A 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal negou pedido de dois médicos que buscavam afastar o limite constitucional sobre as horas extras
(Do Consultor Jurídico) – As verbas recebidas a título de adicional por horas extraordinárias possuem caráter remuneratório, portanto estão sujeitas à incidência do teto constitucional dos servidores públicos. Com esse entendimento, a 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal negou pedido de dois médicos que buscavam afastar o limite constitucional sobre as horas extras.
Os autores da ação informaram que são servidores integrantes da carreira médica da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Afirmaram que sempre cumpriram com extenso número de horas extras e que todas as vezes o DF aplicou o teto remuneratório sobre o somatório da remuneração, computando inclusive as horas extras trabalhadas.
Sustentaram que a supressão de parcela de sua remuneração relativa às horas extras é indevida e configura enriquecimento sem causa da administração. Assim, pediram para que fosse reconhecida como antijurídica a conduta de se aplicar o teto remuneratório sobre quaisquer valores percebidos a título de adicional por serviços extraordinários, bem como a devolução dos valores retidos a esse título.
Em primeira instância, o juiz da 7ª Vara da Fazenda Pública julgou procedentes os pedidos dos médicos e determinou ao DF a aplicação do teto separadamente: primeiro, na remuneração ordinária do servidor, e posteriormente nos valores percebidos a título de horas extraordinárias. Após esse cálculo, determinou a restituição da diferença suprimida a maior da remuneração dos autores.
Em recurso, o Distrito Federal defendeu que as horas extras são verbas de natureza remuneratória que devem suportar a incidência das regras sobre o teto dos servidores públicos.
Ao julgar o recurso, a 2ª Turma Cível do TJ-DF reformou sentença e manteve a aplicação do teto constitucional sobre horas extras. Isso porque, segundo o colegiado, as verbas referentes às horas extras possuem caráter remuneratório, devendo “sujeitando-se, portanto, à incidência do teto constitucional dos servidores públicos”. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-DF.
Julgamento começou em dezembro, mas foi suspenso após pedido de vista; cabe recurso ao TSE. Lei eleitoral prevê multa, reclusão e inelegibilidade
Por Mateus Rodrigues e Letícia Carvalho, G1 DF – O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal condenou nesta segunda-feira (17) a deputada distrital Liliane Roriz (PTB) por compra de votos e falsidade ideológica na campanha de 2010. O julgamento começou em dezembro, mas foi suspenso porque um dos desembargadores tinha pedido prazo adicional. Cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo a defesa de Liliane, os advogados vão esperar a publicação do acórdão para analisar qual será o recurso cabível. “Vamos examinar se será necessário propor embargo de declaração [que não tem poder de alterar a sentença] ou recurso especial eleitoral para o TSE”, disse Ezikelly Barros, em entrevista ao G1.
A decisão foi unânime entre os seis desembargadores que votaram no caso – o presidente, que só vota para desempatar, não precisou se manifestar no processo. Até a tarde desta segunda, a pena definida pelo tribunal ainda não tinha sido divulgada.
O TRE já tinha condenado a distrital Liliane Roriz em março do ano passado em um caso semelhante, por omitir documentos na prestação de contas na campanha para a reeleição dela em 2010. A parlamentar também foi condenada, por 4 votos a 3, por prometer cargo público a um colaborador e à mulher dele na campanha.
Na ocasião, o advogado dela, Eri Varela, recorreu ao TSE, que não ofereceu decisão final sobre o caso. Como houve mais denúncias, o Ministério Público Eleitoral abriu outro processo contra a deputada ainda no TRE. Procurado, Varela disse que só iria se manifestar com a conclusão do processo.
No outro caso, o MP eleitoral afirmou que o colaborador de Liliane atuou na campanha, mas não recebeu salários em virtude de uma promessa de cargos, caso fosse eleita. O valor relativo ao serviço realizado – mesmo que não pago – foi omitido ao TRE. Por isso, o MP alegou falsidade na prestação de contas.
Pela legislação eleitoral, ela pode pegar até cinco anos de reclusão por omitir documento, e até quatro anos por oferecer vantagem indevida. Ela também teria de pagar multa e pode ficar inelegível por tempo determinado pela Corte. A pena, no entanto, pode mudar de acordo com a interpretação dos magistrados.
O juiz federal Sérgio Moro decidiu nesta segunda-feira (17) aceitar pedido feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para arrolar 87 testemunhas de defesa em uma das ações penais da Operação Lava Jato. No entanto, Moro determinou que Lula compareça a todas as audiências para “prevenir a insistência na oitiva de testemunhas irrelevantes”.
“Já que este julgador terá que ouvir 87 testemunhas da defesa de Luiz Inácio Lula da Silva, além de dezenas de outras, embora em menor número arroladas pelos demais acusados, fica consignado que será exigida a presença do acusado Luiz Inácio Lula da Silva nas audiências nas quais serão ouvidas as testemunhas arroladas por sua própria defesa, a fim prevenir a insistência na oitiva de testemunhas irrelevantes, impertinentes ou que poderiam ser substituídas”, decidiu Moro.
Entre as pessoas que foram convocadas pela defesa de Lula estão os ex-diretores da Polícia Federal Luiz Fernando Correa e Paulo Lacerda, além do ex-ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) Jorge Hage.
Defesa de Lula
Em nota, a defesa de Lula declarou que a decisão de Moro é arbitrária porque a presença do acusado é facultativa e não obrigatória nas audiências de processos criminais. Para os advogados, Moro pretende desqualificar a defesa.
“Essa decisão foi proferida na ação penal em que Lula é indevidamente acusado de ter recebido um terreno para a instalação do Instituto Lula e um apartamento, vizinho ao que reside. No entanto, as delações dos executivos da Odebrecht mostraram que o ex-presidente não recebeu tais imóveis, o que deveria justificar a extinção da ação por meio de sua absolvição sumária”, diz a nota.
Conteúdos devem ser passados aos alunos até 2 de setembro. A proposta é que sejam usados os sábados e dias móveis, no turno original de cada turma
Os professores da rede pública de ensino do Distrito Federal têm deste sábado (22) até 2 de setembro para finalizar a reposição das aulas perdidas em decorrência da greve da categoria, que durou 29 dias.
A decisão foi firmada em reunião, nesta segunda-feira (17), entre representantes da Secretaria de Educação e do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF). Iniciada em 15 de março, a paralisação chegou ao fim em 12 de abril.
Em comum acordo, também ficou estabelecido que de 23 a 27 de julho será recesso obrigatório para todas as unidades escolares. As reposições não poderão ser feitas aos domingos e feriados e deverão ocorrer no turno original de cada turma.
Dentro do prazo estipulado, cada escola tem autonomia para definir quando será atualizado o conteúdo perdido. A proposta é que ocorra aos sábados e dias móveis — datas que as escolas costumam emendar com feriados, sem prejuízo do cronograma letivo obrigatório.
De acordo com o subsecretário de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação, Fábio Pereira de Sousa, as negociações foram positivas. “Essa reposição é de fato muito importante, e todos os setores têm interesse em fazê-la. Também orientamos aos pais que acompanhem as aulas via conselho escolar”, enfatiza.
Cerca de 20% das escolas aderiram à greve, contudo nenhuma unidade teve 100% de paralisação do quadro de servidores.
Para o diretor do Sinpro, Cláudio Antunes, a definição do calendário de reposição é o desdobramento final da greve. “As discussões ressaltam o compromisso da categoria de garantir 200 dias letivos aos alunos”, garante.
Rollemberg tomou a frente das negociações
Os sindicalistas foram recebidos pelo governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, na última terça-feira (11), no Palácio do Buriti.
Em proposta apresentada pelo chefe do Executivo, o governo se comprometeu a pagar, de julho a dezembro de 2017, as pecúnias referentes às licenças-prêmio não usadas dos servidores que se aposentaram em 2016.
Conforme a disponibilidade financeira, o governo também assumiu o compromisso de dar continuidade aos estudos referentes à implementação das metas previstas no Plano Distrital de Educação.
Na semana passada, o governador Rodrigo Rollemberg devolveu à Secretaria de Economia e Desenvolvimento Sustentável funções que estavam paralisadas desde o desentendimento político que teve com seu vice, Renato Santana. Como forma de represália, a Pasta, que era comandada por Artur Bernardes, competentíssimo, mas indicado do suplente de Rollemberg, teve todos os projetos esvaziados e acabou virando mais um órgão fantasma no Governo do Distrito Federal.
Valdir Filho, experiente gestor advindo da superintendência do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE, foi nomeado para retomar os trabalhos que estavam, até então, às moscas. Logo no discurso inicial, se comprometeu com quatro pontos relevantes para a cidade: o combate à pirataria; a estabilização dos impostos cobrados de Pessoas Físicas e Jurídicas; desburocratização de processos; e atrair empresas que buscam espaço em outras Unidades da Federação.
O desafio parece imenso, e é ainda maior, pois de todas as medidas já antevistas pelo novo secretário, a principal missão será conquistar novamente a confiança do setor produtivo.
Com a escassez de projetos de incentivo – situação confirmada pelo próprio indicado em seu discurso de posse – a arrecadação do Distrito Federal perdeu muitas cifras para o estado de Goiás, cuja gestão atual adotou estratégias bem mais atrativas para a instalação empresas em seu território.
Pela carga tributária, burocracia, falta de posicionamento do governo e inércia da Câmara Legislativa, muitos empreendedores migraram para o estado vizinho, além daqueles que – atentos à situação econômica da Capital Federal – já iniciaram seus negócios fora daqui, gerando renda, emprego e receitas para quem os acolheu melhor.
Os empresários que foram fiéis à cidade são outro desafio para o secretário. Aqueles que mantiveram seus negócios próximos ao Governo Federal – cliente estratégico – o fizeram com a confiança nas promessas do Executivo. A nomeação de um novo gestor para a Pasta de Desenvolvimento Econômico é como um respiro após tanto tempo sem o retorno esperado. Todavia, os resultados precisam ser assertivos. Caso contrário, o Goiás poderá aumentar ainda mais sua arrecadação.
Sabemos que não se faz política da noite para o dia. Se em quatro anos já é difícil ter uma ação efetiva e continuada, compreendemos que os 20 meses que restam são praticamente simbólicos. Por este motivo, o caminho mais simples é que a gestão recém empossada adote a estratégia de planejamento.
As negociações com o setor produtivo são sempre urgentes e paliativas. Eis a chance de mudar esse cenário. Não será inteligente tentar agora mostrar uma capacidade de ação que ficou em débito nesses últimos anos. Não há tempo, recursos humanos nem sequer orçamento previsto para esta Pasta que teve papel quase decorativo nesta gestão. Então, que se deixe um legado de diretrizes.
O desafio é árduo, mas, se bem executado, pode se tornar um grande diferencial ante tudo que já foi erroneamente feito. O setor produtivo só tem a desejar boa sorte e sucesso para Valdir Filho.
Ricardo de Figueiredo Caldas é presidente do Sinfor – DF. Engenheiro e Mestre em Engenharia Elétrica pela UnB, é fundador da Telemikro SA.
No mês em que Brasília completa 57 anos, a Câmara Legislativa do Distrito Federal programou uma série de eventos em comemoração. Nesta terça-feira (18), a partir das 19h, a Casa sedia concerto da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro. Sob a regência do maestro Cláudio Cohen, os músicos irão executar Le Tombeau du Couperin, de Maurice Ravel, e aSinfonia nº 35, de Mozart.
A apresentação acontece no auditório da Câmara, e a entrada é gratuita. Após o concerto, haverá coquetel de abertura da exposição“Poesia, Geometria, Construção”,no foyer do plenário. A mostra reúne trabalhos de três grandes artistas brasileiros: Athos Bulcão, Francisco Galeno e Rubem Valentim.
São sete pela Terracap, seis pela Secretaria de Fazenda, um pela Secretaria das Cidades e um pelo Metrô-DF. Entre eles, o de modernização da iluminação pública
Dos 15 projetos de parcerias público-privadas e de concessões da atual gestão do governo de Brasília, 13 estão em andamento na Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap) ou na Secretaria de Fazenda. Do total, seis estão em fase de estudos, como a modernização da iluminação pública, o Complexo Esportivo do Guará e o Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek.
A Secretaria das Cidades é responsável pela proposta de implementação da Zona Azul — cobrança em estacionamentos públicos —, e a Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF), pela da construção da Estação Estrada Parque, que depende da aprovação de projeto na Câmara Legislativa para alterar a destinação do terreno.
A Zona Azul e a construção do primeiro setor habitacional a ser construído por meio de PPPs, o São Bartolomeu, na região do Jardim Botânico, tiveram os projetos autorizados recentemente pelo Conselho Gestor de Parcerias-Público Privadas.
De acordo com o presidente da Terracap, Júlio César Reis, as PPPs e concessões propostas têm a capacidade de mudar a matriz econômica do DF. “As parcerias servem para otimizar o uso dos espaços públicos e dar maior agilidade à execução de obras”, diz. A empresa pública já lançou sete projetos.
Para o subsecretário de Parcerias Público-Privadas da Secretaria de Fazenda, Rossini Dias, a ideia é fugir do modelo de investimento tradicional. “É fomentar a economia com administrações especializadas e recursos do setor privado”, afirma. A pasta está à frente de seis projetos.
Arenaplex e Biotic – Parque Tecnológico
O projeto mais avançado e estruturado de PPP ou concessão, atualmente, é o Arenaplex. Há um estudo detalhado das estruturas dos três equipamentos do Complexo Esportivo Ayrton Senna – Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, Ginásio Nilson Nelson e Complexo Aquático Cláudio Coutinho.
A ideia é maximizar a capacidade de uso do Mané Garrincha, fazer uma reforma profunda no Nilson Nelson e manter o uso social do Cláudio Coutinho, sem cobrança. Tudo isso com a criação de um espaço de convivência para atrair o público para a área. A Terracap analisa a proposta.
O Biotic – Parque Tecnológico é um projeto completamente diferente dos outros. Será criado um fundo de investimento do empreendimento, que visa transformar o DF em um polo tecnológico, sede de empresas multinacionais do ramo.
Hoje, o processo se encontra na etapa de contratação de um agente financeiro para gerir o fundo. A Terracap ainda analisa a documentação da empresa que apresentou a melhor proposta.
Projetos em fase de estudos
Seis das 15 propostas de PPP e concessão estão em fase de estudos.
É o caso do projeto do Complexo Esportivo do Guará, para interessados em administrar o Kartódromo Ayrton Senna, o Estádio Antônio Otoni Filho, o ginásio de esportes e o Clube Vizinhança, assim como a proposta para interessados em gerir o Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek.
No mesmo ponto estão os projetos de modernização da iluminação pública e de construção da Transbrasília, que visa ligar o Plano Piloto a Samambaia, com a oferta de empregos em lotes vizinhos aos 26 quilômetros de via.
Completam a lista dos projetos em fase de estudos o de reestruturação do Shopping Popular de Brasília e o de transferência da gestão à iniciativa privada do Autódromo Internacional Nelson Piquet.
Os projetos do Centro de Convenções Ulysses Guimarães e do Parque de Exposições Agropecuárias Granja do Torto tiveram a licitação interrompida. O Tribunal de Contas do DF fez questionamentos que o governo precisa responder. O do Mirante Flor do Cerrado, por sua vez, teve licitação deserta e será reformulado.
Projetos de parcerias público-privadas e concessões no DF
Projeto
Situação
Órgão responsável
Arenaplex (Mané Garrincha, Nilson Nelson e complexo aquático)
Em análise dos estudos já feitos
Terracap
Autódromo Internacional Nelson Piquet
Em fase de estudos
Terracap
Biotic – Parque Tecnológico
Em estruturação do fundo de investimento
Terracap
Centro de Convenções Ulysses Guimarães
Licitação embargada
Secretaria de Fazenda
Complexo Esportivo e de Lazer do Guará
Em fase de estudos
Secretaria de Fazenda
Estação Estrada Parque
Projeto na Câmara Legislativa para alterar a destinação do terreno
Metrô-DF
Iluminação pública
Em fase de estudos
Secretaria de Fazenda
Mirante Flor do Cerrado
Em fase de reestruturação (após licitação deserta)
Terracap
Nova Saída Norte
Em análise dos estudos já feitos
Terracap
Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek
Em fase de estudos
Secretaria de Fazenda
Parque de Exposições Agropecuárias Granja do Torto
Delações de ex-executivos da Odebrecht alteram significativamente o cenário político para 2018 no DF. Novos candidatos deverão surgir após a divulgação dos vídeos com autorização do STF.
Por Delmo Menezes – Não resta dúvida que as delações da Odebrecht estão provocando um verdadeiro “Tsunami” no meio político, alterando significativamente o cenário pré-estabelecido para as eleições de 2018. Políticos que estavam “bem na fita”, passam a ficar em situação complicada, diante dos recentes episódios que atingiu em cheio a classe política, em todos os níveis.
No Distrito Federal, o “tabuleiro político” ganha uma nova configuração, com a entrada de novos concorrentes a corrida ao Buriti. Políticos que estavam com baixos índices de aprovação, voltam a ter chances reais de disputa, diante de uma situação totalmente anômala.
Coma divulgação dos vídeos, potenciais candidatos como é o caso do ex-vice-governador Tadeu Filippelli, terão que se explicar bastante, sem, contudo, ficar definitivamente fora do páreo. O assessor de Temer divulgou ontem um vídeo no Facebook para rebater as declarações de José Antônio Pacífico, ex-diretor da Odebrecht. No vídeo, Filippelli diz que a “Lava-Jato tem sido um instrumento para mudar a história do nosso país”.
Outros que se apresentavam apenas com uma terceira via, como é o caso do ex-deputado Alírio Neto (PTB), entram definitivamente na disputa ao Burti. Tudo vai depender do desenrolar da Lava Jato nos próximos dias.
Veja as chances dos possíveis candidatos ao Buriti
Alberto Fraga
Deputado Alberto Fraga (DEM). Foto: reprodução internet
O deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), presidente do partido no DF, tem no seu segmento, a Segurança Pública, sua principal base de apoio. No entanto, necessita ampliar o seu espaço político, atraindo novos setores, para obter condições de disputa majoritária. Tem se mostrado um bom oposicionista ao atual governo, com um discurso mais populista. Necessita mudar seu temperamento explosivo, sem, contudo, perder as suas características de um bom combatente.
Izalci Lucas
Deputado Izalci (PSDB). Foto: Assessoria Câmara dos Deputados
O tucano Izalci Lucas (PSDB-DF), tem crescido muito nos últimos meses, principalmente pela sua habilidade em angariar apoio dos diversos segmentos da sociedade, ampliando os diretórios regionais do partido em todo Distrito Federal. Izalci tem realizado reuniões constantes em todas as cidades do DF, ouvindo sugestões e dialogando com as principais lideranças comunitárias. O parlamentar que era tido apenas como uma opção de “terceira via”, entra pra valer na disputa ao Buriti com chances reais de vitória. Na Congresso Nacional, Izalci ganha a cada dia projeção nacional, por presidir várias comissões de grande relevância para o país, como a reforma do ensino médio e a regularização das terras da União. Recentemente foi escolhido por seus pares, como representante do PSDB no Conselho de Ética. Tem feito o “dever de casa direitinho”, o que demonstra que não está “brincando de ser candidato”. Interlocutores próximos, afirmam que o deputado está no páreo, e que pretende fazer uma grande aliança suprapartidária em torno do seu nome.
Rogério Rosso
Deputado Rogério Rosso (PSD). Foto: reprodução internet
O presidente regional do PSD no DF, deputado Rogério Rosso, voltou a ter chances mesmo depois de ter sido derrotado pelo deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) na disputa para presidência da Câmara. O parlamentar tem conversado bastante com seu grupo político, avaliando os diversos cenários para não ficar fora da disputa. Nos bastidores comenta-se que Rosso deverá disputar uma cadeira no Senado ou em última hipótese, vir a reeleição para deputado federal, o que é o mais provável, deixando o seu fiel escudeiro, o vice-governador Renato Santana, na disputa a uma vaga na Câmara Legislativa do DF.
Reguffe
Senador Reguffe (sem partido). Foto: reprodução internet
O senador Antônio Reguffe (sem partido), que até então havia dito em todas as rodas de conversas, que não disputaria o Buriti em 2018, começa a rever esta situação. Em todas as pesquisas aparece sempre nas primeiras colocações, isto é fato. No entanto, o senador tem ficado distante do seu eleitorado, evitando debater os principais temas políticos que afetam a população do DF. O seu discurso de “moralidade”, não é suficiente para empolgar o eleitorado, que urge por novos desafios, a fim de afastar a crise do desemprego que assola a população. O discreto senador, tem sempre se aconselhado com o seu colega senador Cristovam Buarque (PPS), que deverá concorrer a reeleição. Na sua passagem pela Câmara e agora pelo Senado, tem se mostrado um político um pouco apático diante dos graves problemas que o Distrito Federal enfrenta. Vamos aguardar um pouco mais, para confirmar se o nobre parlamentar vai mesmo cumprir aquilo que tem sempre falado, que é terminar o seu mandato de 08 anos na Câmara Alta.
(Atualização: O senador Reguffe entrou em contato com o Blog e afirmou que não será candidato em 2018. Ele disse que, ao contrario de outros, honra integralmente os compromissos que assumiu com a população. Sobre os problemas recentes ocorridos no Distrito Federal, o senador declarou: “Tenho falado muito sobre o DF, é só ver os meus pronunciamentos no Senado”.
Renato Rainha
Conselheiro do TCDF Renato Rainha. Foto: reprodução internet
Um nome que circula nos bastidores da capital, é o de Renato Rainha, conselheiro do Tribunal de Contas do DF (TCDF). Rainha, tem afirmado frequentemente que não pretende participar do processo eleitoral em 2018. Diante da falta de novas lideranças no DF, e da crise política que se instalou depois das delações da Odebrecht, o conselheiro poderá rever sua decisão, e sair candidato ao Governo, ou numa ampla composição, disputar o Senado. Rainha já foi delegado da Polícia Civil e deputado distrital, com expressiva votação. As suas ações políticas à frente do TCDF, tem lhe dado visibilidade, e sabe como poucos, aproveitar isso de forma inteligente.
Rodrigo Rollemberg
Governador do DF Rodrigo Rollemberg (PSB).Foto: Agência Brasília
O governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que todos achavam carta fora do baralho, passa a reunir condições de disputa, pois está “fora da lista de Fachin”. Pesa sobre o chefe do Executivo, os recentes embates com os servidores públicos, na área de Educação, Segurança e sobretudo na Saúde. Apesar dos esforços em melhorar a gestão principalmente em relação a crise hídrica, Rollemberg não consegue decolar na área da Saúde, que tem sido o seu principal entrave. Houve grande retrocesso nesta pasta. Os servidores estão desmotivados com a possibilidade de contratação de “OSs”, e o sucateamento da rede. As Upas que seriam responsáveis pela resolução de até 90% das demandas de urgência e emergência, diminuindo o fluxo de usuários nos hospitais, estão sem profissionais para atender a população. Quando foram inauguradas, estas unidades possuíam capacidade para atender até 450 pacientes/dia. Hoje, estas mesmas unidades, atendem em média 130 pacientes/dia. As Clínicas da Família que eram modelo para todo país, foram totalmente descaracterizadas, e os principais hospitais da rede, não funcionam como deveriam. Rollemberg tem sido mal assessorado, com uma equipe de gestores sofríveis, que não conseguem fazer uma gestão eficiente, principalmente nas áreas mais problemáticas do seu governo. Resta pouco tempo, mais ainda dá para reverter esta situação, que não lhe é tranquilo e muito menos favorável.
Alírio Neto
Ex-deputado Alírio Neto (PTB). Foto: Agenda Capital
A convite de Roberto Jefferson, o ex-deputado Alírio Neto assumiu ano passado a presidência regional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB-DF), que o coloca definitivamente no páreo para disputa ao GDF. As chances de Alírio vão depender muito da união das forças políticas de centro-direita da capital, podendo vim a compor com o deputado Izalci, com quem tem se reunido frequentemente. Segundo Alírio, o presidente nacional da legenda lhe deu “carta branca” para fazer as mudanças que forem necessárias, no sentido de oxigenar o partido no Distrito Federal. Em recente entrevista ao Agenda Capital, o petebista afirmou que o partido vem com a proposta de unir forças. “Vamos buscar as pessoas que tem o mesmo raciocínio na busca da recuperação da máquina do governo, que possa voltar a prestar um serviço de qualidade, como nós prestávamos no “Na Hora”, por exemplo”, disse o ex-parlamentar.
Jofran Frejat
Ex-deputado Jofran Frejat (PR). Foto: reprodução internet
O ex-deputado Jofran Frejat (PR), que é sempre cortejado para assumir a área da Saúde, tem um espólio eleitoral considerável. Frejat ficou em segundo lugar nas eleições para o governo em 2014, e tem fôlego suficiente para participar de mais uma disputa majoritária. Perguntado se participaria do processo eleitoral em 2018, Frejat esquivou-se e não quis comentar sobre o assunto. Nos bastidores comenta-se, que diante dos fatos recentes, poderá colocar novamente o seu nome à disposição do partido, que tem o ex-governador Arruda, citado nas delações da Odebrecht, com a principal “estrela” do partido no DF.
Joe Valle
Deputado distrital Joe Valle (PDT). Foto: Agência Brasília
O presidente da Câmara Legislativa do DF, deputado Joe Valle (PDT), tem articulado nos bastidores, a possibilidade de colocar seu nome na disputa majoritária. Joe preside uma Câmara totalmente dividida e sem credibilidade, com denúncias veiculadas todos os dias na imprensa. Tem analisado calmamente o cenário político local e nacional, e no momento certo, deverá se pronunciar a respeito. As suas chances de uma eventual disputa ao Buriti, ainda são remotas. Porém, diante da falta de opções, poderá surpreender ao colocar o seu nome na disputa.
PT
O PT dificilmente lançará candidato em 2018. Geraldo Magela que seria o candidato natural do partido, teve seu nome citado na Lava Jato e não deverá participar do pleito. Wasny de Roure será o nome da legenda para o Senado. Nos bastidores comenta-se que o conselheiro Paulo Tadeu, deverá lançar seu nome em 2022 ao Buriti.
A cada dia somos surpreendidos com novos desdobramentos da Lava Jato, o que muda completamente o cenário político. Muita coisa ainda poderá acontecer, principalmente diante de um cenário instável que assola toda a classe política do DF e do Brasil. As delações da Odebrecht que foram divulgadas, são só o início do que ainda está por vir. Dentro em breve virão a público as delações das empreiteiras Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e outras.
O experiente político mineiro Magalhães Pinto dizia: “Política é igual a uma nuvem. Você olha ela está de um jeito, olha de novo, e ela já mudou”.
Recanto das Emas, Sobradinho I e II, Fercal e Sudoeste e Cruzeiro começam a semana sob novas direções
Por Millena Lopes, do Jornal de Brasilia –Uma reforma administrativa é cantada pelo governo de Rodrigo Rollemberg desde o início do ano, mas foi só nesta segunda-feira (17) que as mudanças em pelo menos quatro administrações regionais. Conforme publicado no Diário Oficial desta segunda-feira, Recanto das Emas, Sobradinho I e II, Fercal e Sudoeste e Cruzeiro começam a semana sob novas direções.
A ex-secretária da Criança e delegada de polícia Jane Klebia Reis, que vinha acumulando os comandos de Sobradinho I e II e da Fercal, dá lugar a Valter Soares Leite, em Sobradinho I, e Charles de Magalhães Araújo, em Sobradinho II e Fercal. Nos bastidores, a informação é de que Jane assumirá cargo importante no primeiro escalão do Palácio do Buriti. A promessa seria de que ela ficasse à frente da pasta da Mulher.
No Recanto das Emas, Fábio Viana Ávila dá lugar a Paulo Roberto Amancio.
Reginaldo Rocha Sardinha, que acumulava as administrações regionais do Cruzeiro e Sudoeste/Octognal deixa o cargo para Hélio dos Santos. Em um grupo de WhatsApp formado por moradores das regiões, onde diariamente prestava contas do trabalho, Sardinha fez o anúncio: “Quis a todo momento construir uma região amigável, vibrante, integrada e inovadora. Com um trabalho sério e responsável, fomos capazes de conduzir nossa região para a outra margem em tempos de atribulação que passa o DF.”. Agradeceu ao governador “pela oportunidade” e garantiu que continua a “jornada de luta por uma Brasília democrática e com justiça social”.
No Sudoeste/Cruzeiro, moradores já se organizam para manifestar insatisfação com a troca de administradores.
Um grupo de 150 ciclistas participou do lançamento da campanha Ultrapasse. Não Passe, do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), em Planaltina, neste sábado (15). A iniciativa visa à conscientização de condutores sobre a distância de segurança de 1,5 metro do carro em relação a quem circula de bicicleta nas vias.
Mundial do Ciclista, promoveu uma blitz educativa na Avenida Independência e um passeio pelas principais ruas da região administrativa. Para ilustrar o que representa a distância de segurança, o Detran fixou placas nas bicicletas, apelidadas de respeitômetro.
A legislação estabelece a distância de 1,5 metro em razão do tamanho médio das pistas brasileiras — de 3 metros. “Por isso, o recomendável é ultrapassar o ciclista, e não compartilhar a via com ele”, explica o diretor-geral do Detran, Silvain Fonseca. A campanha é feita em parceria com os grupos de pedal do Distrito Federal, como forma de incentivar o respeito mútuo no trânsito.
A iniciativa vai ser estendida a todas as regiões administrativas. “Buscamos um cenário pacífico nas vias do DF. A reflexão é essencial não só entre condutores e ciclistas, mas também entre ciclistas e pedestres, uma vez que a regra é o maior cuidar do menor sempre”, destaca Fonseca.
De janeiro a março, houve redução de 46% no número de mortes em acidentes de trânsito em Brasília. De acordo com o Detran, no primeiro trimestre de 2017, foram 54 vítimas fatais, contra 72 no mesmo período do ano passado.
Ciclistas de todo o DF podem aderir à parceria
A ação em Planaltina foi sugestão de um grupo de ciclistas locais. “Desejamos que ela se torne um marco para Brasília”, afirma o coordenador do grupo Pedala Planaltina, Eduardo Guimarães.
Ele ressalta que o desrespeito está, quase sempre, associado ao descumprimento de outras leis de trânsito. “Percebemos que os problemas se concentram à noite e aos fins de semana, quando os condutores saem para alguma festa e acabam fazendo algazarra. O consumo de bebida alcóolica está bastante associado a acidentes com ciclistas”, explica.
No âmbito do grupo, Guimarães conta que a orientação é seguir o previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CBT). “Conscientizamos para que os ciclistas não façam nada errado. Além disso, em caso de atrito com o motorista, o ideal é não afrontá-lo, para evitar que o problema se agrave”, afirma.
Cidadãos que queiram propor alguma ação para o Detran podem entrar em contato, das 8 às 18 horas nos dias úteis, pelo telefone (61) 3901-4060, da Gerência de Ação Educativa de Trânsito.