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Supremo Tribunal Federal deve julgar hoje restrição ao foro privilegiado

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O Supremo Tribunal Federal (STF) deve começar a discutir na sessão de hoje (31) a restrição ao foro privilegiado para deputados federais e senadores. A sessão está prevista para começar às 14h.

O caso concreto que será julgado é de relatoria do ministro Luís Roberto Barroso e envolve a restrição de foro do atual prefeito de Cabo Frio (RJ), Marcos da Rocha Mendes. Ele chegou a ser empossado como suplente do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mas renunciou ao mandato parlamentar para assumir o cargo no município. O prefeito responde a uma ação penal no STF por suposta compra de votos, mas, em função da posse no Executivo municipal, o processo foi remetido para a Justiça do Rio de Janeiro.

Em fevereiro, ao enviar o caso para julgamento em plenário, Barroso disse que os detentores de foro privilegiado somente devem responder a processos criminais no STF se os fatos imputados a eles ocorrerem durante o mandato. No caso de fatos que ocorreram antes do mandato, a competência para julgamento seria da primeira instância da Justiça. De acordo com a Constituição, cabe ao Supremo julgar membros do Congresso Nacional nas infrações penais comuns.

Na ocasião, Barroso argumentou que o atual sistema “é feito para não funcionar” e se tornou uma “perversão da Justiça”. “Não é preciso prosseguir para demonstrar a necessidade imperativa de revisão do sistema. Há problemas associados à morosidade, à impunidade e à impropriedade de uma Suprema Corte ocupar-se, como primeira instância, de centenas de processos criminais. Não é assim em parte alguma do mundo democrático”, disse ele.

No despacho, Barroso também fez críticas à ineficiência do Supremo no julgamento dos processos criminais envolvendo deputados federais e senadores. Segundo o ministro, existem na Corte aproximadamente 500 processos contra parlamentares, sendo 357 inquéritos e 103 ações penais.

“O prazo médio para recebimento de uma denúncia pelo STF é de 565 dias. Um juiz de primeiro grau a recebe, como regra, em menos de uma semana, porque o procedimento é muito mais simples”, comparou.

Ex-governador Agnelo Queiroz recebe habeas corpus e sai da cadeia

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O ex-governador Agnelo Queiroz (PT) sai da cadeia na manhã desta quarta-feira (31). O petista estava preso desde o dia 23 na operação Panatenaico, que investiga um esquema de corrupção na reforma do estádio Nacional Mané Garrincha. A decisão é do desembargador Federal Néviton Guedes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Agnelo já está em casa.

A Justiça acatou os argumentos de que ele não é mais político, que não tem mais contato com nenhum outro dos envolvidos e que abriu mão dos sigilos bancários e fiscal. Além de Agnelo, também foram liberados o dono da Via Engenharia Fernando Queiroz e o ex-presidente da Novacap Nilson Martoreli. O ex-governador José Roberto Arruda e o ex-vice-governador Tadeu Filippelli continuam presos.

Trecho da decisão que libera o ex-governador Agnelo Queiroz (Foto: Reprodução)

Torquato Jardim será empossado hoje no Ministério da Justiça

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A nomeação de Torquato Jardim para o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, no lugar do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), está publicada (31) no Diário Oficial da União desta quarta-feira (31). A posse do novo ministro está marcada para as 15h no Palácio do Planalto.

No mesmo decreto, assinado pelo presidente Michel Temer, está a exoneração de Torquato Jardim do comando do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU). Na edição também está publicado o decreto com a exoneração de Osmar Serraglio.

Ontem (30), em nota, Serraglio informou que recusava o convite do presidente Michel Temer para ocupar o cargo de ministro da Transparência. No último domingo (28), Temer anunciou que trocaria o comando dos dois ministérios e fez o convite a Serraglio, que estava no cargo desde março. Ele iria para a pasta ocupada por Torquato Jardim.

Na carta de recusa enviada ao presidente da República, Serraglio diz que voltará a ocupar o mandato na Câmara. “Volto para a Câmara dos Deputados, onde prosseguirei meu trabalho em prol do Brasil que queremos”.

Serraglio reassume o mandato na Câmara, ocupado por seu suplente, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Loures foi flagrado pela Polícia Federal com uma mala com R$ 500 mil que, segundo investigações, foi enviada pelo empresário Joesley Batistas, dono do frigorífico JBS, como pagamento de propina. Com a volta de Serraglia à Câmara, Rocha Loures deixa de ser deputado e perde o foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF).

Governador Rollemberg desafia a JBS após ser acusado de receber propina

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Contrariado com o estrago causado pelas delações da JBS em sua gestão, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) decidiu partir para o ataque. Nesta terça-feira (30/5), durante visita ao Sol Nascente, em Ceilândia, o socialista carregou nas palavras para desafiar os delatores a provarem que teria recebido propina disfarçada de doação oficial em 2014, conforme afirmou Ricardo Saud, ex-executivo da J&F, holding controladora da JBS.

“Eu desafio qualquer executivo da JBS a apontar contrapartida ou benefício que tenha sido dado pelo GDF em função das doações… Se deram qualquer doação oficial pensando em contrapartida, quebraram a cara”, enfatizou, com convicção, o chefe do Executivo local, em entrevista à Rede Globo. Segundo ele, o seu governo chegou a recusar pedido de benefício tributário, que a empresa considerava vantajoso, para o centro de comercialização que mantinha no DF.

Rollemberg, conforme mostrou o Metrópoles no domingo (28), aparece na relação de 16 nomes de governadores eleitos, entregue pelo ex-executivo, para quem a JBS teria desembolsado propina. Em 2014, R$ 852,8 mil reforçaram a campanha do então candidato ao Palácio do Buriti. Na prestação de contas apresentada por Rollemberg ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o maior volume repassado, R$ 450 mil, aparece como doação direta da JBS.
O restante, R$ 402,8 mil, foi repassado pela direção distrital do PSB à campanha do socialista em 40 transações atípicas, com valores que começam em R$ 6,54. Os repasses foram feitos de maneira oficial entre julho e novembro de 2014.

A versão do governador de que o GDF se mantém fora do radar do grupo, entretanto, não se sustenta. Reportagem divulgada pelo Metrópoles revelou que, somente nos últimos dois anos e meio da gestão de Rollemberg, a empresa amealhou R$ 12,6 milhões em serviços para fornecimento de produtos da merenda escolar. Quase a metade dos R$ 31.070.135,37 foram pagos à JBS como contraprestação pelos serviços prestados ao governo local num período de nove anos.

A contratação ocorreu em 2014, na gestão de Agnelo Queiroz (PT). Porém, em 2015, ano em que o governo de Rollemberg teve início, houve a primeira prorrogação do contrato. O termo aditivo previa mais 12 meses de vigência, a partir de 21 de julho daquele ano, sem licitação. Em 2016, a secretaria editou o segundo termo aditivo e prorrogou por mais um ano o contrato firmado. A vigência terminará em 21 de julho próximo.

Cenário ruim
As doações da JBS não são as únicas que assombram Rollemberg. Ele também recebeu, como doação eleitoral em 2014, R$ 1,7 milhão de três empreiteiras que são alvo da Lava Jato. De acordo com registros do TSE, foram R$ 200 mil da Odebrecht; R$ 500 mil da Andrade Gutierrez, repassados por meio da direção do partido; e R$ 1 milhão da Via Engenharia.

Não bastasse isso, a provável delação de um dos detentos do Complexo Penitenciário da Papuda tem tirado o sono do número um do Palácio do Buriti. Preso desde 1º de julho de 2016, Lúcio Funaro, apontado como operador do ex-deputado Eduardo Cunha, negocia um acordo de colaboração com o MPF.

Um dos cinco nomes apresentados por ele aos procuradores durante reuniões preliminares pode trazer complicações para o governo atual: Ricardo Leal, principal arrecadador da campanha de Rollemberg.

Do Metrópoles

Terracap apresenta ao público projeto de concessão do Arenaplex

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Estudo indica a construção de praça para atrair a população e a inclusão de Brasília no calendário nacional de eventos como os principais passos a serem seguidos

Os estudos técnicos para o projeto de concessão do Arenaplex — Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, Ginásio Nilson Nelson e Complexo Aquático Cláudio Coutinho — foram apresentados ao público pela primeira vez, na manhã desta terça-feira (30). O encontro ocorreu no auditório da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap).

A proposta é conceder o conjunto esportivo por 35 anos, renováveis por outros 35 anos. A ideia é potencializar a capacidade do Mané Garrincha de ser o palco de grandes eventos, reformar o Nilson Nelson para também poder receber jogos e shows, além de manter o uso social do Claudio Coutinho. A publicação do edital de licitação da parceria público-privada está prevista para o fim de julho.

O investimento inicial do concessionário será de R$ 80 milhões na revitalização dos espaços. Além disso, ele deverá assumir os gastos do governo de cerca de R$ 8,5 milhões por ano com a manutenção do espaço, e pagar outorga anual de R$ 5 milhões para a Terracap, dona do terreno.

“Ao deixar de gastar com a manutenção e arrecadar com a outorga da concessão, o governo e a população de Brasília têm um ganho de cerca de R$ 13,5 milhões”, observou o diretor de Novos Negócios da Terracap, André Gomyde.

Em contrapartida, o concessionário pode explorar comercialmente os equipamentos esportivos e as cerca de 7 mil vagas de estacionamento.

Circulação de pessoas no Arenaplex

A construção de um bulevar— espécie de praça — em frente ao Mané Garrincha visa melhorar o paisagismo em volta do empreendimento e aumentar a circulação de pessoas. O investimento da iniciativa privada seria de cerca de R$ 200 milhões.

Segundo o CEO da Dubois & Co. — empresa habilitada no processo para ser responsável pelos estudos —, Richard Dubois, a iniciativa tem base em ideias de Lucio Costa (urbanista que projetou Brasília) de instalar aparelhos de lazer acessíveis e integrados próximo ao Eixo Monumental.

“O bulevar é o coração do projeto, porque garante o fluxo constante de pessoas em um local que pode ter cinema, teatro, entre outros empreendimentos fora de dias de grandes eventos”, explicou Dubois.

Audiência e consulta públicas

A apresentação de hoje é mais um passo na garantia de transparência do processo, iniciado em março de 2016 com publicação do edital de chamamento público para procedimento de manifestação de interesse.

Em 15 de junho, ocorre uma audiência pública, em que empresários interessados em investir no projeto, órgãos de controle e a população em geral vão poder ter acesso mais uma vez ao projeto.

Na mesma época, a Terracap vai deixar disponível, por 30 dias, para consulta a minuta do edital de licitação na internet, antes da publicação do documento definitivo no Diário Oficial do Distrito Federal.

Ibram gasta R$ 58,6 milhões com pessoal e apenas R$ 3 milhões com área fim

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Foi apresentado nesta terça-feira (30) o relatório de gestão fiscal do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) à Comissão de Fiscalização, Gestão, Transparência e Controle da Câmara Legislativa. O documento detalha as receitas e despesas do órgão no ano passado e foi apresentado pelo superintendente do Ibram, Cleycione Carlos. Os números impressionam: enquanto R$ 58,6 milhões foram destinados exclusivamente para o pagamento de salários, sem contar benefícios como auxílio alimentação, apenas R$ 3 milhões foram efetivamente gastos com a atividade fim do órgão, ou seja, a proteção do meio ambiente.

“Se somarmos o valor pago a título de auxílio alimentação aos gastos com pessoal, verificaremos que o Ibram gasta 90% de seu orçamento somente para pagar os funcionários. Apesar disso, precisamos reforçar nosso quadro de pessoal”, afirmou Cleycione. O superintendente também destacou que os gastos com a área meio superam os valores destinados à área fim. “Gastamos R$ 5,2 milhões com manutenção, água, luz, telefone, aluguel de imóveis e transporte. Por outro lado, a área fim recebeu pouco mais de R$ 3 milhões. É preciso ressaltar que a atividade finalística fica muito comprometida nesse modelo de gestão”, observou Cleycione.

Os gastos do Ibram com investimentos são ainda menores, apenas R$ 93 mil, o que representa somente 0,45% de seu orçamento. “Contamos com as emendas parlamentares da Câmara Legislativa para aumentar esse valor”, frisou o secretário geral do Ibram, Leoclides Arruda, também presente na apresentação do relatório. Entre as ações que se enquadram na área fim do órgão estão desocupações de parques e áreas verdes e também a desocupação da orla do Lago Paranoá. “É amedrontador que essas ações tão importantes para o DF recebam apenas 0,10% do orçamento do órgão”, afirmou Cleycione.

Os gestores do Ibram também reclamaram do cancelamento de emendas parlamentares destinadas para manutenção dos parques do DF. “Havia R$ 3,8 milhões destinados no ano passado, mas 90% desse valor foi cancelado e destinado para pagamentos de folhas de outros órgãos do governo. Os 10% restantes só foram liberados no dia 27 de dezembro, portanto, sem tempo hábil para execução”, reclamou Cleycione. O gestor disse ainda que o Ibram está buscando receitas próprias com a aplicação de multas, licenciamentos e concessões de uso.

O deputado Rodrigo Delmasso (Podemos), presidente da comissão, destacou a importância de se aproximar a Câmara Legislativa da gestão dos órgãos. “O Ibram deve procurar uma forma de garantir sua descentralização administrativa e financeira, assim haverá mais segurança de que as emendas parlamentares ao orçamento sejam de fato executadas”. Delmasso observou ainda que a apresentação do relatório para a comissão é uma demonstração de transparência da gestão, mas lembrou que é preciso também garantir que a verba seja destinada para a finalidade do órgão.

Projeto que regulariza incentivos fiscais pode ser votado hoje na Câmara

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O projeto que convalida isenções concedidas no âmbito da guerra fiscal entre os estados (PLP 54/15) está na pauta da sessão do Plenário da Câmara dos Deputados desta terça-feira (30), a partir das 14h.

O projeto, de autoria do Senado, propõe uma transição para as isenções fiscais concedidas unilateralmente pelos estados, com prazos que variam de 1 a 15 anos de vigência para as atuais isenções e incentivos. O texto prevê ainda que um convênio do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) poderá perdoar os créditos decorrentes das isenções de ICMS concedidas, prorrogando-as por períodos que variam de acordo com o setor.

A urgência em votar o projeto ocorre porque o prazo concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para que o Congresso Nacional resolva a questão já expirou.  “Espero que o PLP 54 seja votado hoje no plenário da Câmara. A situação é gravíssima e os estados correm o risco de continuar nessa paralisia por causa da insegurança fiscal e juridica”, alertou o deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF).

O deputado Izalci Lucas ressaltou que o Distrito Federal perdeu empresas para outros estados que concederam incentivos, agravando o problema do desemprego na capital do país. “Quando o Distrito Federal concedeu incentivos foi punido”, disse Izalci.

O relator da matéria pela Comissão de Finanças e Tributação, deputado Alexandre Baldy (Podemos-GO), apresentou um substitutivo cuja a principal novidade é um redutor progressivo dos incentivo ao longo de sua vigência estendida.

TJDFT concede habeas corpus para suspender restrição a passaporte de ex-senador

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A 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, por maioria, concedeu parcialmente a ordem de habeas corpus ao ex-senador Valmir Amaral e ao devedor Pedro Henrique Medeiros de Araújo, e determinou ao Juízo de 1ª Instância que tome todas as providências para retirar as vedações relativas a seus passaportes, mas manteve a restrição de suas carteiras de motorista.

Os impetrantes são réus em ação de execução de título extrajudicial, processo nº 2014.05.1.009683-0, uma cobrança de mais de R$ 5 milhões, e se insurgiram contra decisão da juíza da Vara Cível de Planaltina, que entendeu que os devedores estariam ocultando bens com intuito de frustrar a execução, e determinou a suspensão de suas carteiras de habilitação, bem como de seus passaportes, até que haja o pagamento total da dívida.

Em decisão monocrática, o relator deferiu a liminar e determinou a liberação dos passaportes dos devedores, mantendo a suspensão de suas habilitações.

No julgamento do mérito, o relator manteve seu entendimento, sendo seguido pela maioria dos demais desembargadores, e registrou: “Sustentam os impetrantes, em suma, que o direito constitucional de ir e vir do paciente encontra-se violado, haja vista a suspensão de seu passaporte e de sua Carteira Nacional de Habilitação. Contudo, não vislumbro qualquer ilegalidade na r. decisão no que tange à suspensão da CNH, ante a inexistência de violação direta e imediata ao direito de locomoção do paciente, o qual poderá locomover-se livremente por outros meios… Nesse particular, saliento que a informação trazida aos autos desta impetração de que o paciente, ex-Senador da República e grande empresário no ramo de transportes, possui círculo de amigos de alto padrão que podem beneficiar-lhe com o empréstimo de qualquer bem, inclusive veículos, também indica que poderão prestar-lhe colaboração nos seus deslocamentos. Outrossim, entendo que a suspensão da CNH não enseja violação direta do direito de ir e vir do paciente, o qual poderá se locomover livremente por outros meios. Contudo, o mesmo não ocorre com a suspensão do passaporte, medida que se encontra em ofensa direta ao mandamento constitucional contido no art. 5º, inciso XV, da CF, segundo o qual “é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens“. Com efeito, o passaporte é o documento sem o qual o paciente não poderá se ausentar do país, sendo certo, portanto, que se mostra inconstitucional qualquer medida que impeça a sua livre locomoção, para entrar ou sair do país, por força de medida atípica tomada em execução de título extrajudicial”.

Buriti registra queda na arrecadação e se mantém no limite prudencial da LRF

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Relatório de gestão fiscal do primeiro quadrimestre aponta que 47,19% da receita corrente líquida foram usados para pagar salários. Recolhimento de impostos sofreu decréscimo real de 0,7% no período analisado

O esforço do governo de Brasília nos últimos dois anos para enxugar a máquina pública e conseguir fontes extraordinárias de receitas permitiu a manutenção de serviços essenciais à população e o pagamento em dia do funcionalismo público. O mesmo já não ocorre em outras unidades da Federação.

Embora o trabalho do Executivo tenha colocado a capital do País em uma posição melhor do que a encontrada no início de 2015, a crise econômica nacional ainda é um obstáculo difícil de ser superado.

Publicado nesta terça-feira (30), o relatório de gestão fiscal da Secretaria de Fazenda aponta que, de maio de 2016 a abril de 2017, os gastos públicos com pagamento de pessoal atingiram 47,19% da receita corrente líquida — composta por tributos e transferências da União, além da despesa total com pessoal dos últimos 12 meses — do Distrito Federal.

Comparado à última aferição (46,82%), o índice representa um acréscimo de 0,37 ponto percentual. O relatório leva em conta não só dados do quadrimestre apurado, mas dos dois anteriores.

Para chegar à porcentagem de gastos com pessoal, a Fazenda considera números da receita corrente líquida — R$ 20,2 bilhões no período compreendido — e da despesa líquida total com pessoal.

O índice faz com que as despesas do governo com pessoal permaneçam no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) — acima de 46,55% —, mas abaixo do limite máximo (49%).

No período avaliado, o DF destinou R$ 9,5 bilhões para pagar o funcionalismo.

Nessa conta não são considerados os repasses do Fundo Constitucional, usados para custear os salários dos servidores da Segurança Pública, em sua totalidade, e de parte da Saúde e da Educação.

Restrições impostas pela LRF

Como ainda não conseguiu sair do limite prudencial da LRF, o Executivo segue com algumas restrições, como a impossibilidade de conceder reajustes, fazer mudanças na estrutura administrativa que impliquem novas despesas e contratar servidores públicos (à exceção de reposições nas áreas de segurança, saúde e educação).

Quando enquadrado no limite máximo, acima dos 49%, os impedimentos são ainda mais rigorosos.

Além daqueles estabelecidos no limite prudencial, somam-se a proibição de contratar operações de crédito com o governo federal ou bancos internacionais. O Estado também não pode receber transferências voluntárias (quando, por exemplo, a União repassa recursos a título de cooperação financeira em casos emergenciais).

Excesso de gastos começou em 2014

O excesso de gastos no DF começou na gestão anterior, no segundo quadrimestre de 2014, quando o governo passou de 45,96% da receita corrente líquida comprometida com pagamento de pessoal para 46,93% no último quadrimestre do mesmo ano.

Relatório divulgado em janeiro de 2015 mostrou que o governador Rodrigo Rollemberg assumira o cargo com o limite prudencial já ultrapassado em 0,38 ponto porcentual.

Depois, o Tribunal de Contas do DF identificou diversas despesas de exercícios anteriores não contabilizadas em 2014. Com isso, o terceiro quadrimestre daquele ano foi encerrado com 2,57 pontos porcentuais acima do limite prudencial de gastos com o funcionalismo. Ou seja, também superior ao limite máximo, que é de 49%.

Desde então, o governo de Brasília adota medidas para conter despesas e melhorar as receitas. São exemplos: a dispensa de cerca de 4 mil servidores em cargos em comissão, a diminuição no número de secretarias, a revisão de contratos com fornecedores e a aprovação de matérias na Câmara Legislativa que resultaram em aumento de arrecadação.

Essas ações contribuíram para que o Executivo esteja no quarto quadrimestre consecutivo fora do limite máximo da LRF.

Arrecadação cai no primeiro quadrimestre de 2017

A arrecadação tributária do Distrito Federal caiu no primeiro quadrimestre de 2017.

De janeiro a abril, foram recolhidos R$ 4,891 bilhões com tributos, o que representa um acréscimo nominal de 3,8% em relação ao mesmo período de 2016 (R$ 4,712 bilhões). No entanto, os valores correspondem a um decréscimo real — quando se considera a inflação do período — de 0,7%.

Se o recorte considerar apenas o mês de abril deste ano, a arrecadação tributária alcançou R$ 1,172 bilhão, o que configura diminuição nominal de 5,9% e queda real de 9,5% na comparação com abril de 2016 (R$ 1,246 bilhão).

Tecnologia e inteligência para incrementar a receita

O secretário adjunto de Fazenda, Wilson de Paula, explica que a queda na arrecadação do DF tem relação direta com o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB).

“Quando fizemos a LOA [Lei Orçamentária Anual], prevemos um cenário um pouco mais positivo, mas as crises política e econômica alteraram o comportamento econômico do País e influenciaram na frustração da nossa receita”, destaca.

“Quando fizemos a LOA (Lei Orçamentária Anual), prevemos um cenário um pouco mais positivo, mas as crises política e econômica alteraram o comportamento econômico do País e influenciaram na frustração da nossa receita”Wilson de Paula, secretário adjunto de Fazenda

Segundo ele, o governo desenvolve projetos para melhorar a eficiência na arrecadação, como modernizar os sistemas de cobrança de tributos.

Outro mecanismo que deve injetar nos cofres públicos cerca de R$ 140 milhões em 2017 é a aerofotometria, que, por meio de fotos aéreas, identificar se algum morador aumentou ou reduziu seu imóvel.

Com base nas imagens, a pasta recalculará o valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) do DF. “Vamos usar a tecnologia e a inteligência para aperfeiçoar os mecanismos de fiscalização, o que naturalmente vai resultar em incremento de receita”, estima o secretário adjunto de Fazenda.

Índice que reajusta aluguel cai 0,93% e taxa acumulada é de 1,57% em 12 meses

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O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) apresentou variação negativa de 0,93% em maio, após um recuo de 1,10% em abril e uma alta de 0,82% em maio do ano passado. No acumulado desde janeiro, a taxa caiu 1,29%. Já em 12 meses, há uma elevação de 1,57%, resultado que serve de base para o cálculo da renovação dos contratos do aluguel e para outros tipos de contratos.

A pesquisa foi feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) com base na variação de preços coletados entre 21 de abril e 20 de maio em três componentes: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) com recuo de 1,56% ante uma queda de 1,77%; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) que passou de 0,33% para 0,29% e , em maio, ante 0,33%, e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) com alta de 0,13% após uma baixa de 0,08% em abril.

Recuo das commodities

No grupo do IPA, a principal influência para a queda na média dos preços partiu dascommodities (produtos com cotação no mercado internacional) com recuo de 5,26% ante uma variação negativa de 5,22% em abril. Os destaques foram minério de ferro (de -5,24% para -18,20%), cana-de-açúcar (de 0,11% para -3,86%) e leite in natura (de 3,68% para 0,93%).

No período, ocorreu elevação da soja (em grão) (-9,38% para 3,25%); dos bovinos (de -2,79% para 0,33%) e, no caso do milho (em grão), há um movimento de recuperação de preços. A cotação deste grão teve uma redução média de 6,13%, taxa que é bem menos expressiva do que a de abril (-14,52%)

Em relação ao IPC, quatro das oito classes de despesa tiveram decréscimos e a principal colaboração foi constatada em alimentação (de 0,90% para -0,13%). Já o INCC indicou uma reversão com taxa de 0,13% ante uma diminuição de 0,08%, refletindo o custo da mão de obra em 0,27% após ter apresentado estabilidade, em abril.