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Governador Rollemberg vistoria obras no viaduto da Galeria dos Estados

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Pistas que ligam os Eixinhos com o Eixão Sul, nos arredores de onde houve o desabamento, serão liberadas nesta quinta-feira (15) para o tráfego de veículos

O governador Rodrigo Rollemberg vistoriou as obras no viaduto da Galeria dos Estados nesta quarta-feira (14). O trabalho é feito por equipes da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF).

O governador Rodrigo Rollemberg vistoriou as obras no viaduto da Galeria dos Estados nesta quarta-feira (14).
O governador Rodrigo Rollemberg vistoriou as obras do viaduto da Galeria dos Estados nesta quarta-feira (14). Foto: Andre Borges/Agência Brasília

Já estão prontas as intervenções para melhorar a fluidez do trânsito próximo ao ponto em que parte da estrutura caiu em 6 de fevereiro. Foram feitas duas alças de ligação e alargadas duas já existentes. As pistas serão liberadas amanhã (15), bem como a passagem pelo Buraco do Tatu.

Acompanhado do diretor-presidente da Novacap, Júlio Menegotto, do diretor-geral do DER, Márcio Buzar, e do secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Antonio Coimbra, o governador Rollemberg agradeceu a toda a equipe que trabalhou durante o carnaval para garantir a entrega da primeira parte da obra.

“Nós anunciamos que iríamos desobstruir essa parte do Eixão até o dia 19, mas amanhã – dia 15 – certamente já estará liberada a passagem de carros”, afirmou o chefe do Executivo.

O acesso será feito de forma contínua, contornando o viaduto e seguindo o fluxo do Eixo Norte-Sul.

A passagem de pedestres na Galeria dos Estados também deverá ser liberada nesta quinta-feira (15). O espaço receberá tapumes para evitar que os pedestres acessem a área do viaduto.

O governo tem monitorado outros viadutos da cidade e pontes como a do Bragueto, na qual serão feitos reparos na laje. “Estamos vistoriando todas as pontes e viadutos e vamos fazer todas a obras de manutenção e de reforço estrutural que forem necessárias”, ressaltou Rollemberg.

Para a Ponte JK, outra que receberá intervenções, já existe um projeto de reforma. Nesta quarta (14), parte da pista ficou interditada após equipe da Novacap identificar a falta de três peças de borracha responsáveis por proteger as juntas de dilatação.

O trabalho de recolocação dessas peças está sendo feito, e a previsão é liberar a passagem assim que tudo for normalizado.

Erosão na EPGU

Na Estrada Parque Guará (EPGU), uma erosão próximo à pista que liga o Guará II à L4 Sul comprometeu parte da estrutura da via. Uma faixa foi interditada hoje (14) para diminuir a carga de veículos no local e evitar deslizamento.

Por se tratar de uma área de preservação ambiental — ao lado do Parque Ezechias Heringer—, o DER-DF encaminhou um pedido de autorização para iniciar o reparo.

Em nota, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) informou que, por ser emergencial, o trabalho de recuperação do trecho da EPGU será prontamente autorizado.

Segundo a autarquia, as ações serão acompanhadas para que sejam evitados eventuais danos ao meio ambiente decorrente das obras. Depois da intervenção, o local deverá passar por processo de revegetação, de acordo com Plano de Recuperação de Áreas Degradadas a ser apresentado pelo DER-DF.

PGR se manifesta contra habeas corpus preventivo para Lula

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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou hoje (14) parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o pedido de habeas corpus protocolado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para evitar a eventual prisão preventiva dele após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça Federal.

No parecer, Raquel Dodge argumenta que o habeas corpus não pode ser concedido pelo STF porque o mérito do mesmo pedido ainda não foi julgado pela instância inferior, o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além disso, a procuradora reafirma entendimento favorável do Ministério Público pelo início da execução provisória da pena após julgados os recursos em segunda instância.

“Estes fundamentos mostram que, ao contrário do afirmado pelos impetrantes, a execução provisória da pena de prisão não é desproporcional nem levará injustamente à prisão réu cuja culpa ainda não esteja satisfatoriamente demonstrada. Muito ao contrário. É medida que observa a presunção de inocência, o duplo grau de jurisdição e corrige a grave disfunção que acometia o sistema penal do país”, argumentou a procuradora-geral no parecer.

Condenação

No dia 24 de janeiro, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) confirmou a condenação de Lula na ação penal envolvendo o tríplex no Guarujá (SP) e aumentou a pena do ex-presidente para 12 anos e um mês de prisão. Na decisão, seguindo entendimento do STF, os desembargadores entenderam que a execução da pena do ex-presidente deve ocorrer após o esgotamento dos recursos pela segunda instância da Justiça Federal. Com o placar unânime de três votos, cabem somente os chamados embargos de declaração, tipo de recurso que não tem o poder de reformar a decisão, e, dessa forma, se os embargos forem rejeitados, Lula poderia ser preso.

No habeas corpus, a defesa do ex-presidente discorda do entendimento do STF que autoriza a prisão após os recursos de segunda instância, por entender que a questão é inconstitucional.

“Rever esse posicionamento não apequena nossa Suprema Corte – ao contrário – a engrandece, pois, nos momentos de crise, é que devem ser fortalecidos os parâmetros, os princípios e os valores. A discussão prescinde de nomes, indivíduos, vez que importa à sociedade brasileira como um todo. Espera-se que este Supremo Tribunal Federal, a última trincheira dos cidadãos, reafirme seu papel contra majoritário, o respeito incondicional às garantias fundamentais e o compromisso com a questão da liberdade”, argumentam os advogados na ocasião.

Começa coleta de amostras da parte que desabou no viaduto da Galeria dos Estados

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Material será enviado para análise em laboratório da UnB para definir se a estrutura pode ser recuperada ou se deve ser demolida e totalmente reconstruída

Começou nesta quarta-feira (14) a coleta de amostras da parte que desabou no viaduto da galeria dos Estados no dia 6 de fevereiro. A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) é a unidade responsável por colher as peças, que serão levadas para análise em laboratórios da Universidade de Brasília (UnB).

Começou nesta quarta-feira (14) a coleta de amostras da parte que desabou no viaduto da galeria dos Estados no dia 6 de fevereiro.
Começou nesta quarta-feira (14) a coleta de amostras da parte que desabou no viaduto da galeria dos Estados no dia 6 de fevereiro. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

O diretor-presidente da Novacap, Júlio Menegotto, explicou que já existe um levantamento de engenheiros da UnB, da autarquia e do DER (Departamento de Estradas de Rodagem do DF) sobre a área. “Somado à análise em laboratório, poderemos saber o que fazer com o restante do viaduto”, observou.

Peritos da Polícia Civil acompanham todo o processo de coleta e remoção das amostras. Com base na análise dos dados será decidido se é possível recuperar o que restou do viaduto ou se a estrutura será demolida e inteiramente reconstruída.

A decisão sobre como prosseguir sairá de uma reunião de representantes da Novacap, do DER e da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos com integrantes do Clube de Engenharia, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do DF (Crea-DF) e da UnB.

Em paralelo à retirada do material, prosseguem as obras de escoramento definitivo do trecho danificado do viaduto e os últimos ajustes nas alças de ligação entre Eixinhos e Eixão para amenizar os problemas de tráfego na área.

A previsão é que a passagem de pedestres e de veículos esteja liberada até a manhã desta quinta-feira (15).

A meta traçada pelo governo é terminar estas providências até o início da noite. O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, vai vistoriar as obras ainda hoje.

O Executivo trabalha intensamente na área desde que parte do viaduto desabou. Após a queda, houve liberação de R$ 50 milhões da reserva de contingência para a preservação de pontes e outras obras de arte em todo o DF.

As novas alças são uma solução para o tráfego de veículos evitar as proximidades do viaduto. O escoramento serve para a estrutura não cair e possibilitar a passagem de pedestres, bem como a atuação dos trabalhadores.

Antes do acidente, o governo já tinha investido R$ 67,7 milhões da manutenção de oito viadutos desde 2015.

Além da Galeria dos Estados, o Executivo local monitora a Ponte do Bragueto, que liga Asa Norte e Lago Norte, e a Ponte Honestino Guimarães, a segunda de ligação entre Asa Sul e Lago Sul. Outras estruturas ainda serão avaliadas.

Menegotto disse que o governo vai monitorar também a Ponte das Garças, na qual serão feitos reparos na laje, danificada por batidas de caminhões que circulam com altura acima do permitido.

Na Ponte JK, outra que receberá intervenções, já há até um projeto de reforma. Para a obra, será aberta licitação dentro de 20 a 30 dias.

Auxílio moradia para juízes: entre ilegalidades e imoralidades

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Dentre os diversos questionamentos que tem sido levantados nestes tempos em que o judiciário tem ocupado – por vezes até de maneira indevida – tamanho protagonismo na cena política nacional, poucos tem a importância que este recente debate sobre a concessão de auxílio moradia para todos os magistrados brasileiros.

Por mais forçoso que seja reconhecer que boa parte daqueles que hoje se levantam como críticos deste benefício o faz por motivos nada republicanos – como o interesse escuso de enfraquecer o judiciário em benefício dos corruptos a quem servem -, a verdade é que, no mérito, temos como procedentes a maioria das ponderações que apontam o caráter imoral, e até mesmo ilegal, do auxílio moradia nos moldes como é concedido à magistratura brasileira.

A Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN) prevê a mera possibilidade de ser outorgado aos magistrados – e não o reconhecimento expresso desta vantagem pecuniária, como querem fazer parecer alguns -, nos termos da lei, o benefício de ajuda de custo, para moradia (Art. 65, II). Com o advento da Emenda Constitucional nº 19, a lei que eventualmente vier a regulamentar o benefício terá de fazê-lo de forma compatível com o regime de subsídio estabelecido para os membros do poder judiciário.

Pela intelecção da LOMAN, à luz de sua recepção pela Constituição Federal de 1988, temos que os efeitos desta previsão do auxílio moradia é conferir maior flexibilidade na regulamentação e na outorga deste benefício aos magistrados brasileiros, por meio de lei ordinária, ao invés de lei complementar como seria regularmente exigido para qualquer disposição relacionada ao estatuto da magistratura (Art. 93, da Constituição Federal).

O arremedo de regulamentação da concessão de auxílio moradia para toda a magistratura nacional pela Resolução 199/2014 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), quando para tanto seria necessário uma lei em sentido estrito, mais se parece com uma tentativa do judiciário de conferir um benefício aos seus próprios membros sem a necessidade de sua aprovação pela representação eleita daqueles que, por meio de uma altíssima carga tributária, terão de arcar com mais esta despesa.

Esses movimentos da cúpula do poder judiciário para a concessão de vantagens aos magistrados não previstas ou com fundamento em lei tem sido recorrentes. Basta lembrar que em 2015 tivemos a decisão do CNJ, atendendo ao pedido de providências da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), e a proposta de alteração da Resolução 013/2006, para determinar aos tribunais estaduais que promovam o reajuste automático, por ato próprio, independente de projeto de lei a ser enviado à respectiva Assembléia Legislativa – em flagrante desrespeito, dentre outros, aos artigos 93, V e 96, II, “b” da Constituição de 1988 -, da remuneração de juízes e desembargadores tão logo ocorra a publicação de lei federal que venha definir novo valor para o subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Para além dos pertinentes debates sobre a moralidade das decisões que vem permitindo que diversos magistrados recebam auxílio moradia de forma indiscriminada – a exemplo da que reconheceu ao juiz Marcelo Bretas, responsável pelo julgamento dos casos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, o questionável benefício de acumular o recebimento de seu auxílio moradia com o de sua esposa, a também juiza Simone Diniz -, é preciso avançar na discusão sobre a constitucionalidade e a legalidade da própria Resolução 199/2014 do CNJ, que, na mais absoluta desconformidade com as disposições constitucionais e com a LOMAN, instituiu, de forma imprópria, o auxílio moradia para todos os magistrados brasileiros.

Se é cristalino – e especialmente deveria ser para juízes, desembargadores, ministros e conselheiros, considerando o nível do conhecimento jurídico que deles se espera -, que, ao menos até o advento do estatuto da magistratura cuja elaboração da proposta a Constituição deixou a cargo do Supremo, a regulamentação do auxílio moradia por meio de resolução do CNJ tem vícios insanáveis de forma e de competência, não menos claro é que a maneira indiscriminada na qual o benefício tem sido concedido incorre numa inconstitucionalidade material, ou seja, quanto à própria concessão do benefício.

Na contramão do que pareceu ser o pensamento do juíz Sérgio Moro, o regime e de subsídio estabelecido pela Constituição para a remuneração dos membros de poder, incluídos os do judiciário, não é compatível com a percepção de acréscimos que tenham a natureza de complemento salarial. A existência de um adicional que sirva para compensar eventual falta de reajuste no valor do subsídio fere o modelo de pagamento em parcela única, constitucionalmente estabelecido como obrigatório também para os magistrados.

Quando considerada a garantia de inamovibilidade – que, a princípio, impede a sua remoção ex officio, exceto como forma de punição – e a obrigatoriedade de residir na respectiva comarca, ambas estabelecidas pelo texto constitucional, temos que o auxílio-moradia pago aos membros da magistratura constitui uma parcela remuneratória de natureza mensal, visto que as despesas ordinárias do magistrado com moradia não decorrem do exercício de sua função pública e, sendo assim, não ensejam reparação uma econômica por parte do erário capaz de caracterizar tal benefício como de natureza idenizatória.

Este auxílio-moradia somente assume essa natureza idenizatória em casos específicos – nos quais o magistrado passa a atuar, temporariamente, em comarca diversa daquela na qual reside -, como nos de substituição, bem como dos juízes convocados, por exemplo, para funcionar como auxiliares no STF. Situações que acarretam despesas extraordinárias com hospedagem e moradia que, de fato, recaem sobre o agente público em razão da função pública que passa a exercer, justificando assim a percepção de uma parcela idenizatória.

A ausência de qualquer critério que vise conferir uma real função indenizatória ao benefício – e sua concessão também aos magistrados que residem em imóvel próprio, como é o caso do Sérgio Moro, deixa isso mais que evidente -, é sintomático, para além de qualquer dúvida razoável, de que, por trás de todo um mascaramento jurídico, o auxílio moradia, tal como hoje é recebido pelos juízes e desembargadores, constitui uma forma de adicional remuneratório vedado pela Constituição.

Infelizmente, essa análise mais cuidadosa sobre a concessão de auxílio moradia para magistrados nos mostra como, mais uma vez, a função jurisdicional vem sendo corrompida para atender aos interesses corporativos de uma categoria que, de forma lamentável, não tem se furtado de empregar os mais diversos tipos de artifícios e subterfúgios para assegurar privilégios de legalidade apenas aparente. Este é um tema sério, que escancara o desafio de conciliar a autonomia do poder judiciário

com a necessidade de coibir este tipo de abuso que, na contramão da história, remontam práticas em total falta de sintonia com a nossa situação fiscal, que não tem mais lugar no atual estágio de amadurecimento da sociedade brasileira, e custam ao contribuinte mais de R$ 800 milhões por ano.

Saulo Batista é especialista em orçamento e políticas públicas, diretor de relações governamentais da Associação Nacional do Transportador e dos Usuários de Estradas, Rodovias e Ferrovias (ANTUERF), secretário-executivo da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e membro do Secretariado Nacional de Relações Trabalhistas e Sindical do PSDB.

Resultado da primeira chamada do ProUni já está disponível na internet

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O resultado da primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) foi divulgado hoje (14), na internet. Os candidatos pré-selecionados têm até o próximo dia 23 para apresentar nas instituições de ensino os documentos que comprovem as informações prestadas no momento da inscrição.

Após conferir o resultado do ProUni, o candidato pré-selecionado deve verificar na instituição os horários e o local de comparecimento para apresentar as informações necessárias. A perda do prazo ou a não comprovação das informações implicará, automaticamente, a reprovação. A lista com a documentação a ser apresentada está disponível na página do programa.

Para quem não foi pré-selecionado ainda haverá a segunda chamada a ser divulgada no dia 2 de março.

O ProUni seleciona estudantes para receber bolsas de estudo integrais e parciais em instituições particulares de ensino superior com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nesta edição, serão ofertadas 242.987 bolsas de estudo entre integrais e parciais.

As integrais são destinadas aos estudantes com renda per capita de até um salário mínimo e meio. Já as bolsas parciais atendem aos candidatos que tenham renda familiar per capita de até três salários mínimos.

Após desabamento, viadutos de Brasília passam por vistorias

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Depois do desabamento de parte do viaduto na área central de Brasília, há uma semana, os principais viadutos e pontes da capital do país estão passando por vistoria. O trabalho avançou durante o feriado prolongado de carnaval e deve prosseguir nos próximos dias.

Em meio à programação de folia dos blocos de rua, equipes da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) e da Defesa Civil acompanham as obras de escoramento do viaduto que desabou no Eixo Rodoviário Sul, conhecido como eixão.

A estrutura em torno do bloco que caiu está recebendo vigas de sustentação e a expectativa é de que até a próxima quinta-feira (15) a passagem esteja liberada para pedestres e veículos.

“São várias ações. Primeiro é permitir o fluxo contínuo dos carros no Eixão com duas alças, cada uma delas com três faixas. Recuperando o fluxo contínuo do Eixão, a gente pode retomar a normalidade na cidade, não ter esses engarrafamentos que estão acontecendo por conta do desabamento do viaduto. A segunda ação é terminar o escoramento de toda a estrutura. É um trabalho lento porque a gente tem que fazer com segurança”, explicou à Agência Brasil o engenheiro Márcio Buzar, diretor do DER-DF.

Segundo Buzar, ainda há risco de desabamento no local, por isso o trabalho de garantir a estabilidade da estrutura tem sido intenso. Desde a queda do viaduto, 200 profissionais (150 no turno do dia e 50 à noite) trabalham na área das 7h às 23 horas. Encerrada a etapa de escoramento do viaduto, o espaço será liberado para coleta de amostras para análise por técnicos da Universidade de Brasília (Unb).

Brasília - O bancário Lindenberg Igor Silva teve o carro destruído no viaduto que desabou há uma semana na região central de Brasília (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O veículo do bancário Lindenberg Igor Silva ainda está sob a estrutura que desabou (foto Marcelo Camargo/Agência Brasil)

 

A estrutura que desabou ainda não foi removida do local. Quatro carros ainda estão embaixo do bloco que se rompeu do viaduto. O proprietário de um dos veículos tem ido diariamente ao local do acidente para checar como será a remoção da estrutura. “O que a gente precisa é ter uma noção de como teremos acesso ao veículo para retirar bens materiais nossos que estão lá, documentação, carteira, esse tipo de coisa”, relatou o bancário Lindenbergue Igor Silva.

Monitoramento

Enquanto as obras no viaduto do Eixão Sul prosseguem, especialistas do DER, Novacap e Defesa Civil vistoriam as quatro principais pontes de Brasília, entre elas, a Ponte do Bragueto, que liga a Asa Norte ao Lago Norte e dá acesso à BR 0-20 e é um dos pontos de Brasília que aparece no relatório do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TC-DF) com necessidade de reparos.

Moradores da região chegaram a fazer na última semana um abaixo-assinado online pedindo manutenção da ponte. Depois da pressão popular, a ponte foi inspecionada no último sábado (10) por uma comissão de especialistas. Os profissionais dos órgãos responsáveis avaliaram o interior da Ponte, todos os pilares e as vigas de sustentação.

Segundo o DER-DF, a equipe concluiu inicialmente que o sistema estrutural pode ser considerado “preservado” e não apresenta nenhum problema que afete a segurança da ponte. No entanto, foram instalados na ponte sensores para monitorar a movimentação sobre a ponte e enviar informações sobre vibrações e deslocamento da estrutura para um computador.

Brasília - Parte inferior da Ponte do Bragueto está sendo monitorada pela Defesa Civil e pelo Departamento de Estradas de Rodagens do DF (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Parte inferior da Ponte do Bragueto está sendo monitorada pela Defesa Civil e pelo Departamento de Estradas de Rodagens do DF )foto Marcelo Camargo/Agência Brasil)
 

As equipes também estão recompondo as lajes que foram danificadas pela colisão de veículos altos que passaram sob a ponte em desrespeito à sinalização que indica a altura limite de quatro metros.

“Hoje, a ponte não tem risco de ruir, mas não podemos conviver com esse tipo de defeito. Isso não pode acontecer, a sinalização tem que ser respeitada. Vamos fazer umas barreiras anteriores, além da sinalização que existe e é boa, queremos fazer uma barreira com poste pra que o motorista seja alertado, inclusive com barulho, algum tipo de sirene, talvez, isso pode estar sendo fabricado lá no DER”, disse Márcio Buzar.

A Ponte Honestino Guimarães, que liga a Asa Sul ao Lago Sul, também passou por vistoria no feriadão. Segundo o GDF, os representantes da Defesa Civil, da Novacap e da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos avaliaram nesta segunda-feira (12) que a estrutura externa e interna da ponte está fora de perigo e que os veículos podem continuar trafegando no local. A ponte deve receber nos próximos dias sensores de monitoramento como a ponte do Bragueto.

Segundo o DER, a ponte JK sempre teve monitoramento e os técnicos consideram que ela está sem risco. Até amanhã, a ponte das Garças, outro ponto de ligação para o Lago Sul deve passar pela vistoria e receber os sensores de monitoramento.

Candidatos poderão usar recursos próprios nas campanhas

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou a resolução que disciplina os mecanismos de financiamento de campanha para as eleições de 2018. De acordo com o texto, publicado no dia 2 no Diário da Justiça Eletrônico, além dos recursos partidários e doações de pessoas físicas, os candidatos poderão usar recursos próprios em suas campanhas, o chamado autofinanciamento.

“O candidato poderá usar recursos próprios em sua campanha até o limite de gastos estabelecido para o cargo ao qual concorre”, diz o texto da Resolução 23.553, cujo relator foi o ministro Luiz Fux, que desde o dia 6 ocupa a presidência do TSE.

Haverá limite de gastos com as campanhas. De acordo com a resolução, no caso da disputa pela Presidência da República, o valor máximo com gastos de campanha será de R$ 70 milhões. Nas eleições para o cargo de governador, os valores vão de R$ 2,8 milhões a R$ 21 milhões, conforme o número de eleitores do estado. Para a disputa a uma vaga no Senado, os limites variam de R$ 2,5 milhões a R$ 5,6 milhões, conforme o número de eleitores do estado. Para deputado federal, o limite é de R$ 2,5 milhões e de R$ 1 milhão para as eleições de deputado estadual ou distrital.

As doações, entretanto, ficam limitadas a 10% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador no ano anterior à eleição. Os bens próprios do candidato também poderão ser objeto de doação. Mas somente podem ser utilizados na campanha eleitoral quando demonstrado “que já integravam seu patrimônio em período anterior ao pedido de registro da respectiva candidatura”.

A resolução diz ainda que, além da doação ou cessão temporária de bens e serviços, as doações poderão ocorrer inclusive por meio da internet. No caso das doações bancárias, deverá constar o CPF do doador. Já “as doações financeiras de valor igual ou superior a R$ 1.064,10 só poderão ser realizadas mediante transferência eletrônica entre as contas bancárias do doador e do beneficiário da doação.”

A resolução regulamenta também outra novidade, a possibilidade de financiamento coletivo da campanha por meio de plataformas na internet. Para tanto, a plataforma deverá ter cadastro prévio na Justiça Eleitoral. Serão exigidos, ainda, o recibo da transação, identificação obrigatória, com o nome completo e o CPF do doador; o valor das quantias doadas individualmente, forma de pagamento e as datas das respectivas doações.

Essas informações deverão ser disponibilizadas na internet, devendo ser atualizada instantaneamente a cada nova doação. Os dados deverão ser enviados imediatamente à Justiça Eleitoral.

A polêmica em torno do autofinanciamento começou em dezembro do ano passado, quando o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Michel Temer que liberava o autofinanciamento sem restrição nas campanhas. Na ocasião, os parlamentares entenderam que isto poderia favorecer os candidatos com maior poder aquisitivo.

Contudo, a derrubada ocorreu a menos de um ano da eleição, o que poderia ensejar insegurança e disputa jurídica. Com isso, coube ao TSE editar norma com as regras. Pelo calendário eleitoral de 2018, o tribunal tem até 5 de março para confirmar todas as normas para o pleito deste ano.

MP que altera reforma trabalhista ainda não começou a tramitar

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A poucos dias de perder a validade – no dia 22 de fevereiro –, a medida provisória que altera pontos da reforma trabalhista (MP 808/2017) nem sequer teve os membros da comissão especial mista designados, para a primeira etapa de tramitação da matéria.

O presidente deverá ser o senador Bendito de Lira (PP-AL). Já o relator será um deputado. Inicialmente, a ideia era que Rogério Marinho (PSDB-RN), que foi o relator da reforma na Câmara, também fosse o da MP, mas as conversas não avançaram.

“Infelizmente, qualquer pergunta em relação a esse tema tem que ser dirigida ao presidente do Congresso Nacional [Eunício Oliveira]. As medidas provisórias são congressuais [Câmara e Senado, com comissões mistas] e desde que a medida veio para o Congresso, dia 14 de novembro, até agora o presidente ainda não acenou de que forma essa comissão iria funcionar. Vários partidos já designaram membros, mesmo assim o presidente ainda não definiu o funcionamento da comissão. Eu fui indicado pelo líder do governo como relator, mas a rotina, a liturgia é de primeiro eleger o presidente, que será alguém do Senado”, explicou Marinho à Agência Brasil.

O deputado lembrou que o presidente geralmente acata a designação feita pela liderança do governo que é fruto de um consenso e de um rodízio entre os partidos. “Não tenho mais expectativa sobre isso não, já era pra estar funcionando, não vou agora fazer prognóstico, vamos aguardar o que o presidente do Congresso vai decidir”, disse o deputado.

Acordo

A edição da MP foi um compromisso do presidente Michel Temer com os senadores, que estavam insatisfeitos com alguns pontos da reforma aprovada na Câmara. O acordo garantiu que o texto fosse aprovado pelo Senado sem alterações, para que a matéria não tivesse de ser analisada mais uma vez pelos deputados, pois o governo tinha pressa.

O atraso na instalação da comissão acontece porque o presidente do Senado e do Congresso, Eunício Oliveira (MDB-CE), busca garantir que as modificações acertadas com Temer sejam mantidas na MP. Já Marinho indicou anteriormente que não tem esse compromisso, o que causa desconforto.

Até o fechamento desta reportagem o presidente do Senado não foi encontrado para comentar o assunto.

A MP alterou 17 artigos da reforma trabalhista, considerados mais polêmicos. Entre os parlamentares, a falta de consenso se reflete não só no impasse para destravar a tramitação da matéria, mas também nas 967 emendas ao texto apresentadas à Comissão – o número é recorde.

Saiba quais são os principais pontos da MP:

Trabalho intermitente (executado em períodos alternados de horas, dias ou meses) – A modalidade de contrato garante parcelamento das férias em três vezes, auxílio-doença, salário-maternidade e verbas rescisórias (com algumas restrições), mas proíbe o acesso ao seguro-desemprego ao fim do contrato. A convocação do trabalhador passa de um dia útil para 24 horas. Trabalhador e empregado poderão pactuar o local de prestação do serviço, os turnos de trabalho, as formas de convocação e resposta e o formato de reparação recíproca, em caso de cancelamento do serviço previamente acertado entre as partes. O período de inatividade não será considerado como tempo à disposição do empregador e, portanto, não será remunerado. O trabalhador poderá, durante a inatividade, prestar serviço para outro empregador. Em caso de demissão, ele só poderá voltar a trabalhar para o ex-patrão, por contrato de trabalho intermitente, após 18 meses. Essa restrição vale até 2020.

Grávidas e lactantes – As gestantes serão afastadas de atividade insalubre e exercerão o trabalho em local salubre. Neste caso, deixarão de receber o adicional de insalubridade. Para as lactantes, o afastamento terá de ser precedido de apresentação de atestado médico. O trabalho em locais insalubres de grau médio ou mínimo somente será permitido quando a grávida, voluntariamente, apresentar atestado médico autorizando a atividade.

Jornada 12×36 – Acordo individual escrito para a jornada de trabalho de 12 horas, seguidas de 36 horas de descanso, só poderá ser feito no setor de saúde (como hospitais). Nos demais setores econômicos, essa jornada deverá ser estabelecida por convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho.

Contribuição previdenciária – O trabalhador que em um mês receber menos do que o salário mínimo poderá complementar a diferença para fins de contribuição previdenciária. Se não fizer isso, o mês não será considerado pelo INSS para manutenção de qualidade de segurado. A regra atinge todos os empregados, independentemente do tipo de contrato de trabalho.

Negociação coletiva – Acordo ou convenção coletiva sobre enquadramento de trabalho em grau de insalubridade e prorrogação de jornada em locais insalubres poderão prevalecer sobre a legislação, desde que respeitadas as normas de saúde, higiene e segurança do trabalho. Os sindicatos não serão mais obrigados a participar de ação de anulação de cláusula de acordo ou convenção impetrada por trabalhador (ação individual). A participação obrigatória (o chamado “litisconsórcio necessário”) havia sido determinada pela reforma trabalhista.

Trabalhador autônomo – A MP acaba com a possibilidade de o trabalhador autônomo prestar serviço a um só tomador (fim da cláusula de exclusividade). O autônomo poderá ter mais de um trabalho, no mesmo setor ou em outro diferente. Tem o direito de recusar atividade exigida pelo tomador.

Representação em local de trabalho – A comissão de representantes dos empregados, permitida em empresas com mais de 200 empregados, não substituirá a função do sindicato, devendo este ter participação obrigatória nas negociações coletivas.

Prêmios – Aqueles concedidos ao trabalhador (ligados a fatores como produtividade, assiduidade ou outro mérito) poderão ser pagos em duas parcelas.

Gorjetas – Não constituem receita própria dos empregadores, destinando-se aos trabalhadores. O rateio seguirá critérios estabelecidos em normas coletivas de trabalho.

Bancos reabrem ao meio-dia; contas que venceram no carnaval podem ser pagas hoje

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Após o feriado de carnaval, os bancos abrirão hoje (14) a partir das 12h. As contas de consumo – como de água, energia, telefone e carnês – que venceram no dia 12 ou 13 poderão ser pagas sem acréscimo nesta Quarta-Feira de Cinzas, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Normalmente, os tributos já vêm com datas ajustadas ao calendário de feriados nacionais, estaduais e municipais, segundo a Federação. Caso isso não tenha ocorrido no documento de arrecadação, e o pagamento não tenha sido antecipado pelo cliente, ele ainda pode ser feito hoje.

Muita gente uso ou caixa eletrônico para sacar o dinheiro das contas inativas do FGTS
Muita gente uso ou caixa eletrônico para sacar o dinheiro das contas inativas do FGTS (foto Cristina Índio do Brasil/Agência Brasil)
 

Os pagamentos podem também ser feitos por canais eletrônicos, como pelo site do banco ou aplicativo. Os tributos que possuem código de barras podem ter o seu pagamento agendado nos caixas eletrônicos, no internet banking e pelo atendimento telefônico do banco.

Os boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos – para poder visualizar boletos online – poderão ser pagos via Débito Direto Autorizado (DDA).

Para aqueles clientes que irão passar a semana viajando e quiserem ir até uma agência, é possível consultar o endereço dos bancos por estado ou município no site Busca Banco da Febraban.

ProUni divulga hoje resultado da primeira chamada

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O resultado da primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) será divulgado hoje (14), na internet. Os candidatos pré-selecionados têm até o próximo dia 23 para apresentar nas instituições de ensino os documentos que comprovem as informações prestadas no momento da inscrição.

Após conferir o resultado do ProUni, o candidato pré-selecionado deve verificar na instituição os horários e o local de comparecimento para apresentar as informações necessárias. A perda do prazo ou a não comprovação das informações implicará, automaticamente, a reprovação. A lista com a documentação a ser apresentada está disponível na página do programa.

Para quem não foi pré-selecionado ainda haverá a segunda chamada a ser divulgada no dia 2 de março.

O ProUni seleciona estudantes para receber bolsas de estudo integrais e parciais em instituições particulares de ensino superior com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nesta edição, serão ofertadas 242.987 bolsas de estudo entre integrais e parciais.

As integrais são destinadas aos estudantes com renda per capita de até um salário mínimo e meio. Já as bolsas parciais atendem aos candidatos que tenham renda familiar per capita de até três salários mínimos.