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Governo concluiu metade das obras do pacote do DER apresentado em maio

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Investimento em infraestrutura inclui pontes, ciclovias, passarela e a maior intervenção na malha viária da história do DF, o conjunto formado pela Ligação Torto-Colorado e pelo Trevo de Triagem Norte

Das 12 obras do pacote apresentado pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) em maio, seis estão prontas, e cinco delas, inauguradas.

O conjunto inclui pontes, ciclovias, passarela e a maior intervenção na malha viária da história do DF: o Trevo de Triagem Norte e a Ligação Torto-Colorado.

O investimento até agora supera os R$ 270 milhões e visa dar maior fluidez ao trânsito, melhorar a qualidade do asfalto, proporcionar segurança na travessia de pedestres e aumentar a oferta para o tráfego de bicicletas.

Ao todo, o DER-DF tem R$ 350 milhões para obras e vai lançar outras em 2018.

Segundo o diretor-geral do DER-DF, Henrique Luduvice, as obras em 2017 apresentaram ritmo mais acelerado que em 2016. “Com mais disponibilidade orçamentária, ajustes feitos em projetos e cumprimento de condicionantes ambientais, houve maior velocidade nos trabalhos.”

Até o momento, foram inauguradas a passarela em frente ao Condomínio Nova Colina, na BR-020, em Sobradinho, a restauração da DF-001 no Lago Oeste e a ponte sobre o Rio Descoberto, em Brazlândia, além da ciclovia e da ponte sobre o Córrego Alagado, ambas na DF-290, na altura de Santa Maria.

A passarela beneficia a população em um ponto antes perigoso para o tráfego de pedestres na rodovia federal, além de servir de modelo para as próximas construções no BRT Norte. O investimento foi de R$ 2.275.877.

A DF-001 passou por revitalização na pavimentação, na drenagem e na sinalização na altura do Lago Oeste. Foram investidos R$ 9.604.026,18 na recuperação do trecho.

Na mesma via, em Brazlândia, a restauração custou R$ 8.213.684,92 e está pronta, mas ainda não foi oficialmente entregue.

A ponte sobre o Rio Descoberto dá maior vazão para a VC-533, estrada vicinal perto da BR-080, que liga Brazlândia a Padre Lúcio, em Goiás. As benfeitorias custaram R$ 5.405.070,40.

Na DF-290, foram duas obras. Uma delas é a ponte que beneficia moradores do Gama, de Santa Maria e do Entorno. Essa intervenção permitiu que a pista voltasse a funcionar com duas faixas.

A outra, uma ciclovia, facilitará o trânsito de bicicletas na região. Os investimentos foram de R$ 3.679.866,50 e de R$ 2.251.927,81, respectivamente.

As obras do Trevo de Triagem Norte e da Ligação Torto-Colorado

As intervenções para dar fim aos engarrafamentos na saída norte e beneficiar cerca de 100 mil motoristas que passam pelo local diariamente são o carro-chefe do DER-DF. Segundo o governador Rodrigo Rollemberg, elas significam a maior obra viária da história do DF.

O Trevo de Triagem Norte é composto por 16 obras, entre pontes (duas) e viadutos (14). O objetivo é distribuir o fluxo de veículos com destino ao Plano Piloto, com acesso ao Eixão Norte e Sul, à W3, aos Eixinhos Leste e Oeste e à L2. Até o momento, oito viadutos foram executados e um deles, inaugurado em 23 de dezembro.

Somadas às passagens previstas na Ligação Torto-Colorado — construção de uma pista marginal à DF-003 e de novos acessos aos condomínios —, serão 28 obras de arte especiais. No Torto-Colorado, foram executados uma ponte e dois dos 11 viadutos previstos.

Serão investidos R$ 207 milhões, R$ 146 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, R$ 51 milhões de contrapartida do governo de Brasília e R$ 10 milhões da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap). A entrega está prevista para o fim de 2018.

Obras em andamento e em fase de projeto do DER-DF

Duas das obras do pacote do DER-DF objetivam melhorar o tráfego próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília. Uma delas está em andamento. Para dar início à outra, o departamento espera entendimento quanto ao local, pela Inframérica, empresa que administra o terminal.

A obra perto do aeroporto, com trabalhos já iniciados, consiste na construção de vias marginais, faixas de rolamento, agulhas, ciclovias e sinalização da DF-047 (Estrada Parque Aeroporto), entre o Eixão Sul e a DF-025 (Estrada Parque Dom Bosco). O investimento é de R$ 18.176.585,20.

Também na DF-047 está previsto um viaduto com retorno para o Terminal 2 do aeroporto. O valor contratado é de R$ 7.807.544,93, mas, para começar o trabalho, o DER-DF espera chegar a um entendimento com a Inframérica sobre o local exato para as obras.

Outra intervenção em andamento é a construção de 11,2 quilômetros de ciclovia na DF-085 (Estrada Parque Taguatinga), no valor de R$ 8.213.684,92. O trecho vai do entroncamento da DF-003 (Estrada Parque Indústria e Abastecimento) ao da DF-001 (Estrada Parque Contorno).

Fecha a lista a construção de 12,5 km de ciclovia na DF-001, no Lago Oeste. Apesar de a restauração da via já ter sido concluída, essa obra ficou parada no Tribunal de Contas do DF e só recentemente foi liberada. O investimento é de R$ 1.179.886,65.

OBRAS DO DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DO DF
OBRA SITUAÇÃO VALOR
Trevo de Triagem Norte e Ligação
Torto-Colorado
Em andamento

No Trevo de Triagem Norte, oito dos 14 viadutos estão executados, mas nenhuma das duas pontes.

Na Ligação Torto-Colorado, a ponte está pronta, bem como um dos 11 viadutos.

R$ 207 milhões
Construção de vias marginais, faixas de rolamento, agulhas, ciclovias e sinalização da DF-047 (Estrada Parque Aeroporto) Em andamento R$ 18.176.585,20
Segunda etapa da restauração do pavimento da
DF-001 (Estrada Parque Contorno)
no Lago Oeste
Inaugurada em 14 de novembro R$ 9.604.026,18
Restauração do pavimento da DF-001 (Estrada Parque Contorno) em Brazlândia Pronta, mas não inaugurada R$ 8.213.684,92
Construção de ponte sobre o Rio Descoberto e asfaltamento da VC-533 Inaugurada em 24 de novembro R$ 5.405.707,40
Ponte sobre o Córrego Alagado, na DF-290 Inaugurada em 14 de dezembro R$ 3.679.866,50
Ciclovia na DF-290 Inaugurada em 14 de dezembro R$ 2.251.927,81
Passarela na
BR-020 com escada
no canteiro central
Inaugurada em 1º de novembro R$ 2.275.877
Ciclovia na DF-001 (Estrada Parque Contorno) no Lago Oeste Liberada após revisões no Tribunal de Contas do DF R$ 1.179.886,65
Ciclovia na DF-085 (Estrada Parque Taguatinga) Em andamento R$ 8.213.684,92
Viaduto com retorno para o Terminal 2
do aeroporto
Em negociação com a empresa que administra o aeroporto R$ 7.807.544,93

 

Matrícula na rede pública do DF deve ser efetivada até 18 de janeiro

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Alunos que tiveram a pré-inscrição aprovada em 2017 têm de comparecer às escolas. Prazo é o mesmo para a EJA, e os horários de atendimento variam de uma unidade para outra

Alunos que se inscreveram e tiveram a pré-matrícula para a rede pública do Distrito Federal em 2018 aprovada devem efetivá-la nas unidades de ensino até 18 de janeiro.

De acordo com a Secretaria de Educação, foram contemplados todos os 36.767 estudantes que procuraram vagas para este ano. Aqueles que não comparecerem no prazo, porém, vão perdê-las.

Para o ensino regular, que vai do primeiro período da educação infantil ao terceiro ano do ensino médio, houve 18.420 inscritos por telefone e 15.076 pela internet.

A educação de jovens e adultos (EJA) recebeu 3.271 solicitações, todas pela Central 156.

Para a concluir a matrícula, os alunos ou responsáveis devem apresentar os seguintes documentos:

  • Original e cópia da certidão de nascimento ou carteira de identidade (RG)
  • Cadastro de Pessoas Físicas (CPF)
  • 2 fotos 3×4
  • Comprovante de residência
  • Comprovante de tipagem sanguínea e fator RH

No caso da educação infantil, também é exigido o cartão de vacina atualizado. Estudantes dos ensinos fundamental e médio e da EJA precisam levar declaração provisória de matrícula ou de histórico escolar.

A efetivação vale apenas para os novos ou para aqueles que pediram remanejamento escolar cuja pré-matrícula foi feita em dezembro de 2017.

Os horários de atendimento variam de uma escola para outra. A renovação para os alunos antigos já foi encerrada.

Em 22 de janeiro, serão divulgados os colégios que ainda têm vagas remanescentes. O prazo para solicitá-las começa no dia seguinte (23).

Aulas nas escolas públicas em 2018 têm início em 15 de fevereiro

Os alunos da rede pública do Distrito Federal voltarão às aulas em 15 de fevereiro— com exceção da Escola de Música de Brasília, na qual o ano letivo recomeça no mesmo mês, mas quatro dias depois (19). Os calendários escolares estão no site da Educação.

Corrupção é causa de 66% de casos de expulsão do servidor federal em 2017

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O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) anunciou hoje (8) que o enfrentamento à impunidade no Poder Executivo Federal resultou, em 2017, na expulsão de 506 agentes públicos por envolvimento em corrupção e atividades contrárias ao Regime Jurídico dos Servidores (Lei nº 8.112/1990).

O principal motivo das expulsões foi a prática de atos relacionados à corrupção, com 335 das penalidades aplicadas ou 66% do total. Já abandono de cargo, inassiduidade ou acumulação ilícita de cargos aparecem em seguida, com 125 dos casos. Também figuram entre as razões proceder de forma desidiosa (negligência) e participação em gerência ou administração de sociedade privada.

Entre os atos relacionados à corrupção estão valimento do cargo para lograr proveito pessoal; recebimento de propina ou vantagens indevidas; utilização de recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares; improbidade administrativa; lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional.

Ainda de acordo com o balanço, ao longo de todo o ano passado, foram registradas 424 demissões de funcionários efetivos; 56 cassações de aposentadorias e 26 destituições de ocupantes de cargos em comissão. Os dados não incluem empregados de empresas estatais como Caixa Econômica Federal, Correios e Petrobras.

O Relatório de Punições Expulsivas é publicado mensalmente na internet de forma a prestar contas sobre a atividade disciplinar exercida no âmbito do Executivo Federal.

O ministério mantém ainda o Cadastro de Expulsões da Administração Federal, que permite consultar, de forma detalhada, a punição aplicada ao servidor, órgão de lotação, data da punição, unidade da Federação e fundamentos legais. A fonte das informações é o Diário Oficial da União.

Impedimentos

Segundo o CGU, servidores apenados nos termos da Lei Ficha Limpa ficam inelegíveis por oito anos. A depender do tipo de infração cometida, eles também podem ficar impedidos de voltar a exercer cargo público.

“Em todos os casos, as condutas irregulares ficaram comprovadas após condução de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), conforme determina a Lei nº 8.112/1990, que garantiu aos envolvidos o direito à ampla defesa e ao contraditório”, informou o órgão.

Balanço

Desde 2003, o Governo Federal expulsou 6.714 servidores. Desses, 5.595 foram demitidos; 549 tiveram a aposentadoria cassada; e 570 foram afastados de suas funções comissionadas.

Nos últimos 15 anos, as unidades federativas com mais punidos foram Rio de Janeiro (1.211), Distrito Federal (800) e São Paulo (716). Já as pastas com a maior quantidade de expulsões foram o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário – que absorveu o INSS; seguido pelo Ministério da Educação e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Pagamento do PIS/Pasep para trabalhadores com mais de 60 anos começa dia 24

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Começa no dia 24 de janeiro o pagamento das cotas dos fundos dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) para pessoas com mais de 60 anos que trabalharam com carteira assinada antes da Constituição de 1988. A informação foi divulgada hoje (8) pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

O crédito em conta automático para os beneficiários com conta corrente ou poupança individual na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil será feito na noite do dia 22 de janeiro. Segundo o ministério, essa nova etapa de saques beneficia mais de 4,5 milhões de cotistas do PIS e do Pasep, que poderão efetuar o saque de R$ 7,8 bilhões disponíveis nas instituições financeiras.

O pagamento das cotas do PIS/Pasep para homens com mais de 65 anos e mulheres com mais de 62 anos, assim como para os demais cotistas com mais de 70 anos, aposentados e herdeiros, será retomado a partir desta segunda-feira (8/1), nas agências e canais da Caixa e do Banco do Brasil.

Em dezembro do ano passado, o presidente Michel Temer assinou a medida provisória (MP) 813/17 que reduz para 60 anos a idade mínima para o saque das cotas do PIS/Pasep. Em agosto, o governo já tinha editado outra MP (797/17) liberando o saque para homens a partir de 65 anos e para mulheres a partir de 62 anos. Até o fim de 2017, R$ 2,2 bilhões foram retirados de 1,6 milhão de contas.

Desde a criação do PIS/Pasep, em 1971, o saque total só podia ser feito quando o trabalhador completava 70 anos, se aposentasse ou tivesse doença grave ou invalidez. As medidas provisórias flexibilizaram as restrições.

Quem contribuiu após 4 de outubro de 1988 não tem direito ao saque. Isso ocorre porque a Constituição daquele ano passou a destinar as contribuições do PIS/Pasep das empresas para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que paga o seguro-desemprego e o abono salarial, e para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

É possível, por meio dos sites www.caixa.gov.br/cotaspis e www.bb.com.br/pasep, consultar se há saldo disponível para saque. Nas páginas, o trabalhador pode visualizar a data de início do pagamento e os canais disponíveis, além da melhor opção de pagamento, antes de se dirigir a um dos canais oferecidos.

Pagamento

Os herdeiros de cotistas falecidos também podem sacar os recursos. Eles deverão comparecer a qualquer agência da Caixa e do Banco do Brasil portando o documento oficial de identificação e o documento que comprove sua condição de beneficiário legal para fazer o saque.

O saque poderá ser feito por outra pessoa que não seja o beneficiário, mediante procuração particular, com firma reconhecida, ou por instrumento público que contenha outorga de poderes para solicitação e saque de valores do PIS/Pasep.

O saque será autorizado após a confirmação do direito nas agências bancárias. No caso do PIS, os pagamentos das cotas com valor até R$ 1,5 mil podem ser feitos no Autoatendimento da Caixa apenas com a senha do Cartão Cidadão. Caso tenha o cartão, o trabalhador poderá fazer o saque nas casas lotéricas e Caixa Aqui, mediante ainda a apresentação de documento oficial de identificação com foto.

Os saques de valores até R$ 3 mil podem ser feitos no Autoatendimento, lotéricas e Caixa Aqui com o Cartão do Cidadão, senha e documento de identificação. Os valores acima de R$ 3 mil devem ser sacados nas agências, apenas mediante apresentação do documento de identificação.

O saque das cotas do Pasep pode ser feito nas agências do Banco do Brasil, com apresentação de documento de identificação oficial com foto. Para aqueles que têm saldo de cotas no valor de até R$ 2,5 mil, está disponível solução para envio a outra instituição financeira, sem custos, pela internet ou pelos terminais de autoatendimento do banco.

Cármen Lúcia e Perillo se reúnem para discutir crise prisional em Goiás

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A presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cárman Lúcia, está reunida na manhã de hoje (8), em Goiânia, com o governador de Goiás, Marconi Perillo, para discutir a crise no sistema carcerário do estado.

O encontro ocorre no Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), com a participação do desembargador Gilberto Marques Filho, presidente da corte estadual, e do prefeito de Aparecida de Goiânia, onde fica o Complexo Prisional palco de três rebeliões no início do ano. No primeiro motim, nove presos morreram e 14 ficaram feridos.

Antes do início formal da reunião de trabalho, a ministra, o presidente da corte estadual e o governador conversaram por cerca de 40 minutos a portas fechadas, no gabinete da presidência do TJGO.

A previsão inicial é que após a reunião de trabalho a ministra siga para a Colônia Agrícola, unidade de regime semiaberto do Complexo Prisional, para uma inspeção. A visita, entretanto, ainda deve ser confirmada e é possível que não ocorra, segundo a assessoria do CNJ.

Após os motins, que segundo informações de inteligência do estado de Goiás foram provocados por conflitos entre facções rivais, a Colônia Agroindustrial teve grande parte de suas instalações depredadas. A situação “precária” do local foi constatada na semana passada pelo desembargador Gilberto Marques, que foi ao local e produziu um relatório a pedido de Cármen Lúcia.

As mesmas condições “péssimas” das instalações já haviam sido apontadas em outro relatório, feito após inspeção do CNJ, em novembro do ano passado. Entre outros problemas, os presos relataram constantes cortes de água e luz, além da superlotação.

O Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia possui cinco penitenciárias, entre unidades de regime fechado, semiaberto e de detenção provisória. A capacidade total, de 2,1 mil presos, esteira excedida em cerca de três vezes. Segundo dados do CNJ, o complexo encontra-se com mais de 5,8 mil detentos.

Somente na Colônia Agroindustrial, onde ocorreu o primeiro motim, 1.153 detentos ocupavam as instalações, projetada para 468. No fim de semana, a Justiça Federal acatou um pedido feito em ação civil pública pela seção goiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e determinou a transferência de presos até que se chegue à capacidade prevista da unidade prisional.

O governo de Goiás disse que cumprirá “imediatamente” a decisão, tão logo o Ministério da Justiça indique as unidades federais que podem acolher os presos de maior periclosidade.

Auditoria no Bolsa Família identifica R$ 1,3 bilhão pagos de forma indevida

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Por Cintia Moreira – O Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU) fez uma auditoria e identificou fraude em quase 346 mil cadastros do programa Bolsa Família. Além disso, foi constatado que cerca de R$ 1,3 bilhão foram pagos em benefícios indevidos durante 2 anos.

Segundo o coordenador-geral de Auditoria da Área de Desenvolvimento Social, João Gabriel Pereira, a CGU também fez uma comparação entre as rendas registradas em outras bases de dados oficiais com aquelas declaradas no Cadastro Único, para identificar aquelas famílias que teriam fornecido informações falsas.

“Como consequência deste trabalho foi verificado, por meio de cruzamento de dados, que famílias apresentavam inconsistências com base em outras bases de dados sociais, que teriam sido ocasionado no momento do cadastro. Com estes cruzamentos, no momento da declaração, foram identificadas divergências. Estas divergências podem implicar em prejuízo de até R$ 1,3 bilhão pelo pagamento indevido de benefícios.”

Como resultado da auditoria, foram identificadas que mais de 2,5 milhões de famílias com indícios de inconsistência cadastral recebiam os benefícios do programa. Dependendo do caso, o benefício foi bloqueado ou cancelado. João Gabriel Pereira fala um pouco mais sobre a importância de fiscalizar com frequência estes dados.

“Este movimento é importante porque é possível, com isto, incluir outras famílias, que naquele momento se incluem na regra de permanência. Com isto, inclusive, no ano de 217, a fila do Programa Bolsa Família por diversas vezes foi zerada, permitindo a inclusão total das pessoas que faziam direito ali dentro das regras do programa.”

Nas situações em que a irregularidade ficar comprovada, depois do processo administrativo, vão ser aplicadas sanções legais, como a devolução de dinheiro e a impossibilidade de voltar para o programa durante um ano.

A população alvo do programa, que foi criado em 2003, é constituída por famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza. São considerados extremamente pobres aqueles que recebem, por mês, até R$ 85,00 por pessoa; e as famílias pobres são aquelas que têm renda mensal entre R$ 85,01 e R$ 170,00 por pessoa, desde que tenham em sua composição crianças ou adolescentes de até 17 anos.

De outubro do ano passado até agora, foram cancelados 4,7 milhões de pagamentos sob suspeita de irregularidades. O Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União e o Ministério de Desenvolvimento Social pretendem fazer este tipo de auditoria todo mês.

SAIBA MAIS

– Como se inscrever no Bolsa Família?

Para se candidatar ao programa, é necessário que a família esteja inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, com seus dados atualizados há menos de 2 anos.

Caso atenda aos requisitos de renda e não esteja inscrito, procure o responsável pelo Programa Bolsa Família na prefeitura de sua cidade para se inscrever no Cadastro Único.

Mantenha os dados sempre atualizados, informando à prefeitura qualquer mudança, como o endereço e telefone de contato, modificações na constituição de sua família, como nascimento, morte, casamento, separação, adoção, etc.

O cadastramento é um pré-requisito, mas não implica na entrada imediata das famílias no programa, nem no recebimento do benefício. Mensalmente, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome seleciona, de forma automatizada, as famílias que serão incluídas para receber o benefício.

– Tipos de benefícios:

Benefício Básico: concedido às famílias em situação de extrema pobreza (com renda mensal de até R$ 85,00 por pessoa). O auxílio é de R$ 85,00 mensais.

Benefício Variável: para famílias pobres e extremamente pobres, que tenham em sua composição gestantes, nutrizes (mães que amamentam), crianças e adolescentes de 0 a 16 anos incompletos. O valor de cada benefício é de R$ 39,00 e cada família pode acumular até 5 benefícios por mês, chegando a R$ 195,00.

Benefício Variável de 0 a 15 anos:

Destinado a famílias que tenham em sua composição, crianças e adolescentes de zero a 15 anos de idade. O valor do benefício é de R$ 39,00.

Benefício Variável à Gestante:

Destinado às famílias que tenham em sua composição gestante. Podem ser pagas até nove parcelas consecutivas a contar da data do início do pagamento do benefício, desde que a gestação tenha sido identificada até o nono mês. O valor do benefício é de R$ 39,00.

Benefício Variável Nutriz:

Destinado às famílias que tenham em sua composição crianças com idade entre 0 e 6 meses. Podem ser pagas até seis parcelas mensais consecutivas a contar da data do início do pagamento do benefício, desde que a criança tenha sido identificada no Cadastro Único até o sexto mês de vida. O valor do benefício é de R$ 39,00.

Benefício Variável Jovem:

Destinado às famílias que se encontrem em situação de pobreza ou extrema pobreza e que tenham em sua composição adolescentes entre 16 e 17 anos. O valor do benefício é de R$ 46,00 por mês e cada família pode acumular até dois benefícios, ou seja, R$ 92,00.

Benefício para Superação da Extrema Pobreza:

Destinado às famílias que se encontrem em situação de extrema pobreza. Cada família pode receber um benefício por mês. O valor do benefício varia em razão do cálculo realizado a partir da renda por pessoa da família e do benefício já recebido no Programa Bolsa Família.

Observação: As famílias em situação de extrema pobreza podem acumular o benefício Básico, o Variável e o Variável Jovem, até o máximo de R$ 372,00 por mês. Como também, podem acumular 1 (um) benefício para Superação da Extrema Pobreza.

Foto: Caixa Econômica Federal

Aplicativo Bolsa Família

Como usar o Bolsa Família no celular?

1) Abra o menu do aparelho
2) Procure o ícone da loja de aplicativos do seu celular
Para Android, acesse pela Google Play. Para iPhone, pela App Store. E para Windows Phone, pela Windows Store.
3) Na busca, digite Bolsa Família
4) Toque no ícone amarelo com o nome Bolsa Família
5) Toque em instalar e depois em aceitar e aguarde a instalação
6) Toque em abrir e depois informe o NIS

Presidente Temer veta integralmente Refis das micro e pequenas empresas

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O presidente Michel Temer vetou integralmente o projeto que instituía o programa de refinanciamento para micro e pequenas empresas – o Refis das micro e pequenas empresas. A justificativa é que a medida fere a Lei de Responsabilidade Fiscal ao não prever a origem dos recursos que cobririam os descontos aplicados a multas e juros com o parcelamento das dívidas.

A decisão foi tomada nesta sexta-feira (5) pelo Palácio do Planalto e comunicada diretamente por Temer ao presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, com quem se encontrou em São Paulo, em agenda privada. O objetivo da instituição, porém, é trabalhar para que o Congresso Nacional derrube o veto presidencial enquanto o ministério da Fazenda estuda uma solução para o impasse econômico da medida.

“O Refis foi aprovado com ampla maioria. O veto não é por questões políticas, mas um veto por questões técnicas. Sanado o problema, a vontade política continua”, argumentou Afif Domingos, em comunicado enviado pela assessoria de imprensa do Sebrae. Em dezembro, após se reunir com Temer, o empresário garantiu que o projeto seria sancionado.

Segundo Afif, a equipe econômica do governo vai estudar os impactos orçamentários do chamado Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.

Projeto

Aprovado em dezembro pela Câmara e pelo Senado, o programa concede descontos de juros, multas e encargos com o objetivo de facilitar e parcelar o pagamento dos débitos de micro e pequenas empresas, desde que 5% do valor total seja pago em espécie, sem desconto, em até cinco parcelas mensais.

O restante da dívida poderia ser pago em até 15 anos. A adesão incluía débitos vencidos até novembro de 2017. Se não fosse vetado, os empresários poderiam participar do programa em até três meses após entrada em vigor da lei.

Condições atuais

Como a decisão sobre a derrubada do veto ocorrerá somente após o fim do recesso parlamentar, em fevereiro, o Sebrae orienta as micro e pequenas empresas a procurarem a Receita Federal, até o fim deste mês, para negociar o parcelamento de débitos tributários, para que não sejam eliminadas do Simples Nacional.

“As empresas têm até o dia 31 de janeiro para solicitar o refinanciamento nas condições antigas, que não são tão favoráveis. E precisam aguardar o mês de fevereiro, quando o Congresso deverá derrubar esse veto. Com isso, as empresas poderão migrar para uma condição mais favorável de parcelamento e continuar no regime”, afirmou o presidente do Sebrae.

Segundo o órgão, o Refis deve beneficiar cerca de 600 mil empresas brasileiras que devem cerca de R$ 20 bilhões à União.

Carnaval terá investimento de R$ 5 milhões; público esperado é de 2,5 milhões de pessoas

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O recurso vai custear a logística para as apresentações dos blocos de rua, das escolas de samba e eventos em 19 regiões administrativas

O governo de Brasília investirá R$ 5 milhões no carnaval de 2018. A quantia vai custear a logística para as apresentações dos blocos de rua e das escolas de samba e eventos diversos promovidos em 19 regiões administrativas.

Desse total, R$ 525 mil serão destinados à contratação de 40 artistas locais por meio de chamamento público. Eles vão se apresentar nos blocos em programação a ser definida.

A expectativa é que 2,5 milhões de foliões participem das festas nas ruas da capital da República.

No ano passado, a festa recebeu R$ 2,3 milhões e teve um público de 1,5 milhão de pessoas. “Em 2018, teremos um investimento 50% maior do que no ano passado com recursos do legislativo e com uma estimativa de público de pelo menos 1 milhão de pessoas a mais”, disse secretária adjunta de Cultura, Nanan Lessa Catalão.

O carnaval deste ano também contará com um evento especial para a apresentação de seis escolas de samba e de duas atrações nacionais.

Os detalhes estão sendo negociados entre as agremiações e a Secretaria de Cultura. A festa ocorrerá em 3 de fevereiro, entre a Torre de TV e a Funarte.

Carnaval de 2018 terá desburocratização de regras

O cadastrado dos blocos pode ser feito até 30 dias antes do evento. Até esta sexta-feira (5), 101 blocos se cadastraram, sendo 60 no Plano Piloto e 41 em outras regiões administrativas.

Também estão cadastrados 173 eventos. Deles, cem serão no Plano Piloto e 73 em outros lugares.

Neste ano, o cadastro dos blocos carnavalescos e a emissão de alvarás e de licenças são feitos por meio do Centro Integrado de Atendimento ao Carnavalesco — formado por órgãos do governo relacionados ao tema.

A desburocratização faz parte do Decreto nº 38.019, de 21 de fevereiro de 2017. O objetivo é desburocratizar as manifestações artísticas nas festividades, proteger o patrimônio histórico e cultural de Brasília e ordenar a ocupação do espaço público.

Os órgãos que fazem parte do Centro Integrado de Atendimento ao Carnavalesco são:

  • Secretaria de Cultura
  • Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social
  • Secretaria de Mobilidade
  • Secretaria das Cidades
  • Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF)
  • Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER-DF)

Patrocínio para a festa foi rejeitado

A Secretaria de Cultura rejeitou a proposta de patrocínio para o carnaval de Brasília de 2018. A ideia era que o governo e iniciativa privada dividissem os custos — em troca de propaganda da empresa que vencesse o edital.

No entanto, apenas uma proposta com um valor muito baixo (R$ 700 mil) em relação ao custo total foi apresentada. Assim, não seria viável a parceria, e o chamamento público não teve contemplados.

Sete governadores pedem mais participação do governo federal na segurança

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Governadores de sete estados brasileiros divulgaram na noite desta quinta-feira (5) um manifesto em que solicitam ao governo federal que destine mais recursos à segurança pública. No documento divulgado pela assessoria do governo goiano, os chefes dos Executivos do Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins afirmam que o setor, “particularmente no sistema penitenciário, exige a tomada de providências urgentes por parte do governo federal”.

Na mensagem, Rodrigo Rollemberg (Distrito Federal), Flávio Dino (Maranhão), Pedro Taques (Mato Grosso), Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul), Confúcio Moura (Rondônia) e Marcelo Miranda (Tocantins) endossam parte das críticas feitas nos últimos dias pelo governador goiano, Marconi Perillo, como a falta de vigilância qualificada nas fronteiras do país para coibir os crimes relacionados ao tráfico de armas e drogas e a criação de novas unidades prisionais federais para receber os presos mais perigosos. Desde segunda-feira (1º), três rebeliões foram registradas no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital de Goiás.

Os sete governadores também cobram o imediato descontingenciamento de recursos financeiros do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) que continuam retidos e a adoção de uma legislação mais rígida para a penalização de crimes, com a rediscussão da progressão de regime de penas e a criação de um Fundo Nacional de Segurança Pública.

“Estamos convencidos de que, dessa forma, sobretudo com uma maior participação do governo federal na gestão da segurança pública, os estados poderão avançar na reestruturação do sistema penitenciário”, afirmam os governadores do grupo nomeado como Consórcio Interestadual de desenvolvimento do Brasil Central (BrC), manifestando preocupação com o agravamento da crise da segurança pública no país.

“Os entes federados enfrentam praticamente sozinhos os grandes desafios impostos pelo avanço da criminalidade, sobretudo as ações de grupos organizados para o tráfico de drogas e crimes correlatos”, lembram os governadores, citando o sucateamento das estruturas carcerárias, o número insuficiente de agentes das forças de segurança pública e o que classificam como “leis inadequadas”.

Mais de 100 mil trabalhadores já instalaram a Carteira de Trabalho Digital no telefone

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Desde o lançamento do aplicativo, em 21 de novembro, foram feitos 111.803 downloads

O aplicativo da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CPTS) foi baixado 111.803 vezes em 43 dias desde o lançamento, em 21 de novembro de 2017. Foram mais de 2,6 mil downloads por dia, número que deve aumentar, segundo o coordenador de Identificação e Registro Profissional do Ministério do Trabalho, Sérgio Barreto.

“A tendência é o número crescer gradativamente na medida em que as pessoas forem tomando conhecimento da facilidade de ter a Carteira de Trabalho no celular”, avalia Barreto, lembrando que a versão digital permite aos trabalhadores terem em mãos, a qualquer tempo, todas as informações que constam no documento físico atual.

Barreto lembra que, pelo aplicativo, o trabalhador pode controlar sua situação trabalhista na empresa. “Por meio dessa plataforma digital, o trabalhador passa a ser um agente fiscalizador de todo o processo. Ele pode saber, por exemplo, se a empresa forneceu o vínculo trabalhista e se as informações dadas estão corretas nos sistemas de governo”, explica.

Nesse primeiro momento, a carteira digital não substituirá a carteira de papel. Mas o trabalhador poderá fazer as consultas de informações pessoais, de contratos de trabalho e também solicitar a primeira e a segunda via da carteira de trabalho física.

A expectativa do Ministério do Trabalho é de que 70 milhões de trabalhadores tenham acesso ao aplicativo disponível para smartphones nas versões Android e iOS. Dos 111.803 downloads realizados até agora, 98.364 foram para telefone com Android e 13.439, para iOS.

Veja aqui como baixar o aplicativo:

http://www.trabalho.gov.br/noticias/5247-confira-o-passo-a-passo-para-fazer-a-carteira-de-trabalho-digital