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TCDF libera contratação de empresas para manutenção de equipamentos hospitalares

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A Presidência do Tribunal de Contas do Distrito Federal concedeu liminar nesta quarta-feira (20), permitindo à Secretaria de Saúde do DF dar continuidade à licitação para contratação de empresa que fará a manutenção de equipamentos médicos utilizados em hospitais da rede pública de saúde.

Com a Decisão, a SES/DF fica imediatamente autorizada a assinar contratos com as duas empresas vencedoras do Pregão Eletrônico e dar início aos serviços, o que resultará em maior rapidez para o desbloqueio de leitos de UTI que estão fechados devido a defeitos em equipamentos.

Auditorias do próprio TCDF revelaram que a oferta de leitos de UTI na rede pública de saúde diminuiu nos últimos três anos, e que a maioria dos equipamentos hospitalares utilizados nas unidades não era coberta por contrato de manutenção preventiva e corretiva, o que resultava no bloqueio prolongado de dezenas de leitos.

Orçado em R$ 14,9 milhões, o Pregão Eletrônico foi aberto em junho pela SES/DF, para contratação de serviços de manutenção preventiva e corretiva, com reposição de peças, para centenas de equipamentos hospitalares, como eletrocardiógrafos, monitores multiparamétricos, monitores de sinal vital, monitores de pressão não invasiva, ventiladores pulmonares, oxicapnógrafos e oxímetros de pulso pertencentes à rede pública de saúde. O Pregão foi dividido em cinco lotes e vencido por duas empresas, porém os contratos não chegaram a ser assinados.

Suspensão – Antes da assinatura dos contratos, a empresa vencedora dos lotes 1, 3 e 5 do Pregão Eletrônico questionou, por meio de recurso administrativo à SES/DF, a habilitação da outra empresa, que havia ganhado os lotes 2 e 4 – referentes aos eletrocardiógrafos e ventiladores pulmonares – com uma proposta de preço R$ 100 mil inferior. Ela também protocolou uma Representação no TCDF, apontando possíveis irregularidades na habilitação técnica da outra vencedora.

Em virtude dessa Representação, no dia 16 de novembro, o TCDF determinou que a SES/DF se abstivesse de assinar os contratos decorrentes do Pregão e abriu prazo para defesa da Secretaria e da empresa denunciada. A última documentação deu entrada no TCDF no início de dezembro e, após análise, a Presidência da Corte entendeu improcedente a Representação e decidiu pela continuidade do Pregão.

A íntegra da Decisão Liminar pode ser acessada em: http://bit.ly/2kASRY9

Temer volta a cobrar apoio de aliados para aprovação da reforma Previdenciária

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Por Marquezan Araújo – Qualquer que seja a ocasião, o presidente Michel Temer aproveita o tempo para falar de um assunto que considera essencial para o Brasil: a reforma da Previdência. Mesmo durante evento, nesta quarta-feira (21), que tratava da liberação de recursos para obras de saneamento no Paraná, Temer voltou a tocar no assunto e mais uma vez cobrou apoio do Congresso Nacional. “Salvar a Previdência é salvar o país, salvar o Brasil. Por isso eu quero aproveitar a presença dos nossos deputados Federais para dizer que neste mês de janeiro vamos continuar esclarecendo as questões da Previdência”, destacou o presidente.

A previsão é de que o texto seja votado no dia 19 de fevereiro de 2018. Ferrenho defensor da reforma, o deputado Federal Darcísio Perondi (PMDB-RS) afirma que o governo vai aproveitar o recesso para tentar conquistar votos de parlamentares indecisos. “Os votos nós teremos em fevereiro. Temos 60 dias para trabalhar. A cada dia a população está sabendo que não muda para o idoso, não muda para o agricultor, não muda para o baixo salário. Essa reforma vai pegar o privilégio, os altos salários do serviço público”, disse o vice-líder do governo na Câmara.

Para a matéria ser aprovada na Câmara e seguir para discussão no Senado, é necessário que, pelo menos, 308 deputados votem a favor do texto. Um dos principais pontos da reforma determina que as mulheres se aposentem com uma idade mínima de 62 anos e os homens com 65. O tempo de contribuição é de 15 anos para contribuintes do INSS.

Servidores públicos terão um tempo de contribuição diferente: 25 anos. As aposentadorias rurais e o Benefício da Prestação Continuada (BPC) não terão suas regras alteradas.

Governador tira dúvidas da população sobre gestão e andamento das obras

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Em entrevista on-line nesta quinta-feira (21), Rollemberg abordou assuntos como investimentos em infraestrutura, regularização fundiária e projeto Orla Livre

O governador Rodrigo Rollemberg respondeu, em entrevista à página do Governo de Brasília, nesta quinta-feira (21), às perguntas da população sobre as regiões administrativas. Andamento de obras, regularização de lotes e previsões para o próximo ano foram alguns dos assuntos abordados.

Durante a transmissão ao vivo, os espectadores puderam tirar dúvidas, por exemplo, sobre as melhorias de infraestrutura no Sol Nascente, uma das principais questões levantadas. A área recebe, desde 2015, asfalto, redes de águas pluviais e equipamentos públicos diversos.

No Trecho 1, as obras estão em fase final. As do Trecho 2 têm previsão de entrega no primeiro semestre de 2018. O contrato prevê intervenções também no Trecho 3. O investimento é de R$ 220,3 milhões. “Estamos com mais de 240 ruas asfaltadas”, acrescentou o governador.

Rollemberg também se referiu a outras regiões que recebem atenção especial do governo – como o Condomínio Porto Rico, o Setor Buritizinho e Vicente Pires – e pediu compreensão dos moradores. “Pedimos desculpas pelos transtornos ocasionados por essas obras, mas a população sabe o que vão significar no futuro e como vão mudar a vida das pessoas”, afirmou.

O chefe do Executivo tratou, ainda, do andamento de outras intervenções, como a reforma do Terminal de Sobradinho, que teve a ordem de serviço assinada nesta semana, e a ampliação do metrô, cujo projeto está em avaliação pelo Ministério das Cidades.

Ele teve também oportunidade de destacar o impacto das obras de infraestrutura do projeto Orla Livre. “O nosso governo fez algo em que poucos acreditavam, que é desobstruir e democratizar toda a orla [do Lago Paranoá]. Tenho isso como um grande legado para Brasília”, comemorou.

Mais de 40 mil escrituras entregues desde o início da gestão

A regularização fundiária foi outro dos assuntos discutidos durante a entrevista. Desde o início da gestão, o governo entregou mais de 40 mil escrituras, e o objetivo é que esse número aumente para 60 mil no ano que vem.

Durante o programa, Rollemberg reiterou o compromisso com o esforço de regularização. “Sabemos a importância disso. Ter a escritura da própria casa é uma forma de dar tranquilidade jurídica à população”, enfatizou.

Governo investe em ampliação da saúde da família

O público encaminhou perguntas sobre a área de saúde e as previsões para a contratação de médicos. O governador explicou que, até o fim do ano, serão nomeados mais de 200 profissionais e que novos reforços estão previstos para 2018. “Não pudemos fazer isso antes devido à Lei de Responsabilidade Fiscal, mas é uma das prioridades para o ano que vem. ”

Rollemberg lembrou, ainda, as medidas implementadas para o aumento da cobertura da atenção primária, como o fortalecimento da Estratégia Saúde da Família.

Lixão da Estrutural deve ser fechado no início de 2018

Outra mudança em curso, abordada na entrevista, é o fechamento do lixão da Estrutural. O governo objetiva encerrar de vez, em 20 de janeiro de 2018, o maior lixão a céu aberto da América Latina e transferir os resíduos da capital federal para o Aterro Sanitário de Brasília, medida que visa à sustentabilidade ambiental.

“Estamos trabalhando ativamente para a desativação do lixão e para dar condições de trabalho dignas aos catadores, com galpões e equipamentos adequados”, afirmou Rollemberg.

 

Ensino Médio em Tempo Integral e Gestão Democrática são sancionados no Distrito Federal

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Programa adequará o método local às mudanças adotadas pelo governo federal e será levado às escolas gradualmente

Reduzir os índices de reprovação e de abandono escolar são as metas do programa Ensino Médio em Tempo Integral, sancionado pelo governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, e publicado no Diário Oficial do DF nesta sexta-feira (22).

Em vigor a partir de hoje, a iniciativa ampliará a oferta de educação em tempo integral. O objetivo é adequar o ensino médio local às mudanças adotadas pelo governo federal de maneira gradual.

Treze escolas aderiram ao programa, e quatro delas já estão com a rotina ampliada.

Quando as 13 unidades estiverem com o sistema integral, serão cerca de 3 mil estudantes beneficiados. Desses, 1.123 já cursam o ensino médio nos dois turnos; os demais começam a participar no início de 2018.

De acordo com a pasta, para cada estudante no programa, o governo federal repassa o valor de R$ 2 mil por ano. O DF recebeu aproximadamente R$ 5,2 milhões em 2017.

A lei também prevê processo seletivo simplificado para contratar projetos pedagógicos das unidades escolares aptas a receberem recursos da iniciativa.

Esses profissionais com formação acadêmica ou com conhecimento prático específico receberão auxílio-atuação.

O Ensino Médio em Tempo Integral é custeado pelo Programa de Fomento às Unidades Escolares de Ensino Médio em Tempo Integral, mediante repasse do Ministério da Educação, em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento (FNDE).

Balanço de realizações do governo de Brasília pode ser consultado em novo portal

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Com navegação facilitada para dispositivos móveis, página na internet apresenta mais de 750 ações e entregas desde 2015, subdivididas por região administrativa, ano ou tema

O governo de Brasília oferece uma nova forma para a população consultar e acompanhar ações e entregas. Com dados de 2015 a 2017, o Balanço de Realizações agrupa as informações por tema, região administrativa, ano ou por busca de palavra-chave.

Hospedada no portal do Executivo local, a página foi especialmente desenhada para facilitar a navegação em dispositivos móveis, como smartphones.

Além disso, ferramentas de acessibilidade — VLibras e texto alternativo de imagens, por exemplo — foram incluídas para permitir que pessoas com deficiências auditiva e visual consigam acessar os conteúdos com ajuda de softwares.

A plataforma recém-lançada apresenta 11 opções de tema para pesquisa:

  • cidadania e transparência
  • cultura
  • desenvolvimento econômico e trabalho
  • educação
  • esporte, lazer e turismo
  • gestão e finanças
  • mobilidade
  • recursos hídricos e meio ambiente
  • saúde
  • segurança
  • urbanização e cidades

Quem preferir pode usar a aba que filtra por cada uma das 31 regiões administrativas. Assim, o cidadão tem a opção de acompanhar o andamento de obras, por exemplo, que estejam relacionadas diretamente com o lugar onde vive.

Com o objetivo de oferecer um canal em que os brasilienses acompanhem com mais facilidade as ações do governo local, o portal será atualizado mensalmente a partir de janeiro de 2018.

O site reúne mais de 750 realizações de 2015 até agora, como reformas e construções de novas unidades básicas de saúde (UBS), entrega de 23 novos Centros de Educação da Primeira Infância em todo o DF, obras que contribuem no enfrentamento da crise hídrica e inauguração do Aterro Sanitário de Brasília.

Diretor-geral da PF diz a Moro que aumentará força-tarefa da Lava Jato

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O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segóvia, e o juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, encontraram-se no fim da manhã desta quinta-feira (21) em Curitiba. De acordo com a PF, o encontro foi uma “visita de cortesia”, na qual Segóvia apresentou um relato sobre as providências que serão adotadas para reforçar a equipe da corporação que atua na Lava Jato.

Diversos integrantes da equipe de policiais que cuidarão da Lava Jato acompanharam Segóvia na visita a Moro. O diretor-geral da PF Segóvia fez um relato ao juiz das providências que serão tomadas pela PF para aumentar também a força-tarefa que está tocando os cerca de 270 inquéritos do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo pessoas com foro privilegiado.

Na conversa com Moro, Segóvia disse que sua administração terá foco também no combate às fake news, informações falsas divulgadas por meio das redes sociais, que têm, inclusive, influenciado no resultado de eleições, como as norte-americanas, e de plebiscitos como o ocorrido no Reino Unido, que optou por deixar o bloco da União Europeia.

De acordo com a PF, a força-tarefa que atuará no combate às fake news iniciará os trabalhos em 2 de janeiro de 2018. Após encontrar-se com o juiz, Segóvia foi à unidade da PF no Paraná para participar da cerimônia de posse do novo superintendente, delegado Maurício Leite Valeixo.

Fake news e controle na internet são desafios para as eleições de 2018

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A partir de provedores localizados em diferentes países, notícias falsas, as chamadas fake news, tem impactado os últimos debates públicos mais relevantes, como as eleições nos Estados Unidos, os plebiscitos sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, além do acordo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

A menos de um ano das eleições gerais, agora é o Brasil que se vê diante do problema. Com um debate polarizado, o país corre contra o tempo. Diferentes instituições públicas convocam debates sobre medidas que podem ser adotadas para garantir um processo eleitoral democrático e transparente. Algumas propostas preocupam movimentos sociais, que temem que o alarde em torno das notícias falsas leve ao controle dos conteúdos pelas plataformas digitais e, com isso, à censura na internet.

Para detalhar os desafios do Brasil diante do tema, a Agência Brasil publica uma série de matérias sobre fake news e controle na internet.

Na Declaração Conjunta sobre Liberdade de Expressão e Notícias Falsas (Fake News), Desinformação e Propaganda, órgãos das Nações Unidas trataram da questão. Por um lado, apontam que as fake news corroem a credibilidade da imprensa e interferem no direito das pessoas à informação. Por outro, alertam que governos, sob o argumento de combatê-las, não devem promover censura. “A desinformação e a propaganda afetam intensamente a democracia”, resumiu o relator especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), Edison Lanza, na divulgação do documento.

“No início da internet, previu-se que o acesso direto e descomplicado à informação levaria a uma Era onde o conhecimento seria equalizado através da rede e todos tomaríamos decisões melhores e [seríamos] mais bem-informados”, argumenta o coordenador do Comitê, Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Maximiliano Martinhão. “Por outro lado, a falta de uma curadoria aumenta a demanda por um senso crítico daqueles que consomem informação e comunicação pela internet”, acrescenta. Martinhão foi um dos participantes do Seminário Internet e Democracia, promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste mês, em Brasília.

Não é o que tem ocorrido. Diretora da Agência Lupa (especializada em checagem de informações), Cristina Tardáguila lista conteúdos falsos que ganharam projeção nas redes, como a suposta notícia de que o papa Francisco havia apoiado o republicano Donald Trump na corrida eleitoral e a de que o ex-presidente Barack Obama não era norte-americano, o que o motivou a divulgar a própria certidão de nascimento.

Proteção e censura

Em uma campanha eleitoral de apenas 45 dias, uma exposição negativa decorrente de notícia falsa pode significar o fracasso de um candidato, além de outros danos. “Não podemos nos negar a entender essa realidade”, ressaltou o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes. Ele ponderou que a tentativa de prejudicar adversários por meio de informações falaciosas sempre existiu, mas que o novo é a velocidade da disseminação desses conteúdos e sua abrangência, por meio da rede de computadores.

A pesquisa TIC Domicílios 2016, do Comitê Gestor da Internet no Brasil, identificou que as atividades mais comuns executadas na rede são o envio de mensagens instantâneas (89%) e uso de redes sociais (78%). A maior parte desses fluxos se dá em plataformas de uma mesma empresa: o Facebook, que também controla o aplicativo para celulares Whatsapp. Além da concentração econômica, há o desafio de efetivar regras, pois as corporações que atuam na rede são, em geral, internacionais. “[No caso das fake news], muitos sites estão instalados em países longínquos e com a institucionalidade muito débil, o que dificulta a cooperação judicial”, ressalta Gilmar Mendes.

Legislação

Atualmente, o Marco Civil da Internet permite empresas como o Facebook a adotar políticas para manutenção ou remoção de determinado conteúdo, caso a informação ofenda os termos de uso. Além disso, estabelece que a plataforma remova os dados em caso de decisão judicial neste sentido.

Para o presidente do Conselho de Comunicação Social (CCS), Murillo de Aragão, a solução para combater as fake news, garantindo também a liberdade, passa por medidas diversas, a começar pela educação da população. “Temos que ter uma legislação mais robustecida e que possa dar às autoridades os instrumentos devidos de intervenção e punição, rapidamente, nos casos de fake news.”

Coordenador da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), Fernando Neisser defendeu atenção à dinâmica da internet porque é o meio de comunicação que mais cresce em influência na sociedade, mas discordou da fixação de regras duras sobre notícias falsas. Ele argumenta que “o discurso político não passa por esse crivo de sim e não tao óbvio”, pois comporta opiniões que não são necessariamente verificáveis. Para ele, as instituições devem atuar para garantir que dados pessoais não sejam comercializados por empresas de big data(grande conjunto de dados armazenados) e ter atenção sobre as formas de impulsionamento e direcionamento de opiniões nas redes sociais.

Fernando Neisser entende que a legislação eleitoral brasileira já proíbe a compra ou venda de dados cadastrados eletronicamente. Isso porque a Lei 12.034/2009 veda a utilização, doação ou cessão de cadastro eletrônico de seus clientes, em favor de candidatos, partidos ou coligações. A norma proíbe ainda a venda de cadastro de endereços eletrônicos. A regra tem sido usada para impedir, por exemplo, que cadastros de e-mails de uma determinada loja possam ser vendidos. “Essa regra se aplica integralmente a qualquer tipo de dado que pode ser cadastrado eletronicamente”, afirma Neisser.

Papel das plataformas

Para a integrante do CGI.br e da Proteste – Associação de Consumidores, Flávia Lefèvre (áudio), o centro do debate é saber como as informações são disseminadas na rede. “Os algoritmos [códigos] definem se você vai receber determinada informação. Vamos supor que chegue à véspera das eleições e o Facebook, por uma preocupação ou outra, comece a postar no feed de notícias das pessoas publicações como ‘lembre de votar amanhã’, mas que ele concentre esse aviso para pessoas de direita ou de esquerda. Em que medida esse resultado pode alterar os resultados das eleições?”, alerta.

Durante as discussões no TSE, representantes do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social defenderam que a tarefa de apontar o que é ou não notícia falsa não deve ficar a cargo apenas das plataformas digitais e lembraram a discussão em curso nos Estados Unidos, onde o Facebook é acusado de ter favorecido Donald Trump por meio de informações privilegiadas.

Diante do calendário eleitoral no Brasil para as eleições de 2018, o Intervozes sugeriu que o TSE dialogue com a empresa para que medidas de transparência já sejam adotadas. Para a entidade, é preciso garantir transparência. No Brasil, apenas o Facebook reúne mais de 100 milhões de usuários.

Como resposta às acusações nos EUA, o Facebook divulgou, em outubro, comunicados sobre novas medidas de transparência para os anúncios publicitários que veicula. Uma as mudanças é a política de permissão para que qualquer cidadão, ao entrar em uma página, possa verificar quais anúncios foram feitos pelo Facebook, qual o alcance e o valor investido nessas publicidades. A plataforma anunciou que testaria a nova política no Canadá e não divulgou se e quando as medidas serão adotadas em outros países.

De acordo com o Facebook, novas medidas de transparência estão sendo adotadas para combater a disseminação de fake news.

A Google também lançou recentemente mecanismos para que os próprios usuários confirmem os dados e obtenham informações, elaboradas pela própria empresa e demonstradas por meio de imagens, para verificar se determinado conteúdo trata de algo real, mentiroso ou parcialmente correto. A ferramenta ainda não está disponível no Brasil. Recentemente, a empresa estabeleceu parceria com a International Fact-Checking Network (IFCN) para remover dos resultados toda e qualquer notícia que publicar dados errados ou falsificados. Conforme comunicado emitido em abril, serão prejudicadas nas buscas informações de “baixa qualidade”, conceito que inclui o que chamou de “teorias de conspiração” e “fake news”.

Flávia Lefebre critica essa medida, alertando para o caráter subjetivo do que pode ser considerado “teorias da conspiração”.

 

Checagem das informações

Em resposta à Agência Brasil, a empresa Google apontou que cerca de 0,25% do conjunto de pesquisas do tráfego diário que recebe contém conteúdo ofensivo ou claramente enganoso. Para ajudar a prevenir que conteúdos desse tipo se espalhem, a Google disse que trabalha, desde 2016, em iniciativas diversas para melhorar o serviço de buscas, esforço que inclui criação de um selo de verificação de fatos; medidas para impedir a monetização de fake newsna plataforma de publicidade digital AdSense e mudanças no algoritmo da busca para privilegiar “conteúdo de qualidade”.

Novas diretrizes de busca “vão ajudar nossos algoritmos a rebaixar esses conteúdos de má qualidade e nos ajudar a fazer outras melhorias com o tempo”, descata a companhia em resposta. A empresa não comentou o questionamento sobre a subjetividade da descrição que pode ser feita baseada no conceito de “teorias da conspiração”. Citou, sobre isso, que pessoas foram contratadas para avaliar os novos mecanismos e sinalizar “melhor o que pode ser uma informação enganosa ou forjada, resultados ofensivos inesperados e teorias da conspiração sem fundamento”.

Enquanto outros mecanismos não são definidos pelas instituições, cabe à população ficar alerta para não formar sua opinião sobre notícias falsas. Diretora da Agência Lupa, Cristina Tardáguila apontou ações que devem ser adotadas pelos internautas, como manter uma postura de desconfiança em relação ao que acessa; verificar a data da publicação do conteúdo; questionar o interesse do autor e ver se a URL – o endereço virtual – é estranha. Consultar bases de dados confiáveis, como as do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE) também é uma dica para confirmar o que consta nas informações que circulam na rede.

Sancionada lei que aumenta pena para motorista que dirigir sob efeito de álcool

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Foi publicada nesta quarta-feira (20) a lei que aumenta pena contra motorista que dirigir alcoolizado ou sob o efeito de qualquer outra substância psicoativa. A pena passa a ser de reclusão de 5 a 8 anos, além da suspensão ou proibição do direito de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo. A nova regra entra em vigor em 120 dias.

Antes, o tempo de detenção para quem dirigisse alcoolizado era de dois a quatro anos. A nova legislação também fixa que, se do crime de dirigir sob efeito dessas substâncias resultar lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, o condutor terá como pena a reclusão de dois a cinco anos, além de outras possíveis sanções. No caso de ocorrer homicídio culposo, a legislação já previa o aumento de um terço da pena.

A diferença entre detenção e reclusão é um reforço punitivo contido no projeto sancionado hoje. No caso da detenção, as medidas são, em geral, cumpridas no regime aberto ou semiaberto. Já a reclusão é a mais severa entre as penas privativas de liberdade, pois é destinada a crimes dolosos – quando há intenção de matar.

Para Márcia Cristina da Silva, advogada voluntária da Associação Preventiva de Acidentes e Assitência as Vítimas de Trânsito (Apatru), esse método da aplicação da lei é a mudança principal. “O método processual muda. Nesse sentido, a pessoa já sabe que, se beber e dirigir, tem o risco de ficar presa, respeitando, claro, o direito de ampla defesa”, detalha.

Reforçando esse entendimento, foi acrescentado ao Código de Trânsito Brasileiro um parágrafo que determina que “o juiz fixará a pena-base segundo as diretrizes previstas no art. 59 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), dando especial atenção à culpabilidade do agente e às circunstâncias e consequências do crime”.

Questionada sobre a real possibilidade da nova norma gerar mudanças no comportamento, a advogada afirma que, “como entidade prevencionista, nossa opinião é sempre que as ações que geram mais frutos são as de educação, inclusive na escola e por meio de programas de educação”. Todavia, pondera que, para casos recorrentes de pessoas que dirigem sob efeito de psicoativos, é importante uma medida mais rígida, pois ela “pode gerar uma reflexão nos motoristas que não enxergam com tanta seriedade o ato de dirigir e acabam bebendo”, acredita.

Vetos

A lei teve origem no projeto 5568/13, de autoria da deputada Keiko Ota (PSB-SP), passou pelo Senado e, depois, novamente pela Câmara. Hoje, ao sancionar a proposta, o presidente Michel Temer vetou artigo que previa a substituição da pena de prisão por pena restritiva de direitos nos crimes de lesão corporal culposa e lesão corporal de natureza grave decorrente de participação em rachas, quando a duração da pena fosse de até quatro anos.

O Palácio do Planalto informou que o veto objetivou dar segurança jurídica ao projeto. Issto porque “o dispositivo apresenta incongruência jurídica, sendo parcialmente inaplicável, uma vez que, dos três casos elencados, dois deles preveem penas mínimas de reclusão de cinco anos, não se enquadrando assim no mecanismo de substituição regulado pelo Código Penal”, conforme texto divulgado.

Mais 437 escrituras são entregues a moradores do Itapoã pelo governo do DF

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Solenidade ocorreu na manhã desta quinta (21). Desde 2015, foram distribuídos 41.955 documentos em todo o DF. Meta é terminar a gestão com 63 mil

Mais 437 escrituras foram entregues no Itapoã na manhã desta quinta-feira (21). Com os documentos distribuídos para moradores das Quadras 202 e 203 da região administrativa, o número em todo o Distrito Federal subiu para 41.955.

“Percebo uma alegria muito grande das famílias, é o reconhecimento dessa ocupação, um documento que dá tranquilidade, segurança jurídica e valoriza o terreno”, frisou na cerimônia o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

No maior processo de regularização fundiária da história do DF, o objetivo é terminar a gestão com 63 mil escrituras distribuídas, quantidade superior à somada da fundação da capital federal, em 1960, até 31 de dezembro de 2014 (62.990).

Para famílias com renda de até três salários mínimos, a escritura é oferecida gratuitamente e emitida pela própria Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab). Segundo o presidente, Gilson Paranhos, essa foi uma decisão do governador. “Ele conversou com a gente, e levantamos que o valor de escritura para família de baixa renda era inviável.”

De acordo com Paranhos, o fato de a Codhab criar uma escritura que ela mesmo emite agilizou o processo. “Envolvemos o cartório somente no registro. O que ele leva de 4 a 5 meses para fazer, fazemos em 4 ou 5 dias”, destacou o presidente da Codhab.

O casal Eleni Pacheco Castro, de 38 anos, auxiliar encarregada, e Márcio Gomes dos Santos, de 39, auxiliar de serviços gerais, faz planos com o imóvel agora regularizado. Os dois moram há seis anos no Itapoã. “Vamos fazer mais coisas, botar uma laje”, disse Márcio. “Pretendo investir na garantia de uma casa melhor”, complementou Eleni, primeira a receber a escritura diretamente das mãos do governador.

Durante a solenidade, Rollemberg citou outras medidas que serão tomadas para fazer “de 2018 um ano muito melhor para o Itapoã”. Entre elas, estão a entrega do Fórum da região com o asfaltamento da avenida próximo ao órgão judiciário, de uma escola e o início das obras do Itapoã Parque.

A regularização fundiária integra o Lote Legal, uma das frentes de atuação do Habita Brasília, programa habitacional que visa proporcionar moradia digna aos cidadãos, considerando o planejamento das cidades e o combate à grilagem.

Prévia da inflação de 2017 é a menor desde 1998, aponta o IBGE

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A prévia da inflação oficial – medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) – fechou o ano em 2,94%. O percentual foi divulgado hoje (21), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a menor taxa acumulada pelo IPCA-15 no fim de um ano, desde 1998, quando a inflação foi de 1,66%.

A prévia da inflação de dezembro ficou em 0,35%, um pouco acima da prévia de novembro (0,32%) e do número de dezembro de 2016 (0,19%).

Entre os principais responsáveis pelo aumento de preços medido pelo IPCA-15 no ano, estão os gastos com habitação (que cresceram 6,96%), saúde e cuidados pessoais (6,68%) e habitação (6,15%).

Os alimentos e bebidas acumulam deflação (queda de preços) de 2,15% e os artigos de residência, deflação de 1,51%.

Dezembro

Em dezembro, o principal impacto veio do segmento de transportes, que teve uma inflação de 1,16% na prévia do mês, devido a altas na gasolina (2,75%), passagens aéreas (22,34%) e etanol (4,34%).

Os alimentos continuaram registrando deflação (0,02%), mas a queda de preços foi a menos intensa dos últimos seis meses. Entre os alimentos que tiveram deflação na prévia de dezembro estão: feijão-carioca (-5,02%), batata-inglesa (-3,75%), tomate (-2,88%), frutas (-1,4%) e carnes industrializadas (-1,29%).