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Presidente Michel Temer faz pronunciamento à nação e não renuncia

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O presidente Michel Temer faz um pronunciamento, nesta quinta-feira (18), do Palácio do Planalto, em Brasília, e disse que não vai renunciar. É a primeira fala de Temer após reportagem do jornal O Globo ter antecipado, na noite de ontem (17), o conteúdo da delação premiada de Joesley e Wesley Batista, do grupo JBS, à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo reportagem do jornal O Globo, em encontro gravado em áudio, em março deste ano, pelo empresário Joesley Batista, Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio. O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, no Supremo Tribunal Federal (STF) homologou hoje as delações. O conteúdo dos textos estão sob sigilo. Fachin também autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente da República.

Em nota, a Presidência da República informou, ainda ontem, que o presidente Michel Temer “jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha”, que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato. A nota diz ainda que o presidente “não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar”. Segundo a Presidência, o encontro com o dono do grupo JBS foi no começo de março, no Palácio do Jaburu. “Não houve, no diálogo, nada que comprometesse a conduta do presidente da República”.

Coluna do Callado | Delação da JBS terá reflexos importantes na política do DF

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A delação do empresário Joesley Batista, do grupo JBS, terá reflexos importantes na política brasiliense. O primeiro que deve ser afetado é o assessor especial da Presidência da República, Tadeu Filippelli (PMDB). Um dos braços direitos do presidente Michel Temer, caso aconteça a renúncia ou o impeachment, Filippelli perde força na disputa pelo Palácio do Buriti. E, ainda, terá que enfrentar problemas com outras delações, como a Odebrecht e a Andrade Gutierrez, que podem bater a sua porta. Outros políticos também estão preocupados. São quase dois mil candidatos no País que receberam contribuições da JBS/Friboi. E existe uma lista de políticos brasilienses que foram abonados.

 

Fraga reúne lideranças da PM

Os candidatos mais votados da Polícia Militar se reuniram, nesta quinta-feira (18), e firmaram uma aliança para as eleições de 2018.  O grupo se comprometeu a filiarem-se ao Democratas com intuito de garantir a eleição de um candidato oriundo da Polícia Militar.

 

Estádios

O deputado Ricardo Vale (PT) sugeriu que o GDF estenda a Parceria Público-privada (PPP) do complexo esportivo do centro da capital para todos os demais estádios de futebol das cidades do DF. A Terracap está estudando a possibilidade de adoção da PPP para gerir o complexo esportivo do DF, que reúne o estádio Mané Garrincha, o ginásio de esportes e as piscinas.

 

Mobilização

O deputado Wasny de Roure (PT) divulgou na sessão plenária da Câmara Legislativa a realização de uma grande mobilização nacional, o Ocupe Brasília, programado para a quarta-feira, 24 de maio. A mobilização é um ato contra a reforma da previdência proposta pelo governo federal e reunirá manifestantes de todo o País, em frente ao Congresso Nacional. São esperados cerca de 100 mil manifestantes. Também o foco até lá seja outro.

 

Insinuações e boatos

O deputado Wellington Luiz (PMDB) rechaçou o que classificou como insinuações e boatos de que a CPI da Saúde estaria querendo acabar com o Hospital da Criança. O parlamentar explicou que deseja apenas o esclarecimento de fatos nebulosos envolvendo a gestão e não o fechamento do hospital. Wellington leu um documento assinado pela 2ª Promotoria de Justiça do Ministério Público que aborda problemas de gestão e sucateamento da unidade de saúde.

 

ENQUANTO ISSO…

# Defensor Público – Em sessão solene nesta quinta-feira (18), a Câmara Legislativa homenageou os defensores públicos, profissionais definidos pelo deputado bispo Renato Andrade (PR) como os “advogados do povo”, que “defendem aqueles que não podem arcar com os custos de processos judiciais”. O parlamentar, autor da homenagem, destacou a importância da parceria entre a Defensoria Pública e a Câmara Legislativa.

 

# Conselheiros de Cultura – O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), por meio de sua Escola de Contas, promove capacitação voltada aos conselheiros de Cultura do DF. Com carga de 20 horas/aula, o curso será de 22 a 26 de maio, das 14h às 18h, na sede da Escola de Contas do TCDF. O conteúdo abrange noções básicas de cultura e diversidade, planejamento e gestão pública da cultura, financiamento e prestação de contas em projetos culturais, além de discutir o papel dos Conselhos de Cultura e a competência dos órgãos e instituições de controle.

 

# Hackday – Inaugurado no começo de abril, o Laboratório Hacker de Inovação da Câmara Legislativa do Distrito Federal (Labhinova) realiza amanhã (19) seu primeiro Hackday, espécie de maratona de programação. Das 10h às 18h, programadores, desenvolvedores e estudantes que dominam tecnologias da informação e computação vão se dedicar a tornar mais transparentes e inteligíveis os dados referentes às emendas parlamentares ao orçamento do DF.

Em nota, Juliano Costa Couto: “Covardia operada contra meu nome”

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O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Distrito Federal (OAB-DF), Juliano Costa Couto, divulgou uma nota na manhã de hoje repudiando a inclusão de seu nome na delação dol empresário Joesley Batista. Ele também afirmou que não é advogado da JBS ou do J&F e de nenhum de seus dirigentes. Veja íntegra da nota:

TCDF determina devolução de R$ 23 milhões aos cofres do DF por superfaturamento

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O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou à empresa White Martins Gases Industriais Ltda que devolva aos cofres do DF mais de R$ 23 milhões. O montante se refere ao valor atualizado decorrente de superfaturamento no contrato nº 100/2003, firmado entre a empresa e a Secretaria de Saúde do DF, para fornecimento de oxigênio líquido aos hospitais da rede pública entre os anos de 2005 e 2009.

Além da determinação à empresa, o TCDF também aplicou multa a quatro ex-gestores da pasta – o ex-secretário de saúde Augusto Carvalho, os ex-subsecretários de Apoio Operacional José Maria Freire e Horácio Botelho, além do ex-chefe da Unidade de Administração Geral Ornel Azevedo. O Tribunal entendeu que eles são responsáveis indiretos pelos prejuízos aos cofres públicos, uma vez que desrespeitaram normas ao prorrogarem o contrato sucessivamente sem realizar nova pesquisa de preços e por não demonstrarem a vantagem econômica para a Administração nessas prorrogações.

Sobrepreço – O contrato nº 100/2003 foi assinado entre a SES/DF e a White Martins em setembro de 2003. No ajuste anterior a ele, a empresa fornecia oxigênio líquido ao Hospital de Base ao preço de R$ 3,00 por m³. Na assinatura do novo contrato, o valor subiu para R$ 3,63 por m³ de oxigênio líquido. O contrato foi prorrogado por duas vezes, em 2004 e 2005, sem alteração do preço inicialmente ajustado. Em 2006, na assinatura do terceiro termo aditivo, houve uma repactuação do valor do contrato, e o preço do m³ de oxigênio líquido baixou de R$ 3,68 para R$ 2,50, uma redução superior a 30%. Posteriormente, em 2007 e 2008, foram assinadas mais duas prorrogações do contrato, sem alteração nos valores.

Essa sequência de fatos chamou a atenção do Ministério Público junto ao TCDF, que levantou a suspeita de que o contrato estaria com cotações de preço bem acima do que é praticado no mercado. Ao analisar a representação protocolada pelo MPjTCDF, o corpo técnico do TCDF realizou pesquisas de preços para o oxigênio líquido e para o oxigênio gasoso, tomando por base tanto o banco de dados do Distrito Federal quanto do Portal de Compras do Governo Federal, referentes ao período entre 2005 e 2009. Esse levantamento demonstrou indícios de superfaturamento na aquisição do oxigênio líquido pela SES/DF no contrato com a White Martins.

A pesquisa revelou que a maior parte dos contratos com fornecimentos de grandes quantidades de oxigênio líquido tinham o metro cúbico precificado abaixo de R$ 1,00, enquanto a SES/DF pagava R$ 3,68 e, posteriormente, R$ 2,50 por m³. “Ainda em relação aos preços, mesmo diante da dificuldade em encontrar informações no banco de dados do GDF, localizamos, ainda, um pregão realizado em 2009, em que a White Martins sai vitoriosa no fornecimento de 2.214.000 m³ de oxigênio líquido, vendidos ao preço de R$ 0,79/m³”, informa o relatório do corpo técnico.

À época, o prejuízo total aos cofres do DF, decorrentes do sobrepreço no contrato com a White Martins, foi de R$ 13,2 milhões. O valor atualizado até julho de 2016 é de R$ 23 milhões.

A apuração feita pelo corpo técnico favoreceu o entendimento de que a probabilidade maior é de que desde a origem, em 2003, o contrato com a White Martins estaria com sobrepreço. O fato de o contrato ter sido prorrogado por duas vezes sem mudança de valor e de ter sofrido ainda uma redução de mais de 30% no valor por m³ três anos depois da assinatura demonstra que, se o contrato assinado em 2003 estivesse com o preço compatível com o mercado, certamente, nos aditivos seguintes, teria havido reajustes.

Isso porque, em contratos com duração superior a um ano, a Lei de Licitações determina que os editais de contratação devem prever cláusula de reajuste para restabelecer justa remuneração em face da alta natural dos preços em decorrência do processo inflacionário. São modificações dos preços contratuais diante da esperada alta de preços de toda a economia, o que não ocorreu neste caso. Além disso, a lei determina que deve ser demonstrada a vantagem econômica de prorrogar o contrato, por meio de planilha de custos, o que também não ocorreu.

As justificativas apresentadas pela White Martins no curso do processo não foram suficientes para demonstrar de forma clara que os preços praticados no contrato com a SES/DF foram justos e compatíveis com o mercado. Quanto aos gestores, o TCDF entendeu que não ficou comprovado que tenham agido de má-fé ou em comum acordo com a empresa. Porém, a ausência de pesquisa de preços demonstrou, no entendimento do corpo técnico, negligência e omissão na fiscalização do contrato, colocando-os como responsáveis indiretos pelo prejuízo aos cofres públicos. As multas fixadas pelo TCDF variam entre R$ 7,3 mil e R$ 34,7 mil.

 

A decisão foi proferida na sessão ordinária do dia 11 de maio de 2017 e ainda cabe recurso.

Processo: 2335/2003
DECISÃO Nº 2185/2017 O Tribunal, por maioria, acolhendo voto do Conselheiro PAULO TADEU, fundamentado em sua declaração de voto, apresentada com espeque no art. 111 do RI/TCDF, decidiu: I – tomar conhecimento: a) das Informações nºs 351/2015-3ª Dicont e 280/2016-1ª Dicont; b) dos Pareceres nºs 815/2016-CF e 61/2017-CF; c) das alegações de defesa apresentadas às fls. 992/996; 1078/1095; 1096/1113; 1114/1135; 1002/1015 e 1136/1153; II – considerar: a) improcedente a defesa apresentada pela empresa White Martins Gases Industriais Ltda., em razão da argumentação insuficiente quanto à prática de sobrepreço no Contrato nº 100/2003-SES/DF, e suas prorrogações; b) procedentes as alegações de defesa trazidas pelos Srs. Horácio da Silva Botelho, José Maria Freire, Augusto Silveira de Carvalho e Ornel Costa de Azevedo, tão somente para excluir a responsabilidade solidária dos defendentes em face dos fatos apontados nos autos em exame; III – autorizar, nos termos do § 1º do art. 13 da Lei Complementar nº 1/94, a cientificação da empresa responsável, nominada no item II, “a”, acima, para que, no prazo de 30 (trinta) dias, efetue e comprove o recolhimento da importância de R$ 23.002.268,35, atualizado em 05.07.2016 (fl. 1169), autorizando, desde já, a adoção das providências cabíveis, nos termos do art. 29 da mesma Lei Complementar; IV – aplicar, com fundamento no art. 57, inciso III, da Lei Complementar nº 1/94, aos responsáveis nominados no item II, “b”, acima, as multas adiante descritas, fixando-lhes o prazo de 30 (trinta) dias, a contar da notificação, para que comprovem perante o Tribunal o recolhimento do valor aos cofres do Distrito Federal: a) Horácio da S. Botelho: R$ 19.520,66 (dezenove mil, quinhentos e vinte reais e sessenta e seis centavos); b) José Maria Freire: R$ 34.782,59 (trinta e quatro mil, setecentos e oitenta e dois reais e cinquenta e nove centavos); c) Ornel C. de Azevedo: R$ 9.699,18 (nove mil, seiscentos e noventa e nove reais e dezoito centavos); d) Augusto S. de Carvalho: R$ e-DOC A034AB53 Proc 2335/2003 7.345,05 (sete mil, trezentos e quarenta e cinco reais e cinco centavos) ; V – aprovar, expedir e mandar publicar os acórdãos apresentados pelo Revisor, Conselheiro PAULO TADEU; VI – autorizar o retorno dos autos à Secretaria de Contas para as providências pertinentes. O Conselheiro RENATO RAINHA seguiu o voto do Conselheiro PAULO TADEU, acolhendo, in totum, a instrução. Vencido o Relator, que manteve o seu voto. Presidiu a sessão a Presidente, Conselheira ANILCÉIA MACHADO. Votaram os Conselheiros MANOEL DE ANDRADE, RENATO RAINHA, INÁCIO MAGALHÃES FILHO, PAULO TADEU e PAIVA MARTINS. Participou o representante do MPjTCDF, Procurador MARCOS FELIPE PINHEIRO LIMA. Ausente o Conselheiro MÁRCIO MICHEL. SALA DAS SESSÕES, 11 de Maio de 2017.

Concurso público para a Câmara Legislativa só para o fim do ano

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Por Milena Lopes, do Ponto do Servidor – O tão prometido e anunciado concurso para contratar servidores para a Câmara Legislativa do Distrito Federal ainda está em gestação. Até agora, o edital não foi publicado e a prova deve sair mesmo só para o fim do ano.

A fase atual, conforme a Coordenação de Comunicação Social da Casa, é de levantamento do número de vagas.

A previsão é de que a comissão formada para tratar do assunto entregue o relatório ainda este mês. O edital, então, deve ser publicado lá para julho ou agosto. (Do Jornal de Brasília)

Fachin manda afastar Aécio e decide enviar ao plenário do STF pedido de prisão

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Relator da Lava Jato no STF também ordenou afastamento do deputado Rocha Loures (PMDB-PR) da Câmara. PF cumpre nesta quinta (18) mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Aécio

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), mandou afastar o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), do mandato de senador. O magistrado, no entanto, optou por não decretar monocraticamente o pedido apresentado pela Procuradoria Geral da República (PGR) para prender o parlamentar tucano.

No despacho, conforme apurou a TV Globo, Fachin decidiu submeter ao plenário do Supremo o pedido de prisão de Aécio solicitado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

 

Apartamento do senador Aécio Neves é alvo de busca e apreensão durante operação da Lava Jato em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro (Foto: Alessandro Buzas/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Apartamento do senador Aécio Neves é alvo de busca e apreensão durante operação da Lava Jato em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro (Foto: Alessandro Buzas/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Operação desta manhã

Endereços ligados ao parlamentar tucano também são alvo de mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (18) no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Brasília. A operação que tem Aécio como um dos alvos foi batizada pela Polícia Federal como Patmos, em referência à ilha grega onde o apóstolo João teve visões do Apocalipse.

O acesso aos corredores dos gabinetes dos senadores Aécio Neves e do deputado Rodrigo Rocha Loutes (PMDB-PR) no Congresso Nacional foram bloqueados nesta manhã.

Os agentes da PF chegaram ao Congresso pela Chapelaria, o acesso principal às duas Casas legislativas. Eles carregavam malotes para apreender documentos e possíveis equipamentos eletrônicos.

Aécio Neves é gravado pedindo R$ 2 milhões para pagar defesa na Lava-Jato, revela delação
Aécio Neves é gravado pedindo R$ 2 milhões para pagar defesa na Lava-Jato, revela delação

Afastamento de Rocha Loures

O relator da Lava Jato determinou ainda que o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) seja afastado da Câmara. Fachin, a exemplo do que decidiu em relação a Aécio, também preferiu enviar ao plenário do tribunal o pedido da PGR para prender o deputado do PMDB.

Delação da JBS

Reportagem publicada nesta quarta (17) no site do jornal “O Globo” revelou que o dono do frigorífico JBS Joesley Batista entregou à Procuradoria Geral da República uma gravação na qual Aécio pede ao empresário R$ 2 milhões.

No áudio gravado por Joesley, com duração de cerca de 30 minutos, o presidente nacional do PSDB justifica o pedido dizendo que precisava da quantia para pagar sua defesa na Lava Jato. O senador tucano é alvo de seis inquéritos no Supremo relacionados à Lava Jato.

O jornal também informou que o dono do frigorífico JBS entregou uma gravação feita em 7 de março deste ano em que o presidente da República, Michel Temer, indica Rocha Loures para resolver assuntos da holding J&F no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Rocha Loures já foi chefe de Relações Institucionais da Presidência, quando Temer era vice-presidente. Após o impeachment de Dilma Rousseff, o parlamentar peemedebista atuou como assessor especial da Presidência. Ele assumiu uma cadeira na Câmara no momento em que o Osmar Serraglio (PMDB-PR) deixou o parlamento para assumir o comando do Ministério da Justiça.

A reportagem relata que o dono da JBS marcou um encontro com Rocha Loures em Brasília e contou o que precisava no Cade. Pelo serviço, segundo “O Globo”, Joesley ofereceu propina de 5% e Rocha Lores deu o aval.

O G1 ainda não conseguiu contato nesta quinta-feira com a assessoria de Aécio Neves. Na noite desta quarta, a assessoria de imprensa do parlamentar mineiro afirmou que ele “está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos”.

A assessoria de Rocha Loures disse à TV Globo que o deputado do PMDB, que está nos Estados Unidos, irá retornar ao Brasil nesta quinta. Ainda de acordo com os assessores, somente quando desembarcar no país, nesta sexta (19), ele irá se pronunciar sobre as acusações.

O Senado informou à TV Globo que, até o momento, ainda não recebeu oficialmente o mandado do ministro do Supremo que mandar afastar Aécio do parlamento.

Com informações do G1

Dono da JBS gravou Temer dando aval para comprar silêncio de Cunha

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Segundo o colunista Lauro Jardim, de ‘O Globo’, informação faz parte do conteúdo da delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Depoimentos também citam Aécio Neves e Guido Mantega

Os donos do frigorífico JBS disseram em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR) que gravaram o presidente Michel Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois que ele foi preso na operação Lava Jato. A informação é do colunista do jornal “O Globo” Lauro Jardim.

Segundo o jornal, o empresário Joesley Batista entregou uma gravação feita em março deste ano em que Temer indica o deputado Rodrigo Rocha Lourdes (PMDB-PR) para resolver assuntos da J&F, uma holding que controla o frigorífico JBS. Posteriormente, Rocha Lourdes foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil, enviados por Joesley.

Dono da JBS grava Temer dando aval para compra de silêncio de Cunha, diz O Globo

Dono da JBS grava Temer dando aval para compra de silêncio de Cunha, diz O Globo

Em outra gravação, também de março, o empresário diz a Temer que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para que permanecessem calados na prisão. Diante dessa informação, Temer diz, na gravação: “tem que manter isso, viu?”

Na delação de Joesley, o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, é gravado pedindo ao empresário R$ 2 milhões. A entrega do dinheiro a um primo de Aécio foi filmada pela Polícia Federal (PF). A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que foi depositado numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

Nem Temer nem Aécio se manifestaram ainda sobre a declaração. A defesa de Eduardo Cunha informou que não se pronunciará.

Segundo o jornal, em duas ocasiões em março deste ano Joesley conversou com Temer e com Aécio levando um gravador escondido.

O colunista conta que os irmãos Joesley e Wesley Batista estiveram na quarta-feira passada no Supremo Tribunal Federal (STF) no gabinete do ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin – responsável por homologar a delação dos empresários. Diante dele, os empresários teriam confirmado que tudo o que contaram à PGR em abril foi de livre e espontânea vontade.

Joesley contou ainda que seu contato no PT era Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma Rousseff. Segundo “O Globo”, o empresário contou que era com Mantega que o dinheiro da propina era negociado para ser distribuído aos petistas e aliados, e também era o ex-ministro que operava os interesses da JBS no BNDES.

Cunha

Joesley disse na delação que pagou R$ 5 milhões para Eduardo Cunha após sua prisão na Lava Jato. O valor, segundo o jornal, seria referente a um saldo de propina que o deputado tinha com o empresário.

Joesley Batista disse ainda que devia R$ 20 milhões por uma tramitação de lei sobre a desoneração tributária do setor de frango.

Investigação

Segundo o jornal, pela primeira vez a PF fez “ações controladas” para obter provas. Os diálogos e as entregas de dinheiro foram filmadas e as cédulas tinham os númjeros de série controlados. As bolsas onde foram entregues as quantias tinham chips de rastreamento.

Durante todo o mês de abril, foram entregues quase R$ 3 milhões em propina rastreada.

O jornal informou que as conversas para a delação dos irmãos donos da JBS começaram no final de março. Os depoimentos foram coletados do início de abril até a primeira semana de maio. O negociador da delação foi o diretor jurídico da JBS, Francisco Assis da Silva, que depois também virou delator.

Com informações do G1

Projeto que cria Instituto Hospital de Base é rejeitado pela CESC

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O relator da proposta na comissão, deputado Juarezão (PSB), chegou a elaborar parecer recomendando a aprovação da matéria, mas não compareceu hoje à reunião para ler seu relatório.

A Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da Câmara Legislativa rejeitou hoje (17) o projeto de lei nº 1.486/2017, do Poder Executivo, que pretende criar o Instituto Hospital de Base do Distrito Federal. O relator da proposta na comissão, deputado Juarezão (PSB), chegou a elaborar parecer recomendando a aprovação da matéria, mas não compareceu hoje à reunião para ler seu relatório. Devido à ausência não justificada de Juarezão, o deputado Wasny de Roure (PT), presidente da CESC, avocou a relatoria para si e apresentou um voto em separado pela rejeição da matéria.

“Tentamos por quatro vezes ouvir o relatório do deputado Juarezão. Na última reunião da comissão, ele alegou que havíamos infringido os prazos regimentais e pediu o encaminhamento da matéria diretamente ao plenário. Ontem, o deputado Agaciel Maia (PR) também fez uma solicitação nesse sentido. O presidente Joe Valle (PDT), porém, nos garantiu que não leva o projeto para o plenário sem que tenha sido apreciado pelas comissões”, explicou Wasny, antes de ler seu relatório.

Em seu voto em separado, Wasny argumentou que a proposta de criação do Instituto Hospital de Base não foi aprovada pelo Conselho de Saúde do Distrito Federal, conforme determina a legislação vigente. Outro ponto levantado pelo distrital foi o modelo escolhido, que “é sem dúvida o modelo de organização social”. Wasny também aponta o descuido do GDF em não enviar à Câmara Legislativa informações solicitadas pelos parlamentares, citando vários ofícios encaminhados ao governo.

Wasny atacou também o modelo de contratação de pessoal proposto. “O limite prudencial com gasto de pessoal do GDF, determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, já foi atingido. A proposta tenta abrir a possibilidade de se contratar funcionários sem respeitar a legislação federal, mas a medida é inócua, pois já existe entendimento judicial de que os gastos com trabalhadores de organizações sociais também são computados para efeito da LRF”, afirmou.

A composição dos conselhos previstos para o Instituto Hospital de Base também foi criticada por Wasny. “O projeto faculta ao governador nomear todos os membros dos conselhos fiscal e de administração, o que retira a representatividade pública da gestão”, disse. Por fim, Wasny lembrou a experiência do extinto Instituto Candango de Solidariedade para recomendar a rejeição da proposta do Instituto Hospital de Base: “Os ex-gestores do ICS estão hoje respondendo a processos e isso deveria servir de exemplo ao governo”. E completou: “Esse projeto é um mal feito, com intenções escusas. Vejo nele uma forte tendência à corrupção, com intuito de formação de caixa dois para campanhas eleitorais”.

O deputado Raimundo Ribeiro (PPS) concordou com o colega e também votou pela rejeição do projeto. “É muito estranho que o governo não tenha enviado nenhum representante, seja um secretário ou os parlamentares da base, para debater esse projeto aqui na comissão, já que consideram essa proposta tão importante”, criticou. Raimundo Ribeiro disse ainda que “o governo incorre em crime de responsabilidade ao apresentar um projeto apenas para burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal”. Reginaldo Veras (PDT) foi o terceiro a votar pela rejeição do projeto.

Os três deputados aprovaram o parecer de Wasny de Roure, que rejeita o projeto de lei enviado pelo Executivo. Entretanto, por ter recebido pareceres favoráveis de outras três comissões da Casa, o PL nº 1.486/2017, segue tramitando. Agora cabe ao Plenário apreciar o parecer da CESC pela rejeição e os pareceres das demais comissões pela aprovação da matéria. Participaram da reunião de hoje os deputados Wasny de Roure, Raimundo Ribeiro e Reginaldo Veras.

Parlamentares e setor produtivo debatem solução para Guerra Fiscal na Câmara

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A busca de novos rumos e de segurança jurídica para as finanças estaduais reuniu empresários, representantes de entidades e parlamentares nessa terça-feira (16) em audiência pública da Comissão de Finanças e Tributação, realizada no auditório Freitas Nobre, na Câmara Federal. No centro do debate, o PLP 54-2015, que regulamenta os incentivos fiscais concedidos pelos estados sem aval do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A proposta também prorroga esses incentivos por períodos que variam de 1 a 15 anos.

A urgência em votar esse PLP ocorre porque o prazo concedido pelo Supremo Tribunal Federal para que o Congresso Nacional resolva questão expirou em março. “A situação é gravíssima e os estados correm o risco de continuar nessa paralisia por causa da insegurança fiscal e juridica”, alertou o deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF), autor da audiência pública. Izalci explicou que a chamada “Guerra Fiscal”, travada entre os estados em torno das reduções de alíquotas do ICMS, é inconstitucional.

O deputado Izalci Lucas ressaltou que o Distrito Federal perdeu empresas para outros estados que concederam incentivos, agravando o problema do desemprego na capital do país. Governadores deram benefícios mesmo sem a aprovação do Confaz, descumprindo a Constituição Federal.

Reforma Tributária

Segundo o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), relator da proposta de reforma tributária, a “Guerra Fiscal” se intensificou a partir dos anos 90, quando o Brasil já enfrentava uma queda de arrecadação em consequência da crise mundial. Para atrair empresas e grandes atacadistas, os governos adotaram a política de incentivos fiscais e financeiros. Hauly explica que todo o esforço setorial ou regional de tentativa de desenvolvimento fracassa diante do mau desempenho da economia nacional. ” O atual modelo está inadequado e se assenta na inconsistência do sistema tributário brasileiro. A Reforma Tributária é urgente”, disse o tucano paranaense.

Saiba mais sobre a PLP 54

O projeto de Lei Complementar 5415, em análise na Câmara dos Deputados, visa facilitar a validação de incentivo fiscais concedidos por estados e pelo Distrito Federal para atrair empresas e investimentos para seus territórios.

Pela legislação vigente, a concessão de incentivos tributários ligados ao ICMS depende de aprovação unânime do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão que reúne os secretários de Fazenda dos 26 estados e do Distrito Federal.

Catadores do lixão da Estrutural irão receber ajuda financeira por seis meses

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Proposta do governo de Brasília vai beneficiar cerca de 1,2 mil trabalhadores do aterro controlado do Jóquei

Os cerca de 1,2 mil catadores de materiais recicláveis que trabalham no aterro controlado do Jóquei, conhecido como lixão da Estrutural, vão receber uma ajuda financeira do governo no valor de R$ 360,75 por seis meses.

A medida foi proposta pelo Executivo por meio do Projeto de Lei nº 1.459, de 2017, e aprovada nessa terça-feira (16) pela Câmara Legislativa. O texto agora voltará para o Executivo e entrará em vigor a partir da sanção do governador Rodrigo Rollemberg.

Com o chamado programa de compensação financeira temporária aos catadores de materiais recicláveis que atuam no aterro do Jóquei, pretende-se dar condições de subsistência a esse público.

Para ter direito ao benefício, o catador precisará comprovar como fonte de renda principal a triagem dos resíduos retirados do aterro do Jóquei.

Ele ainda deve estar inscrito no cadastro único para programas sociais do governo federal (CadÚnico) e participar do processo de capacitação que será oferecido pelo governo de Brasília.

 

Medida compensa redução da demanda de resíduos no aterro do Jóquei

De acordo com o secretário do Meio Ambiente, André Lima, a concessão da bolsa reconhece a função dos catadores no processo de reciclagem. Além disso, é uma maneira de indenizá-los pela diminuição da demanda de resíduos em função da desativação gradual do lixão.

“Calculamos que, com o início da operação do Aterro Sanitário de Brasília, eles [catadores do aterro do Jóquei] estão perdendo, em média, de 20% a 30% da produção. Nada mais justo que o governo crie instrumentos para compensá-los”, destaca Lima.

Os catadores do aterro do Jóquei formarão a mão de obra dos centros de triagem de resíduos. A ideia é que a transferência deles para espaços voltados a essa atividade ocorra de forma sincronizada com o fechamento definitivo do lixão da Estrutural.