CCJ foram o PL nº 1.459/2017, do Poder Executivo, que cria o programa de compensação financeira temporária aos catadores de materiais recicláveis que exercem atividade no Aterro do Jóquei, que será desativado pelo GDF; o PL n° 736/2012, do ex- deputado Washington Mesquita, que institui o Selo Verde para identificar veículos de transporte coletivo que se enquadram nos padrões de emissão de carbono; e o PL n° 218/2015, de Rafael Prudente (PMDB), que obriga os serviços de saúde pública a notificarem o Ministério Público e o Conselho tutelar sobre internações de crianças e adolescentes que tenham ingerido álcool e/ou entorpecentes.