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Brasil pode ter 17% do PIB comprometido só com aposentadorias em 30 anos

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Por Jalila Arabi – Em pouco mais de 30 anos, o Brasil poderá ter 17% do seu Produto Interno Bruto (PIB) voltados somente para pagamentos de aposentadorias. A estimativa é de um relatório divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) na última terça-feira (05), que mostra que o Brasil será o País com o maior gasto no setor de todo o grupo com as maiores economias do mundo mais a União Europeia (G20), se permanecer com o atual sistema previdenciário.

O relatório comparou o desempenho de 43 países e o Brasil registrou a taxa mais alta. Segundo a OCDE, a média de percentual para essa finalidade até 2050 deveria girar em torno de 9,2%. Hoje, o Brasil já tem 9,1% de todas as riquezas geradas por aqui para pagar aposentados e pensionistas.

O especialista em finanças Marcos Melo acredita que essa projeção de 17% do PIB seja apenas uma estimativa, mas faz um alerta. “É muito importante observar a tendência desses números. Se continuar como está, de fato, o gasto com previdência no Brasil deverá absorver uma proporção muito grande dos gastos.”

O resultado médio dos países da Organização com gastos previdenciários fica em torno de 8,1%. A Argentina, que hoje gasta 7,8% no setor, deverá passar para 10,4% em 2050 – média bem abaixo da esperada para o Brasil. Segundo o relatório, alguns países que realizaram reformas na Previdência deverão ter o percentual do PIB mais baixo, como é o caso da França, que tem expectativa de passar de 15% para 13%.

“Nossa previdência hoje consome uma quantidade absurda de recursos do Governo e nós ainda somos um País jovem. A nossa transição demográfica será muito acelerada. O que a França fez em 100 anos nós faremos em 20 anos”, afirma o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE-FGV) Bruno Ottoni.

Segundo os especialistas, o envelhecimento da população é positivo, devido às conquistas sociais, mas também pode ser um fator preocupante. Marcos Melo afirma que o sistema atual está montado com base no envelhecimento de 30 anos atrás. “Houve um avanço social no Brasil nos últimos anos. Por outro lado, a forma como o sistema da Previdência hoje está montado não é sustentável em longo prazo.”

Brasil terá o maior gasto do PIB com aposentadorias em 2050, segundo OCDE

Brasil idoso
O Brasil está cada vez mais idoso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa de vida do brasileiro subiu para 75,8 anos em 2016 – em 2015, era de 75,2. O número de idosos com 60 anos ou mais também cresceu em 2016, 16% a mais do que em 2012. “Todas as vezes que existe um aumento na esperança de vida da população, o sistema de Previdência tem que ser revisto”, afirma o economista e membro do Conselho Regional de Economia Newton Marques.

De acordo com o relatório da OCDE, outra taxa que deve subir em alguns anos é a de dependência de idosos. O indicador calcula que, em 2075, o Brasil deve ter 62,3 idosos para cada 100 pessoas com idade de trabalhar (20 a 64 anos). A média dos demais países é passar de 25 para 55,6 pessoas com 65 anos ou mais.

“A gente tem uma regra que permite as pessoas se aposentarem muito cedo com benefícios muito elevados. Logo, quando a gente vê a participação da população idosa que os outros países têm, os nossos gastos em relação ao PIB vão ser maior”, afirma o também pesquisador do IBRE-FGV Fernando de Holanda Barbosa Filho. Ele compara a aposentadoria brasileira com a de outros países. A taxa de reposição do benefício, conhecida como aposentadoria integral, não existe em outros países, somente no Brasil. A média dos países da OCDE dessa taxa é de 59%. Na França, a taxa é 69%. No Brasil, é de 82%.

O Governo está prestes a aprovar uma reforma no setor previdenciário. Até o momento, as discussões indicam que o texto deve entrar na pauta do plenário na segunda semana de dezembro. Porém, o Governo ainda está “contando voto a voto”, como afirmou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Para ser aprovada, a reforma precisa passar por dois turnos de votação e ter 308 votos favoráveis. “Quão mais rigorosa for a reforma, quão mais profunda for essa reforma, menor vai ser esse gasto com aposentadoria”, aposta Fernando de Holanda Filho.

Uma das medidas propostas por essa reforma é a instituição de uma idade mínima para aposentadoria, sendo 65 anos para os homens e 62 para as mulheres. Outro ponto era modificar o tempo de contribuição de 15 para 25 anos, mas pela forte repercussão a medida foi alterada. “As pessoas estão considerando a previdência como um prêmio. ‘Ah, eu vou trabalhar até os meus 55 anos, porque depois disso eu não vou mais trabalhar e vou receber.’ Mas com 55, 60 anos você ainda está com grande produtividade hoje em dia. Previdência não é prêmio”, critica Melo.

Cautela
O relatório da OCDE destaca a importância de se fazer reforma no sistema dos países, porém ressalta que “realizar reforma com pressa pode gerar efeitos negativos” do ponto de vista macroeconômico, pois “tende a amplificar ciclos econômicos, acrescentando sofrimento em tempos já difíceis.”

“Acho que nós temos que fazer uma discussão muito mais ampla sobre o assunto”, defende Newton Marques. Para ele, a reforma é necessária, sim, mas não pode ser analisada isoladamente. Já para Marcos Melo, mudar o sistema previdenciário é uma decisão. “É uma questão de escolha. Se você pretende fazer com que a arrecadação tributária e da previdência aumentem a proporção para poder pagar os aposentados, a gente precisa fazer uma escolha. Não vai ter dinheiro para todo mundo, então parte dos serviços públicos vai ter que sofrer com a redução de gastos.”

Agnelo Queiroz deve ficar inelegível por oito anos, determina Justiça Eleitoral

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Ele é acusado de desvirtuar propaganda institucional do governo para favorecer a própria campanha à reeleição, em 2014. Cabe recurso

Por Gabriel Luiz, G1 DF – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (7) manter o ex-governador Agnelo Queiroz (PT) inelegível por oito anos. Ele é acusado de desvirtuar propaganda institucional do governo do Distrito Federal para favorecer a própria campanha à reeleição, em 2014. A defesa nega irregularidade. Cabe recurso.

Por unanimidade, os ministros do TSE afastaram a condenação por abuso de autoridade, mas confirmaram o entendimento de que houve “conduta vedada”. Por isso, foi determinado pagamento de multa. O valor não foi divulgado.

O caso julgado é sobre o uso da página da Agência Brasília e de redes sociais para publicar pelo menos 461 notícias positivas ao governo. Isso no período pré-eleitoral – três meses antes das eleições – em que é “proibida toda publicidade institucional”.

Ministros do TSE durante julgamento do caso Agnelo (Foto: Reprodução)
Ministros do TSE durante julgamento do caso Agnelo (Foto: Reprodução)

As exceções são apenas para divulgar produtos e serviços no mercado e para alertar sobre casos de grave e urgente necessidade pública, mediante autorização da Justiça.

Durante a sessão, o advogado de Agnelo, Paulo Guimarães, afirmou que não houve publicidade institucional. Segundo ele, as notícias têm conteúdo estritamente jornalístico. Ao G1, disse que vai aguardar a publicação da nova decisão para analisar a possibilidade de recurso.

“As notícias veiculadas não se enquadram nas duas exceções legais, estando caracterizada a conduta vedada, que proíbe a veiculação de publicidade institucional no período inscrito pela norma”, afirmou o relator do caso, o ministro Admar Gonzaga.

Na mesma sessão, os ministros absolveram em parte o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB) das mesmas acusações. Mesmo havendo reconhecimento de “conduta vedada”, o político permanece elegível.

Na eleição de 2014, a chapa Agnelo-Filippelli não chegou ao segundo turno, que foi disputado por Rodrigo Rollemberg (PSB) e Jofran Frejat (PR).

Outro caso

Em fevereiro deste ano, o TSE tinha julgado um outro caso semelhante. A denúncia também era sobre o uso da máquina pública durante a campanha eleitoral – inclusive pelo fato de instalar os assentos do Estádio Nacional em vermelho, cor associada ao partido de Agnelo.

Segundo o TSE, Agnelo Queiroz abusou do poder político que tinha à época, por estar no comando do Palácio do Buriti. O voto classifica as campanhas veiculadas pela equipe do governo como “uso indevido de meios de comunicação social”.

Luiz Fux é eleito para substituir Gilmar Mendes na presidência do TSE

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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi eleito hoje (7) para ser o próximo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele assumirá o cargo, no ano que vem, no lugar de Gilmar Mendes, que deixará o comando da Corte Eleitoral no dia 14 de fevereiro.

A eleição, realizada na sessão ordinária do TSE desta quinta-feira, foi por 6 a 1. O processo, porém, é uma formalidade, uma vez que, tradicionalmente, sempre é eleito para presidir a Corte Eleitoral o ministro do STF mais antigo no TSE que ainda não tenha ocupado a presidência.

Após ser eleito, Fux descreveu como “espinhosa” a tarefa de comandar o TSE e substituir Gilmar Mendes. “Para mim é um momento de muita emoção, porque eu sou juiz de carreira e Deus me permitiu cumprir todas as etapas da minha carreira, inclusive essa no Tribunal Superior Eleitoral”, disse.

Fux, no entanto, não ficará no cargo durante a eleição presidencial do ano que vem, pois seu mandato no TSE se encerra em agosto, portanto antes do pleito. A ministra Rosa Weber é a próxima na fila para assumir a presidência da Corte Eleitoral.

De acordo com o Artigo 119 da Constituição, o TSE é composto por três ministros indicados pelo STF, dois ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois juristas de notório saber indicados pelo presidente da República. Os mandatos são de dois anos, renováveis.

Ao deixar o TSE em fevereiro, Gilmar Mendes será substituído por Luís Roberto Barroso. Em agosto, Fux será substituído por Edson Fachin.

CONIVÊNCIA MATERNA COM O CRIME

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Miguel Lucena*

Casos de conivência de mães com violência dos companheiros contra seus filhos não são raros, apesar de o politicamente correto tentar, a todo custo, esconder o fato. É muito duro admitir que o egoísmo sexual prevaleça em algumas situações.

Ressalve-se que a maioria das mães segura a barra da criação dos filhos, porquanto muitos pais só servem para fecundar o óvulo e desaparecem, seja porque a relação é eventual, fortuita, seja por se tratar de produção feminina independente, ou mesmo por negligência e imprudência no não-uso de contraceptivos.

Em audiência judicial, o padrasto que asfixiou e matou o enteado de 9 anos em Goiânia disse que o fez a pedido a mãe. Ela nega a co-autoria do crime, alega que foi enganada pelo parceiro e este assassinou a criança por não se conformar com o fim do relacionamento.

Ocorre que, dois dias após o assassinato do menino, praticado em 19 de maio deste ano, a mãe e o padrasto foram à Delegacia de Polícia registrar um falso desaparecimento. Entraram em contradição. O padrasto acabou confessando o crime, cometido, segundo ele, a pedido da mãe, porque a criança estava atrapalhando o relacionamento do casal.

Ficamos sabendo, nas delegacias, de casos em que as mães expulsam as filhas de casa a pedido dos companheiros, geralmente quando estes fracassam em alguma tentativa de relacionamento sexual com as enteadas.

Da mesma forma, mães são coniventes com as violações sexuais por um bom tempo e somente denunciam os abusadores, por vingança, quando eles resolvem acabar o relacionamento.

O dever de cuidado com os filhos precisa sempre estar em primeiro lugar. Não há desculpas para a negligência e o abandono, muito menos para cumplicidade criminosa com os delinquentes que roubam a inocência das crianças.

*Miguel Lucena é Delegado de Polícia Civil do DF, jornalista e escritor.

Movimento dos Sem Terra apresenta demandas ao governador Rollemberg

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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) apresentou demandas ao governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, na tarde desta quarta-feira (6).

Em reunião no Palácio do Buriti, o dirigente nacional do movimento João Pedro Stédile pediu apoio para o Encontro Nacional das Crianças Sem Terra — agendado para 21 a 25 de maio em Brasília. O MST quer reunir na capital 1,2 mil crianças de 8 a 12 anos.

Além de questões sobre assentamentos no DF, o grupo também sugeriu que o governo local incentive a compra de alimentos agroecológicos produzidos em assentamentos nacionais, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

O grupo — que contou ainda com a participação da senadora Lídice da Mata (PSB) e do subsecretário de Movimentos Sociais e Participação Popular da Casa Civil, Acilino Ribeiro — também tratou do Fórum Alternativo Mundial da Água.

O encontro é uma edição independente e paralela ao Fórum Mundial da Água, que terá a 8ª edição sediada em Brasília em março.

Temer comemora décima redução de juros seguida em seu governo

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O presidente Michel Temer comemorou nesta quarta-feira (6) a redução dos juros básicos da economia pela décima vez seguida em seu governo. O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, de 7,5% ao ano para 7% ao ano. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Temer relacionou a redução dos juros ao trabalho de seu governo, indicando que “o Brasil está voltando aos trilhos”.

“Nós temos essa boa notícia, fruto precisamente daquilo que o governo está fazendo ao longo do tempo e que é em benefício de você, consumidor, você que vive do trabalho, do cotidiano, do dia a dia. Não posso deixar de comemorar com você essa decisão do Banco Central, reveladora de que o Brasil está voltando aos trilhos”, disse o presidente.

No vídeo, Temer destaca que esta é a décima redução da Selic em seu governo e afirma que a medida vai facilitar a vida da população. “Com esses juros fica mais fácil para viver, para trabalhar, para comprar, para morar. Naturalmente, porque isso reduz também os juros de todo o sistema bancário”.

Menor nível da história

Com a redução de hoje, a Selic atinge o menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, anteriormente o nível mais baixo da história, e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia.

Reunião de Temer termina sem fechar lista de apoios à reforma da Previdência

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O governo esperava terminar de contabilizar na noite desta quarta-feira (6) quantos votos existem a favor da reforma da Previdência. O presidente Michel Temer reuniu 19 ministros, mais deputados e senadores da base aliada, além de líderes de partido. Foram mais de 47 presentes em uma reunião no Palácio da Alvorada, mas o governo ainda não tem a resposta que queria.

A expectativa era receber dos partidos, no encontro que terminou no final da noite, os números de quantos deputados votam com o governo. A resposta veio apenas do PP. Temer espera esses números até esta quinta-feira (7), ao meio-dia. Na saída da reunião, que durou mais de duas horas, o deputado Beto Mansur (PRB-SP) conversou com a imprensa. Ele afirmou que o governo tem cerca de 260 votos, e continuará buscando o apoio necessário.

“Fiz uma análise de 260 votos, que tínhamos até o dia de ontem. Alguns partidos ainda ficaram de entregar. […] Com esse fechamento, o presidente [da Câmara] Rodrigo Maia terá condições de saber se pauta a votação na semana que vem”. O deputado, um dos aliados mais fiéis de Temer, afirmou que o governo quer “votar na certeza”, contabilizando cerca de 325 votos antes de ir para plenário. Para ser aprovada na Câmara, a reforma precisa de 308 votos.

Abordagem dos indecisos

Ainda de acordo com Mansur, Temer tem abordado os parlamentares indecisos questionando sobre qual legado eles querem deixar. O presidente usa como argumento a afirmação de que a reforma será positiva para os mais pobres e cortará privilégios. “O presidente foi muito claro [com os deputados]. Qual é a resposta que o deputado vai dar à sociedade brasileira votando contra a reforma? Que ele está mantendo privilégios?”

O aliado de Temer procurou passar tranquilidade, dizendo que o governo ainda tem 15 dias até o recesso legislativo para buscar os votos e colocar a reforma em votação, em primeiro e segundo turno. “Nós vamos buscar o número de votos, e queremos um número bem consolidado para vencer no plenário. Até o dia 21, teremos condições de votar o primeiro e segundo turno”.

Fechamento de questão

Após reunião com ministros e parlamentares, no último domingo (3), na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, as tratativas em prol da reforma avançaram. No encontro surgiu a ideia de os partidos aliados do governo fecharem questão a favor do tema. O PMDB e o PTB já definiram se definiram por este caminho. Além do partido de Temer, PP, DEM, PR, PRB, PSD e SD podem seguir o mesmo caminho. A possibilidade deu ânimo novo ao governo, que iniciou a semana otimista.

Mesmo que não haja fechamento de questão no PSDB, o governo conta com os votos do partido, cuja aliança com o governo segue questionada. “Acredito que o atual presidente do PSDB [Alberto Goldman] e o próximo presidente, Geraldo Alckmin, estão trabalhando no sentido do partido, [mesmo que] não fechar questão, mas dê um apoio efetivo para a reforma”, disse Mansur.

Quando um partido fecha questão, os parlamentares que não acompanham a decisão da executiva podem sofrer penalidades, como suspensão de atividades partidárias ou até mesmo expulsão da legenda.

Câmara Legislativa rejeita título de cidadão de Brasília ao prefeito João Dória

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A Câmara Legislativa rejeitou nesta quarta-feira (07) o projeto de decreto legislativo que concedia o Título de Cidadão Honorário de Brasília ao atual prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB).

A homenagem havia sido proposta pelo distrital Robério Negreiros (PSDB), quem elogia a atuação de Doria como empresário e gestor público.

Participação popular na escolha de administrador regional vai sair do papel

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A Câmara Legislativa aprovou nesta quarta-feira (6) projeto de lei que regulamenta a participação popular na escolha de administradores regionais, dispositivo previsto na Carta Maior do Distrito Federal. Com tramitação encerrada na Casa e pronto para ser enviado ao governador, para sanção ou veto, o PL nº 951/2016 estabelece critérios e procedimentos para o processo de eleição de gestores, de forma a evitar indicações com viés estritamente político.

O autor da proposta, deputado Chico Vigilante (PT), comemorou a aprovação, lembrando que a matéria foi tema de promessa de campanha do próprio governador Rodrigo Rollemberg. “O PL vai ajudar a resolver uma questão que se arrasta há 20 anos”, explicou, em referência ao loteamento político das administrações regionais. Sobre a possibilidade de veto por parte do chefe do Executivo, o deputado Wellington Luiz afirmou: “Espero que ele seja coerente com o que prometeu”.

O texto estabelece que o processo de escolha de administradores regionais será feito mediante chamamento público a ser conduzido por uma comissão eleitoral, podendo votar qualquer eleitor inscrito em seção eleitoral da região administrativa. Considerando os 10 nomes com o maior número de votos, caberá ao governador nomear um dos três mais votados. A nomeação para o cargo terá validade de quatro anos, e o processo para a escolha do gestor deverá ser organizado e concluído nos três primeiros meses de mandato do governador.

De acordo com o projeto, para concorrer ao cargo, o candidato deverá ter idade mínima de 25 anos, residir na RA há mais de um ano, não haver praticado ato tipificado como causa de inelegibilidade, não estar inscrito em dívida ativa, não ter contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas do DF ou da União e não haver sido punido com demissão ou destituição de cargo público.

Previdência

Os deputados distritais concluíram a votação de diversos outros projetos nesta tarde. Entre eles, o projeto de lei complementar nº 118/2017, que altera a Lei Complementar n° 920/2016, a qual autoriza a reversão de parte do superávit técnico atuarial do Fundo Previdenciário do Distrito Federal (Iprev/DF). A lei em vigor permite a cessão de ações do BRB ao Iprev como forma de compensar a retirada de recursos financeiros do Fundo Capitalizado Previdenciário por parte do governo. Já o texto aprovado nesta tarde prevê a transferência de bens imóveis do DF como forma de recomposição.

O autor do PLC nº 118/2017, deputado Wasny de Roure (PT), explica que imóveis são “investimentos com menor risco”. Ele destaca, ainda, que a transferência da titularidade das ações do banco ao Iprev ainda não ocorreu e sequer conta com a aprovação da Secretaria da Previdência Social. A proposição aprovada nesta tarde fixa também um prazo de 180 dias para o GDF recompor os recursos retirados do Fundo Previdenciário.

 

Caem índices de crimes contra o patrimônio no Distrito Federal em 2017

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Índices dos seis tipos de crime contra o patrimônio apresentaram queda no DF em 2017. De janeiro a novembro, foram registradas 55.490 ocorrências — 5% ou 2.978 a menos que no ano passado.

A maior variação foi no número de roubos a comércio, que teve decréscimo de 22,9% de um ano para o outro e de 26,5% a menos no comparativo de novembro. Em relação a outubro, as ocorrências caíram de 208 para 158.

Os dados monitorados mensalmente pelo Viva Brasília — Nosso Pacto pela Vida, foram divulgados pelo balanço mensal da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social na tarde desta quarta-feira (6).

Os roubos em residências também tiveram queda expressiva no mês passado, com 23 ocorrências a menos do que no mesmo período de 2016 — de 80 para 57 — e 51 a menos em relação ao apanhado anual, que passou de 827 para 776.

Já os números do comparativo mensal de roubo de veículo e a pedestres foram 16,6% e 0,8% menores, respectivamente. No caso de roubos em transporte coletivo, a queda em novembro de 2017 foi de 26,8% em relação a 2016.

Furtos a veículos tiveram a queda anual de 2,4%. Apesar disso, no comparativo mês a mês, o número teve um ligeiro aumento — passou de 941 para 1.186 ocorrências.

Índices de homicídios são os menores desde 2000

De acordo com o balanço, a taxa de homicídios no DF continua a menor dos últimos 17 anos. No acumulado de janeiro a novembro, foram registradas 444 ocorrências — 95 a menos que no mesmo período de 2016 —, quantidade mais baixa desde 2000, quando começou a série histórica.

No comparado mês a mês, o número de ocorrências de assassinatos também diminuiu, de 49 para 43.

De acordo com o secretário da Segurança Pública e da Paz Social, Edval Novaes, a prospecção para 2017 é a de que a taxa de homicídios chegue a 17,6 por 100 mil habitantes no fim de dezembro.

Em 2016, o índice fechou em 19,7 para cada 100 mil brasilienses. “Confirmada essa estimativa, será a taxa mais baixa desde 1989 no DF”, informou o titular.

Campanhas incentivam denúncias de estupros no DF

As denúncias de estupro chegaram a 75 em novembro de 2017, 92% a mais que no mesmo período de 2016, em que foram registrados 39 casos. No ano, as ocorrências totalizaram 814, um aumento de 34,5%.

Dos 75 registros de estupros notificados em 2017, 44 ocorreram neste ano e os demais em outros períodos. “Intensificamos o trabalho no encorajamento das vítimas e das pessoas que conhecem as vítimas nas políticas de assistência social, de saúde e transversais”, atribuiu a especialista em assistência social da Secretaria do Trabalho, Miriam Pondaag.

De acordo com ela, o desafio de lidar com a violência sexual ocorre porque a maioria dos casos ocorre no ambiente fechado. “A dimensão dessa violência é maior do que imaginamos. Os casos registrados tardiamente mostram que há medo, e coação das vítimas, o que deve ser trabalhado por meio de campanhas de prevenção, enfrentamento e com o fortalecimento dos serviços”, avalia.

“As políticas de governo têm como objetivo incentivar que as pessoas denunciem o estupro, bem como os demais crimes”, reforçou o titular da pasta da Segurança. Ele destacou ainda a importância de registrar boletim de ocorrência — o que pode ser feito virtualmente caso a vítima não vá até a delegacia.

Número de mortes no trânsito foi reduzido em 2017

Em novembro, o número de mortes provocadas por acidente de trânsito caiu 42% no DF. Considerando os índices anuais, de janeiro a novembro de 2017 a redução foi de 34,7% — 235 mortes contra 360 registradas no mesmo período de 2016.

De acordo com os dados do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), a expectativa é ultrapassar em 2018 a meta determinada pela Organização das Nações Unidas, de reduzir o número em 50% de 2011 até 2020.

Em 2017, foram registradas 235 mortes no trânsito, 49,4% a menos do que as 465 ocorrências registradas em 2011.